quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MENU INCLUSIVO

Cardápios escritos em braile serão obrigatórios

Débora Álvares
Restaurantes, bares e lanchonetes serão obrigados a disponibilizar cardápios escritos em braile. É o que prevê um projeto de lei aprovado na quarta-feira, 23, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, em caráter terminativo. Por se tratar de matéria com origem na Câmara dos Deputados, com teor mantido pelo Senado, a proposta segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
O descumprimento da regra implicará em multa de R$ 100. Além de estar sujeito à penalidade, o proprietário que reincidir na infração poderá ter duplicado o valor da multa aplicada na ocasião anterior.
A deputada Luiza Erundina (PT-SP), autora da proposta, alega a necessidade de garantir acesso à informação amplo e irrestrito. A relatora na CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), afirmou em seu relatório que o projeto "reforça o direito das pessoas com deficiência de viver com autonomia e de participar plenamente de todos os aspectos da vida social". Ana Rita destacou ainda que o texto atende à Convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência e complementa o Código de Defesa do Consumidor.

DESINFORMAÇÃO BALCÂNICA

Vejam o quiproquó que uma menina possivelmente albina provocou por nascer numa família morena na península balcânica. A desinformação sobre o albinismo parece ser ampla!

Por Que a Pequena Mary é Loira e seus Pais Não?
Anastasios Papapostolou
Tradução: Roberto Rillo Bíscaro

little_girl_maria_albino
A misteriosa loirinha Maria não é uma criança ocidental abduzida e encontrada na Grécia, mas uma búlgara, possivelmente com albinismo.
Testes de DNA provaram que seus pais são os búlgaros Sasha Ruseva e Atana Rusev. Eles alegam que deixaram a garota com outro casal na Grécia, porque não tinham condições de criá-la.  
Mas, como esse casal moreno teve filhos loiros, de pele clara e olhos azuis? A chave para o mistério pode ser um gene do albinismo, que Atanas Rusev carrega. Nesse caso os filhos biológicos são afetados, possuindo, portanto, tais características.
O Que é Albinismo?
É uma condição herdada, resultante de genes recessivos, os alelos. Um alelo é uma de um número de formas alternativas do mesmo gene ou grupo de genes.
Albinismo – também chamado de acromia, aacromásia ou acromatose – caracteriza-se por pigmentação reduzida ou inexistente, devido à ausência ou defeito da tirosina, enzima envolvida na produção de melanina. 
Parentes da pequena Maria contam que ela foi levada a um hospital devido a problemas nos olhos. De acordo com a Associação Americana para o Estrabismo e a Oftalmologia Pediátrica, o albinismo afeta também o olho humano.    
Os albinos podem sofrer de nistagmo, estrabismo, fotofobia, miopia, hiperopia, astigmatismo, desvio do nervo ótico e transiluminação da íris. A visão pode variar da normal para aqueles minimamente afetados à cegueira legal naqueles com formas mais severas de albinismo. A visão para perto é frequentemente melhor do que a para longe e quanto menos pigmentados, pior a visão.
Apenas uma pessoa em 17 mil possui algum tipo de albinismo.
A maioria das crianças com albinismo nasce de pais com cor de cabelo e olhos normais (sic) para seu padrão étnico. Alguns pacientes com albinismo têm cabelo branco e olhos azuis muito claros, enquanto outros têm cabelo loiro e olhos azuis, podendo até desconhecer seu albinismo, uma vez que os sinais são tão sutis.
Para a maioria dos tipos de albinismo, ambos os pais devem portar o gene do albinismo para gerar uma criança albina. Pais podem ter pigmentação normal (sic), mas mesmo assim carregarem o gene.
Quando ambos os pais carregam o gene (ainda não se sabe se a mãe de Maria porta o gene), mas não são albinos, há uma chance em quatro para que um bebê nasça com albinismo em cada gravidez.
A família Roma da Bulgária cujos testes de DNA provaram ser a família biológica de Maria, já tem 2 filhos com albinismo, de acordo com o casal.


http://greece.greekreporter.com/2013/10/26/why-little-maria-is-blonde-while-her-roma-parents-are-not/http://greece.greekreporter.com/2013/10/26/why-little-maria-is-blonde-while-her-roma-parents-are-not/
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ALBINO INCOERENTE ANTIBULLYING

Ontem à tarde, proferi palestra pros alunos do primeiro ano do Ensino Médio dos cursos Integrados do IFSP - Campus Birigui.
Uma moçada descontraída e envolvida no tema do bullying.



