segunda-feira, 21 de outubro de 2019

CAIXA DE MÚSICA 385


Roberto Rillo Bíscaro

Anniversary 1978-2018: Live in Hyde Park London foi lançado em CD e DVD para comemorar o aniversário de uma das bandas-ícone dos anos 80.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

TELONA QUENTE 307



Chuck Norris vs. Communism (Netflix) analisa a proibição da mídia ocidental imposta pelo ditador romeno Nicolae Ceaușescu e como o contrabando de filmes mudou o país.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

TELINHA QUENTE 379


Roberto Rillo Bíscaro

Quanto detetive problemático há nesse mundão ficcional de mon Dieus! E quantos têm como parceiros informais, civis, que no mundo real seriam usados pelos advogados do criminoso como formas de anular o processo, sob alegação de que evidências foram contaminadas ou confissões obtidas fora dos procedimentos-padrão. Mas, nada disso importa perante nossa fome por mistérios e diversão, desde que o produto seja bem-acabado.
É o caso dos 3 episódios de Lanester, do canal France 2, presentes no catálogo oda Amazon Prime. Tramas de 90 minutos cada, centradas no detetive dos romances da escritora Françoise Guérin.
Como são inúmeros os detetives, há que lhes prover com alguma característica diferenciadora. Eric Lanester é comandante maduro, que fica cego em meio a uma investigação sobre serial killer que arranca os olhos de suas vítimas. Seu médico diz tratar-se de cegueira causada por reprimidos traumas infantis vindos à superfície, quando o policial viu animais de pelúcia sobre a cama duma das assassinadas. Lanester pega um táxi conduzido por Gabrielle, jovem esperta, urbana e atrevidinha, contraponto perfeito pro reservado e algo sombrio Lanester. A partir de então, iniciam parceria e amizade sui generis. No episódio seguinte, a cegueira ameaça voltar cada vez que o caso reemerge uma das muitas neuras infantis. No episódio três, o subtexto de saúde mental vem completamente à tona e a história se passa no hospital psiquiátrico, onde o irmão de Lanester vive desde a adolescência.
Lanester, a série, é pura baboseira psicológica de botequim, ou melhor, de bistrô ou café, porque se passa em Paris. Os assassinos estão tão obviamente dados, que chega a ser meio engraçado. Não só não há tantos personagens fora do grupo de policiais (todos meio anônimos), como a necessidade de freudianizar tudo os entrega pela lógica da narrativa, que qualquer fã mais experiente pega em 3 minutos.
Lanester às vezes parece In Treatment encontra .... (complete com seu detetive problemático predileto) e tem aquelas delícias tipo, a namorada da taxista é hacker nas horas vagas e entra no sistema do hospital.
Talvez pareça que esteja preparando conclusão negativa, né? SQN. Amei Lanester! É eficiente, tem gente bonita, o clima é mais sombrio do que o do brilho dos dentes branqueados norte-americanos e o mais importante: por mais inverossímil, dá pra gostar muito de Eric Lanester e sua parceira informal Gabrielle. Richard Berry e Emma de Caunes estão ótimos. Talvez o roteirista tenha sacado (inconscientemente, já que estamos em território Freud bubblegum, tipo anos 40, 50) que o material não era dos mais geniais e caprichou no par central.
O que quer que tenha sido, funciona que é uma belezura.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

CAIXA DE MÚSICA 384


Roberto Rillo Bíscaro

Uma raridade deliciosa da soul music agora facilmente encontrável, devido aos serviços de streaming.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

CONTANDO A VIDA 285

SER PROFESSOR NO BRASIL EM TEMPO DE CÓLERA.
J
osé Carlos Sebe Bom Meihy 

Fiquei curioso: qual a origem do dia dos professores? Foi fácil achar a resposta no Google e assim aprendi que existe até um livro publicado pela UNESCO sobre a data (“World Teachers' Day”). Senti-me mais importante, pois pensava que isto seria coisa de brasileiro que inventa data para tudo. Imagine que dia desses achei indicação de que há homenageados todos os dias do ano, e que no mês de outubro, além dos professores existem também algumas referências bem exóticas como: dia nacional do vereador (1), do representante comercial (10), do guarda noturno (19). Há, é claro, destaques mais conhecidos como: dia do dentista (3), do engenheiro agrônomo (12), dia do médico (18) e até dia da dona de casa (31). Desde logo, sem exceção, parabéns a todos, mas com ênfase quero falar do dia dos mestres. 

