quinta-feira, 18 de março de 2010

ALBINISMO NO PROGRAMA DO JÔ - III

Eis o vídeo do Progama do Jô. O segundo vídeo tem a participação do Márcio de Souza, sobre albinismo.



ALBINISMO NO PROGRAMA DO JÔ - II

A leitora Ana Paula, da cidade de Araçatuba (SP) informou que o Programa do Jô que teve albinismo como um de seus temas, foi exibido ontem. Quem tem TV por assinatura, portanto, poderá sintonizá-lo no domingo, pelo canal GNT.

Em comentário deixado na postagem anterior, Ana Paula relatou que o albino Márcio estava na plateia e de lá fez colocações e perguntas muito interessantes ao dermatologista entrevistado.

Excelente a inicaitiva da produção do programa. Falta agora, levar uma pessoa com albinismo para a poltrona do entrevistado, a fim de que possamos divulgar nossa causa e expor nossos problemas e POTENCIALIDADES.

Seguindo conselho do Miguel Naufel, enviei email ao programa sugerindo isso. Caso mais leitores tenham tempo e desejo, podem fazer o mesmo pelo site
http://programadojo.globo.com/Programadojo/0,6993,1812,00.html

Vamos botar a boca no trombone!

ALBINISMO NO PROGRAMA DO JÔ

Acabo de ler um email do albino Márcio de Souza, de Minas Gerais, me contando que gravou entrevista pro Programa do Jô, exibido pela Rede Globo.

Além dele, um dermatologista da ANVISA também foi entrevistado.

Márcio me enviou a mensagem ontem pela manhã, mas devido à sobrecarga de trabalho, apenas pude abrir meu correio eletrônico há alguns minutos. Ele me disse que a entrevista iria ao ar ontem ou hoje, e também no domingo pelo canal GNT.

Pedi a Márcio que me desse mais informações. Caso as obtenha, informarei vocês.

VÍDEO SOBRE SITUAÇÃO DOS ALBINOS AFRICANOS

Alguém elaborou um vídeo com imagens e texto em português sobre a situação periclitante em que vivem muitos albinos em determinadas partes do continente africano.

Ideal pra ser utilizado em salas de aula, pra tratar sobre preconceito, diversidade e temas correlatos.

A escassez de vídeos em nosso idioma sobre o assunto torna o material merecedor de divulgação.

A PAQUITA DO MAL

Cantora mexicana prefere que uma criança morra a ser adotada por um casal gay

Por Redação 16/3/2010 - 12:47


A cantora mexicana Paquita la del Barrio disse que é melhor que uma criança sem família "morra de fome na rua a ser adotada por um casal gay". Em entrevista ao programa "Al punto", do canal Univisión, ela declarou que "isso é muito ruim (adoção gay). Nenhum casal gay deve adotar uma criatura".

A cantora disse que a adoção por casais homossexuais é "desonesta", pois vai "confundir a cabeça da criança quando ela crescer. A quem ela vai chamar de papai? E de mamãe?", justificou Paquita.

Em outro programa do México ela voltou a polemizar a respeito da adoção gay. Questionada se ela realmente prefere a morte para uma criança ao invés de ser adotada por um casal do mesmo sexo, ela reafirmou a sua posição. "Sim, que ela morra, melhor morrer do que ter esssa vida".
(Encontrado em http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=10468&titulo=Cantora+mexicana+prefere+que+uma+crian%E7a+morra+a+ser+adotada+por+um+casal+gay)

(Depois desse baixo astral, só mesmo as Paquitas, né? Pelo menos, elas eram mais pra cima!)


quarta-feira, 17 de março de 2010

A LÍNGUA QUE LÊ

Um equipamento pioneiro, desenvolvido nos Estados Unidos, promete ajudar pessoas cegas a ler com a língua.
O aparelho consiste em uma câmera acoplada a óculos especiais, que manda sinais de luz para uma placa de eletrodos introduzida na boca. Esta placa dá pequenos choques formando uma "imagem" sobre a língua.
Segundo os cientistas da Universidade de Pittsburgh, o equipamento funciona melhor com pessoas que já tiveram a visão normal antes. Por isso, um dos primeiros voluntários é um ex-soldado britânico que ficou cego após um ataque no Iraque.
O novo aparelho poderá custar mais de US$ 15 mil.


