domingo, 13 de dezembro de 2009

PROJETO DE LEI EM MINAS GERAIS

Mais um estado da Federação tem Projeto de Lei em trâmite, que garante a disponibilização de protetor solar a albinos. O deputado mineiro Doutor Viana é autor do projeto, que beneficiará outros grupos além das pessoas com albinismo.

Agradeço à jornalista Tânia Mara da Paz Penha, assessora do Dr. Viana, que gentilmente me enviou o texto do Projeto e também me ligou passando alguns detalhes, os quais postarei amanhã com mais vagar.

Parabenizo ao deputado pela iniciativa e deixo aqui seu site para que os leitores conheçam melhor seu trabalho.

http://www.doutorviana.com.br/2/index.asp?c=235

Eis o texto do Projeto.

PROJETO DE LEI N° 3.911/2009. Atribui ao Estado a obrigação de fornecer, gratuitamente, bloqueador solar às pessoas carentes, que especifica, residentes no Estado, vítimas de queimaduras, portadoras de lúpus eritematoso, câncer de pele, vitiligo, albinismo e demais doenças de pele que justifiquem seu uso e dá outras providências. A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta: Art. 1° - Os estabelecimentos de saúde da rede pública estadual ficam obrigados a fornecer, gratuitamente, bloqueador solar, compatível com a necessidade especificada por profissional da área médica, às pessoas vítimas de queimaduras, portadoras de lúpus eritematoso, câncer de pele, vitiligo, albinismo (hipopigmentação congênita), e demais doenças de pele que justifiquem seu uso, com renda mensal de até três salários mínimos e mediante apresentação de prescrição médica. Art. 2º - As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementares, se necessário. Art. 3º - O gozo desses direitos serão garantidos mediante o cadastramento feito nos postos de saúde. Art 4º - O Poder Executivo regulamentará esta lei a partir de sua publicação. Art. 5° - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Reuniões, 27 de outubro de 2009. Doutor Viana Justificação: A saúde é concebida como direito de todos e dever do Estado e deve ser garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, regendo-se pelos princípios da universalidade e da igualdade de acesso às ações e serviços que a promovem, protegem e recuperam. O direito à vida, à dignidade da pessoa humana e à saúde é tão relevante que o legislador constituinte cuidou de registrá-los na Carta Magna, a Constituição Federal. O Estado deve centrar-se não apenas na assistência à doença, mas, sobretudo, na promoção da qualidade de vida e na intervenção nos fatores que a colocam em risco, de forma preventiva. Assim, as pessoas que sofreram queimaduras, as portadoras de câncer de pele, de lúpus eritematoso, vitiligo e albinismo necessitam ser especialmente assistidas para que possam desenvolver regularmente suas atividades, sem que a exposição ao sol reduza a capacidade de viver de maneira digna. A queimadura pode ser definida como uma lesão produzida no tecido de revestimento do organismo por agentes térmicos, produtos químicos, eletricidade, radiação, etc. A pessoa vítima de queimadura necessita do bloqueador solar, uma vez que, na maioria das vezes, a pele a ser recuperada fica sensível e vulnerável, requerendo maiores cuidados quando da exposição. O câncer de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e se multiplicam de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultravioleta do sol. Independentemente do tipo de tratamento, é recomendável a diminuição drástica a qualquer futura exposição ao sol. O desenvolvimento de câncer de pele indica que outras regiões do corpo também correm risco de ter sido lesadas pela luz solar e de estar igualmente vulneráveis para a instalação de outros processos cancerosos, principalmente se continuar a exposição ao sol. O lúpus possui como marca característica uma erupção avermelhada invulgar em forma de borboleta que toma o nariz e as faces; supostamente, dá aos pacientes uma aparência de lobo (daí o seu nome, pois “lupus” é lobo em latim). O tratamento consiste em evitar a exposição ao sol, o uso de bloqueadores solares e a aplicação de cremes contendo esteroides. O vitiligo e o albinismo estão associados à falta do pigmento protetor, a melanina, em manchas da pele (vitiligo) ou generalizadamente (albinismo), como resultado de uma hipersensibilidade pré-determinada. Há, então, uma tendência de facilmente fazer-se queimaduras solares nas áreas afetadas. O melhor conselho, é evitar ao máximo a exposição ao sol, cobrir a pele com roupas adequadas e usar regularmente um protetor solar de número alto. Praticamente, toda a população brasileira está exposta ao sol durante quase o ano inteiro. Os riscos são enormes, especialmente para aqueles cuja exposição representa uma ameaça constante. Os altos preços praticados na comercialização do protetor solar impedem sua aquisição pela grande maioria dos brasileiros. Esse projeto de lei, que ora apresentamos aos nobres colegas para conhecimento e apoio, segue determinação da Constituição do Estado, que diz no seu art. 186: “A saúde é direito de todos, e a assistência a ela é dever do Estado, assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Parágrafo único - O direito à saúde implica a garantia de: I - condições dignas de trabalho, moradia, alimentação, educação, transporte, lazer e saneamento básico; II - acesso às informações de interesse para a saúde, obrigado o Poder Público a manter a população informada sobre os riscos e danos à saúde e sobre as medidas de prevenção e controle; III - dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento de saúde; IV - participação da sociedade, por intermédio de entidades representativas, na elaboração de políticas, na definição de estratégias de implementação e no controle das atividades com impacto sobre a saúde”. Por esse motivo, acreditamos no apoio dos nobres parlamentares desta Casa Legislativa. - Publicado, vai o projeto às Comissões de Justiça, de Saúde e de Fiscalização Financeira para parecer, nos termos do art. 188, c/c o art. 102, do Regimento Interno.

(Pra mim, falou em Minas, eu lembro em Milton Nascimento...)

sábado, 12 de dezembro de 2009

OURIÇO ALBINO OBESO


11/12/09 - 09h12 - Atualizado em 11/12/09 - 09h12
Obeso, ouriço albino ganha regime e programa de exercícios
'Snowball' pesa 1,5 kg, quando o normal é pesar 500 g. Desde que começou a nadar e correr, animal perdeu 38 g.


'Snowball' (bola de neve, em português) é um ouriço albino que pesa 1,5 quilo - 1 quilo a mais do que o peso considerado normal para animais como ele.

Levado ao St. Tiggywinkles Wildlife Hospital, em Buckinghamshire, na Inglaterra, o ouriço passa agora por um programa de exercícios e um regime controlado com ração diet, de acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico "Telegraph".

Para perder peso, 'Snowball' – que chegou ao hospital em outubro – faz sessões de corrida e natação. Até agora, o animal emagreceu 38 gramas. "Ouriços só comem e comem. Se eles tiverem comida, vão comer muito", disse o fundador do hospital, Les Stocker.

'Snowball' vai ficar na instituição até o verão no hemisfério norte, quando será levado a uma área de proteção de ouriços albinos. Apenas um em cada 10 mil ouriços nascem com albinismo e sua condição os torna particularmente vulneráveis aos predadores.


(A homenagem de Roberto Carlos às gordinhas.)



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

RELATÓRIO DA CRUZ VERMELHA - II

Mais um trecho do relatório elaborado pela Cruz Vermelha a respeito da crise que os albinos enfrentam em partes da África.

A história do paciente com câncer.