Com as colegas professoras Karina e Elizângela.



OS VOVÔS ANOS 80


Em agosto, resenhei/recomendei a série de documentários The 80’s: the decade that made us, que parte do pressuposto de que o que vivenciamos hoje é desdobramento de “revoluções” iniciadas no decênio favorito deste blogueiro.

Achei um documentário do History Channel no You Tube, que segue a mesma linha. Além de ser bem interessante, Maravilhas Modernas: tecnologia dos anos 80 está dublado em português.

Parte-se do pressuposto de que a crescente miniaturização e o barateamento do chip possibilitou a descarga de eletrônicos hoje aperfeiçoados, como o walkman que desaguou no ipod e o celular, apelidado de tijolo (pesava 1 quilo!), que hoje é leve e pequenino, mas equivale a um computador. 

Deleite pra aficionados em como funciona a tecnologia, porque o princípio de cada aparelho é explicado. Delícia pra quem quer conhecer ou relembrar os primeiros vídeo games, o Cubo Mágico e o Genius.

Ao mesmo tempo que a tecnologia nos tornou cada vez mais atomizados – refugiamo-nos em nossos fones de ouvido ou não saímos pra jogar em fliperamas – ela nos proporcionou comunicação com o mundo quase de qualquer lugar onde estejamos. Mas, a mediação desse contato via máquina não torna essa experiência de segunda mão?

Que tal assistir, refletir e de quebra aprender de onde veio a inspiração praquela carinha do Pacman?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

HOMOFOBIA CHILENA

Túmulo de jovem gay vira santuário no Chile
Foto de Daniel Zamudio está cercada de homenagens no cemitério

 
O túmulo de um jovem homossexual morto depois de ser atacado por quatro homens em 2012 se transformou em um santuário no Chile.
A gaveta temporária que abriga o corpo de Daniel Zamudio no Cemitério Geral de Santiago está coberto de frases como "Dani lindo, anjinho bonito, cuide de nós", ou "Daniel, onde estiver, rogue por nós. Respeito para você", "Cuide de nós e nos liberte, nos ajude a seguir em frente".
O jovem morreu em 2012 aos 24 anos, depois de ser atacado por quatro homens em um parque no centro da capital chilena. De acordo com o veredito dado em outubro, os agressores agiram com "crueldade extrema e total desprezo pela vida humana".
A comoção causada pelo crime levou à aprovação de uma lei contra a discriminação que leva o nome de Zamudio. No entanto, esta lei não tem aplicação retroativa.
Por isso, os agressores responsáveis pela morte de Zamudio não enfrentaram o agravante de discriminação pela condição sexual. Porém, foram todos condenados pelo crime. Um deles foi sentenciado à prisão perpétua e os outros três a penas que variam entre sete e 15 anos.
'Animita'
Entre outros golpes, os agressores acertaram Zamudio com os chutes, socos, cortes e queimaduras, desenharam suásticas no abdome da vítima com cacos de vidro e, com uma pedra de oito quilos, fraturaram a perna direita de Zamudio.
O jovem foi encontrado por um guarda na manhã do dia 3 de março de 2012. O guarda declarou que "nunca havia visto uma agressão tão brutal".
Ele permaneceu em coma em um hospital público durante quase um mês.
Nicho temporário de Daniel Zamudio (Foto: Paula Molina)
Movilih pretende construir memorial permanente para Zamudio
Quando a morte de Zamudio foi anunciada, uma multidão acendeu velas na porta do hospital e cerca de duas mil pessoas acompanharam o enterro.
Mais de um ano depois da morte, os funcionários do cemitério sabem onde fica seu túmulo e dão informações aos visitantes que querem deixar suas homenagens ao jovem. Entre os frequentadores estão estudantes, casais, homens e mulheres.
"Rezam, falam com ele, se benzem, pedem coisas", contam os funcionários, que já conhecem bem o fenômeno chamado no Chile de "animitas", a criação de lugares de peregrinação, geralmente ligados a mortes violentas ou injustas.
"Daniel Zamudio tem todos os elementos para se transformar em uma animita", afirma Claudia Lira, pesquisadora de cultura popular e tradicional da Universidade Católica de Santiago.
"É uma morte cruel, inesperada, onde há muito derramamento de sangue, há uma tragédia. As pessoas sentem que esta morte é injusta, porque ele era uma pessoa discriminada, morreu indefeso, na rua", acrescentou.
"Na cosmovisão chilena, mesmo que exista um processo judicial, ele se converte em um mártir, uma concepção que vem do catolicismo e que se junta com a idiossincrasia chilena; a pessoa pode estar mais próxima de Deus porque o sofrimento a transformou e, portanto, se pode pedir coisas a esta pessoa", afirmou.
Cartas
Parte dos bilhetes deixados no túmulo de Daniel Zamudio são guardados pelo Movimento de Integração e Liberação Homossexual do Chile, o Movilh.
Cruz e homenagens a Zamudio (Foto: Paula Molina)
Uma cruz marca o local onde Zamudio foi atacado no parque
"Vamos quase todas as semanas ver Daniel e recolhemos muitas cartas que as pessoas escrevem por razões diferentes. Meninos, meninas que pedem ajuda, ou mensagens de carinho", contou presidente do Movilh, Rolando Jiménez.
"A última vez que contei tínhamos entre 150, 200 (cartas)", disse o ativista, que espera incorporar os textos de alguma forma ao túmulo e memorial à diversidade que o movimento está construindo no Cemitério Geral de Santiago e para onde pretende levar de forma definitiva os restos de Zamudio.
"Não temos vínculos com nenhuma religião ou crença. Somos ateus, entre outros motivos, pelo papel da Igreja Católica na difusão e promoção da homofobia no nível cultural", afirmou.
"Mas se as pessoas sentem uma proximidade com Daniel a partir desta lógica, respeitamos. E no túmulo memorial haverá espaço para que as pessoas continuem deixando suas cartas e as coisas que que hoje levam, presentes, brinquedos, corações."
O Movilh também planeja instalar algum memorial no parque onde Zamudio foi atacado.
Atualmente apenas uma cruz e flores marcam o local do ataque.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131028_tumulo_gay_chile_fn.shtml?print=1