Assista ao vídeo com a reportagem:

O DESABAFO DE MIGUEL

Ontem, publiquei matéria sobre a luta de Miguel Naufel contra o descaso. Hoje, a palavra é dele.

DO ORGULHO À MÁGOA
Meus avós vieram para o Brasil do Líbano, fugindo das guerras. Eram três irmãos; com o tempo, trouxeram os seus pais, meus bisavós.

Nas tardes de minha adolescência, eu não tinha namoradas. Além de ser albino, tinha cravos e espinhas, inclusive no rosto. Dois motivos pra todas as garotas fugirem de mim. Também não podia jogar futebol devido à baixa visão e por não poder me expor ao sol. Então, enquanto meus amigos jogavam futebol aos sábados à tarde, ia ate a casa de minha avó e ficava horas ouvindo histórias de meu avô paterno.Desta maneira, descobri muitas coisas a respeito da família, que muitos não sabem. Meu avô, Miguel Naufel, e seus irmãos eram mascates: vendedores ambulantes. Com o tempo, se estabeleceram em Mococa, onde possuíam um armazém de tecidos e alimentos.

O Brasil para eles era uma terra estranha, sofriam muitos preconceitos, não falavam a língua e não tinham nenhum conforto. Muitas vezes dormiam em redes ao ar livre ou sobre as sacarias, dentro das carroças em que transportavam suas mercadorias.

Eram muito unidos; todos da família trabalhavam no mesmo negocio, e, quando fixavam residência, moravam todos juntos: pais, filhos, irmãos, netos sobrinhos.

Hoje, tenho familiares advogados, engenheiros, médicos, professores etc. Tem gente na minha família que já foi vereador e prefeito de Mococa, cargo que exerceu por duas vezes. Inclusive, é o atual prefeito da cidade. Quando me lembro das histórias sobre as lutas de meus avós e vejo meus familiares hoje, sinto orgulho. Afinal, os netos de meus avós conquistaram este país.

Meu avô acordava às três horas da manhã para sair com suas mercadorias. E acordava os filhos que iriam com ele. Chamava uma vez só; todos levantavam na primeira chamada. Era bem clara a importância do chefe de família, a união entre os familiares, a luta pra conquistar o pão de cada dia... Meus avós venceram na vida e nos deixaram um grande ensinamento.

Será que estamos praticando estes ensinamentos?

* (Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?) *.
E, tendo vindo para casa, reuniu-se aí tão grande multidão de gente, que eles nem sequer podiam fazer sua refeição. – Sabendo disso, vieram seus parentes para se apoderarem dele, pois diziam que perdera o espírito.
Entretanto, tendo vindo sua mãe e seus irmãos e conservando-se do lado de fora, mandaram chamá-lo.
- Ora, o povo se assentara em torno dele e lhe disseram: tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te chamam.
-Ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
- E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados ao seu derredor, disse Eis aqui minha mãe e meus irmãos; - pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (S Marcos ,cap.III, vv, 20, 21, e 31 a 35. – S Mateus, cap. XII, vv 46 a 50).

Os advogados, engenheiros, médicos, professores,
políticos (enfim, todos nós somos da mesma família!)...
Será que estamos fazendo a vontade de Deus?
Miguel_naufel@hotmail.com

(Será?)

terça-feira, 16 de março de 2010

A LUTA DE MIGUEL NAUFEL

Os leitores mais assíduos hão de estar familiarizados com as histórias saborosas fornecidas pelo Miguel Naufel, uma pessoa albina residente em Mococa (SP)

O tom de leveza e bom humor de suas histórias não deixa transparecer a séria dificuldade em que vive há mutos anos: uma luta interminável contra a burrocracia, que impede sua aposentadoria.

Miguel tem botado a boca no trombone e ontem saiu uma matéria sobre o seu caso, que encontrei no site da Rede Saci. Seria interessante que essa história fosse republicada em outros blogs e sites, por favor.


