domingo, 20 de junho de 2010
O PRESENTE DA JANETINHA
http://adoteoamor.blogspot.com/
Obrigado, Janetinha. O trabalho é feito com muito amor e seguirá firme!
Espero que estejamos sempre juntos nessa caminhada.
Te presenteio com Janet Jackson...
ODÙDUWÀ - DIVINDADE ALBINA DA ÁFRICA
Odùduwà
Odùduwà chegando ao Àiyé, cria tudo o que era necessário e delega poderes às divindades que o seguiram, conhecidos como os Àgbà, para governarem a criação, e volta ao Òrún, e só retornaria quando tudo estivesse realmente concluído. Òrìsànlá, que tinha ficado no Òrún com seus seguidores, já tinha moldado corpos suficientes para povoar o inicio do mundo, vai então para o Àiyé, com seus seguidores, os Funfun; fato que ocorre antes da volta de Odùduwà para o Àiyé.
Quando Olófin Odùduwà retorna ao Àiyé, funda a cidade de Ilê-Ifé, e vem a ser o primeiro Oba (rei) do povo yorubano com o titulo de "Oba Óòni", ou seja, o primeiro Óòni de Ifé, e a cidade se torna a morada dos deuses e dos novos seres.
Durante todo este tempo, Odùduwà que já estava casado com Ìyá Olóòkun, divindade feminina, responsável e dona dos mares, tem dois filhos, o primogênito, a divindade Ògún e uma filha de nome Ìsèdélè. O tempo passa, e Odùduwà, que era uma divindade negra, porém albina, incumbe seu filho Ògún de ir para a aldeia de Ògòtún, vizinha de Ifé, conter uma rebelião.
Ògún, divindade negra, senhor do ferro, parte para sua missão e realiza o intento, trazendo consigo Lakanje, filha do rebelde vencido. Ora, Lakanje era espólio de Odùduwà, o Óòni de lfé, portanto intocável, mas Lakanje era muito bela e extremamente sensual e Ògún não resistiu aos seus encantos e com ela teve várias noites de amor, durante sua viagem de volta. Chegando a lfé, ele entrega os espólios da conquista, inclusive Lakanje, a seu pai Odùduwà, que também não resistiu aos lindos encantos da mortal Lakanje e por ela se apaixona e acabaram por casar-se. Ògún nada tinha contado a seu pai dos fatos ocorridos e logo após o casamento Lakanje está grávida, desta gravidez nasce um filho de nome Odéde.
Só que o destino foi fatídico, Odéde nasceu metade negro, como a pele de Ògún e metade branco, como a pele do albino Odùduwà, revelando assim, a traição de Ògún para com a confiança do seu pai, esta situação gerou muita discussão entre Odùduwà e Ògún, mas a principal foi "quem tinha razão", ou, quem teria mais "genes" no filho em comum, Odéde, e cada um se posicionava com a seguinte frase : "a minha palavra triunfou" ou "a minha palavra é a correta", que aglutinada é Òrànmíyàn e foi assim que ele passou a ser chamado e conhecido.
Com Lakanje, uma das muitas esposas de Odùduwà, ou com outras, teve ou já tinha mais seis filhos, outros dizem dezesseis, uns, um número maior ainda, enfim, alguns dos filhos destas esposas, geraram as linhagens dos Obas Yorubanos, uns foram os precursores de sete das principais tribos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorubas, e religiosamente falando, todos os povos do mundo. Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yoruba, portanto Olófin Odùduwà Àjàlàiyé é aclamado como "O Patriarca dos Yorubas". Obàtálá (Òrìsànlá), que também já estava no Àiyé com sua comitiva, mas devido a grande rivalidade com Odùduwà, foi expulso de Ilê-Ifé e funda a cidade de Ìgbò e se torna o primeiro Obà Ìgbò chamado também de Bàbá Ìgbò, pai dos ìgbòs. Numa sociedade polígama, Òrìsànlá é um caso raro de monogamia, pois a divindade Yemowo foi sua única esposa e não tiveram filhos.
(Encontrado em http://www.lendas.orixas.nom.br/oduduwa.php)
sábado, 19 de junho de 2010
HIGIENE 3D
Especialistas sugerem que óculos 3D sejam limpos com álcool em gel
Produto deve ser passado na lente e na armação
“É melhor prevenir do que remediar”. A máxima ditada por especialistas da área da Saúde vale para as pessoas que vão assistir filmes 3D, tecnologia que invadiu as salas de cinema do país e requer óculos especiais para acompanhar as cenas. Apesar de os locais de exibição garantirem que os acessórios são higienizados após a exibição, especialistas sugerem aos cinéfilos que passem álcool em gel neles antes da sessão. Oftalmologista Sérgio Penna Barbi, presidente do Departamento de Oftalmologia da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), diz que "o usuário pode fazer a própria higienização e evitar problemas com as doenças oculares". O produto deve ser passado na lente e na armação, principalmente na haste bem perto dos olhos. Os óculos 3D são essenciais para que se tenha a sensação de tridimensionalidade proposta pela produção cinematográfica. Se em 1970 os acessórios cedidos para estes filmes eram descartáveis, feitos com papelão, os usados atualmente exigem acessórios compatíveis com os avanços da tecnologia e são mais resistentes e com lentes especiais.
Apesar de o oftalmologista Canrobert Oliveira, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), defender óculos 3D individuais, que possam ser levados para casa depois do filme, o custo do artigo ainda é bem alto: em torno de R$ 160.
Porém, para que os ingressos não fiquem com os preços salgados, a alternativa é ceder os óculos, recolhê-los ao final de cada sessão e fazer a esterilização para serem novamente usados. Penna diz que "nem sempre é assim que acontece”.
Se a limpeza não é feita corretamente, óculos sujos, que passam de mão em mão e de rosto em rosto, podem disseminar doenças infecciosas, principalmente a conjuntivite virótica. Os olhos ficam inchados, lacrimejantes e comumente embaçados – até mesmo a claridade incomoda. O processo de tratamento é bastante demorado.
O coordenador de Oftalmologia do Hospital Lifecenter, Henrique Vizibelli, afirma que os riscos existem, mas são pequenos.
– Não é preciso deixar de ir ao cinema 3D por causa disso.
Em Belo Horizonte, os cinemas oferecem os óculos devidamente lacrados. Antes disso, no entanto, já foram usados, esterilizados e empacotados novamente. Há salas de exibição onde os óculos são usados cerca de 20 vezes. Depois de recolhidos, são higienizados e oferecidos nas sessões na semana seguinte.
Para Penna, que já assistiu a um filme com os óculos, a questão ainda precisa ser bastante discutida.
– Mas não custa nada se precaver.
Já Vizibelli diz que ainda vai assistir a um filme produzido com a tecnologia, mas pretende levar lenços umedecidos com álcool, comprados em farmácia, para fazer a assepsia dos óculos.
O engenheiro Eduardo de Barros Gomes, de 41 anos, não se preocupou com essa limpeza quando foi a uma sala 3D, pois acreditava que eles eram novos e seriam levados para casa.
– Foi quando abri o meu e vi a lente arranhada que percebi que ele já tinha sido usado.
A mulher de Eduardo, a engenheira Raquel da Silveira Assis, de 36 anos, mesmo tendo em mãos os acessórios dentro do plástico, disse que pode se prevenir ainda mais.
– Da próxima vez vou levar o álcool em gel.
No caso dela, os óculos de grau usados no dia a dia foram uma proteção a mais. De acordo com oftalmologistas, eles mantêm os óculos 3D distantes dos olhos, pois entre eles estão as lentes corretivas.
Para a arquiteta Flaviana Basotto, de 39 anos, os cuidados são essenciais, mas a questão não a preocupa tanto.
– Quando assisti ao filme, peguei os óculos e verifiquei se eles estavam sujos, mas estavam perfeitos, sem qualquer arranhão, inclusive. Não podemos ficar muito preocupados com isso, senão não faremos mais nada.
Os óculos 3D não causam problemas de visão, diz o oftalmologista Sérgio Penna. Os acessórios, porém, podem servir de alerta para alguma disfunção ocular, como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Dores de cabeça e sensação de vista cansada, sintomas apresentados pelo espectador durante o filme, podem ser decorrentes de algum problema de visão já existente e ainda não cuidado.
– Assim, a recomendação é que a pessoa procure um médico especialista. E quem usa óculos ou lentes não devem tirá-los para ver o filme.
(Encontrado em http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/especialistas-sugerem-que-oculos-3d-sejam-limpos-com-alcool-em-gel-20100224.html )
(Um pouquinho de Techno polonês pra aquecer pra balada de sábado!)
INFORMACIONES EN ESPAÑOL RESPECTO EL ALBINISMO

La tirosinasa codifica la tirosina, lleva la información genética de una de las principales enzimas responsables del primer paso de la ruta metabólica de la síntesis de melanina; al haber un déficit en la tirosinasa los melanocitos no pueden desarrollar sus etapas lo que impide que la melanina se produzca y madure reaccionando ante la estimulación de los rayos solares.
