sábado, 1 de outubro de 2022

PRECONCEITO NA NIGÉRIA

Depois de dar à luz criança albina, mãe diz que ninguém acredita que seus filhos são gêmeos!

Na Nigéria, uma mulher deu à luz a dois bebês totalmente diferentes um do outro, pois um deles tinha albinismo.



Um casal nigeriano estava esperando gêmeos, mas não sabiam que eles nasceriam com cores diferentes.

Uma mulher chamada Stacy Omirin foi surpreendida após dar à luz a gêmeos, no dia 26 de fevereiro de 2019, e desde então sua vida mudou completamente. Omirin já sabia da existência dos dois bebês, entretanto, não esperava que os gêmeos fossem ter cores de pele diferentes. De acordo com o Today Parents, enquanto Daniel nasceu com os cabelos castanhos e a pele negra como seus pais, seu irmão David nasceu de cabelos loiros dourados e pele pálida, por causa do albinismo.

O caso aconteceu na Nigéria, no continente africano, onde os pais das crianças compartilham nas redes sociais as imagens dos meninos e suas histórias. Stacy Omirin disse ao Today Parents que a família sempre recebe muita atenção quando sai, observando que a mãe veste os filhos com roupas idênticas. Inclusive, quando as pessoas perguntam se os dois são amigos ou irmãos, a mãe explica que eles são gêmeos e todos ficam em choque, achando que ser impossível.

A mãe ainda diz que há muitos comentários sobre o albinismo de David, especialmente de outras crianças que sempre querem saber por que ele é branco. Apesar de ser difícil, Stacy Omirin e seu marido, Babajide Omirin, continuam firmes e confiantes, sem se importar com o que as outras pessoas pensam.

Quanto à saúde de David, embora o albinismo seja frequentemente associado à sensibilidade à luz e problemas de visão, Omirin afirmou que seu filho pode ver até as menores coisas e por enquanto, não tem limitações. Além disso, apesar de Daniel e David serem gêmeos, os dois têm personalidade bem diferente um do outro. Enquanto Daniel é mais inquisitivo e bastante vaidoso, segundo Stacy Omirin, o seu filho David é mais amigável e travesso.

Em agosto de 2021, os pais dos gêmeos publicaram no perfil do Instagram dos meninos um vídeo especial do primeiro dia de Daniel e David indo à escola. Na publicação, Stacy Omirin fez uma carta aberta a eles dizendo: “Estou ansioso por este dia, pois marca um novo capítulo em suas vidas, indo para um novo ambiente onde vocês conhecerão novos amigos e se relacionarão com outras crianças tão doces quanto vocês dois”, escreveu a mãe. Além disso, ela também falou como os filhos tinham adicionado cores à sua vida.
https://osegredo.com.br/apos-dar-a-luz-crianca-albina-mae-diz-que-as-pessoas-nao-acreditam-que-seus-filhos-sao-gemeos/

UMA FANTASMINHA ALBINA

O fantasma da 'Azzurrina': onde está o castelo italiano assombrado pelo espírito de uma garotinha

Nascida por volta de 1370, Guendalina era filha de Ugolinuccio di Montebello, senhor feudal de Montebello, na província de Rimini (Emilia-Romagna). A criança morreu prematuramente em 21 de junho de 1375, o dia do solstício de verão. Diz-se que a Guendalina era albina: na época, a superstição popular associava o albinismo com o diabo e a bruxaria. Por esta razão, diz-se que sua mãe decidiu tingir periodicamente os cabelos, que assim tinham reflexos azuis, como seus olhos: por isto, ela foi apelidada de "Azzurrina".



terça-feira, 27 de setembro de 2022

TELINHA QUENTE 398

 Crítica da minissérie Dahmer: Um Canibal Americano (Netflix)

Por mais de uma década, Jeffrey Dahmer conseguiu matar 17 jovens rapazes sem levantar suspeitas da polícia. Como ele conseguiu evitar a prisão por tanto tempo?

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

CAIXA DE MÚSICA 503

 Crítica do álbum Ubuntu (2022), de Leila Maria

Enfatizando o lado africano do cancioneiro do alagoano Djavan, Leila Maria saiu-se com um álbum sublime, repleto de instrumentos e músicos africanos, impondo frescor e originalidade a canções clássicas da MPB; Um álbum obrigatório de 2022.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

PRECONCEITO NA GRÃ-BRETANHA

Homem negro escuta frequentemente que “não pode ser o pai” de sua filha albina

Devido ao albinismo, Julia-Marie tem cabelos loiros, olhos azuis e pele pálida


Fruto da relação entre Marwa Houma (mulher branca) e Malcolm John (homem negro), a pequena Julia-Marie, de 1 ano e 3 meses, nasceu com a pele e os olhos claros. A princípio todos ficaram surpresos, já que o esperado era que a bebê compartilhasse tons de pele entre a mãe e o pai. Pouco tempo depois, a pequena foi diagnosticada com albinismo. A diferença de pele traz problemas para Malcolm, que precisa constantemente “provar” que realmente é o pai da criança.

Menina albina é filha de pai negro e enfrenta preconceito (Foto: Reprodução/Facebook)

Em entrevista ao site de notícias local Wales Online, a mãe (que mora em Londres, na Inglaterra), contou que ficou muito confusa após o nascimento da garotinha. “Ela nasceu completamente branca e pálida, com cabelos loiros e olhos azuis. Eu não esperava isso, porque o pai dela é de ascendência caribenha negra. Mas ele apenas falou: ‘este é o nosso bebê’. Ele a amou desde o primeiro dia”, lembrou.

Ninguém sabia explicar porque a menina tinha nascido com a pele clara até que ela foi diagnosticada com albinismo, dois meses após o parto. “O médico disse que Julia precisa estar totalmente protegida do sol, caso contrário ela pode ter câncer de pele. Ela também precisa de óculos, pois sua visão nunca será 100%. Não há cura para o albinismo”, contou a mãe. 