Aprendi que há um calendário diferente para cada país, pois a aceitação das figuras docentes difere muito de cultura para cultura. Os critérios gerais para a celebração variam, uns optam por natalícios de professores notáveis, outros escolhem segundo a estação do ano. Sempre na primavera – e há requintes como na Coréia do Sul que comemora no dia 15 de maio quando começam a florir os cravos vermelhos. De um modo geral, porém, o 5 de outubro é conhecido, desde 1994, como o dia internacional dos professores pela UNESCO. O Brasil variou. A efeméride foi estabelecida oficialmente sob o governo de João Goulart em 1963. Desde então a data foi oficializada pelo decreto federal nº 52.682, com validade para todo território nacional. Diz o texto em seu art. 3º, “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”. A origem, porém, é remota, e se deve ao fato de, na data de 15 de outubro de 1827, o imperador D. Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a instituição das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. O mais notável, porém, é que já ficavam estabelecidas as condições trabalhistas dos professores. 

O tempo passando, as coisas mudam com velocidade assombrosa. No correr dos fatos, porém, repontam questões que precisam de ângulos históricos para explicar o ponto trágico em que chegamos no terreno educacional. Nosso processo de formação foi bem distinto do resto dos países colonizados. No caso da América espanhola, desde logo algumas universidades foram fundadas e já em 1551, em Lima no Peru, a Universidade Nacional de São Marcos figurava como pioneira. A ela seguiram-se, na Nova Espanha, outras que combinavam apoio do estado e zelo eclesial. No Brasil, deu-se algo diferente, não apenas pela vastidão territorial, mas sobretudo pelo conceito de colônia agrícola. Apenas com a vinda da família real, em 1808, surgiram as Faculdades de Cirurgia da Bahia e de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1827, fundaram-se as Faculdades de Direito de Olinda e de São Paulo e em seguida, em Ouro Preto inauguram-se duas instituições, a Faculdade de Farmácia (1839) e Escola de Minas (1876). No final do século XIX, surgiram mais cinco instituições no país: Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro (1891); Faculdade de Direito de Belo Horizonte (1892); Escola Politécnica de São Paulo (1893); Escola de Engenharia Mackenzie de São Paulo (1896); Faculdade de Direito de Goiás (1898). 

O sucesso do nosso sistema universitário primeiro decorreu de avanços localizados, e em função da economia possibilitada pela borracha, surgiu a Escola Universitária Livre de Manaus (1909); em seguida despontou a Universidade Federal do Paraná (1912), que se justificava pelo surto de imigrantes estrangeiros que inflava a população daquele estado. Em seguida, a Universidade Federal do Rio de Janeiro espontou como resposta da Capital Federal (1920). Foi Vargas que, em 1930, unificou o comando das escolas sob o crivo do Ministério da Educação e Saúde Pública. Desde então, centralizou-se o processo de ensino que, no nível superior reconhece três ramos de exercícios: as unidades federais, estaduais e privadas (inclusive as confessionais). Em paralelo à orientação unificada pelo estado, um problema surgiu exigindo autonomia das decisões de gerência de cada unidade, pois o perfil acadêmico demandava governo próprio. No Brasil, pela Constituição Federal de 1988, no art. 207, estabeleceu-se que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. § 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei. 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica”. 

Foi graças ao ensino público e apoio de entidades privadas que superamos a fase de dependência dos avanços estrangeiros, colocando-nos em condição de diálogo. Crescemos muito e rapidamente, mesmo tendo passado pela ditadura militar que durou 21 anos. Prova disto é que temos oito universidades classificadas pelo World University Ranking entre as 50 melhores do mundo (a USP figura entre as 100 mais pontuadas). Este sucesso, contudo, está seriamente ameaçado. Como uma praga bíblica anunciada, eis que o atual governo infesta com o que pior existe o panorama escolar brasileiro em todos os níveis, traindo inclusive o que ele próprio erigia como prioridade em campanha. E onde situa-se o motor deste desmonte? Exatamente na ignorância combinada com o sequestro da autonomia universitária. A expressão disso é a privatização dos educandários, tidos como inoperantes. Com um Presidente que trata mal o vernáculo, sem domínio elementar de problemas, desaparelhado de conselheiros capazes, o que temos é uma ladainha de malditos, de frases agressivas e ferinas, e um sombreamento de religiões obscuras e moralistas. Resultado dimensionado por um Ministro coerente com a política: cortes de verbas, propostas de ensino militar nas escolas, revisão ideológica de conteúdos. Tempos de cólera. Vamos aceitar isso? Até quando?

terça-feira, 8 de outubro de 2019

PRIORIDADE ALBINA NO RIO DE JANEIRO

Albinos podem ter prioridade nos hospitais municipais

O vereador Petra (PDT) quer ampliar a proteção a portadores de albinismo e apresentou à Câmara do Rio o Projeto de Lei nº 1.422/2019, que determina a prioridade nas marcações em consultas dermatológicas e oftalmológicas na rede pública de saúde para pessoas portadoras da doença.

Os cidadãos portadores do distúrbio terão que comprovar a condição mediante apresentação de laudo médico – contendo a Classificação Internacional de Doenças (CID), a assinatura e o carimbo com o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico responsável – para ter direito à prioridade na marcação de consultas.

