terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

TELINHA QUENTE 395


Roberto Rillo Bíscaro

Na Austrália dos anos 1950, a chegada de Sarah Adams mudará para sempre a poderosa família Bligh.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 402


Roberto Rillo Bíscaro

O veterano Marc Almond reaparece com linda coleção de canções cheias de temas "góticos".

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

PAPIRO VIRTUAL 156


Roberto Rilo Bíscaro 

Nile Rodgers compôs e produziu canções e discos que transformaram a música pop e estão entre os maiores sucessos de todos os tempos. Le Freak narra a incrível história de como um dos grandes gênios do pop transformou sua vida dramática - de garoto negro, magricelo e asmático nascido no gueto - na brilhante e alegre playlist de várias gerações.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

TELONA QUENTE 321

Roberto Rillo Bíscaro

Quando O Planeta Proibido completou 50 anos, em 2006, a edição comemorativa em DVD foi tão laudatória que trouxe de brinde o documentário Watch the Skies!: Science Fiction, the 1950’s and Us, onde Steven Spielberg, George Lucas, Ridley Scott e James Cameron contam como a produção sci fi cinquentista informa seus trabalhos. Sem exagero, Forbidden Planet talvez seja o ápice da ficção-científica filmada na década e merece ser visto mesmo hoje.
Produzido com orçamento de quase 2 milhões de dólares, pela MGM, Forbidden Planet (FB) acumula série de “primeiros” e como se isso não fosse suficiente pra garantir-lhe os selos de “filme merecedor de preservação” e “dez mais entre os filmes de filme de ficção-científica de todos os tempos”, pelo American Film Institute, a película é inteligente e literalmente shakespeariana.
Trata-se do primeiro filme a sair de nosso manjado sistema-solar, mais especificamente dos já então batidos Marte, Lua e Vênus. Em FB, a missão viaja além da velocidade da luz num disco-voador ao planeta Altair IV, pra descobrir o que houve com expedição terráquea enviada há duas décadas. Isso no século XXIII e ao som de música eletrônica.
Uma das contradições mais engraçadas dos filmes de exploração espacial cinquentistas é a pretendida modernidade das tramas, vestuários e cenários em contraposição com a caretice da trilha-sonora, exatamente igual à executada nas rádios da época. FB contratou casal nova-iorquino que experimentava com sons eletrônicos e o resultado é vanguarda total, instigante até hoje. Anos antes da invenção do Moog, Louis & Bebe Barron inventaram trilha que influenciaria toda uma geração de músicos eletrônicos e progressivos.

Em Altair IV, os astronautas descobrem que restara apenas o Dr. Edward Morbius e sua bela e ingênua filha, Altaira. Um ser invisível matara toda a expedição. Para explicar isso, o roteiro inteligentemente amarra o Shakespeare d’A Tempestade à popificação das teorias freudianas, de id e subconsciente.
É tanta geração de influência, que hoje muitos perdem a referência pop que o robô do Perdidos no Espaço original é reciclado de Robby, the Robot, por si só um “primeiro”. Nunca um autômato fora tão autônomo.
Forbidden Planet tem efeitos especiais envolvendo animação, de primeira pra época e foi lançado em CinemaScope. Hoje isso não significa nada a não ser uma palavra, mas nos anos 50 a introdução dessa tecnologia alargou – e muito – as telas das casas de exibição.
Concessões tiveram que ser feitas, como personagem-alívio cômico (ela se ferra, hihihi: me irritam essas personagens) e aquelas capas que nada têm a ver pra chamar atenção. O negro robô carrega a mocinha alva. Isso era recorrente nos 50s e 60’s pra conferir mais noção de perigo ao filme. Não só não acontece isso, como essa constante repetição de criaturas escuras ameaçando mocinhas branquíssimas, é fetiche racista.
Mesmo que meio lento pra hoje e com um segundo ato comprometido pela boboquice de Altaira – mas eram os 50’s, mulheres eram tratadas assim mesmo – Forbidden Planet não pode ser olvidado por qualquer um que se diga sério fã de ficção-científica ou música eletrônica/progressiva. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

CONTANDO A VIDA 299

A VERDADE VOS FARÁ LIVRE: e então é carnaval, eh?! 


José Carlos Sebe Bom Meihy 

Nossa!... nem vi o tempo passar. Ainda ontem era Natal, depois veio o Ano Novo, dia de Reis e o calendário já pontifica os dias de carnaval. Meu Deus, o que aconteceu com os marcadores do tempo? Aceleraram demais, perderam o controle? Ou eu que desaprendi que uma coisa vem depois da outra, que as datas se sucedem obedecendo a rituais diferentes? É tanta coisa que começo a me confundir, a misturar tudo e não saber mais onde guardei a máscara de “antigos carnavais”. 

