sábado, 11 de fevereiro de 2012

ALBINO GOURMET 62

Amo qualquer coisa que leve maracujá, por isso, pesquisei receitas com a fruta.

O FALO DE MIA

Desde quando mostrar o dedo médio é um insulto?

A cantora M.I.A. no intervalo do Superbowl. | Foto: Getty
Desde o século 1 d.C., o dedo médio era conhecido como 'o dedo indecente'
A rede de televisão americana NBC pediu desculpas depois que a cantora M.I.A. mostrou o dedo médio durante um show no intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano. Mas o que significa esse gesto e por que ele é tão polêmico?
Um dos episódios mais conhecidos é o de um intelectual que, ao tentar expressar seu desprezo por um político falastrão, recorreu ao famoso gesto. Ao exibir seu dedo médio, ele ainda acrescentou: "Este é o grande demagogo".
O fato não aconteceu em um programa de televisão ou em algum debate em Nova York ou Londres, mas sim no século 4 a.C., em Atenas, quando o filósofo Diógenes deixou claro o que pensava sobre o orador Demóstenes.
O dedo médio exibido enquanto os demais são segurados pelo polegar foi documentado por um historiador grego como um gesto de insulto e menosprezo já há dois milênios.

Gesto fálico

Filósofos da Antiguidade grega, poetas do latim, soldados, atletas, estrelas pop, crianças, policiais e executivos de televisão - todos conhecem muito bem a força desse insulto.
"É um dos gestos de insulto mais conhecidos", diz o antropólogo Desmond Morris.
"O dedo médio é o pênis, e os dedos recolhidos ao lado são os testículos. Ao se fazer o movimento, você está oferecendo um gesto fálico a alguém. É como dizer: 'este é o falo' que você está oferecendo aos outros, que é uma exibição bastante primitiva."
Durante a transmissão do Super Bowl no domingo, o programa de televisão mais visto dos Estados Unidos, a cantora britânica M.I.A. mostrou o dedo médio enquanto cantava a música "Give Me All Your Luvin'" com Madonna.
A rede de televisão NBC e a liga de futebol americano (NFL) pediram desculpas pelo ato.
"O gesto obsceno no show foi completamente fora de propósito", disse o porta-voz da NFL, Brian McCarthy.
Os romanos já tinham até uma expressão para descrever o ato: digitus impudicus, que dignifica o dedo indecente.
Na obra "Epigrammata", do poeta latino Marcial, no século 1º d.C., um dos personagens que é conhecido por sempre ter tido boa saúde mostra o dedo médio – "o dedo indecente" – aos seus três médicos.
Macaco-de-cheiro. | Foto: AP
Mostrar o dedo médio evoca insultos observados entre animais
O historiador romano Tácito escreveu que tribos germânicas mostravam o dedo médio para soldados romanos, segundo o professor Thomas Conley, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. O professor é autor de um livro sobre a retórica dos insultos.
Em 491 d.C., o dramaturgo Aristófanes faz uma brincadeira em sua peça "As Nuvens". Um dos personagens mostra primeiro o dedo médio e depois aponta para os seus genitais.
Mas há sinais de que isso pode acontecer até na natureza. Na América do Sul, os macacos-de-cheiro machos são conhecidos por mostrarem seus pênis ereto como forma de insulto, diz Desmond Morris.
O gesto do dedo médio provavelmente chegou aos Estados Unidos graças a imigrantes italianos. Uma foto de 1886 mostra um jogador de beisebol do Boston Beaneaters fazendo o insulto em um retrato com o time rival, o New York Giants.

Folclore

Os franceses têm a sua própria saudação fálica, de acordo com o antropólogo.
O brás d'honneur (ou "braço da honra") é conhecido no Brasil como banana. O gesto consiste em apoiar a mão na dobra do outro braço, mantendo erguido - e de punho fechado - o antebraço que ficou livre.
O gesto típico dos britânicos é o dedo indicador e médio exibidos em formato de "V", com a palma da mão voltada para o próprio corpo.
Apesar de historiadores e acadêmicos ainda debaterem até hoje a origem do gesto, o mito popular é que ele foi feito pela primeira vez na batalha de Agincourt, de 1415. Hoje, no entanto, essa versão é vista como mera especulação sem fundamento.
De acordo com o folclore, soldados ingleses mostravam os dois dedos aos combatentes franceses. Os soldados da França ameaçavam cortar os dedos dos arqueiros capturados, para evitar que eles conseguissem atirar flechas. O gesto britânico seria, portanto, uma provocação.
O significado ofensivo do dedo médio parece ter ultrapassado barreiras culturais, linguísticas e nacionais, e hoje em dia é visto em tudo que é lugar – de estádios de futebol a shows de rock em todo o mundo.
Batalha de Agincourt. | Foto: Getty
Versão pouco popular diz que gesto equivalente britânico teve início na batalha de Agincourt
Em dezembro, o atacante da equipe britânica Liverpool foi fotografado mostrando o dedo médio a torcedores do Fulham. A federação inglesa de futebol (FA) puniu o jogador.