El melanocito es una célula dendrítica que deriva de la cresta neural y que migra hacia la epidermis y el folículo piloso durante la embriogénesis. Su principal función es la producción de melanina que tiene importancia cosmética y de protección solar. En el melanocito, la síntesis del complejo tirosinasa y la formación de los melanosomas es un proceso paralelo que se inicia en el retículo endoplasmático rugoso (RER). La tirosinasa pasa al aparato de Golgi donde es activada por la presencia de cobre. Una vez activada constituye vesículas citoplásmicas que se unirán a los melanosomas, los cuales parten a su vez del RER como premelanosomas y una vez autónomos constituyen los melanosomas de nivel I y evolucionan hacia melanosomas de nivel II, que al asociarse a las vesículas citoplasmáticas que contienen tirosinasa activada darán origen a los melanosomas de nivel III en los cuales se va a proceder a la síntesis de melanina. Los melanosomas alcanzan el nivel IV y pierden su actividad tirosinásica.
En situaciones normales los melanocitos se disponen a nivel de la capa basal epidérmica y contactan con los queratinocitos por medio de sus dendritas, se estima que, existe un melanocito por cada 36-40 queratinocitos (unidad melánica epidérmica) o un melanocito por cada 9 células basales.
Clasificación del albinismo
El albinismo se puede clasificar en varios tipos de la siguiente manera:
· Cutáneo o llamado también piebaldismo
Es el menos común, se hereda de forma autosomico dominante. Las personas se caracterizan por tener la piel y el cabello parcial o completamente despigmentados, ojos sin deficiencia de pigmentación en el iris y en algunos casos con problemas visuales.
· Ocular -AO
Es heredado por alteraciones o mutaciones en un gen situado en el cromosoma X o a genes implicados los cuales no se conocen con exactitud.
Las personas se caracterizan por la disminución pigmentaria en los ojos, algunas veces está acompañado de un leve déficit pigmentario en la piel y el pelo; deficiencia de la agudeza visual, nistagmos (temblor de ojos lateralmente), fotosensibilidad, en algunos casos ceguera parcial o total y estrabismo (desviaciones de un ojo con respecto al otro o de las dos).
· Óculo-cutáneo AOC
Es el albinismo más frecuente y se divide en cuatro tipos pero conservando en estos cuatro casos la despigmentación de ojos, pelo y piel.
· AOC1
Producido por mutaciones o alteraciones en el gen de la tirosinasa que está ubicado en el cromosoma 11, este tipo de defectos son más comunes en la raza caucásica (blanca indo europea), y se dividen en:
· Negativo: Mutaciones o alteraciones del gen de la tirosinasa que interrumpe la producción del pigmento, es decir, con el tiempo no oscurece su pigmentación en general.
· Positivo: se Interrumpe la producción de pigmento parcialmente lo provoca una leve pigmentación con el tiempo.
· ACO2
Mutaciones o alteraciones en el "gen p" cromosoma 15, se da principalmente en personas de raza negra de origen Africano.
· ACO3
Asociado a mutaciones o alteraciones del gen de la proteína relacionada a la tirosina de tipo 1. · ACO4
Corresponde a mutaciones del "gen MAPT", es el más frecuente en Japón.
Las personas en riesgo de heredar albinismo son:
· Hijos de padres que tienen albinismo.
· Hijos de padres que no tienen albinismo, pero llevan los genes alterados que causan este trastorno.
· Un historial familiar positivo para albinismo en un hermano u otro pariente.
· Ascendencia puertorriqueña (esto aumenta significativamente el riesgo de padecer una forma atípica de albinismo conocida como síndrome de Hermansky-Pudlak).
El albinismo es poco común. En los Estados Unidos, alrededor de 1 de cada 17.000 personas en general tiene alguna forma de albinismo. Todas las razas se ven afectadas, sin embargo el AO ocurre predominantemente en personas de raza blanca y el AOC en personas de raza negra. La mayoría de niños con albinismo nacen de padres con color normal de cabello y piel para su procedencia étnica.
No hay cura para el albinismo. Existen tratamientos con el objetivo de prevenir o limitar los síntomas. En algunos casos, se necesita tratamiento específico para ciertos síntomas.
El tratamiento preventivo puede incluir:
· Proteger la piel:
· Los riesgos de padecer cáncer de piel y quemaduras de sol se pueden reducir al evitar la exposición al sol siempre que sea posible.
· Use un factor de protección solar (SPF) de 15 o más.
· Cubra la mayor cantidad de piel posible con ropa cuando se exponga al sol o con ropa con filtro solar.
· Proteger los ojos:
· Use gafas con protección UV cada vez que se exponga al sol.
· Los lentes para el sol (con protección UV) pueden aliviar la fotofobia.Tratamiento Específico de Síntomas
El tratamiento específico de síntomas de albinismo puede incluir:
· Para los ojos:
· Gafas, lentes de contacto, y/o auxiliares ópticos para ayudar a mejorar la visión.
· Cirugía para corregir determinados problemas oculares, incluido el estrabismo o la ambliopatía.
· Auxiliares visuales (en el salón de clases) para ayudar a niños con albinismo.
· Para la piel:
· En caso de desarrollar cáncer de piel: cirugia de la parte afectada antes de que se desarrolle la metástasis.
Estos tratamientos pueden ser especialmente importantes en África. La OrganizaciónMundial de la Salud calcula que allí habitan miles de personas afectadas que no tienen acceso a los medicamentos importantes y al cuidado preventivo.
Bibliografía
· Louis J. Elsas,Nicola Longo, León E.Rosenberg/enfermedades hereditarias del metabolismo de los aminoácidos y por depósito de los mismos; Fauci,Braunwald, Isselbacher,Wilson,Martin,Kasper,Hauser,Longo/Harrison-principios de medicina interna/14° edición/México D.F/editorial Mc Graw Hill/año de publicación agosto de 1998/PAG 2497
· Rick Alan. Albinismo(healthlibrary)/ Rosalyn Carson-DeWitt, MD;11-17-18(fecha de actualización: noviembre del 2008,fecha de acceso:25 de abril del 2010) http://healthlibrary.epnet.com/GetContent.aspx?token=c905f6c8-fb81-4c5f-9ac5-57abe8fde16b&chunkiid=104026.
· Diccionario de medicina mosby/Laurence Urdang/ Barbara Guidos redactora/edición 1994/publicado en España/editorial:océano,grupo editorial/pagina 35
· Smith, Lloyd H., Fisiopatología Principios Biológicos de la enfermedad/20a edición/editorial panamericana /paginas 86-90
· Infogen/es, infórmate para que tu hijo nazca sano(fecha de actualización 19 de marzo del 2009,fecha de acceso:30 de abril de 2010) http://www.infogen.org.mx/Infogen1/servlet/CtrlVerArt?clvart=9144
· Portal del estudiante, tecnología médica mención morfo fisiopatología y citodiagnóstico(fecha de actualización: noviembre del 2008,fecha de acceso:30 de abril del 2010) http://morfoudec.blogspot.com/2008/07/microscopa-virtual-piel.html
· CELSO ABRAHAM GARCIA FRAYRE, VALERY ZAMARRIPA, HECTOR HUGO SEGURA GONZALEZ/Enfermedades metabólicas producidas por enzimas defectuosas/ Licencia Creative Commons Atribución/Compartir-Igual 3.0,(fecha de actualización:17 de mayo del 2010,fecha de acceso:30 de abril del 2010) http://es.wikibooks.org/wiki/Enfermedades_metabólicas_producidas_por_enzimas_defectuosas · Tirosina,(fecha de actualizacion:26 de marzo del 2010, fecha de acceso:27 de marzo del 2010) http://es.wikipedia.org/wiki/Tirosina#El_metabolismo_de_laz_tirosina
Autor:
Marcelo Arcos Herrera
Esteban Isaza Gómez
Stefania Pineda Alvarez
Valeria Puerta Escobar
Jennyfer Rivas Martinez
Laura Vasco Correafusmproteinas[arroba]hotmail.com
ESTUDIANTES DEL PRIMER SEMESTRE DE MEDICINA, FUNDACION UNIVERSITARIA SAN MARTIN MEDELLIN COLOMBIA.(Encontrado em http://www.monografias.com/trabajos81/albinismo/albinismo.shtml )
Para una versión extendida del concepto de color y sus propiedades, con muchos detalles curiosos:
.http://comofuncionaque.com/que-es-el-color-y-cuales-son-sus-propiedades/
(La colombiana Shakira. Waka waka!)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
REPERCUSSÃO DA CAPA

Dia 29 de maio, postei sobre a presença duma garota albina na capa da estréia da N Magazine no Brasil
http://www.albinoincoerente.com/2010/05/garota-albina-da-capa.html
Agradeço ao blog da revista por ter aproveitado a ocasião pra divulgar nosso trabalho
http://n-magazine.blogspot.com/2010/06/garotas-da-capa.html
Aproveitem e confiram a repercussão da presença das meninas albinas na revista.
http://www.dasbancas.com.br/2010/06/n-de-novidade.html
Parabéns à N magazine por estréia em nosso mercado com a coragem de inovar o visual.