Lembro-me dos tempos em que pelas ondas do rádio as marchinhas irreverentes se sucediam e por concursos elegíamos a melhor do ano; e a briga para saber quem seria a rainha do carnaval movimentava opiniões. João Roberto Kelly se superava nas irreverências alongando a presença de tantos como Ary Barroso. Como o mundo ainda era redondo (ah, os terraplanistas!) nos giros do globo, a Globeleza sem roupa brilhava nas telas com vinhetas das escolas de samba. Sabia-se que a folia estava próxima e era contagiante. Como tudo mudou! Sabe, me vem a cabeça triste profecia de Carlos Lyra em parceria com Vinícius de Moraes: “acabou nosso carnaval/ ninguém ouve cantar canções/ ninguém passa mais brincando feliz/ e nos corações/ saudades e cinzas foi o que restou”. Pior mesmo, é a continuidade fatalista desta “Marcha da quarta-feira de cinzas”: “pelas ruas o que se vê/ é uma gente que nem se vê/ que nem se sorri/ se beija e se abraça/ e sai caminhando/ dançando e cantando cantigas de amor”. Triste, né?... 

Mas se fosse questionado sobre o que mais me abate na consideração sobre este nosso carnaval de 2020, não titubearia em responder que é a falência do humor. Independentemente das origens variadas da celebração momística (africana, indígena, europeia, ou todas juntas), o abraço do humor com a graça é o que mais me acabrunha. Carnaval é/era irreverência pura e a permissão de homem se vestir de mulher e vice-versa, de pobre virar rico (“rei, pirata ou jardineira” como queriam Vinícius e Jobim) dimensionava picardia engraçada. E então tínhamos “nega maluca”, “índio quer apito”, “touradas em Madri” “o rala, rala, rala, coitado do Abdala”, “Maria sapatão”, e éramos mais felizes na irreverência que não ofendia e fazia rir. No reino de permissão (não permissividade) o devaneio da liberdade vestia a fantasia do possível e todos brincavam (“brincar carnaval”, lindo não?!). O quê e como tudo mudou? Tenho um palpite: a falsa moralidade, aquela que não permite mais o “teu cabelo não nega” ou a “mulata bossa-nova”. É claro que professo todas as causas feministas, as orientações sexuais, o respeito a todos cultos, sem dúvida alguma, mas peço licença para manter o pressuposto da pândega carnavalesca, da sátira democrática, irreverente, provocativa. E é exatamente nesta bifurcação moral que atua o azedo dos detratores da alegria picante. A sátira é essencial no tempo do carnaval, é a alma da folia, é graça. Sem este entendimento fundamental, as velhas autorizações para humanizar deuses e orixás correm o risco da censura. Censura burra, hipócrita, ridícula e agressiva. E penso nas batinas irreverentes de padres; nos hábitos provocantes de freiras lascivas, nos turbantes de aiatolás e nas vestes de rabinos. E saúdo o humor do Bloco da Carmelitas e entoo feliz da vida “Alá, meu bom Alá” (Lamartine), e junto festejo os trajes de anjos e diabos, tudo numa brincadeira que pretende inverter o duro cotidiano tão cheio de regras de moralismo falso, patriotices tolas, zangas politiqueiras. 

Virando a chave da crítica, devo reverenciar o samba da Estação Primeira de Mangueira que, aliás, retoma o teor crítico inerente ao carnaval e sob o título “A verdade vos fará livre”, na composição de Luiz Carlos Máximo / Manu da Cuíca, legitima o ensinamento cristão. Evocando passagens bíblicas diz a letra elaborada: “Senhor, tenha piedade/ Olhai para a terra/ Veja quanta maldade” e progride “Mangueira/ Samba, teu samba é uma reza/ Pela força que ele tem” e desdobra “Mangueira vão te inventar mil pecados/ mas eu estou do seu lado/ e do lado do samba também”. Talvez o que fira a visão medíocre de críticos é a identificação com o Cristo popular de “rosto negro, sangue índio, corpo de mulher/ moleque pelintra no buraco quente”, isto para concluir um “Jesus da Gente” com perfil legítimo e biografia de excluído “nasci de peito aberto, de punho cerrado/ meu pai carpinteiro, desempregado/ minha mãe é Maria das Dores Brasil”. Sem subterfúgio, num desafio explícito o samba-oração continua “favela, pega a visão/ não tem futuro sem partilha/ Nem messias de arma na mão”. 

Aposto na Estação Primeira, na Mangueira querida. Satírica, mordaz, picante, explicando a carência da alegria pândega, ela permite retomar o princípio ditado por Vinícius e Carlinhos Lyra “E no entanto é preciso cantar/ Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade”... Alegrar a cidade e calar a boca de fieis à opressão, ao mau humor e à ignorância.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 401

Roberto Rillo Bíscaro

O músico sírio Omar Souleyman usa instrumentos tradicionais para fazer dabke delirantemente dançante.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A PERCEPÇÃO ALBINA DE ANDREZA AGUIDA

Albina, artista faz de sua autoimagem uma forma de ativismo

A artista e modelo Andreza Aguida apresenta, nesta quinta, 6, no Sesc Rio Preto, a performance '....percebendo...'



