segunda-feira, 21 de setembro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 424

 



Roberto Rillo Bíscaro

Second Still é mais um grupo norte-americano navegando nas gélidas e escuras águas da cold /dark wave.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

CONTANDO A VIDA 314

NEGRINHA, LOBATO E O RACISMO ESTRUTURAL BRASILEIRO.

José Carlos Sebe Bom Meihy

“tenho notado que muitos dos personagens das minhas histórias já andam aborrecidos de viverem toda a vida dentro delas. Querem novidade... Andam todos revoltados, dando-me um trabalhão para contê-los”.

Monteiro Lobato

 

Sou daqueles que acham que José Bento Monteiro Lobato não precisa de defesa alguma. Também me perfilo entre os muitos leitores e que flanam na magia de sua produção criativa, polêmica, atravessadora de tempos, proponentes de temas de debates apaixonados. Então me engalo de ser daquela geração que José Roberto Withaker chamou de “Filhos de Lobato” e sigo leitura que dá alma a entendimentos cabíveis no corpo de seu tempo. Busco mais compreender do que explicar, diga-se, e assim me solto no embalo que vai além de citações escolhidas fora do ambiente germinal, perversas por mal intencionadas, ignorantes e historicamente desinformadas. Investindo-me do direito de ler em perspectiva, optei por trocar argumentos apedrejadores pelo outro lado de uma moeda que negocia interpretações encolhidas na capacidade de ver além de argumentos isolados, caracterizados em frases mal recortadas, rearranjadas segundo critérios extemporâneos e dirigidos. E não precisei de muito exercício, pois no lampejo da memória logo me veio o conto Negrinha. Atenção: não se pretende com um novo “detalhe” saudar qualquer exceção, mas, pelo reverso, por ele, supor a complexidade do todo. Interessa, diria, contemplar a floresta e não explica-la pela singularidade de única árvore.

Para início aclaramento desta conversa, devo dizer que “Negrinha” é, de Lobato, meu escrito favorito no quesito “conto”. E que história foi dada à menina pobre e órfã que desde os quatro anos fora “criada” como encosto em casa de família “proba”! O ambiente, aliás, se trama desde a apresentação da personagem alvo do caso “Preta?? Não. Fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados”. O retraço biográfico dessa qualificação diz que Negrinha, como era chamada, sem ter nome específico ou referenciado, “nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos de vida, vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre farrapos de esteira e panos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças”. A senhora “dona”, por sua vez, fora assim comparecida “excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada pelos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo no céu”. Não bastasse a sutileza – talvez até explícita demais – Lobato completava o perfil senhoril prá lá de patético: “entaladas as banhas no trono uma cadeira de balanço na sala de jantar, - ali bordava, recebendo as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora, em suma”. Sem economizar deboches o enredo matizava a crueldade de uma matrona branca, inclemente, culturalmente estabelecida em pressupostos escravocratas da qual “o 13 de maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava, pois, Negrinha em casa como remédio para os frenesis”. Vivificava-se o que na cultura popular ficou conhecido como “saco de pancadas”, ou seja alguém negro destinado a apanhar ou levar bordoadas capazes de promover a catarse dos senhores.

Poucas passagens da literatura brasileira – pouquíssimas – alçaram tanto vigor no relato dos maltratos dados aos negros, escravos ou libertos e aos seus descendentes. Talvez o limite máximo desse tipo de constatação resida internado neste conto, “Negrinha”, que afinal detalha o monstruoso castigo perpetrado pela senhora Inácia depois da menina deferir a palavra “peste”. Tomando um ovo, o requinte da atrocidade foi vazada da seguinte forma “D. Inácia mesma pô-lo na chaleira de água a ferver e, de mãos à cinta, gozando-se na prelibação da tortura, ficou de pé uns minutos, à espera. Seus olhos contentes envolviam a mísera criança que, encolhidinha a um canto, trêmula, olhar esgazeado, aguardava alguma coisa de nunca visto. Quando o ovo chegou a ponto, a boa senhora exclamou: — Venha cá!! Negrinha aproximou-se. — Abra a boca!!”. E como sofreu a menininha que, creiam, era criada como favor aos olhos caritativos, culturalmente dominantes.

A sequência desta contação revela outra aventura da menina negrinha que morreu, por fim, aos sete anos, depois de ser acatada pelas duas sobrinhas que, em mês de férias, na casa da titia encantada com a prole branca, saudava, em contraste perfeito, a vivaz euforia das “pequenotas, lindas meninas louras, ricas, nascidas e criadas em ninho de plumas”. E foram essas mesmas “pequenotas” que permitiram a episódica aceitação de Negrinha no triângulo branco. Foram as crianças e, sem entender de preconceitos, admitiram que a estranha e deslocada personagem, Negrinha, também tocasse em uma boneca que, aliás, era reprodução feita à imagem e semelhança das sobrinhas visitantes: alvinhas e de cabelos alourados e que, além de angelical, deitada pronunciava “papa”. Fora essa, diga-se, a visão do Paraíso para a rejeitada Negrinha que, afinal com 15 quilos. Magrinha sim, mas sonhando com anjos brancos e de olhos claros, como os da boneca, ou das meninas visitantes.

