sábado, 28 de fevereiro de 2009

MINHA ESCOLA PRIMÁRIA

Estudei nesta escola desde a metade da terceira série (quando me mudei pra cá) até o fim da oitava série. Acho que esse período compreende os anos 1976-1981. O prédio, antigo, fica no meio da praça central da cidade. Eu adorava o chão de madeira que balançava. Aliás, até hoje prefiro coisas mais velhas. Sei que é puro clichê, mas depois de muitos anos sem entrar na escola, o teto me pareceu mais baixo, tudo era mais reduzido. E olha que eu fiquei mais de uma década sem entrar lá, mesmo passando ao lado do prédio literalmente quase todo santo dia!

Há um prédio de apartamentos ao lado da escola, acho que o primeiro construído por aqui. Quando vim pra cá, já existia, inclusive. Lembro-me de uma vez quando estávamos preparando a festa da primavera (bem, na verdade, eu não ajudava droga nenhuma, só conversava... ah tá bom, vou confessar vai, só bagunçava mesmo!), ouvimos um barulho enorme como se algo tivesse se chocado. Não demorou muito pra virem avisar que alguém despencara do edifício e o barulho que ouvíramos era o choque do corpo contra o alumínio que protegia um bar que fica embaixo do prédio. A gente foi dispensado da escola e, como o prédio era em frente, claro que todo mundo quis is ver o local do acidente. O corpo já não estava mais lá, mas me lembro duma poça enorme de sangue e de um chapéu dentro dela. O chapéu deve ser truque de memória porque o que alguém estaria fazendo de chapéu dentro de casa? Também me lembro do guarda mandando a gente "circular".... Acho que fomos dispensados porque quem caiu era ou havia sido funcionário da escola.

Houve rumores depois, sobre a causa da queda. Coisa de cidade pequena dirão! Exato, coisa de cidade pequena. Tão pequena como o bando de rumores que circulam no mundo todo após cada tragédia, agora que elas são mostradas em tempo real, né? Ah, me dá um tempo!

EL FRASCO

Erra quem afirma que o cine argentino vive apenas de lamber as feridas da ditadura e tem como ambientação somente Buenos Aires. Certamente não viram filmes como La Ciénaga (2001) ou aquela pedrinha preciosa chamada Histórias Mínimas (2002).

Ontem vi El Frasco (2008) e achei uma fofura! Conta a história de gente simples da província: um mal entendido causado por uma troca de amostra de urina prum exame. O responsável pela troca é um motorista de ônibus tão calado e robotizado que chega dar a impressão de certo autismo.

Como eu havia visto recentemente 2 outros filmes argentinos com personagens “mudas” – os maravilhosos El Custódio (2006) e El Otro (2007), ambos com o excelente Julio Chavez – decidi dar uma chance a El Frasco. O protagonista Dario Grandinetti também influiu na escolha porque eu assistira a um belo drama co-produzido por Brasil e Argentina (acho que é co-produção, não tenho certeza) chamado Bodas de Papel (2008) e o trabalho do Dario me agradou. Isso sem contar na voz dele em português que é inquietantemente idêntica à de um grande amigo argentino.

Não me arrependi de ter dado a chance. A personagem do motorista é adorável na sua esquisitice. A interpretação está ótima. Um ou outro desnível de tom na narrativa também não me tirou o profundo prazer de ver o filme. Até a música que pontua demais os momentos em que a gente “tem” que se emocionar ou aqueles em que a gente “tem” que sorrir não me incomodou depois dum tempo. O Grandinetti segura o filme e me proporcionou uma noite agradabilíssima! Ri e até deu uma umedecidinha nos olhos num momento.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

SOBRINHO NOVO

Em outro post mencionei meu novo sobrinho, o Lucas. Acontece que minha sobrinha mais velha, a Amanda, tá morando com o Lucas. Há 2 semanas fui a casa deles comer pizza. A mama, irmão, cunhada, irmã, a outra sobrinha, enfim o clã quase todo estava lá pra estreiar a casa nova deles.

Aqui está uma música da banda dele, a Tuna. O Lucas é o vocalista. Bem vindo à família, Lucas!


REVISTA VEJA

Eis aqui matéria publicada na Revista Veja, por ocasião dos protestos gerados devido ao filme Código da Vinci. A matéria é interessante porque mostra albinos que desenvolvem atividade profissional etc.

http://veja.abril.com.br/140606/p_064.html

CABELO

Vocês nem imaginam a quantidade de trabalho que recaiu nas minhas alvas costinhas!!

1 – Estou lecionando 2 disciplinas na facul que não fazem parte da minha área direta de atuação, então imagina o trampo pra preparar as aulas!
2 – Semana que vem os alunos particulares começam com força total. Não são tantos assim, mas tenho que tratar tudo com respeito e seriedade, senão a massa desanda.
3 – Estudo uma porrada da de coisas de lingüística e afins prum concurso que talvez venha a prestar.
4 – Tenho um texto longo e importante pra traduzir pruma revista também importante.

To ficando de cabelo preto!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nada mal pralguém com visão sub-normal, né? Viram só como não é o fim do mundo? E também é por isso que não tenho muito saco pra ouvir choramingo....

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

DE ONDE FALO

Embora nascido na cidade de São Paulo, este blogueiro mudou-se pruma cidade do interior do estado e cá está até hoje.

Tirando o calor infernal que faz de vez em quando, gosto bastante daqui e discordo de quem pensa que uma vida rica e "completa" só possa ser desfrutada nalgum grande centro.

Vejam onde vivo:


Ah, a segunda canção que toca no vídeo é do meu mais novo "sobrinho", o Lucas!"

ALBINOS DO MEU BRASIL

Pesquisando na net ontem, encontrei este blog criado em 2006 para discutir o albinismo. Embora as postagens tenham se estendido por apenas 2 meses, são de ótima qualidade e dão uma boa idéia sobre o albinismo, as dificuldades enfrentadas etc. Também há lindas fotos de pessoas com alvbinismo.

http://albinosdomeubrasil.blogspot.com/

No blog há links interessantes, inclusive de uma comunidade de albinos no orkut, na qual me inscrevi, muito embora não esteja habituado ao uso dessa ferramenta de contato. Mas, prometo que essa comunidade visitarei sempre!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

VISIBILIDADE


Apresentadora infantil deficiente gera polêmica na Grã-Bretanha
A estreia de uma apresentadora portadora de deficiência física em um dos canais infantis da BBC gerou polêmica na Grã-Bretanha depois que pais reclamaram que ela estaria "assustando seus filhos".
Cerrie Burnell, de 29 anos, que nasceu sem a mão e o antebraço direitos, apresenta desde janeiro dois programas no canal CBeebies, dedicado a crianças com até 5 anos de idade.
Sua participação gerou um debate no site do canal infantil e em websites britânicos especializados em dicas para pais e mães.
Em um dos comentários mais polêmicos, um pai disse temer que sua filha tivesse pesadelos com a apresentadora.
Apoio
Segundo a BBC, desde que as reclamações vieram à tona - nove ao todo - , a emissora recebeu muito mais mensagens de apoio à presença de Burnell.
O diretor do CBeebies, Michael Carrington, defendeu a escolha da apresentadora, dizendo que ela é "simpática e natural".
"É uma tarefa difícil ter de entreter milhões de crianças todos os dias e, com o tempo, pais, mães e crianças vão adorá-la como nós a adoramos", afirmou.
Entidades de defesa dos direitos dos deficientes físicos da Grã-Bretanha também manifestaram sua revolta com as reclamações.
'Acostumada'
A apresentadora, que é mãe de uma menina de 4 meses, disse que está acostumada a ser parada na rua por crianças que perguntam sobre sua deficiência.
"Tudo o que elas querem é uma explicação. Querem saber: 'O que é isso?', 'O que aconteceu?', 'Por que você é diferente?'. Uma vez satisfeita a curiosidade, elas esquecem e partem pra outra", afirmou Burnell.
Ela disse esperar que sua aparição na TV mostre às crianças pequenas o que elas podem conquistar na vida por mérito próprio, mas reconheceu que cabe aos pais decidir como abordar o assunto da deficiência com os filhos.
"Eu nunca me meteria na maneira como cada família trata do problema das deficiências físicas e mentais. É algo que cabe a cada pai e mãe. Mas creio que a minha atuação no CBeebies é uma ótima oportunidade para que as famílias falem do assunto", afirmou.


(Encontrado em http://www.bbc.co.uk/portuguese/lg/noticias/2009/02/090224_bbcapresentadoraml.shtml )

PROTETOR SOLAR GRÁTIS

Ótima a idéia do protetor solar distribuído gratuitamente. Precisamos lutar pra que isso se estenda pro sistema público de saúde do país todo!

Albinos de Salvador vão ter direito a protetor solar
Quarta-feira, 10/05/2006 - 09:32

Salvador - Embora extremamente vulneráveis ao sol, eles são quase invisíveis para a rede pública de saúde. São os albinos, portadores de uma doença congênita caracterizada pela falta de melanina (responsável pela pigmentação da pele) e que atinge também os olhos e os cabelos. Para discutir os problemas dos albinos baianos foi realizada ontem uma audiência conjunta das Comissão de Saúde e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.O presidente da Comissão de Direitos Humanos , Walmir Mota (PPS) é autor de um projeto de lei que pretende acabar com a invisibilidade social dos albinos, ao assegurar-lhes uma ampla proteção , dentre as quais a distribuição gratuita de protetores solares já que os portadores de albinismo são extremamente vulneráveis aos raios solares. Durante a audiência, Walmir comemorou uma primeira vitória na luta pela inclusão social dessas pessoas: a promotora de Justiça, Márcia Teixeira, informou que o Ministério Público acertou, com a Prefeitura de Salvador, a distribuição de protetores solares, num prazo de 90 dias, como já ocorre com os portadores de lúpus."A medida é salutar, mas ainda há muito o que ser feito, como a inserção dos albinos no mercado de trabalho", observou o deputado, cujo projeto estabelece também que as empresas destinem 5% das vagas aos portadores da doença. Na audiência, o presidente da Associação de Portadores de Albinismo da Bahia (Apalba) - a única do gênero no Brasil - Jeanderson Nunes, reivindicou que as escolas sejam adaptadas para as crianças albinas, a fim de que estes estudantes não fiquem expostas à luz do sol.Segundo Nunes, nas escolas, os portadores de albinismo não conseguem acompanhar os estudos por conta da dificuldade de enxergarem o quadro claro. "As crianças albinas precisam de quadros literalmente negros e os adultos de empregos compatíveis coma doenças, como os que não os expõem ao sol", ressaltou. A Apalba quer apoio para fazer um amplo levantamento para saber o número de albinos no Estado, quantos têm óculos e acesso ao filtro solar, além de quantos portadores já contraíram câncer de pele. "Outro desafio", acrescenta Nunes, "é estimuçar a inserção do albino no mercado de trabalho".Na Europa, pesquisas demonstraram que o albinismo atinge uma em cada grupo de dez mil pessoas. Já a médica Shirlei Moreira, que defendeu, na audiência, a criação da Casa do Albino, explicou que "o portador de albinismo não tem nenhuma proteção contra os raios ultravioletas e que a doença pode atingir qualquer pessoa, independentemente de sexo ou raça. Para o albino não basta apenas evitar a exposição ao sol. É preciso também usar filtro solar com proteção acima de 20 e consultar, periodicamente, o dermatologista e o oftalmologista. Na Bahia, só existe um hospital referência no tratamento dos albinos, o Dom Rodrigues de Menezes, em Águas Claras em Salvador.