EVODE MAPUNDA
Dar es Salaam


Até recentemente, Happy Mapunda teria se considerado justamente batizada. Ela vivia com seu marido albino Evode, 34 anos, na cidadezinha de Songea , no extremos sul da Tanzânia, onde ele trabalhava como professor primário – ocupação comum entre os albinos que, a despeito de todas as dificuldades, conseguem adquirir alguma educação.
Happy, 30 aos, diz que seu marido era um homem atraente. Seu casamento foi abençoado com 5 filhos, incluindo 2 pares de gêmeos, todos negros.
Agora, ele está em uma cama numa ala do hospital nacional do câncer em Dar es Salaam, onde chegara em estado crítico, após uma viagem de 12 horas de ambulância.
Lutando contra as lágrimas, mas falando em tributo a seu amado marido, Happy explica que ele já passou por 8 das 10 sessões planejadas de radioterapia, mas não tem certeza se ele passará por todas.
“Ele não consegue comer ou falar há 3 dias”, explica. Comida e fluidos simplesmente escapam pelo buraco em seu pescoço, criado pelo câncer de pele. Mesmo perto do fim, Evode mantém o ar professoral, refinado. “Ele vive dando adeus”, afirma Happy. ‘Adeus, adeus. Cuide das crianças. Diga adeus a meus pais e a meu pároco.’ Não sei como farei com as crianças. Os pais de Evode também são muito velhos.”
Happy, que trabalha em um pequeno terreno perto de casa, recorda-se de que quando as histórias sobre os assassinatos de albinos na região dos Grandes Lagos começaram a aparecer nos jornais, Evode “sentiu-se ameaçado” e se perguntou em voz alta se as mortes se espalhariam para o sul. “Mas, não houve mortes de albinos no sul”, ela conta. Em termos albinos, ele tinha sido um dos sortudos, com um emprego longe do sol. Não foi o bastante.
Pós- escrito: Evode Mapunda completou seu ciclo de radioterapia, mas recebeu alta do hospital em 12 de outubro de 2009 para morrer em casa, em Songea.


PASSION PIT



Roberto Rillo Bíscaro


Imagine que seu namorado(a) resolva gravar algumas canções pra elaborar um CD especialmente pra te dar de presente no dia dos namorados. Imagine também que as canções sejam tão boas, as melodias tão grudentas e a produção tão bem cuidada que o CD acabe despertando a atenção de blogueiros e gente interessada em música eletrônica independente e comece a circular informalmente por aí. Aí, imagine que uma grande companhia fonográfica ouça tanto tititi underground e se interesse em lançar as canções em forma de EP. Finalmente, imagine que uma das canções seja utilizada numa propaganda de TV e desperte mais atenção ainda dum público mais antenado.


Enredo de filme água com açúcar? Não senhores! Foi mais ou menos assim que ocorreu com o Passion Pit, inicialmente projeto romântico do Michael Angelakos. Como tanta gente, primeiramente os conheci pela hipnótica Sleepyhead, com seu clima meio de outro planeta, meio onírico, aqueles vocais fininhos e, o que mais me chamou atenção: os teclados que me lembraram imediatamente o Genesis da fase 1977/78, basta conferir como o Tony Banks pilota seus sintetizadores naquela época, especialmente no álbum Three Sides Live... Depois dessa, tive que ouvir o tal EP, claro! Caiu o queixo.

Em maio deste ano, saiu o primeiro álbum, Manners. Agora os meninos de Boston são oficialmente uma banda. Pra variar, fui ao You Tube procurar faixas e ouvi The Reeling. Quase cai da cadeira, prostrado de joelhos. A melodia e o refrão grudentos estavam lá, os teclados e clima meio de rock progressivo sinfônico estavam igualmente lá. E ainda havia coro infantil no refrão. Golpe baixo dos caras. É pra gente gostar mesmo, fazendo assim, né? Comigo o golpe funcionou 100%! Depois dessa amostra, eu tinha que escutar Manners inteirinho.

A primeira faixa, Make Light, abre com o maior sonzão de teclado genesiano! Ao longo das 11 faixas, as influências vão desfilando na nossa frente: New Order, Kraftwerk, Prince e o pessoal do prog rock sim... A produção é bem redondinha, a sonoridade não tem aresta nenhuma. Tudo feito pra agradar e parecer limpinho mesmo. Limpinho, polido e não ascético e sem gosto. É um clima meio “esquisitinho pra cativar”. Cheio de barulhinhos, como diria a sobrinha acústica dum amigo. Letras sobre sofrimento e melancolia cantadas como acompanhamento de melodias alegres. Todas as composições são de Angelakos, que provou ser um artesão pop de primeira, mesmo que esse pop venha disfarçado com glacê de cor estranha.

SIFU

Após denúncia, cantor homofóbico perde apoio e tem shows cancelados
Por Redação 9/12/2009 - 19:10

A empresa Pepsi, uma das maiores do mundo no ramo de bebidas, revelou não ter conhecimento das letras homofóbicas do cantor Beenie Man, cujo show a empresa patrocinou a partir de uma franquia na Uganda.
O verdadeiro nome de Beenie Man é Anthony Davis Moisés e ele possui inúmeras canções onde defende o assassinato de gays e lésbicas. A apresentação que causou a polêmica foi realizada no último sábado (05/12). No momento o país africano debate lei que pede pena de morte aos homossexuais.
O cantor, sentindo-se em casa, disse durante a apresentação que em sua família não há gays. "Mas se você é gay meu irmão, isso não é minha culpa", afirmou. Após essa declaração ele cantou o seu hit "Mi Nah Wallah", onde detalha a sua vontade de cortar a garganta de todos os homens gays.
A Pepsi alegou que só teve conhecimento dos conteúdos das letras do artista após denuncia das ONGs Gay and Lesbian Alliance Against Difamation, OutRage! e Change.org. Às organizações a empresa se declarou "chocada" com o conteúdo das composições.
Em um comunicado oficial a Pepsi afirmou que estão "horrorizados com as letras do artista". "O achamos repugnante. Nosso parceiro de engarrafamento na Uganda também não estava ciente do teor das musicas". A empresa garante que "nunca teria patrocinado o show se tivesse conhecimento anterior das letras".
O cantor jamaicano e homofóbico estava com vários shows marcados na Nova Zelândia e Austrália que teriam o apoio comercial da empresa. Todas as apresentações foram canceladas. Além dos shows que seriam bancados pela Pepsi, toda a agenda do cantor foi derrubada, pois, os outros patrocinadores ao também terem conhecimento do teor de suas músicas cancelaram o apoio.
(Encontrado em http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=9904&target=_self&titulo=Ap%25F3s+den%25FAncia%252C+cantor+homof%25F3bico+perde+apoio+e+tem+shows+cancelados)
(Que babaca esse cara, não? Uma erva venenosa mesmo...)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