Voltemos à epígrafe: que Lobato quis transmitir? Preconceito gratuito? Denúncia? Seria simples “causo”? Ou caberia melhor inteligência e sugerir que menos vale um exemplo recortado de um contexto amplo do que a miséria de um “defensismo” sem paisagem analítica? Vale, para encerrar, contextualizar este conto no ambiente eugenista daquele então. Na altura do amadurecimento da crítica cultural brasileira, não resta dúvida da ampla aceitação do mito da superioridade racial branca. É exatamente nesta ordem que se pretende discutir o significado de Negrinha no universo nacional que estruturou o racismo.

FOFA FOCA

 


RARA FOCA ALBINA AVISTADA EM ILHA RUSSA. BIÓLOGOS TEMEM PELO SEU FUTURO


Uma foca albina foi avistada nos últimos dias numa ilha russa, sendo considerada um exemplar muito raro desta espécie.

A foca bebê, de olhos azuis e pêlo ruivo, foi vista no meio de uma dezena de outras focas. Após a divulgação das imagens do animal, numa ilha no mar de Okhotsk, na Sibéria, vários biólogos manifestaram a sua preocupação com o futuro do animal.

De acordo com o Independent, por se tratar de uma vertente muito rara da espécie, a foca em causa corre o risco de viver uma vida solitária, dado que haverá tendência para os outros animais da sua espécie a rejeitarem.

Situação semelhante aconteceu, no mesmo local, há dez anos, onde uma outra foca bebê foi resgatada e levada para um aquário na costa do Mar Negro da Rússia. Neste caso, os biólogos ponderam fazer o mesmo, caso se verifique uma mudança de comportamento que possa influenciar o bem estar do animal. 

Os profissionais têm acompanhado o seu dia-a-dia e observam que pela sua constituição a foca poderá estar sendo bem alimentada pela sua progenitora e que para já, a foquinha está tendo um comportamento sociável.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

TELINHA QUENTE 416



Três crianças descobrem que o orfanato onde vivem não é nada do que pensavam. Agora, têm que liderar o grupo todo num arriscado plano de fuga.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 423



Roberto Rillo Bíscaro

Com mais de quatro décadas de estrada, os norte-americanos do Kansas ainda fazem rock com fôlego.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

ESPINHO ALBINO

 



Raro ouriço albino é resgatado e sobrevive graças a menino de 6 anos

Tudo começou quando o garoto Ruben Wiggins, de 6 anos, estava saindo de casa com sua mãe, em Yorkshire – Inglaterra. Ao entrar no carro, ele percebeu que havia um animal embaixo do automóvel e foi resgatá-lo. A surpresa veio ao notar que se tratava de um ouriço albino, espécie rara. E então, depois de resgatá-lo, a família conseguiu entrar em contato com um refúgio da região, que conseguiu salvar o animal.

Ouriços não costumam aparecer na região, o que fez Ruben se preocupar com o animal, sobretudo porque ele estava visivelmente assustado e machucado. Ao notar que ele precisava de ajuda urgente, sua mãe entrou em contato com o Prickly Pigs Hedgehog Rescue, um refúgio dedicado a estes animais. Ao enviar uma mensagem através do Facebook, Diane Cook – que administra a instituição, ficou impressinada com a descrição do animal. “Quando recebemos a mensagem por meio de nossa página no Facebook, ficamos inicialmente perplexos com a descrição e pensamos que era possivelmente um ouriço pigmeu africano que havia fugido da casa de alguém”, explicou.

No entanto, a perplexidade maior veio ao vê-lo ao vivo e notar que estava diante de um verdadeiro ouriço albino, que, infelizmente corria o risco de morrer, já que estava gravemente desidratado, desnutrido e infestado de carrapatos, pulgas e ovos de mosca que os veterinários levaram horas remover.

Depois de ser alimentado e receber todos os tratamentos necessários, o ouriço agora está bem e, uma vez totalmente recuperado, será solto de volta à natureza. Sucesso absoluto no local, ele até recebeu um nome: Jack Frost. E tudo isto, graças a um garotinho de 6 anos que já sabe a importância da preservação das espécies.








TELINHA QUENTE 415

 

Em 1994, uma quadrilha executa roubo bilionário ao Banco Central da Colômbia. Inspirada em fatos. Será esta série a nova Casa de Papel?