(Encontrdo em http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2006/05/10/Bahia_Nacional/Albinos_de_Salvador_vao_ter_direi.shtml )

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

BOB MEADE

Neste Carnaval me lembrei bastante dum amigo que já se foi, Bob Meade.

Conheci Bob no final da década passada e cheguei a visitá-lo 2 vezes em Baltimore. Ambas as visitas no inverno. Muito frequentemente me recordo dos frios e neventos dias em Baltimore, saindo no carro dele pra passear. Um frio danado lá fora e o assento do carro quentinho. Na verdade, às vezes quente demais! Ele não gostava do frio e regulava tudo quanto era forma de aquecimento bem lá em cima. Dentro de casa, uma vez, tive que ir ao termostato e baixar a temperatura. Eu dizia a ele que me sentia como no Brasil dentro da casa dele.

Acho que foi na primeira visita, aconteceu algo divertido. Talvez fosse um dos primeiros dias em que estava na cidade e não nevava. Na realidade, fazia um dia todo ensolarado. Acordei e lembrei que o havia visto pegar o jornal no dia anterior e decidi fazer o mesmo. Estava de pijaminha, maior clima de verão dentro do apartamento do Bob. E eu vi o dia radiante. Não tive dúvida, esqueci que era inverno e que estava em Maryland e não no interior do estado de São Paulo. Abri a porta e saí pra pegar o jornal daquele jeito mesmo que estava. Imaginem o choque! Nos primeiros segundos pensei que não seria difícil e decidi não voltar pra dentro pra pegar o roupão. Achei que bastaria correr e pegar o jornal e voltar rapidinho pra dentro. Até que fiz tudo rapidinho, mas voltei batendo o queixo de frio. Assim que entrei de volta, Bob estava lá, balançando a cabeça, rindo, apontando o dedo pra mim e dizendo: “Well young man, you are not in Brazil now.”

Lembro-me também duma vez que previram uma forte nevasca e fiquei todo excitado. Minha primeira nevasca! Uma vez num trem, indo de Boston a Nova York, já vira uma, mas foi de dentro do trem, então não vi muita graça. Veio a neve, até que não tanta como previsto, mas veio. No dia seguinte, Bob teria que ir ao escritório e perguntou se não gostaria de acompanhá-lo. Ele era aposentado, mas mantinha um escritório de advocacia, o qual mais deixava fechado do que funcionando. Ele disse que resolveria o que tinha que resolver em uma hora e então estaríamos livres pra curtir o dia. Topei, e ele então disse preu pegar a pá e ir tirando a neve que cercava o carro enquanto ele se aprontava etc. Depois de concluída a tarefa, ele inquiriu se eu ainda achava neve divertida e completou que não teria dúvidas em trocá-la pelo calor do Brasil. Devo dizer que neve não me atrai mais realmente, até porque a brancura torna um pouco dificultoso prum fotofóbico enxergar. Nada que óculos mais escurinhos não resolvam também... Entretanto, não nego que adoro uns 10 grauzinhos abaixo de zero!

Bob “descobriu o Brasil” pouco tempo depois. Veio pro Rio e apaixonou-se pela cidade e pela gente de lá. Gente do Brasil de modo geral. Nutria planos de mudar-se pra cá e fugir do frio do norte, o qual, segundo ele, não era apenas climático. Em 2 ou 3 anos nem sei quantas vezes veio pra cá. Estava até aprendendo português. Muito engraçado ele recitando o alfabeto; “A, amor; B bandeira...”

Gostou tanto daqui que chegou a desfilar pela Mangueira. Ri muito quando ele me enviou uma foto da fantasia que usaria, perguntado se não pegaria mal ela ser toda cor-de-rosa. Expliquei que se tratava da cor da escola. Ele não acreditou muito porque sabia que não manjo muito do assunto. Mas depois, algum amigo do Rio esclareceu a questão pra ele.

Num outubro frio de lá e fervente daqui, ele me revelou pelo ICQ que havia sido diagnosticado com câncer no pulmão. Avançadíssimo e agressivo, acho que metástase é o termo, não? Ele ainda conseguiu voltar ao Rio uma vez mais pra passar o Ano Novo. Voltou pra Baltimore em meados de janeiro e ao final do mês estava morto. Mas o importante é que os últimos anos da vida dele foram felizes, com planos e sonhos.

Tá vendo só, Bob? Você ainda está aqui no Brasil!



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

SEMINÁRIO ALBINISMO (2006)

Achei este texto a respeito das discussões sobre albinismo e direitos aos albinos que foram conduzidas na Bahia. Como o blog pretende ser um centro armazenador de informações sobre o assunto para interessados em geral, decidi publicá-lo.

Seminário discute assistência e direito do albino
28/07/2006 05:06
Evento promovido pelas secretarias municipais da Saúde e da Reparação busca sensibilizar profissionais da saúde e a sociedade "Pessoas albinas sofrem um outro problema na pele: o preconceito". Com este alerta, as secretarias municipais da Reparação (Semur) e da Saúde (SMS), em parceria com a Associação dos Portadores de Albinismo da Bahia (Apalba), realizam o 1º Seminário de Atenção à Saúde da Pessoa com Albinismo. O evento acontece no Auditório da Escola Bahiana de Medicina, em Nazaré, onde profissionais de saúde discutem até o final da tarde desta sexta-feira (dia 28) tratamento e prevenção de agravos decorrentes da deficiência da melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, dos pêlos e dos olhos.

Organizado pelo Grupo de Trabalho da Saúde da População Negra (GTSPN), composto por técnicos das duas secretariais, o seminário tem como objetivo sensibilizar a sociedade e profissionais da saúde, em especial oftalmologistas, dermatologistas, médicos e enfermeiros, quanto à necessidade de identificação da realidade epidemiológica do albinismo em Salvador.

Ação semelhante vem sendo desenvolvida pelas duas secretarias com relação às pessoas com anemia falciforme, cujo programa de assistência está sendo implantado na rede municipal de saúde desde março do ano passado. Também participam do seminário, representantes do Ministério Público, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e de instituições que atuam em apoio às lutas da Apalba pelo reconhecimento dos direitos dos albinos.

Ao abrir o encontro, o secretário municipal da Saúde, Luís Eugênio Portela, destacou a luta incansável da Apalba e afirmou que o seminário terá impacto positivo nas ações e serviços que a Secretaria Municipal da Saúde vem desenvolvendo para o atendimento a esse segmento especial da população de Salvador. "O prefeito João Henrique sempre nos cobra o compromisso do Governo de Participação Popular com o resgate das dívidas sociais em nossa cidade", relatou Portela.

O secretário Gilmar Santiago, da Semur, lembrou o quanto é difícil sobreviver em sociedades que excluem pessoas diferentes. "O reconhecimento dos direitos das pessoas com albinismo não é mais uma luta apenas da Apalba, mas de toda a sociedade", afirmou. Santiago apontou que o assunto já está sendo discutido também pela Câmara de Vereadores e pela Assembléia Legislativa da Bahia "e não se restringe apenas a questões de saúde, mas também sobre o preconceito que atinge as pessoas com albinismo".

Representando o Ministério Público, a promotora Márcia Teixeira afirmou que é testemunha do entusiasmo com que os membros da Apalba vêm se organizando. "Outros segmentos também estão seguindo o mesmo caminho e teremos que assegurar também os seus direitos", afirmou.

Rejeição

Para o presidente da Apalba, Jeanderson Nunes Dórea, a luta está apenas começando. Estão reunidos na Associação quase 200 albinos e ele acredita que outras tantas pessoas deverão procurar a Apalba na medida em que o trabalho da entidade ganhar visibilidade. Dórea revelou que não existem números oficiais sobre a população de albinos no Brasil. Até mesmo o censo do IBGE ignora os albinos, que são classificados como brancos. Ele estima que residam hoje em Salvador 500 albinos. Na Bahia, seria algo em torno de duas mil pessoas.

"Os albinos sofrem desde o nascimento, quando pais desinformados rejeitam a criança. Isso prossegue durante a infância, quando não podem brincar nas ruas como as outras crianças, por causa da exposição ao sol. Continua na fase escolar, pois as escolas não estão adaptadas, entre outras coisas, à sua deficiência visual", narra Jeanderson Dórea. Como resultado, mais tarde são excluídos do mercado de trabalho. "Não é por acaso que a maioria dos albinos só consegue trabalhar como autônomo", lamenta.

Além de provocar discussões sobre os direitos dos albinos, a Apalba tenta enfrentar a desinformação, desmistificando alguns equívocos, a exemplo da crença popular de que o albinismo é uma doença transmissível.

O albinismo

A palavra albinismo deriva do latim albus (branco) e se refere à incapacidade de um indivíduo ou animal de fabricar um pigmento denominado melanina (do grego melan, negro), que dá cor à pele e protege da radiação ultravioleta, tanto do sol como de qualquer dispositivo artificial, como as câmaras de bronzeamento artificial.

O albinismo é uma disfunção universal que pode afetar tanto o homem quanto a mulher e também outros animais. É muito freqüente em ratos, coelhos, cavalos, porcos, peixes, tubarões e tigres. As pessoas ou animais com albinismo têm pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele ou cabelo. Os cabelos, as sobrancelhas e as pestanas são totalmente brancos ou de um amarelo muito pálido, a tez é extremamente clara e os olhos podem chegar a ser rosados. A despigmentação com que nascem não se modifica com a idade. O albinismo é hereditário e está condicionado a um gene pouco comum que gera certas características físicas e que tem caráter recessivo, não aparece em todas as gerações.

