quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

TELONA QUENTE 183

Resultado de imagem para headhunter 2009
Roberto Rillo Bíscaro

A seção de cinema traz 2 produções de gêneros distintos, cujo elo é serem escandinavas. Gostei bem mais da segunda, mas a primeira mereceu comentário, então lá vai:

Na minha versão da Netflix, o título da comédia de humor-negro Hundraåringen som klev ut genom fönstret och försvann (2013) apareceu assim mesmo, no original sueco. Isso foi decisivo preu escolher vê-lo. Baseado num best-seller, o filme de quase 2 horas narra picarescamente algumas aventuras dum centenário que adorava explodir coisas (a Suécia é o berço da nobeliana pólvora) e acaba numa casa de repousos. No dia de seus 100 anos, pula a janela e se mete na maior enrascada, quando acidentalmente se apossa duma mala recheada de dinheiro. Mas jamais se inteira do perigo em que está. Logo aprendemos que ao longo da vida, Allan Karisson passou por n situações, envolveu-se com Franco e Stalin, mas nunca teve a mais vaga noção do que se passava.
Algo como um Forrest Gump on acid, a ironia e mordacidades tipo determinar que Franco e Stalin não eram assim tão diferentes servem pra elevar a película aos olhos dos ainda remanesceres preferidores da “cultura” europeia à estadunidense. Mas, Forrest veio bem primeiro, ainda que menos divertido, porque não tem elefantes se sentando na cara de motoqueiro ou raposa explodida, porque comeu gato (tome!).
E não é que isso se tornou o filme de maior bilheteria do cine sueco e prepara-se sequência? 


Headhunter é um termo em inglês que significa "caçador de cabeças". No mundo do capitalismo corporativo, o headhunter "caça" os melhores profissionais do mercado em áreas executivas. Normalmente, são procurados por grandes empresas que pretendam contratar o profissional ideal para sua organização. Na era da qualidade total, infinitos testes neuro-linguísticos e dinâmicas, o headhunter precisa ter o feeling da moralidade du jour, a fim de melhor atender as empresas que o contratam. Assim, este profissional assume papel-chave em certas áreas corporativas.
O filme dinamarquês Headhunter (2009) maldosa/impiedosamente lembra a analistas, corretores, headhunters, jornalistas e demais agregados do mundo das altas finanças, que quem manda, mesmo e ainda, é o detentor do capital e que no fim são seus interesses e arranjos que contam.
O durão e ultramedidor de relações custo-benefício e de competências Martin Vinge é contratado por um empreendedor octogenário e trilhardário em busca dum sucessor. Niels Sieger acha que seu filho Daniel não tem suficiente esperteza e determinação pra entender a “nova moralidade” e tomar as rédeas pra tornar o conglomerado fundado pelo pai ainda maior. A função de Martin é encontrar o CEO ideal. Mas, o filhão Daniel não ficará passivo. Nessa briga de cachorro grande entre pai e filho, o headhunter vai caçar ou ser caçado? Quando não se tem grana pra trazer um médico suíço de helicóptero a Copenhague prum exame pro filho, pode-se pensar/dizer que se tem poder ou autonomia?
Headhunter é um thriller corporativo eminentemente masculino, que mostra que quando os escandinavos querem, são implacáveis. Encabeçando o elenco, Lars Mikkelsen, que depois de Forbrydelsen, explodiu no mundo anglofalante e pode ser visto em House Of Cards e até no hit britânico Sherlock. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

CONTANDO A VIDA 178

CARNAVAL ALEGRE DIAGNÓSTICO DO ‘TEMPO BRASILEIRO’.