Durante a maior parte do verão na Inglaterra, os pais permaneceram dentro de casa com a filha, preocupados de que o sol pudesse trazer prejuízos para a saúde da criança. Nas poucas vezes em que os três saíram juntos, Marwa percebeu que Malcolm é frequente alvo de discriminação, devido a diferença de tom de pele entre ele e a bebe. “Uma vez tivemos um incidente no hospital. Ela tinha seis meses e estava chorando, então eu disse para ele: 'vou levá-la para o carro e você espera aqui para pegar a receita'. Mas a mulher do hospital não o levou a sério e disse que precisava ver a mãe da criança para ‘confirmar a data de nascimento dela’”, relatou a mãe. Furioso, Malcolm teve que pedir para que Marwa voltasse ao hospital.


A pequena também já sofreu preconceito e foi chamada de “macaca branca” - levando Marwa a abrir um processo contra os agressores. "Em 2022, é triste dizer, mas ainda há discriminação. Precisamos defender nossa Julia!", afirmou a mãe. Apesar das batalhas que Julia-Marie precisa enfrentar, a pequena se tornou modelo de bebê e serve de exemplo para milhares de garotinhas pelo mundo.

Julia-Marie e os pais (Foto: Arquivo pessoal)


Agora, a mãe luta para aumentar a conscientização sobre o albinismo, em uma tentativa de acabar com o preconceito contra pessoas albinas. “Muitas vezes esses assuntos são varridos para debaixo do tapete porque as pessoas não gostam de falar sobre isso. Isso é falta de conhecimento! Eu mesma sabia muito pouco sobre albinismo. Como pais, nós queremos que as pessoas saibam tudo o que aprendemos desde que Julia nasceu. As pessoas precisam entender o que é o albinismo e a origem do distúrbio. Não é contagioso e não é uma deficiência”, concluiu Marwa.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

TELINHA QUENTE 397

Crítica da minissérie Pistol (Star +)

Baseada no livro de memórias do guitarrista Steve Jones, da banda Sex Pistols, “Pistol” é uma minissérie de seis episódios que conta a história de uma banda de garotos da classe trabalhadora instáveis, bagunceiros e “sem futuro”, que mudou a música e a cultura para sempre.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

CAIXA DE MÚSICA 502

Crítica do álbum Renaissance (2022), de Beyoncé

Após seis anos de seu ótimo Lemonade, Beyoncè lança um álbum “pós-pandemia”, que é uma enciclopédia de black e club music, além de celebrar as comunidades que mais contribuíram para tais gêneros musicais, como a população queer, os negros e latinos, em cidades tão díspares como Berlim, Chicago, Detroit, Kingston, Nova Orleans, Nova York, sem esquecer, claro a mama África, onde tudo começou.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

TELINHA QUENTE 396

 Crítica da primeira (?) temporada de Entrapped (Netflix)

Nesta sequência de Trapped, Andri e Hinrika investigam o assassinato do membro de um culto e o desaparecimento de uma mulher em 2013.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

CAIXA DE MÚSICA 501

Crítica do álbum V (2022), de Maglore

Em seu quinto álbum, o quarteto baiano alcança madura síntese uma sonoridade de indie-rock moderno, encharcado de influências dos anos 70, que vão do rock à Motown e ao reggae ou bossa-nova.

ALBINISMO DISCUTIDO NA COMUNIDADE NEGRA

Papo Preto é um podcast produzido pelo Alma Preta, uma agência de jornalismo com temáticas sociais, em parceria com o UOL Plural, um projeto colaborativo entre o UOL, coletivos e veículos independentes. Novos episódios vão ao ar todas as quartas-feiras. 

O episódio 95 do Papo Preto é Uma conversa sobre o albinismo nas mais diversas etnias.

domingo, 11 de setembro de 2022

DESAFIOS ALBINOS EM MOÇAMBIQUE

Moçambique: Os desafios diários das pessoas com albinismo

A discriminação social e as superstições continuam a afetar o dia a dia de milhares de pessoas em Moçambique.





A discriminação de pessoas com albinismo continua a ser uma realidade diária em Moçambique. Milton Mujovo, vice-presidente da Associação Amor à Vida, que presta auxílio às pessoas com albinismo em Moçambique, culpa a falta de acesso à informação.

"Muitas das pessoas não percebem porque é que existem pessoas com albinismo. Em Moçambique, uma grande parte da população ainda é analfabeta. Então, há grandes dificuldades de compreensão disso. No interior do país, muitas destas pessoas não têm acesso aos média. É importante que se chegue até lá."

Para além da discriminação social, as pessoas com albinismo enfrentam outros desafios diários, incluindo a falta de capacidade financeirapara comprar protetores solares e óculos graduados.

Hugo Firmino, jornalista moçambicano com albinismo, critica a falta de apoio monetário às pessoas com albinismo.

"São poucas as pessoas que conseguem dinheiro para comprar um creme protetor solar. Estamos a falar de um país com um salário mínimo de 4.500 meticais [cerca de 68 euros]. E uma pessoa com albinismo precisa de 1,5 litros do creme protetor solar. Estamos a falar de duas botijas com 750 mililitros cada uma, para uso diário, para um período de 30 dias. E estas botijas custam, cada uma delas, o valor mínimo de 1000 meticais [15 euros]."

Muitas crianças abandonam a escola devido a problemas de visão associados ao albinismo

O jornalista acrescenta que a falta de recursos financeiros para comprar óculos graduados leva muitos jovens albinos a largar a escola.