TELINHA QUENTE 96

Roberto Rillo Bíscaro

Em 2011, resenhei temporada da encerrada série Dexter, (leia aqui) John Lithgow levou a David Carradine, que, mesmo ausentes das demais temporadas me fizeram ver as 8 vindas do serial killer mais amado (!) da TV.
Deve ter sido pura lei da inércia, porque o show não figurará em minha lista de preferências, prometo. Algumas temporadas foram até meio tediosas durante boa parte, mas aguentei firme.
Engoli o reacionarismo da justiça com as próprias mãos e os muitos absurdos de Dexter. O psicopata ia pra cena dalgum crime, comia, resolvia problemas de amigo/parente, brincava com o filho, eliminava perigos de descoberta de sua identidade, matava algum facínora pra relaxar, desmembrava o corpo, jogava os pedaços ensacados em alto-mar e voltava a tempo de grelhar bifes pra irmã. A Miami dos roteiristas deve ser do tamanho duma aldeia e eles deram adicional significado à expressão “matar tempo”.
Sem contar que a cidade da Flórida é um celeiro de psicopatas, né? Cheia de idosos aposentados, sabemos que o Estado Ensolarado é, mas essa fartura de serial killers força. Todos os caminhos psicopatas levam a Miami?
Nunca uma série deve ter durado tanto – 8 temporadas – com personagens secundárias tão chatas e/ou sem graça. Batista, Quinn & Cia bastariam pra justificar a psicopatia de Dexter Morgan.
Exceto
a) o escatológico laboratorista Vince Masuka e sua risada esquisita; pena que aparecia pouco e na última temporada até ele ficou enfadonho e quase certinho.
b) Debra Morgan, a irmã boca imunda de Dexter, que necessitaria de terapia diária por sucessivas encarnações pra começar a superar tudo o que se ferrou entre 2006-13. Jennifer Carpenter segurava muito do show com essa personagem que me ensinou inúmeros modos de praguejar e usar a “f bomb” Mas, na temporada-saideira até ela perde a graça.
Com tantos senões e apenas 2 pontos positivos (ainda assim, relativizados muitas vezes), de duas uma; ou sou meio masoquista ou o ator Michael C Hall merece coroas de louros por segurar a série com seu carisma. Vi Dexter por causa do Dexter. Conhecia Hall de Six Feet Under (leia minha resenha aqui) e só tenho que admirar um ator que consegue 2 êxitos seguidos e faz a gente gostar e quase torcer prum psicopata!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ESCREVENDO PRA TELONA