José Carlos Sebe Bom Meihy


Nossa, o carnaval está aí! Tal realidade desmente a máxima que apregoa que tudo começa depois dos três dias de celebração e festa. Nada... O cronômetro está rodando e calendário obedece ao ritmo implacável do tempo que se mostra a cada dia mais acelerado. Pois é, confesso que sequer pude apreciar com mais cuidado os temas que as escolas de samba do Rio apresentam e, em consequência, nem pude bem proceder às delícias de quem busca compreender a cultura brasileira pelas manifestações expressas na Marques de Sapucaí. Resultado: tive que apelar para os sites oficiais para filtrar resumos das aludidas “óperas de rua da Cidade Maravilhosa”. Sabe-se que a “abertura”, no domingo, se dá pela primeira colocada no Grupo de Aceso que, no caso deste ano foi a Paraíso do Tuiuti, agremiação que retorna ao Grupo especial com o enredo "Carnavaleidoscópio Tropifágico", feito para evocar o movimento tropicalista. Em seguida teremos a sempre rica Grande Rio, de Duque de Caxias, da Baixada. Desta vez, a escola optou pela saudação à cantora baiana Ivete Sangalo, com enredo intitulado “Do Rio ao Rio”. A Imperatriz Leopoldinense fez uma escolha ousada pretendendo uma espécie de denúncia da devastação da floresta amazônica e da segregação indígena; com o tema "Xingu, o clamor que vem da floresta" a Escola pretende sensibilizar a defesa do meio ambiente. A fogosa Unidos de Vila Isabel escolheu falar sobre "O som da cor", mantendo uma tradição vocacionada aos temas afro-brasileiros; unindo a música às especificidades étnicas que compõem nossa cultura. A Acadêmicos do Salgueiro, sempre vizinha dos primeiros lugares, optou pelo teatro e leva para a Avenida a homenagem ao teatro com "A Divina Comédia do Carnaval" e, com ousadia, vai contar a história dos palcos pelas obras mestras. Riquíssima sempre, a “Beija-Flor de Nilópolis” escolheu reverenciar um dos romances fundadores na nossa Literatura indigenista; tomando como ponto de partida o cearense José de Alencar, a Escola virá com o enredo "A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema". Pensando na exaltação à memória africana, a União da Ilha evoca o sentido do tempo, segundo a mitologia angolana com o tema "Nzara Ndembu – Glória ao Senhor Tempo". Já a São Clemente propôs algo polêmico desde o nome do enredo "Onisuáquimalipanse", versando sobre a França pré-revolucionária. A empolgante Mocidade Independente de Padre Miguel optou por viajar pelo mundo dos contos árabes e vai recriar "As mil e uma noites de uma 'Mocidade' prá lá de Marrakech". A Unidos da Tijuca celebra o encontro de dois músicos negros, Pixinguinha e Armstrong, ocorrido em 1957, e, com o tema “Música na alma” vai falar de samba e jazz. A bem-amada Portela, insistindo em abordagens ligadas às águas, vai entoar "Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar"; certamente referindo-se a Paulinho da Portela. A queridíssima Mangueira, evocando a crença e interferências divinas na vida, encerrando o desfilhe na segunda feira, sairá com o enredo "Só com a ajuda do santo".

Frente a esse plantel, como sempre, me questionei sobre o sentido das escolhas para a formulação de pressupostos capazes de assegurar a construção da memória nacional. Sabe-se que os assuntos escolhidos sempre se enquadram em alguns parâmetros objetivos: históricos, de denúncia, homenagens ou pedagógicos. Referências a personagens ilustres ou projeções sobre o futuro também repontam, mas a insistência tem recaído nas referências a fatos notáveis e nos alertas. No caso dos temas históricos, desde a chegada dos europeus até os movimentos de pacificações internacionais se destacam. A preservação da natureza, a doação de sangue, a tolerância, alertam os foliões e o público clamando por atenção especial. A questão que se coloca, porém, é a seguinte: qual o papel do carnaval na circulação da cultura brasileira? Desdobramento natural disso remete a pergunta sobre o significado do Rio de Janeiro na qualificação do que é nacional. Por certo, as duas questões exigem argumentos substantivos, mas num breve exame pode-se dizer que a magnitude e mesmo o teor educacional que preside a grande festa não anulam a picardia, o bom humor e graça carnavalesca. Aliás, é exatamente este quesito que explica a perenidade do nosso reinado de Momo.

Perfeitamente integrado à nossa cultura, mantendo a malícia da forma expressiva permitida pela fantasia, o carnaval do Rio de Janeiro se apresenta como convite que junta o lúdico e a crítica com a alegria. Por certo, cabe reconhecer que esta é mesmo a maior festa popular do mundo. E também uma lição de abordagem de temas relevantes para a nossa gente. Tão relevante é a apresentação na Marques de Sapucaí que aspectos importantes como o financiamento – ligações com o jogo do bicho e com a contravenção em geral – e o esforço de controle exercido pelas instituições não conseguem diminuir a manifestação. O elogiável deste ano é a pluralidade temática. Poucas vezes a variação de enredos foi tão completa. A cultura brasileira, por certo, estará brincando entre índios, negros/mulatos, exaltação à natureza, lendas árabes e história geral. Então Evoé...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

TELINHA QUENTE 245

Resultado de imagem para 7 años netflix

Roberto Rillo Bíscaro

Como professor, dificilmente deixo de avaliar qualquer coisa que veja em relação a seu potencial pedagógico, na maioria das vezes especificamente para outras disciplinas que não as por mim lecionadas (português/inglês), porque não há muitos filmes por aí sobre análise sintática ou present perfect como temas. Óbvio que as produções podem ser usadas no ensino de língua, mas quando vejo Merlí, por exemplo, primeiro me vem à cabeça projeto na área de filosofia, por ser mais especifico.
Quando vi 7 Años (2016), primeira produção espanhola da Netflix, imaginei sua serventia pralgum docente em curso de técnico em administração ou adjacentes. Mas não apenas, nessa época de dinâmicas de grupo pra selecionar estagiários/funcionários. O filme às vezes lembra uma dessas dinâmicas descarriladas pro mal.
4 sócios duma empresa sonegaram o fisco, mas foram descobertos e em breve um delegado virá à sede pra prendê-los. Daí, um estratagema: que um assuma a culpa e vá pra cadeia por 7 anos. Um mediador é contratado pra que os prós e os contras sejam pesados e o boi de piranha escolhido.
O modesto orçamento não compromete 7 Años, que se passa num só ambiente e parece peça de teatro. Pra quem aprecia filme com bastante diálogo é prato cheio. Ao longo duns 70 minutos, vamos nos inteirando das funções, qualidade e defeitos de cada sócio e aí residirá uma das possibilidades de aproveitamento em sala de aula. Levando em conta os atributos profissionais de cada um dentro da empresa, qual seria o prescindível? Com relação ao papel do mediador; este foi realmente eficaz?
Apesar do final algo preguiçoso, 7 Años não faz feio em seu desenvolvimento, revelando diversas facetas e segredos das personagens, bem ao gosto de tantos dramas psicológicos que reúnem gente num local e soltam demônios. Só, que neste caso, domesticados pela tentativa (hipócrita?) de ética, polidez, profissionalismo e máxima relação custo-benefício corporativo. Assim, há mais níveis de discussão em jogo do que à primeira vista.
Que bom ainda haver espaço pra filmes mais quietos, dramaticamente intensos e que ainda interessem e possibilitem discussões.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