LOS COLORES Y LAS PERSONAS CIEGAS

Los colores y las personas ciegas
¿De qué le sirve a una persona ciega conocer los colores? Esta es la pregunta de la que parte la autora para sorprendernos con una serie de respuestas que, una vez que las pensamos, resultan obvias y pueden resumirse muy sintéticamente: para estar integrada en un mundo en el que el color es una parte muy importante de la vida
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Este artículo pertenece a una serie de experiencias, testimonios y reflexiones sobre las preguntas más habituales que me hacen las personas “que ven” acerca de ciertas fantasías, mitos y curiosidades en relación a las personas que “no vemos”.- ¿Cómo imaginamos los colores las personas ciegas? - ¿Somos capaces de percibir el color al tacto? - ¿Para qué nos sirve saber los colores? - ¿Se puede nombrar los colores en presencia de una persona ciega?En verdad, vivimos en un mundo que se despliega ante nosotros en colores. Tanto la naturaleza como los objetos hechos por el hombre se nos manifiestan en colores: el cerro de los siete colores, el turquesa o verde esmeralda de los mares, los “mil distintos tonos de verde” de los paisajes, el azul profundo de los cielos nocturnos, el arco iris después de la lluvia, un crepúsculo rojizo desapareciendo en el horizonte...Los colores que impone la moda en esta temporada para nuestro vestuario, la combinación de los colores en un plato de comida que “nos entra por los ojos”, ciertas señales o símbolos universales que se presentan de algún color determinado (por ejemplo, el rojo como señal inequívoca de prohibición o peligro).Entonces, ¿cómo influye en la vida de las personas ciegas el vivir en un mundo de colores?El que una persona ciega desconozca información acerca de los colores provoca que se vea interferida su integración natural en la sociedad, ya que en ciertas ocasiones queda al margen en situaciones cotidianas por desconocer este tipo de información; no por carecer de visión, sino porque su entorno (familia-maestros) no repara en la importancia de este tema, sin darse cuenta de que incrementan una desventaja, aumentando innecesariamente la discapacidad.Cuando se trata de una persona que ha visto y por distintas razones pierde la visión, nos referimos a que ésta ha conocido los colores y su uso. Sólo bastará entonces con hacer que la persona ciega recuerde, evoque, establezca relaciones entre el color que no puede percibir y las características táctiles, olfativas, etc., de los objetos que puedan ser apreciados por ella, pero que serán asociados al color apelando a su memoria. Por ejemplo: el pullover con tejido trenzado es azul, el liso de angora es negro, el lápiz labial con tapa cuadrada es el rosado y el de tapa cilíndrica es color bronce. Sólo deberá recordar los colores que había aprendido cuando veía y ahora, en esta nueva condición, memorizarlos o marcar los objetos que le sea relevante reconocer, como maquillaje, calzado, carteras, vestuario, etc., puesto que una persona ciega tiene derecho a conocer esta información y a elegir con libertad y autodeterminación el modo en que utiliza y combina los colores en la elección de un regalo, la decoración de su casa, su propia vestimenta, etc. (estrategias de adaptaciones de los elementos de acuerdo a criterios personales de cada individuo).En el caso de una persona con ceguera desde el nacimiento, el trabajo es más intenso y complejo, dado que nunca ha percibido el color. Por lo tanto, no puede evocar lo que no conoce. Pero es una información que debe poseer para desenvolverse con fluidez en un mundo visual. Por este motivo, desde muy pequeños a los niños ciegos hay que procurarles estos datos cualitativos de los objetos que son tan relevantes como otros (forma, tamaño), especialmente de aquellas cosas que siempre son del mismo color o a las que convencionalmente se les otorga uno, por ejemplo: el color verde se asocia a todo lo vegetal, el sol es amarillo, el cielo celeste, la tierra marrón, etc.La importancia de conocer el color de los cabellos, de la piel y el color de sus ojos y los de mamá y papá. Bajo ningún concepto se debe omitir este tipo de información por considerarla “demasiado visual”, puesto que es absolutamente necesaria para construir un conocimiento más acabado de los objetos.¿A qué nos referimos cuando decimos que algo es de color fuerte, chillón, suave o claro? ¿Qué significa que un objeto es de color flúo, metálico, brillante, opaco o pastel? ¿Qué es brillantina, purpurina o satinado?Los colores y su relación con la vida cotidiana en la que se desenvuelve una persona ciega ofrecen un infinito abanico de información que es muy necesario que conozca a medida que va creciendo y se pone en contacto con los elementos.Esto se puede estimular si los profesionales que intervienen en la educación y rehabilitación de las personas con discapacidad visual, en conjunto con sus familias, contribuyen a brindar este conocimiento que colabora con la inclusión social de las personas ciegas.
El tibio conejo blanco

En una clase de primer grado, en una escuela primaria común, la maestra del grado proponía a los alumnos del curso, donde se encontraba una niña ciega integrada, que describieran las características de los animales que había llevado a la clase con el fin de trabajar clasificaciones y características. Después de haber explorado otros animales, a las manos de la niña ciega, llegó un pequeño conejo, el cual exploró detenida y minuciosamente.Posteriormente, la docente pide a todos los alumnos que comenten las particularidades de los animalitos, mientras ella anotaba en forma de lista lo que los chicos decían. Al llegar el turno del conejo, los niños expresaban que el conejo era blanco, de ojos rojos, orejas largas, nariz movediza, etc. Al preguntarle a la alumna ciega, ella agregó: suave, peludo, tibio, y que sentía que el corazón le latía muy rapidito: taca, taca, taca, taca...Los niños que veían al conejo, describieron aspectos del animal que se perciben visualmente. En cambio, la niña ciega, reparó en características táctiles que también se ajustan a la descripción del conejo, pero que sólo se aprecian por otra vía de acceso, como el tacto. Está comprobado que la información visual que se percibe impregna más rápidamente, puesto que el sentido de la vista ocupa el 80% de la percepción total, siendo éste un sentido global y sintético.La exploración de los objetos que realizan las personas ciegas requiere una mayor organización y más tiempo para incorporar la información, dado que el tacto es analítico y lineal.No se trata de que un modo de percibir, táctil o visualmente, sea mejor que otro. Simplemente son diferentes. Diferentes y complementarios. El color blanco es una propiedad del conejo que se aprecia con la vista, pero la temperatura, la suavidad o el peso sólo se pueden percibir por el tacto. Esta experiencia de integración enriqueció a todos los actores intervinientes en un trabajo grupal y cooperativo donde, entre todos, intercambiaron información necesaria para completar el conocimiento aportando cada uno lo suyo.
El abrigo rosa de Hernán

En una salita de jardín de infantes, a un niño su mamá lo vestía frecuentemente con un buzo de color rosa.Cierto día, la maestra le comenta a la mamá que era notorio que ese bucito era de una hermana mayor del niño, a lo que la madre responde: “Como Hernancito no ve, no se da cuenta de que el buzo es de nena, total, abriga lo mismo”.Todos sabemos que, en verdad, abriga lo mismo, pero en esta sociedad a la que pertenecemos, el color rosa simboliza lo femenino, así como el celeste lo masculino, especialmente cuando son bebés o niños y niñas pequeños, así como el negro representa el luto, el blanco la pureza.No se trata de valorar positiva o negativamente el uso de un color, sino el simbolismo que posee. La persona ciega tiene derecho a saber qué representa en esta sociedad el valor relativo o contextual que tiene un color. Por ejemplo, si una persona concurre a una entrevista laboral, lo convencional es que el vestuario sea de tipo formal; por el contrario, si se presenta con traje de baño o de payaso, o con el pelo teñido de verde, camisa naranja con rayas violetas y pantalones dorados con lunares turquesa, no es lo esperable en ese ámbito, salvo que su intención sea llamar la atención, hacer el ridículo o que lo tomen por loco. Por eso es extremadamente importante que la persona ciega posea la mayor cantidad de información sobre el color para que pueda decidir con libertad y autodeterminación lo que crea más conveniente, porque es muy diferente elegir poseyendo toda la información a que otros lo hagan por uno.
Galería de pintores