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

RAPTADA?

Bebê canguru albino desaparece de zoo na Alemanha e pode ter sido furtado


Um filhote de canguru albino desapareceu de um zoológico na Alemanha e acredita-se que o animal possa ter sido furtado, de acordo com o que foi divulgado hoje por autoridades locais. 
O canguru tem o nome de Mila, é do sexo feminino e nasceu no mês passado no zoo Kaiserslautern, no sudoeste do país, sendo uma das principais atrações, diz a agência Associated Press.
Mila foi vista pela última vez em seu recinto na manhã de quarta-feira (19) e não estava mais lá quando os tratadores do zoológico encerraram as operações, à noite, informou a polícia. 
"Estamos investigando em todas as direções", disseram os policiais. "Não podemos descartar que ela foi furtada."
O diretor do zoológico, Matthias Schmitt, fez um apelo ao público para que ajude a rastrear o filhote, que raramente se afastava da mãe.
Schmitt disse que parece improvável que o pequeno marsupial tenha sido caçado por uma raposa selvagem ou outro predador, já que não foram encontrados vestígios de sangue.
O zoológico está usando dois caçadores com cães farejadores para procurar o canguru, mas até agora eles não tiveram sucesso. 
"Toda a equipe do zoológico espera que Mila seja encontrada novamente e esteja com boa saúde", disse ele.

CAIXA DE MÚSICA 422


 Roberto Rillo Bíscaro

O compositor paulistano Rodrigo Campos apresenta seus sambas desafiadores e complexos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CONTANDO A VIDA 313

MÚSICA SERTANEJA: SOFRÊNCIA E GRAÇA. 


José Carlos Sebe Bom Meihy. 

Pensando bem, é muito estranha a percepção do cancioneiro sertanejo em nosso mundão cultural urbano. Visto com mais cuidado, o denso conteúdo expresso por gêneros musicais variantes da raiz caipira, de regra, é interditado, ou ao menos rebaixado como se fosse produto menor, de consumo de um grupo meio esquisito, coisa de suburbano mal adaptado. Foi pensando nisto que se procurou alguma dimensão valorativa, buscado perceber mais do que significados recortados de um plantel hierárquico ou polarizador em um “gosto x não gosto”. A consideração dos temas mais frequentes logo expôs a combinação da dicotomia sofrimento X picardia. Argumento constantes desses cancioneiros, a dor de amor e o gracejo se mostram fatores capazes de dar sentido existencial a uma legenda usualmente reduzida ao breguismo tosco ou, no máximo, à cafonália chic. Mas, pergunta-se, há sentido articulado implícito nesse verso e reverso que mistura aflição e graça, ou, mais contundente: há moral na experiência musical sertaneja? 



Num esforço justificado, pretendeu-se marcar a vocação para um viés filosófico invisível, silenciado na recepção dessa expressão musical. E é prudente oferecer caminho histórico para tal vista. Como se fora contrapartida de um passado de deslocamento territorial mal resolvido, a transferência de contingentes do campo para a cidade sugere um longo processo de adaptação. Mal compreendida a inversão demográfica do meio rural revela uma peleja pela sobrevivência, e assim indica incômodos e desencontros negociados em busca de um estilo sertanejo de vida urbana. Nessa linha, não seria exagero sublinhar o sofrimento recortado nos repetidos desencontros amorosos. Sim, amores não correspondidos se formulam em razão metafórica de cantares que somam uma saudade nostálgica do campo e suas coisas todas. Junto com passarinhos, alvoradas, campos, são compostas loas a amores impossíveis, traições de afetos incompreendidos, enfim um novo e claro mal-estar civilizatório inconciliável. De modo geral, as músicas sertanejas cantam saudade e tristezas, e nelas se recheiam de frustrações, mágoas e desafetos chorados em simpatias remotas e notas musicais lamuriosas. Nesse sentido, aliás, resulta uma explicação básica para o que tem sido conhecido como sofrência. Sim, a percepção dramática dos desacertos é o denominador comum para tantas passagens de desgraças vertidas em desejos de má sorte para os ingratos pares. É como se o campo não se desse bem com a cidade e, em expressão cantada, isto se revelasse como lamento público e personalizado. 



Como resultado surdo de uma espécie de épica cabocla, as entregas apaixonadas e mal resolvidas se mostram como dimensão de desesperos dramatizados na fatalidade de uma realização impossível. É nesse diapasão que emerge a memória desesperada que tem a ruína amorosa como ponto inevitável de extravasamento. Mas, para consolo geral, esta moeda tem outra cara, um reverso compensatório: o chiste ou gracejo. Sim, os melodramas amorosos não anulam paralelos de continuidade, o lado insistente do gracejo gozador. Diria que para cada dor há uma piada musical na mesma medida em que para cada frustração corresponde uma promessa de risada vertida em “causo”. A soma dessas oposições - choro e matreirice - se formula na integração de mensagens que, afinal, juntas, amarram respostas de tipos migrados do ambiente rural para os centros urbanos que, afinal, têm na inviabilidade de realização amorosa a dimensão pândega, e por isto promotora de risos. São graças que vão além da aparente simplicidade narrativa e que merecem ser contempladas como vingança da incompreensão. Os dois aspectos complementares, a desgraça e o pitoresco, resultam em espécie de épica acaboclada e de difícil captação. 