Dez dicas para escrever um roteiro de sucesso de Hollywood
'O Legado Bourne', filme escrito e dirigido por Tony Gilroy. Foto: AP
Tony Gilroy dirigiu e escreveu o filme 'O Legado Bourne', de 2012

Tony Gilroy é um dos roteiristas mais cotados de Hollywood, por causa de sucessos como Armageddon (1998) e O Advogado do Diabo (1997). Ele ganhou o Oscar de melhor roteiro original com Conduta de Risco, em 2007.
A BBC perguntou a ele qual é a chave para escrever e ser bem-sucedido no centro da indústria cinematográfica americana. Estes são seus dez conselhos:

1. Consuma cinema

Não acho que se aprenda muito com cursos ou livros. Quem vai ao cinema desde pequeno encheu a vida de narrativas. É algo que está na área mais profunda do ser.
Ir ao cinema, ter algo a dizer, ter imaginação e ter a ambição de fazê-lo é realmente tudo o que se precisa. O resto se aprende.

2. Invente histórias, mas que sejam reais

Escrever roteiros é um trabalho de imaginação. Nós, os roteiristas, inventamos histórias. Tudo o que tenho na vida é resultado de ter inventado muita coisa.
Mas há algo que se deve compreender bem e que faz a diferença: o comportamento humano.
A qualidade da história está diretamente relacionada com a compreensão do comportamento humano. É preciso se transformar em um jornalista para o filme que está tentando criar em sua mente. É preciso investigar, fazer reportagens... cada cena tem que ser real.

3. Comece com uma ideia modesta

As grandes ideias não funcionam. Comece com uma ideia pequena que possa ser expandida.
Com a saga dos filmes Bourne, eu nunca li os livros (uma trilogia de Robert Ludlum), preferi começar do zero.


Tony Gilroy. Foto: Bafta
Gilroy diz que roteiristas precisam 'viver a vida' para que possam ter algo a dizer
A premissa simples do personagem Jason Bourne é: "eu não sei quem sou, nem de onde venho, mas talvez eu possa me definir através do que sei fazer".
Construímos todo um universo a partir desta pequena ideia. Isso começa modestamente e vai sendo construindo passo a passo. É assim que se escreve um filme para Hollywood.

4. Aprenda a conviver com a sua invenção

Meu pai era roteirista, mas não existe um "gene criativo e boêmio" na nossa família.
Aprendi a observar o quão duro ele precisava trabalhar, e compreendi o tempo que rege a vida de um escritor. É preciso escrever nos momentos de inspiração.
Se você vive com outras pessoas, elas aprendem a não se assustar ou se queixar destes ritmos criativos.

5. Escreva para a TV

É cada vez mais difícil fazer filmes bons. Mas nas produções de televisão, é possível encontrar a ambiguidade e os tons cinza de realidade. É aqui que as histórias podem se tornar interessantes.
Muitos roteiristas estão bastante entusiasmados com a televisão no momento, e é um negócio controlado por escritores. Quando os roteiristas estão no comando, sempre há coisas boas na televisão.
Eles são mais racionais, trabalham mais duro e são mais benévolos também.
Quando os escritores comandam o entretenimento, o negócio funciona. Talvez agora vejamos a TV se convertendo em uma utopia guiada pelos roteiristas.

6. Aprenda a escrever em qualquer lugar, a qualquer momento






"Na minha carreira, já ocupei as duas posições do 'Kama Sutra de Hollywood': tanto por cima como por baixo."



Tony Gilroy, roteirista e diretor
Eu tenho um escritório na minha casa, mas já escrevi em milhares de quartos de hotel. É preciso escrever em toda a parte.
Se estou feliz com o que escrevo, não quero parar. Agora que sou mais velho e mais sábio, não me prendo ao fato de meus escritos estarem fluindo ou não. Telefono para casa, digo que não vou chegar para o jantar e sigo trabalhando.
Mais do que nada no mundo, eu desejo continuar tendo vontade de ir ao escritório, sem medo de trabalhar.

7. Consiga um emprego

Eu passei seis anos trabalhando em um bar enquanto tentava entender como escrever roteiros.
Se você quer escrever, se é jovem e ninguém o conhece, busque um trabalho que pague a maior quantia de dinheiro possível com a menor quantidade de horas possível, para que você tenha uma boa parte do dia para escrever.
Trate de viver em alguns lugares onde possa ter acesso a boas conexões culturais, onde possa ver muitos filmes e conhecer muitas pessoas. E trate de achar um lugar onde possa simplesmente escrever, escrever, escrever.