En mi experiencia como docente en el área de Plástica, algo que a todos los chicos les gusta es pintar con pinceles y témperas. A los ciegos también. Mientras juegan a ser pintores, ejercitan la motricidad fina de sus manos, lo que les permitirá adquirir movimientos más precisos para, por ejemplo, manejar mejor los cubiertos o tomar la lapicera para firmar.Mientras estos artistas del pincel diseñan sus obras, reforzamos los conceptos de línea, ritmo, verticalidad, horizontalidad, paralelismo, perpendicularidad, izquierda, derecha, lo superior, lo inferior, lo externo, lo interno, superficie, límites, etc.La actividad del taller permite trabajar con las manos y al mismo tiempo conversar y contarnos que aunque no veamos o veamos muy poquito los colores existen, y todas las cosas en este mundo son de algún color.Los chicos tienen que saber de qué color son sus objetos personales, su cabello, su piel, sus ojos, su casa, el auto de la familia, etc.Estuvimos investigando con ellos sobre las cosas que siempre son del mismo color y descubrimos éstas:Roja es la pasión y las rosas rojas, la sangre y el corazón; rojo es el diablo y la camiseta de Independiente, hay manzanas rojas y verdes; amarillo es el sol y las hojas de los árboles en el otoño; verde es el pasto y también la esperanza. Azul es el cielo y la camiseta de Boca es azul y amarilla. La cáscara de las bananas y las peras son amarillas. La zanahoria es naranja y la naranja, naranja es.Las personas ciegas o disminuidas visuales necesitan esta información y tienen derecho a poseerla para poder decidir, por ejemplo, cómo combinar la ropa, pintar su casa, elegir las cortinas, maquillarse, teñirse el pelo o elegir un regalo para un amigo. Entre todos aprovechemos cualquier situación cotidiana para brindar esta información sobre los colores a nuestros niños.
Graciela A. Sedó*
* Graciela A. Sedó es Profesora Especializada en Discapacitados Visuales, Técnica en Cerámica Artística, Licenciada en Educación Especial, capacitadora Instituto En Seña y Coordinadora del Grupo de Capacitación para el interior del país.E-mail: info@en-sena.com.ar
(Encontrado em http://www.elcisne.org/ampliada.php?id=1291)





EVENTO SOBRE ALBINISMO II

Achei mais algumas informações a respeito do evento sobre albinismo a se realizado na UESB, em Vitória da Conquista.


Albinismo e diversidade humana em debate
Nos dias 11 e 12 de dezembro acontece na Uesb, o I Encontro Temático sobre Pessoas com Albinismo e Diversidade Humana, coordenado pelo professor Nivaldo Santana, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), através da Gerência de Extensão e Assuntos Culturais (Geac). A abertura será no dia 11, às 19h30, no Teatro Glauber Rocha.O evento tem como objetivo trazer para o campo acadêmico debates, discussões e reflexões em relação às formas de viver e as condições de vida das pessoas com albinismo, na Região Sudoeste da Bahia e adjacências. Além disso, busca ampliar o diálogo com grupos sociais e, assim, propor mudanças em função da melhoria da qualidade de vida.Durante o encontro serão discutidos eixos temáticos como “Política de proteção a saúde com distribuição de ‘cremes a proteção solar’ “; “Implantação de exames periódicos para acompanhamento da acuidade visual das pessoas com albinismos”; “Política de escolarização de jovens e adultos e, por conseguinte, a inserção no mercado de trabalho”; e “Introdução de tecnologias compatíveis com a melhoria da qualidade devido do grupo”.Podem participar do evento toda comunidade acadêmica, pessoas com albinismo, sociedade civil, poder público e todos os interessados em compreender as particularidades e a singularidade das pessoas com albinismo. O evento é gratuito e oferecerá aos participantes certificado com 12 horas. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: nivaldonvs@yahoo.com.br
Outras informações, pelos telefones :(77) 3424-9022, (77)9129-3488 e (77) 9953-7771.
(Encontrado em http://agendaculturaldeconquista.blogspot.com/2009/12/albinismo-e-diversidade-humana-em.html)
(Uma banda muito importante do cenário pós-punk de Manchester, cantando Victoria.)

PAPAI SABE NADA

Agora que as férias estão batendo à minha porta tenho tempo não apenas pra ouvir mais música e ver mais filmes, mas também pra escrever sobre esses temas. Aos leitores mais recentes, aviso que isso sempre fez parte da política do blog. Além de coligir informação a respeito do albinismo, quero criar um espaço diversificado, afinal, pessoas com albinismo também assistem a filmes, ouvem música etc.

Ontem vi Padre Nuestro (2006), produção chilena com a argentina Cecília Roth no elenco. O enredo trata de 3 filhos que visitam o pai moribundo, desejoso de reatar relações com a família, a qual abandonara por outra mulher (pra qual também não dava muita bola...) e é literalmente expelida dos últimos momentos de vida do ancião e da narrativa.

O filme padece de falta de foco. Não se decide se é drama ou comédia agridoce. Não se decide de quem é o ponto de vista dominante. Vários problemas e promessas temáticas são apresentados, mas nada é realmente desenvolvido.

Algumas cenas são constrangedoras, como a fuga do hospital: um dos filhos cobre o pai com um lençol e abaixa-se enquanto empurra a cadeira de rodas a fim de que a plantonista não os veja. Se a idéia foi fazer humor à moda de certos filmes independentes norte-americanos, falhou miseravelmente. E o que dizer duma cena emocionalmente carregada, onde as personagens se agridem, revelam segredos, levantam-se, sentam-se, choram, tudo isso em um restaurante!

Há um filme com o Jack Lemmon chamado Tribute (1980), que apresenta um pai às turras com o filho, que não compreende o modo de vida libertário do progenitor. Caco, o ancião de Padre Nuestro, me lembrou a personagem de Lemmon. Entretanto, no filme norte-americano, Scottie Templeton apresenta diversas qualidades redentoras que fazem o espectador empatizar com ele, que, aliás, tem leucemia. O pai chileno não foi construído assim. Ele ri, faz gracejos, vai a um bordel, enfim, faz tudo que uma personagem que teve uma vida “irresponsável” faz. Mas, não tem qualidade redentora alguma! O velho Caco bem pode ter sido um completo idiota, só isso. Como empatizar com uma personagem assim? Eu não consegui...

E o que dizer de alguém terminalmente doente, que sai, rouba ambulância, bebe, vai a bordel, dança, canta e finalmente cai estatelado na praia, exatamente onde queria morrer? Inverossímil de doer! Morre cercado pela família que durante a vida parece ter desprezado sem explicar ao público as motivações de tal desatenção. A ex-mulher traída – que passa parte do filme dizendo que não iria ao encontro do ex e depois inexplicavelmente aparece no carro a caminho da praia! – está ao lado de Caco, ao passo que a atual havia sido excluída da narrativa há tempos. Terei que concluir que no fim das contas existe uma tremenda mensagem conservadora mal escondida nessa história cheia de inconsistências, buracos e incertezas? A segunda mulher também se queixara de Caco. Por ser a segunda, não merece estar junto da família na morte do companheiro? Punição por ter contribuído pra infidelidade de Caco? Infidelidade nunca é unilateral, então porque o homem consegue o intento de morrer junto da família e a segunda esposa fica apartada?