CAIXA DE MÚSICA 251

Resultado de imagem para bruno mars 24k magic
Álbuns se empilham desde agosto e o hiato de quase 1 mês sem postagens não melhorou a situação, então, vamos pruma trilogia! O elo é serem trabalhos que bebem na saborosa fonte oitentista, a favorita deste blog(ueiro).

DIANA foi formado em Toronto, em 2010, por Joseph Shabason e Kieran Adams, que logo adicionaram a vocalista Carmen Elle no projeto que era pra ser só de estúdio. Interesse pelo material disponibilizado no Soundcloud estimulou apresentações ao vivo e desde então o grupo vem excursionando pelo hemisfério norte. Em 2014, saiu o LP de estreia, Perpetual Surrender e dia 18 de novembro, a dezena de canções de Familiar Touch.
O toque familiar do título será sentido pra qualquer (sobre)vivente/amante dos 80’s: a voz de fadinha falsamente gélida de Carmen flutua por cima de arranjos synthpop. Confession abre com percussão sintetizada pesadinha de linha de produção à Depeche Mode, fase People Are People, mas cedo arrefece numa linda melodia pra Elle flanar, com muito acontecendo nos teclados. Essa ocupação tecladística é um dos charmes de Familiar Touch: quem leva a batida de Moment Of Silence é a percussão, deixando o teclado livre pra criar. Muito bom ouvir esse álbum com fones de ouvido pra perceber isso em várias faixas, além das influências talvez até nem intencionais de grupos hoje esquecidos pela maioria. Momentos de Moment Of Silence não lembram The Promisse, do Arcadia? Aliás, esta está presente também em Miharu, que igualmente evoca Clouds Across The Moon, da Rah Band. Arqueologia oitentista; não é totalmente delícia? Os backing vocals e a percussão estereotipadamente “negros” de Miharu retomam a velha contradição do synthpop: vocais gélidos em cima de instrumentação suingante e orgânica. Sinta-a também em Slipping Away, gostosura dançável com voz de cristal gelado, mas guitarra afogueada à Chic e teclado oriental. Fãs de The Bird And The Bee e Chvrches podem tentar DIANA sem receio.


Nunca pensei que ouviria LP do Busted, mas o fiz com Night Driver, lançado em 25 de novembro. O trio formado por James Bourne, Matt Willis e Charlie Simpson, em 2000, gerou um par de álbuns bem-sucedidos na sua nativa Grã-Bretanha, onde seu pop-punk (ugh!) mela-calcinha estampou muita capa de revista teen. Plutonicamente distante do que me interessa, já esquecera da boy band muito antes de sua dissolução em 2005. Qual não foi minha surpresa quando soube que lançaram álbum calcado nos 80’s! Os caras agora são 30tões, mas pus-me a imaginar que público tencionavam atingir, porque nós 50tões oitentistas talvez não liguemos pra eles, pois temos o original e sua geração é jovem demais pra que essa sonoridade tenha valor afetivo. Seja o que for, Night Driver atingiu o 13º lugar na parada inglesa.
Enquanto DIANA envereda pela seara indie (sem perder acessibilidade), essa versão do Busted abraçou a produção polida do AOR oitentista: Out Of Our Minds, One Of A Kind e I Wil Break Your Hearts foram cuidadosamente planejadas pra serem ouvidas num passeio por freeway californiana. E não é que Night Driver foi produzido em Los Angeles e até o logotipo do trio lembra o design ianque dos 80’s? Tem bateria eletrônica, bastante sax, power ballad (New York) pra cantar no show com celular aceso, porque isqueiro lembra cigarro e esse hábito é coisa daqueles primitivos anos 80! A faixa-título nos faz dançar como Hall & Oates, circa 1984. É isso; Night Driver soa como delícias esquecidas como Go West, Glass Tiger; até Toto. É como ouvir FM comercial nos meados da Melhor Década. Até os vocais de vez em quando lembram Hall & Oates e Sting. De mais moderninho, só On What You’re On, mas nos termos retrô do Daft Punk ou Capital Cities: tem solaço de sax e vocoder, mas é hip, porque tem o feeling neandertal do atual pop-cabeça, sem soar neandertal. Kids With Computer tenta vibe mais electro-modernete também, com Autotune e tudo, mas sei lá, me veio sensação Kim Wilde early 80’s na cabeça... Felizmente, o passado pop punk (ugh!) só é detectado em 2 faixas: Easy tem aquela vozinha enjoativa de muito do subgênero, mas o arranjo é pop-roquinho bem diluído, baladinha mesmo, porque afinal, agora aquela geração de teens é trintona e barulho já chega o que fazem os filhos. Coming Home, a faixa de abertura, parece apontar prum álbum mais roqueirinho, mas a enxurrada de teclados avisa que o passado “acústico” foi enterrado. Depois dessa deletável abertura é que vem delícias como Without It, com faceless mid 80’s de Cutting Crew e refrão grudento. Mas, aí está a questão: por quanto tempo?