8. Viva a vida

Se você não tem nada para dizer e não viu nada mais do que um punhado de filmes, sobre o que você vai escrever? Só se pode contar aquilo que se conhece.
Busque se interessar por uma grande quantidade de coisas, temas e pessoas, e mantenha-se interessado. Meu conhecimento é muito amplo, ainda que incrivelmente superficial, porque não sinto falta de mais.
Costuma ser muito mais interessante uma história escrita por um jornalista, por um policial ou por um banqueiro do que algo vindo de alguém que estudou cinema por 20 anos.
Há exceções, é claro. Mas quase sempre é o caso de "se você não tem nada para dizer, para que está aqui"?

9. Não se mude para Los Angeles



Letreiro de Hollywood | Foto: AFP
Los Angeles não é um bom ambiente para jovens roteiristas, diz Gilroy
Eu não acho que exista um motivo de peso para se morar em Los Angeles (centro da indústria cinematográfica americana).
Eu acredito que L.A. é um lugar muito ruim para alimentar a mente. Em Los Angeles, as pessoas passam grande parte do tempo dentro de carros e rodeadas de outras pessoas deprimentes.
Não acredito que Hollywood seja uma boa vizinhança para um escritor jovem, isso não vai lhe ajudar a sentir qualquer tipo de emoção.

10. Resista e siga em frente

Na minha carreira, já ocupei as duas posições do "Kama Sutra de Hollywood": tanto por cima como por baixo.
É importante aprender a lidar com as quedas e rejeições. Acho que um dos motivos pelo qual os roteiristas são tímidos é que estamos todos sempre suspeitando dos nossos processos, já que ele fracassa com frequência.
Não é nada diferente do que acontece com romancistas, compositores ou pintores. Quando o mundo externo te rejeita, a pessoa decide superar isso ou deixar-se vencer.
Mas acredito que os dias mais difíceis são aqueles em que nada acontece. Todos os que já tentaram escrever alguma vez sabem bem do que estou falando.
O bom é que não há nada que não se cure com um bom dia de trabalho.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131021_dicas_roteiro_sucesso_hollywood_mm.shtml?print=1




ROMANCE DO ALBINO INCOERENTE

Ontem pela manhã, fui entrevistado pelo Leandro, proprietário e locutor da Romance FM, da cidade de Alto Alegre (SP).
Conversamos sobre albinismo, o trabalho do blog e suas conquistas, a política de cotas, inclusão, preconceito e mais. 
Pra ouvir a rádio online, acesse:
Obrigado à equipe pela oportunidade!
Com Leandro, proprietário da Romance FM



CAIXA DE MÚSICA 107


Nos anos 80, Lulu Santos cantava sobre o sonho de ir à Califórnia, viver a vida sobre as ondas e ser artista de cinema. O estado mais rico da federação norte-americana fascina desde a corrida do ouro, em meados do século XIX. Depois, ofuscou o mundo com as lantejoulas e diamantes de Hollywood.
Em termos musicais, porém, quem comandava gostos era Londres e Nova York, pelo menos até a segunda metade dos anos 1960. Parcialmente inspirados pelos Beatles, um grupo de artistas mudaria esse cenário e transformaria LA no centro mundial da canção. Essa é a história contada pelo documentário inglês Hotel California: LA from The Byrds to the Eagles (2007).
Ignorando os Beach Boys, o programa afirma que a partir do rock com pegada folk dos Byrds, a cidade passaria a ser viveiro de grandes artistas que primeiro tinham um tom mais politizado, mas com os desastres de 1969 – assassinato de Bob Kennedy, Sharon Tate e Martin Luther King – assumiram postura mais individualista e confessional, como Carole King, Joni Mitchell e James Taylor, mas sempre mantendo a acusticidade e a proximidade com as raízes folk, country e bluegrasss da cultura norte-americana.