Protesto e raiva

Em 2004, um parlamentar canadense de Calgary foi acusado de mostrar seu dedo médio para outro integrante de um partido rival, que o estaria incomodando na Casa dos Comuns.
"Eu expressei meu dissabor a ele, vamos colocar desta forma", disse o parlamentar Deepak Obhrai a um jornal canadense.
Dois anos antes, a estrela pop Britney Spears mostrou o dedo médio a fotógrafos que a perseguiam. Alguns fãs da cantora acharam que o gesto era para eles, e Britney acabou pedindo desculpas.
Para o professor de direito Ira Robbins, da Universidade Americana de Washington D.C., hoje em dia o gesto não é nem mais considerado obsceno e já não representa o falo.
"Esse gesto está tão enraizado na vida cotidiana deste país e de outros. Ele significa tantas coisas, como protesto, raiva ou excitação, que já não se trata mais apenas do falo", diz Robbins.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120207_dedo_medio_dg.shtml?print=1

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A EMOÇÃO DE ENXERGAR

Mãe com deficiência visual conta que viu filhos pela 1ª vez após terapia genética


Três americanos que perderam a vista na infância relataram uma melhora drástica na sua visão depois de terem sido submetidos à terapia genética em ambos os olhos.
Em alguns casos, a melhora começou há quatro anos, quando um dos olhos foi submetido à terapia. Agora uma americana falou sobre a emoção de conseguir enxergar pela primeira vez os próprios filhos, depois de passar por terapia no segundo olho.
Os três pacientes tinham uma condição hereditária e rara conhecida como Amaurose Congênita de Leber (ACL) provocada por um defeito no gene responsável pela proteína necessária para a visão.
A ACL se manifesta nos primeiros meses de vida e compromete gravemente o sentido da visão, além de causar movimentos involuntários no olho e vista fraca no escuro.

Emoção

Diversas equipes de cientistas em várias partes do mundo tentaram terapias genéticas para tratar a cegueira, mas poucos pacientes receberam o tratamento para lidar com um defeito genético em estágio tão anterior ao processo de perda de visão.
Pesquisadores americanos revelaram em 2008 que 12 pessoas com LCA recuperaram parte da visão depois de receberem uma injeção no olho com um vírus criado artificialmente portador do gene RPE65.
Em outro estudo, eles trataram o outro olho de três pacientes, e descobriram que isso melhorou ainda mais a visão. Os pacientes passaram a conseguir identificar obstáculos ao seu redor.
Os resultados foram publicados agora na revista científica Science Translational Medicine.
A principal cientista do projeto, Jean Bennett, disse que os pacientes podem fazer coisas que nunca fizeram antes, como andar à noite, fazer compras sozinhos e reconhecer o rosto de pessoas.
"Nós mostramos que é possível tratar com segurança tanto os olhos das pessoas com esta forma particular de deficiência da retina usando um tratamento a base de genes, e, além disso, nós demonstramos que o cérebro entende o que a retina está vendo", disse a cientista à BBC.
Um dos três pacientes que participou dos testes, Tami Morehouse, disse à BBC que sua visão gradualmente foi se recuperando, abrindo um novo mundo para ela.
Apesar de ela não conseguir enxergar bem o suficiente para ler ou dirigir um carro, ela agora consegue reconhecer os rostos de seus filhos e assistir aos jogos de beisebol deles.
"A vida ficou tão mais fácil em um nível que a maioria das pessoas não percebe. Qualquer forma de visão que você consegue ter, quando não se tinha nada, é de um valor incrível", disse Morehouse à BBC.
"Ver os rostos das minhas crianças - meu filho com seus imensos olhos escuros, minha filha com seus grandes e belos olhos azuis. Eu tenho que olhar com bastante cuidado para conseguir enxergar, mas agora eu consigo. Todos os dias eu perdia coisas, mas agora um pouco disso voltou e eu não consigo nem explicar o que isso significa."
Os pesquisadores pretendem agora seguir com o mesmo tratamento em outros nove pacientes.
"Eu acho que este é um marco no tratamento de formas mais comuns de cegueira em ambos os olhos", disse Bennett.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O MELHOR DE DOIS MUNDOS