Um dos queixumes/elogios mais constantes sobre a seção de música é que tem muito artista antigo/que ninguém conhece. Ambos argumentos me agradam, porque o blog não tem porque falar daquilo que a grande mídia já se encarrega de veicular à diarreia. Nesta edição, todavia, daremos espacinho pro superastro da atualidade Bruno Mars, que com seu 24K Magic, lançado dia 18 de novembro, também leva o ouvinte pruma viagem não apenas aos 80’s, mas às 2 décadas que lhe fazem fronteira.
A faixa-título é delírio eletrofunk totalmente início dos anos 80. Obrigado Daft Punk por tornar essa sonoridade retrô fashionable novamente. É uma paulada, que vem no mesmo estilo, embora com um tiquinho menos de BPMs, na faixa seguinte, Chunky, que assentaria confortavelmente num álbum oitentista de Jocelyn Brown ou Evelyn ‘Champagne’ King. Diz que Mars começou imitando Elvis. Ele devia fazer isso muito bem, porque a emulação de James Brown, em Perm, é de destruir cadeiras e incendiar genitais. Super funk anos 70, mas quer coisa mais anos 80 que permanente?
A velocidade de 24K Magic decresce a partir daí, mas nunca a qualidade, numa produção densa e cheia de detalhes. Versace On The Floor é balada sensacional, pleno 1986, enquanto as também lentas Straight Up And Down e Finesse avançam pra primeira metade dos 90’s; nesta última Bruno modula a voz como doido, provavelmente o ponto vocal mais elevado.
Com suas letras bem-humoradas/boladas e repletas de ostentação, 24K Magic é pura magia.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

SUPERANDO A ARTROGRIPOSE MÚLTIPLA CONGÊNITA

O baiano Claudio Vieira nasceu com uma condição muito rara, a artrogripose múltipla congênita, que enfraquece os músculos, enrijece as articulações e deforma o corpo. Claudio é o único caso registrado pela ciência de alguém que nasceu com a cabeça virada pra trás. Desenganado pelos médicos ao nascer, Claudio superou tudo, fez faculdade, escreveu autobiografia e é o heroi de sua cidade. Veja a reportagem:

sábado, 4 de fevereiro de 2017

ALBINO GOURMET 219

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

PÉROLA, A JACAROA ALBINA

Em vídeo, jacaré com albinismo impressiona internautas


Um vídeo que mostra uma jacaré-fêmea ganhou atenção por uma característica do animal: seu albinismo. Publicada pela página "Gatorland Orlando", um parque de jacarés que fica nos Estados Unidos. A gravação mostra a jacaré Pearl, de dez anos, na beira de uma piscina tentando abocanhar algo.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

TELONA QUENTE 182

Resultado de imagem para nise da silveira filme
Roberto Rillo Bíscaro

A experiência do diretor Roberto Berliner com documentários informa o tempo todo seu filme Nise – O Coração da Loucura (2016), divulgado erroneamente por alguns meios como cinebiografia da psiquiatra Nise da Silveira. Nada disso, trata-se de período específico de sua carreira, quando encetou reviravolta no tratamento de clientes (terminologia dela) com distúrbios mentais. O roteiro não está interessado em anedotas sobre a vida da gateira Nise; usa apenas o necessário para que constatemos os efeitos de sua visão mais humana de psiquiatria nas vidas dos pacientes, que recebem tanta atenção quanto a médica.
Isso tem que ficar bem claro, porque aspectos cruciais de sua trajetória - como a prisão nos cárceres getulistas, junto com Graciliano Ramos – estão ausentes e devem ser entendidos como escolha estética, que, se por um lado implicam que esse quadro fique meio no ar, por outro, investiga-o em suas nuanças. A Dra. Nise retorna ao hospital sem que saibamos onde estava; apenas mais tarde um dos colegas acusa-a de comunista, mas isso não clarifica muito, vivendo num país onde pessoas saem às ruas contra Hillary Clinton, porque a supõem vermelha. Ao final, quando se apagam as luzes do ateliê hospitalar, onde tantos quadros lindos foram pintados, também desconhecemos o que aconteceu com Nise daí por diante. Na verdade, nem sabemos o que aconteceu em sua vida fora da profissão nesses anos em que comandou o desvalorizado setor de terapia ocupacional do hospital no Engenho Novo. Nise – O Coração da Loucura está igualmente interessado nos clientes, tão caros à terapeuta.
Nise da Silveira volta ao hospital bem no meio de uma palestra sobre eletrochoque e lobotomia, aclamados como grandes avanços no tratamento das doenças mentais. Ficamos sabendo que ela é contra a violência terapêutica, por isso vai para a TO. Pouco depois, a vemos com seu marido e rodeada por gatinhos. As informações sobre sua vida pessoal são mantidas no mínimo necessário para entendermos como isso influencia sua abordagem médica, porque Silveira introduziu animais e arte para os pacientes.
Despreocupada com incidentes biográficos “desnecessários”, a câmera fica livre para passear entre os clientes e suas múltiplas formas de “loucura”. A qualidade das atuações é excelente, desde Glória Pires protagonizando (será mesmo?) até aquele cliente lá do cantinho, que escreve na parede com cocô, mas recebe atenção diegética também, por que não? Dra. Nise não desprezava nenhum deles, então a câmera também não.
Berliner poderia ter sido um pouco mais camarada e colocado aqueles pequenos textos explicativos ao final, para sabermos alguns destinos, como por exemplo, se depois do terrível massacre no pátio, ela continuou o trabalho. Ao invés disso, há gravações da própria psiquiatra, já anciã. Quem quiser saber antecedentes e destinos que pesquise.
Nise - O Coração da Loucura é absorvente docudrama sobre o poder da arte, dos animais, da perseverança, dedicação e amor, mediados por profissionalismo e teorias, também muito pertinente de salientar para os tolos que acham que só o coração basta. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

