sexta-feira, 1 de julho de 2016

MELHORES DE 2016 – PARTE I

Hora da retrospectiva do que mais me agradou no primeiro semestre. Lembrando que não importa o ano de produção, apenas o fato de ter sido resenhado neste semestre.

CINEMA
Blind: deficiente visual retratada de forma não-vitimizante ou superatória, além de soluções formais espertas. Vale ver essa película norueguesa.
A Festa de Despedida: discussão israelense bem-humorada sobre a eutanásia.
Salmer fra Kjøkkenet: fofíssima parábola norueguesa sobre solidão e amizade masculinas:
Orgulho e Esperança: sobre como o movimento LGBT londrino apoiou a greve dos mineiros do País de Gales e o resultado na Parada Gay na cidade, em 1985. Político sem esquecer que precisa entreter como filme.
Difret: rara produção africana a penetrar no Ocidente, o filme trata das implicações de um estupro de menor na Etiópia. Obrigado, Angelina Jolie.

MÚSICA
The Invention Of Knowledge – Jon Anderson de volta aos dias de glória do Yes, em parceria com o sueco Roine Stolt.
Folklore – o nono álbum do Big Big Train já é um dos grandes álbuns de rock progressivo do ano.
Para Além do Muro do Meu Quintal – a delicadeza do quarto álbum do niteroiense Fred Martins merecia tocar mais nas rádios.
Tropix – Céu seguindo com competência a tradição brasuca da geleia geral antropofágica tropi(x)caliente.
More Issues Than Vogue – a diva negra K. Michelle novamente arrasa numa coleção de lentas.
Les Chateux de La Loire – o projeto italiano Ellesmere remete aos tempos do Genesis anos 70 ou do início da careira de Anthony Philips.
Perpetual Gateways – de Steve Wonder a scat singing, Ed Motta arrasa na voz e nas composições, tocadas por feras do jazz.
Farmhouse Odissey – o álbum homônimo de estreia dos norte-americanos dói de tanta beleza prog.
Reality Show – Jazmine Sullivan, diva R’n’B com voz granulada, numa coleção de canções quase impecáveis.
Animal Nature – 100% dançável e aproveitável. O Escort faz retro discofunk arrasa-quarteirão.

TV
Scandal – Mellie Grant pra presidente! A sexta temporada continua viciante.
Happy Valley – as 2 temporadas do policial britânico são show noir. /grandes histórias de detetive numa comunidade que de feliz nada tem.
Shetland: terceira temporada da série escocesa é a melhor até agora. Celtic Noir rules!
http://www.albinoincoerente.com/2016/03/telinha-quente-204.html

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