Vivendo como uma mulher negra com albinismo


Por um longo tempo, Brandi M. Green, 28, olhou no espelho e achava que ela era uma mulher negra de uma tez mais clara. Mas a realidade é que ela é uma pessoa com albinismo. Como ela veio a amar sua beleza única e mais pessoas estão se conscientizando dos ataques sobre as pessoas com albinismo na África Oriental, ela quer compartilhar sua jornada difícil, mas gratificante.
Por Brandi M. Green
Não sei bem a idade específica, eu notei logo no início que eu era diferente. Aos 8 anos comecei a questionar coisas e pensei: "O que está acontecendo aqui?" Mas as respostas que foram dadas a mim, nunca foram satisfatórias. Meus parentes diziam: "Oh, você sabe, nós temos pessoas brancas em nossa família" Respostas que nunca me satisfazia então eu estava sempre em busca de um sentido.
Minha mãe me disse que eu era apenas de pele clara. Talvez ela não queria acreditar que eu tinha albinismo. Os pais não querem que seus filhos sofram e eu acho que foi isso. Ela não queria que nada atrapalhasse o meu caminho. Ela realmente nunca quis me associar com albinismo, e ela também nunca quis que alguém viesse associar isso comigo. Eu acho que é em última análise, o que me levou a uma crise de identidade.
Estudei, no ensino médio, em um colégio de negros cristãos e o primeiro ano foi muito difícil. Eu era "a menina branca”. Depois as pessoas se acostumaram comigo, a escola ficou muito mais suave, mas essas experiências me deixaram inquieta. As outras crianças não compreendiam o que eu estava dizendo. Elas me diziam que eu era um albino e eu dizia, "Não, eu sou de pele clara", porque isso é tudo que eu tinha conhecido e tudo o que me foi ensinado.
No colegial eu passei por uma fase em que eu estava tentando "ser negra". Eu estava tentando se encaixar com meus pares negros e com todos na escola. Passei por um período em que eu estava tentando ser rebelde e agir duro e agir como algo que realmente não era eu. Mas depois do colegial, quando eu estava no Grinnell College, em Iowa, foi quando eu senti realmente uma nova experiência na minha vida. Vindo de uma escola para negros, era importante para mim estar em um ambiente mais diversificado. Eu queria estar em algum lugar onde eu pudesse apenas ficar misturada em vez de ser um alvo, nesse ambiente funcionou para mim. No Grinnell College foi a melhor época em termos da minha aceitação do albinismo.
Eu continuo dizendo, em vez de albino o albinismo porque o uso da palavra albino é complicado. Eu pessoalmente não me importo, porque eu sou o que sou. Mas não basta ir até alguém e dizer: "você é albino". A maneira mais segura de se referir a nós, sem nos ofender é dizer "pessoa com albinismo".
Quando eu era mais nova eu costumava ouvir "Oh, você é feia", ou "Por que você se parece com isso?" De caras que não entendiam o albinismo. Mas agora como eu tenho mais experiência eu posso vê-lo também se transformando em um fetiche sexual. Alguém realmente me disse uma vez: "Ah, você é como o melhor dos dois mundos, porque você é negro e branco, ao mesmo tempo!" Mas eu tenho sido capaz de manter alguns relacionamentos ao longo de tudo isso. Eu gosto do meu parceiro em ter algum interesse no albinismo, porque é uma grande parte da minha vida e é uma comunidade que eu sou muito ligada, mas há uma linha tênue em que começa a ser demais. Posso saber bem cedo esse interesse nele, se está interessada em mim ou seu interesse é para emoções do fetiche.
As pessoas devem saber que há uma outra experiência fora do mundo delas. Eu amo ser uma mulher negra, mas eu também adoro ser uma pessoa com albinismo. Eu não posso separá-los. Minhas experiências não vão ser as mesmas que é "típica da mulher negra" e isso é bom. Eu entendo que todas as mulheres negras têm as suas experiências, mas há algo muito original sobre ser uma mulher negra com albinismo que não é visto na sociedade. Eu quero uma voz. Eu não quero ser varrida para debaixo de um tapete. Eu sou negra também! Minha versão de negro é tão bonito como o brown sista, o redbone ou qualquer outra tonalidade. Meu cabelo black ouro é todo bonito!
Para obter mais informações sobre o albinismo consulte o NOAH website

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ALBINO DOCENTE

Prezados,
este semestre, oferecerei a disciplina TÓPICOS DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA, totalmente à distância, pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. 
Trata-se de CURSO DE EXTENSÃO de 40 horas, totalmente gratuito, aberto a quaisquer interessados. Recomenda-se que tenham acesso à internet banda larga. A disciplina terá início em 6 de março e término em 15 de junho. Aqueles queconcluírem satisfatoriamente o curso receberão certificado de participação registrado na Pró-Reitoria de Integração da UNIVASF.

Para saber mais, visite www.narravis.com.br 

Peço a gentileza de divulgação

QUEM NÃO ENXERGA?