EXTINÇÃO ALBINA?

Albinos no Malawi em risco de extinção


O Malawi e Moçambique decidiram criar um plano de acção comum para combater os ataques às pessoas que sofrem de albinismo. O Malawi é onde mais pessoas são atingidas.
Muitos dos albinos mortos ou desaparecidos acabam nas mãos dos curandeiros moçambicanos. As associações dos dois países esperam que também a Tanzânia, o Quénia e outros países possam unir-se a estes esforços.
As Nações Unidas alertaram recentemente que as pessoas com albinismo no Malawi correm o risco de extinção e Bonface Massah, presidente da associação de pessoas com albinismo, acredita que sim.

NOTA DO DR. ALBEE: acesse o link da notícia para ouvir detalhado áudio sobre a pavorosa situação em que se encontram as pessoas com albinismo no Malawi e em Moçambique. 

CONTANDO A VIDA 177

O POLIAMOR, amor pós-moderno?

José Carlos Sebe Bom Meihy

O tema “poliamor” tem ganhado visibilidade por vários motivos. Talvez a razão mais explicativa do sucesso desse assunto se remeta ao que ele não é. Explico-me: de repente, as velhas definições de relacionamentos “proibidos” se tornaram obsoletas. Ter amante, manter caso extraconjugal, sustentar parceiro fora da lei ou dos mandamentos institucionais divinos, se tornaram coisa antiga. Não que deixassem de existir tais combinações, até pelo contrário ainda hoje há parcerias que reproduzem práticas comuns aos nossos país, avós e demais antepassados. Dia desses, até ouvi perplexo que fulano de tal tem uma “teuda e mateuda”, e cá e lá repontam referências a “amasiados”, “amancebados” e “amigados”. Tudo como antigamente. Por certo, tais expressões não se sustentam mais com a mesma força e se sabe de outras soluções que ganham aceitação. Confesso que o crivo moral que caracteriza esses tipos de tratos sempre me perturbou muito. A aproximação do termo adultério me incomoda por implicar “traição”, “deslealdade” e o que me é mais condenatório, “infidelidade”.
Pois é, andava meio perdido nessas considerações quando me lembrei de uma reportagem passada na televisão, em horário avançado da noite, sobre “poliamor”. De maneira irresistível fui ao Google e encontrei referências notáveis sobre essas “novas manifestações de relacionamentos”. Tudo em nome da modernidade, é claro. Achei interessante notar que nos diversos sites visitados encontrei uma referência importante, de Gabriel García Márquez dizendo o seguinte: é possível estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo, e por todas com a mesma dor, sem trair nenhuma. Por certo, o grande escritor colombiano servia para lastrear uma fundamentação que tende a fugir do vulgar, celebrando o tal de poliamor. Minha primeira atitude foi tentar responder em nível pessoal se eu teria capacidade para amar, ao mesmo tempo, alguém mais do que meu coração permitiria. Como não me é o caso, resolvi dar asas à leitura e logo fui vendo as soluções encontradas: um homem com duas ou mais mulheres; uma mulher com dois ou mais homens; alguns com parceiros que por suas vezes teriam mais relacionamentos, tudo aberto e consciente. Buscando entender essa gramática afetiva, logo aprendi que a palavra “ciúme” não pode existir naqueles dicionários e que tudo se rege por uma premissa básica: o amor quando é legítimo, se multiplica, não se divide.
Foi fácil também notar o sentido das palavras “posse” e “objeto”. Ninguém é dono de ninguém e não somos objetos para garantir propriedade de outrem. É fácil imaginar que o progresso dessas leituras ia ganhando fôlego quando se pensa na fecundidade do termo “cooperação” ou “acordo”. Sem ser muito racionalista, algumas questões se apresentavam como fundamentais, e uma delas é o “planejamento coletivo”. Ia bem com minha capacidade cognitiva até que vi um dos “filminhos” onde um rapaz se levanta, pela manhã, depois a mulher, e ambos se encaminham para o banheiro até que um terceiro saía da mesma cama e também ia fazer sua higiene. Pronto, deu-se um nó em minha cabeça. Tudo ao mesmo tempo? Juntos? Aiaiai... minhas antigas configurações não mais se ajustavam, pois não se tratava de um ménage à trois, não seria também um caso de mera sacanagem. Nos dizeres daquela conversa matinal, notava-se a força de um pacto legítimo, amistoso, colaborativo. Li mais e me convenci que a tal relação não se baseava apenas em sexo e que, pelo contrário, o sentido de confraternidade seria condição para a sobrevivência de casos tais. E veja que falo em conceito de comunidade, quase bíblico.
Encontrei também referências a outras “soluções”, como distribuição de datas, condição de casais que mantinham além da própria casa, comunhão com outros parceiros. Por certo, me intrigava a questão das despesas, do custo de vida e da educação de filhos. Tudo, porém me era respondido com algumas investidas a mais, nos diversos sites. Cabe dizer que nessas “pesquisas” pude perceber que tudo é mais comum e difundido do que se pensa e que nem faltam pais, mães, parentes e amigos que aceitam isso numa boa. Por fim, fiz mais uma consulta ao meu coração, e depois de delongas respondi que isso é bonito nos outros, no cinema e na literatura. Por fim tive uma resposta pessoal: sou limitado a um amor único, e de tal forma resistente que acabei cantarolando solamente una vez, ame em la vida/ solamente una vez e nada mas...