Viram como o mercado está preparado pro visual albino? Falta alguém abordar nossos problemas e conquistas de forma mais aprofundada na TV. Quem dará o pontapé inicial?
CUIDADO COM A CONJUNTIVITE
Conheça os tipos de conjuntivite e como se proteger deles
Temperatura baixa e tempo seco fazem casos da doença aumentar
A combinação de baixas temperaturas e tempo seco provoca um aumento dos casos de conjuntivite, que é a inflamação da conjuntiva, uma membrana que envolve parte do globo ocular. A situação fica ainda mais complicada com a chegada do inverno. Assista ao vídeo abaixo e conheça os tipos de conjuntivite e como se proteger
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O AMOR E SEU(S) OPOSTO(S), SEGUNDO TRACEY THORN
Roberto Rillo Bíscaro
No início da década de 80, 2 universitários ingleses – Bem Watt e Tracey Thorn - formaram o Everything But the Girl, que durante sua longa carreira, incursionou pelo pop, folk, samba, jazz, até desembocar no trip-hop e drum’n’bass de sua última fase, já na virada do século.
Além dos arranjos sofisticados e letras tangenciando temas políticos e amorosos, destacava-se a voz quente de Tracey Thorn. Basta conferir sua participação no álbum Café Bleu (1984), do Style Council. The Paris Match, esfumaçada à la Chet Baker, atinge as vias do sublime com os vocais de Tracey. Dói de tão chique.
No Brasil, o EBTG foi um prazer para poucos na década de 80. Sade, Style Council, Matt Bianco – representantes do que aqui se chamou New Bossa – chegaram a ser tema de novelas globais. Não lembro disso ter ocorrido com a dupla Watt-Thorn. Apenas quem tinha grana pra comprar edições importadas ou ouvia as chamadas FMs “alternativas” conhecia o grupo. Aqui, eles estouraram com Missing, do álbum Amplified Heart, de meados da década de 90, quando iniciava sua fase eletrônica.
Depois de Temperamental (1999) a dupla silenciou. Embora ainda vivam juntos, Ben e Tracey não gravam como EBTG desde então. À parte, algumas colaborações aqui e ali, Tracey Thorn ficou criando seus 3 filhos e não lançou álbum até 2007, quando saiu Out of the Woods, bastante salpicado de elecronica.
Mês passado, Tracey lançou Love and Its Opposite, ainda informado pelo electro-pop, mas agora temperado com momentos que lembram o EBTG pré-drum’n’bass/trip-hop.
O álbum abre com Oh, the Divorces, misto de valsa com canção de ninar, que começa ao piano até incorporar cordas. Thorn reflete sobre a quantidade de divórcios a seu redor (And this one is different/And each one of course is/And always the same) e questiona se o próprio coração está em mãos seguras. Parece que sim, Bem e Tracy até se casaram há pouco, depois de 30 anos juntos. Em 1985, Phil Collins já se perguntava por que ninguém ficava mais junto... Tracy, uma década mais jovem que Collins, se deu conta disso agora.
Singles Bar, com sua melancólica levada folk, fala com sensibilidade sobre os medos, dúvidas, inseguranças e desejos de uma mulher madura que passa boa parte de seu tempo procurando alguém em um bar para solteiros. Can you guess my age in these jeans? Can you tell me what any of this means? A canção termina com a questão que parte o coração: Can you smell the fear? Medo da solidão. Thorn não julga a personagem, a maturidade a fez compreender os subterfúgios usados para mascarar a falta de amor.
O ponto alto do álbum é Hormones, onde a cantora estabelece uma comparação entre uma mulher na menopausa e uma adolescente. A letra inicia com Yours are just kicking in/mine are just checking out e segue comparando os diferentes estados emocionais e comportamentais das 2 etapas da vida até chegar à pergunta da garota a respeito de porque se sente daquele jeito. A mãe apenas balança a cabeça e diz “Hormones, babe.”, e repete os versos iniciais. Outono e primavera dialogando. Mas, o clima não é de velório. A melodia brejeira exala o aroma das flores. Uma estação não é melhor que a outra, apenas distintas. Dá vontade de sair saltitando por entre eucaliptos...
A lingüística nos ensina que não existe sinônimo perfeito. Sendo assim, não deve haver apenas um antônimo para as palavras. O oposto de amor, indicado pelo título do álbum, não é apenas ódio. Certamente varia de acordo com a significação que se empreste ao termo amor. Pode ser solidão, separação, medo, insegurança... Quem sabe até morte? Tracey canta sobre diversos amores e distintos opostos num álbum maduro e coeso, que reúne pontas a princípio tão opostas como folk e eletrônica.
Love and Its Opposite é prova de que Tracey Thorn ainda tem muita coisa relevante a dizer. Ao contrário da alfinetada da letra de Oh, The Divroces, onde deseja “bad karma” prum marido galanteador, só posso pedir por um ótimo karma pra ela.
ALVO ÁLVARO – III
Hoje, publico outra aventura do personagem albino Álvaro, criado pelo escritor, também albino, Flávio Silva.
Flávio manifestou desejo de tornar o personagem e suas experiências em criação coletiva.
Como?
Vejamos o que o próprio Flávio me escreveu:
Gostaria que os leitores do blog sugerissem situações que gostariam de ver retratadas na vida conturbada (e por que não frustrada) de nosso personagem. Uma espécie de criação coletiva, onde a ideia seria creditada no final do texto.
Pronto, Flávio, sua idéia está lançada.
Aos leitores que desejarem colaborar, o email do Flávio é flaviosilva@gtechlogistica.com.br
E agora, sem mais delongas, vejamos o que Álvaro tem pra nós desta vez...
ALVO ÁLVARO III
(Prólogo)
“Álvaro é um garoto como tantos outros por aí: um novato no mundo dos adolescentes, sofrendo com as transformações não assistidas de seu corpo, de sua voz e de sua vida.
Ele sonha em ser ator profissional de teatro, se casar e ter quatro filhos.
Ele é inteligente e tem visão de futuro, o que ele não tem mesmo é boa visão no presente, nem melanina no corpo.
Ele é Albino.
Vejamos até onde isso faz diferença”.
LIÇÕES DE AREIA
(Primeira Lembrança)
Deitado de bruços, apertava os olhos para ver as meninas caminhando rente às ondas. Suas curvas chamavam a atenção de Álvaro mais do que vídeo game ou imitação de animais. Não sabia ao certo desde quando, mas tinha certeza de que precisava de uma garota. Queria a companhia, o cheiro e principalmente os beijos. Ah, os beijos!
Lembrou-se de seu primeiro beijo com uma minúcia de detalhes que o fez umedecer os lábios sem querer:
A moça, pele morena cor de jambo (pelo menos é assim que ela dizia), usava uma blusa cinza de alças finas que deixava à mostra seu piercing no umbigo e os cabelos soltos na altura dos cotovelos. Lisos. Alisados. Lindos. Ela se aproximou, envolvida pelo momento, fechou os olhos e segurou suas mãos suadas, afinal ele também se deixou envolver pelo momento. Uma música romântica começou a tocar e a luz diminuiu. Seus rostos moveram-se de encontro um ao outro: ela de olhos fechados e boca um pouquinho aberta, ele de olhos bem abertos para comprovar e se lembrar daquele acontecimento. Os lábios se tocaram. Úmidos e quentes. Ele fechou os olhos e o mundo parou. Nada mais parecia real: o chão, o frio do ar condicionado, a luz, a música e foi então que ouviu:
- Aí! Acorda garoto. Você perdeu a sua fala!
Era o diretor do teatro censurando sua distração. E pior:
- Vai sentar, Álvaro, e volta para este planeta. Lê o texto do vilão e se prepara para testar este personagem. Lucas! Vê se você consegue fazer essa cena direito...
Álvaro despertou de seu sono repentino. Havia babado na toalha de praia sob a qual se deitara, enquanto as meninas saíram para comprar óculos de sol e sorvetes. Sabia que ficar ali estatelado como uma lagartixa não era nada sadio para ele, mas o que lhe pareceu nada sadio socialmente era dizer não a um convite de Lilica para se deitar junto dela na toalha.
- Cara você é mesmo um otário.
A voz de Plínio o despertou completamente e ao se virar para olhar o amigo, sentiu as costas arderem como brasa viva.
- Já te falei para parar de dar mole para tudo que é calcinha que vem falar com você, cara.
- Deixa de ser careta, Plínio. Acha que esta vai ser minha primeira queimadura de praia? Não. E nem vai ser a última.
- Eu sei que não, você já disse, mas você não está entendendo que está se arriscando pelos motivos errados. Ao invés de vir e se expor em nome da amizade e de um dia legal, uma exceção entre os dias comuns, você está fazendo isso por conta de uma garota que não está nem aí para você! E mesmo se ela estivesse, deveria se tocar que te pedir este tipo de coisa é maldade.