"A criança começa a ter problemas de leitura ou de escrita e, porque o professor não percebe porque é que a criança não vê, até porque a própria criança também não fala, a conclusão a que se chega é que tem problemas para assimilar a matéria. Quando não é isso, ela só não vê!."
Superstições associadas ao albinismo

Há várias ideias erradas associadas ao albinismo. Há quem acredite que as pessoas com albinismo foram amaldiçoadas, que manter relações sexuais com uma delas cura o vírus da SIDA, que tocar na mão de pessoas com albinismo dá azar ou que os seus ossos dão sorte.

Milton Mujovo, da Associação Amor à Vida, alerta que as crenças, muito populares em Moçambique, são contraditórias: "Se por um lado, os albinos são consideradas pessoas que dão azar, por outro lado também são consideradas pessoas cujos seus membros podem dar sorte."

Hugo Firmino diz que estas superstições "dificultam a procura de emprego e provocam medo aos albinos, que veem a sua vida constantemente ameaçada".

O jornalista relembra um episódio de discriminação que viveu quando era criança e que o "marcou até aos dias de hoje".

"As pessoas que brincavam comigo não podiam bater-me, naquelas brincadeiras, porque [acreditavam que] poderiam ter um filho albino. Ou se me batessem tinham que abrir a camisa, cuspir no peito e fechar a camisa para evitar terem um filho albino."

Apesar de, em 2008, as pessoas com albinismo terem sido consideradas pelas Nações Unidas como "portadoras de deficiência", devido às suas dificuldades de visão, Milton Mujovo diz que ainda não são tratadas dessa forma do ponto de vista político e social. "Em termos de discurso existe essa intenção de as considerar como pessoas com deficiência. Falta mesmo é tornar isto prática."

A associação Amor à Vida estima que vivam em Moçambique entre 20 mil e 30 mil pessoas com albinismo, muitas a precisar de assistência médica. Só este ano foram assassinadas três pessoas com albinismo no país.

ALBINOS RECEBEM DEFESA HERCÚLEA NO ESPÍRITO SANTO

Doutor Hércules cobra apoio para albinos

Deputado apontou dificuldades enfrentadas pelas pessoas que têm o distúrbio genético responsável por afetar total ou parcialmente a produção de melanina

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Doutor Hércules, chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas albinas em todo o país devido à desordem genética que provoca a ausência total ou parcial de melanina.
A melanina é o pigmento responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos, sendo que as pessoas que sofrem com o distúrbio e ficam muito tempo expostas sem proteção à luz solar podem contrair câncer e até cegueira da visão.


Ao falar sobre o assunto, Doutor Hércules citou que 13 de junho é o Dia Estadual de Conscientização sobre o Albinismo, conforme a Lei 11.444/2021, de autoria dele. O objetivo da iniciativa é dar maior visibilidade para esse tipo de distúrbio e a necessidade de mais apoio do poder público para a causa dos albinos.

O deputado defendeu aprovação do Projeto de Lei (PL) 560/2020, de autoria da Comissão de Saúde, em tramitação na Casa (no momento em análise pela Comissão de Justiça), que determina aos postos de saúde distribuir protetores solares às pessoas com esse tipo de condição genética. A matéria obriga a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a ofertar mensalmente às pessoas albinas protetores e bloqueadores solares compatíveis com a necessidade especificada por especialistas da área médica.

Doutor Hércules acrescentou que, além de protetor solar, o governo deveria também fornecer óculos solares para os albinos, já que a falta da proteção para os olhos pode causar cegueira. “Conheço um albino que só tem 10% da visão devido à incapacidade financeira que ele teve no sentido de comprar óculos para proteger as vistas”, relatou.

O deputado disse ainda que já apelou no âmbito da Sesa para que os professores da rede estadual de ensino sejam orientados a não deixar alunos com albinismo sentados perto de janelas nas salas de aula. Segundo Doutor Hércules, o sol e a claridade são inimigos dos albinos. Ele exemplificou que a visão de um estudante com esse distúrbio pode ser afetada caso fique sentado próximo à janela em sala de aula, acarretando em prejuízos na aprendizagem.

Entenda mais

Conforme informações do Portal do Ministério da Saúde há graus diferentes de albinismo. Um deles é o albinismo óculo-cutâneo que afeta a pele, cabelos e olhos; o principal problema para a pele é a exposição ao sol, que provoca queimaduras.

Se a exposição for diária e prolongada, com o passar do tempo podem surgir lesões muito graves, inclusive câncer de pele. Poucos minutos ao sol, sem proteção, podem provocar queimaduras de 2º e 3º graus na pele de pessoas albinas. Em países tropicais, onde o sol está presente em todas as estações do ano, o uso de bloqueadores solares é imprescindível.

Quando o albinismo afeta unicamente os olhos, geralmente vem acompanhado de astigmatismo e hipermetropia, movimento irregular do olho, estrabismo e fotofobia (sensibilidade à luz).

Pessoas com o distúrbio na produção da melanina devem iniciar o acompanhamento por profissionais de saúde assim que o problema for detectado.

A terapia visual prevenirá problemas nos olhos e na visão, proporcionando o desenvolvimento necessário para as atividades escolares, trabalho e lazer.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

PAPIRO VIRTUAL 211 (ESCRITOR DE TERROR ALBINO)




Helder Maia nasceu em Manaus, capital do Amazonas, em 22 de junho de 1971. Mudou-se com os pais para o Estado do Ceará em 1986. É graduado em Letras - Inglês, pela Universidade Federal do Ceará.

Desde criança é fascinado pelo mundo do Cinema, Literatura, Quadrinhos e Séries de TV. Aprecia todos os gêneros narrativos, mas tem especial paixão pelo Terror, o Suspense e a Ficção Científica.

Já roteirizou e dirigiu dois curta-metragens de Terror e escreveu vários contos deste gênero. Contribuiu com resenhas de livros, filmes e séries de TV para o blog Relatório da Situação.

Ele reside em Caucaia, Ceará, com sua esposa.