A performance é a plataforma da artista e modelo Andreza Aguida, de São Paulo, para incitar reflexões sobre a diversidade dos corpos humanos, buscando, sobretudo, romper com estereótipos e preconceitos que marginalizam pessoas que não se encaixam nos padrões físicos impostos por diferentes instâncias da sociedade. Mulher, albina e pessoa com baixa visão, ela transcende aquilo que muitos julgam ser uma limitação, fazendo de sua autoimagem uma forma potente de ativismo.

"Acho que estamos evoluindo [para uma sociedade que não julga os corpos]. No entanto, mesmo na moda, em que tive uma trajetória que me levou para a São Paulo Fashion Week, para a Casa de Criadores e para um desfile de Ronaldo Fraga [estilista mineiros que evidencia a diversidade dos corpos nas apresentações de suas coleções], a beleza ainda é algo almejado; não se aceita imperfeições. São questões que nos levam a crer que a palavra 'inclusão' não é totalmente compreendida", comenta Andreza, que apresenta, nesta quinta-feira, 6, no Sesc Rio Preto, a performance "...percebendo...", dentro da programação do projeto Corpos Dissidentes, que busca justamente criar um espaço de discussão sobre as várias formas de configuração dos corpos.

Obra que marcou o seu ingresso no universo performático, em 2013, após abandonar a carreira na área de Engenharia Elétrica - em que sentiu na pele mais o preconceito por ser mulher do que por ser albina -, "...percebendo..." é uma performance inspirada no fluxo das pessoas com deficiência visual por estruturas arquitetônicas de diferentes espaços, sejam eles abertos ou fechados. A artista busca por meio dessa criação questionar o que realmente dá acesso e o que limita quando o sentido da visão é privilegiado.

"...percebendo..." é fruto das inquietações de uma mulher com baixa visão que frequenta diversos espaços públicos, evidenciando a importância da construção de espaços acessíveis para a uma integração verdadeiramente inclusiva em sociedade, independentemente das diferenças existentes entre seus cidadãos.

Andreza é uma pessoa com "albinismo óculo-cutâneo tirosinase negativo" (tipo I), identificado pela sigla OCA1, uma condição genética que faz com que o organismo seja incapaz de produzir uma proteína chamada de melanina. Ela pode se manifestar na pele, cabelos e/ou retina. Sem a melanina, a pele fica branca (alva) - daí surge o nome dado a essa condição. Sendo assim, a falta de pigmentação na retina faz com que o olho fique extremamente sensível à claridade (fotofobia), ocasionando a baixa visão, também conhecida como visão subnormal (VSN). O indivíduo fica capaz de identificar as imagens globais, porém os detalhes à distância passam despercebidos pelos olhos e a percepção de profundidade também é perdida.

Desde quando deixou a profissão de engenheira elétrica, ingressando no curso de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP), Andreza mantém diálogo com diferentes linguagens artísticas - entre elas o audiovisual, a música, o canto (ao qual ela se dedica há cerca de 15 anos) e a dança. Também se tornou uma figura que dá voz para a comunidade albina brasileira - ela foi a criadora do grupo "Albinos do Brasil" no extinto Orkut, mídia social em que encontrou, em 2004, inúmeros grupos que destilavam seu desprezo a pessoas com esse tipo de condição genética.

Para ela, a inclusão é um ideal ainda a ser atingido, pois nem todas as pessoas têm a sensação de pertencer aos espaços. E é justamente esse ideal que ela busca com suas criações artísticas.

Outras atividades

A programação do projeto Corpos Dissidentes ainda prevê para esta quinta, 6, a realização do bate-papo "Belezas em Divergência", que, além de Andreza, terá a participação da fotógrafa e viodemaker Marcela Guimarães e da modelo e blogueira Rebeca Costa, uma das representantes do movimento brasileiro de pessoas com nanismo. 

Nesta roda de conversa, as convidadas vão refletir sobre a beleza e o padrão normalizado a partir de questões de acessibilidade e diversidade na arquitetura, moda e estética, além de circulação e veiculação de imagens de corpos dissidentes na publicidade.