- Você tá parecendo meu pai.
- Você não tem pai. Não sabe como é ter um, pois para começo de conversa, se tivesse, ao contrário de mim, ele seria ouvido quando disse para você não vir à praia neste horário!
Álvaro sentiu o ar ser roubado de seus pulmões. Pegou pesado com o amigo que, assim como ele, também não conhecia seu pai, e que apesar de ser apenas dois anos mais velho, sempre tenta protegê-lo da melhor maneira possível. Sem passar a mão na cabeça, jovem não sabe fazer isso. Jovem fala a verdade.
- Eu me sinto seu irmão mais velho, mas vejo que nem isso você entende mais – Plínio se levantou recolhendo seus pertences e começou a partir - Quero ver então você pedir a uma destas calcinhas para te encobrir dois dias em casa para sua mãe não ver que você tá salpicado de bolhas nas costas!
Foi aí que Álvaro viu, novamente, que aquele não era o tipo de situação que o ajudava a mostrar para o mundo que ele era normal. Mudou sua definição de normalidade muitas vezes, mas a adolescência distorce a razão de qualquer ovelha bem intencionada. Ele era normal, mas também albino e por mais que pudesse mentir sobre seu estado, suas costas não mentiriam sobre suas dores e não se calariam por conveniência.
Álvaro se apressou para ir até o chuveiro público, próximo do quiosque mais perto,
e se lançou abaixo dele como se sua vida dependesse disso. A água caiu malvada em suas costas a ponto de imaginar o chiado da água fria na chapa quente que outrora chamou de costas. Depois, o conforto foi se instalando devagar. Vestiu a camiseta ainda embaixo d’água para poder molhá-la e aumentar a sensação de frescor quando saísse dali. Juntou suas poucas coisas, “vestiu seus óculos” e só então deixou de sentir-se exposto, mas ainda desconfortável consigo mesmo.
Girou para todos os lados a fim de encontrar Plínio. Sabia que não o enxergaria, mas torceu para que seu amigo tivesse voltado a vestir sua camisa verde florescente. Sorte. A sua direita um ponto “brilhante” e fora de foco encolhia a passos lentos. Correu. Correu como nunca até alcançar seu amigo encostado na haste de madeira que marcava o ponto de ônibus. Já chegou falando, resfolegado:
- Desculpe - O ar se foi, teve de parar e apoiar as mãos nos joelhos, os óculos quase caíram com o vigor do movimento – Desculpe ser um idiota com quem está sempre do meu lado.
Plínio, seu amigo de pele negra, suava embaixo daquela camisa florescente e se Álvaro não o conhecesse bem, diria que aquela linha escorrendo por seu rosto não era suor, mas uma lágrima. Mas ele não era assim. Ele não chorava de raiva. Ele ria. E foi isso que arrepiou Álvaro, pois seu amigo virou o rosto para ele ensaiando um meio sorriso e disse:
- Você tá ligado que amigos são como as ondas do mar, né? Parece que vão embora, mas voltam. Ás vezes, mais fracos e às vezes te dão um caldo, mas sempre voltam ou não são amigos... Não são ondas.
- Eu sei... - respondeu sem jeito pelo modo com que a lição estava sendo colocada ali em público, duas senhoras e uma criança chorosa.
- Então você escuta bem, cara: não seja como o sal das ondas que se solta para não voltar mais. Se você vacilar os amigos vão embora e não querer dizer que eles não eram amigos, mas sim que você decidiu ser o sal.
- Eu sei...
- Não sabe nada! Se soubesse não tava pagando de Don Juan de Merda! Para de posar de sabe tudo e abaixa a bola. Hoje você errou e errou feio... Eu só não vou te encher muito porque você já vai ter motivos para se lembrar de hoje.
- Mas, a gente nem se despediu das garotas...
- Elas levaram as coisas dela e você tá com a toalha da Lilica. Ela vai te procurar e só então você vai entender que as pessoas vão e vem da sua vida, mas isso só vai acontecer se você estiver vivo e saudável, ou acha que ela vai querer beijar um camarão repleto de bolhas e até feridas?
Ele ia responder, mas o sorriso de Plínio se formou de novo e a única resposta que emitiu foi um suspiro e não falou mais nada até chegarem na casa do amigo e ser encaminhado para um banho de verdade.
Embaixo do chuveiro na casa do amigo, Álvaro olhou para seus pés e a camada de areia e algum sal do mar indo pelo ralo e se decidiu:
- Não quero ser o sal.
(Sucesso nos anos 80, essa canção teve até versão brasileira.)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
SOU CAPAZ DE FAZER TUDO O QUE QUISER
Mais um relato enviado por uma pessoa com albinismo que superou preconceitos internos e externos. Grande exemplo para albinos e não-albinos!
Obrigado, Fabiana!
Meu nome é Fabiana, tenho 34 anos, formada em Administração de Empresas, Nasci em Guarulhos, mas moro hoje em São Paulo (Capital). Sou casada e tenho dois filhos lindos.
Como todos os albinos, sofri muito preconceito na infância. Na verdade, sofria vários tipos de preconceito: pela cor da pela, por ter uma irmã negra ou por ser filha de mãe negra! Tinha os que achavam que eu era adotada, outros achavam que minha irmã era minha babá. Assim, vocês podem imaginar; realmente, as pessoas são muito criativas, pena que nem sempre utilizam essa criatividade para o bem.
Fui criada cheia de cuidados, de restrições. Isso não pode, aquilo não pode, até que, com 10 anos, tive minha primeira e única crise de rebeldia. Sai com minha irmã para o clube e dei um jeito de tomar sol, pois naquele dia eu ficaria morena. Nem preciso contar o que aconteceu, né? Tive queimaduras de segundo grau e desidratação. Fora a bronca que levamos da família inteira...
A partir dai, comecei a pesquisar em bibliotecas, saber o que era realmente o albinismo e a me aceitar como sou. Mas, era muito retraída, pois, sempre fui o centro das atenções. É horrível chegar a um lugar estranho e se dar conta de que todos estão olhando para você...
Com 15 anos entrei em um curso de teatro, onde aprendi uma das lições mais importantes da minha vida: que sou capaz de fazer tudo o que quiser, basta meu empenho.
Apesar de algum preconceito na adolescência, não tive problemas com namorados. Namorei mais do que muitas amigas minhas! (rs) Estou casada há 9 anos e tenho dois lindos meninos, hoje com 5 e 2 anos. Há seis meses assumi profissionalmente minha "deficiência visual por baixa acuidade visual em ambos os olhos", por não ter mais vergonha de mostrar que tenho limitações e por estar segura de que tudo o que conquistei até agora foi por mérito meu e não para "cumprir cota".
Fico muito feliz em compartilhar alguns momentos da minha vida com vocês e gostaria de dizer, principalmente aos mais jovens - Acreditem em vocês! Nas suas qualidades, habilidades... Não dêem ouvidos aos preconceituosos. Acreditem no seu potencial.
Um grande abraço a todos
Atenciosamente,
Fabiana Ferreira
(O relato da Fabiana me lembrou uma canção estupidamente chique da Sade. Dentre outras coisas, a letra diz: não há limites para o que você pode fazer, é hora de começar a acreditar em você mesmo e não por a culpa nos outros. )
terça-feira, 15 de junho de 2010
MIGUEL NAUFEL VAI AO FUTEBOL
Mococa é conhecida no país inteiro como a terra da vaquinha.
A vaquinha Mococa está dizendo mó, beba leite em pó Mococa..
Outro motivo de Mococa ser conhecida é o Verdão da Mogiana ou o Radium Futebol Clube, que na década de cinqüenta foi time de primeira
divisão. Como o futebol é a paixão nacional, o Verdão da Mogiana é a paixão do Mocoquense.
Este era um motivo para meu pai - um homem de cento e cinqüenta quilos e um metro e oitenta de altura -, todos os seus amigos e minha geração, incluindo meu irmão, não perderem a esperança de verem o Radium de volta à primeira divisão...
Portanto, meu pai, meu irmão e nossos amigos não perdiam um só jogo do time. Todos os domingos, em qualquer cidade da região onde jogava o Verdão, lá estavam eles a torcer fanaticamente.
Em qualquer estádio, meu pai sentava-se mo ultimo degrau da arquibancada e dizia: aqui se tem uma visão melhor do jogo, se vê o campo inteiro.
Como eu poderia ficar fora da torcida? Era uma questão de honra!
Paulo, meu irmão, se empolgava e vibrava com as escolhas de meu pai.
Bem, a visão que eu tinha do campo, lá do ultimo degrau da arquibancada, não era a mesma que eles tinham... Além do sol que me incomodava bastante, eu via apenas uma grande mancha verde, com pontinhos se mexendo de uma ponta a outra. Não conseguia distinguir um jogador de um time e de outro. Nem tinha noção de onde estava a bola!