Faça chuva ou faça sol
Rede SACI15/03/2010
Miguel José Naufel é albino e tem visão subnormal. Há 10 anos luta no INSS por sua aposentadoria. Agora, ele também move uma ação contra a administração de sua cidade, onde seu próprio primo é prefeito, exigindo que ela forneça seus protetores solares
Isabela Morais


Trabalhar e um dia se aposentar parece ser uma coisa óbvia. Mas não é bem assim. Se você é um aposentado ou tem algum na família já deve conhecer as exigências para que a aposentadoria seja concedida e os inúmeros problemas burocráticos que o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) tem e que vão exigir do candidato a aposentado a apresentação uma extensa papelada e muito fôlego para enfrentar filas de horas para resolver os pepinos que sempre aparecem pelo caminho. Achou cansativo? Agora imagine tudo isso somado a desaforos de um médico e seu pedido de aposentadoria sendo empurrado por 10 anos.
Essa é a situação de Miguel José Naufel, de 51 anos, morador de Mococa no estado de São Paulo. Miguel tem albinismo, um defeito genético que faz com que o organismo não produza melanina, a substância responsável por dar cor à pele. Devido à sensibilidade dos olhos, que também não possuem melanina, geralmente os albinos costumam sofrer com algum problema na visão. Miguel tem visão subnormal. Quando era jovem, Miguel não se importava muito em cuidar da pele. Bastava um pouco de protetor solar, um chapéu e óculos escuros e pronto, lá ia Miguel pelas ruas da cidade. Como ele próprio diz, "não me importava em caminhar pelas ruas de Mococa durante o dia, sendo que aqui é muito quente". Agora com 51 anos, ele tem muitas feridas no corpo, pois as roupas normais não conseguem proteger a pele de um albino contra os raios solares. Um dos grandes perigos é o câncer de pele, doença que ele já possui na perna esquerda.

Mesmo com a deficiência visual, Miguel trabalhou muitos anos como autônomo. Prestou serviços a clubes noturnos como sonoplasta, onde usava equipamentos de som adaptados. Mas a juventude passou, e agora ele não tem mais disposição, nem saúde suficiente, para andar por aí.
Por 12 anos, Miguel contribuiu com o INSS, mesmo como autônomo, já que sua deficiência tornou muito difícil sua inclusão no mercado. Há 10 anos ele move uma ação civil contra o INSS para conseguir sua aposentadoria por deficiência. Ele relata que, em sua primeira perícia médica, o médico declarou verbalmente que, como seu primo era prefeito de Mococa, poderia empregá-lo na prefeitura. Então o médico negou o pedido de auxílio doença. Isso há 10 anos. Na segunda vez que Miguel realizou uma perícia, o médico aceitou o pedido, mas o conselho da regional do INSS de Campinas reprovou. Há dois anos ele entrou com outro pedido e chegou a enviar um exame de oftamologia e mapeamento da retina que constata sua deficiência. Miguel ainda está aguardando o pronunciamento do INSS.
Tanto tempo de espera tem um motivo. O INSS tem uma espécie de tabela de deficiência. Funciona assim: se seu grau de deficiência atingir um determinado patamar, determinado por eles, você é considerado deficiente. Se você não atingir esse grau, o INSS diz que você não é deficiente. A deficiência visual de Miguel está 2 graus abaixo do que essa tabela determina. Paralelamente a isso, ele move uma ação contra a prefeitura de Mococa para que ela forneça protetor solar, que é fundamental para proteção da pele de Miguel, não importando se o céu irá estar aberto ou nublado. Ele ainda lembra: "Meu primo é prefeito de Mococa, é médico e tem conhecimento de minhas dificuldades".

(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=28234)
(Miguel tá na luta, boa sorte pra ele!)

segunda-feira, 15 de março de 2010

A MARCHA FÚNEBRE PROSSEGUE

Morte e mutilação de albinos na Tanzânia continuam
domingo, 14 de março de 2010

No mês passado, Fatuma Khalfani, um bebê albino de 1 ano, deu entrada em um hospital na Tanzânia com ferimentos graves na perna esquerda. Segundo a mãe, Rukia Khalfani, ela estava fora de casa com a criança nas costas quando um homem começou a atacá-lo na altura dos joelhos com uma faca. Rukia correu para dentro de casa, mas o homem continuava a persegui-los. E só parou quando o pai da criança, Mohamed Houssein, chegou ao encontro deles.

O incidente ocorrido com Fatuma, relatado pelo jornalista tanzaniano Richard Mbuthia do site "On the Spot", faz parte de uma sucessão de crimes contra albinos na região dos Grandes Lagos na África, mais precisamente na Tanzânia. Neste país, acredita-se que partes do corpo de uma pessoa com deficiência de melanina têm poderes mágicos. Língua, cabelos, genitais e até o sangue são utilizados por feiticeiros para trazer prosperidade e sorte.