Fúria Albina
Desde que nasceu com albinismo, Pedro foi vítima de zombarias constantes e das limitações de sua condição. Após uma tragédia familiar, ele acaba morando nas ruas, onde se envolve com o crime organizado, se tornando um matador frio e cruel. Siqueira é um policial próximo a se aposentar que tem como missão pessoal destruir o líder da gangue para a qual Pedro trabalha. Mauro é o líder da quadrilha, um sujeito sem escrúpulos, capaz de tudo para obter sucesso financeiro. Estes três homens irão se confrontar em um desfecho cheio de ação e violência.Fúria Albina é um drama policial rápido e instigante, que mostra como uma pessoa desprezada pela sociedade, apenas por ser difente, pode se tornar uma grande ameaça à mesma. Assim como uma obra que fala de uma minoria ignorada e abandonada pelo Estado.


Abaixo, você encontra links para acessar outras obras de Helder Maia



quinta-feira, 8 de setembro de 2022

TELONA QUENTE 406

Crítica do filme Elvis (HBO Max)

Desde sua ascensão ao estrelato, o ícone do rock Elvis Presley mantém um relacionamento complicado com seu enigmático empresário, Tom Parker, por mais de 20 anos.

PADRES AUXILIAM ALBINOS NA TANZÂNIA

 

Tanzânia: albinos são acolhidos em casa-família construída por missionários


Na Tanzânia houve numerosos ataques contra os albinos, conta sacerdote polonês. "Alguns foram mutilados ou até mesmo mortos. Esses ataques foram alimentados por uma ideologia monstruosa, que afirma que uma parte dos órgãos de uma pessoa albina, usada em certos rituais de feitiçaria, trará a alguém uma fortuna em seus negócios, ou até mesmo um sucesso em uma eleição.”



Catorze jovens, do sexo masculino e feminino, terão segurança, formação de qualidade, boas condições de vida, mas sobretudo o carinho e o amor de família, na nova casa que acolhe jovens e crianças vulneráveis, nomeadamente afetadas pelo albinismo, construída pelo Distrito da Sociedade para as Missões Africanas (SMA) da Tanzânia, na cidade de Mwanza.

A boa notícia foi dada à Agência Fides pelo padre Janusz Machota, da Província SMA da Polônia, destacando como a violência contra os albinos está aumentando no país africano.

“Houve numerosos ataques contra eles - diz o missionário -. Alguns foram mutilados ou até mesmo mortos. Esses ataques foram alimentados por uma ideologia monstruosa, que afirma que uma parte dos órgãos de uma pessoa albina, usada em certos rituais de feitiçaria, trará a alguém uma fortuna em seus negócios, ou até mesmo um sucesso em uma eleição.”

O projeto da Sociedade para as Missões Africanas é denominado 'Tanga', que em suaíli significa 'vela' e nasceu com a ideia de proporcionar uma verdadeira casa e não uma instituição; uma casa com espírito de família.

“A prioridade do nosso projeto - explica Pe. Machota - está ajudando as crianças mais necessitadas, mais vulneráveis ​​e mais abandonadas, como os albinos. Eles não apenas têm que lutar contra a terrível ideologia e agressão contra eles, mas também lutam com muitos outros problemas de saúde: dificuldades de visão e, acima de tudo, o mais perigoso de todos, câncer de pele, acentuado pelo forte sol africano. As pessoas albinas em geral têm menos oportunidades de obter uma boa educação e um emprego. Muitos deles nunca formarão sua própria família."

O missionário destaca que Tanga não será apenas a casa de um pequeno grupo de jovens desfavorecidos, mas trabalhará pela proteção, promoção e integração plena dos albinos na sociedade tanzaniana:

Ao fazer isso, queremos abordar as causas profundas de sua exclusão da sociedade e da violência contra eles, com o objetivo de encontrar algumas soluções concretas para esses problemas e provocar mudanças reais em suas vidas. Será um centro de várias atividades criativas, não só para os moradores da casa, mas também para as crianças e jovens do nosso bairro. Fornecemos programas de ensino gratuitos, jogos, teatro, competições. Será um lugar de construção de pontes e de integração real e profunda, uma casa na colina que tenta fazer a diferença. Dotar as crianças e os jovens com boas velas, que dão o rumo certo aos seus botes salva-vidas, para que possam aproveitar o vento favorável, e navegar na viagem da vida é o verdadeiro objetivo deste local. Não é por acaso que a casa foi concebida para acolher catorze e não quarenta jovens, acompanhados por dois tutores permanentes e alguns voluntários. Queríamos que fosse uma grande família africana e não um internato ou um dormitório.

“Certamente tarefas exigentes nos esperam - conclui pe. Machota - mas o que é mais importante do que o trabalho de construção e angariação de fundos é construir uma verdadeira família. O barco à vela chamado Tanga parte para a viagem da vida, do porto de Mwanza aos horizontes ilimitados, para levar as nossas crianças e jovens à realização dos seus sonhos. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

TELONA QUENTE 405

Crítica do filme 1917 (Netflix)

Na Primeira Guerra Mundial, dois soldados tentam cruzar território inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar centenas de soldados, inclusive o irmão de um deles.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

ALBINOS CORREM PERIGO EM MADAGASCAR TAMBÉM

Protesto em Madagascar por sequestro de menino albino deixa 18 mortos


Ao menos 18 pessoas morreram nesta segunda-feira (29) em Madagascar quando a polícia abriu fogo contra uma multidão de manifestantes enfurecidos com o suposto sequestro de um menino albino, informou um médico à AFP.

"Por enquanto, 18 pessoas morreram, nove no local e nove no hospital", declarou Tango Oscar Toky, médico principal de um hospital no sudeste de Madagascar. "Dos 34 feridos, nove estão entre a vida e a morte", acrescentou o médico. "Estamos esperando que um helicóptero do governo os evacue para a capital". Gendarmes locais reportaram um balanço de 11 mortos no incidente.