Quando marcavam um gol, tinha que prestar atenção no meu pai e no meu irmão para saber se o gol era do Radium ou do time adversário. Eu não poderia correr o risco de
pular e comemorar gol do time adversário!
Com o tempo, fui deixando de acompanhá-los nos jogos do Verdão.
Ate hoje me pergunto:
Até que ponto eles sabiam de minha deficiência visual?
Miguel José NaufelMiguel_naufel@hotmail.com
segunda-feira, 14 de junho de 2010
ALBINO INCOERENTE NO JORNAL INTERIOR
A matéria não se encontra disponibilizada online na íntegra, mas, parte dela pode ser acessada em:
http://www.jornalinterior.com.br/jornal/mostra_noticia.php?noticia=10062
Agradeço ao repórter Lucas Belussi pela reportagem, que já rendeu frutos na região!
(Nada melhor do que Gal Costa pra celebrar este junho interiorano!)
O AMOR VEM PRA CADA UM...
Talvez o amor seja visto por mim de maneira exótica.
Seu cabelo é ruivo
Sua boca, carnuda
Seus olhos claros são multiciliares
Sua pele, albina e macia, feito algodão doce
Seu coração é do meu tamanho com uma câmara apenas
Seu sangue apenas arterial
Sua saliva levemente adoçada de Alpino
Sua lingua, fatal
Resta apenas uma indagação: Esse amor existe?
(Encontrado em http://wellingttonbruno.blogspot.com/2010/06/talvez-o-amor-seja-visto-por-mim-de.html )
Wellington, ouça as sábias palavras de Zizi Possi. É só dar um tempo que o amor chega até você!
CANTINHO DO RODRIGO
http://rodrigogigliobenites.blogspot.com/
Rodrigo e sua mamãe deram uma força pra causa albina, vejam lá!
De presente pro você, Rodrigo, sua canção favorita! (Li lá no seu perfil...)
domingo, 13 de junho de 2010
INCLUSIVE
Os interessados no tema da inclusão certamente se interessarão pela revista eletrônica Inclusive - inclusão e cidadania, atualizada constantemente e repleta de artigos sobre a questão.
Sexta-feira, nosso blog ganhou espaço na publicação:
http://www.inclusive.org.br/?p=15952
Obrigado à equipe do site, em especial ao Lúcio Carvalho, com o qual me comuniquei, divulgando o blog.
(Voltando no tempo, eis aqui Lúcio Alves, em homenagem a seu xará Carvalho.)
OVELHA NEGRA ALBINA
http://ovelhanegralbina.blogspot.com/
sábado, 12 de junho de 2010
DIVERSIDADE NO DIA DOS NAMORADOS

Altair e Maria da Graça: namorados para sempre
Deficiência mental não impede que os dois vivam juntos - e muito bem
O que uniu esse casal é considerado diferença para muitas pessoas: Altair Taborda, 58, e Maria da Graça Agostinho, 53, se conheceram no serviço de Residência Terapêutica da prefeitura, onde moravam.
Os dois são portadores de deficiência mental e, há 3 anos, festejam juntos o Dia dos Namorados - que, em 2010, cai no próximo sábado: "Onde quer que eu vá, ela vai junto."
Altair fugiu com o circo quando tinha 6 anos, viajou para lugares como Argentina, Bolívia e México. Teve dois filhos com uma mulher que namorou no circo. Foi ter "paz no coração", como ele mesmo disse, quando veio para Bauru e conheceu Maria da Graça.
Altair ajudava a enfermeira a distribuir remédios para os internos da residência. Em um desses passeios, encontrou Maria. "Logo que ela me viu, já foi dizendo: ‘Eu gosto desse homem.’ Eu fingi que não era comigo, mas comecei a acreditar."
Altair Taborda e Maria da Graça na casa onde vivem na Bela Vista: união fortalecida a cada dia e sem espaço para tristeza
‘Fico abismado’
No começo, os dois namoravam na sala de televisão da residência e continuavam dormindo em blocos separados: ele no masculino e ela no feminino. Com o tempo, a coisa foi ficando séria e eles não queriam mais dormir separados.
A coordenação da residência, então, deixou que dividissem um quarto. Ainda assim, o casal não se sentiu à vontade. Hoje, moram na própria residência e têm uma vida de casal.
As limitações de Maria da Graça não permitem que ela faça os afazeres domésticos e, então, Altair cuida dessa parte: "Eu lavo, passo, cozinho. As pessoas pensam que a pessoa com deficiência não tem sentimentos e não é capaz. Eu fico abismado."
‘A gente cuida um do outro’
Altair também frequenta o grupo para terceira idade da USC (Universidade do Sagrado Coração) e leva a Maria nas festas e encontros de sua turma.
Além disso, participa de aulas de teatro e sonha em se tornar um grande ator: "E a Maria vai junto comigo. Sempre".
Quando questionado sobre quem cuida de quem, Altair lança um olhar de ternura como se quisesse dizer: "Não acredito que você não saiba".
E, enfim, afirma: "A gente cuida um do outro. Nós nos amamos mais do que nunca".
(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29171)
(Eu não vou negar que sou louco por você...)
ARTE EM TEMPOS DE GUERRA E PAZ
A questão do ciúme impera numa sociedade que preza tanto o psicológico, o individual. E é importante. Igualmente crucial é o problema do desnível social das 2 personagens e como a relação delas fala muito a respeito de certos comportamentos e abafamentos de classe no Brasil. É quando se presta a devida atenção a este componente da trama, que se percebe com maior nitidez a importância social da arte, que resolve simbolicamente contradições nas quais nos inserimos.
A tragicomédia Turneja (2008) tematiza justamente o papel social da arte e do artista. A produção sérvia se passa no inverno de 1993, em meio às atrocidades étnicas da guerra na Bósnia.
Um grupo de atores de Belgrado é convencido a fazer uma rápida turnê pelas cidades bósnias devastadas pelo conflito. Dinheiro fácil é a motivação da trupe, que vive no isolamento da cidade grande, sem ter ciência da situação enfrentada no quintal de casa. Ao sair da zona de segurança belgradense, os artistas percebem não apenas a dura realidade duma guerra em que não se consegue distinguir com precisão grandes diferenças entre os oponentes, mas também que sua fama pouco vale em cidades bombardeadas ou perante uma população que perdeu tudo sem saber direito por quê.
O processo de tomada de consciência daquela realidade leva um dos atores a gritar “o que querem de mim? eu sou apenas um ator!”, repetindo Klaus Maria Brandauer, em Mephisto (1981), no qual um artista vende a alma ao nazismo.
O filme sérvio insiste na função social da arte ao mostrar como um escritor consegue insuflar o ódio étnico por meio de discursos e textos inflamados. Também mostra como o sujeito paga a conta, ao cair na mão dos muçulmanos. Os mesmos muçulmanos que, perante um trecho duma tragédia grega, poupam os pescoços da trupe.
Turneja pode ser bastante útil pros que (ainda) acreditam numa suposta autonomia da esfera estética e pra artistas com egos inflados, que se crêem insubstituíveis...
A produção pode ser assistida no You Tube, com legendas em inglês.
O BEIJO DO MIGUEL NAUFEL
Aquele beijo que te dei.
Em 1972, um terrível temporal e um erro de operação destruíram a barragem da
usina hidrelétrica localizada entre os municípios de Mococa e São José do Rio Pardo. Nos anos seguintes, a CESP - Centrais Energéticas de São Paulo - contratou engenheiros e técnicos para reconstruírem a barragem.
Os engenheiros moravam com suas famílias em um condomínio dentro da usina.
Lindo lugar, com casas luxuosas construídas à frente da represa. As águas são de um azul cristalino, deixando o lugar ainda mais belo.
A outra margem é repleta de montanhas verdejantes que despontam para o céu.
O condomínio tem um campo de futebol, restaurante, salas de ginástica,
piscina e um lindo salão de festas com vista panorâmica para a represa.
Fui contratado para sonorizar o baile do dia dos namorados no salão de festas do condomínio.
Nessa data, meus amigos compravam flores, perfumes, bombons e presenteavam as namoradas... Como eu não tinha namorada para presentear, não tinha ninguém pra abraçar e beijar, ficava deprimido. Então, dediquei todo meu carinho à seleção de musicas que tocariam no baile.
Chegamos ao condomínio por volta das 18h, eu e um querido amigo, chamado Paulo Guilherme. Ao entrarmos no salão de bailes nos surpreendemos. A decoração estava linda: flores de todas as cores muito bem distribuídas, mesas com toalhas e velas brancas perfumadas. Ao fundo, aquela represa de um azul celestial e na outra margem as montanhas se inclinando para o céu.Até para alguém com baixa visão, como eu, era um quadro inesquecível!
Em menos de uma hora montamos todo o equipamento de som e a iluminação. Logo, começou o baile...