O entendimento da dor afetiva pode ser avaliado pela crescente feminização das intérpretes que, solo ou em duplas, tem revelado o incômodo do acolhimento pelo ambiente dominante, masculino. Por outro lado, a memória da anedota fácil e sutil se dimensiona no masculino, como se coubesse à mulher a sofrência e para o homem o revide. O resultado é a percepção trágico-cômica de experiências não explicitadas, mas vertidas em sucessos de público crescente. Penso, pois em ensinamentos enunciados para um segmento importante, consumidores do mercado que não se contenta em ouvir, mas que em shows multiplicados ganham plateias cada vez mais “sertanejadas”. As letras de canções, em conjunto, revelam um estilo de vida muito mais completo e complexo do que se pensa. E tudo se torna muito teatral, exigente de figurinos, penteados, caras e bocas. O inerente uso de roupas, chapéus, o aferro ao xadrez desenhado em camisas, a permanência das botas como saudade das botinas, o crescente prestígio das festas juninas – agora inscritas em programas de turismo – e a aceitação dos “docinhos da roça”, paçoca, quentão, revalidam uma saudade reprimida, pouco explicada, mas que não se furta à luz e som. É no quesito mnemónico que atua a essência e originalidade do ser sertanejo urbano. Confesso que o exagero da positividade analítica contida nestas linhas responde a um apelo pessoal, esforço de ver uma beleza onde o gosto burguês insiste em negar o cadim de meu mundim que queiram ou não existe e se mostra de uma boniteza que veio para desafiar o futuro.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

ACUSAÇÃO FALSA

Albinos e deficientes acusados de bruxaria em todo o mundo. Porquê?


Em pleno século XXI continua a haver pessoas acusadas de bruxaria que são perseguidas e até mortas em várias partes do mundo, sobretudo em África, no Sudeste Asiático e na América Latina.


A perseguição às bruxas é um problema muito antigo: Na Europa, a época da caça às bruxas durou do século XV até ao século XVIII e atingiu o seu pico entre 1560 e 1630, de acordo com o historiador alemão Wolfgang Behringer.

O professor da Universidade do Sarre estima que entre 50 e 60 mil pessoas foram mortas nesse período, apenas na Alemanha.

Hoje em dia o problema persiste, mas sobretudo no hemisfério sul, segundo o professor Behringer:

"Na Tanzânia, entre 1960 e 2000, aproximadamente 40 mil pessoas foram assassinadas acusadas de suposta bruxaria. Bruxaria não é crime na Tanzânia, segundo o direito penal, mas muitas vezes são os tribunais de aldeia que decidem que certas pessoas devem ser mortas."

Albinos e deficientes são alvo

Pouco se sabe sobre o número de vítimas antes de 1960. Na Tanzânia, as vítimas são principalmente pessoas com albinismo, pois há quem acredite que certas partes do corpo de albinos podem ser usadas como remédios.

No Gana e noutros países, sobretudo da África Ocidenal, verifica-se outro fenómeno sinistro: algumas comunidades atribuem o nascimento de uma criança deficiente a supostas práticas de bruxaria por parte de vizinhos que recorrem à bruxaria.

Crianças negligenciadas

No Congo, as chamadas crianças bruxas são expulsas pelas suas famílias. Na cidade de Bukavu, no leste do país, uma ONG, de que faz parte Thérèse Mapenzi, cuida dessas crianças.

Mapenzi, nomeadamente, ajuda essas crianças a lidar com o seu trauma, colocando-as em orfanatos e tentando encontrar vagas em escolas para elas.

Thérèse Mapenzi afirma: "Ouvimos falar de vários casos em que crianças são violadas e depois não são mais aceites pelas suas famílias. Ou nasceram fora do casamento e têm que viver com um pai que não as aceita.”

"Essas crianças muitas vezes foram espancadas até sangrar. Sempre ficamos chocados ao ver essas crianças sem proteção, que foram marcadas como feiticeiras. Como pode isto acontecer em pleno século XXI?" – questiona Mapenzi.

TELINHA QUENTE 414



Com a carreira em ascensão, o juiz Micha Alkoby vê tudo se complicar quando seu filho se envolve em um acidente, cuja vítima pertence a uma família criminosa.