sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O SENHOR DOS ANÉIS

 Aparelho criado para deficientes visuais é capaz de ler livros em voz alta

As pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual poderão encontrar em um futuro não tão distante um equipamento capaz de permitir a leitura de livros sem braile.
Desenvolvido pelo Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, o FingerReader pode ser classificado como um tipo de anel capaz de ler e repetir através de um áudio as palavras de um livro qualquer. Certamente, um grande avanço quando comparado ao sistema braile, popularmente utilizado entre pessoas com deficiência visual.
Uma pequena câmera acoplada na superfície do anel lê as folhas de um livro (ou mesmo de um tablet) e as narra sequencialmente em voz alta para o usuário. Com a ajuda do dedo indicador, o equipamento consegue identificar as linhas e ajuda a pessoa a não se perder em meio às informações do texto. Caso o usuário ultrapasse as linhas ou invada espaços desnecessários, o anel vibrará de leve para que ele volte ao posicionamento anterior.
A vibração também ocorre quando o fim das linhas está próximo, para que as pessoas já se preparem para colocar o dedo na linha de baixo. Pelo vídeo, é permitido ver como o sistema lê e repete as palavras, já observando as próximas letras para criar uma continuidade na leitura. O aparelho está em fases de testes, porém já é possível perceber como será tal equipamento quando estiver finalizado. Possivelmente, compatibilidade com fones de ouvido e outros idiomas serão implementados no futuro.
 
 
http://www.tecmundo.com.br/conceito/51554-aparelho-criado-para-deficientes-visuais-e-capaz-de-ler-livros-em-voz-alta.htm

FingerReader - Wearable Text-Reading Device from Fluid Interfaces on Vimeo.

PAPIRO VIRTUAL 70


Será que quando Maurice Joseph Mickelwhite adotou o nome artístico Michael Caine, previu o trocadilho My Cocaine? Isso o livro de memórias The Elephant to Hollywood (2010) não revela, mas o distinto ator britânico conta que escolheu o sobrenome a partir do filme The Caine Mutiny (A Nave da Revolta, 1954), estrelado por seu ídolo Humphrey Bogart.
No prólogo, Sir Michael informa que contará como se deu a reviravolta em sua carreira. Em 1992, os bons roteiros pararam de chegar. Ele recebia refugos de outros atores – textos com anotações e até manchas de café – e não era mais chamado pra ser o galã. A partir dum conselho de Jack Nicholson, Michael passou a encarar sua carreira na madureza de outra forma e jura que desde então vem vivendo seu melhor momento, com maior espaço entre filmes e dedicando-se mais à família, amigos e viagens,.
Deixou de ser uma estrela de cinema pra ser um ator de cine. A diferença, segundo ele, é que na primeira categoria os roteiros são adequados aos astros e na segunda, os atores é que têm que se enquadrar aos textos.
Ele escreve que não pode deixar de relatar sua história pregressa, seus anos formativos e de estrelato, mas somos levados a crer que a ênfase será no período pós-92. Senti-me algo enganado, porque 70% do texto transcorrem até atingirmos esse ano. Ele conta muita coisa sobre sua origem pobre, seu tempo no exército, o início do sucesso e a vida de astro no jet set. Não fiquei bravo, porém. Não terei que ler seu primeiro livro de memórias, What’s It All About? (1992); aprendi tudo o que necessito sobre sua vida e carreira.
O estilo de The Elephant to Holywood é aprazível e bem-humorado, descontadas a modéstia por vezes postiça e alguns trechos dos 30% finais, onde, parece que sem muito a narrar, o ator fala sobre seu jardim, as diferenças nas estações inglesas e oferece receitas culinárias, Ou será que somos nós, que, ao ler biografia de famoso só queremos saber de glamour?
Michael Caine tem uma filmografia muito desnivelada. Vai de filmes e atuações memoráveis como Educating Rita (1983) e Hanna e Suas Irmãs (1986) a canastrices e bombas como o terror A Mão (1981, dirigido por Ollver Stone!) ou On Deadly Ground (1994). Esse último foi aceito por desespero pela escassez de roteiros. Curioso é que ter filmado no gélido Alasca incomodou mais do que ter atuado num filme do pavoroso Steven Seagal. Outras porcarias foram feitas por grana pra comprar casas ou pra se manter sob os holofotes.
Caine não evita a fórmula de citar celebridades conhecidas e supostamente amigas a torto e a direito, mas é cauteloso ao falar dos “perigos” de Hollywood e Beverly Hills. Reconhece que os há em quantidade, mas não os revela. Até escola de segundo grau é terreno perigoso, Sir Michael!
Optando pela identidade de boa praça meio deslumbrado, não há alfinetadas em astros e estrelas vivos. Marlon Brando ganha trecho menos laudatórios, mas daí, fustigar cachorro morto sempre foi mais seguro. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ALBINO INCOERENTE NA ESCOLA JOANA HELENA