(Encontrado em http://www.salvador.ba.gov.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=5015 )

domingo, 22 de fevereiro de 2009

CARNAVAL

Não gosto de carnaval. Desde sempre. Não consigo curtir a trilha sonora. Até tentei me interessar uma vez, mas falhei. Há um par de anos, um amigo estrangeiro veio me visitar. Ele ama a folia. Quando vivia no Rio de Janeiro acho que até desfilava pelo Salgueiro. Tentei acompanhar o interesse dele fazendo companhia em frente à TV pra ver o desfile. Em vão. Dormi, dormi, dormi..... Quando acordei, o coitado estava ainda assistindo ao desfile, mas havia tirado o som da TV pra não me incomodar. Como diria a Hebe, uma gracinha, não? Mas, nem precisava tanta consideração, afinal eu havia dormido embalado pelo som! Disse isso a ele e fui pra cama dormir "de verdade".

Isso não signifca, contudo, que concorde com ou aprecie a opinião de alguns que classificam o festejo como alienante, coisa de "gentinha" (horrível isso!). Já ouvi diversas vezes aquele papo furado de que enquanto o povo pula carnaval os políticos roubam. Ai como acho isso besta! Parece que corrupção e roubo ocorrem apenas 5 dias durante o ano. Se assim fosse, estaria ótimo já! E até parece que quem fala assim fica realmente de olho e faz alguma coisa pra lutar contra os desmandos, né? Daí, jogam a "culpa" nos outros.

E o tal papo da alienção então? "Carnaval aliena o povo." Uau! Fico imaginando o quão engajadas devem ser essas pessoas que assim pensam, não? Se acreditasse nelas, poderia ficar até com sentimento de culpa por ser apenas um blogueiro defendendo uma pequena causa enquanto elas são tão plugadas e "conscientes"... Decerto pra elas o "povo" deveria estar ouvindo Mozart? Será isso? Mas, Mozart também não pode ser potencialmente tão alienante como qualquer outra coisa???

Certa vez, um aluno me disse que o professor de História dele tinha "detonado" o Carnaval. Que era coisa de gente que não tinha "cultura" e por ai afora. Uma merda de aula dessas sim é que é alienante! E eu disse isso ao aluno; às vezes eu tenho a boca maior do que deveria. Imagino esse "professor" vendo algum vídeo de alguma celebração bávara, por exemplo. Querem apostar quanto que ele daí diria que era "resgate" das tradições culturais, que os alemães preservam sua cutlura etc?

Por outro lado, também não gosto da reação extremada de alguns quando a gente diz que não curte o Carná. Não sei se alguém já passou por algo semelhante. Tem gente que faz uma cara de horror e fala naquele tom melodramático: "Você não gosta de Carnaval???" Curioso é que se falamos pressa mesma pessoa que o genocídio em Ruanda custou a vida de mais de meio milhão de pessoas, a reação é bem menos histérica... Desconfio que o escândalo provocado nesse caso seja porque a gente se atreveu a cometer o supremo e imperdoável pecado de pensar diferente.

Ao fim e ao cabo, o importante é viver a vida. E dá pra viver a vida muito bem, gostando ou não gostando de Carnaval. Basta respeitar as opiniões e gostos, né?

SEMANA SUL-COREANA

Há algum tempo houve uma febre de filmes de horror asiáticos. Cheguei a ver alguns japoneses bem cotados. Também vi um par de slashers da Tailânida, Coréia... Mas não entrei na moda. Não se assustem, nada contra asiáticos. É que não sou muito de entrar em moda e também não faço questão de ficar por dentro dos lançamentos. Vou vendo conforme vai dando certo/vontade.

Esta semana vi 4 filmes de fantasma sul-coreanos. Sobre 2 deles nem compnesa gastar tempo escrevendo.

Os 2 que achei legais são:

Redeu Ai (2005) tem como protagonista uma garota que vai trabalhar como vendedora na última viagem de um trem que havia sofrido um terrível acidente anos antes. O pai da guria era o condutor; sendo assim, estabelece-se o elo pro resto da história. O espaço confinado do trem, a ambientação em uma noite de muita chuva dão à película um clima sombrio e meio ameaçador. Boa história de fantasma – embora talvez um pouco lenta por vezes – com um final bem triste.



Gomi Sup (2004) centra-se na rememoração duma vítima de atropelamento. Bem ao gosto pós-moderno e seguindo a exigência temática imposta pela recuperação da memória, a trama é contada de forma não linear. Embora haja gente que ache isso o supra-sumo da “revolução”, tendo a achar que na maior parte das vezes, trata-se apenas duma narrativa embaralhada, mas que preserva o mesmo tom conservador de sempre (o filme não escapa, por exemplo, de ter uma mulher morta por motivos passionais...). De qualquer modo, o filme mantém a atenção e é elegantemente fotografado. Além do mais, tenho particular pendor por filmes escuros... Suspeito que pode agradar a fãs do David Lynch, talvez os que curtam Mulholland Dr. (2001)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

DUELO (DUVIDOSO) DE TITÃS

Roberto Rillo Bíscaro

Finalmente após uma temporada vendo filmes de fantasmas, monstros e slashers, ontem vi um filme "sério": Doubt (2008). Premiado, com roteiro muito bom (praquilo a que se propõe, seja dito), personagens bem construídas e atuações espetaculares do Philip Seymour Hoffman e da Meryl Streep. Em termos estruturais é o tipo de filme de que mais gosto: com bastante diálogo e espaço pra duelos de interpretação.
A única coisa que me incomoda um pouco é a pouca ambição em fazer algum comentário mais consistente a respeito da tal dúvida do filme, a saber: o padre molestou ou não o garoto? A história foi armação da freira ou não?
Essa insistência pós-moderna na dúvida, no fim das grandes narrativas, nessa espécie de relativismo em que tudo é tudo e nada é nada, me irrita. Sinto falta de VERDADES, entendem?
O roteiro quer nos forçar a "entender o lado da freira". Tadinha, ela termina o filme chorando. Ô dó! Mas, ela é uma grande reacionária desonesta! O Bush e sua turma também tinham "o lado deles", E vejam quanta gente morre por causa disso!

SABATINA DO SEBE

Dia desses recebi email do Prof. José Carlos Sebe Bom Meihy (acho o sobrenome dele chiquérrimo!), do NEHO, Núcleo de Estudos em História Oral, que funciona na Universidade de São Paulo. Através de algumas perguntas muito bem-humoradas, o amigo de quase 10 anos me ajudava a fermentar idéias pra melhor estruturar as propostas da “causa albina”. Aliás, cumpre dar crédito a ele por essa expressão. Ta vendo só, Zeca? A sua terminologia chegou até ao título da reportagem da Folha de São Paulo!

Abaixo estão algumas das perguntas, seguidas de minhas respostas. Cumpre ressaltar que não tenho a pretensão de responder por TODOS os albinos. Uma vez que não temos um movimento organizado e este é um blog de cunho pessoal, as respostas expressam pontos de vista meus, os quais, não são necessariamente “corretos”.

1- Quantos albinos existem no mundo? Deve haver alguma estatística. Ou elas também são discriminadas? Sabem-se números de paraplégicos, adictos, gays, adeptos da gafieira. Por que nunca sabemos quantos albinos existem?
Conheço 2 estatísticas a respeito. Uma norte-americana que diz que há um albino para cada 17,000 pessoas e outra européia, cuja estimativa é de um albino para cada 10,000. No Brasil, desconheço números referentes à população com albinismo. Essa ausência de dados talvez se explique pelo fato de que o censo realizado pelo IBGE não leva em conta a existência de albinos. É isso mesmo, professor, não há pergunta no censo sobre albinos. Até onde sei, somos computados como “brancos”. Desse modo, fica difícil saber quantos somos, não?
2- Toda causa tem uma bandeira, se você alega que os albinos aparecem facilmente, são de identificação imediata, que pretendem? Aparecer também destacados nas revistas e televisão? Mas, isto não seria muito preconceituoso?
O problema da representação de albinos na mídia é que essas representações são, em sua grande maioria, negativas ou distorcidas. Albinos são vilões, paranormais e por aí afora. Há um site norte-americano que compilou algumas dessas representações. Oportunamente, eu o postarei no blog para que você tenha uma idéia melhor do que estou afirmando.
Creio que alguma forma de exposição positiva dos albinos poderia servir para despertar na população em geral, maior percepção a respeito dos problemas que enfrentamos. Vou dar um exemplo pessoal: uma vez tive que resolver um desses problemas de FGTS ou algo parecido e o guarda do banco queria que eu ficasse na fila, a qual se estendia em pleno sol fora do banco. Argumentei que não posso ficar exposto ao sol e que preferiria ficar esperando do lado de dentro. Disse que respeitaria meu lugar na fila, mas na sombra. O segurança disse que seria impossível, que teria que ficar na fila como todos os demais. Não tive a menor dúvida e fui falar com o gerente, o qual prontamente atendeu meu pedido. Mas eu sou bocudo, sou “dotô”; será que alguém mais simples não teria simplesmente obedecido a essa ordem absurda e se exposto ao sol desnecessariamente? Se as pessoas fossem melhor educadas sobre o problema, isso poderia ser evitado. Por isso, creio que exposição positiva na mídia é um bom começo. Mas não é tudo!
Necessitamos aparecer no censo, por exemplo. Por que? Porque assim se poderia traçar um perfil sócio-econômico da população com albinismo. Na Bahia existe uma associação de albinos – a APALBA – e lendo um texto na internet, percebi que albinos geralmente tem que trabalhar como autônomos devido a dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Provavelmente seja uma parcela da população que tenha renda mais baixa. É importante saber isso porque ser albino custa caro. Por vezes, temos que usar óculos especiais. Eu, por exemplo, tenho 3 pares: um com lente transition, um par de óculos escuros com grau e ainda um outro pra leitura. Será que todos os albinos têm condições pra isso? Duvido muito... E os gastos com filtro solar? Sai caro porque temos que usar fatores de 30 pra cima e SEMPRE. Eu uso até em dia de chuva. Assim, saber o nosso número e traçar nosso perfil sócio-econômico poderia servir de baliza inicial pra que políticas públicas de saúde fossem feitas pra atender as necessidades dessa parcela da população. Distribuição de protetor solar grátis pra albinos! Isso parece que ocorre em Salvador. Temos que levantar essa bandeira e reivindicar isso pro país todo.
3- É fácil denunciar os males da sociedade contra os albinos. Há, contudo, casos interessantes como o de Lençóis no Maranhão. Por que será que os albinos não falam disto nunca? Desmentiria a história do preconceito?
Eu me pergunto se os albinos sequer sabem da existência dessa comunidade. O Brasil é gigantesco e os albinos são um grupo bastante fragmentado. Creio que isso torna a circulação de informações e experiências muito difícil. Você certamente conhece relatos de gays e lésbicas de antes dos anos 1970, nos quais eles afirmavam que se sentiam sós no mundo, como se fossem os únicos “diferentes”. A História Oral já deu conta disso. Em minha dissertação e tese, chego a falar a respeito. Será que, de alguma forma, fenômeno similar não ocorra com albinos?