Por volta das 08h GMT (05h de Brasília), foram ouvidos disparos em Ikongo, sudeste, a 350 km da capital. Desde a semana passada, a pequena população está em choque pelo desaparecimento de um menino albino, que as autoridades atribuem a um possível sequestro.

Em Madagascar, as pessoas albinas são frequentemente submetidas à violência. Nos últimos dois anos, houve mais de uma dúzia de sequestros, ataques e assassinatos de pessoas com albinismo, segundo as Nações Unidas.

Os policiais prenderam quatro suspeitos, mas os cidadãos estão determinados a fazer justiça com as próprias mãos.

De manhã, eles se reuniram do lado de fora do quartel policial e exigiram que os quatro suspeitos fossem entregues a eles, contou à AFP o deputado Jean-Brunelle Razafintsiandraofa, em Ikongo.

Uma fonte da polícia disse à AFP que pelo menos 500 pessoas se reuniram no local, algumas com "armas brancas" e "facões".

"Houve negociações, os moradores insistiram", disse a fonte. No final, os policiais decidiram lançar granadas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão e realizaram alguns disparos.

Mas os habitantes tentaram forçar a entrada no quartel e os policiais "não tiveram escolha a não ser se defender", disse a fonte. Madagascar, uma grande ilha no Oceano Índico, é um dos países mais pobres do mundo.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

TELINHA QUENTE 395

Crítica da segunda temporada de Crimes em Déli (Netflix)

Uma série de assassinatos indica o retorno de uma terrível gangue criminosa, e a policial Vartika precisa liderar o caso sob pressão da mídia e do público.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

CAIXA DE MÚSICA 500

Crítica do álbum Done Come Too Far (2022), de Shemekia Copeland

Shemekia Copeland nunca teve problemas para ser ouvida. Com seu poder de fogo, entrega direta, ela transmite sua mensagem em alto e bom som. Embora ela geralmente seja rotulada como uma cantora de blues, Copeland transcende esse rótulo com uma mistura de estilos, incluindo gospel, rock, blues, soul e, em seu trabalho mais recente, americana também, como o zydeco. Pegando pesado em temas sociais como racismo, violência nas escolas devido ao descontrole no armamento, Done Come Too Far ainda tem algum espaço para diversão.

domingo, 28 de agosto de 2022

SER ALBINO É O FIM DA PICADA



A Associação de Apoio às pessoas com Albinismo em Angola (4As) denuncia a falta de políticas de apoio e protecção dos cidadãos com albinismo em Angola. Se ser angolano já é um enorme problema, ser angolano albino é o fim da picada.

Manuel Vapor, presidente da 4As, refere que as políticas criadas para as pessoas vulneráveis não são direccionadas para os albinos, uma vez que estas pessoas têm necessidades específicas diferentes de outros grupos indefesos.

“O Governo não tem políticas para as pessoas com albinismo. O Ministério da Saúde também não tem, o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social também não, e por isso nós encontramos barreiras”, denuncia o activista que lidera a organização de defesa, apoio e protecção das pessoas com albinismo em Angola.

O líder associativo pede aos Ministérios da Saúde, do Ensino Superior do Trabalho e Segurança Social e dos Transportes, alguma sensibilidade para inclusão social e prestação de apoio às pessoas com albinismo.

“No caso do ensino superior nós sugerimos que dessem facilidade de 5 vagas todos os anos e nós teríamos a responsabilidade de fiscalizar. Há uma lei que diz que as pessoas com deficiência têm direito de 4%, nas vagas do ensino superior, mas não são estas pessoas que beneficiam alega-se que nenhuma delas teve aproveitamento e são vendidas as vagas. Isto é que nos dói», desabafa Manuel Vapor, quem sugere ao Ministério da Saúde a criação de projectos de apoio direccionados a essa comunidade.

O Folha 8 há muito e regularmente tem abordado este assunto. Sob o título “Abraços não chegam, Presidente!”, foi aqui publicado no dia 13 de Junho de 2021, o artigo que a seguir transcreve:

«O Presidente angolano, João Lourenço, condenou “energicamente” a discriminação dos albinos e enviou um “abraço de solidariedade para os que sofrem apenas por que nasceram sem a camada protectora da pele”.

“Eles merecem todo o carinho da sociedade e de políticas e inclusão e promoção social do executivo”, sublinhou o chefe do executivo angolano na sua conta do Twitter, no Dia Mundial da Consciencialização do Albinismo.

Cerca de uma em 18 mil pessoas no mundo tem um tipo de albinismo, uma condição genética caracterizada pela deficiência na produção de melanina, que afecta pessoas de todas as raças, mas é mais frequente e problemático em Africa.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), centenas de pessoas com albinismo, na sua maioria crianças, foram atacadas, mutiladas ou mortas em pelo menos 25 países africanos.

A Amnistia Internacional (AI) exortou no dia 13 de Agosto de 2018 os países da África Austral para que os seus sistemas judiciais protejam os albinos, que são mortos na região devido à crença de que partes do seu corpo têm poderes mágicos. De facto, ser albino não é crime mas às vezes, demasiadas vezes, parece. Parece ou é?

A AI relembrou num comunicado, citado pela agência de notícias espanhola EFE, que em países como Maláui, Moçambique ou a Tanzânia é comum “a impunidade” por esses crimes, o que agrava o problema, acrescentando que as pessoas com albinismo são mortas devido à crença de que as partes do seu corpo têm poderes mágicos que dão boa sorte e riqueza.

“A realidade é que as pessoas com albinismo vivem com medo constante de serem capturadas ou mortas para lhes serem retiradas partes do seu corpo”, frisou Deprose Muchena, director regional da organização para a África Austral.

O responsável frisou que os albinos “vivem à mercê de gangues criminosos organizados que clamam pelo seu sangue na crença de que farão fortuna”.