A programação ainda é marcada pela intervenção "Uma Foto Para Todo Corpo", com Bruna Ferreira, fotógrafa de retratos femininos que exploram um olhar mais generoso e carinhoso sob o corpo da mulher. A partir da vivência da fotografia, ela propõe um trabalho com questões do corpo, celebra histórias e inicia um processo de autoconhecimento.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

TELONA QUENTE 320



Depois de cancelar a viagem de seus sonhos à Califórnia, uma adolescente ingênua tem de enfrentar a dura realidade da adolescência e a doença do tio a quem adora.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

CONTANDO A VIDA 298


50 TONS DE AMIZADE. 


José Carlos Sebe Bom Meihy 

Sempre me encantei com o sentido da amizade em nossas vidas. Pensando nisto, com curiosidade aguçada retomei o estudo da barcelonesa Natàlia Cantó, pesquisadora do comportamento, com ênfase em cuidados afeitos às emoções no mundo contemporâneo, em particular nas sociedades industriais. Instruída por investidas sobre relacionamentos, diz a socióloga que “depois dos 30 anos torna-se muito mais difícil fazer amigos”. O fundamento desta condição remete aos comprometimentos que assumimos com a maturidade: casamentos, filhos, trabalho. Sob esta perspectiva, o tempo disponível torna-se fator fundamental para a limitação do convívio e trocas que, segundo Cantó, “fica reservado ao cumprimento de deveres e tarefas da vida ordinária”. Atribuindo, portanto, às circunstâncias inerentes aos papeis sociais que temos que gerenciar, as soluções de doação de si ficam sujeitas a alguns fatores que antes da maturidade seriam mais soltos, menos dependentes de “necessidades práticas”. 

A relação do tempo com a amizade é pendência antiga, com raízes na antiguidade clássica. Aristóteles foi pioneiro ao vincular fases da vida com este sentimento por ele definido como “a forma mais satisfatória de convivência”. Garantindo substância instintiva, Aristóteles elevou a amizade a uma sofisticação que a qualifica “acima de qualquer outra manifestação”. Fundamentando o elogio ao convívio afável e civilizado, diz Aristóteles que “como animais sociais” que somos, torna-se inerente à condição humana desenvolver sentimentos de reciprocidade afetiva formulados por meio de pactos não necessariamente explícitos. No livro “Ética de Nicômaco” são delineadas três fases desse relacionamento incondicional. Na infância dá-se a busca natural de convívio que se realiza espontaneamente na vizinhança, escola, clubes. Numa segunda etapa, mais seletiva, na adolescência, o filtro é triado por escolhas afins, pela gostosura do convívio e, finalmente, na maturidade, pela consciência, respeito, conferência de mutualidades. 

De modo geral, as correntes filosóficas dedicam menções ao tema “amizade”, mas ninguém superou Voltaire ao dizer que “todas as grandezas do mundo não valem um bom amigo”. Por certo, há detratores e entre esses, nenhum é mais negativo que Freud ao conceber a amizade como “amor inibido”, portanto, “um sentimento menor”. Britânico, o filósofo Winnicott, porém, rebate implicando o conceito em “reconhecimento da alteridade” e, portanto, “potencializador das melhores virtudes humanas”. 

Tendo o plantel de definições e juizos filosóficos abalizados, joguei minha sonda pessoal no sentido analítico da amizade em minha própria experiência. Depois de garantir que sim, de reconhecer que posso me dizer alguém que tem amigos, declinei alguns temas desafiadores: mas amigos não se hierarquizam? Pensando a questão de outra forma formulei: todos os amigos ocupam o mesmo nível de consideração? Pronto, bastou isto para me sentir na selva de escolhas qualificativas. Logo me veio à mente a lindíssima canção composta por Renato Teixeira e Dominguinhos “amizade sincera” (amizade sincera é um santo remédio/ É um abrigo seguro/ É natural da amizade/ O abraço, o aperto de mão, o sorriso...). E foi exatamente este o ponto de partida para emprestar o mote desta reflexão: 50 tons de amizade. E então, no espelho de minha perplexidade me perguntei: existe amizade que não seja sincera? Bastou isto para desabrochar outra série de variações: há “mehor amigo”, “amigo virtual”, “primeiro amigo”, “amizade colorida”, enfim... 

Foi assim que ampliou o quilate do livro da inglesa Erika Leonard James “50 tons de cinza”. Mesmo sem ter lido o livro ou visto os filmes me permiti pensar na meia centena de possibilidades de enquadramento de amigos. Mas, me exigi certo rigor, não fui tão impulsivo e cheguei ao ponto de estabelecer critérios para julgamentos. Reconheci que a base de tudo é o afeto, admiti que amizade decorre de um ato voluntário e recíproco, e que é possível ter amigos acima de diferenças de gênero (tenho muitas amigas), de credo, raças e até de ideologia (aliás...). Elogiar a amizade, contudo, me pareceu saudável nesta altura da vida, pois inscrito no conceito de terceira idade, me permito repetir com Aristóteles que “sem amigos ninguém escolheria viver, mesmo que tivesse todos os outros bens”. Verdade, tenho ombros amigos quando preciso chorar. E olhe que tenho chorado muito. E mais consigo agora, ao mesmo tempo, ter amigos como na infância, adolescência e maturidade. Tudo ao mesmo tempo, ainda que em tons diferentes.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