De acordo com o parlamentar, “a acromatose – também chamada de acromia, acromasia ou albinismo – é uma condição de natureza genética que aparece também em animais e vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno. É um distúrbio congênito, caracterizado pela ausência total ou parcial de pigmento na pele, cabelos e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina. Ela está associada a um número de distúrbios oftalmológicos como a fotofobia, o nistagmo e o astigmatismo. A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo fique mais suscetível a queimaduras solares e câncer de pele“.

REENCONTRO ALBINO

Reencontros: irmãos albinos ainda enfrentam dificuldades
Os três irmãos albinos, moradores de Olinda, foram descobertos pelo fotógrafo Alexandre Severo, em 2009
Em 2009, o Jornal do Commercio publicou matéria do jornalista João Valadares e repórter fotográfico Alexandre Severo contando a história de três crianças albinas de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. A publicação mudaria a vida da família. A quarta matéria da série Reencontros revisita os irmãos albinos.

Dez anos depois, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação foi ao encontro de Rute Carolaine, Estefane Caroline e Kauan José. 

A matéria do repórter João Valadares e do fotográfico Alexandre Severo, que faleceu em 2014 no mesmo acidente aéreo que vitimou o ex-governador Eduardo Campos, correu o Brasil. Muita gente ficou comovida com o drama dos irmãos. Ao saber que Kauan, Estefane e Rute viviam sem ver a luz do sol, muita gente resolveu ajudar. 

Ser albino é ter o sol como uma constante ameaça. A infância sem dinheiro obrigou os irmãos de Olinda a permanecerem dentro de casa. O sol era um inimigo e, sem condições de comprar protetor solar, a vida era no escuro, sem luz.

Depois da publicação da reportagem em 30 de agosto de 2009, Kauan, Rute e Estafane começaram a receber a chave para o mundo lá fora. Os três irmãos têm uma dívida de gratidão toda especial para com a pessoa que mais lutou, e ainda luta, por eles: a mãe, Rosemere Andrade. 

E assim, rompendo barreiras, enfrentando às dificuldades, os três irmãos seguem cultivando sonhos para o futuro.

Confira os detalhes na reportagem de Ivan Junior:

TELINHA QUENTE 378

Roberto Rillo Bíscaro

Em um presente paralelo, o uso de androides é comum. Os hubots, são usados ​​como trabalhadores e companhia. Enquanto algumas pessoas abraçam esta nova tecnologia, outras estão assustadas com o que pode acontecer quando seres humanos são substituídos como trabalhadores,, pais e até mesmo amantes

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CAIXA DE MÚSICA 383


Roberto Rillo Bíscaro

O trio volta mais incisivo em seu denso segundo álbum, incluindo elementos de rock a sua MPB.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PAPIRO VIRTUAL 146

Roberto Rillo Bíscaro

O brutal assassinato de um chefe de polícia revela uma Suécia meio distante do ideal bem-estar social, neste clássico da literatura policial escandinava.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

TELONA QUENTE 306

Roberto Rillo Bíscaro 

A fãs de qualquer subgênero deve doer no coração, quando presenciam oportunidades desperdiçadas. Como apreciador de cine de horror/suspense psicológico/sci fi, lamentei que In Extremis (2017) tenha falhado em se adequar plenamente a qualquer das categorias mencionadas. 

Escrito e dirigido por Steve Stone e também conhecido como Point Of Death, In Extremis começa com um bem-sucedido executivo de meia-idade tirando a tarde livre e dirigindo-se a sua suntuosa casa no campo inglês, onde vive idilicamente com suas lindas filha e esposa. Logo dá pra perceber que algo está errado ali e espectadores mais sazonados matam boa parte da charada na hora. 

A mansão se vê cercada por densa a apavorante nuvem negra, que pode ter sido causado por explosão nuclear, invasão alien? Parte da exposição de In Extremis joga com as diferentes possibilidades subgenéricas onde poderia atuar. Daí, aparecem espectros negros, que deveriam assustar; daí, ele acorda num hospital abandonado. Tudo é juntado num mambo-jambo bem filmado, mas pobremente dialogado, que não dá suspense, porque não nos conectamos a nenhuma convenção ou conseguimos empatizar com qualquer personagem. 

Nos dez minutos finais, aprendemos todas as simbologias e acontecimentos do que poderia ter sido uma daquelas histórias de terror psicológico de destruir corações, mas não consegue comover.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CONTANDO A VIDA 284

FIGO, MAÇÃ OU BANANA: 

Que folha cobriu as vergonhas de Adão e Eva? 