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PERIGO NA ZÂMBIA

Albinos da Zâmbia Exigem Fim da Brutalidade

A boy living with albinism plays with other children who don't have the condition.

(Tradução: Roberto Rillo bíscaro)

Pelo menos dez pessoas com albinismo (PCAs) são mortas em rituais anualmente, na Zâmbia. Alguns creem que partes de corpos de PCAs trazem riqueza ou boa sorte. Os que nasceram com essa condição genética estão exigindo o fim dessa maluquice.
Há mais de 25 mil PCAs na Zâmbia e casos de matança de albinos são mais raros do que em outras nações africanas, como a vizinha Tanzânia. De acordo com a Cruz Vermelha, curandeiros tanzanianos pagam até 70 mil euros por um conjunto completo de partes de corpo de PCAs.
Entretanto, em um ataque recente, uma albina de 37 anos foi brutalmente assassinada por supostos matadores ritualísticos, em uma remota aldeia no leste da Zâmbia. Eles deceparam sua mão direita e arrancaram seus dentes. Oito mortes similares foram relatadas em 2016, em várias partes do país.  
Muitos albinos perderam membros devido a práticas ritualísticas e enfrentam constante bullying. Baidon Chandipo, 23, um zambiano com albinismo, desabafa: “A maioria das pessoas em nossa comunidade discrimina os albinos e isso nos afeta demais”.
A Comissão de Direitos Humanos da Zâmbia admite que mais precisa ser feito em relação à violência contra as PCAs. Mwelwa Muleya, porta-voz da Comissão, relata que estão fazendo o possível para melhorar as vidas das PCAs. “Nos preocupamos a respeito das queixas de que há apoio inadequado para a aquisição de protetor solar. A Comissão tem pressionado o governo para fornecer saúde e proteção adequadas aos albinos."
Campanha Para Cessar as Mortes de Albinos
A Fundação dos Albinos da Zâmbia tem batalhado pelo tratamento igualitário às PCAs e pelo fim das concepções errôneas sobre os poderes mágicos de seus corpos. John Chiti, Diretor-
Executivo da organização, disse que os albinos zambianos temem por sua segurança. “Há pessoas que caçam albinos, porque acreditam que partes de seus corpos podem curar doenças e trazer dinheiro.” Complementou que as PCAs vivem com medo e não usufruem o total de seus direitos humanos. “Eles têm que se preocupar com quem está a seu lado e muitos já perderam a vida."