A crença tem levado a um aumento do tráfico de órgãos. De acordo com a Cruz Vermelha, 56 mortes foram registradas nos últimos três anos. No entanto, a população local afirma que só na Tanzânia foram mais de 60 assassinatos.

"Quem mata, muitas vezes, nem acredita nisso", constata Paul Ash, representante da ONG canadense Under the Same Sun (Sob o Mesmo Sol) que luta contra esse tipo de crime. "Eles só querem o dinheiro porque é um negócio rentável. Uma pessoa albina desmembrada chega a valer US$ 75 mil".

A média mundial de incidência de albinismo é de um para cada 20 mil habitantes. Na Tanzânia, entretanto, esse número cresce para um a cada 4 mil pessoas. Por conta da onda de assassinatos, segundo a Cruz Vermelha, 10 mil albinos moram escondidos para proteger suas vidas."

A vida deles têm sido difícil, eles não têm para onde correr", conta Vicky Ntetema, jornalista tanzaniana da BBC que foi ameaçada de morte ao filmar com uma câmera escondida o tráfico.

JUSTIÇA

De acordo com dados publicados pela Reuters em dezembro, sete foram condenados à forca na Tanzânia por terem matado albinos e cerca de 100 esperam julgamento.

O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, está pressionando a polícia para identificar as residências dos albinos e oferecer proteção. Esse cuidado aumentou com a pressão internacional gerada depois que os casos vieram à tona."

O processo na Tanzânia é lento e, apesar das condenações, mais de 50 famílias esperam por justiça", lembra Paul Ash, irmão do albino Peter Ash, ativista da causa.

Segundo Ash, o maior problema é que a justiça se concentra nas pessoas que praticam os crimes e não naquelas que procuram os órgãos para a prática da feitiçaria. "Há pessoas ricas por trás disso. Quem na Tanzânia teria US$ 75 mil para comprar um albino morto?", questiona.

Vicky Ntetema acredita que esse é o maior impasse para o fim dos crimes. "A lei existe, mas não atinge as pessoas certas. São os homens de negócios e os políticos quem financiam esses assassinatos". A jornalista teme ainda que com a proximidade das eleições parlamentares na Tanzânia, no fim deste ano, a procura por órgãos de albinos aumente.

DESMISTIFICAÇÃO

Ao levar o tema para a mídia, a ONG Under the Same Sun busca desmistificar o albinismo. "Nossa principal intenção é mostrar às pessoas que partes do corpo de albinos não trazem boa sorte. Isso é uma superstição e somente a educação é capaz de acabar com ela", explica Ash.

Já Vicky não é tão confiante. A jornalista lamenta, mas acredita que os autores por trás desses crimes não consideram albinos como pessoas."

São crimes que infelizmente demorarão a cessar", prevê. "É uma crença muito forte, e mudanças de mentalidade não são nada fáceis".

(Encontrado em http://www.castrodigital.com.br/2010/03/morte-mutilacao-albinos-tanzania.html)

domingo, 14 de março de 2010

BRONZEADORES FAZEM MAL À SAÚDE

Bronzeadores fazem mal à saúde, diz dermatologista
Eles potencializam o efeito dos raios nocivos do sol; alternativa aconselhada pelos médicos é o autobronzeador

Nadia Heisler, do R7

Tomar sol faz mal. E usar bronzeador faz mais mal ainda. Os médicos estão de acordo: o autobronzeador é a maneira mais segura - e saudável - de conquistar uma cor dourada e bonita. Segundo a dermatologista Carla Bortoloto, todos os bronzeadores comuns (sem ser autobronzeadores) que existem no mercado tem como função acelerar o processo de bronzeamento apenas com a ajuda da penetração dos raios solares na pele. E, como você já sabe, os raios UVA e UVB são altamente cancerígenos. Eis o motivo pelo qual os médicos totalmente contra-indicam o bronzeador.
Também é proibido pelos dermatologistas o uso do bronzeador após o protetor solar. - O protetor solar deve ser usado acima de qualquer creme utilizado, para causar sua principal função, a de proteger a pele. Se o bronzeador for usado após o fotoprotetor, este perderá sua função e a pele ficara exposta aos raios solares.
Recentemente foram lançados no mercado alguns cremes que combinam o efeito protetor com o bronzeador, tudo em um só produto. De acordo com Carla, todo o protetor solar que promete acelerar o bronzeado ao mesmo tempo é perigoso, pois sua a ação é igual ao de um bronzeador comum, age para causar um aceleramento no bronzeado durante a exposição solar. - O melhor é não usar nenhum tipo de bronzeador.
O fator de proteção solar adequado e estipulado pelos médicos é o 30. - Mas o mais importante não é tanto o fator de proteção, mas sim, o uso contínuo dele a cada duas horas. Além disso, deve-se evitar se expor ao sol no período entre às 10h e às 15h, que é quando existe maior radiação do raio ultravioleta B, que é o mais prejudicial à saúde da pele.
(Encontrado em http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/todos-os-bronzeadores-sao-prejudiciais-a-saude-afirma-dermatologista-20091106.html)