Bem, essas foram as perguntas da sabatina. Quero agradecer ao Prof. pelas perguntas, pelo interesse e atenção.

Aos leitores do blog, sugiro uma visita ao site do NEHO. Trata-se de um grupo muito competente e simpático, que pode tornar-se valioso aliado na “causa albina”. Que tal uma história de vida dalgum albino em edição futura da Revista Oralidades, Zeca?
http://www.fflch.usp.br/dh/neho/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

AÇÃO

Tenho constatado com muita alegria que o blog tem cada vez mais apoio e seguidores. Tô curtindo muito dedicar parte do meu tempo a ele e espero ter que dedicar mais e mais ainda!

Agora vou pedir um pouqinho de trabalho de você, leitor(a).

Ficamos chocados com a história da Tanzânia e tal, né? Tudo bem, ficar chocado faz parte, mas lembremos que quem só choca é galinha!

Então, vamos fazer algo a respeito? É bem simples.

Há uma organização canadense chamada Under The Same Sun, fundada por Peter Ash, um albino.

No site deles, há um espaço dedicado a uma petição para mobilizar o governo da Tanzânia a investigar e punir com rigor os assassinatos lá ocoridos.

Colocarei o link direto da página da petiçao. Para os que leem em inglês, entretanto, sugiro que deem olhada no resto do site.

http://www.underthesamesun.com/petitions.php

Momentos após assinar a petição, você receberá mensagem automática da fundação no email que cadastrou na petição.

Abaixo, segue uma entrevista do Peter falando sobre o problema, contando suas experiências no país etc. Infelizmente, no momento não tenho tempo de traduzir o vídeo. Desculpem.


CLICK

Recebi este simpático email:

Ola Roberto,
Como vai?
Sou fotógrafo e moro em São Paulo. Me interessei pela colocaçao que vc fez na entrevista sobre a pouca visibilidade dos albinos.
Gostaria de fazer um trabalho pessoal retratando pessoas com albinismo, mas para isso gostaria primeiramente de conhecer um pouco mais sobre o assunto.
Imagino que deva haver alguma associação na cidade de Sao Paulo que eu possa entrar em contato, vc saberia me indicar ou dar alguma dica para que eu possa me aprofundar na pesquisa?
abraço
Gustavo

Então, sabem o que tive que responder a ele?

Oi Gustavo,
boa pergunta a sua a respeito de alguma associação de albinos em SP. Eu nao sei, mas acredito que nao exista! A única associação do gênero de que tenho notícia no Brasil é a Apalba, lá na Bahia, mas nunca encontrei o site deles; talvez nem tenham.

Por isso que digo que albinos sõo praticamente invisíveis. Há associações nos EUA, na Espanha, mas aqui desconheço.

Gustavo autorizou-me a colocar o email dele no blog, caso alguma pessoa com albinismo se interesse em entrar em contato para que ele talvez possa iniciar o projeto.

Eis o endereço do site. http://www.gustavolacerda.com.br/
Na parte inferior da página há o email do estúdio dele.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

SESSÃO CORUJA



Dias de alegria e celebração em minha família! Ontem, o meninão bonito da foto acima defendeu sua dissertação de mestrado pela UNESP de Ilha Solteira. Meu sobrinho André é agora Mestre André! E em março já inicia os créditos pro doutorado. É pro tio corujar ou não??!!


Pra quem se apaixonou pela foto, má notícia: ele é casadíssimo com a Karina, uma argentininha muito brava, heim!! Karina e eu num rodízio de pizza fazemos estrago!! Adoro essa menina!


Parabéns Mestre André, você merece e vai longe!
(Agora o tio vai começar a revisar o abstract de sua dissertação)

PIADINHA

Achei um chiste e resolvi reproduzi-lo aqui. Já vi essa piada em algumas outras variações. Eu, particularmente, a achei tão engraçada quanto ficar na fila pro salário desemprego. Não, não porque tenha a menção aos albinos, sem neura, please! É só porque acho sem graça mesmo. Por ter visto inúmeras variações, sabia onde ia chegar desde o começo. Assim fica chato. Como diz a Tati Quebra Barraco: "Eu quero é novidade, valeu?"

Esta noite tive um pesadelo. Um pesadelo terrível.
No pesadelo, me levanto da cama e me olho no espelho e descubro...ter virado albino.
Procuro freneticamente nos bolsos, para ver a minha foto na identidade, para ver se também na foto sou daquele jeito, e acho um passaporte, e descubro... que sou argentino.
Não pode ser, meu Deus, e me sento inconsolável em uma cadeira.
Merda, mas é uma cadeira de rodas, o que significa que além de ser albino e argentino sou também deficiente físico! É impossivel, digo a mim mesmo, que eu seja albino, argentino e deficiente físico...
"Pois é verdade!", grita uma voz atrás de mim. É o meu namorado!!!
P.que P.! sou também veado.
Bom, nessa desgraça toda, desde que se faça sexo seguro, sabem, com essa história de AIDS...
" Foi você quem pegou a minha seringa ? "
Ó Deus! Albino, argentino, deficiente físico, homosexual, toxicômano e soropositivo!
Desesperado começo a gemer, chorar, a arrancar os cabelos e ...não! Sou careca!
Transtornado, com a única mão que tenho, e, com lágrimas nos olhos, vou até a janela olhar a paisagem.
Milhões de barracos ao meu redor.
Além de albino, argentino, deficiente físico, homossexual, toxicodependente, soropositivo, careca, órfão, mudo, maneta e cardíaco, sou também favelado...
Nesse momento volta o meu namorado e diz: - "Amor, olha só que boa notícia: - ganhamos do Grêmio e tiramos eles do Campeonato...
Não.... também colorado, não!!!!! COLORADO NÃO - NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!!!!!!!!.


(Encontrado em http://www.sdr.com.br/Piadas/172.htm )

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

COMENTÁRIOS

Devo ter feito alguma bobagem nas configurações do blog e no post anterior não aparece na minha tela, possibilidade pros leitores fazerem comentários. Já fui na parte de configurações e apertei diversos botões e nada.

Antes disso, abaixo de cada postagem aparecia "postado por Dr. Albee", a hora e um link pra comentários. Na anterior, nao apareceu.

De que adianta ter um blog se as pessoas não puderem deixar comentários e interagir com o escritor?

Vamos ver se neste post aparecerá link pra comentários. Se não aparcer, continuarei tentando resolver o problema. Por ora, peço desculpas.

É duro ser semi-analfabeto digital, né????

TANZÂNIA PARTE 2: O RETORNO

Segunda-feira postei vídeo com uma reportagem sobre o assassinato de albinos na Tanzânia:



Um leitor solicitou-me traduzir o material a fim de poder usar com seus alunos. Pedido atendido. Estamos às ordens, professor!

NARRADORA: Quando Joyce Luhahauala deu a luz a um bebê branco com cabelos dourados, sua família e comunidade ficaram chocadas e perplexas, mas disseram a ela que um bebê albino era uma benção de Deus. Agora, contudo, sua benção jaz em uma sepultura. Sua filha foi morta quando homens invadiram sua casa, cortaram-lhe as pernas e fugiram com elas.

JOYCE: Ouvíramos falar a respeito de albinos sendo mortos, mas jamais imaginávamos que isso aconteceria em nossa família. Entretanto, minha filha tinha medo ,estava apavorada. Estava triste porque sabia que algo podia acontecer a ela.

NARRADORA: Pelo menos 25 albinos foram mortos na Tanzânia nos últimos 18 meses. Este vídeo chocante mostra o resultado de um desses assassinatos. Muitos albinos agora são forçados a andar em grupo porque estão com medo de serem capturados por comerciantes de partes de corpos de albinos. A causa dos assassinatos repousa na crença arraigada em algumas partes da Tanzânia, de que albinos trazem riqueza e sucesso instantâneos, quando usados em poções feitas por curandeiros. Isso ocorre particularmente na indústria pesqueira, onde muitos acreditam que se você colocar o cabelo de um albino na rede, a cor dourada e brilhante atrairá mais peixes.

Hassan Mwita nega envolvimento na matança de albinos, mas alega conhecer gente que se tornou milionária da noite para o dia.

HASSAN: Um amigo procurou um curandeiro que lhe disse que se quisesse melhorar o seu negócio, teria que matar um albino. Ele o fez, e, em alguns dias, ganhou um dinheirão. Antes, ele era um quebrado.

NARRADORA: A polícia da Tanzânia está fazendo o possível para acabar com esses crimes, mas muitas testemunhas preferem o silêncio.

MRISHO CHABO (policial): Às vezes, as pessoas são muito reticentes. Quando o assassinato acontece, elas permanecem em silêncio. Mas, depois de um tempo começam a falar:” Ah, alguém que conheço está matando albinos.”

REPÓRTER: Estas são algumas evidências que a polícia confiscou de pessoas suspeitas de curandeirismo. Estas garrafas contêm diferentes tipos de pó, que a polícia chama de “medicamentos locais”. Aqui temos a pele de um gato. E nesta sacola, o cabelo de um albino. Tudo isso será usado como evidência no tribunal.

NARRADORA: Al Shaymaa Kwegyir, membro do Parlamento, é a albina mais conhecida do país. Ela encabeça um movimento para dirimir o mito de que albinos possuem poderes mágicos.

AL SHAYMAA: O Presidente me nomeou para ajudar todos os deficientes, mas principalmente os albinos. [O objetivo é] tentar educar as pessoas sobre os albinos, que são seres humanos e precisam de direitos iguais, como todo mundo.

NARRADORA: Contudo, esses esforços não são suficientes para assegurar à Joyce que sua filha agora descansará em paz. Seus restos mortais jazem em uma sepultura anônima porque ela está convencida de que os agressores voltarão para pegar o que deixaram para trás.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BLOG EM EXPANSÃO!