Acabo de voltar da EE Joana Helena de Castilho Marques, na cidade de Penápolis (SP).
Conversei sobre albinismo, bullying e superação com alunos do Ensino Médio do período matutino.
Sempre me dá prazer esses encontros, porque constato que há uma geração curiosa, esperta e que poderá ter um bom futuro se se dedicar e tiver oportunidades de educação e emprego.
Algumas fotos:





quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

LEIS PRA INCLUIR

Leis de inclusão dos deficientes físicos nas empresas


Nei Fernando

A Lei 8.213/91, em seu artigo 93, determina que as empresas obedeçam às exigências legais a fim de preencher a cota de deficientes. A regra, embora em vigor há mais de 15 anos, é desconhecida por muitos empresários. Há algumas empresas que até conhecem a legislação, desconhecendo, porém, qual a melhor forma de se adaptar às regras.
A legislação determina uma cota de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiências nas empresas com 100 ou mais empregados, nas seguintes proporções: até 200 empregados, 2%; de 201 a 500 empregados, 3%; de 501 a 1.000 empregados, 4%; e de 1.001 empregados em diante, 5%.
O sistema de cotas tem alguns aspectos interessantes. Um deles prevê que a empresa somente pode dispensar um empregado inserido no sistema de cotas se ocorrer a contratação de um substituto em condição semelhante. Ocorre que muitas empresas têm encontrado dificuldade em contratar profissionais especializados com deficiência ou até mesmo com o mínimo de preparação paras as vagas disponíveis. Outras empresas, de forma bastante desonesta, se baseiam neste mesmo argumento para não contratá-los.
Também existem deficientes que não conseguem um emprego digno por falta de capacitação profissional. Eles enfrentam inúmeros obstáculos diariamente, como o preconceito, a dificuldade do acesso pelo transporte público ou pelas vias públicas (falta de rampas, ausência de semáforos para deficientes visuais, corredores estreitos, entre outros), impedindo que se especializem e se preparem para o mercado de trabalho.
Outro problema encontrado é a falta de comunicação entre as empresas, os sindicatos e a Secretaria da Fiscalização do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
O prazo de adaptação às regras impostas pelo Ministério do Trabalho muitas vezes é exíguo, impedindo que a empresa se adapte rapidamente ao sistema de cotas. Isto porque, para algumas empresas, de fato faltam no mercado de trabalho os profissionais capacitados. Os sindicatos, por sua vez, não possuem listas de seus associados que poderiam ser admitidos através do sistema de cotas. E o Ministério do Trabalho ainda não tem como avaliar se as argumentações empresariais são verdadeiras ou não, aplicando indiscriminadamente, por conseguinte, o valor da multa contratação deficientes que variam de R$ 1,2 mil a R$ 140 mil.
No entanto, existem algumas soluções que poderiam e deveriam ser adotadas em primeiro plano. Para as empresas, o ideal é inicialmente estar conscientes da necessidade de contratação e integração desses empregados e fazer uma avaliação interna dos cargos para verificar quais deles podem receber o deficiente. Uma das formas de buscar profissionais é procurar instituições que se dediquem à capacitação e formação de trabalhadores deficientes físicos e oferecer treinamentos especializados após a contratação.
Para os deficientes, é interessante procurar junto aos sindicatos o nome das empresas que possuem mais de 100 empregados e encaminhar seus currículos com as habilidades profissionais. Existe ainda um programa do Ministério do Trabalho, chamado Consórcio Social da Juventude, que atende pessoas com deficiência.
Os sindicatos poderiam fazer um banco de dados, tanto dos deficientes (dados pessoais e qual o tipo de deficiência, habilidades profissionais e área de atuação),quanto das empresas, além de disponibilizarem seus murais para comunicação entre empregados e empregadores. Também poderiam negociar normas destinadas à melhoria das condições de trabalho dos deficientes físicos nos Acordos Coletivos.
É bom ressaltar que deverá constar no contrato de trabalho, expressamente, que a contratação do deficiente é pelo sistema de cotas, de acordo com o artigo 93 da Lei 8.213/91, Lei 10.098/2000 e Decreto 3.298/99. Após a contratação, é necessária a adaptação do espaço físico, como rampas, acesso à empresa, adaptação das mesas e utensílios de trabalho, entre outros, bem como conscientização de todos os empregados acerca da importância da inclusão social do deficiente e da responsabilidade social da empresa. Os empregados antigos, aliás, devem estar preparados para recepção dos novos colegas.
Na maioria dos casos, inclusive, é possível que a avaliação periódica do desempenho profissional tenha os mesmos critérios entre deficientes e demais empregados. Com a contratação, só existirá o “sistema ganha-ganha”. Além da empresa e do deficiente, ganha o país, com a diminuição do desemprego e maior inclusão social. Além disso, dentro da empresa, os empregados certamente se orgulharão da proposta da empresa, além de criar um ambiente inovador e satisfatório a todos. A empresa, certamente, terá um real ganho de imagem perante seus subordinadores, fornecedores, clientes e comunidade, sem contar em possível aumento de produtividade.
 http://www.hojemais.com.br/andradina/noticia/articulistas/leis-de-inclusao-dos-deficientes-fisicos-nas-empresas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

PALMAS PRA TORLONI, VAIAS PRA FONTENELLE

Fontenelle fala sobre fantasia de R$ 50 mil para o carnaval
A fantasia que será usada por Antônia Fontenelle durante o desfile da Grande Rio neste carnaval de 2014, já está dando o que falar nos bastidores da escola. Acontece que o modelito avaliado em aproximadamente R$ 50 mil e confeccionado pela talentosa estilista Michelly Xis, teria como um dos adereços penas de faisão albino, que são raras no mundo e foram cuidadosamente importadas para o figurino da atriz.
"Sendo legítimas, essas penas de faisão albino serão as únicas da avenida inteira. Todo o meu costeiro vai levar essas penas fazendo o contorno e ainda algumas aplicações de pedras. Vou ousar também na roupa. São duas peças pequenas do biquíni que foi customizado em dourado ouro e branco e aviso logo que são bem pequenas mesmo", explicou Fontenelle. Veja no vídeo ao lado a entrevista completa de Antônia ao EGO. Antônia contou ainda, que vai pisar no sambódromo carioca com um par de botas que foram artesanalmente cravejadas de cristais.
Ela foi um dos destques na noite deste domingo, 23, durante a feijoada de carnaval da Grande Rio, que aconteceu em um hotel no bairro de São Conrado, na Zona Sul do Rio.
 A atriz virá como destaque representando a "Deus dos milagres", dentro do enredo da tricolor de Caxias, que fala sobre a cidade de Maricá.
Já Christiane Torloni, ativista ambiental e defensora das causas da natureza, optou por não utilizar as penas tradicionais e concorridas penas de faisão no figurino que vai desfilar pela Marquês de Sapucaí durante a passagem da Grande Rio pelo sambódromo carioca. O figurino criado pela estilista Michelly Xis, será todo inspirado na alta costura e com muitas aplicações de cristais e acrílicos.
 http://ego.globo.com/carnaval/2014/noticia/2014/02/quase-rainha-fontenelle-fala-sobre-fantasia-de-r-50-mil-para-o-carnaval.html