A mensagem da AI foi divulgada numa altura em que decorria uma cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Namíbia e, neste contexto, a AI solicitou à SADC a promessa de “dar prioridade” e tomar “as medidas necessárias para garantir o direito à vida, segurança e salvaguarda de pessoas com albinismo”.

No Maláui, de acordo com dados da AI, houve cerca de 150 casos de violência contra albinos desde o final de 2014, incluindo 14 assassínios. Em Junho de 2017, apenas um processo judicial para 30% desses casos tinha sido concluído.

Partes dos corpos dos albinos são vendidos em países da África Austral, incluindo a República Democrática do Congo (RD Congo), África do Sul, Suazilândia, Tanzânia e sobretudo Moçambique.
Em Angola a situação é similar

Os albinos em Angola continuam a enfrentar “problemas e barreiras” que vão desde a dificuldade de inserção no emprego e no sistema de ensino, à falta de assistência social e medicamentosa, considera a Associação de Apoio aos Albinos de Angola.

O dedo na ferida foi posto em 2018 pelo presidente da Associação, Manuel Vapor, durante uma palestra realizada no passado dia 13 de Junho, em Luanda, a propósito do dia mundial para a consciencialização sobre o Albinismo.

De acordo com aquele responsável, ainda há casos de discriminação no país e grande parte dos albinos em Angola não tem emprego e encontra dificuldades para adquirir cremes de protecção da pele, pedindo por isso ao Ministério da Saúde a subvenção desses fármacos.

“Porque o protector solar nas farmácias, o preço, é elevadíssimo e então gostaríamos que também ficassem naqueles produtos a custo zero e subvencionados pelo Governo. Por isso é preciso que o ministério ponha a mão neste caso, porque principalmente os adultos que não trabalham têm grande dificuldade”, disse.

Manuel Vapor referiu, igualmente, que o país “carece de uma política virada à pessoa albina”, que no seu entender deveria ser superintendida pelo Ministério da Saúde, exemplificando que as consultas nos hospitais ainda são feitas “graças ao bom senso dos dermatologistas”.

As consultas, acrescentou, são feitas com recurso às “parcerias” que a associação criou junto dos dermatologistas, no sentido de responderem às “necessidades diárias” da pessoa albina.

Durante a sua intervenção, o presidente da Associação de Apoio aos Albinos de Angola, considerou também que a falta de informação sobre o albinismo faz persistir o preconceito na sociedade angolana.

“Porque se desde tenra idade e sobretudo nos manuais escolares do ensino de base se começar a ministrar matérias sobre o albinismo, essas situações não deveriam colocar-se e a criança já não veria o albino como um fantasma e haveria melhor familiarização”, realçou.

No capítulo do emprego, aquela associação defende que o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) encontre mecanismos que “pelo menos reservassem vagas exclusivas” para a pessoa albina.

“Reconhecemos que o emprego no país está difícil, mas é possível o ministério adoptar esse mecanismo, porque muitos associados estão vulneráveis e isso agrava ainda mais a sua condição de saúde, devido à falta de cuidados”, adiantou.

A consciencialização para a pessoa com albinismo e o albinismo no campo científico foi o tema desta palestra, animada pelo dermatologista e director do serviço de Dermatologia e Venereologia do Hospital Américo Boavida, Juliano Isaías.

Na ocasião, o responsável lamentou a situação de carência de albinos para aquisição de cremes de pele, tendo revelado que a unidade hospitalar acompanha regularmente cerca de 300 doentes albinos, na sua maioria com cancro de pele.

“E os nossos serviços ambulatórios continuam a registar novos casos, sobretudo ligados a lesões de pele em crianças e adultos”, explicou.

A Associação de Apoio aos Albinos de Angola contava com cerca de 600 associados e tinha representações em seis das 18 províncias do país.»

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

TELONA QUENTE 404

Crítica do filme The Righteous (2021)

Um homem atormentado sente a ira de um Deus vingativo, depois de ele e sua esposa serem visitados por um estranho misterioso.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

TELINHA QUENTE 394

Crítica da primeira temporada de Manayek (HBO Max)

Izzy Bachar, um investigador de assuntos internos da polícia, descobre pouco antes da aposentadoria que seu velho amigo Barak, um oficial sênior, é acusado de corrupção. A vida como Izzy a conhece é estilhaçada.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

CAIXA DE MÚSICA 499

Crítica do álbum Lamento Urbano (2022), de Vitrola Sintética

Grupo criado em 2006 na cidade de São Paulo e formado por Felipe Antunes (voz e guitarra), Otávio Carvalho (baixo e programações) e Rodrigo Fuji (guitarra e piano), Vitrola Sintética lançou em maio, de 2022, seu quarto álbum, Lamento urbano. Produzido por Tó Brandileone, o álbum traz um pop antenado, que vai de MPB a trip hop. Com participações de Josyara, Roberto Mendes, Manoel Cordeiro e Paulo Miklos, o Vitrola Sintética é mais uma prova de que muita música excelente ainda é feita no Brasil.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

TELONA QUENTE 403

Crítica do filme Código: Imperador (Netflix)

Um agente de inteligência recebe a missão de incriminar um político íntegro e tem que decidir até onde ousa ir em sua tarefa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

BAHIA É EXEMPLO NOS CUIDADOS COM O ALBINISMO, DE NOVO

 


Superação. Essa é a palavra que resume a jornada de Renivaldo Silva. Com 50 anos de idade, o assistente social tem apenas 10% da visão e já realizou mais de 80 intervenções cirúrgicas para tratar o câncer de pele.

Os problemas de saúde são causados pelo albinismo, doença genética hereditária caracterizada pela falta de capacidade das células do corpo de produzir melanina – substância responsável em proteger e dar cor na pele, olhos, pelos e cabelos.