E vejam só, a campanha de "marketing" que tô fazendo pro blog começou a render frutos!

Ontem à tarde fui contatado pela repórter Marina Lang, que me entrevistou pruma matéria publicada hoje no jornal Folha de São Paulo e já se espalha por outros canais na internet, uma vez que também a vi na Gazeta da Serra, de Sobradinho.

Quero publicamente agradecer a atenção do jornal Folha de São Paulo e os outros canais que difundirem a notícia.

Em especial, um enooooooorme muito obrigado à Marina, que foi simpaticíssima e divertida ao telefone.

Ficou ótima a matéria, Marina. Como diriam os portugueses, gostei imenso!

Abaixo o texto:

17/02/2009 - 10h22
Professor de SP abre blog para defender a "causa albina"

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

Um em cada 17 mil habitantes do planeta é albino, segundo dados da Universidade de Minnesota (EUA). Uma minoria que o professor de inglês e literatura na Fundação Educacional de Penápolis (479 km de São Paulo) Roberto Rillo Bíscaro, 42, quer defender, em seu recém-fundado blog, o Albino Incoerente.

O albinismo é causado por uma condição genética que reduz a pigmentação da pele, olhos e pelos.

"A ideia não é apenas me restringir a esse tema e nem ficar choramingando. Quero tentar mostrar para qualquer pessoa, albina ou não, que somos como outros seres humanos. Não somos morcegos ou vampiros", diz o blogueiro, que também é albino.

Dados sobre albinos no Brasil são praticamente desconhecidos, explica o professor. "Entre as minorias do país, a população albina também têm pouca visibilidade", afirma.

Quando lembrados, eles não raro são alvos de violência ou ligados a personagens sinistros no cinema. Na Tanzânia, a população albina sofreu com uma onda de assassinatos ligados à bruxaria, ocorridos no ano passado. Feiticeiros creem que o uso de pele, ossos e cabelos de albinos "enriquece e dá poder". O presidente tanzaniano iniciou uma série de medidas para refrear os crimes, que incluiu a distribuição de aparelhos celulares aos albinos.

No blog, além da menção aos assassinatos, Bíscaro também procura incentivar seus leitores albinos. "Todo mundo quer brilho, não é isso que dizem? Albinos também querem. Não tem problema algum que alguns de nós sejamos extremamente fotofóbicos. Foi pra isso que inventaram óculos de sol, queridinhos!"

Também há comentários que não gravitam, necessariamente, em torno da temática albina: filmes, viagens e histórias cotidianas.

Segundo a Associação de Ajuda às Pessoas com Albinismo (Alba), da Espanha, albinos podem ter a diminuição da visão, maior sensibilidade à luz, movimento involuntário dos olhos e estrabismo. A dificuldade também é abordada pelo blog.

"Morar no interior é mais fácil pela mobilidade", diz Bíscaro, "porque em cidades grandes como São Paulo não se enxerga direito. Até sou alvo de brincadeira dos amigos, que me pedem para descrever algo que está longe e que eu não consigo enxergar. Isso é legal, porque significa que as pessoas passam a ver a situação com mais naturalidade."


O link para acesso é:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u504984.shtml

PONTO DE ENCONTRO

Ontem à tarde, uma moça me telefonou porque precisava conversar sobre algo. Posto tratar-se de assunto que requereria algum tempo, uma decisão minha e ambos estivessemos ocupados na hora, ela me perguntou se podíamos nos encontrar por volta das 19:00 em uma escola no centro da cidade.

Embora viva em uma localidade pequena (cerca de 60,000 habitantes) e seja bastante popular por aqui, ela disse que não me conhecia, quando lhe perguntei como faríamos para nos encontrarmos. Não tive dúvidas e resolvi a questão com uma simples frase: “Sou albino.” Imediatamente ela assegurou que então não haveria problema; ela me acharia.

Faltando uns 20 minutos pro horário combinado, saí de casa. Ouvindo meu mp3 (um álbum do ABC) e inteirinho de preto. Adoro roupa preta! Fico parecendo um cotonete de luto. Quando tá fresco então, nem se fale. Eu ponho uma camisa preta de manga comprida que tenho, fico mais cotonete de luto ainda. A-do-ro!

Cheguei ao local e fiquei lá esperando. Claro que papeei o tempo todo, literalmente. Há 20 anos lecionando, pronde quer que vá há ex-alunos que vem conversar.

Nem precisei me preocupar em ficar olhando pros lados, procurando. Fiquei lá, despreocupado, no papo, até que ela chegou, me viu e veio até mim.

Viu como não é o fim do mundo ser albino? Basta dizer o que sou e pronto! Nem preciso ficar me dando certos trabalhos. O pessoal me encontra.

Cansei de fazer isso em Sampa. Pros que já me conhecem pessoalmente a história fica ainda mais fácil pra mim. “A gente se encontra no shopping tal, no vão do MASP, no metrô tal”. OK, baby. Eu vou e fico na boa, fingindo que tô olhando, procurando. Nada, na maior parte das vezes, tô no mundo da lua ou olhando outra coisa.

Folgado eu, né?

Outra tática de sobrevivência albina pra vocês!

Mas houve uma vez em que a história se inverteu. Isso, porém, fica proutra hora.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

TANZÂNIA

Albinos na Tanzânia pedem proteção contra mortes para rituais
19/10/2008 - 16:24 - BBC Brasil

O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, recebeu neste domingo centenas de albinos que protestavam contra a matança de integrantes de sua comunidade para rituais de feitiçaria. Os organizadores da manifestação na capital comercial do país, Dar es Salaam, disseram que têm o objetivo de pressionar o governo para adotar medidas para proteger a sua comunidade.

Cerca de 30 albinos - alguns, bebês - foram mortos desde novembro do ano passado e partes de seus corpos foram usadas em poções de feiticeiros, que dizem que elas têm poder para tornar as pessoas ricas.

Entre os fregueses dos feiticeiros estão empresários locais, mineiros e pescadores.

O fato de o presidente ter se encontrado publicamente com os manifestantes mostra a seriedade da situação. Há muito tempo há preconceito contra albinos na Tanzânia e em outras partes da África, mas matanças para rituais nessas proporções é um fenômeno novo.

A polícia prendeu mais de 45 pessoas em conexão com as mortes, mas até agora ninguém foi levado a julgamento.

Curandeiro
Muitas das mortes ocorrem na região de Mwanza, na margem sul do Lago Vitória.

No começo do ano, uma reportagem da BBC no país enviou um homem disfarçado como um "cliente" para procurar um dos curandeiros e descobrir como funciona o esquema das poções.

O curandeiro disse ao "cliente" em potencial que partes do corpo de albinos poderiam ser obtidas sem dificuldades, mas a um preço.

A polícia está investigando estas alegações. Apesar disso, as investigações sugerem que alguns policiais podem estar envolvidos no tráfico de órgãos e poderiam estar sendo pagos para não investigar estes crimes.

Segundo a Associação de Albinos da Tanzânia, apesar de apenas 4 mil albinos estarem oficialmente registrados no país, o número real poderia chegar a 173 mil. O governo ordenou um censo para verificar os dados sobre a população albina no país.


domingo, 15 de fevereiro de 2009

KM. 31

Após passar a manhã trabalhando pela "causa albina" - para usar a carinhosa brincadeira dum amigo - , eu bem que merecia um filme de fantasma, não acham?

Escolhi ver o mexicano Km. 31 (2007), sobre o mistério envolvendo um trecho duma estrada que cerca a Cidade do México. Diverte, mas não é marcante. Um clima de filme de terror asiático, bem filmado, mas com diálogos fraquinhos. Achei o espanhol super claro, talvez seja uma boa pedida pra aprendizes da língua que curtam filmes de suspense.

No mais é aquela história, na era da globalização tudo me parece tãããão igual! Se o filme fosse falado em eslavo (esloveno?) eu acreditaria que tudo se passava na Eslovênia, se fosse em finlandês a estrada bem poderia rodear Helsinki. As roupas, os penteados, os carros.... Pra mim é tudo igual. Há algumas semanas vi um filme colombiano com o mesmo "clima"...


O ARTISTA INCONFESSÁVEL

Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre o fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
Mas não, fazer para esquecer
que é inútil: nunca o esquecer.
Mas fazer o inútil sabendo
que ele é inútil, e bem sabendo
que é inútil e que seu sentido
não será sequer pressentido,
fazer: porque ele é mais difícil
do que não fazer, e dificil-
mente se poderá dizer
com mais desdém, ou então dizer
mais direto ao leitor Ninguém
que o feito o foi para ninguém.

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

MARKETING

Ontem, antes de dormir, pensava no que postaria no blog hoje. Alguma história, algum vídeo. Pensava também sobre como seria ótimo se o número de leitores aumentasse. Assim que criei o blog, enviei email a diversos amigos comunicando-lhes do início das postagens e pedindo-lhes que repassassem pros amigos, assim sucessivamente o alcance do blog aumentaria. Claro que essa tática é boa, afinal, todo mundo tem seus contatos e, num efeito bola de neve, a popularidade do blog aumentaria. Ou não.

Entretanto, pensei que assim a coisa ficava fácil demais pra mim! Eu vivo mandando emails pressas pessoas e na divulgação do blog estava fazedno a mesma coisa. Simplesmente copiei a lista de contatos e mandei a notícia do blog. E contava com os amigos pra divulgação. Só que se o blog objetiva conferir maior visbilidade aos albinos, minha carga de esforço logicamente tinha que ser maior do que a dos queridos amigos. O albino sou eu ou eles???? Se eu não correr atrás, quem correrá com tanta vontade quanto eu? Quem dependia da caridade de estranhos era a Blanche DuBois e vejam como ela terminou!!!!

Então, pensei que hoje enviaria o blog proutros possíveis canais de divulgação. E dormi...

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.........................................

Acordei - felicissimo com o fim do horário de verão -, tomei café e vim checar emails. Havia uma resposta ao email sobre a campanha NÃO HOMOFOBIA que me aqueceu todas as baterias de que necessitava pra espalhar o meu blog por ai. Em outra ocasião, comentarei sobre o email, lastimável, diga-se de passagem. Mas como bem diz o Sírio Possenti: de onde a gente menos espera dai é que não sai nada mesmo!

Assim, passei toda a manhã de hoje descobrindo endereços eletrônicos e enviando emails apresetando o blog e explicando o seu porquê. Mandei pra orgãos do governo, revistas, jornais, editoras. Amanhã de manhã enviarei mais. O minimo que pode acontecer é alguém abrir o email e pelo menos saber da existência do blog.

