terça-feira, 11 de julho de 2017

SAMBANDO NA CARA DO PRECONCEITO

Albina, jovem joga balde de água fria no preconceito e cala os críticos ao se tornar modelo
Ataques, ataques e mais ataques. Pessoais, virtuais, de conhecidos e de desconhecidos. Se há algo que a sul-africana Nontobeko Mbuyazi precisou aprender desde muito cedo é a ser forte.
Nascida com albinismo - um transtorno que se caracteriza pela ausência total de pigmentação na pele -, a jovem não é estranha ao preconceito. Em seu caso, a condição atingiu pele, cabelo e olhos.
No entanto, os comentários desagradáveis que sempre ouviu nunca fizeram Nontobeko baixar a cabeça. Muito pelo contrário. Sabendo do seu valor, ela sempre correu atrás de seus sonhos. Se quisessem falar de sua aparência, que assim o fizessem.
Ao completar 20 anos, a jovem calou a boca de todos aqueles que a importunavam. Além de assinar com uma renomada agência de modelos, a Models International, a sul-africana continua firme em seus estudos na área de criminologia. O albinismo é apenas uma condição e não uma doença. E cada obstáculo é derrubado por seu otimismo e motivação.
E mais do que alcançar seus objetivos, Nontobeko se vê como um exemplo. Uma prova de que o preconceito não é e não deve ser mais forte do que a vontade de lutar e de vencer. E ela faz questão de deixar uma mensagem para outras pessoas portadoras da mesma condição e que sofrem com o bullying (principalmente o virtual dos "machões" anônimos):
"Eu quero que todos os albinos que não se sentem bons o suficiente para nada por causa do bullying saibam que eles são lindos. Muitos de nós estão sofrendo com a depressão devido a toda discriminação e intimidação enfrentadas. As pessoas só querem nos fazer mal, porque é só assim que conseguem se sentir bem consigo mesmas. Mas, eu sou albina e apesar das minhas diferenças, encontrei minha confiança.
Virtualmente, as pessoas dizem que pareço um fantasma branco, perguntam das minhas sobrancelhas e o porquê de eu ser tão pálida. São ofensas que pessoalmente ninguém jamais me fez. É tudo online.
Esse bullying cibernético me fez, por vezes, duvidar de mim mesma e me questionar se eu sou bonita ou não. Mas, ao invés das ofensas me derrubarem, o efeito foi exatamente o contrário".
Infelizmente, o ambiente virtual, por mais facilitador e tecnológico que seja, não está isento de pessoas que fazem o mal. Aliás, o "mundo real" segue sua rotina pelo mesmo caminho. Contudo, essas pessoas jamais devem prevalecer. Se você enfrenta alguma situação de assédio, bullying ou preconceito, não hesite em procurar ajuda. Cada um de nós somos mais fortes do que pensamos.

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