TELINHA QUENTE 109

Roberto Rillo Bíscaro


O sucesso além-fronteiras de Forbrydelsen despertou parte do planeta pro potencial da TV dinamarquesa, mas ninguém no diminuto país acreditava que Borgen interessaria a estrangeiros. Foi isso que ouviu Sidse Babett Knudsen ao aceitar o papel da carismática Birgite Nyborg, primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra na península jutlândica. Apta a figurar em qualquer lista de melhores séries políticas de todos os tempos, Borgen conquistou umas 7 dezenas de países.
Vi os 30 capítulos, divididos em 3 temporadas, exibidas entre 2010-13 e entendi o sucesso e adulação. As 2 primeiras temporadas são brilhantes e a terceira é quase.
Evitando a folhetinização de Scandal e o personalismo exagerado de House of Cards, Borgen mostra a política como atividade que demanda líderes carismáticos, mas é essencialmente negociação intragrupos defendendo interesses conflitantes.
Nas 2 primeiras temporadas, o foco é quase todo na condução do governo da Dinamarca. Apenas Nyborg e um par de personagens são apresentados em seus dilemas pessoais, então sobra tempo pras negociações e intrigas políticas, apresentadas como algo inerente, sem sensacionalismo ou dramatização excessiva, afastando a produção de seus congêneres norte-americanos, afeitos à lacrimização e a golpes dramáticos vindos do nada. Não que Borgen seja destituído de tensão – se o fosse não seria bom – mas a trama é conduzida dum jeito mais “adulto” e emocionalmente escandinavo, pra usar um estereótipo daquela região, vista como mais “fria” e reservada.
A opção de não enfatizar a questão de gênero na eleição e governo duma Primeira-Ministra libera tempo pra sua ação mais livre e soberana, porém, leva o espectador a reforçar a noção errônea de que tais questões estão superadas na Dinamarca, inverdade explicitada na realidade da eleição da Primeira-Ministra Helle Thorning-Schmidt, contra a qual não faltaram críticas por ser “bonita demais” pra entender de política.
Numa entrevista, da qual participavam fãs, Hugh Bonneville esclareceu o assunto ao ouvir uma secundarista agradecendo por ter aprendido muito sobre a sociedade inglesa da época enfocada em Downton Abbey. Lord Grantham disse que se sentia lisonjeado, mas sabiamente advertiu que a série era apenas “a little bit o’ telly”. 
A terceira temporada de Borgen aprofunda algumas tramas individuais e em alguns momentos senti o interesse diminuir. Não a qualidade, porque houve capítulos interessantíssimos com discussões muito maduras sobre legalização (ou não) da prostituição, redução da maioridade penal, além de críticas ao endurecimento dinamarquês em sua política imigratória, de asilo e ao desmantelamento do Estado do Bem-Estar Social, pelo qual a Escandinávia também é idealizada. Mas, ao longo da temporada quase toda, não deu pra acreditar no relacionamento de Nyborg com o arquiteto inglês. Reitero não se tratar de queda na qualidade, porque a própria personagem é dúbia quanto ao caso amoroso. É que ficava meio enfadonho, às vezes. Eu queria mesmo era ver Hans Christian Thorsen, líder dos Trabalhistas; Lars Hesselboe, líder dos Liberais; Svende Age Saltum, caricato líder dos ultraconservadores e as demais personagens ligadas ao contexto político, motor dramático que justificou a criação e existência de Borgen.
Com texto excelente e atuações de alto calibre, o programa é indispensável pra quem curte intrigas palacianas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PROTEÇÃO ECOLOGICAMENTE INCORRETA?


Protetor solar e outros cosméticos poluem a água?

Em tese, qualquer coisa que seja estranha ao ambiente pode gerar poluição. Então, tanto os protetores solares quanto cremes hidratantes e outros cosméticos poluem. “Eles ficam na superfície da água, seja do mar, seja das piscinas. No caso do mar, essas substâncias são arrastadas para os recifes de corais e podem, sim, provocar um desequilíbrio”, explica Maria Lucilia dos Santos, professora do Instituto de Química da UnB.
Segundo um estudo divulgado na revista científica Environmental Health Perspectives, os componentes dos bloqueadores solares provocam uma infecção viral nos corais, que geram o branqueamento e a morte dos organismos. A pesquisa analisou diferentes marcas e composições de protetor solar – todas causaram o dano. De acordo com o artigo, cerca de 10% das reservas de coral no mundo estão ameaçadas pelo branqueamento. “Quanto menos biodegradável for o produto, mais tempo ele fica acumulado no ecossistema”, diz Maria Lucilia. Quanto maior for a quantidade, maior o risco ao ambiente marinho. Segundo pesquisadores do Conselho Superior de Pesquisa da Espanha, o fitoplâncton, crustáceos, algas e peixes também são vulneráveis aos efeitos desses produtos.
Uma solução para diminuir o problema pode ser a produção de protetores solares e cosméticos ecologicamente corretos. A ideia é utilizar materiais que sejam de origem vegetal. “Eles se degradam mais rápido do que os produtos de origem petroquímica”, esclarece a professora. Lugares como o parque Xcaret, em Cancún, México, permitem apenas o uso de protetores biodegradáveis. Cancún, terra da esbórnia e da vidaloka dos rolezeiros de apartamento, quem diria, é nota 9,5 no quesito alegoria e adereços sustentáveis.
 http://super.abril.com.br/blogs/oraculo/protetor-solar-e-outros-cosmeticos-poluem-a-agua/