Manoel Negraes


Uma das dificuldades de locomoção enfrentadas pelas pessoas com deficiência visual no dia a dia é atravessar a rua. O que parece uma ação simples para todos, para nós se mostra muito complicada, já que apresenta enormes riscos. E estes aumentam em uma sociedade onde as pessoas cada vez mais enxergam menos as outras.
É comum quem tem deficiência visual ficar parado nas esquinas esperando ajuda para atravessar a rua – sobretudo em bairros mais desertos e em horários mais tranqüilos. Porém, não é menos comum estas ficarem esperando ajuda em lugares movimentados. É incrível, mas isso acontece! Muitos pedestres passam por nós, pessoas com deficiência visual, e não oferecem ajuda.
Eu, que tenho baixa visão, percebo por muitas vezes esta atitude, mas ao mesmo tempo sinto receio em parar a pessoa para pedir ajuda. Isso porque a falta de informação em relação à baixa visão gera desconfiança. O fato de eu vê-la a faz pensar que não tenho deficiência, que estou fingindo, que quero esmola, assaltá-la etc.
Outra situação que gera esta mesma desconfiança é o fato de eu e outras pessoas com baixa visão atravessarem ruas e avenidas, sobretudo quando existe a faixa de pedestre, sem precisar de ajuda. Já escutei comentários maldosos nas duas situações, o que me faz “vestir” o papel social do cego tão esperado por todos, principalmente para assegurar minha integridade física.
No entanto, o que quero sublinhar neste texto, não é esta desconfiança e sim o fato dos outros não oferecerem ajuda. Esta falta de atitude, observada por mim nos últimos dez anos, me faz refletir sobre quem não enxerga de verdade, sobre a que ponto está o individualismo cada vez mais difundido nas escolas e na mídia. Com certeza, a distração, a pressa, o receio, a falta de educação de muitas pessoas com deficiência visual colaboram para este tipo de atitude. Mas, mesmo querendo acreditar que estes são os motivos principais da “cegueira social”, não consigo deixar de observar que a suas causas extremas são a ignorância, o individualismo e o egoísmo.
Infelizmente, a pessoa que tem esta postura pelos motivos negativos acima, é a mesma que fecha os olhos e finge dormir no ônibus para não ceder lugar. Fecha os olhos e não enxerga a miséria escancarada na janela do seu carro. Fecha os olhos e não compreende que as pessoas com deficiência não formam um grupo homogêneo e que o mundo é bonito, rico e transformador justamente porque é formado pela diversidade humana. Então, pergunto, quem não enxerga?
Manoel Negraes, 32 anos, cientista social, trabalha na Mobilização Social da Unilehu – Universidade Livre para a Eficiência Humana (Manoel@unilehu.org.br) e no Minuto da Inclusão, projeto do MID – Comunicação e Cidadania (Manoel.mid@gmail.com).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CAIXA DE MÚSICA 58

Rap Inclusivo



Por Paula Farias
no Portal Rap Nacional
Será um disco inédito na história do rap nacional onde todas as faixas irão tratar do tema complexidade física, mas com as mais diversas formas de abordagens, relatando o universo de dificuldades e lutas diárias que os cadeirantes enfrentam.
E ninguém melhor do que Moysés para desenvolver esse trabalho, que não será somente mais um cd de rap nacional , mas sim uma forma de luta e protesto de cobrar o poder público, já que segundo estimativas no Brasil há 24,5 milhões de portadores de deficiências, onde estão essas pessoas? Em suas casa escondidas, esquecidas e entristecidas.
É preciso ter um olhar social para com esses brasileiros, que precisam ter sua auto estima resgatada, suas bandeiras de lutas erguidas e mais uma vez é o rap nacional que inova e trava de frente essa batalha através do Moysés A286.
Quando questionado sobre o disco o próprio rapper comenta “Reforcei e fortaleci parte de um protesto cantado por mim na música “SÓ QUEM CONVIVE SABE” letra que integra o CD A 286, Exército dos Excluídos”. E nessa jornada Moysés não esta sozinho “Convidei meu parceiro Maurício DTS a militar comigo a causa dos DEFICIENTES FÍSICOS de todo o Brasil. que é pai de “MAYCK” que também convive com a dura realidade da complexidade física na própria pele”.
“Nessa letra denunciamos o descaso da sociedade e a falta de informação da periferia que se traduz num conceito de que o DEFICIENTE é extremamente dependente, digno de dó, gerando um fator psicológico que ele é um ser contagioso, rebaixando a auto estima do mesmo fazendo com que ele construa um castelo triste e se tranque dentro de seu calabouço criando-se um drama que não é nada mais que uma diferença dentre muitas que compõem a sociedade, indiferença essa que gera preconceito até mesmo dentro do âmbito familiar” denuncia Moysés.
Em breve o álbum estará a venda em todo o Brasil “Porque está na hora de lutarmos juntos, FAMÍLIA RAP NACIONAL e sociedade num só objetivo, pois se os nossos problemas são os mesmos, a solução pra esses mesmos problemas tem que ser parte de uma luta coletiva, temos que cobrar o devido respeito do governo em relação aos “nossos deficientes”…finaliza o líder da Família Rap Nacional Moysés.
Baixe duas faixas do disco no linik abaixo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SEMPRE É BOM RELEMBRAR