José Carlos Sebe Bom Meihy 

Além do misterioso e excitante caso de Lilith - a suposta primeira mulher criada por Deus - há outra passagem bíblica que me atiça: qual o fruto e a folha usada por Adão e Eva, depois da expulsão do Paraíso, para “esconder as vergonhas”? Nem interessa saber se a tentação de “comer o fruto” teria valido a pena (pelo menos para justificar o pecado que se chamou “original”). Em complemento, fico me perguntando sobre as alternativas capazes de explicar a espécie da árvore – e o tipo de folha – do fruto fatídico. Nas primeiras traduções da Bíblia em voga até o século IV, falava-se de uma figueira, mas há dúvidas relativas ao tamanho das folhas e à força dos galhos, pouco robustos para suportar uma serpente capaz de seduzir pela oferta do tal fruto irresistível. O correr dos séculos, contudo, consagrou outra versão que, segundo o sábio São Jerônimo, seria a real árvore, fruta e folha: a macieira. Aliás, esta foi a versão que atravessou séculos e que tomou conta do imaginário fermentado por pintores, escultores, poetas e sermonistas. Sem entrar no mérito da questão, cá entre nós, esteticamente a maçã é bem mais fotogênica e de fácil reconhecimento que o figo. Além de tudo, a maçã tem sido assimilada como fruta-pretexto, seja na lenda de Guilherme Tell, seja na Branca de Neve. Como “fruto proibido”, não faltam referências, poemas e canções saudando a maliciosa “fruta do amor”. 

De toda forma, segundo exegetas, a mudança da figueira para a macieira se deveu a um equívoco de tradução. São Jerônimo, ao se deparar com o termo hebraico “malum” em latim, confundiu as palavras homônimas “mal” com “maçã”, ambas com a mesma ortografia. Foi o que bastou. Por séculos, a maçã foi a escolhida. Não pensem, porém que esse predomínio ocorreu sem contestação. Não, mas de tal maneira foi aceito que se vulgarizou em outra polêmica, não menos interessante, o chamado “pomo de Adão”. Sim, também desprezada a prioridade no pecado – quem teria comido o fruto proibido antes, Adão ou Eva – a polêmica merece retomada, pois diz a tradição que o homem comeu primeiro e, por isto, sua garganta foi amaldiçoada com o gogó ou “pomo de Adão”. Entre lembranças e apagamentos, o caso da folha continuou, e o termo “pomar” ganhou significado especial, de plantação de frutas, pois seria resultado do “suor do rosto” de quantos pagam pela farra de Adão e Eva. 

Recentemente, contudo, uma nova substituição tem atormentado a tradição. Além de a figueira ter sido trocada pela macieira, cogita-se que a verdadeira folha teria sido de bananeira. A “nova” escolha deve-se ao reconhecimento registrado em um artigo escrito por Dan Koeppel, autor de um livro irresistível chamado “Banana: o destino da fruta que mudou o mundo (“Fate of the Fruit that Changed the World”). Este curioso texto mereceu atenção pública e foi complementado por outro, igualmente provocante, também dedicado a interpretar os símbolos e metáforas bíblicas “A Linguagem Secreta das Igrejas e das Catedrais: Decifrando o Simbolismo Sagrado dos Edifícios Santos Cristãos” (“The Secret Language of Churches and Cathedrals: Decoding the Sacred Symbolism of Christianity’s HolyBuildings”), de autoria de Richard Stemp. Seguidores desta proposta alegam que a banana é mais próxima do símbolo fálico que, por sua vez, serviria de sugestão ao ato sexual transgressivo. Mas, os argumentos progridem também por outras variantes. Sabe-se que as bananeiras são originárias do Sudeste Asiático, local que se imagina ter sido o Paraíso. Além do mais, a banana é tida como o mais antigo dos frutos e, por ser rizoma, depois de dar frutos em cachos vai renascendo progressivamente. Existe uma corrente que professa ser a banana o fruto “da ciência do bem e do mal”, nomeada em latim como “Musa Sapientum” e que, assim, como divindade do conhecimento, seria responsável pela consciência do ato transgressor que quebrou o pacto de Deus com o primeiro casal. 

Frente a este debate instigante, resta ver a atualização das escolhas. As feministas criticam a aceitação da banana como eleita porque, pelo tamanho e formato da fruta, privilegiaria os homens. Além disso, mais um fator atua nesta controvérsia: seria a mulher a agente do engodo, e o homem sua vítima? Enfim, me pergunto, por que estas questões não entram nas aulas de religião? Qual a razão dos sermões evitarem tais polêmicas? Não seriam ganchos úteis para a discussão de gênero e poder na sociedade atual? Ou é melhor ficar quieto e continuar navegando pelo mar obscuro das certezas definidas? Figueira, macieira ou bananeira? Silêncio ou debate?

terça-feira, 1 de outubro de 2019

TELINHA QUENTE 377

Roberto Rillo Bíscaro

As cinco temporadas de Jane, a Virgem são explosão de humor, criatividade, comédia e emoção.