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MATERNIDADE DA SUPERAÇÃO

Britânica com 'ossos de vidro' atinge objetivo de ser mãe após 200 fraturas

Marie-Ann Andrews. Foto: BBC

Marie-Ann Andrews decidiu na adolescência que queria ser mãe



Marie-Ann Andrews, da cidade britânica de Milton Keynes, tem um mal conhecido como "doença do osso de vidro" ou osteogénese imperfeita.
A osteogénese imperfeita impediu que ela crescesse mais que 1,2 metro, já que seus ossos estavam sempre quebrando. Seu irmão mais novo sofria da mesma doença. Ele morreu aos 9 anos de idade, após uma queda acidental.
Ela disse que quando estava na adolescência decidiu que pararia de sentir pena de si mesma e escreveu uma lista de metas.
Com o tempo, ela conseguiu atingir todas as metas que perseguiu – inclusive a de ser mãe.

'Fazer o melhor que posso'

"Eu podia desistir de tudo, ou tentar fazer o melhor que posso com o corpo que tenho. É como eu encaro as coisas", diz.
"Quando eu era criança, eu tinha a mesma aparência das demais. Foi apenas quando comecei a crescer mais rapidamente que os ossos começaram a quebrar, e fiquei mais deformada, e fiquei com uma aparência diferente."
Havia 50% de chances de seu filho, Mark, herdar a doença da mãe, mas a criança de dez meses de idade ainda não apresentou nenhum sintoma. Seu marido não tem a doença.
"Com dez meses, ele já consegue erguer o corpo sozinho. Eu não consigo levantá-lo sozinha, e acho que ele sabe disso. Ele sabe que há coisas que a mãe dele não consegue fazer."
A mãe de Marie-Ann Andrews morreu há mais de um ano, e a britânica precisou contratar uma assistente para ajudar a família com as tarefas do dia a dia.
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140214_ossos_vidro_mae_dg.shtml?print=1

sábado, 22 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CONDÔ ACESSÍVEL

Acessibilidade agora é obrigação
Permitir o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção nas dependências do condomínio não é apenas uma cortesia, é uma obrigação legal que todos os prédios devem obedecer. Qualquer construção, ampliação ou reforma de condomínios deve obrigatoriamente atender aos regulamentos de acessibilidade previstos em lei, de acordo com o artigo 18 do Decreto Federal 5.296/04.
A obrigatoriedade atinge a todas as áreas comuns do prédio, segundo o arquiteto e especialista em acessibilidade Eduardo Ronchetti. “Todas as áreas que tiverem uso comum devem estar livres de barreiras e obstáculos que impeçam o acesso e o uso de todas as pessoas, inclusive as pessoas com deficiência”, afirma. Dessa forma, as obrigatoriedades de acessibilidade em condomínios partem das calçadas e se estendem a todas as demais áreas fora dos apartamentos, incluindo corredores, áreas de lazer, os banheiros de uso comum e a garagem. 
“A acessibilidade só não é obrigatória no interior de cada apartamento, entretanto, como hoje em dia a população está vivendo mais, é aconselhável adaptar o interior e preparar o espaço para um idoso”, conta Adriana de Almeida Prado, coordenadora da Comissão de Estudo de Acessibilidade a Edificações e ao Meio, vinculada ao Comitê Brasileiro de Acessibilidade ABNT/CB-40. Além disso, segundo Adriana, a acessibilidade valoriza imóvel.
Para realizar as adaptações, devem ser levados em conta todos os moradores do condomínio, isso porque os novos benefícios servem não só para deficientes e cadeirantes, mas também para grávidas, idosos, crianças e obesos.
Também é preciso obedecer as normas técnicas definidas para garantir que as alterações sejam efetivas e evitar gastos inúteis. É importante contratar pessoal especializado, para ter a real noção dos custos de adaptação desde o início e não se surpreender no meio das obras com os custos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ALBINO INCOERENTE EM AVA

O dia de ontem foi de muito trabalho, mas muito gostosa. Conversei com todas as turmas de Ensino Médio da Escola Estadual Maria Eunice Martins Ferreira, na cidade de Avanhandava (SP).
Falamos sobre albinismo, enfrentamento de dificuldades, superação, bullying, a história da criação do blog e seus resultados.
Adoro contribuir para o desenvolvimento dessa moçada tão bonita e agradável.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ATRAPASUEÑOS TRADUZIDA

Traduzi a entrevista que concedi à revista argentina Atrapasueños.
Pros que quiserem praticar espanhol, o original pode ser lido no site da revista:



Atrapasueños: O albinismo é uma deficiência?
Roberto: Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) é uma deficiência; existe até um código na Classificação Internacional de Doenças (CID) para o albinismo. Não é uma deficiência por si só, mas porque acarreta baixa visão. Além disso, a pessoa com albinismo (PCA) não pode se expor ao sol, porque pode desenvolver câncer de pele. É uma genética, que sem os cuidados necessários, causa outras enfermidades. Internacionalmente, o albinismo é uma deficiência, mas no Brasil, só se obtèm benefícios como pessoa com deficiência visual. Somos totalmente visíveis nas ruas; em todas as cidades por que passo, sou observado. As pessoas param na rua para nos encararem, mas aos olhos das autoridades brasileiras somos invisíveis. 