Continuo contando com a ajuda dos amigos - e espero contar com a ajuda de pelo menos alguns dos orgãos pra quem enviei email hoje -, mas se eu também não for à luta o projeto do blog não alcançará os objetivos sonhados.

Todo mundo quer brilho, não é isso que dizem? Albinos também querem. Não tem problema algum que alguns de nós sejamos extremamente fotofóbicos. Foi pra isso que inventaram óculos de sol, queridinhos!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

NÃO HOMOFOBIA

Em 2001 durante seu segundo mandato como Deputada Federal, a educadora Iara Bernardi (PT-SP) apresentou um projeto de Lei que criminaliza a homofobia no país. No final de 2006, o PL foi aprovado e encaminhado para o Senado, onde passou a ser chamado de PLC - Projeto de Lei da Câmara - 122/06. A lei, se aprovada equipara a discriminação por orientação sexual ao racismo. De lá para cá, alguns grupos de militancia se articularam para pressionar parlamentares acerca da votação do projeto, sem sucesso até o momento.Para contribuir neste processo de argumentar a importância da medida, o Grupo Arco-Íris lançou em outubro de 2008, durante a 13ª Parada Gay do Rio de Janeiro, uma petição on-line com a pretensão de receber 1 milhão de assinaturas, mas até o momento apenas 33 mil pessoas aderiram à proposta - que consiste apenas em acessar o site da campanha e preencher o formulário com nome, e-mail, RG e CPF.

Assim que li o texto acima fui ao site e dei meu apoio. Não gastei mais do que 40 segundos de minha vida. Eis o link pro site:


http://www.naohomofobia.com.br/home/index.php


Além de votar, que tal espalhar o link entre nossos contatos de email? Aos colegas blogueiros fica a sugestão: por favor, coloquem isso em suas páginas. Podem até copiar o meu post; não cobrarei direitos autorais!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

JASON IS BAAAAAAAAAAAACK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Roberto Rillo Bíscaro

É hoje! é hoje! é hoje! SEXTA-FEIRA 13!! Dia de sorte pra nós fãs de Jason Voorhees! Pra quem não sabe, o Jason é aquele simpático personagem de filmes de terror que usa a máscara de hoquei e sai por aí liberando almas de seus invólucros carnais, digamos assim.
Hoje estréia no mundo a refilmagem dum dos slasher films mais famosos da safra. Algumas poucas cidades tiveram estréia ontem, segundo o site oficial do filme. Buenos Aires foi uma delas. Ai que inveja do Dany!!
Tô curiosíssimo pra ver o resultado. O Jason é um daqueles "heróis" da adolescência que não consegui superar. E nem quero superar; adoro me divertir. Preferiria o degredo pra Marte a ter que ficar preso somente a coisas "sérias", "cult" ou "cabeça" porque sou professor-doutor. Argh! Eu continuo tendo que comprar papel-higiênico todo mês na compra do mesmo jeito, gente!
É meu ladinho criança, aliás, ontem um amigo me disse por email que sou uma criança (cuti cuti eu, né? )

COLECTIVO


Adoro Buenos Aires, e de modo geral, várias coisas argentinas. Adoro eletrotango, adoro vários filmes argentinos. Adoro choripan! Adoro chimichurri! E acho o espanhol falado pelos portenhos absolutamente0 sexy! Diversos brasileiros devem estar me chamando de "traidor da´pátria" e virão com o papo de que os argentinos nos acham inferiores, macaquitos e afins. Pra esses eu pergunto: seja o mais sincero consigo mesmo e veja o que você pensa a respeito do Paraguai, El Salvador... Como se o Brasil também não fosse imperialista, né? Então, me deixem gostar da Argentina.
A primeira de uma série de visitas à La Capital Federal foi em 2005. Fiquei no Retiro, na Calle Arenales, bem pertinho da Plaza San Martin. Cheguei ao hotel por volta das 17:00 e lá pelas 19:00 fui passear pelas redondezas. E sabem uma das primeiras coisas que notei? O tamanhão dos números nos ônibus deles, chamados de colectivos por lá. Una maravilla, che!! Uns baita numerão que até eu conseguia enxergar!!!
A metrópole que mais visito é São Paulo. Eu adoraria emprestar meus olhos e minha fotofobia pros donos de empresas de ônibus de Sampa e tambem pras autoridades de trânsito de lá e pedir-lhes que fossem tomar um ônibus, especialmente num dia de sol forte. Aquelas letrinhas pequenas, sei lá; há uns ônibus cujos nomes estão escritos numas letrinhas luminosas que até alguns que enxergam bem confessaram que tem problemas pra decifrar às vezes.
Frequentemente tenho que pedir ajuda pra tomar ônibus em Sampa. O fato em si de pedir ajuda não me causa problema, mas tem seus inconvenientes. E se os colectivos em todos os lugares fossem iguais aos de Bs As, por exemplo, quem tem visão sub-normal certamente se sentiria mais confortável.
Quem viajou mais pelo planeta poderá me dizer se há sistemas ainda mais amigáveis do que os da capital argentina, mas se os busões brasucas tivessem números maiores, como os de lá, já seria uma grande ajuda!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

EU NÃO DISSE?

Ontem mesmo escrevi um post constatando a invisibilidade dos albinos na mídia e reclamando do modo como somos representados quando se lembram de nós.

Pois bem, acabei de assistir ao antepenúltimo episódio da terceira temporada dos Sopranos e adivinhem o quê? Uma referência a nosotros! Mas, calma, vejam só: foi o episódio em que o Paulie e o Chris se perdem numa floresta gelada e neventa. Quando o Tony e um outro capo vão resgatá-los, este último diz que a floresta costumava ser habitada por um monte de gente estranha e diz "weird-looking albinos".

Cumpre acrescentar 2 "não se preocupem" a este post.

Não se preocupem 1: não sou neuroticamente correto a ponto de não aceitar piadas com relação a albinismo ou representações em filmes & Cia que apresentem personagens fazendo referências preconceituosas a nós. Às vezes, isso faz parte da psicologia da personagem e creio ser adulto o suficiente pra entender e aceitar isso. Por outro lado, incomoda a ausência de referências não-negativas/estereotipadas, entenderam? Se as outras minorias chiam quando são mal representadas, este espaço se sente no direito de chiar também.

Não se preocupem 2: não perdi o senso de humor duma hora pra outra. Há gente que me diz que curte ler o blog porque é bem humorado. E vai continuar sendo (vejam a foto dos priminhos australianos no início). Não foi ficando sentado chorando que consegui um título de Doutor pela melhor universidade deste país. Não é me sentindo inferior que consigo fazer viagens internacionais sozinho enxergando bem pouco. Rir é uma delícia, mas rir o tempo todo pode ser sinal de palermice....

PARABÉNS PRO MV BILL

Li que o rapper brasileiro MV Bill apoiou uma campanha anti-homofobia que anda rolando por ai. Ele afirmou que "a criminalização da homofobia é uma forma de punir os preconceituosos." Ao comentar sobre o movimento negro e o hip hop, acrescentou:

Ao mesmo tempo em que combatemos o preconceito, temos alguns parceiros que enxergam a homossexualidade de forma homofobica. É como se estivessemos praticando e reproduzindo um sentimento preconceituoso que combatemos a vida inteira

Nos anos 1970, o líder dos Panteras Negras nos EUA teve atitude semelhante e publicou carta de apoio aos "irmãos homossexuais".

É isso aí, as assim chamadas minorias tem que se tocar de que ao invés de se concentrarem em apenas olhar pros seus próprios umbigos, elas precisam perceber que preconceito não é apenas uma coisa que elas "sofrem", mas sim algo que também praticam.

Pode até parecer clichê - e se for, que seja -, mas a União não faz só açucar...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SUECAIADA SANGUE BOM



Não sou especialmente fã de filmes de vampiro. Tampouco sou fã de vampiros. Gostava de ver os filmes da Hammer com o Christopher Lee quando criança. O mesmo cenário e vestuário usados em vários filmes, a elegância do Chris. Talvez até sentisse certo medo nas cenas mais fortes, as quais provavelmente não mais assustem as crianças de hoje. Nem sei; não sou criança e não tenho contato com nenhuma pra saber. Também não me interessa....

Sabendo de dois filmes suecos sobre vampiros, resolvi conferir. Mais por serem suecos do que por serem de vampiros. Gosto de alternativas pra arejar um pouco da hegemonia norte-americana. Acho um saco e uma pobreza restringir as opções a apenas um pequeno número de países.

Vi primeiro Frostbiten (2006), que trata dum experimento pra criar uma super raça mista de humanos e vampiros. Os fãs do gênero vão gostar. Tem bastante ação e algum humor (negro, claro). Na era da globalização, os suecos mostraram que aprenderam algo com os ianques. Sabem produzir o mesmo lixo com a mesma produção boa. Diverte, mas é lixo. A melhor sacada é a ambientação no norte da Suécia. Como diz um dos vampiros: " A noite está no fim, falta apenas um mês pro amanhecer."

O outro filme é Låt Den Rätte Komma In (2008), que se centra na amizade dum garotinho bastante esquizitinho com uma menininha que pouco tem de menininha. Essa película já meio que virou "clássico" do gênero. Filme bem introspectivo, com personagens psicologicamente bem mais complexas. Um par de situações me pareceu bastante mal explicada: quem era o coroa que no princípio "cuidava" da vampirinha? Qual era a relação entre os dois? Há algo no final também que não me convenceu, mas não vou falar pra não estrgar o filme pra quem ainda não viu e decidir fazê-lo. Esse ano sai a refilmagem norte-americana. Não vou ver; o original sueco já me está de bom tamanho.

No frigir dos ovos, nenhum chegou sequer perto do meu amado Cronos (1993), do Guillermo Del Toro, único filme de vampiro - que jamais usa a palavra vampiro, aliás - que sempre faço questão de rever.


TIGRE ALBINO

Costumo dizer que os albinos sao uma das minorias mais invisíveis que há. A ânsia politicamente correta de parte da mídia não nos descobriu ainda. Em novelas e séries de TV de hoje abundam negros, gays, lésbicas e há ainda os "projetos temáticos": a novela X vai tratar de cleptomania e do sistema educacional do Burundi, a Y vai ter uma personagem anoréxica e outra viciada em jujuba, e por ai vai. Vai ver que é dificil arrumar ator com albinismo (se botarem um pintado de branco eu processo, juro!) ou o fichário de temas sociais dos autores está incompleto...