Albinismo
O que é?
O albinismo é uma doença hereditária cuja causa é uma mutação genética que resulta em pouca ou nenhuma produção de melanina.
A melanina é o pigmento produzido pelas células chamadas de melanócitos, encontradas na pele e nos olhos. O tipo e a quantidade de melanina produzida pelos melanócitos determina a cor da pele, dos cabelos e dos olhos.
Na maioria dos tipos de albinismo, para desenvolver a doença, a pessoa deve herdar dois genes com mutação, um do pai e outro da mãe (herança recessiva).
Manifestações clínicas
A forma mais reconhecida de albinismo se apresenta pela ausência de pigmentação da pele, o que a deixa branca como leite, mas algumas pessoas com a desordem podem ter algum nível de coloração.
Em alguns pacientes, em decorrência da exposição solar, pode ocorrer produção de pigmentação, dando origem ao desenvolvimento de efélides(sardas), melanoses solares (manchas senis) e leve bronzeamento.
A cor do cabelo pode variar de totalmente branco ao castanho e pode ocorrer mudança na cor com a idade.
A cor dos olhos varia de azul muito claro a castanho. A falta de pigmento na íris (a parte colorida dos olhos) pode deixar os olhos discretamente translúcidos, o que significa que a íris não bloqueia totalmente a entrada da luz nos olhos.
O albinismo tem influência no desenvolvimento e funcionamento dos olhos e provoca sintomas oculares como o nistagmo, estrabismo, miopia ou hipermetropia intensas, fotofobia e astigmatismo.
A melanina protege a pele contra os efeitos do sol e, sem esta proteção, a maioria das pessoas com albinismo apresenta maior risco de queimaduras solares e de desenvolver lesões de câncer de pele.
Devido a essa condição, se não houver proteção solar adequada, os cânceres de pele aparecem em idade mais precoce do que nas pessoas normais e tendem a ser em maior número e mais agressivos.
Tratamento
Como o albinismo é uma desordem genética, não existe tratamento para reverter o quadro.
Pessoas com albinismo devem usar proteção solar sempre que estiverem em ambientes expostos ao sol e ser acompanhadas por um dermatologista para avaliação da pele e detecção de lesões que possam predispor ao surgimento do câncer. As orientações abaixo devem ser seguidas:
  • Usar protetores solares sempre com FPS 30 ou maior, que sejam efetivos contra raios UVA e UVB;
  • Evitar exposições solares de risco, como estar em ambientes ao ar livre entre 10 e 16 horas em dias de sol ou mormaço;
  • Usar roupas que protejam contra os raios UV, como camisas de manga longa e chapéus com aba;
  • Proteger os olhos usando óculos escuros com proteção UV.
Também é importante o acompanhamento por um oftalmologista para o tratamento dos sintomas oculares.
O albinismo pode, em alguns casos, levar ao isolamento social, baixa auto-estima e estresse emocional. Nestes casos, o acompanhamento psicológico é fundamental para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.
Programa Pró Albino
O Programa Pró Albino é uma realização da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consiste no desenvolvimento e na prática de estratégias que reduzam as repercussões físicas dermatológicas em pacientes portadores de albinismo.
Esta ação envolve dermatologistas dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, onde serão oferecidos serviços de prevenção e detecção precoce das doenças dermatológicas comuns ao paciente albino, bem como a sua orientação genética.
Saiba mais sobre o Programa Pró Albino e como participar.

SUPERANDO O CÂNCER

Dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial de Luta contra o Câncer e leitores de todo o mundo enviaram ao Serviço Mundial da BBC suas fotografias e histórias.
Clique aqui para acessar o material.  

AMIGO DE MEDÉIA

Desde janeiro, está na rede o blog Sorriso de Medéia, escrito pelo colega de pós na USP, Fúlvio Torres Flores, professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco.
A proposta é um "[b]logue que pretende tratar de tudo, sem cair na miscelânea barata"..
A julgar por postagens como O BBB e sua Estrutura Dramática, não duvido que Fúlvio cumpra seu intento.
O Sorriso de Medéia passa a constar de nossa lista de Territórios Amigos.
Bem vindo e boa sorte!. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

PROTESTO

Paraplégico atravessa França de muletas em campanha por mais pesquisas sobre lesões na medula