A:Qual a incidência entre a população mundial?
R: As cifras com que trabalhamos são da Europa e dos EUA, as quais dão conta que de cada 17 mil pessoas, uma nasce albina. Uma curiosidade é que o albinismo é mais comum entre negros, assim, no Brasil, a taxa de albinismo deve ser maior do que na Europa. A taxa também varia regionalmente, desse modo, no Brasil, o nordeste, que tem taxa mais elevada de afrodescendentes,, deve ter incidência maior de PCAs do que o sudeste ou o sul. Na África, os casos são numerosos e há que se considerar a estranheza que causa. Na Tanzânia, muitos são assassinados ou mutilados, pois existe uma superstição que diz que usar parte do corpo de uma PCA em poções, traz boa sorte e riqueza. Muitas vezes, há rejeição por parte da própria família. Em alguns locais, a ignorância para as PCAs. Imagine o que pode acontecer a uma criança albina nascida de dois pais negros.

A: Ocorre discriminação ou zombaria no âmbito social?
R: Desde a infância temos que aguentar zombaria e apelidos como “fantasma”, “vovô”, “marciano”, “Papai Noel”, “rato branco” etc. Construímos nossa autoestima na adolescência e o bullying pode causar dano à PCA. Muitos não conseguem sair de casa ou não conseguem trabalho, um pouco devido à baixa visão, mas também pela questão da aparência. Em entrevistas de emprego, comumente ouvem que não se adequam ao perfil da empresa, então, depende do nível educacional de cada um e de ter sorte de pertencer a um ambiente acolhedor, para seguir adiante.
No Brasil, não temos políticas públicas para as PCAs, embora tenhamos nossas necessidades específicas. Alguns creem que podemos nos encaixar na categoria da baixa visão, mas nem todas as PCAs enxergam tão mal. Além disso, nem todas as pessoas com baixa visão precisam de bloqueador solar. Nós temos essa necessidade específica, além do uso de roupas com proteção especial contra os raios UVA e UVB, caras e vendidas em locais muito específicos. Hoje, para passear pela linda Buenos Aires sob esse sol forte, usei óculos de sol, minhas calças especiais, um guarda-sol também confeccionado com tecido especial e meu protetor solar fator 98, que devo reaplicar a cada duas horas e meia. Quando você não se cuida, fica vermelho como um pimentão e pode parar no hospital. Por não termos pigmentação, não nos bronzeamos, apenas nos queimamos, podendo chegar a queimaduras de terceiro grau. No Brasil, não temos um órgão do governo que garanta às PCAs esses produtos, para nós de primeira necessidade, porque a probabilidade de câncer de pele é muito alta. Por outro lado, a capacitação de profissionais é um problema, uma vez que há médicos que nada sabem sobre albinismo. Vou te contar uma que aconteceu com um dermatologista, que se supõe que entenda o suficiente de pele: na entrevista inicial ele perguntou há quanto tempo eu era albino! “Olha, sou albino desde o dia em que nasci, 24 de janeiro de 1967...”
Um recém-nascido que chega ao consultório de um pediatra deveria ser tratado preventivamente, recomendando-se exames visuais e educando os pais quanto aos cuidados com a pele.
Com relação aos profissionais da educação, seria importante incluir informação básica sobre as crianças com albinismo: têm que se sentar perto da lousa, não podem fazer Educação Física ao ar livre.

A: Fale a respeito de seu blog o Albino Incoerente e as conquistas alcançadas a partir de sua criação.
R: Há um antes e um depois do blog, criado em 1º de fevereiro de 2009. Minha formação – professor de Letras – permite-me fazer esse blog para todas as pessoas desinformadas ou sem boa educação formal, devido a falta de recursos sócio-econômicos. Pesquisei e encontrei quase nada de informação sobre o assunto em português. Difundir informação, propiciar contato entre as pessoas, exigir políticas públicas, tudo isso levou-me a fundar o blog.
Percebi ser muito importante fortalecer a autoestima desde tenra idade nas PCAs. Por sorte, não tive esse problema. Para ser sincero, antes eu nem pensava muito em albinismo; apenas depois que completei 40 anos comecei a preocupar-me com as consequências que o albinismo pode trazer-me na velhice. Um exemplo é a falta de vitamina D nos ossos por falta de exposição ao sol. Também tinha que aclarar o mito de que as PCAs são mais inteligentes. Venho de família pobre, mas fui motivado a estudar. Não saía muito para a rua, não podia ficar ao sol nem jogar futebol, então, eu lia, lia muito. O fato é que as pessoas com deficiência compensam suas limitações e se esforçam em dobro.
Decidi, então, criar o blog e quero deixar claro que não é uma página apenas para PCAs. Ele atende a toda comunidade; não gosto de reclusão, isolamento. Atualizo o blog diariamente, sempre com bastante informação.  
Divulguei muitíssimo o blog: enviei milhares de e-mails a todo órgão público e privado, a todos os órgãos de comunicação do Brasil, pequenos, médios e grandes. Em pouco mais de um ano fui convidado a programas de TV e rádio e apareci em jornais e revistas conhecidas. Um deputado convidou-me a redigir com ele um projeto de lei para assegurar a distribuição gratuita de bloqueadores solares. Recebo diversos e-mails da Argentina, porque o blog tem uma seção em espanhol.
Acredito que as pessoas devam lutar por seus direitos e levarem em consideração que todos têm pontos fortes e fracos. É fundamental buscar e aproveitar o melhor que cada um tem. Por exemplo, não posso expor-me muito ao sol, assim que não posso desfrutar de praias. Mesmo assim, fui a Mar del Plata e adorei caminhar pela orla com meu guarda-sol, minha camisa e calças especiais.
Não posso ficar ao sol, mas adoro outras coisas, como ir ao teatro ou lojas.
Penso que o “segredo” é buscar prazer em algo e não ficar se queixando pelo que não se pode fazer. É desfrutar aquilo que se pode.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TELINHA QUENTE 108