Paulo Guilherme era um boa-pinta: moreno alto barba rala e bom papo. Logo conquistou uma gatinha e começou a dançar as lindas musicas românticas no baile do dia dos namorados.
No equipamento de som havia gravadores AKAI com fitas de rolo. As fitas duravam mais de 2h. Com o som equalizado e as lâmpadas reguladas eu podia ficar observando todo o movimento... Observava as meninas que andavam e dançavam pelo salão.
Em uma fração de segundos, virei-me para a direita. Lá estava ela me observando...
Desci alguns degraus ate a pista de dança e ficamos frente a frente. Como tenho baixa visão, só então pude ver com detalhes o rosto da garota.
Ela era linda. Cabelos loirinhos, olhos azuis, pele clarinha traços delicados. Em um impulso, levantei minhas mãos, acariciei o seu rosto bem de fronte ao meu... Fechei meus olhos e instintivamente colei minha boca à dela.
(Foi como um sonho, um minuto mágico em toda a minha vida.)
Ela simplesmente correspondeu ao meu beijo.
Ao abrir os olhos, vi aquele lindo rosto e ao fundo a lua que refletia nas águas
da represa. Ai, a garota se virou e sumiu no meio do salão, misturando-se com as outras pessoas, deixando apenas aquele perfume inesquecível.
Era uma noite linda de luar...
Algum tempo depois, as obras na barragem terminaram e os engenheiros foram embora.
Nunca mais vi a garota...
Tenho dificuldades para guardar detalhes de fisionomias, mas nunca mais me esqueci do rosto que beijei no dia dos namorados.
Nunca mais esquecerei o beijo que te dei.
Miguel_naufel@hotmail.com
Miguel José Naufel
(Beija eu, beija eu, beija eu, me beija...)
BLOG IN TEST
Com várias fotos e vídeos, o texto ajuda bastante a causa albina.
http://irresistiblementblog.blogspot.com/2010/06/albinismo.html
Como a Andressa é fã dos anos 60, eis aqui a deliciosa Georgy Girl, dos australianos do The Seekers. Adoro ver vitrines ouvindo essa canção no mp3...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
TARTARUGAS NINJAS ALBINAS

Quatro tartarugas albinas são doadas para aquário no Reino Unido
Animais aparentam ter cinco anos de idade e são totalmente brancos.
Funcionários querem batizá-los com o nome das 'Tartarugas Ninjas'.
Um aquário do Reino Unido acaba de receber uma doação inesperada: quatro tartarugas mutantes, albinas, foram entregues por um estudante universitário que iria se mudar e não poderia mais cuidar delas, informou nesta quinta-feira (10) o site do jornal "Metro" da região.
Segundo a reportagem, os animais aparentam ter cinco anos de idade e são tartarugas-de-carapaça-mole-chinesa (Pelodiscus sinensis). Elas podem viver até os 30 anos e atingir 30 centímetros de comprimento.
Funcionários da instituição já tem quatro nomes na cabeça para batizar os bichos: Leonardo, Michelângelo, Donatello e Rafael, os quatro heróis do desenho animado "Tartarugas Ninjas", conhecido na região como "Teenage Mutant Hero Turtles", ou "Tartarugas Adolescentes Heróis Mutantes".
O albinismo – a falta de melanina, substância que dá cor à pele – ocorre também em humanos, e é um fenômeno raro de mutação genética.
(Encontrado em http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/quatro-tartarugas-albinas-sao-doadas-para-aquario-no-reino-unido.html )
(De volta aos anos 60, com Os Tartarugas...)
RESPOSTAS INCLUSIVAS
As soluções para os dilemas que o gestor enfrenta ao receber alunos com deficiência
Noêmia Lopes
Um desenho feito com uma só cor tem muito valor e significado, mas não há como negar que a introdução de matizes e tonalidades amplia o conteúdo e a riqueza visual. Foi a favor da diversidade e pensando no direito de todos de aprender que a Lei nº 7.853 (que obriga todas as escolas a aceitar matrículas de alunos com deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito) foi aprovada em 1989 e regulamentada em 1999. Graças a isso, o número de crianças e jovens com deficiência nas salas de aula regulares não para de crescer: em 2001, eram 81 mil; em 2002, 110 mil; e 2009, mais de 386 mil - aí incluídas as deficiências, o Transtorno Global do Desenvolvimento e as altas habilidades.
Hoje, boa parte das escolas tem estudantes assim. Mas você tem certeza de que oferece um atendimento adequado e promove o desenvolvimento deles? Muitos gestores ainda não sabem como atender às demandas específicas e, apesar de acolher essas crianças e jovens, ainda têm dúvidas em relação à eficácia da inclusão, ao trabalho de convencimento dos pais (de alunos com e sem deficiência) e da equipe, à adaptação do espaço e dos materiais pedagógicos e aos procedimentos administrativos necessários.
Para quebrar antigos paradigmas e incluir de verdade, todo diretor tem um papel central. Afinal, é da gestão escolar que partem as decisões sobre a formação dos professores, as mudanças estruturais e as relações com a comunidade. Nesta reportagem, você encontra respostas para as 24 dúvidas mais importantes sobre a inclusão, divididas em seis blocos.
Gestão administrativa
1. Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola?
Aos olhos da lei, essa questão não existe - todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários. "Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola", explica Daniela Alonso, psicopedagoga especializada em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.
2. As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um.
3. Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população.
4. Para torna a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo?
"O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores", explica Claudia Pereira Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.
Gestão da aprendizagem
5. Quem tem deficiência aprende mesmo?
Sem dúvida. Sempre há avanços, seja qual for a deficiência. Surdos e cegos, por exemplo, podem desenvolver a linguagem e o pensamento conceitual. Crianças com deficiência mental podem ter mais dificuldade para se alfabetizar, mas adquirem a postura de estudante, conhecendo e incorporando regras sociais e desenvolvendo habilidades como a oralidade e o reconhecimento de sinais gráficos. "É importante entender que a escola não deve, necessariamente, determinar o que e quando esse aluno vai aprender. Nesses casos, o gestor precisa rever a relação entre currículo, tempo e espaço", afirma Daniela Alonso.
6. Ao promover a inclusão, é preciso rever o projeto político pedagógico (PPP) e o currículo da escola?
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades.
7. Em que turma o aluno com deficiência deve ser matriculado?
Junto com as crianças da mesma idade. "As deficiências física, visual e auditiva não costumam representar um problema, pois em geral permitem que o estudante acompanhe o ritmo da turma. Já os que têm deficiência intelectual ou múltipla exigem que o gestor consulte profissionais especializados ao tomar essa decisão", diz Daniela Alonso. Um aluno com síndrome de Down, por exemplo, pode se beneficiar ficando com um grupo de idade inferior à dele (no máximo, três anos de diferença). Mas essa decisão tem de ser tomada caso a caso.
8. Alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma?
Não, ao contrário. Hoje, sabe-se que todos aprendem de forma diferente e que uma atenção individual do professor a determinado estudante não prejudica o grupo. Daí a necessidade de atender às necessidades de todos, contemplar as diversas habilidades e não valorizar a homogeneidade e a competição.
9. Como os alunos de inclusão devem ser avaliados?
De acordo com os próprios avanços e nunca mediante critérios comparativos. Esse é o modelo adotado na EM Valentim João da Rocha, em Joinville, a 174 quilômetros de Florianópolis. "Os professores devem receber formação para observar e considerar o desenvolvimento individual, mesmo que ele fuja dos critérios previstos para o resto do grupo", explica Rossana Ramos, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Quando o estudante acompanha o ritmo da turma, basta fazer as adaptações, como uma prova em braile para os cegos.
10. A nota da escola nas avaliações externas cai quando ela tem estudantes com deficiência?
Em princípio, não. Porém há certa polêmica em relação aos casos de deficiência intelectual. O MEC afirma que não há impacto significativo na nota. Já os especialistas dizem o contrário. Professores costumam reclamar disso quando o desempenho da escola tem impacto em bônus ou aumento salarial. "O ideal seria ter provas adaptadas dentro da escola ou, ao menos, uma monitoria para que os alunos pudessem realizá-las. Tudo isso, é claro, com a devida regulamentação governamental", defende Daniela Alonso. Enquanto isso não acontece, cabe aos gestores debater essas questões com a equipe e levá-las à Secretaria de Educação.
Gestão de equipe
11. É possível solicitar o apoio de pessoal especializado?
Mais do que possível, é necessário. O aluno tem direito à Educação regular em seu turno e ao atendimento especializado no contraturno, responsabilidade que não compete ao professor de sala. Para tanto, o gestor pode buscar informações na Secretaria de Educação Especial do MEC, na Secretaria de Educação local e em organizações não governamentais, associações e universidades. Além do atendimento especializado, alunos com deficiência têm direito a um cuidador, que deve participar das reuniões sobre o acompanhamento da aprendizagem, como na EMEF Luiza Silvina Jardim Rebuzzi, em Aracruz, a 79 quilômetros de Vitória.