Kals percorre as estradas apoiado em muletas e utilizando somente a força dos braços e do abdômen
Paraplégico há 30 anos, Joe Kals está percorrendo a França a pé, apoiado em muletas e utilizando somente a força dos braços e do abdômen, para tentar mobilizar a sociedade a encontrar uma solução médica para lesões na medula espinhal.
No último domingo, ele atingiu a marca de mil quilômetros. No total ele irá percorrer 1,32 mil km, entre Havre, no noroeste da França, e Menton, no sul do país, próximo a Mônaco, onde reside.
Kals ficou totalmente paralisado da cintura para baixo após sofrer um acidente de moto em 1982.
Para realizar a "caminhada" pelas estradas francesas, ele usa talas que deixam suas pernas rígidas. Apoiado em muletas, ele "dá passos" balançando suas pernas para frente, como um pêndulo.
Em entrevista à BBC Brasil, ele contou ter se preparado durante cinco anos para realizar essa maratona. Graves problemas médicos e uma cirurgia em 2010 atrasaram os preparativos físicos, retomados no final daquele ano.
O francês deixou a cidade de Havre em agosto de 2011 e espera chegar a Menton entre o final de fevereiro e meados de março próximo.

Mobilização

Kals caminha em média dez quilômetros por dia durante quatro dias e depois passa um dia descansando.


Kals ficou totalmente paralisado da cintura para baixo após sofrer um acidente de moto em 1982
"Quero sensibilizar as pessoas em relação a um problema que é mundial. Não quero provar nada a ninguém com essa caminhada. Desejo apenas que haja uma tomada de consciência e uma mobilização para encontrar uma solução para as lesões na medula espinhal", disse.
Ele diz que o fato de ser paraplégico ou tetraplégico é considerado por muitos uma fatalidade, mas ele contesta essa visão.
"Quando sofri meu acidente em 1982 e fiquei paraplégico, os médicos me diziam que a soluções para a lesão na medula estavam muitas próximas de ser obtidas. Mas 30 anos depois, continuam dizendo a mesma coisa."
"Quero criar um movimento para que as coisas avancem em relação a isso. Gostaria que no futuro, o mais próximo possível, as pessoas não tenham mais sequelas de uma lesão medular e possam viver com dignidade", diz ele, acrescentando que a paraplegia causa sofrimento físico e também moral.

Sensação de liberdade

Atualmente, Kals se encontra nos arredores da cidade de Aix-en-Provence, próxima à Marselha, no sul do país.
Ele afirma que continua "caminhando" normalmente pelas estradas, apesar do frio rigoroso que atravessa a França atualmente, com temperaturas negativas por todo o país. "Enquanto não me deparar com estradas cobertas de gelo ou neve, vou continuar caminhando."
Como qualquer "maratonista", Kals também enfrenta problemas ligados ao esforço físico. Mas como a paraplegia o impede de sentir dores abaixo da cintura, ele não sente, por exemplo, quando está com bolhas nos pés.
"Após dezenas de anos em uma cadeira rolante, as sensações são inúmeras. Cada passo que dou, não farei novamente no futuro. Então aproveito cada instante, cada paisagem, cada encontro. Estou me sentindo livre", diz Kals.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120131_franca_paraplegico_df.shtml?print=1

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AOS JOVENS ALBINOS DE BRASÍLIA

Recebi a seguinte mensagem de Guilherme Angelim, produtor lá de Brasília:


"Precisa-se de albinos homens entre 16 e 18 anos para a campanha de conscientização do STE (superior tribunal eleitoral) A idéia é consciêntizar jovens sobre a importância de exercer sua cidadania. O trabalho é remunerado, apenas um dia de gravação.
Entrar em contato pelo 61-81752621 ou contato@guinadaproducoes.com.br "


Fica a dica pros jovens albinos da capital federal. 


PAPIRO VIRTUAL 30


Terminei a deliciosa trilogia campesina-aldeã da britânica Flora Thompson. Candleford Green (1945) mostra a adolescente Laura e seu relacionamento com a população do minúsculo distrito, que para a garota tem porte de cidade, uma vez que vem da aldeota Lark Rise.
O terceiro tomo guarda semelhanças e diferenças com Lark Rise e Over to Candleford, seus predecessores. A narrativa adquire tom mais irônico e assume-se como construção ficcional, como crônica, com marcadores textuais do tipo “esta narrativa”. Nos 2 primeiros livros, a crônica flui mais “naturalmente”, tão orgânica quanto os cenários campesinos e as colheitas descritas.
Como acontecera nos tomos precedentes, a população de diminuta Candleford Green e seus costumes antiquados já pros padrões da década de 1890 são o destaque da narração, em detrimento de fechar a narrativa em algum protagonista, como num romance convencional.
Obviamente mais conectada com o mundo exterior do que a moribunda Lark Rise, as impressões advindas do mundo urbano e das repercussões de algumas mudanças e fatos atingem os moradores e Laura com algum impacto, modificando suas vidas, mesmo que de soslaio.
Fascinam as páginas dedicadas à hoje corriqueira bicicleta. Acostumados a dar mais importância ao automóvel, esquecemos que deslizar sobre 2 rodas foi o primeiro passo pra maior mobilidade individual. Thompson conclui que a liberação das mulheres começou com a bicicleta, porque em princípio tiveram que quebrar tabus que condenavam a locomoção feminina em 2 rodas indecente ou masculinizante. Segundo, porque o pesado e torturante vestuário vitoriano teve que se adequar às magrelas. E, finalmente, e mais importante, com uma bicicleta nas mãos, ninguém mais segurava a mulherada, que podia ir pronde bem entendesse. O carro acentuou isso, mas foi a bicicleta que deu o empurrão inicial.
Com a circulação dos jornais na urbe, até o julgamento de Oscar Wilde leva a narradora a estabelecer ligação com a dupla de velhos soldados que viviam juntos e tiveram uma vidraça estilhaçada, depois do escândalo e ultraje estimulados pelos jornais e rumores.
Terminada a leitura, postei minha velha edição comprada num sebo online prum amigo. Creio que o livro o encantará, e acredito que Lark Rise to Candleford seja mais saboroso se lido em finas páginas amarelecidas, dum tempo que já ficou pra trás, como o descrito por Flora Thompson.  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UM POUCO SOBRE A BAIXA VISÃO