Hesitei antes de dar chance à 3ª temporada de American Horror Story. Nas 2 outras os roteiristas me decepcionaram: na primeira dando tom distinto no último episódio e na segunda perdendo o sentido da trama bem antes do derradeiro. Ryan Murphy e Brian Falchuk invocam muitas forças dramáticas, e não dão conta de resolver todos os problemas criados.
American Horror Story: Coven foi ao ar entre outubro e janeiro, produzida e escrita pela mesma dupla. Essa temporada foi a melhor, sem ser um grande show. Eles têm enorme repertório de referências de horror (até a sitcom A Feiticeira é citada nessa temporada dedicada à feitiçaria) e embora não tenham estragado a história, alguma coisa ficou sem resolver e outras aconteceram sem preparação/ explicação (de repente, a protagonista aparece com câncer, assim, do nada? Por que aquelas bruxinhas estúpidas ressuscitam tanto sem necessidade?).
Uma escola preparatória de bruxas em Nova Orleans é o centro da história. O desempenho acadêmico deve ser muito baixo, porque as jovens cometem tolice atrás da outra. Sem isso não haveria história, mas deu pra entender porque com tanto poder junto as bruxas não dominam o mundo enfeitiçando seus líderes: são cretinas demais pra isso!
Há uma guerra entre bruxas brancas e bruxas vuduístas negras, há caçador de feiticeiras infiltrado, há uma grande corporação envolvida, há um serial killer, cuja função fica clara apenas no forçado desfecho. Há muita coisa, mas pouco terror. Tudo é over ou diluído demais pra amedrontar quem já é calejado com narrativas de terror.
Louvável a mensagem antirracista metaforizada na ressurreição da personagem de Kathy Bates, que maltratava negros a granel. Dá mais medo/repugnância a ação humana do que qualquer coisa sobrenatural.
No fim das contas, o mais legal dessa temporada foi ter apresentado a cantora Stevie Nicks pruma nova geração. Misty Day, uma das bruxas, é obcecada pela voz da ex-vocalista do Fleetwood Mac, que participa 2 vezes da série, com sua voz que, essa sim, deve ter parte com o reino da magia. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ALBINO INCOERENTE NA REVISTA ATRAPASUEÑOS

Em janeiro, noticiei que dera uma entrevista à revista argentina Atrapasueños. Veja a postagem, com foto da entrevista, aqui
A reportagem acaba de sair no número 26, edição de fevereiro/março. O link de acesso à excelente matéria é:
http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/30951390?hostedIn=slideshare&referer=http%253A%252F%252Fwww.slideshare.net%252Fatrapa
De novo agradeço à Verónica Cher pela oportunidade de divulgar meu trabalho.

DUPLA SUPERAÇÃO

Desenganado por médicos, adolescente surpreende e se recupera de câncer e leucemia
Deryn Blackwell | Foto: BBC
Médicos não conseguem explicar recuperação de Deryn, diagnosticado com leucemia e câncer


Um adolescente britânico ouviu dos médicos há dois meses que tinha apenas três dias de vida, mas surpreendeu a todos com sua recuperação.
O caso de Deryn Blackwell, de 14 anos, é o único caso conhecido no mundo de uma pessoa diagnosticada com leucemia e sarcoma de células de Langerhans, um câncer raro.
O diagnóstico foi feito há três anos e, durante o tratamento, em dezembro de 2013, ele contraiu outra doença que atacava seu sistema imunológico debilitado pelos dois tipos de câncer.
Foi então que Deryn ouviu dos médicos que morreria antes do Ano Novo. Ele foi para uma casa de repouso para pacientes terminais, onde se preparou, junto a sua família, para o pior.
"Ele tinha aceitado e nós tínhamos aceitado. Deryn até pediu para conhecer o quarto onde ficavam os corpos para saber para onde seria levado quando morresse", disse sua mãe, Callie Blackwell, à BBC.

Perspectiva

Sabendo que não teria muito tempo de vida, o garoto escreveu uma lista das coisas que gostaria de fazer.
Ele conheceu celebridades, andou em carros velozes e até experimentou uma bebida alcoólica pela primeira vez.

Deryn Blackwell | Foto: BBC
Durante tratamento, garoto chegou a tomar 35 medicamentos por dia

Deryn também planejou seu funeral e o destino que teriam suas cinzas - parte seria colocada em fogos de artifício, outra parte em um canhão e a terceira parte seria atirada de uma montanha na Grécia.
Mas seu corpo começou, inexplicavelmente, a lutar contra as infecções e produzir hemácias - células vermelhas do sangue - saudáveis novamente.
"Os médicos não sabem explicar, então nem conseguem nos dar uma ideia do que pode acontecer nas próximas semanas", diz Callie Blackwell.
"No início foi difícil passar da aceitação de que eu iria perder o meu filho e não vê-lo crescer para de repente pensar 'na verdade, talvez eu veja'."

