sábado, 19 de dezembro de 2009

O DIA EM QUE O CÉU EXPLODIU

Roberto Rillo Bíscaro

(Este post faz par com a postagem METEORO, de 18/09
http://www.albinoincoerente.com/2009/09/meteoro.html )

Recém vi o avô de filmes cujo tema é asteróide em rota de colisão com a Terra, ameaçando destruí-la. Trata-se da produção franco-italiana Il Morte viente dallo spazio (1958), lançado 3 anos depois nos EUA com o nome The Day the Sky Exploded. Assisti a versão dublada em inglês.

Uma espécie de cooperativa aeroespacial internacional está prestes a lançar o primeiro vôo tripulado ao espaço. O escolhido é um astronauta norte-americano (a Europa tinha que puxar o saquinho do Tio Sam depois do Plano Marshal, né??). Tudo vai indo bem até na hora de voltar à Terra, quando, devido a um problema, o piloto tem que ejetar-se do foguete e voltar pra Terra numa nave alternativa. A cápsula é abandonada à deriva no espaço. Tudo bem se não fosse um piccolo detalhe: Ela é movida a energia atômica.

Um par de dias após o retorno do astronauta, um radar capta uma forte explosão nuclear na região dos asteróides. Cientistas descobrem, horrorizados, que a explosão não apenas tirou alguns asteróides de suas rotas, mas também fundiu-os em gigantesco meteoro, em rota de colisão com nosso planeta.

A solução encontrada quase à última hora é reunir todos os mísseis nucleares das nações e apontá-los contra o meteoro.O final, todo mundo já sabe, né?

Típico das produções dos anos 50, muita cena de arquivo é usada: maremotos, animais em disparada, incêndios florestais, muitos lançamentos de mísseis e foguetes e muito, mas muito aparato tecnológico.

O meteoro é apenas uma desculpa pra vermos todo tipo de radares, sonares, computadores, botões e várias outras engenhocas. O filme está inebriado com as possibilidades tecnológicas. Nunca vi outro filme que mostrasse tantos bips diferentes pros radares e computadores. Em uma sequência temos uma mini-sinfonia de beeps de radar que deve ter influenciado o alemães do Kraftwerk!!!

A energia nuclear é ao mesmo tempo causa e solução dos problemas, mas a posição da narrativa não é ambivalente. Energia atômica fora de controle pode destrutiva pro planeta, mas nas mãos certas e competentes pode ser a salvação da humanidade.

A cinematografia é esmerada e está a cargo de Mario Bava, um dos mestres do horror italiano. Nos créditos iniciais, o nome de Mario está grafado Baja.

(Alguém colocou o filme todinho no U2B. Quem curtir ficção científica e disaster movie dos anos 50, tem diversão garantida. )

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