Li que o filme recebeu prêmio de melhor roteiro num festival por aí! Nem quero imaginar os demais roteiros contra os quais competiu!!

(Vamos voltar pra 1987 e relembrar George Michael, cantando Father Figure?)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

INCLUSÃO, SOCIEDADE E OUTROS ABUSOS CONCEITUAIS

Inclusão, Sociedade e Outros Abusos Conceituais
Bengala Legal

08/12/2009
Muitos conceitos costumam habitar temporariamente a mentalidade da sociedade e das pessoas. A inclusão é mais um deles, o que torna sua compreensão suscetível a maus entendidos
Lúcio Carvalho
Muitos conceitos costumam habitar temporariamente a mentalidade da sociedade e das pessoas. Assim foi que a sustentabilidade passou a significar menos uma postura ético-ambiental e mais um termo do arcabouço aparentemente infindável do discurso político. Participação popular e democracia participativa são termos muito empregados por pessoas que são profissionais em representar os demais. Controle público já se pode ouvir da voz eletrônica de um 0800 de uma repartição pública. Sem falar no paradigma que, também por sua origem grega, impressiona, mesmo quando não há nada perto de um paradigma em questão.
Com a inclusão não haveria de ser diferente. A inclusão é um a palavra mágica que deveria recolocar o sujeito imediatamente numa condição de vida ideal, imaginada normalmente por um terceiro. Além disso, tem a vantagem de casar muito bem com outro termo: a transversalidade. Então temos que a inclusão é transversal, ou seja, é aplicável a qualquer segmento social, grupo humano ou temática. A crença de que a inclusão fica nisso é o que torna o conceito suscetível a maus entendidos, muitas vezes criados intencionalmente. Mas a inclusão é a condição da ausência, mais que da presença. Seu foco não é o sujeito e suas particularidades, mas o ethos e suas complexidades.
Muito da dificuldade em desfazer a crença comum de que a luta pela inclusão seja meramente uma tentativa de reconciliação social se deve ao fato de que também muitas vezes se faz uma relação apressada com outro conceito que também ganha eco em proporções e direções geométricas: a reparação.
A reparação é possível e cabível quando aqueles a serem reparados tem em consenso que ela por si só é condição si ne qua non de resolução de um conflito. É como um passo sem o qual não é possível avançar. A noção de reparação não tem muita semelhança com a inclusão, pois aqui não há uma espécie de dívida histórica. A inclusão é uma necessária interlocução nas democracias contemporâneas porque se trata da ocupação de um vazio histórico, no qual a invisibilidade é um tipo de violência pactuada por toda a sociedade.
A inclusão não existe sem o seu oposto: a exclusão. E todos os processos em que se coloca a perspectiva de incluir sujeitos é porque estes mesmo sujeitos se encontram de uma forma ou de outra alijados de seus direitos fundamentais e de qualquer oportunidade social.
Quando se fala em incluir um aluno numa escola, não se fala somente em seu direito a pertencer, a ocupar um espaço social, mas sobretudo em destituir a escola de sua cultura excludente, onde cabem uns e não cabem outros. Quando se fala em incluir uma pessoa no mercado de trabalho, não se está falando apenas do seu direito ao acesso ao autosustento, mas na transformação do mercado num espelho de toda a sociedade e não apenas dos privilegiados que criam o seu ordenamento. Quando se fala em inclusão, não se fala apenas por pregação da diversidade ou pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades, mas se admite que o estado de direito e a organização social competem e organizam uma sociedade essencialmente desigual e heterogênea. O que se busca com a inclusão é a construção de uma sociedade mais igual, que respeite mais as diferenças entre os grupos e que providencie direitos comuns aos cidadãos e seu acesso a estes direitos.
Muitas vezes será impossível avançar nesse sentido sem que se desarticule o discurso da exclusividade, do preferencial, da proteção e até mesmo da reparação. Talvez aqui estejamos falando de um paradigma, de uma situação formalmente assumida pela sociedade. Bem como pensava Thomas Khun, não há mesmo meio de suplantar um modelo de organização sem que suas bases sejam desestruturadas, desconstituídas. A sociedade brasileira ganhará muito se conceitos como sustentabilidade, participação popular, controle público, inclusão e estado de direito deixarem de ser ameaçados por discursos vazios e eventuais. Se forem incorporados como valores "da" sociedade e não conceitos com finalidade específica. Estes são termos que precisam ser 'incluídos" em definitivo em nossa sociedade para que possamos começar a construir mais realidades e menos conceitos, mais dignidade para a vida de todos e menos discurso. Para que possamos construir de uma vez um novo tempo a partir de agora.

(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=27493)

(Vejam que vídeo lindo. A trilha sonora então, nem se fala. "Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão...." )


A RUIVA

Roberto Rillo Bíscaro


De vez em quando, aparece alguma coisa nas paradas de sucesso que acaba me interessando. Geralmente, só descubro que alcançou o Top Ten depois que ouvi o grupo. Nunca ouço PORQUE alcançou as paradas.
Há algumas semanas, descobri uma dupla inglesa chamada La Roux. A canção chamava-se In For the Kill e simpatizei na hora. Um clima super synth pop anos 80. Tava na cara que a influência era Eurythmics. A vocalista é andrógina como a Anne Lennox. Mas não é cópia; La Roux soa um tom abaixo do Eurythmics, se é que vocês me entendem. Os sintetizadores são menos dramáticos e a androginia menos “agressiva”, digamos. A influência do David Bowie era muito mais forte na década de 80, então a androginia gritava alto! Mesmo assim, é muito refrescante numa época de ultra-fêmeas como a Bioncê, Férgui, Riana e a Chati, digo, Shakira.
Basta ver o cabelo da Elly Jackson, que berra: ANOS 80! Outro dia, um amigo 60tão me escreveu sobre a rebeldia da geração 80s.... Tive que decepcioná-lo e dizer-lhe que naquela década o que realmente importava era o cabelo!
Depois, cliquei pra ouvir Bulletproof. A introdução sintetizada entrega totalmente o jogo. Technopop revisitado. Também adorei o vocal da Elly, que, quando, alcança notas mais altas, parece um sintetizador.
Decidi escutar o álbum homônimo, lançado este ano, e adorei. La Roux realmente bebe na fonte 80s. Até o fato de ser um duo remete ao synth pop. Eurythmics, Tears For Fears, Erasure, Yazoo; todos eram duos! 
Como não é cópia, obviamente o álbum tem elementos de electro, como em Reflections Are Protections. Estamos em 2009, oras... Os mais velhos reconhecerão a “homenagem” - consciente ou não – ao venerável e seminal Kraftwerk, em Colourless Colour. Em Tigerlily, uma parte discursada, quase igual à clássica Thriller, de Michael Jackson, um dos álbuns definidores dos anos 80. Cover My Eyes poderia facilmente estar no fabuloso Marry Me (2007), álbum de outra moça eletrônica, Anne Clark, que grava sob a alcunha St. Vincent.
As coisas que mais amei em La Roux são as partes em que atualiza a sonoridade do synth pop de minha década favorita. Leidi Gagá ainda não me conquistou, mas La Roux tem um súdito albino!