12. Como integrar o trabalho do professor ao do especialista?
Disponibilizando tempo e espaço para que eles se encontrem e compartilhem informações. Essa integração é fundamental para o processo de inclusão e cabe ao diretor e ao coordenador pedagógico garantir que ela ocorra nos horários de trabalho pedagógico coletivo.
13. Como lidar com as inseguranças dos professores?
Promovendo encontros de formação e discussões em que sejam apresentadas as novas concepções sobre a inclusão (que falam, sobretudo, das possibilidades de aprendizagem). "O contato com teorias e práticas pedagógicas transforma o posicionamento do professor em relação à Educação inclusiva", diz Rossana Ramos. Nesses encontros, não devem ser discutidas apenas características das deficiências. "Apostamos pouco na capacidade desses alunos porque gastamos muito tempo tentando entender o que eles têm, em vez de conhecer as experiências pelas quais já passaram", afirma Luiza Russo, presidente do Instituto Paradigma, de São Paulo.
14. Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão?
Formação na própria escola é a solução, em encontros que permitam que eles exponham dificuldades e tirem dúvidas. "Esse diálogo é uma maneira de mudar a forma de ver a questão: em vez de atender essas crianças por boa vontade, é importante mostrar que essa demanda exige a dedicação de todos os profissionais da escola", diz Liliane Garcez, da comissão executiva do Fórum Permanente de Educação Inclusiva e coordenadora de pós-graduação de Inclusão no Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz (Cevec). É possível também oferecer uma orientação individual e ficar atento às ofertas de formação das Secretarias de Educação.
Gestão da comunidade
15. Como trabalhar com os alunos a chegada de colegas de inclusão?
Em casos de deficiências mais complexas, é recomendável orientar professores e funcionários a conversar com as turmas sobre as mudanças que estão por vir, como a colocação de uma carteira adaptada na classe ou a presença de um intérprete durante as aulas. Quando a inclusão está incorporada ao dia a dia da escola, esses procedimentos se tornam menos necessários.
16. O que fazer quando o aluno com deficiência é agressivo?
A equipe gestora deve investigar a origem do problema junto aos professores e aos profissionais que acompanham esse estudante. "Pode ser que o planejamento não esteja contemplando a participação dele nas atividades", afirma Daniela Alonso. Nesse caso, cabe ao gestor rever com a equipe a proposta de inclusão. Se a questão envolve reclamações de pais de alunos que tenham sido vítimas de agressão, o ideal é convidar as famílias para uma conversa.
17. O que fazer quando a criança com deficiência é alvo de bullying?
É preciso elaborar um projeto institucional para envolver os alunos e a comunidade e reforçar o trabalho de formação de valores.
18. Os pais precisam ser avisados que há um aluno com deficiência na mesma turma de seu filho?
Não necessariamente. O importante é contar às famílias, no ato da matrícula, que o PPP da escola contempla a diversidade. A exceção são os alunos com quadro mais severo - nesses casos, a inclusão dá mais resultado se as famílias são informadas em encontros com professores e gestores. "Isso porque as crianças passam a levar informações para casa, como a de que o colega usa fralda ou baba. E, em vez de se alarmar, os pais poderão dialogar", diz Daniela Alonso.
19. Como lidar com a resistência dos pais de alunos sem deficiência?
O argumento mais forte é o da lei, que prevê a matrícula de alunos com deficiência em escolas regulares. Outro caminho é apresentar a nova concepção educacional que fundamenta e explica a inclusão como um processo de mão dupla, em que todos, com deficiência ou não, aprendem pela interação e diversidade.
20. Uma criança com deficiência mora na vizinhança, mas não vai à escola. O que fazer?
Alertar a família de que a matrícula é obrigatória. Ainda há preconceito, vergonha e insegurança por parte dos pais. Quebrar resistências exige mostrar os benefícios que a criança terá e que ela será bem cuidada. É o que faz a diretora da EM Osório Leônidas Siqueira, em Petrolina, a 765 quilômetros do Recife. Os períodos de adaptação, em que os pais ficam na escola nos primeiros dias, também ajudam. Se houver recusa em fazer a matrícula, é preciso avisar o Conselho Tutelar e, em último caso, o Ministério Público.
Gestão do espaço
21. Como preparar os vários espaços da escola?
Ao buscar informações nas Secretarias de Educação e instituições que apoiam a inclusão, cabe ao gestor perguntar sobre tudo o que está disponível. O MEC libera recursos financeiros para ações de acessibilidade física, como rampas e elevadores, sinalização tátil em paredes e no chão, corrimões, portas e corredores largos, banheiros com vasos sanitários, pias e toalheiros adaptados e carteiras, mesas e cadeiras adaptadas. É fato, porém, que há um grande descompasso entre a demanda e a disponibilização dos recursos. O processo nem sempre é rápido e exige do gestor criatividade para substituir a falta momentânea do material.
22. Há diferença entre a sala de apoio pedagógico e a de recursos?
A primeira é destinada a qualquer aluno que precise de reforço no ensino. Já a sala de recursos oferece o chamado Atendimento Educacional Especializado (AEE) exclusivamente para quem tem deficiência, algum transtorno global de desenvolvimento ou altas habilidades.
Gestão de material e suprimentos
23. É preciso ter uma sala de recursos dentro da própria escola?
Se possível, sim. A lei diz que, no turno regular, o aluno com deficiência deve assistir às aulas na classe comum e, no contraturno, receber o AEE preferencialmente na escola. Existem duas opções para montar uma sala de recursos: a multifuncional (que o MEC disponibiliza) tem equipamentos para todas as deficiências e a específica (modelo usado por algumas Secretarias) atende a determinado tipo de deficiência. Enquanto a sala não for implantada, o gestor deve procurar trabalhar em parceria com o atendimento especializado presente na cidade e fazer acordos com centros de referência - como associações, universidades, ONGs e instituições conveniadas ao governo.
24. Como requisitar material pedagógico adaptado para a escola?
Áudio-livros, jogos, computadores, livros em braile e mobiliário podem ser requisitados à Secretaria de Educação local e ao MEC. "Para isso, é preciso que a Secretaria de Educação apresente ao MEC um Plano de Ações Articuladas", explica Claudia Dutra
(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29114)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
ANTA ALBINA RESGATADA DAS BESTAS “HUMANAS”

Anta albina rara sofria maus tratos em fazenda no Mato Grosso do Sul
CAMPO GRANDE - Um anta albina foi apreendida pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em uma propriedade rural, em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul. O animal, fêmea, foi criado em cativeiro desde que nasceu e agora está sob responsabilidade do centro, em Campo Grande, que está preparando um local mais adequado para abrigá-lo. A anta tinha sinais de maus-tratos.
De acordo com informações do centro, o animal albino é raro, sendo a maioria da espécie de cor marrom. Segundo o veterinário Álvaro Cavalcanti, a anta está passando por uma readaptação alimentar.
- A antiga alimentação dela era seca, não tinha verde no cardápio, sem legumes e frutas - disse.
Agora, o cardápio conta com folhas de imbaúba e coqueiro.
O Cras prepara um criadouro mais adequado para o animal. Segundo o biólogo e coordenador do Cras, Élson Borges, a anta estava sendo maltratada no local onde foi encontrada.
- Além de estar muito magra, ela está com alguns ferimentos na região da tromba e no lombo e tudo indica que ela estava sofrendo maus tratos - disse o biólogo.
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a permissão pode levar a pena de seis meses a um ano de detenção, e multa.
(Encontrado em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/06/09/anta-albina-rara-sofria-maus-tratos-em-fazenda-no-mato-grosso-do-sul-916828626.asp )
(Sei que tô forçando um pouco a barra com esse vídeo... Mas, ah, tem anta no título e a canção é deliciosa, uma coisa assim, Caminho das Índias!)
ROSÁCEA
Ontem, recebi email de uma mulher que tem rosácea. Reproduzirei, mediante autorização, partes da mensagem:
Tenho um problema na pele do rosto chamado rosácea ( começou há 3 anos), que tem algumas características semelhantes às pele de um albino: não posso me expor à luz solar ou qualquer outro tipo de radiação, como luz elétrica em excesso, usar notebook por algumas horas também me afeta a pele, pois ele dissipa muito calor; mesmo que não me exponha à luz solar direta, o calor ( ou frio) mais forte me afligem. Estou tendo que alterar muitos hábitos em minha vida. Se pudesse, trocaria o dia pela noite, pelas limitações que essa doença está me impondo. Quando me exponho a estes fatores que citei, a pele do rosto fica muito vermelha e queimando muito. Tenho feito tratamentos diversos e não têm surtido muito efeito.
(...)
Os tratamentos são muito caros, o bloqueador solar que uso é fator 100, então imagine o preço. Tenho procurado muito na internet e ainda não consegui localizar [grupos de pessoas com rosácea]. Nem os dermatologistas conseguem me informar.