Callie Blackwell | Foto: BBC
Família chegou a definir o destino das cinzas de Deryn após sua morte

O garoto, que chegou a precisar tomar 35 medicamentos diferentes por dia, agora toma apenas um.
Deryn saiu da casa de repouso e agora frequenta uma academia para melhorar sua resistência física.
"É preciso colocar as coisas em perspectiva. Se você começa a tossir e reclamar, tem que ver que há outras pessoas, como eu, que estão em uma situação pior e não estão reclamando. Então a sua tosse não é assim tão ruim", disse o garoto à BBC.
Ele continua em tratamento, porque seu câncer ainda pode retornar.
Mas seus pais querem criar uma instituição de caridade em seu nome, na esperança de que ela seja não somente seu legado, mas o seu projeto de vida.
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140211_adolescente_cancer_duplo_cc.shtml?print=1

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ZOOFILIA FRANCESA

Raríssimos jacarés albinos chegam a aquário de Paris

 Raríssimos jacarés albinos chegam a aquário de Paris

Dois raríssimos jacarés albinos chegaram quinta-feira à sua nova casa, o aquário Porte Doree, em Paris, após terem sido adquiridos a um colecionador de répteis na Flórida.
Estima-se que em todo o mundo existam apenas 30 exemplares de jacarés albinos.
O director do aquário, Michel Hignette, afirmou que os aquários salvam a vida a estes répteis, uma vez que não conseguem sobreviver em estado selvagem.
A condição de albinos, provocada por um gene recessivo, torna os jacarés incapazes de suportar a luz solar e atrai predadores.
A dúvida agora é como se irão dar os dois répteis quando crescerem, sendo que ainda se desconhece o sexo dos répteis devido à sua tenra idade.
 http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=685285

PAPIRO VIRTUAL 69

Roberto Rillo Bíscaro

O sucesso mundial da trilogia Milênio do sueco Stieg Larsson provou o que um punhado de culturetes já sabia: a literatura policial da Escandinávia está em alta.
Meu contato com esse universo vem de séries de TV, como Forbrydelsen e Irene Huss (originalmente uma série de livros). Dificilmente lerei algum dos romances do Nordic Noir, como batizado o sub-gênero. Porém, como tenho centenas de gigas de séries policiais escandinavas em estoque, assisti ao documentário Nordic Noir: the Story of Scandinavian Crime Fiction, produzido pela BBC, em 2010.
A Escandinávia abrange Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia. Esses países são mundialmente imaginados como paraísos de afluência econômica, gente muito linda e loira, que desfruta de liberdade sexual invejada, porém, com vida regrada demais, levando a taxas de suicídio altas. Os longos e escuros invernos, com noites durando dias, contribuem pra essa suposta automatança.
Como todo estereótipo, tal imagem borra nuanças e emburrece realidades multíplices. O documentário advoga que precisamente por gozar de reputação de sétimo-céu social, a Escandinávia é perfeita pra ambientar contraditórias mortes horrendas em profusa literatura policial. Os vastos cenários desolados de gelo e beleza de tirar o fôlego também são propícios pra esconder cadáveres e nutrir psicopatas.
Em termos escandinavos, o documentário afirma que o sonho de bonança e semi-isolamento do Pós-Guerra foi acordado a bofetadas pela globalização e sua sequente onda imigratória e aumento da violência, como o  assassinato do Primeiro-Ministro sueco em pleno centro de Estocolmo, nos anos 80, quando uma autoridade desse porte ainda se dava ao luxo de ir ao cinema sozinho com a esposa. Parece mesmo que é crer demasiado que se vive no Olimpo, não?
Entremeando explicações sócio-históricas com entrevistas com escritores, dados biográficos ligados ao ambiente escandinavo e impressionantes imagens da região, Nordic Noir: the Story of Scandinavian Crime Fiction constrói hipóteses, desconstrói mitos e oferece apetitoso panorama desse sub-gênero literário, despertando vontade de ler alguns autores.
Mesmo praqueles que, como eu, talvez nem leiam nenhuma obra, fica a indicação pra conhecer esse rentável galho da árvore literária contemporânea. O vídeo está em inglês com legendas no mesmo idioma. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CRÉDITO INCLUSIVO

Pessoas com deficiência poderão usar microcrédito para adaptar imóvel

Uma resolução extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada na última segunda-feira (10) no Diário Oficial da União agora beneficia os brasileiros com deficiência: quem recebe até dez salários mínimos pode usar financiamentos de microcrédito para reformar e adaptar seu imóvel.

Desde janeiro de 2012, os bancos são obrigados a destinar parte dos depósitos à vista para financiamentos das compra de bens de auxílio à locomoção, como próteses, cadeira de rodas e até veículos adaptados. Os recursos saem do limite de 2% dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem usar para operações de microcrédito de consumo.

Com a novidade, o CMN estendeu as operações de microcrédito para obras de acessibilidade em imóveis. Os interessados deverão apresentar projeto arquitetônico de acessibilidade dentro das unidades habitacionais que respeite a legislação específica e atenda aos critérios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O projeto deve ser assinado por arquiteto cadastrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo e o imóvel deve ser legalizado, com certidão do Cartório de Registro de Imóveis.

