terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TELINHA QUENTE 107


A produtora inglesa Hammer sempre ocupará lugar de destaque na história do cine de horror, com seus filmes de época destacando vampiros, lobisomens e múmias e atores como Christopher Lee e Peter Cushing. As produções baratas da companhia tinham charme peculiar, além de terem marcado as noites televisivas de muitos de nós na faixa dos 40 adiante.
Em 1980, a Hammer tentou conquistar o mundo da TV com os 13 episódios da série Hammer House of Horror, exibida no Brasil em meados da década pela TVS (hoje SBT) sob o nome A Casa do Terror.
Comprometida por parco orçamento e não especialmente brindada com grandes roteiros, muitos dos episódios são enfadonhos e cheios de conversa fiada. Pras audiências contemporâneas, as histórias de bruxaria e voodoo causarão menos inquietude do que o banho de sangue do Brasil Urgente, ainda que tenha me surpreendido a audácia de em plena TV oitentista um encanamento estourar sobre uma mesa de celebração de aniversário infantil e todas as crianças serem encharcadas no carminzérrimo vermelho ígneo de sangue exageradamente falso. Como não rolar de rir? 


Com poucos episódios bons, restou-me reconhecer rostos queridos.
Christopher Cazeneve o malvado Ben Carrington, irmão do Blake de Dynasty, se dando mal em história de lobisomem e sua procriação
Uma das histórias mais elaboradas em termos de subtexto, que aborda o problema da incomunicabilidade contemporânea, colocou um jovem Brian Cox contracenando com um idoso idoso Peter Cushing. Uma de minhas favoritas.
Denholm Eliot, que amo desde September, de Woody Allen, numa história engraçadinha de sonho dentro de sonho dentro de sonho dentro de sonho dentro de....
Meu episódio favorito foi Charlie Boy, história de vudu com algumas mortes, mal feitas, mas interessantes. Adoro clima slasher.
Não posso recomendar Hammer House of Horror em sua totalidade, a não ser pra fanáticos por Hammer ou oitentistas ávidos. Mas, como alguns episódios em português estão no Youtube, por que não conhecer?
A única coisa realmente memorável é o melancólico tema de abertura/encerramento. 

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