No site ABC da Saúde, encontrei explicação detalhada sobre as características da rosácea. A reprodução de textos contidos ali é permitida apenas mediante autorização. Posto não ter ainda recebido resposta à mensagem enviada, creio que posso publicar apenas o link de acesso:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?370
A constatação da existência de outras minorias enfrentando problemas similares aos dos albinos leva a três considerações, que chamarei de emergenciais:
1 – A imperativa necessidade da ANVISA repensar a classificação do protetor solar como cosmético e indexá-lo como medicamento. Isso tornaria o produto mais acessível.
2 – A necessidade de estabelecermos coalizões com grupos em situação similar à nossa a fim de que projetos de lei possam beneficiar o maior número possível de pessoas.
3 – A necessidade de divulgação dos problemas enfrentados pelos grupos diversos, afinal, se não se fala, há poucas chances de que alguém ouça.
(Reivindicar é urgente e necessário. Reivindicar ao som de Djavan e Chico Buarque é luxo de brasileiro! E podem me chamar de ufanista que não tô nem aí!)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
SOBRE JOANINHAS ALBINAS E FOTOS
Agradeço a ele por ter permitido a publicação em primeira mão, antes de qualquer outro veículo.
BOLA ALBINA: LENDAS E FOTOS...
José Carlos Sebe Bom Meihy
Em tempos de Copa do Mundo, a questão albina ganha surpreendente lance. Depois da insistência na demonstração de animais sem pigmentação alguma, agora surge outra “novidade”: a “bola albina”. O comentarista Affonso Romero, publicitário e profissional de marketing, faz eloquente elogio à bola de futebol. Escreveu assim no Jornal O Globo de 6 de junho de 2010 (p. 46): “jogadores com status de estrelas. Técnicos em ternos. Árbitros coloridos. Torcedores, câmeras, locutores, comentaristas, repórteres. Mas é a bola quem atrai, só, a atenção. Bola esta vaidosa. Quem é ela indagaria Nelson Rodrigues” e progride na poética dissertação afirmando que “depois de passar por muitas transformações, em 1970, como uma joaninha albina, ganhou 32 gomos (20 hexagonais brancos, 12 pentagonais pretos) e girou como (via) satélite, acima da outra grande bola, azul. Metáfora do mundo da bola, bola da vez, ganhou vida própria e marca no couro...” O artigo rola mais até que chega à “jabulani”, termo editado na língua Bundo dominante no país, para a versão atual das mil e duzentas bolas que rolarão nos gramados da África do Sul. A par da ponderação de Romero, interessa o ângulo positivo da retomada do albinismo. Confesso que achei emocionante a referência à joaninha albina. Lindo. E, levando avante a meditação, imagino que na redondeza da bola se integram valores diferentes que constituem um todo atrativo, alvo de toda movimentação que envolve os 214 países do globo. Na esfericidade, a lógica que inscreve o cerne das atenções.
Gosto de pensar na alternativa brasileira de perceber positividades na abordagem do albinismo. Chega de apenas supor os ângulos negativos. Por lógico, não podemos desprezar os cuidados requeridos para tratamentos médicos preventivos e direitos civis, mas, registre-se, há outros territórios da questão albina que cobram consideração. No Brasil, historicamente, temos lendas redentoras da consideração do albinismo como fenômeno cultural. No interior do Maranhão, na fantástica Ilha de Lençóis, uma comunidade inteira inscreve uma das maiores concentrações de albinos do planeta. Integrados ao meio, eles vivem e louvam o existir naturalmente. Para animar, duas lendas se trançam dando sentido a uma mitologia bonita porque humanizadora daquela condição. A fábula de Dom Sebastião, rei português desaparecido na Batalha de Alcacer Quibir, em 1580, alimenta o imaginário fecundo e admirável que reza a transferência do corpo do “encoberto” para o Brasil, onde foi trazido por bandos de anjos. Desta magnífica visão teriam se originado aqueles albinos. Não bastasse o fascínio dessa fabulação, outra lenda, decorrente da primeira, sugere aperfeiçoamento. A “cidade subterrânea”, alegre, funcional, perfeita, amável, a urbe seria habitada por seres encantados, benditos pela perfeição constante no branco da pele de escolhidos.
Ao contrario do que acontece em boa parte do mundo, nossa cultura abriga clarões de positividade no caso. Em partes da África – onde a reincidência de casos é mais comum, posto ser dominante em negros – os albinos são vistos como sinais de mau auguro. Entre tribos de índios, como os Kuna na fronteira da Colômbia com Panamá, os albinos são mortos ao nascer para que não alastrem a desgraça de suas vidas. E não apenas na sentença de morte, mas também no confinamento, como ocorre no interior da Austrália. Mesmo no Brasil, ante a positividade da aceitação da lenda ilhota ainda padecemos de visões distorcidas.
Talvez o mais intrigante aspecto da questão albina seja a visibilidade. Na rua, se algum albino é identificado, logo chama a atenção pelo diverso. E todos olham. E como olham! Ao contrário, porém, na oficialização cultural não vemos a presença dos mesmos seja na Literatura, História ou Política. São poucas as políticas favoráveis a eles e é exígua a atenção devotada. Raras suas imagens. Raríssimas. Há esforços relevantes, no entanto. Diria que entre os mais expressivos exemplos de empenho o nome de Gustavo Lacerda, fotógrafo dos melhores, se apresenta como revolucionário. Há pouco tempo, o reconhecido senhor das câmeras fotográficas vem clicando albinos para uma exposição. O sucesso já se lhe avizinha e deve ser somado a de outros que assumem a causa. Tomara que a joaninha albina consiga marcar também o gol desejável de quantos conseguem ver alvura no futuro de pessoas que apresentam na conquista de uma identidade cidadã.
(Creio que o professor gostará deste vídeo-agradecimento. O Sebe é corintiano e ama tango. Que lo disfrutes, che!)
terça-feira, 8 de junho de 2010
ESPORTE ESPETACULAR
Fico feliz por ter contribuído com a tradução parcial de um texto para a revista. Agradeço à equipe editorial pelo convite; o texto traduzido já surtiu efeito até mesmo no vocabulário de postagens do blog!
LANÇAMENTO DO NÚMERO 7 DA ORALIDADES: REVISTA DE HISTÓRIA ORAL
DOSSIÊ TEMÁTICO CORPO E ESPORTE
O Núcleo de Estudos em História Oral, NEHO-USP, convida a todos para o lançamento do número 7 da Oralidades: Revista de História Oral, que tem como dossiê temático Corpo e Esporte. São vários textos divididos nas seguintes seções: Linha & Ponto, Artigos, Provocações, História Oral de Vida, Tradução e Resenhas.
O credenciamento no evento de lançamento dará direito à uma das edições anteriores da Oralidades: Revista de História Oral, à participação na Oficina sobre História Oral e ao recebimento de Certificado de Participação no evento, que contará ainda com um debate com os autores dos artigos. Participem!
Dia e local
Quinta-feira, 29 de junho de 2010, das 14h00 às 19h00 Casa de Cultura Japonesa - Universidade de São PauloAv. Lineu Prestes, 159 - Cidade Universitária, São Paulo, SP
Credenciamento e pagamento da taxa de inscrição
Os interessados devem enviar nome completo, e-mail e telefone para o endereço eletrônico neho.oralidades@gmail.com até o dia 27 de junho de 2010. A taxa de inscrição (R$ 10,00) confere o direito a toda programação e certificado, incluindo a participação na Oficina sobre História Oral e um dos exemplares anteriores da Oralidades: Revista de História Oral. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado no local do evento, a partir das 12h00. nova edição da Oralidades estará disponível no evento a R$ 20,00, enquanto as edições anteriores estarão disponibilizadas a R$ 15,00 (com exceção da primeira edição, a R$ 10,00).
Programação:
14h00 – Palestra: História Oral Testemunhal. Prof. Dr. José Carlos Sebe Bom Meihy (diretor do NEHO-USP)
15h00 – 16h30: Oficina sobre História Oral.Ministrante: Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro (NEHO-USP)
16h30 às 17h00: Coffee–break
17h00 às 19h: Lançamento do dossiê temático Corpo e Esporte da Oralidades: Revista de História Oral, com apresentação dos artigos pelos autores e seguido de espaço para debate.
Comitê Organizador:
José Carlos Sebe Bom Meihy (diretor do NEHO-USP)
Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho
Fabíola Holanda Barbosa
Juniele Rabêlo de Almeida
Marcel Diego Tonini
Maria Aparecida Blaz Vasques Amorim
Suzana Lopes Salgado Ribeiro
Vanessa Generoso Paes
Realização
Núcleo de Estudos em História Oral – NEHO
Laboratório de Estudos da Intolerância - LEI
Departamento de História – FFLCH – USP
Programa de Pós-Graduação em História Social – USP
Universidade de São Paulo
Maiores Informações
Telefone: (11) 3091-3701, ramal 238 Site: www.fflch.usp.br/dh/neho E-mail: neho.oralidades@gmail.com
(Não consigo pensar em esporte sem cantar papapapapapapa...)