NISTAGMO

O nistagmo é um problema visual geralmente associado ao albinnismo. Vamos aprender um pouco a respeito?

NISTAGMO

Definição
O termo nistagmo é usado para descrever os movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos dos olhos. É um tipo de movimento involuntário dos globos oculares, geralmente de um lado para o outro e que dificulta muito o processo de focagem de imagens. Os movimentos podem ocorrer de cima para baixo ou até mesmo em movimentos circulares e podem surgir isolados ou associados a outras doenças.

Os nistagmos variam de caso a caso e podem ser classificados de acordo com a manifestação clínica. Os principais tipos são: fisiológico, congênito, spasmus nutans, nistagmo do olhar, nistagmo vestibular, nistagmo por distúrbio neurológico, nistagmo voluntário e nistagmo histérico. Em geral, provocam incapacidade de manter fixação estável e significativa ineficiência visual, especialmente para visão à distância. Estima-se que os nistagmos afetam 1 a cada 1000 nascidos vivos .

As oscilações do nistagmo um ou ambos os olhos, em uma ou todas as posições . O nistagmo congênito raramente surge logo ao nascimento e é mais freqüente entre 8 e 12 semanas de vida. Se não for detectado nos primeiros meses de vida, deve ser um nistagmo adquirido.

Causas

O nistagmo pediátrico difere muito do nistagmo iniciado na fase adulta. Na infância, o nistagmo pode ter causas relacionadas a um defeito do olho ou na relação de comunicação entre o olho e o cérebro. É ainda associado a catarata, glaucoma, desordens de retina, albinismo e em pacientes com síndrome de Down. Alguns tipos de nistagmo podem ser hereditários; outros de causa desconhecida.

O nistagmo adquirido, que se desenvolve ao longo da vida, pode ser o sintoma de esclerose múltipla ou associado à lesão neurológica aguda nas vias motoras oculares localizadas no tronco cerebral ou cerebelo, labirintites, maculopatias entre outras doenças.

Tratamentos
Em crianças, é importante um apoio educacional adequado com o objetivo de melhor o processo de focalização de imagens e se fazer um bom condicionamento visual. Indica-se boa ergonomia de ambientes de casa, aumento de letras em computadores e ainda um trabalho específico voltado para esse problema.

A terapêutica para o nistagmo ainda é limitada atualmente, mas muito pode ser feito para melhor a visão de quem tem esse problema. Pode-se recorrer à ortóptica (oclusão alternada), tratamento óptico (com uso de prismas) para corrigir o mau posicionamento da cabeça, mudança dos óculos por lentes de contato (para prevenir outros problemas oftalmológicos).

Há ainda o tratamento medicamentoso, que tem substâncias estimuladoras do sistema neurotransmissor inibitório ou depressoras do sistema neurotransmissor excitatório. Novos estudos existem com aplicação da toxina botulínica, mas sem resultados comprovados até o momento.

Já o tratamento cirúrgico do nistagmo objetiva a melhoria da acuidade visual através de procedimentos específicos nos músculos dos olhos.

(Encontrado em http://www.drvisao.com.br/conheca_doenca_detalhe.php?id=34)
(Um pouco de punk/hardcore brasuca pra gente. Olho Seco.)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ANTES TARDE...

Sempre que posso, agradeço publicamente às entidades, pessoas ou sites que divulgam a causa albina ou a este blog. Quando demoro pra descobrir, os agradecimentos demoram também, mas se descubro, os obrigados não faltam.

Demorou, mas desocobri. Obrigado à Sayuri, do blog Sayuri, a Meliante.
http://sayurieduardo.blogspot.com/2009/10/audiencia-publica-pela-inclusao-dos.html

Ela divulgou e defendeu a importância da audiência pública do dia 15 de outubro na ALESP, a respeito do projeto de lei que garante distribuição de protetor solar aos albinos paulistas.

Não achei nenhuma "homenagem ao meliante", mas lembrei da Homenagem ao Malandro, do Chico Buarque. Espero que Sayuri goste.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VITÓRIA

Realização de prova do Enem no sábado é vitória para Guilherme
Diário de Canoas

Novo Hamburgo - RS, 07/12/2009
Jovem hamburguense teve paralisia cerebral ao nascer, que o deixou com sequelas motoras e de fala

Por volta das 12 horas de ontem o estudante Guilherme Finotti, 17 anos, chegou ao Câmpus 1 do Centro Universitário Feevale, em Novo Hamburgo. Seu pai o colocou em uma cadeira de rodas elétrica e ele ganhou os corredores da instituição, comandando a cadeira com o pé esquerdo. Depois que sua mãe falou com a imprensa, Guilherme pegou o elevador e subiu até o quarto piso, onde começou a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na sala, apenas ele e técnicos do Instituto Nacional de Educação e Pesquisa (Inep) e policiais federais. Finotti utilizou um computador adaptado e a fiscalização ocorreu para que não haja fraude.
O jovem estudante hamburguense teve paralisia cerebral ao nascer, que o deixou com sequelas motoras e de fala. Até acompanhar o filho para o início das provas ontem, a dona-de-casa Eunice Finotti, 45 anos, batalhou durante seis meses para conseguir que ele realizasse a prova. "Estou sentido o gosto da vitória. Finalmente conseguimos", disse a mãe, que acionou inclusive o Ministério Público Federal na tentativa de ver o filho realizando a teste.
Para a diretora da Escola de Aplicação Feevale, Cecília Mariano da Silva, o caso de Finotti representa toda a possibilidade do aluno com inclusão ter acesso ao Ensino Superior. "Preparamos ele ao longo de vários anos para este desafio", afirmou, com sorriso no rosto. "Ele está seguro."
Pai também fez o exame

Logo que o filho começou a prova, Eunice Finotti contou que ele pretende seguir carreira profissional na área de tecnologia. Ele prestou vestibular no curso Sistemas para Internet na Feevale e passou em nono lugar. A partir da realização da prova do Enem, o estudante pretende concorrer a uma das vagas do ProUni. Enquanto o jovem prestou prova sozinho em uma sala, seu pai, o manobrista Luis Carlos Finotti, prestou o Enem na sala 42 do Colégio 25 de Julho.

(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=27483)

(Guilherme tem um sonho e luta por ele. Já que falamos de sonhos e vitórias, que tal a Victoria Principal cantando All You Have to Do is Dream? Vicky era a Pamela Barnes Ewing, de DALLAS.)


LITTLE DORRIT

Roberto Rillo Bíscaro

Charles Dickens escreveu Little Dorrit em 1857. Um dos romances da maturidade do autor, assim como Bleak House. LIttle Dorrit foi duramente criticado por seu tom sombrio, em uma intrincada trama folhetinesca onde constam críticas contra a burocracia, a ganância, a hipocrisia. No fim, tudo se ajeita, mas antes das coisas se acertarem, muita descrição deprimente e tons sombrios são empregados.