TELINHA QUENTE 394


Roberto Rillo Bíscaro 


Considerado um dos primeiros romances de investigação policial, A Mulher de Branco ganhou movimentada adaptação na TV britânica.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 400

Roberto Rillo Bíscaro

O terceiro álbum apara as arestas mais cortantes da minimal wave com gosto de pós=punk, de Chris Stewart.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

PESTANAS ALBINAS

Esta Marca de Beleza Criou Pestanas Falsas Especialmente Para Mulheres Albinas
A Ivoree Beauty procura responder às necessidades de pessoas com esta rara condição de pele.

Rihanna pode ter aberto o caminho para uma maior representatividade na indústria da beleza, quando lançou a Fenty Beauty – e um espetro de tonalidades de base nunca antes visto -, mas não é a única a dar passos nesta direção. Jennifer Rhodes, a americana que se auto-intitula de primeira influencer albina, criou a Ivoree Beauty, uma marca que procura responder às necessidades de mulheres que sofrem da mesma condição de pele que esta.

Unindo a sua vontade de ajudar pessoas com esta rara condição e o amor por maquilhagem, Rhodes, também conhecida por J. Renée, desenvolveu uma linha de pestanas falsas, pensadas especialmente para mulheres com albinismo.

«Ao longo dos anos, muitos seguidores com albinismo, assim como modelos e atrizes, que têm de estar à frente da câmara, fizeram-me questões relativamente a extensões de pestanas loiras e brancas. Temos bastante dificuldade em encontrar produtos que correspondam à nossa cor natural. Por isso, passei o último ano a procurar uma forma de inverter isto e a torna-lo realidade através da minha nova marca, Ivoree Bauty», conta nas redes sociais. De momento, existem apenas em dois tons: umas loiras, as Blondee, e outras brancas, as Icee.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

PAPIRO VIRTUAL 155


Roberto Rillo Bíscaro

As duas primeiras aventuras do atormentado jornalista Henning Juul, que resolve crimes na capital da Noruega.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

CONTANDO A VIDA 297

NOSSO MEDO DE CADA DIA: fobias e silêncios.

José Carlos Sebe Bom Meihy

Fiquei muito curioso. Vi uma cena de divulgação de nova novela televisiva na qual uma personagem urbana, a contragosto reclusa numa fazenda, apavorada, corre de medo de uma galinha (alectrofobia). Que, coisa estranha, pensei. Será que isto existe mesmo? Foi quando então declinei alguns pânicos mais identificáveis na população em geral, como asco de: barata (catsaridafobia), cobra (ofidiofobia), aranha (aracnofobia), baleia (cetafobia). Alguns temores são ambíguos e polarizados na chave da cultura como o avesso da paixão por cachorros (cinodobia), e, imaginem, fiquei espantado ao saber que Hitler e Napoleão tinham aversão a gatos (ailurofobia). Exagerados, ampliando o leque, existem os que são “zoofóbicos”, pessoas que temem todos os animais.

Há casos mais graves como aqueles que se apavoram frente aos gordos (cacomorfobia), ou entram em desespero ao perceber roupas com botões ou abotoadas (koumpounophobia). Confesso que não sabia de medo de coisas pequenas (microfobia), e não desconfiava que objetos ou espaços grandes aturdiam (macrofobia). Estava envolvido no entendimento de tais pânicos, quando me permiti pensar numa ladainha pessoal. Parti do suposto que há profundidades insondáveis nessas manifestações. Talvez – de maneira clemente comigo mesmo – tivesse sido muito defensivo ao me vangloriar de não ter medo de altura (aerofobia) como tem 5% da população. Estranhei ter notícias que temor a trovão é mais comum do que supunha, pois acho a tal “tinotrofobia” espetacular. Pareceu-me esquisito a “monofobia”, ou medo de ficar, comer, se alimentar ou beber sozinho. Senti-me aberração ao notar que existe a “antropofobia” que também é conhecida como “demofobia”, ou seja, medo de multidões, ah! gosto muito de estar em estádios de futebol, na assistência de escolas de samba, de ver o público denso saindo de metrôs.