(Lembrei da Garota Dourada, do Rádio Táxi. Será que ela era dourado porque era bronzeada? Tomara que não tenha desenvolvido manchas na pele nesses quase 30 anos!)

sábado, 13 de março de 2010

DOCUMENTÁRIO ALBINO

In My Genes é um documentário dirigido por Lupita Nyong-o, que apresenta a vida de diversas pessoas com albinismo vivendo no Quênia. Exibido no internacionalmente aclamado African Film Festival, em abril de 2009, na cidade de Nova York, In My Genes ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Five College Film Festival, em Northampton, 2008; e no Africala Film Festival, na Cidade do México, 2008.
A diretora comenta:
Embarquei nesse documentário como forma de educar a mim e aos outros a respeito do albinismo e também para salientar o estigma, a discriminação e a perseguição que as pessoas com albinismo enfrentam devido a sua diferença. É alarmante que essa condição especial – existente em todas as etnias e em quase todas as espécies – seja ao mesmo tempo hiper-visível e socialmente invisível (em minha pesquisa, não achei nenhuma história tradicional que tenha personagens albinas, por exemplo).
Meu objetivo ao fazer esse filme foi, portanto, contar a história detrás do silêncio. Escolhi focar as experiências pessoais e íntimas de pessoas albinas que superaram os obstáculos sociais a fim de contribuírem para a pletora de histórias culturais positivas, das quais elas têm sido excluídas há tanto tempo.
As 8 pessoas que escolhi representam albinos de diferentes contextos econômicos e sócio-culturais, os quais, a despeito de experiências e opiniões muito distintas, unem-se pelo aspecto da auto-afirmação. Eu quis capturar o espírito de indivíduos que perseveraram em face de grande hostilidade e perigo.
(Entrevista encontrada em http://www.cameroonechoes.com/cameroonechoes/2010/02/in-my-genes-remarkable-documentary-by-star-of-shuga-series-lupita-nyongo.html )

Infelizmente, não consegui localizar a íntegra do documentário, mas há um trailer no You Tube.