O novelo dickensiano é difícil de ser sumarizado, mas o ponto central da história é o segredo envolvendo as famílias de Arthur Clennam e de Amy Dorrit, a pequena Dorrit do título. A menina cresceu num presídio para onde iam aqueles em débito porque seu pai fora enviado para lá, quando Amy ainda era bebê. Arthur a conhece e Amy se apaixona por ele, mas há um segredo envolvendo os pais de Arthur e Little Dorrit. A intriga é composta por espiões franceses (ah, como os ingleses adoram um vilão francês...), bancarrotas, suicídio, chantagem, casamento por conveniência e mais.

Semana passada, vi a adaptação pra TV, em 14 capítulos, feita pela BBC, em 2008. Boa adaptação, mas não sei se eram necessários 14 capítulos, ou pelo menos, não do modo como a ação foi disposta. Nos primeiros seis ou sete capítulos a ação corre lenta e cheia de detalhes, para acelerar muito nos capítulos finais. Isso causa sensação de descompasso.

Little Dorrit, a personagem, é uma daquelas personagens-título que na verdade são falsos protagonistas. Protagonista é quem faz a ação caminhar, e isso a personagem pouco faz. Ela sofre muito mais ações do que pratica. Há um capítulo em que a mocinha sequer aparece e, não faz falta! Com uma personagem assim, a atriz precisava dum milagre pra torná-la interessante. Não acontece. A jovem Amy é muito chatinha, a coisa mais insossa da minissérie. Boazinha demais, certinha demais, obedientinha demais. Um pé no saco demais!

Dickens era exímio construtor de tipos e reprodutor de diferentes registros de fala. Nesse ponto, o elenco disponível da BBC dá um show. As interpretações são de alto nível e a riqueza de sotaques, dicções e inflexões é tremenda. Pra quem segue as produções do canal britânico, o elenco está cheio de rostos familiares.

Little Dorrit, a minissérie, não foi capaz de me fazer cair de joelhos como a fabulosa adapatção de Bleak House (ver postagem BISCOITO FINO, de 21/04), cujo roteiro é irretocável. Aliás, vi Bleak House 2 vezes já. Agora, terei que ver uma terceira...

Como achei a Any Dorrit da minissérie chata demais, vou pôr vídeo da Amy Winehouse, ok?

RELATÓRIO DA CRUZ VERMELHA - I

A Cruz Vermelha Internacional divulgou um relatório a respeito da situação dos albinos na Tanzânia e no Burundi. O relatório traz histórias pessoais e sugestões de ações a serem tomadas pelos governos.

Sei que tenho publicado muita coisa a respeito da crise na África e corro o risco de pecar por excesso. Entretanto, o documento da Cruz Vermelha é consequente demais pra eu deixar de traduzir pelo menos as partes mais significativas. Nos próximos dias, publicarei trechos do relatório gradativamente.

INTRODUÇÃO

Os assassinatos de albinos devido ao ocultismo, que têm ocorrido em partes do Burundi e em diversas regiões do noroeste da Tanzânia – na área entre os lagos Tanganica e Vitória -, foram trazidos à luz primeiramente por jornalistas; inicialmente africanos e posteriormente pela mídia mundial. Em outubro de 2009, em uma cerimônia em Estocolmo, o jornalista tanzaniano Richard Mgamba recebeu o prêmio jornalístico Lorenzo Natali para a África, pela sua cobertura da emergência com os albinos na região dos Grandes Lagos. A atenção fora da África para o sofrimento dos albinos provavelmente foi despertada de maneira mais contundente pela chefe do escritório da BBC em Dar es Salaam. Correndo risco de morte, a tanzaniana Vicky Ntetema produziu matérias a respeito do tema, infiltrada entre a população local. Mais recentemente, a história foi mostrada no programa 20/20, da rede de TV norte-americana ABC.

Enquanto este relatório era escrito, uma trégua de três meses nos assassinatos de albinos na Tanzânia foi quebrada pelo brutal ataque a uma família no distrito de Geita, na região de Mwanza. Gasper Elikana, um menino de 10 anos, foi morto por caçadores em 21 de outubro. O garoto teve uma perna decepada em frente à sua família, após ter sido decapitado para que parasse de gritar. Seus vizinhos e seu pai negro – que acabou no hospital, lutando pela própria vida – tentaram corajosamente protegê-lo, sem sucesso.

O último assassinato conhecido de um albino ocorrera em 18 de julho e toda a Tanzânia esperava que as ações rígidas tomadas - que incluíram a sentença de três caçadores de albinos da região de Shinyanga, condenados pela morte do estudante de 13 anos Matatizo Dunia – tivesse colocado um ponto final aos assassinatos. A notícia da morte de Gasper desanimou a nação.

O número oficial de mortes até agora é de 44 albinos na Tanzânia e 12 nas províncias orientais do Burundi, próximas à fronteira com a Tanzânia. Essa cifra na Tanzânia é o número dado pela polícia ao comitê parlamentar especial investigando os assassinatos. Organizações privadas e alguns órgãos da mídia tanzaniana afirmam que há mais de 50 mortes. Os burundianos – não menos chocados do que seus vizinhos tanzanianos – acreditam que o mercado de partes de corpos de albinos existe principalmente, se não somente, na Tanzânia. Esse mercado é gerado por ricos compradores que usam as partes do corpo como talismãs pata atrair sorte e, sobretudo, riqueza. Altos oficiais da polícia de Dar es Salaam afirmaram que um conjunto completo de partes de corpos de albinos – incluindo os 4 membros, os genitais, orelhas, língua e nariz – podia alcançar preço equivalente a 75.000 dólares.

Após seu início, em 2007, os assassinatos rapidamente deflagraram uma crise humanitária de pequena escala em ambos os países, deixando cerca de 300 jovens albinos abandonados ou confinados em escolas tanzanianas para deficientes, como a escola Kabanga (49 albinos), em Kasulu, região de Kigoma ou a escola Mitindo (103 albinos) em Misungwi, região de Mwanza- m dos centros da matança e das práticas de feitiçaria por trás dela. Há também abrigos de emergência no Burundi, onde muitos permanecem muito depois do último assassinato, em 14 de março. Naquele país – minúsculo, se comparado com o território da Tanzânia, que é igual à França e à Alemanha juntas – a polícia pôde agrupar os albinos em locais urbanos seguros, guardados 24 horas por dia, até hoje. Um número indeterminado de albinos tanzanianos também se agrupou perto de delegacias de polícias e igrejas ou estão simplesmente se escondendo em seus quintais, segundo as palavras de um funcionário da Cruz Vermelha. É impossível estimar-se o número de albinos que abandonaram seus locais de origem. Certo é que milhares – provavelmente a esmagadora maioria da população total de albinos, qualquer que seja o seu número – já não são mais capazes de se moverem livremente para trabalhar, estudar ou cuidar de sua terra, devido ao medo dos caçadores. Na verdade, suas vidas estão em compasso de espera. Em meados de setembro de 2009, crianças albinasaterrorizadas continuavam chegando na escola Kabanga. A mais recente na escola, Enus Abel, de 7 anos, passou 2 semanas escondida na mata com sua mãe negra, depois que caçadores apareceram em sua aldeia. Elas finalmente conseguiram alcançar a escola no dia 13 de setembro.