Hotel California: LA from The Byrds to the Eagles adota o tom típico de relatos do gênero: conta a história em termos de gênese heroica e idealista, passando pela fase da aceitação e apogeu, desembocando na decadência e ruína. Esse último estágio é representado pelo country rock desavergonhadamente comercial e calculado pra vender da banda Eagles, para a qual o disco de platina foi inventado, tamanhas as vendas de seus álbuns.  
Muito mais familiarizado com o rock progressivo britânico, assistir ao programa foi muito educativo pra mim, até porque a Inglaterra viveu sua era folk no mesmo período (lembram-se quando escrevi sobre a banda Gryphon, aqui?). Também serviu pra que eu contextualizasse melhor a revolta punk nos 2 lados do Atlântico. Onde já se viu o acústico, supostamente politizado e rural Crosby, Stills, Nash and Young fazer turnê mundial com aviões e helicópteros particulares?
Sem querer, o documentário revele a cruel dicotomia racial que cindia a sociedade norte-americana. Não vemos sequer um artista negro na retomada da Americana. Por mais importante que tenha sido esse movimento, era um de classe-média caucasiana.
Hotel California: LA from The Byrds to the Eagles relembra artistas que já na minha adolescência passavam meio batido, então recomendo pra quem quiser se inteirar de obras tão importantes.
Sem legendas, viu?

domingo, 27 de outubro de 2013

MULHER INVISÍVEL

 A (in)visibilidade da mulher albina foi tema de debate no MP 
 
Filhas de negros, as mulheres albinas com suas peles rosadas sofrem preconceito muito superior ao sofrido pelas mulheres de pelé negra e clamam por políticas públicas que as tirem da invisibilidade e dê condições de cidadania a que têm direito,. Este fato é tema de estudo por parte da educadora social e formanda em Serviço Social, Maria José Felipe, apresentado hoje, dia 25, no Ministério Público estadual. Militante de movimento de mulheres e integrante de grupos como a ONG Nação Guerreira, Maria José partiu de um caso que lhe chegou em mãos e iniciou um projeto que hoje está aprofundando e se constituirá no trabalho final do curso, a despeito da dificuldade que vem encontrando por falta de levantamento sobre esse segmento social que não consta nem mesmo do IBGE como constatou.
Maria José debateu o tema durante o Diálogo dos Saberes, projeto que mensalmente acontece sob a coordenação do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher (Gedem), tendo à frente a promotora de Justiça Márcia Teixeira. A ideia de aproximar a academia da sociedade civil abordando temas com troca de informações que têm possibilitado um maior entendimento na área do enfrentamento à violência do gênero é aplaudida pela palestrante, que pretende publicar sua pesquisa sob o título A (in) visibilidade da mulher albina. Presente ao debate sua supervisora do TCC, colegas e a incentivadora Mônica Kalile, superintendente da Superintendência de Política para Mulheres (SPM) do município de Salvador, onde Maria José estagiou e obteve respaldo necessário às pesquisas.
Vítimas de tortura e assassinato em alguns países africanos, as pessoas com albinismo muitas vezes sofrem discriminação em seu próprio seio familiar, notadamente quando são diferentes dos irmãos negros, havendo casos de pais serem violentos com as mães quando constatam que o recém-nascido tem a pelé branca. Tendo atuado muitos anos na área da saúde, Márcia Teixeira lembra de alguns embates em defesa das pessoas com deficiência, inclusive no tocante à distribuição gratuita por parte do poder público, de protetores solares. Considerado cosmético, o protetor na verdade pode salvar vidas no entender de Maria José, pois o albinismo é caracterizado pela ausência da melanina, responsável pela cor da pessoa. Assim, ela defende um olhar mais atento para esse segmento que é muito suscetível a adquirir câncer.
Da mesma forma, entende que além de cuidados dermatológicos eficientes, os albinos exigem maior acompanhamento oftalmológico por causa da dificuldade em enxergar, o que o fazem com óculos adaptados que têm custo alto. Oriundos basicamente de camadas mais pobres, explica Maria José, os albinos também têm dificuldades para estudar. Na sala de aula precisam estar próximos das lousas, pois enxergam com dificuldade. Maria José quer discutir esses problemas na Câmara Municipal. Ela acha importante que a luta das mulheres albinas seja incorporada à luta das mulheres em geral, querendo aproveitar para incorporar o tema nas discussões referentes aos negros.
Apenas a Bahia e o Mato Grosso contam com associações ligadas aos albinos e, na da Bahia, a Apalba conta com 420 associados. Para Maria José, há a necessidade de levantamentos que venham ampliar o conhecimento sobre doenças comuns aos albinos e sobre hábitos necessários para prevenir sequelas. De posse de informações mais detalhadas, ela crê na realização de campanhas de esclarecimentos inclusive sobre o albinismo, que ainda é considerada uma doença contagiosa por muitas pessoas, sendo comum também a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
http://mp-ba.jusbrasil.com.br/noticias/112010672/a-invisibilidade-da-mulher-albina-foi-tema-de-debate-no-mp
 