Nunca padeci da tal “cacorrafiofobia”, ou medo do sucesso, até pelo contrário sem exagero, gosto de ser reconhecido pelo meu trabalho. E tenho outros contrastes, pois sempre gostei de pássaros oposto a tantos que são “ornitofóbicos”, seres que nem podem pensar em asas, penas, bichos que voam. Talvez por ser do signo de peixes, também não me conformo com quantos temem água (aquafobia), e nem mesmo com “gefirobóbicos”, pessoas que têm temor a pontes. Quase tive um ataque quando soube que existem “triscaidecafobia”, ou seja, tipos que têm horror ao número 13, sinceramente, quase gargalhei ao lembrar que nos Estados Unidos os elevadores não tem o tal número azarado. É possível que muitas pessoas também custem a acreditar que existam pessoas que padecem de “hipopotomonstrosesquipedaliofobia”, ou seja, medo de palavras longas demais. Fiquei exultante ao saber que não sou “nictofóbico”, não tenho aversão a escuro e nem sou “agrorafóbico”, ou seja, quem tem aversão a espaços abertos. Aliás, o reverso disto é “claustofobia”, ou temor a espaços pequenos e apertados como elevadores e locais fechados. Acho, diga-se que “misofobia”, pavor de bactérias e germes – as tais pessoas que exageram muito na higiene pessoal. “Tripofobia”, ou seja, medo de buracos me afigura excêntrico, mas bastante comum e nem podem ouvir a palavra precipício. Na mesma linha devo salientar que tenho conhecidos que são “cancinofóbicos” e que acham que mais cedo ou mais tarde serão vítimas da doença. Reconheço com facilidade a cultura anti “tanafóbica”, avessa à vasta legião dos seres que têm medo da morte. Há graus menores destes receios, como os “tripanófobos” que temem agulhas e também os “hemófibos” que não podem ver sangue. Tudo sugere que ter medo de ser abandonado (autofobia) é mais frequente do que se pensa. Quase não acreditei quando me veio a notícia de “kinemortofobocos”, ou seja, medo de virar Zumbi. De todas as fobias, creio, a mais comentada hoje é “homofobia” e, combinemos, nada mais oportuno para exame de nossa cultura patriarcal e velha. 

Mas, nem pensem que a lista parou por aí. Os dicionários guardam mais de 300 palavras relacionadas a pânicos, ascos, nojos, medos crônicos. Imaginem que existe até um que explica todos, ou seja a “phobophobia”, o rei dos receios, aquele que guarda o conteúdo maior dos pânicos ou o medo de ter medos.

Mas é preciso ir além da curiosidade ou do pitoresco. Cabe pensar nas razões dos temores. É dito pelas linhas psicanalíticas que em muitos casos ter fobias é uma forma defensiva de se arriscar ou se expor aos perigos. Sem dúvidas há verdades nisto, mas o que se estranha é a pouca referência que damos a esses detalhes de nossa vida. Meditando sobre essas coisas, me surpreendi ao questionar pessoas bem próximas e ver que, além dos receios comuns – baratas, cobras, aranhas e escorpiões - não sou único a desconhecer detalhes que são importantes para seres tão próximos. Já que abri esta crônica falando de curiosidades, gastei um tempo considerável supondo as fobias de pessoas que amo. Fui além, me diverti imaginando o que parentes e amigos pensariam das minhas.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

TELINHA QUENTE 393

Roberto Rillo Bíscaro

Adaptação do clássico romance de E. M. Forster, sobre o difícil relacionamento entre classes sociais na Inglaterra eduardiana.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 399


Roberto Rillo Bíscaro

A dupla britânica se mantém relevante e criativa, mesmo após décadas de carreira.

AS ALBINAS DO CAZAQUISTÃO

Irmãs albinas com 12 anos de diferença fazem ensaio estonteante


Você conhece o Cazaquistão? Muita gente provavelmente sequer lembrava da existência desse país tradicionalíssimo que fica entre a Mongólia e o Mar Cáspio, mas hoje falaremos sobre uma modelo cazaque que tem quebrado padrões com sua beleza estonteante.

Asel Kalaganova tem 14 anos e é albina. Ela já começou sua carreira de modelo pelo Cazaquistão, mas conquistou as redes sociais com um ensaio com sua irmã Kamila Kalaganova, de apenas 2 anos. As irmãs, que nasceram com albinismo, fizeram uma série de fotos que exaltam a beleza do albinismo e que quebram padrões de beleza.

A diferença de 14 anos entre as irmãs foi explorada no ensaio

“Pessoas ficam muito surpresas ao saberem que nós somos albinas. Muita gente sequer faz ideia do que é albinismo”, afirmou Asel ao jornal britânico The Daily Mail.

O albinismo se caracteriza como uma desordem genética em que a pessoa não produz melanina, pigmento que dá cor à pele. Dessa maneira, a pele e os pelos do albino não possuem pigmentação, sendo extremamente claros.

Asel combina os traços cazaques com o albinismo

“Quando eu dei a luz ao meu mais velho, a genética não era um dos nossos maiores conhecimentos. Agora entendemos melhor. [Quando ela nasceu] os médicos ficaram chocados, e eu comecei a acreditar que ela fosse russa. Depois, comecei a ler sobre o assunto e descobri que minhas filhas são albinas”, afirmou a mãe de Asel e Kamila em entrevista ao site Bored Panda.