Albino nao tem e quando tem é aquela velha história: malvado, meio doido ou dotado de poderes paranormais, excepcionalmente inteligente etc. Dá vontade de vomitar!

Uma das propostas do blog também é apresentar uma perspectiva albina de vida, digamos. Pelo menos a perspectiva de UM albino. Quem tem lido os posts notou que sempre que dá eu polvilho o texto com alguma referenciazinha. E há, claro, o próprio nome do blog, a minha foto que fiz questão de colocar...

Uma das intenções é postar sites relacionados ao tema e também algumas experiências próprias. No post BARRA FUNDA-USP citei uma "estratégia de sobrevivência albina". Há outras, aguardem!

O primeiro link que vou postar, entretanto, não é sobre albinismo ou pessoa com albininsmo. É um site duma revista sobre poesia infantil, chamada Tigre Albino. Além de achar o nome fofo (adoro felinos!), tem a haver com minha área, embora eu entenda tanto de poesia infantil (não é lugar pra debate acadêmico sobre a validade ou não da expressão...) quanto esteja apto a integrar a delegação olímpica de tiro ao alvo!

http://www.tigrealbino.com.br/

ISCOLA

E tem aquela história da professora de português que foi substituir por um par de semanas um colega excelente, renomadíssimo, daqueles profes que se tornam referência prum batalhão de pupilos. Inclusive eu.

Ela chega na classe, se apresenta e diz:"Sei que é difícil substituir o professor.... Ele é uma nulidade, gente. Perto dele eu sou analfabeta. Mas vou fazer o máximo pra vocês."

Se pra substituir uma nulidade ela teve que fazer o máximo, imagine o que nao teria de fazer pra subsitutir uma sumidade, nao????? Certamente rezaria pra que Santa Carla Peres, padroeira dos analfabetos funcionais, lhe concedesse a luz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

VIVA A EMIGRAÇÃO!



Roberto Rillo Bíscaro

Imigração é um dos temas candentes do momento. Tem gente boa estudando o fenômeno. Está presente en um sem número de filmes, desde os de terror até os "sérios". Outro dia mesmo vi um iraniano que tinha ilegais do Afeganistão (não crianças, eu não vejo apenas filmes B e slashers...).Aliás, parece que há outras peliculas iranianas sobre o tema. Tem música sobre imigração ou imigrantes. Tem novelas. Parece que tem até video game cujo objetivo é capturar ou matar ilegais.

Muita tristeza e morte nesse processo. Algumas histórias de vitória também, mas o capitalismo não é assim? O sol brilha pra todos, mas uns conseguem se bronzear, outros ficam só ardendo! Certa vez vi a expressão Vingança Colonial. Parece que se referia ao fato das pessoas das ex-colônias estarem "invadindo" os espaços metropolitanos. A ideia era mais complexa do que essa, mas no frigir dos ovos nao me pareceu muito mais do que isso. Vingança bem cara essa que obriga um batalhão de gente a sair dos locais de origem pra, na maior pare das vezes, ir limpar a latrina de quem acredita na tal vingnaça... Como morador da colônia, a minha parte da vingança eu preferiria em vitamina D na conta bancária. Sendo albino, tenho dificuldades em sintetizar essa vitamina tão importante, por isso acho que aquela do banco me faria mais feliz do que ir alhures e me "vingar" do colonizador com a minha nívea presença.

Mas o post de agora é pra dar graças a uma emigração em particular. Bendito o dia em que os avôs dessa mulher resolveram trocar a Nigéria pela Inglaterra. Ave Sade!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

OBESIDADE MATA

Depois de uma manhã selecionando textos para a disciplina Metodologia da Pesquisa, e antes de uma tarde organizando o curso de Introdução à Filosofia, nada melhor que um bom slasher film pra divertir e inspirar!!!!

Steel Trap (2007) cumpriu exatamente a função que eu esperava dele. Me divertiu. Durante a noite de Ano Novo, 7 pessoas estão presas num edificio abandonado e um mascarado as vai eliminando uma a uma. Nada de novo nesse front; o filme é pura fórmula slasher. E quem disse que eu queria ou esperava mais? A motivação pros assassinatos é vingança duma gordinha que era humilhada na escola.

Agora é hora de voltar ao trabalho. Isso sim é importante e não se o Steel Trap é "original" ou não. Who gives a shit, anyway??

KY

AVISO: O post abaixo contem palavra e conteúdo de "baixo calão."
...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

Bom, já dei a chance pros sensíveis de se pouparem da chulice que vem, então, podemos ir em frente e tratar de nosso negócio, correto?

(Cá entre nós, DUVIDO que alguém tenha abortado a leitura devido ao aviso inicial. Muito pelo contrário, a galera deve estar é lendo o texto mais ansiosamente do que de costume pra ver do que se trata. No fundo, no fundo, todo mundo gosta duma boa baxaria!!!!)

O que vou relatar é apenas um outro causo envolvendo professores. Este não aconteceu comigo, mas foi a própria autora quem me contou. Uma professora de biologia, das boas.

Talvez vocês nao acreditem, mas juro que é verdade. A colega não teria porque mentir. Ela tem reputação como grande professora, leciona em diversas escolas, enfim, não precisa inventar esse tipo de história pra aparecer.

Um belo dia, uma professora que eventuava na escola onde essa colega mais experiente era efetiva perguntou-lhe se era verdade que o cu tinha 21 pregas. Edificante a pergunta, não acharam? EU AVISEI NO COMEÇO DO POST!!

A profa mais madura viu que aquilo era caso perdido mesmo, afinal quem perguntara também era profa de ciências/biologia. Destarte, ao invés de explicar que aquilo era uma bobagem, ela nao apenas confirmou a história, como também acrescentou um tijolinho à muralha de estupidez da colega. Ela complementou dizendo que era através da contagem do número dessas pregas que podia se constatar quem era virgem anal! Se a pessoa tivese menos de 21 pregas signficava que já tinha sofrido alguma Visitação do Santo Ofício... jajajaja. Claro que na história real a profa usou outro termo, mas eu decidi usar o Visitação... pra homenagear meus amigos da história e também para botar um glacezinho literário num post tão chulo.

Mas, são histórias reais, baby. O escriba não pode levar a culpa da bestice alheia...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

DINO


Acabei de assisitr Unknown Island (1948). Trata duma expedição que vai a uma ilha no Pacífico onde ainda existem animais pré-históricos. Uma delícia! O capitão malvado tem uma daquelas impagáveis gargalhadas vilanescas deliciosas, tem o clássico momento no qual a mocinha sai pra dar um passeio sozinha (num lugar infestado de "flesh-eating beasts", como dizem no filme.. hahaha), tem personagem desperdiçando munição que poderia ser valiosa, brincando de tiro ao alvo com garrafas.


Os tiranossauros novamente sao pessoas fantasiadas. Divertido que a ilha tem uma densa floresta, mas os Rex sempre aparecem no que parece ser região desértica. Aliás, se a fantasia fosse roxa, poderiam ser o Dino, dos Flintstones.

O clímax é uma luta entre um tiranossauro e uma espécie de gorila pré-histórico.

Enfim, tudo tão convincente quanto eu tentar me passar pelo Pelé! A-DO-REI!


RESPONSABILIDADE SOCIAL

Entre os dias 01 e 04 de dezembro tive que ficar em São Paulo. Cheguei em casa no dia 05 de manhãzinha. Sou do tipo que antes de acender a luz do quarto já ligo o modem. Enquanto me dispo, desarrumo a mochila/mala, vou ligando o PC, me conectando etc. Viciado em internet? Maaaaaaaaagina!!!

Naquela manhã, contudo, não consegui me conectar. Achei que era problema do modem ou do PC e troquei a posição dos cabos, deixei o modem 2 minutos desligado e tentei novamente, enfim, fiz todas aquelas coisas que nos instruem a fazer quando a conexão não pode ser estabelecida. E nada...

Descansei um bocado e tentei de novo. Nada. Liguei pra companhia provedora e me disseram que minha linha estava sob revisão, mas que muito brevemente tudo se normalizaria. Começava uma longa e cansativa maratona de ligações e brigas ao telefone. Fosse eu apostador de jogo de bicho teria números de protocolo suficientes pra jogar durante dias. A cada telefonema me davam novo prazo pra reativação do serviço. Descobri que fazia parte dum seletíssimo grupo de clientes enfrentando o mesmo problema. Numa das ligações um dos atendentes me disse que a tal linha - ou o que quer que seja - em manutenção servia não mais de 50 pessoas. Exclusivo eu, não? Segundo estatística norte-americana, existe cerca dum albino pra cada 18,000 "coloridos". Claro que eu forçosamente teria que ter uma linha, central ou o escambau, bastante exclusiva também. Morram de inveja!

Fiquei 4 dias sem internet. Na segunda de manhã, liguei pela enésima vez e explodi. Xinguei, ameacei ir ao PROCON, enfim, dei uma bela baixaria. Prometeram novo prazo - até o meio-dia - e desta vez o cumrpriram. Não tenho ilusão de que foi minha explosão a causadora do restabelecimento da conexão. O pití serviu apenas pra mim, nao pra agilizar o serviço. Se é que se pode usar o termo agilizar numa situação que deveria ter sido resolvida em algumas horas e levou dias pra voltar ao normal...

Claro que solicitei o desconto dos dias sem o serviço. Ingênuo que sou, achava que se tratava dum direito meu. Afinal, não dizem por ai que o poder está nas mãos do consumidor, de quem tem o controle remoto na mão ou qualquer falácia similar? Então, resolvi exercer o meu supremo poder de consumidor! Fiz a solicitação e a mocinha me disse que em dez dias receberia carta-resposta.

Recebi. E realmente me deram o desconto. Poderoso esse consumidor, heim? Eitaaaa!!! Na cartinha diziam que me concederiam o abatimento pra preservar o relacionamento entre mim e a companhia, embora não houvesse no banco de dados deles nada que realmente justificasse o desconto. É meu caro leitor, como diria Machado, você não leu errado, nem eu digitei errado. Os 4 dias que fiquei sem o serviço nao constituem justificativa pra desconto. A empresa magnanimamente me concedeu o favor de me isentar da cagada técnica dela (cacófato premeditado.). Deve ser isso a tão propalada responsabilidade social que as empresas agora dizem possuir? Eu sou ingênuo, num entendo dessas coisas....