Manoel Negraes

Entre os 15 e os 16 anos de idade, durante o acompanhamento oftalmológico de rotina, descobri que tenho uma doença degenerativa na retina que causa uma perda visual progressiva: a retinose pigmentar.
Desde então, convivo com esta condição. Mas o que pretendo neste texto não é contar minha história de vida, muito menos falar de “superação” – como espera o senso comum – e sim descrever algumas características da baixa visão, sobretudo da minha, com o objetivo de difundir informação e combater o preconceito.
O universo da baixa visão é muito variado e, segundo os especialistas, é formado por 80% das pessoas com deficiência visual. Isso mesmo, apenas 20% das pessoas com deficiência visual são cegas, sendo esta uma informação pouco conhecida. Assim, uma grande parte deste grupo apresenta características diversas, de acordo com o grau e o tipo de perda da visão. Só de retinose pigmentar existem mais de 100 tipos e cada um deles com vários graus de resíduo visual.
Uma primeira informação sobre as pessoas com baixa visão é o fato de usarem ou não a bengala, instrumento que auxilia na locomoção, na autonomia e que, geralmente, é relacionado a uma pessoa que não enxerga nada. Eu, por exemplo, a utilizo, pois minha perda visual apresenta duas características que fazem necessário o seu uso.
Primeira, minha retinose pigmentar atingiu mais a parte periférica da retina do que a central. Na prática consigo ver mais aquilo que está na minha frente do que aquilo que está no chão, correndo o risco de tropeçar bastante ou até mesmo cair em um buraco. Segunda, minha retinose pigmentar causa maior dificuldade de enxergar à noite ou em ambientes mais escuros, o que é conhecido como “cegueira noturna”. Portanto, a bengala se torna fundamental para a locomoção durante o tempo todo, mesmo eu tendo muito mais facilidade de ver e andar durante o dia do que durante a noite.
A partir disso, outra informação sobre o grupo de pessoas com baixa visão é o fato de conseguirem enxergar mais do que as pessoas imaginam e, ao mesmo tempo, menos do que possa parecer. Alguns exemplos: durante o dia eu consigo ver um carro estacionado do outro lado da rua (sem identificar a marca ou a cor); consigo ver as outras pessoas (sem identificar quem é); mas posso não ver um degrau, um buraco, um poste, um galho de árvore. Posso ver a cor da camiseta de outra pessoa, mas posso não vê-la acenar ou piscar para mim. Posso ler um outdoor, mas não ler um panfleto. Enfim, tudo depende do contraste, da luminosidade, das cores, da distância, das formas etc.
Além disso, muitas pessoas com baixa visão não aparentam ter uma perda visual, pois os olhos não apresentam deformidades, como é o meu caso, já que a degeneração ocorre nas retinas, que ficam no fundo dos olhos. Com isso, é comum a desconfiança constante das outras pessoas ao me verem andar com a bengala e, ao mesmo tempo, olhar para elas ao conversar ou desviar de objetos na rua.
Conheço muitas pessoas com baixa visão que não precisam da bengala, mas também conheço muitas que precisam e não aceitam usá-la ou sentem medo e vergonha. Posso dizer, sem receio de errar, que esta desconfiança é um dos principais obstáculos para a aceitação da bengala. Desta desconfiança surgem ameaças e agressões verbais ou físicas – situações que experimento diversas vezes no cotidiano e que me fazem usar os óculos escuros sempre e, dessa maneira, “vestir” o papel social do “cego” tão esperado por todos.
E para ilustrar mais ainda esta situação, cito o exemplo de um amigo advogado, que tem baixa visão e que precisa da bengala somente à noite. A desconfiança em relação a ele é constante, constrangedora e um obstáculo para o seu convívio social saudável, inclusive no seu bairro.
Assim, antes de finalizar este texto, considero fundamental afirmar a importância da bengala e estimular o seu uso quando necessário nos casos de baixa visão. Ela constitui um símbolo historicamente negativo, carregado de preconceitos, mas que proporciona, principalmente, autonomia. E justamente por este motivo deve ser valorizada e vista como instrumento da inclusão e não da dependência e da pena.
Portanto, deixo aqui, para finalizar, duas reflexões: uma em relação ao preconceito. Nem tudo é o que aparenta ser. Não julgue as pessoas com deficiência antes de conhecê-las a partir de estereótipos errôneos que infelizmente já estão cristalizados no imaginário popular. Na dúvida, pergunte, busque informação e colabore para esclarecer e eliminar atitudes preconceituosas. A outra é sobre a bengala, instrumento que, apesar de ser um estigma que gera atitudes, sentimentos e pensamentos que não colaboram para a inclusão efetiva, me proporcionou autonomia, melhorou minha auto-estima e que no dia-a-dia me serve como arma na guerrilha por um mundo que respeite as diferenças de cada um. Espero que todos um dia consigam enxergá-la desta forma, que todos a vejam simplesmente como mais uma característica da diversidade humana.