A prevalência do albinismo varia entre 1 para cada 3 mil e 1 para 20 mil pessoas. A raridade da condição, no entanto, não é um limite para a sua beleza, que vem cada vez mais ganhando as passarelas e sendo aceita como uma alternativa ao padrão.

Confira as fotos do ensaio de Asel e Kamila:












sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

PAPIRO VIRTUAL 154


Futilidade ou O Naufrágio do Titan conta como o maior navio do mundo naufragou, em sua primeira viagem, após bater em um iceberg, exatamente, como viria a acontecer com o malfadado Titanic.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

TELONA QUENTE 319

Grace acaba de se casar com um herdeiro milionário. Antes de realmente integrar a família, ela é obrigada a participar de uma tradição: um jogo. Aos poucos, Grace percebe que a brincadeira é uma caçada sangrenta contra a recém-casada, em que vale tudo para assassiná-la.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

SABRINA, A MENINA ALBINA

Em 29 de janeiro, a partir das 18horas, no Desafinado Café, rua Martín Afonso, 857, bairro Mercês, Curitiba, a escritora Celina Bezerra estará autografando os livros infanto-juvenis " Sabrina, a menina albina", e "Bruna".

"Sabrinha, a menina albina", é uma obra sensível dedicado às pessoas com albinismo. É um livro de inclusão e respeito à diversidade.
Nesta oportunidade, o bate papo com a autora permitirá que os leitores recebam mais informações sobre a construção desse livro e os objetivos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

TELINHA QUENTE 392

Acompanhe nesta dramatização as reviravoltas do julgamento de O.J. Simpson por homicídio e conheça os bastidores da defesa e da promotoria.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 398

Roberto Rillo Bíscaro

Em seu primeiro álbum-solo, o baiano apresenta melodias lindas e um universo sônico próprio.

PETS ALBINOS

Animais albinos: saiba como cuidar de pets com a variação genética

Talvez por não serem vistos com tanta frequência, os animais albinos geram grande fascínio em muita gente. Há relatos e reportagens de tigres, leões, cangurus e até répteis albinos encontrados na natureza.

Mas o albinismo em animais domésticos também pode acontecer, principalmente em gatos e cachorros! Será que eles precisam de cuidados especiais? É isso que você vai descobrir a seguir!

Nesse caso, para não precisar recorrer a um teste genético, a dica para identificar animais com albinismo é observar a tonalidade da pele, dos olhos, do focinho e até dos coxins (almofadinhas das patas).

Isso porque a falta de melanina não afeta somente os pelos, como já comentamos. Ela também faz com que outras partes do corpo tenham menos pigmentação.

Logo, se seu cachorro ou gato é branco, mas tem focinho e coxins mais escuros, além de olhos escuros, o mais provável é que ele não seja albino. Outra dica é observar se existem manchas mais escuras na pele ou na pelagem dele, já que animais albinos são inteiramente brancos.

3 cuidados especiais com animais albinos

Embora o efeito mais lembrado seja estético, a melanina também tem função protetora no organismo. Por isso mesmo, gatos e cães albinos precisam de alguns cuidados especiais:

1. Tenha muito cuidado com o sol

Justamente pela falta de melanina, que ajuda a proteger o organismo dos raios ultravioleta, gatos e cachorros albinos estão mais sujeitos a desenvolver queimaduras e câncer de pele.

Sendo assim, o ideal é aplicar filtro solar neles todos os dias, mesmo quando estiverem em casa. Além disso, nunca passeie com o pet nos horários de muito sol (entre 10h e 16h).

2. Atenção também à claridade!

Também em razão da falta de melanina, os olhos dos animais albinos são muito sensíveis. Essa é outra razão para mantê-los abrigados nos horários mais ensolarados. No entanto, é preciso, ainda, ficar atento à claridade do ambiente, que deve ter menor taxa de iluminação.

3. Leve seu pet albino para check-ups regulares

Você já deve ter notado que os animais albinos são muito sensíveis e precisam de cuidados especiais, não é mesmo? Por isso, não deixe de levá-lo ao médico-veterinário para um check-up ao menos uma vez a cada seis meses.