Com necessidade de acompanhamento médico contínuo, Renivaldo celebrou o fato do Multicentro de Saúde Vale das Pedrinhas se tornar a primeira unidade especializada de referência para atendimento de pacientes com albinismo da rede municipal de Salvador.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, estima-se que 250 pessoas têm albinismo na capital baiana.

“A gente sempre precisa passar por consultas com especialistas e ter a oportunidade de ser acompanhado em um só lugar é uma vitória. Só quem tem albinismo sabe o quão importante é isso para nós”, celebrou.

Acolhimento multidisciplinar

A partir de agora, o Multicentro de Saúde Vale das Pedrinhas será referência para acolhimento ambulatorial e multidisciplinar para as pessoas com albinismo em Salvador.

Na unidade, os pacientes terão acesso a consultas especializadas com dermatologistas, oftalmologistas, fisioterapeutas, psicólogos, entre outras especialidades. Os pacientes cadastrados para acompanhamento na unidade também poderão retirar de forma gratuita os frascos de protetor solar no local.

Para atender esses pacientes, a Secretaria Municipal da Saúde realiza o cadastramento dos indivíduos que são atendidos em outras unidades da capital baiana. A gestão também iniciou o treinamento das equipes para o acompanhemto especializado desse perfil de paciente.

“São pacientes que serão acolhidos de forma humanizada e segura por equipes multidisciplinares qualificadas para atendimento desse perfil de paciente. Sabemos que são pessoas que necessitam de cuidados bastante específicos e o acolhimento numa unidade de referência vai facilitar ainda mais o tratamento contínuo desses indivíduos”, explicou Celisângela Matias, diretora-geral do Multicentro.

Características da doença

O albinismo pode ser identificado por meio de algumas características apresentadas pela pessoa e que estão relacionadas com a ausência total ou parcial de pigmentação da pele. Entre os agravos mais comuns entre esses pacientes está a baixa visão e complicações dermatológicas.

Por conta do preconceito, uma parcela significativa das pessoas com albinismo também necessita de acolhimento psicológico. “São pacientes que precisam de acompanhemto continuado principalmente em Oftalmologia e Dermatologia. Um acolhimento constante evita que essas pessoas possam desenvolver sequelas ou agravamentos, além de ajudar na qualidade de vida desses indivíduos”, afirmou Helena Pimentel, médica geneticista.

Cuidados importantes

É importante que a pessoa com albinismo tenha alguns cuidados no dia a dia para preservar a sua saúde. A maior sensibilidade da pele e dos olhos é causada pela ausência da melanina. Dessa forma, alguns cuidados que devem ser seguidos.

– Usar chapéus ou acessórios que protejam a cabeça dos raios solares;
– Usar roupas que protejam bem a pele como camisas de manga comprida;
– Utilizar óculos escuros, para proteger bem os olhos dos raios solares e para evitar a sensibilidade à luz;
– Passar filtro solar de FPS 30 ou mais antes de sair de casa, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
– Fazer uso de suplemento de vitamina D, já que jamais é aconselhado que se exponham diretamente ao sol.

CAIXA DE MÚSICA 498

Crítica: Sambas do Absurdo Vol. 2 (2022) de Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis.

O volume dois do assombrosamente bom Sambas do Absurdo vem aparentemente mais acessível, mas consegue unir isso à experimentação e lindas melodias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

PAPIRO VIRTUAL 211

 


Vejam que noticia ótima: a dissertação de mestrado sobre pessoas albinas, escrita pelo sociólogo Adailton Aragão foi publicada sob forma de livro!

O livro Pessoas albinas, pessoas guerreiras: nas fendas da (in)visibilidade traz novas reflexões sobre a população albina, que vão além dos fatores biológicos/médicos. Por meio dos relatos pessoais de como é ser uma pessoa albina num país onde são “invisíveis” aos olhos do Estado e “visíveis” no convívio social, esta obra debruça-se sobre a (in)visibilidade dessas pessoas, colocando em pauta as formas de estigmas, preconceitos, discriminação a que estão sujeitas. O autor descreve o cotidiano, os modos de vida, os problemas enfrentados, os processos de adaptação e as estratégias para conviver com o albinismo e, principalmente, a superação e a luta por direitos e respeito. Outro fator relevante abordado é a construção da identidade – embora não seja o foco neste volume, deixa brechas para próximas produções. A obra propõe desconstruir ideias equivocadas sobre as pessoas albinas e mostrar esse “outro” (albino/a) desconhecido pela população. O livro tem um conteúdo instigante, intrigante, comovente e com linguagem fluida, dinâmica e envolvente. Foi produzido e pensado para o/a leitor/a, para que todos/as possam ter acesso e disseminar conhecimento sobre o tema, com o objetivo de dar mais visibilidade positiva às pessoas albinas.


Para informações sobre coo adquirir a obra acesse o site:

terça-feira, 9 de agosto de 2022

TELINHA QUENTE 393

 Crítica da terceira temporada de A Baía/The Bay (HBO Max)

Na terceira temporada desta série britãnica, há uma nova protagonista. Morven Christie (que interpretou a DS Lisa Armstrong) foi substituída por uma nova detetive, que assumiu o cargo de Family Liaison Officer. Então, não apenas somos apresentados com um novo caso sinuoso para nos conectarmos, mas também temos uma nova chegada a Morecambe com sua própria bagagem e história para se envolver também.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

MAIS UM PAI SEM-VERGONHA


Pai é preso em Moçambique por tentar vender filhos albinos

Crianças eram mantidas em cativeiro e seriam vendidas para práticas de feitiçaria por R$ 210 mil, segundo polícia local. Albinos sofrem discriminação e perseguição no sul da África, e seus corpos costumam ser usados em rituais.