SUPERAÇÃO E PRECONCEITO

Há gente que nem imagina a existência de quilombos no idealizadamente branquelo Rio Grande do Sul, né?
Este vídeo contempla depoimentos de jovens quilombolas gaúchos, com suas experiências de preconceito e superação:
Roteiro e Direção de Yuri Ebenriter.
Apoio: Instituto Vladimir Herzog

sábado, 26 de outubro de 2013

COBRA ALBINA NA PANICAT!

A panicat Carol Dias posou para em uma praia do Rio de Janeiro. segurando uma cobra albina




ALBINO GOURMET 115


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

VERDADEIRO OU FALSO?

Erros e acertos em grandes filmes de ficção científica
Peter Ray Allison
Gravidade
Cena de Gravidade; em muitos filmes, autores se valem de licença poética para deixar histórias mais palatáveis

 
O filme Gravidade, que estreou recentemente no Brasil, está reacendendo o debate sobre quão realista deve ser a ficção científica.
E cientistas ouvidos pela BBC apontam erros e acertos de grandes produções do cinema do gênero.
Comecemos pelo cabelo de Sandra Bullock em Gravidade. Contracenando com George Clooney, ela interpreta uma cientista que fica presa no espaço após o ônibus espacial em que os dois viajavam ter sido destruído.
Muitos críticos vêm elogiando a produção por sua precisão e verossimilhança científica, mas o renomado astrofísico Neil de Grasse Tyson, diretor do Hayden Planetarium do American Museum of Natural History, em Nova York, disse que o filme tem várias "falhas" científicas.
Em gravidade zero, o cabelo de Bullock flutuaria livremente - o que não ocorre no filme.
Também há problemas na forma como o espaço é representado.
Em uma série de comentários publicados no Twitter, Tyson - que também declarou ter gostado muito do filme - destacou vários erros.
Por exemplo, ele observou que o telescópio Hubble (que orbita 560 km acima do nível do mar), a Estação Espacial Internacional (400 km acima do nível do mar) e a estação espacial chinesa jamais poderiam ser vistas juntas.
Além disso, a maioria dos satélites orbita do oeste para o leste. No filme, porém, destroços de satélites são vistos flutuando do leste para o oeste.
'Armageddon'
Na literatura de ficção cientítica, especialmente no subgênero conhecido como "hard science fiction", o respeito ao espírito científico tem sido uma preocupação constante. Mas no cinema, diretores tendem a valorizar o impacto visual em detrimento do realismo.
Gravidade, com Sandra Bullock
No filme Gravidade, os cabelos de Sandra Bullock não obedecem às leis da física
O filme Armageddon, de Michael Bay, é famoso por seus inúmeros absurdos científicos. Por exemplo, a separação dos propulsores de foguete e tanques de combustível do ônibus espacial acontece em grande proximidade física, o que seria extremamente arriscado na realidade, por causa dos perigos de colisões e explosões.
Em outra cena, objetos caem sobre um asteroide, atraídos por uma força gravitacional aparentemente tão forte como a da Terra.
Segundo relatos, a agência espacial americana, Nasa, teria até usado o filme Armageddon em seu programa de treinamento como parte de um teste, pedindo a candidatos que identificassem todas as impossibilidades científicas presentes no filme.
Para dirigir o filme Sunshine: Missão Solar, o diretor britânico Danny Boyle contratou os serviços de consultoria do físico britânico Brian Cox. Ainda assim, não houve como evitar uma certa dose de "licença poética".
'Licença póetica'
O filme fala de uma "zona morta" de comunicações em torno do sol, algo que não poderia ser explicado com base em leis naturais.
Outro filme, Planeta Vermelho, reúne várias incompatibilidades científicas, como a compatibilidade de um equipamento atual com a teconologia russa de há 30 anos atrás.
Mas os principais exemplos de "licença poética" ocorrem em filmes que exploram histórias no espaço.
"O exemplo mais comum de 'ciência ruim', intencionalmente colocado como ficção científica, é o uso do som", diz Ed Trollope, engenheiro aereoespacial da empresa Telespazio VEGA Deutschland.
"Por causa do vácuo, não há som no espaço. Ou seja, todas aquelas explosões e ronco de motores não deveriam estar lá", afirma.
Há uma razão simples atrás da decisão de mostrar o barulho da explosão - é importante para quem está assistindo. Mas outras coisas são duras de engolir por parte dos cientistas.
"Há muitas boas razões para manter os motores ligados no espaço, só que manter a velocidade não é uma delas. Se você desligar o motor, não vai parar", diz Trollope.
Futurologia
Mas nem tudo são erros. No filme Contact, a comunicação feita com os aliens está dentro da linha trabalhada por cientistas que trabalham com o assunto, como os do Seti (Search for Extra Terrestrial Intelligence). Não é de estranhar que o roteiro tenha sido escrito por um ex-astrônomo, Carl Sagan. A transmissão de mensagens usando códigos matemáticos parece razoável.
A questão é que da ficção científica não se espera apenas um retrato absolutamente preciso, mas que antecipe descobertas tecnológicas. E muitas produções são exitosas sob esse aspecto.
O consultor Richard Blott cita um episódio de Star Trek - Jornada nas Estrelas, em 1968, que mostrava uma nave espacial movida por um propulsor de íons.
"Hoje a maioria dos novos satélites tem motores movidos a íons", diz Blott.
"No fim", conclui Asher, "a ficção científica não é para fazer previsões certeiras sobre o futuro. Sua função é entreter e estimular a imaginação. Não há nenhuma dúvida de que muito da nossa imaginação é estimulada pelos cientistas. Até certo ponto, a ficção acaba impulsionando e direcionando a ciência".
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131015_science_fiction_erros_mv.shtml?print=1