Em especial, além de observar a pele e os olhos do pet, o especialista poderá acompanhar também como vai a audição do seu amigo, pois a mesma melanina que dá cor a estruturas externas atua na cóclea, para viabilizar que ele ouça direitinho.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

TELONA QUENTE 318


Na época anterior ao streaming, as videolocadoras foram fundamentais para o início da experiência de assistir filme em casa. O documentário narra a história das videolocadoras de São Paulo, desde o seu surgimento até a superação dessa plataforma. Donos, funcionários, clientes, cinéfilos e críticos falam sobre a experiência de locar um filme.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

TELINHA QUENTE 391

Um policial vai a Londres atrás de seu irmão mafioso, quando uma guerra da yakuza ameaça tomar conta de Tóquio.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

CAIXA DE MÚSICA 397


Roberto Rillo Bíscaro

Relembrando o trabalho mais pop e comercialmente bem-sucedido do artista inglês.

domingo, 12 de janeiro de 2020

XUXINHO

Xuxa posta foto com menino albino em Angola, e Junno comenta: "Xuxinho"
Xuxa Meneghel postou hoje, no Instagram, uma fofíssima imagem em que aparece brincando carinhosamente com um menino albino em Angola, país em que realiza uma missão solidária.
"Milagre é um albino da aldeia, sonhe com eles, ajude a manter esse lindo projeto", escreveu a apresentadora como legenda, divulgando o trabalho do instituto Aldeia Nassi, que ajuda crianças no país. 
Xuxa recebeu muitos comentários elogiosos e, entre eles, um se destacou. O namorado da apresentadora, Junno Andrade, escreveu: "Quase um Xuxinho, hein, Milagrosa! Te amo". 
A atriz Bruna Marquezine, que também realizou trabalho voluntário no local, por sua vez, postou: "Que saudade dele!".
Xuxa apoia a ONG Baluarte, que nasceu há dois anos com o objetivo de dar assistência a crianças carentes em Angola. Atualmente, a Baluarte atende cerca de 300 crianças do bairro Capolo, na cidade de Poro Amboim.
No ano passado, Sasha, filha de Xuxa, e os jogadores palmeirenses William Bigode e Raphael Veiga estiveram na sede da entidade para fazer trabalho voluntário.

QUÁDRUPLA ADOÇÃO ALBINA

Casal adota 4 crianças albinas: “elas preenchem nossos corações”

A família adotou cinco filhos, sendo quatro crianças com albinismo

Elizabeth Grabowski já tinham duas crianças quando o sonho de um terceiro filho apareceu. Como casal vivia uma fase bem confortável na vida com bons empregos, casa, carro e os dois filhos; a terceira gestação acabou ficando para trás.

Com o tempo, a ideia da adoção tomou forma e eles deram entrada no processo. O sonho era uma menininha chinesa. Foi então que uma longa espera começou. Os estimados seis meses se transformaram em cinco longos anos.

“Aos poucos o termo necessidades especiais começou a parecer menos assustador”, afirmou Grabowski ao site Love What Matters. Logo depois de mudarem a ficha de cadastro, chegou um e-mail com uma recém-nascida para a adoção. Ao abrirem o anexo, eles viram a pequena Lily. Uma garotinha de cabelos brancos como a neve. “Nossa pequena filha tinha uma condição médica muito visível, albinismo, e nos apaixonamos por ela naquele momento”, afirma.

Um mês depois a família cresceu novamente. O plano era outra menininha de olhos claros e cabelos platinados, mas eles foram surpreendidos com Mae, uma chinesinha com lindos olhos e cabelos castanhos. A pequena nasceu com uma deficiência no braço direito, que limitava sua função.

Enquanto estavam na China, o casal não parava de pensar em um menino albino. Ao retornarem, entraram em contato com a agência de adoção e uma hora depois o telefone tocou. Natanael, um menino de três anos com albinismo, estava pronto para entrar na família.

Com cinco filhos, o casal sentiu um novo desejo de adoção. “O albinismo foi um diagnóstico com o qual nos sentimos muito à vontade, então queríamos uma menina entre cinco e sete anos”, conta Grabowski. Apesar da agência dizer que não seria tão fácil, três dias depois Kaelyn foi adotada.

Ao contrário dos outros irmãos, a menina de 5 anos tinha uma história envolvendo muitas formas de abandono, que resultaram em atrasos no desenvolvimento mental e físico. “Quando a conhecemos na China, ela ainda tinha muito a aprender. Sua melhora nos anos seguintes foi milagrosa! Sabemos que nunca será independente, mas ela é muito amada e feliz”, reconhece a mamãe que também adotou a pequena Emily, meses depois.

Agora sim, o casal sentia que a família estava completa! Rodeados por sete filhos, os desafios não são poucos. A doença dos quatro também acarreta deficiências visuais em graus variados. Mas com auxílio de óculos, lupas e bastões todos são capazes de brincar e aprender como qualquer criança. “A vida com quatro filhos com albinismo tem sido uma grande aventura. Elas preenchem nossos corações”, garante Grabowski.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

PAPIRO VIRTUAL 153

Roberto Rillo Bíscaro
Personagens presas em armadilhas de diferentes tipos, logo após o colapso econômico da Islândia.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

TELONA QUENTE 317


Roberto Rillo Bíscaro

Um grupo de amigos decide visitar uma penitenciária abandonada e assombrada, mas isso pode não ser uma boa ideia...