Manoel Negraes, 32 anos, cientista social, trabalha na Mobilização Social da Unilehu – Universidade Livre para a Eficiência Humana (Manoel@unilehu.org.br) e no Minuto da Inclusão, projeto do MID – Comunicação e Cidadania(Manoel.mid@gmail.com)

TELONA QUENTE 41

A excelência de Etz Limon (2008) e de A Noiva Síria(2004) me fez ter expectativas altas demais pra The Human Resources Manager (2011), do israelense Eran Riklis. Isso quase nunca é salutar e o filme visto noite retrasada não fugiu á regra.
Uma imigrante do leste europeu morre em um atentado terrorista em Jerusalém. Sozinha na cidade-sagrada, Yulia trabalhava na maior panificadora do município e a responsabilidade de prover por seu translado e enterro cabia aos empregadores, que não o fazem e são denunciados por um tablóide. O gerente do estabelecimento é incumbido de providenciar o funeral e enviado aos confins gelados dalgum país ex-comunista pra garantir o retorno do corpo de Yulia pra casa.
O filme transita entre o drama, a comédia com tons kafkianos e absurdos e o road movie. Tal indecisão filiacional resulta em desnível de ritmo e falta de profundidade geral, coisa que os outros filmes do diretor têm de sobra.
A única personagem batizada é o cadáver. Os demais são designados por profissão, função  ou traço de caráter, aproximando-os dos tipos, mas não inteiramente, pois revelam certa profundidade psicológica.
O gerente de recursos humanos do título está ás voltas com a desintegração de sua própria família, mas a desejo de levar o corpo de Yulia prum túmulo em sua aldeia natal funciona como metáfora pra necessidade de se enxergar as pessoas como seres humanos com história, família e não apenas como “capital humano”, reificadora denominação do capitalismo tardio.
Entretanto, o filme também coloca a questão muito contemporânea da (des)territorialização. Yulia deveria mesmo descansar na aldeota a qual não via a hora de abandonar pra tentar fortuna alhures? Onde era seu lugar? Um tanto obliquamente, a película toca no tema da tirania de se tomar decisões pelos outros, apenas porque achamos que é o melhor. Apenas esquecemos que o melhor pra nós não o é necessariamente pro outro.
Em meio a lindas paisagens nevadas e cinzas da Europa pobre, The Human Resources Manager mistura abrigos antinucleares com amplos espaços abertos, em situações meio arbitrárias, ás vezes.
Não é um mau filme, mas não é um grande momento de Riklis. Também, ninguém mandou que dirigisse 2 obras tão sensacionais! Sempre viverá das expectativas geradas por ambos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BODAS DE NEVE


Hoje, comemoro o terceiro ano de casamento com  o Blog do Albino Incoerente e olhem a coincidência: bodas de neve! Precisa dizer mais?
Não tenho ganhos financeiros com esta página. Nenhum mesmo. Pelo contrário; diversas vezes meti a mão no bolso em viagens e equipamentos. Não reclamo, faço porque gosto.
A finalidade da empreita é mostrar que pessoas albinas são capazes e isso implica em que me exponha. Quando posto sobre minhas viagens, além de manter o blog em andamento, o objetivo é ratificar nossa potencialidade pruma vida interessante, que só o é menos, às vezes, porque as barreiras externas são maiores do que as internas. Mas, as coisas vão mudando e o blog tenciona ser contribuinte desse câmbio.
Na primeira postagem (leia-a aqui), escrevi que sou de fases e poderia enjoar do blog a qualquer momento. Garanto: isso está longe de acontecer.