sexta-feira, 12 de março de 2010

LOS NIÑOS DIFERENTES

"Niños diferentes: Negros albinos"
Martes, 09 de Marzo de 2010 09:35


En nuestro entorno europeo cuando hablamos de “niños diferentes” la mente se nos va a los niños que portan el “síndrome de Down”. Es difícil que alguno caiga en la cuenta de otros rasgos diferenciales. Pero hoy tenemos un asunto verdaderamente increíble: Niños de etnia o raza “negra” y que presentan color blanco. Vamos a ver su tragedia: peor que la de ser negro en medio de los blancos.
Albinismo, del latín “albus”, que significa blanco, es una condición genética hereditaria, caracterizada por la ausencia de melanina en la piel, ojos y cabello por lo tanto puede afectar a todas las razas sin distinción. La tremenda ignorancia, las increíbles supersticiones y los prejuicios sociales, han convertido a los albinos de África en gente marginada presas de quienes creen que determinadas partes de su cuerpo traen buena suerte. Nada más nacer, ya son rechazados. Generalmente por sus padres, que los abandonan, a ellos y a sus madres, a las que se culpa de la condición.
Estos niños tienen dificultades en la escuela para ver la pizarra. Profesores y compañeros los discriminan e insultan. Encontrar trabajo es difícil, se les margina. Sufren problemas ópticos y el sol africano, inclemente, les provoca ulceraciones y quemaduras. Muchos mueren jóvenes, de cáncer en la piel. No es fácil ser albino en la gran mayoría de los países africanos, en muchos de los cuales, especialmente en las zonas rurales, se explica su falta de pigmentación por una maldición cernida sobre la familia. Hay más albinos en África que en cualquier otra parte del mundo. De hecho, los primeros colonizadores portugueses los designaron como una raza aparte. Si en Europa la ratio de albinismo es de uno por cada 17.000 personas, en África asciende a uno entre 2.000 o 5.000 habitantes, dependiendo del país. Uno de cada 70 habitantes es portador del gen. Si su pareja también es portadora, sus descendientes tendrán muchas posibilidades de ser albinos.
Son "piezas codiciadas" por los brujos. Las piernas, brazos, piel, lengua y el cabello de los albinos valen miles de dólares. Los curanderos los utilizan para "curar enfermedades" y para prometer fortuna. Una de las creencias africanas más arraigadas asegura que si se bebe la sangre de un albino se ganará mucho dinero. El perverso ritual incluye quemar las chozas de las víctimas. Los asesinos reciben como recompensa una o dos vacas, que les entregan los líderes comunales por su “buen trabajo”. Por eso organizaciones internacionales han abierto campamentos especiales, donde los negros albinos pueden vivir bajo defensa.
Los que consiguen sobrevivir en este ambiente tan hostil, son obligados a trabajar en las duras condiciones del sol africano, llegando irremediablemente a enfermar de cáncer de piel. Se calcula que el promedio anual es de unos cien asesinatos, y hasta ahora las autoridades creen que desde los años ochenta han perecido más de tres mil por estos crímenes, cometidos con lanzas y machetes. Un tabú que está llevando al continente africano a ser culpable de un incomprensible racismo por falta de melanina en la piel, una discriminación que ante tal condición es injusta y poco racional.
El Gobierno de Tanzania ha ilegalizado la curandería, para evitar que continúe la cacería de albinos. Pero la pregunta es ¿y qué pasa en el resto de África? Algunas ONGS están trabajando muy duro para llamar la atención sobre estas redes criminales.
Por Ceferino García, columnista de Piquio
En nuestro entorno europeo cuando hablamos de “niños diferentes” la mente se nos va a los niños que portan el “síndrome de Down”. Es difícil que alguno caiga en la cuenta de otros rasgos diferenciales. Pero hoy tenemos un asunto verdaderamente increíble: Niños de etnia o raza “negra” y que presentan color blanco. Vamos a ver su tragedia: peor que la de ser negro en medio de los blancos.
Albinismo, del latín “albus”, que significa blanco, es una condición genética hereditaria, caracterizada por la ausencia de melanina en la piel, ojos y cabello por lo tanto puede afectar a todas las razas sin distinción. La tremenda ignorancia, las increíbles supersticiones y los prejuicios sociales, han convertido a los albinos de África en gente marginada presas de quienes creen que determinadas partes de su cuerpo traen buena suerte. Nada más nacer, ya son rechazados. Generalmente por sus padres, que los abandonan, a ellos y a sus madres, a las que se culpa de la condición.
Estos niños tienen dificultades en la escuela para ver la pizarra. Profesores y compañeros los discriminan e insultan. Encontrar trabajo es difícil, se les margina. Sufren problemas ópticos y el sol africano, inclemente, les provoca ulceraciones y quemaduras. Muchos mueren jóvenes, de cáncer en la piel. No es fácil ser albino en la gran mayoría de los países africanos, en muchos de los cuales, especialmente en las zonas rurales, se explica su falta de pigmentación por una maldición cernida sobre la familia. Hay más albinos en África que en cualquier otra parte del mundo. De hecho, los primeros colonizadores portugueses los designaron como una raza aparte. Si en Europa la ratio de albinismo es de uno por cada 17.000 personas, en África asciende a uno entre 2.000 o 5.000 habitantes, dependiendo del país. Uno de cada 70 habitantes es portador del gen. Si su pareja también es portadora, sus descendientes tendrán muchas posibilidades de ser albinos.
Son "piezas codiciadas" por los brujos. Las piernas, brazos, piel, lengua y el cabello de los albinos valen miles de dólares. Los curanderos los utilizan para "curar enfermedades" y para prometer fortuna. Una de las creencias africanas más arraigadas asegura que si se bebe la sangre de un albino se ganará mucho dinero. El perverso ritual incluye quemar las chozas de las víctimas. Los asesinos reciben como recompensa una o dos vacas, que les entregan los líderes comunales por su “buen trabajo”. Por eso organizaciones internacionales han abierto campamentos especiales, donde los negros albinos pueden vivir bajo defensa.
Los que consiguen sobrevivir en este ambiente tan hostil, son obligados a trabajar en las duras condiciones del sol africano, llegando irremediablemente a enfermar de cáncer de piel. Se calcula que el promedio anual es de unos cien asesinatos, y hasta ahora las autoridades creen que desde los años ochenta han perecido más de tres mil por estos crímenes, cometidos con lanzas y machetes. Un tabú que está llevando al continente africano a ser culpable de un incomprensible racismo por falta de melanina en la piel, una discriminación que ante tal condición es injusta y poco racional.
El Gobierno de Tanzania ha ilegalizado la curandería, para evitar que continúe la cacería de albinos. Pero la pregunta es ¿y qué pasa en el resto de África? Algunas ONGS están trabajando muy duro para llamar la atención sobre estas redes criminales.
Por Ceferino García, columnista de Piquio