O projeto precisa ainda ter um relatório de responsabilidade técnica que detalhe a quantidade de materiais e de mão de obra necessária. Além disso, os imóveis poderão passar por vistorias para comprovar a aplicação regular do crédito, e as instituições financeiras poderão estipular um teto de financiamento caso a quantia pedida esteja acima dos valores médios financiados.

 http://www.correiogravatai.com.br/_conteudo/2014/02/noticias/pais/15731-pessoas-com-deficiencia-poderao-usar-microcredito-para-adaptar-imovel.html

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ALBINISMO NA UFMG

A Faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) produziu uma série de programas de rádio sobre características do corpo que são causadas por alterações genéticas, endócrinas ou ambientais. 
Baixei o programa sobre albinismo e coloquei-o em meu canal do You Tube.
Mais informação circulando na net, por favor, ajudem a divulgar!



Albinismo é raro e exige cuidados ao sol

Publicado em Divulgação científica
07 de fevereiro de 2014

Programa de rádio apresenta série sobre características do corpo que são causadas por alterações genéticas, endócrinas ou ambientais
marca-scc1É comum que as pessoas notem um portador de albinismo. Suas características físicas são marcantes, visto que pele, olhos e cabelos são incolores. Porém, pouco se sabe sobre essa condição e a melhor forma de lidar com ela. Incurável e de origem congênita, o albinismo se manifesta através de um gene autossômico recessivo que precisa estar em dose dupla – tanto a mãe quanto o pai devem transmitir o gene.
“Todas as pessoas que são sadias possuem pelo menos um gene de doença autossômica recessiva alterada. Elas são sadias porque herdaram do pai ou da mãe um gene normal”, explica o professor do Departamento de Pediatria e vice-diretor do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG, Marcos Aguiar. Desta forma, mesmo que o indivíduo tenha o gene recessivo que gera o albinismo, ela pode não desenvolver a condição se herdar um gene dominante saudável. “Quando acontece a coincidência do pai e da mãe possuírem esse gene recessivo alterado, existe a possibilidade de o filho herdar os dois genes e desenvolver o albinismo, mesmo que os pais sejam saudáveis”, completa Marcos Aguiar.
Foto: Reprodução
O tipo mais comum de albinismo é causado pela ausência de tirozina, enzima responsável pela produção da melanina, substância que dá cor à pele, olhos e cabelo. Essa deficiência leva o albino a ser mais suscetível à luz ultravioleta. “Os portadores de albinismo têm uma dificuldade maior de enxergar durante o dia, pois sua retina também é muito clara. Por isso, ele não se adapta tanto à luz solar”, esclarece o professor.
Além disso, a exposição prolongada ao sol pode trazer outras complicações ao albino. “É possível que aconteçam mutações relacionadas ao surgimento do câncer de pele”, ressalta Aguiar. O professor ainda comenta que, além do uso do protetor solar, o indivíduo deve priorizar vestimentas de manga comprida, chapéus e óculos escuros.
 http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=38493

TEATRO PORTENHO



Andávamos pela Avenida Corrientes, Carlito e eu, quando vi cartaz anunciando peça com meu ídolo Júlio Chavez. Tirei foto e entramos no Paseo la Plaza, complexo de teatros, restaurantes e cafés. O miolo do quarteirão foi remodelado e a gente não tem ideia, passando pela frente, de quanta coisa há no Paseo.

Comecinho de janeiro e nem sabia quando voltaria ao Brasil; cogitava lá pelo dia 15. A bilheteira disse que a peça estrearia dia 18 e pro dia 19 havia assentos na boca do palco. Quando vira Chavez em La Cabra, sentara-me no gargarejo e queria ficar novamente colado no maior ator argentino da atualidade. Pra variar, o cartão de crédito com chip não foi aceito – Argentina, modernize-se, tem muito turista aí! – e Carlito teve que me socorrer, mas consegui as entradas. Júlio Chavez determinou que meu retorno ao Brasil demorasse mais do que o suposto. Ele manda. Ele pode.
A obra era Red, de Jon Logan, primeiramente encenada em Londres, em 2009. O pintor expressionista abstrato Mark Rothko aceitara uma comissão de centenas de milhares de dólares pra pintar murais prum restaurante exclusivérrimo. Contrata um ajudante pra dar conta da tarefa e a tensão entre o pintor e a realidade, seus sonhos e crenças e também em relação ao jovem constitui o conflito de Red, baseada no manjado modelo de botar 2 personagens de idades díspares em cena e ver as faíscas dispararem. Em minha primeira visita a Buenos Aires vi Visitando Mr. Green, que segue o mesmo esquema.

Se formalmente essas peças não apresentam novidade, são propícias pra grandes atores duelarem em cena. Geralmente uma estrela mais madura contracenando com jovem, resultando em mais luz pra estrela. No caso de Mr. Green, o venerável Pepe Soriano atuando ao lado dum galã de telenovela. Todo mundo saiu ganhando: El Sori engoliu o moço, a produção nadou em grana porque galã de TV atrai plateia e este ganhou mais respeitabilidade por ter feito teatro.

Em Red, Júlio Chavez – sob ataque na mídia argentina por supostamente ser antipático com colegas duma telenovela (ele pode!) – divide o palco com Gerardo Otero, muito bem como o aspirante a pintor e antagonista de Rothko, alternando momentos de fragilidade, ataque e emoção.
Mas, o show é de Chavez; o texto, o cartaz, as fotos da produção, as entrevistas e divulgação, tudo (re)afirma isso. E ele dá outro banho. Desde o andar e o sentar dum homem velhusco e cansado até distintas fisionomias, tons de voz, Mestre Júlio não deixa o espetáculo cair na monotonia nem por uma fração de segundos. Dá vontade de ir a Buenos Aires no feriado de Carnaval pra fruí-lo novamente.
Pena que não pude sacar fotos: a droga do celular desligou sozinho e quando consegui fazê-lo funcionar, Júlio já deixara o palco após aplausos entusiásticos duma plateia hipnotizada por seu talento.