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

MOBILIDADE

USP faz teste inédito com carro sem motorista pelas ruas de São Carlos
 

Veículo inteligente com tecnologia nacional circulou na manhã desta terça. Projeto usa dois computadores, oito câmeras, GPS e dois sensores a laser.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), realizaram uma experiência inédita nesta terça-feira (22). Pela primeira vez na América Latina, um carro sem motorista e que também não é movido a controle remoto saiu pelas ruas em uma demonstração pública. O projeto ‘Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma’ (Carina) surpreendeu os moradores.
“Bem moderno! A tecnologia está avançada, quando a gente pensa que já viu tudo, vem um carro dirigindo sozinho. Eu achei um máximo”, disse a vendedora Isabel de Castro Alves.
O veículo inteligente foi adaptado por professores e alunos do laboratório de robótica da USP, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC). No lugar do motorista há dois computadoreshttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png que trabalham em conjunto com oito câmeras, GPS e dois sensores a laser, que fazem uma leitura do trajeto para identificar obstáculos a uma distância de 100 metros. Quando outro veículo ou pedestre cruza o caminho, o sistema aciona o freio automaticamente.
“Ele detecta cada obstáculo que tiver em volta do veículo. Ele consegue dizer se tem uma pessoa ao lado do carro, ou se está à frente, ou se tem outro carro”, explicou o pesquisador Patrick Shinzato.
O Carina passeou pelas ruas da cidade, a 40 quilômetros por hora, escoltado por agentes de trânsito. A velocidade e o trajeto foram definidos em um computadorhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png. Na primeira volta fora do laboratório o veículo obedeceu aos comandos e fez todas as manobras.
Avaliado em mais de R$ 300 mil, o carro, que tem inteligência artificial e usa tecnologia 100% nacional, ainda está em fase de testes. Segundo o pesquisador Denis Wolf, o projeto pode trazer vários benefícios. “Sabemos que o maior motivo dos acidentes rodoviários é falha humana. A gente acredita que em pouco tempo o carro vai dirigir muito melhor que uma pessoa”, afirmou o pesquisador.
Em testes feitos dentro do campus da USP nos últimos dois meses, o Carina rodou mais de 150 quilômetros de forma totalmente autônoma. O carro robô, entretanto, ainda precisa de ajustes. “Ele tem que identificar pessoas que estão paradas na faixa de pedestres, parar e dar prioridade a elas. Ainda tem muito trabalho antes desse projeto ser encerrado”, declarou Wolf.
A expectativa dos pesquisadores é que o carro esteja pronto para ser usado pela população em até cinco anos, com objetivo de diminuir o número de acidentes em ruas e rodovias, além de colaborar com idosos e pessoas com deficiência física. O projeto ainda pretende contribuir com a automatização agrícola e do transporte de carga.
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