TELINHA QUENTE 244

Resultado de imagem para 3% netflix
Roberto Rillo Bíscaro

Claro que deve despertar orgulho a gigante Netflix ter encampado a ideia de uma série brasileira. Dá gosto ver 3% comentada no IndieWire e em jornais britânicos. Papito usa camiseta do Mickey vestido com as cores de sua bandeira e acha piegas brasileiro saudando seus produtos?
Os 8 capítulos foram disponibilizados dia 25 de novembro e o buchicho online tem sido grande. Como sou youtuber muito especifico, jamais ouvira falar do piloto de Pedro Aguilera, que em 2011 bombou. Tentar controlar o máximo o que vejo/ouço/leio pra não sucumbir a tantas modas tem um preço. Mas continua valendo a pena. Pronto, agora não só sei que 3% existe há anos, como vi a primeira temporada dessa distopia sci fi situada no futuro, mas que dialoga tanto com certo discurso meritocrata atual.
Nesse porvir, 97% da população vive em megafavelas e os restantes 3% numa ilha de perfeição chamada Maralto. Ao completar 20 anos, os jovens do empobrecido Continente passam por bateria de provas que decidirão os 3% aptos a morar na ilha-paraíso. A temporada centra-se nesse Processo e nos antecedentes dalgumas personagens, assim como numa disputa interna de poder entre habitantes do Maralto, que então, não são tão perfeitos assim. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento, como ensinou vovó? A falta de definição e diferenciação do Maralto pode ser desculpada nessa fornada inicial, mas terá que ser resolvida na segunda temporada, já oficializada pela empresa. Ou a diferença entre o continente e Maralto está apenas na tecnologia mais avançada? Se sim, terá que ser explicitado, porque nessa temporada ouvimos falar muito de Maralto, mas filmes e séries são audiovisiuais, o expectador precisa ver. Como a tal Causa age? Há agentes infiltrados no Processo, mas o que a Causa efetivamente faz fora dele?
As provas do Processo pareciam um O Aprendiz de vida ou morte e ainda que presentes em outras produções de diferentes estilos mantêm a atenção e enquanto o Processo se desenvolve até dá curiosidade pelo que vem. O problema são várias inconsistências de roteiro, tipo candidato dizer que os avós conheceram o Casal Fundador, mas sabemos que essa é a 104ª edição do Processo. Considerando-se que é difícil de crer que o tal casal já tinha estrutura pra montar processo assim que chega ao Maralto, deve ter demorado um pouco até que iniciaram a seleção. Como os avós de alguém de 20 anos poderiam tê-los conhecido? Se os organizadores do Processo e a tecnologia do Maralto são tão apurados, como Ezequiel consegue esconder o filho tão bem? Se até implantes falsos de chips são detectados, não há câmeras que detectem sua saída?  
A produção conseguiu fazer milagre com o baixo orçamento de que dispunha. 3% pode ser produto Netflix, mas esteve longe de receber o que The Crown amealhou, então há que se dar desconto, não no sentido de passar a mão na cabeça porque é prata da casa, mas porque o visual clean ficou bem legal, dá ideia da assepsia do Maralto, embora aquele Conselho trambiqueiro e viborizado pareça certo Supremo que conhecemos, nada asséptico e com comportamento tão explosivo quanto qualquer pessoa do tal Outro Lado.
Como preparação de terreno, 3% foi interessante, mas a segunda temporada tem muita coisa pra equacionar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

CAIXA DE MÚSICA 250

Roberto Rillo Bíscaro

Uma das características arroladas ao pós-modernismo é o pastiche, cópia celebratória de estilos passados, bem ao gosto de nossa época que quer tudo hiper-real, na esperança de recriar/viver “experiências”. Essas discussões vieram à mente quando ouvi 2 álbuns lançados em setembro. Deliciosos, procuram imprimir a laser 2 vertentes musicais norte-americanas dos anos 60, sem brecha pra intromissões contemporâneas.
St. Paul And The Broken Bones é um sexteto de soul music do sulista Alabama. Em 2012, Paul Janeway (vocais), Browan Lollar (guitarra), Jesse Phillips (baixo), Andrew Lee (percussão), Al Gamble (teclados) e Allen Branstetter (trompete) fundaram a banda, que já tem 2 álbuns, 2 EPs, é elogiada pela crítica e faz turnês internacionais com saxofonista e trombonista, pra emular ainda melhor o som vintage que realiza. Sea Of Noise mente no título, porque é um mar de soul à Marvin Gaye, cantado com aquela voz suave característica de muitos clássicos do subgênero, desde Smokey Robinson ao oitentista Roland Gift ao contemporâneo Dornik. Confira se a sexy Flow With It não faz jus ao título; puro Gaye early 70’s; já valeria o álbum. Mas, tem mais. Midnight On The Earth tem o baixo rebolante e a melodia circular que originaram a disco music, mas no fim tudo é engolfado pela luxuosa orquestração. Não faltam R’n’Bs intensos, lentos, que podem ser dramáticos com I’ll Be Your Woman ou sensuais, como Sanctify. Brain Matter tem pegada mais pop, ao passo que Is It Me e Waves enveredam pelo gospel e La Bruit resvala pra psicodelia anos 60, única faixa que se aproxima do barulho do título.
The Excitements oferece prato teórico mais cheio ainda pra estudiosos da pós-modernidade. Seu som explosivo, calcado em feras como Wilson Pickett, Etta James e Ike & Tina Turner, reprodução perfeita e original do R’n’B mais visceral de fins dos 1950’s/primeira metade dos 1960’s é feito por catalães e uma vocalista moçambicana, cantado em fogoso inglês. The Excitements é Koko-Jean Davis (vocais), Adrià Gual (guitarra), Daniel Segura (baixo), Albert Greenlight (guitarra), Jose Luis Garrido (percussão), Nico Rodríguez Jauregui (sax barítono) e Jordi Blanch (sax tenor). Na ativa desde 2010, seus EPs e álbuns incendiários, aliados a turnês europeias constantes e contagiantes, o The Excitements conseguiu devotos seguidores e respeito no nicho R’n’B. Breaking The Rule deu sequência à emulação da sonoridade mais rústica de selos como Atlantic, Chess, Stax e a Motown do começo.
O título do LP também não deixa de ser mentiroso, porque nenhuma regra é quebrada; o som é revivalista até nos detalhes. As canções escolhidas pra covers entregam o ouro incandescente das influências: Fire, R’n’B proto-funk, de Gino Parks; Back To Memphis, de Chuck Berry, um dos pais do rock e Chicken Pickin’, blues eletrificado do Lonnie Mack. The Excitements é do sul espanhol e bebe do sul norte-americano; delta do Mississippi na cabeça e nos quadris, fustigados com locomotivas energéticas, tipo Wild Dog e apimentadamente dançáveis, como Everything’s Better Since You’re Gone, onde James Brown meio que desce em Koko. Também há exemplos de lentas intensas com influxo gospel, como a faixa-título, material que o belga (!) Vaya Com Dios ensinou a geração anos oitenta a curtir, com seu sucesso de 1990, What’s a Woman. Mas o The Excitements é melhor, porque mais orgânico.
No Bandcamp, dá pra ouvir/comprar os 2 álbuns do grupo:

domingo, 29 de janeiro de 2017

SUPERAÇÃO SOLIDÁRIA

Conheça a história de superação do Vlamilton Borges. Ele sofreu um acidente que o deixou paralítico, mas encontrou forças ajudando o próximo e hoje consegue muitas doações para famílias carentes. Linda história de superação! Acompanhe!

sábado, 28 de janeiro de 2017

ALBINO GOURMET 218

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

1 EM 100

Tartaruga albina nasce em ninhada com mais de 100 filhotes no Mato Grosso

De acordo com o executor do projeto, Gaspar Saturnino Rocha, ainda não foi registrado a presença de uma tartaruga albina adulta na natureza




Um caso raro aconteceu às margens do Rio das Mortes, região do Araguaia, localizado no município de Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso. Entre os mais de 100 filhotes de tartarugas nascidos, um deles é albino.



Pela falta de pigmentação, a tartaruga albina chama mais atenção dos predadores e tem uma resistência menor que os demais. Por enquanto, todos os filhotes estão na Unidade de Conservação Estadual Refúgio de Vida Silvestre. Projeto que fica no mesmo município e que foi criado pelo governo do Mato Grosso.


De acordo com o executor do projeto, Gaspar Saturnino Rocha, ainda não foi registrado a presença de uma tartaruga albina adulta na natureza. Ele ainda relata que, em outra ocasião, uma tartaruga nessa mesma condição foi encaminhada para um cativeiro em Goiás para receber um tratamento diferenciado e longe dos predadores. Com isso, o animal conseguiu chegar a vida adulta.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

MELHORES DE 2016 – PARTE II


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Roberto Rillo Bíscaro

O blog está se dando umas 3 semanas de férias. Mas, há material indicado nele pra meses de pesquisa. Pra facilitar, chegou a hora de eleger o melhor resenhado no segundo semestre de 2016.
O link pros melhores do primeiro semestre está aqui:
Vejamos agora o que mais me agradou entre junho e agora:

MÚSICA
Before The Dawn – registro impecável da temporada de espetáculos que Kate Bush fez em Londres, em 2014.
The Complete Trio Collection – quase tudo gravado em conjunto pelas 3 divas country Dolly Parton, Emmylou Harris e Linda Ronsdatd estão nesse CD triplo.
Pitanga Em Pé De Amora – os 2 álbuns do grupo paulistano são deliciosos.
A Troça Harmônica – a nova MPB não carece de talentos a julgar por essa mistura de Chico Buarque com Clube da Esquina, que é muito mais do que isso.

LITERATURA
Madame Bovary – A releitura do clássico de Gustave Flaubert mostra que Emma Bovary hoje frequenta o Instagram, postando fotos duma felicidade que não possui.

TV
Paranoid – minissérie policial britânica cheia de contradições, mas viciante (talvez por ellas). Bobby Day é minha personagem do ano!

The Crown – luxuosa produção da Netflix sobre a Família Real mais famosa; adivinha qual!

Black Mirror – migrado pra Netflix, o mundo distópico de Charlie Brooker não perdeu nada de sua força e criatividade. Não houve um fime de horror este ano que chegasse perto de um par de episódios desta maravilha.

Trapped – é a Islândia entrando em grande e gelado estilo ao mundo do bom Nordic Noir.

Kroniken – não tão boa quanto Matador, mas ainda assim, bela crônica da história social dinamarquesa dos anos 50 aos 70, em clima de novelão.

Devious Maids – as 4 temporadas das mucamas de Beverly Hills são puro besteirol noveleiro. Ótimo pra época em que más notícias se empilham.

CINEMA
Das Letzte Schweigen  – mistério alemão que se passa no verão, mas mantém geleira invernal.

Isso é tudo, pessoal, até 2017. Tudo de melhor pra vocês!