E sabem do que mais? Em janeiro fiquei outros 4 dias sem internet! Vou solicitar outro desconto, logicamente. Mesmo que me concedam como favor, nessa altura do campeonato só me interessa mesmo a grana poupada!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

ROBERTO CARLOS X MOZZ

Sei que o Rei fez homenagem às gordinhas primeiro. Em tempos quando novelas, filmes e o escambau adoram sair conferindo imagens positivas a este ou aquele grupo,temos que tirar o chapéu pra ele. Mas, mesmo reconhecendo o pioneirisimo do Rô, eu prefiro a gordinha do Morrissey.
Não fique triste não, Rô, caso esteja lendo meu blog (claro que está! Quem não está???). Minha amiga Delaidinha prefere a sua canção. Uma vez eu mandei esse link por email pra ela e ela disse que preferia a sua música. Tá vendo só? Fifty-fifty!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MINHA PRIMEIRA "ÍDALA"

Qualquer dia escrevo sobre a importância dela na minha vida. Recentemente, vi dois filmes brasileiros que tem essa música na trilha. Uma das coisas mais lindas jamais gravadas. Essa é a versão definitiva. Ninguém a superou/superará.

BARRA FUNDA-USP

Durante três anos - entre 1999 e 2001 - cursei disciplinas pra obtenção dos créditos necessários pro mestrado. Viajava 500 kms. semanalmente para estar na USP pras aulas. Eu costumava tomar o ônibus que saia do terminal Barra Funda. Essa linha não mais existe. A gente descia a escada rolante e o ponto já era o primeiro ou o segundo. Eu preferia tomar o metrô e ir até o terminal pra pegar o busão do que ficar esperando nalguma rua qualquer debaixo do sol. Estratégias albinas de sobrevivência... Gastava mais tempo, mas era menos exposição ao sol.

A maioria das disciplinas que cursei foi na parte da tarde, começando por volta das 14:00. Então, eu pegava o bumba que saia por volta das 13:00. Várias vezes vi na fila um menininho e uma menininha, acho que no fim da adolescência ou começo dos 20. Eram universitários porque eu via o material, às vezes seguravam algum texto. E quando calhava de ficarem ao meu lado, eu os ouvia falando sobre trabalhos, provas, professores, colegas, textos que haviam lido, enfim papo de aluno. Cursavam História. Eu sempre tentava me sentar atrás ou em frente deles no ônibus pra ouvir as conversas. Que ódio que dava quando o ruído infernal de Sampa fazia com que eu perdesse alguma coisa que diziam! Vocês já repararam que a gente sempre perde a parte mais interessante?

Eu poderia clichetar essa narrativa dizendo que com o tempo passei a ansiar por aquele momento e que vinha no metrô pensando se os veria ou não. Mas isso não acontecia. Se estavam lá, me interessava em ouvir o que diziam, se não estavam, paciência, não estavam, ué!

Um dia puxei papo. Adoro puxar papo. Passa o tempo e eu gosto de ouvir histórias. A garota era mais recpetiva que o garoto. Na verdade, ele só falava oi e nada mais. E eu também não insistia. Na verdade, nem com a guria. Trocávamos umas palavrinhas apenas. Ela era muito simpática, mas claro que queria falar com o amigo da idade dela. Pelo que percebi, eles não vinham juntos ao ponto de ônibus porque alguma vez encontrei só um lá; o outro chegava depois. Então, queriam pôr a conversa em dia, acho.

Por duas vezes escutei-os falando sobre um queridíssimo meu que lecionava lá na História. Não sei o que o menino falou, mas ouvi claramente a amiga responder algo a respeito do professor ser uma gracinha e de ter vontade de pegá-lo no colo. Não, não se preocupem, não percebi uma gota de sacanagem alí. Ela disse mesmo naquele tom de afeto que algumas pessoas têm por figuras com carinha de vovô etc. Eles ainda comentaram a respeito dum chaveiro que ele tinha. Se não me engano eu me lembro do tal chaveiro. Parece que era verde ou roxo, bem gritante. Não se tratava de breguice do professor, garanto. Tenho pra mim que também era tática de sobrevivência. Ele também é meio cegueta. Menos do que eu, mas ainda assim cegueta. Ele vai ler esse post, e então talvez poderá me esclarecer quanto ao chaveiro. Isso se ele se lembrar disso. Eu tenho uma memória boa pra bobagens....Foi difícil segurar o riso na história do colo e do chaveiro.

A outra vez que ouvi o nome do professor foi com relação a avaliação. Parece que havia a opção entre escolher fazer um trabalho, fichamento ou sei lá o que ou uma prova. Lembro do menino todo inconformado com a escolha dum colega de sala. Algo do tipo: "acha, o fulano preferiu fazer a prova do .....! Magina, o cara é louco!" As provas dele deviam ser de lascar. Acho que ele chegou a dizer "foda", mas não sei dizer. Uma coisa dava pra perceber entretanto: eles adoravam o professor.

Ah, lembrei, lembrei, lembrei! Parece que a outra opção era fazer uma entrevista. Agora, escrevendo o texto, lembro que eles comentaram alguma outra vez que estavam fazendo entrevista etc. Lembro até qual era o tema. Bisbilhoteiro eu, né? Eu ouvia tudinho que dava!

Além desse assuntos acadêmcicos, eles também falavam das famílias, brigas, enfim, os dois eram aquele tipo de amigo que contava um pro outro, parecia.

Eu não os via toda semana, Lembrem-se de que no início disse que os vi várias vezes, mas eram "encontros" de ponto de ônibus.... E então, eis que um dia ao descer a escada rolante e me dirigir ao ponto, reparei que eles estavam mais juntinhos do que de costume. O clima não era mais de amigo. Estavam trocando beijinhos, falando mais baixinho. Estavam namorando! Achei tão fofinho! Naquele dia a menina só me falou um oizinho e virou as costas pra dar total atenção ao outro pombinho.

Nunca mais os vi. Isso parece desfecho de história inventada pra por as personagens vivendo felizes para sempre, mas não é. Nunca mais os vi mesmo. Não me recordo se foi porque vieram férias e eu não tinha que ir a Sampa. Eles podem ter mudado de ponto de ônibus. Também podem ter se graduado. Enfim, o que querque tenha sido, nunca mais vi nenhum deles.

às vezes me lembro deles. Será que estão juntos até hoje? Estariam fazendo o quê da vida? Mas acho melhor nao saber. Bom lembrar dessa hhistória assim do jeito que ela é.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MPB

Roberto Rillo Bíscaro

Adoro música. Ouço muita música e de várias partes do mundo também. Fico sempre fuçando pra achar coisas novas. Novas nao significa coisas recém lançadas. Novas pra mim. Uma coisa gravada há 50 anos pode ser nova. Se eu jamais escutei a canção ou o artista, então é novo pra mim, certo?

Embora seja bastante eclético, acho que a gente sempre tem algum estilo que agrada mais. Nem se trata de achar melhor ou pior, pelo menos no meu caso. Trata-se de gostar mais ou não. Por exemplo, o fato de eu não gostar de tomar injeção não significa necessariamente que eu ache injeção ruím. Só prefiro nao tomar.

Então, no quesito música acontece o seguinte: eu ouço um monte de música de um monte de lugares, mas no fim das contas a maior quantidade de artistas e canções favoritas vem do Reino Unido. É até meio incrível; eu ouço uma banda nova e adoro. No mais das vezes é britânica. Eu até uso isso pra irritar/brincar/surpreender as pessoas. Digo que meu estilo favorito é MPB. Espero que o sorriso de aprovação ilumine o rosto do ouvinte e começo a citar alguns nomes: Genesis, Yes, Smiths etc. Daí, quando a pessoa faz a cara de não estar entendendo eu completo: "É, Música Popular Britânica." Geralmente a pessoa ri ou se tem mais intimidade diz algum palavrãozinho amigável.

Eu adoro a nossa MPB também, não precisam se preocupar os puristas. Aliás, conheço-a bem melhor do que muita gente que se diz amante dela. Já ocorreram casos de alguns que esboçaram reação escandalizada quando disse que preferia a minha MPB. Dai, quando eu dizia que adorava Rafael Alterio, Rosália de Souza, Tito Madi, Ana de Hollanda e o interlocutor desconhecia, era a minha vez de fingir escândalo. Isso aconteceu um par de vezes na Universidade.... É aquela história, se você diz preferir algo, parece que você não gosta do resto. Os compartimentos são bem estanques e além disso, cada um ouve o que quer ouvir, né?

Mas todo esse blá blá blá é pra falar que ontem conheci uma música "nova"! Estava vendo o penúltimo episódio da segunda temporada de The Sopranos e na última cena começou a tocar uma canção que me arrepiou inteiro. Vi os créditos finais inteiros pra ver se descobria quem cantava, mas nada, nao vi indicação alguma. Voltei à cena final e coloquei a faixa de áudio com os comentários do diretor pra ver se ele flava o nome e nada. Alguém diz que é uma "great song, perfect for the episode", mas só isso. Realmente, a canção é perfeita pro episódio, pois o comenta de mdo irônico e tal

Imediatamente, fui ao computador e digitei os dois primeiros versos da canção. Eu poderia jurar que era algum grupo norte-americano "novo" ( a segunda temporada de Sopranos deve ser do ano 2000). Em dois segundos descobri que se tratava duma canção do Eurythmics. Nem me supreendi muito; novamente era um grupo britânico! Vergonha mas eu não havia reconhecido a voz da Anne Lennox!

Até pensei que a versão que está nos Sopranos fosse regravação do Eurythmics, mas o U2B me mostrou que não. A música que comecei a ouvir ali era a mesma que tocara no seriado.

Claro que como bom adolescente dos anos 80 eu conheço e amo diversas canções do Eurythmics. Mas com eles eu sempre fui 8 ou 80: ou eu amo de paixão ou não vejo graça nenhuma a até há coisas que detesto. Venero Sweet Dreams, Here Comes the Rain, When Tomorrow Comes, Sexcrime, Julia, Who's That Girl, I Need a Man. Mas acho m pooooorre coisas como Missionary Man. Por opção, não conheço quase nada da carreira solo da Anne e as duas coisas solo que ouvi do Dave Stuart eu detesto.

Assim, quando eles lançaram o álbum Peace, em 1999, não me animei em ouvir. Achei que eles já dito tudo que tinham a dizer. E qual não foi a surpresa quando descori que I Saved the World Today - a canção dos Sopranos - era justamente daquele disco. Como sou 8 ou 80, claro que já considero essa música umas das melhores da década de 90! That's me!

É, eu não devo subestimar minha MPB mesmo, afinal, uma vez Flamengo, sempre Flamengo, né?????