Uma criança albina brinca com balões na ilha Ukerewe, na Tanzânia, durante o dia internacional da consciência do albinismo. A ilha é o lar de muitos albinos que foram abandonados por suas famílias ou fugidas da violência que enfrentam no continente — Foto: Carl De Souza/AFP


Um homem foi detido no Moçambique por tentar vender seus três filhos albinos, anunciou a polícia local nesta segunda-feira (25). Segundo as investigações, o pai das crianças as venderiam para serem usadas em práticas de feitiçaria.

Além dele, a polícia da região de Tete, no noroeste do país, deteve o tio das crianças, após uma denúncia anônima. Investigadores afirmaram que os três estavam sendo mantidos em cativeiro.


Os três menores seriam vendidos no Malawi por um valor próximo de US$ 39 mil (cerca de R$ 210 mil) no total, afirmou o porta-voz da polícia local, Feliciano da Câmara.

"Começamos a investigar e foi possível salvar os três menores, com idades compreendidas entre 9 e 16 anos, e que estavam cativos", acrescentou a fonte.

Tanto o pai quanto o tio negam envolvimento no esquema de tráfico de pessoas, ainda de acordo com a polícia.

No sul da África, os albinos enfrentam discriminação e ataques. E partes de seus corpos são usadas em rituais de feitiçaria para saúde e sucesso.

O albinismo é um distúrbio genético caracterizado pela ausência total ou parcial de pigmentos na pele, cabelos e olhos.

TELONA QUENTE 402

Crítica do Persuasão (Netflix)



Anne Elliot foi persuadida a não se casar com um homem de origem humilde. Oito anos depois, ele reaparece. Será que ela vai aproveitar essa segunda chance de amar?


terça-feira, 26 de julho de 2022

TELINHA QUENTE 392

 Crítica da segunda temporada de Os Segredos de Manscheid (Netflix)


Depois de sair da prisão, agora na capital de Luxemburgo, Capitani se envolve no mundo da prostituição, tráfico humano e de drogas e outros dilemas morais de seu passado.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

TELONA QUENTE 401

Anne Elliot foi persuadida a não se casar com um homem de origem humilde. Oito anos depois, ele reaparece. Será que ela vai aproveitar essa segunda chance de amar?

terça-feira, 19 de julho de 2022

TELINHA QUENTE 391

Crítica da minissérie Borgen: o Reino, o Poder e a Glória (Netflix)

A carreira da ministra das relações exteriores Birgitte Nyborg corre perigo quando uma controvérsia relacionada ao petróleo na Groenlândia vira uma crise internacional. Séries políticas: Netflix tem uma obra-prima no catálogo, Borgen https://www.youtube.com/watch?v=dMKOd... Crítica das 3 temporadas de Borgen, escrita em 2014, no meu Blog do Albino Incoerente http://www.albinoincoerente.com/2014/...

quinta-feira, 7 de julho de 2022

TELONA QUENTE 400

 Crítica do filme A Jangada (HBO Max)

Quatro jovens que decidem navegar de Israel até a Ilha de Chipre a bordo de uma jangada construída por eles mesmos terminam embarcando em uma travessia aventuresca à vida adulta, que colocará à prova sua amizade.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

TELONA QUENTE 399

Crítica do filme sul-coreano Lembranças Sombrias (Telecine) + SESSÃO DE SPOILERS
Depois de um grave acidente, Soo-jin perde a memória e começa a ter visões sobre seu futuro. Perdida entre delírios e a realidade, as memórias de Soo-jin desenterram um terrível segredo de seu marido.

RARIDADE NORDESTINA

Espécie de animal do Nordeste é registrada cientificamente pela primeira vez em versão albina

No quintal da casa da empresária Tainá Rodrigues, de 33 anos, e do marido designer gráfico, Artur Fontenelle da Silva, sempre há curiosos curiosos: preás-do-nordeste (Galea spixii). O casal mora na praia de Itaqui litoral Piauense, e está formado com os pequenos roedores da ordem, a mesma dos ratos, e da família Caviidae, a das capivaras.

Só que no começo de 2021 um indivíduo em especial chamou a atenção. “Tem certo dia por aqui, mas sempre igual, com a interpretação marrom.

Demorou alguns dias, alguns dias de possibilidade de ser o primeiro que se registrou albinismo na espécie, surpresos, detalhando Artur.

Quem suspeita da possibilidade de pesquisa e biólogo Hugo suspeita da edição do Ceará foi o que trabalha com sobre criação na Universidade Estadual do Ceará. “Na hora também não se sabe apenas de uma coisa albino conta a ausência total de melanina e nos pelos, como no globo no globo (fotos vermelhas). que muito provavelmente se sabia de um registro inédito, porque eu nunca escutado falar de albinismo para essa espécie”.

Depois de uma extensa revisão na literatura científica, a hipótese foi confirmada: como fotos do casal são os primeiros registros de albin registro de albinismo de pré-do-nordeste, como também o primeiro de albinismo para todo o gênero Cavia e o primeiro do genético para a família Cavididae no Brasil

A raridade e o ineditismo do flagrante fez com que Hugo orientasse uma pesquisa, publicada recentemente como nota científica, na revista “Notas sobre Mamíferos Sul Americanos” – que pertence à Sociedade Latino Americana de Mastozoologia. A pesquisa também teve participação de Ana Karolina Almeida e Heberson Menezes.

“Decidimos publicar porque o albinismo – assim como o melanismo e outras condições de mudanças genéticas; é muito pouco, dadas as condições de raridade do evento. sem processo”, originando o professor.

Segundo ele, apenas com as fotos não é possível aprofundar a fundo essa discussão. “Mas o registro permite que outros pesquisadores, especializados nesse tipo de genética, possam investigar, por exemplo, o registro que permite que outros sejam encontrados.
https://espacoecologico.com.br/especie-de-animal-do-nordeste-e-registrada-cientificamente-pela-primeira-vez-em-versao-albina/