(Encontrado em http://www.territoriochocoano.com/personajes-de-la-historia-negra/561-qninos-diferentes-negros-albinosq.html)

(Falar em niños me lembrou que o Ritchie gravou uma versão em espanhol pro hit Menina Veneno, dos anos 80. Vocês sabiam?)


CINEMA E INCLUSÃO

O Audiovisual e a Inclusão Social
Blog da Audiodescrição10/03/2010
Diretores e produtores de cinema não se dão conta de que pessoas portadoras de deficiências sejam elas auditivas ou visuais, também desejam "assistir" às produções audiovisuais brasileiras
Alex Moletta


O cinema sempre foi conhecido como a arte da imagem e do som, mas esse conceito vem mudando gradativamente com uma nova consciência coletiva de inclusão social. Os realizadores e exibidores, nunca tiveram a preocupação de dar acesso, em suas obras audiovisuais, para portadores de necessidades especiais.
A portaria Nº 310, de 27 de Junho de 2006, do ministério das comunicações aprovou uma norma complementar, considerando o disposto no art. 53 do Decreto nº 5296, de 2 de dezembro de 2004, na Constituição Federal, que especifica "Recursos de Acessibilidade" para pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão. Uma proposta de grande relevância social que se preocupa, evidentemente, com a inclusão de parte da população, porém, que não vem sendo adotada nem por emissoras de TV, nem por produtoras de cinema (com raríssimas exceções).
Diretores e produtores de cinema não se dão conta de que pessoas portadoras de deficiências sejam elas auditivas ou visuais, também desejam "assistir" às produções audiovisuais brasileiras, portanto é necessário que essas produções sejam disponibilizadas para o mercado, ou nos circuitos de exibição, com opções para legendas em português, audio descrição e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
Esse tipo de trabalho, além de democratizar a obra a mais pessoas, gera emprego para novos profissionais no mercado. Um filme ou vídeo com legendas em português ou o recurso da LIBRAS (um pequeno vídeo, no canto da tela, onde aparece uma pessoa interpretando o conteúdo por meio dos sinais) atende aos portadores de deficiência auditiva, em torno de 5,7 milhões de brasileiros. Já o recurso da audio descrição (onde há um locutor narrando as imagens e ações do filme ou vídeo, nos intervalos entre os diálogos) atende aos portadores de deficiência visual, estes são aproximadamente 16,5 milhões de pessoas no Brasil (fonte IBGE). É um público considerável, que também quer adquirir DVD's e "assistir" filmes e documentários.
Os novos produtores audiovisuais precisam estar atentos a este aspecto quando realizarem suas obras, pois muito se fala sobre diversidade e inclusão e há diversas obras audiovisuais que tratam desse tema, mas não proporcionam acessibilidade a portadores de necessidades especiais. Isso é um contra senso que precisa ser corrigido para que o cinema brasileiro, sobretudo a produção audiovisual independente, não continue promovendo a exclusão de mais de 22 milhões de brasileiros, no que se refere ao acesso a suas obras audiovisuais.
Para saber mais acesse:
www.unisc.br/universidade/estrutura_administrativa/nucleos/naac/docs/portarias_res/por_310_06.pdf www.legendar.com.br

( Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=28164)

(Uma das coisas mais maravilhosas jamais gravadas!)