O relatório no original em inglês, com todas as fotos e mapas, pode ser encontrado em
http://www.ifrc.org/meetings/statutory/ga/ga09/Reports/AlbinoPDF4.pdf

(Viajemos pros anos 80 com o RPM...)

domingo, 6 de dezembro de 2009

3 BANDAS

Deu vontade de falar sobre algumas bandas que estou ouvindo atualmente. Embora a maioria esmagadora dos vídeos ilustrativos das postagens seja de canções antigas, também escuto alguma coisa de bandas contemporâneas.

Quase não ouço o que rola nas paradas de sucesso. Exceto por algum período nos anos 80, elas nunca me interessaram muito. Mesmo assim, minhas paradas favoritas de então eram as de álbuns e compactos independentes.

Agora, com a internet, posso escolher mais o que ouvir e ver. Adoro essa possibilidade. E a aproveito ao máximo! Parte de meu tempo livre é gasta procurando artistas novos. A oferta é farta e sempre descubro coisas bem legais.

No meu mp3 player e no meu HD estão rolando 3 bandas quase sem parar. Todas têm forte ligação com a década de 80, mas são bandas deste século XXI.

Outro dia, vasculhando o You Tube cheguei a uma banda chamada Cut Off Your Hands. Gostei do nome e cliquei no vídeo da canção Turn Cold. Nossa, parecia que os Smiths tinham lançado algum single nos anos 80 que eu não tivesse comprado. Imediatamente, me veio á cabeça o Morrissey cantando This Charming Man. Camisa aberta, colar de contas, topetão, girando aquele ramalhete de flores nas mãos, cantando numa sala repleta de flores pelo chão. Turn Cold é bem isso, uma canção pop ligeira, deliciosa, com um riff de guitarra contagiante, totalmente Johnny Marr, guitarrista dos Smiths.

Resolvi conferir o álbum You and I (2008), dos meninos neo-zelandeses. Quando vi o nome dos produtores, não pude deixar de dizer “Bingo!” Um é o Stephen Street, produtor de alguns trabalhos dos Smiths e do Morrissey. Outro é o Bernard Butler, ex-guitarrista do Suede! Pensei que seria um álbum de Smiths na veia ou pelo menos, com muitas canções levadas por guitarrinhas deliciosas, afinal, o ídolo máximo do Butler é o Johnny Marr...

Entretanto, falta coesão no trabalho e não tenho dúvidas de que a culpa é dos produtores. A primeira faixa parecia uma coisa assim meio Keane, pelo menos os vocais me lembram o do Tom Chaplin. Daí, a segunda canção parece um single perdido do The Cure, com os vocais chorados do Robert Smith, mas numa melodia alegrinha. E, claro, há as 2 ou 3 canções que são puro Smiths, como a dilicinha Still Fond. Algumas faixas são bem gostosas e o álbum melhora do meio pro fim, mas ainda assim os meninos merecem coisa melhor. De qualquer modo, faixas como Turn Cold e Still Fond não param de tocar no meu PC...

Essa semana, tive que sair uma manhã pra fazer diversas coisas. Aproveitei um dia chuvoso e botei o mp3 player. Estava no correio quando começa uma bateria seca com uma levada tão familiar a quem passou a juventude escutando pós-punk inglês. Daí entrou a guitarra e o baixo exatamente como Joy Division, Gang of Four, The Aux Pairs, Pylon. Começaram os vocais e parecia que eu estava na virada da década de 70 pra de 80. Só que eu não conhecia o que era. Eu fiquei , tipo, “gente o que é isso?” Se estava no meu mp3 fora eu quem escolhera colocar ali, mas não fazia idéia. Mais pro final da primeira canção entra uma voz feminina. Parecia a Siouxsie, mas não era. Eu tenho tudo da Siouxsie, oras bolas! A voz feminina continuou pelo resto do álbum e, juntamente com o baixo, são as forças que comandam o som.. Parecia a vocalista do Throwing Muses, mas não era. Eu havia deixado os óculos de leitura emcasa e o visor do mp3 é horrível de ler, especialmente na claridade da rua. Tive que esperar até chegar em casa.

Vim encantado com aquela banda “80s” que não conhecia. Pensei que pudesse ser alguma das garimpadas que faço e às vezes ainda resultam em bandas da época que não conhecia. Cheguei em casa e vi que não era nada disso. Era o álbum Mosaic (2007), da banda australiana Love of Diagrams. Eu havia esquecido completamente que deixara de lado pra ouvir.

O álbum é de uma concentração incrível, as faixas apresentam total coesão sônica estilistica. Não é à toa que a faixa de abertura se chame Form and Function. Pra quem curte o som urgente, nervoso, anguloso, meio marcial, com alguma microfonia e clima onírico de vez em quando Love of Diagrams é ótima pedida.. Aquela guitarra meio “serrada” e o baixo, ah, o baixo por vezes sobre uma guitarrinha distorcida. Que delícia! O vocal de Antonia Sellbach é um bálsamo pra nós órfãos do XMall Deutschland e grupos afins, que ficaram idiotamente conhecidos como “dark” no Brasil dos anos 80...
Mosaic é intenso e retrô até os ossos.

Imagine você ouvindo uma canção bem anos 60 com vocais meio sonolentos, numa rádio fora de sintonia em um hangar, enquanto alguém esmurra uma turbina de avião ligada. O som de A Place to Bury Strangers é mais ou menos isso. Camadas e camadas de guitarras distorcidas e lotadas de tudo quanto é efeito que se puder imaginar.

Os meninos são de Nova York e as influências são inúmeras: surf rock (Deathbeat), New Order (In Your Heart) e de modo geral, Sonic Youth, Jesus and Mary Chain e o pessoal da cena shoegazer inglesa do fim dos anos 80/início dos 90, como My Bloody Valentine, Ride, Lush e todas aquelas bandas de nomes curtos da época. A bateria lembra o Dr. Avalanche, bateria eletrônica do Sisters of Mercy. Enfim, é uma hecatombe sônica, mas tem apelo pop, os meninos não são bobos, não! A produção de Exploding Head (2009) tá bem mais polida do que a do primeiro álbum, mais barulhento ainda. No caso do APTBS, porém, a produção aparou umas arestas e permitiu que algumas naunces pudessem se destacar.

Em nota curiosa: passei a dica dessa banda prum par de alunos adolescentes semana passada e eles ficaram passados! Acharam pesado demais pra eles e o máximo que um “coroa” gostasse de coisas assim... Yes, meninos, sou um coroa moderninho, graças a Deus! Moderninho retrô!!!


UN VIDEO EN ESPAÑOL

He encontrado este video respecto al albinismo en español. Que lo disfruten.

TESTE PARA DIAGNOSTICAR O ALBINISMO

A leitora Madá gentilmente traduziu o artigo em espanhol sobre o diagnósitco do albinismo.

Um novo teste permitirá o diagnóstico completo do albinismo.
O Dr. Luís Montoliu, pesquisador do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), apresentará em primeira mão, no próximo dia 28 de novembro em Valência, um novo método para diagnóstico completo de albinismo, um teste biológico revolucionário através do qual, com uma amostra de saliva, se poderá determinar o tipo de albinismo de cada pessoa, aspecto tão crucial para a investigação desta condição ainda desconhecida nos dias de hoje.
Esta revelação acontecerá durante evento organizado pela Alba, Associação de Ajuda a Pessoas com Albinismo, que organizou o 11º Encontro Regional da Comunidade Valenciana para a divulgação do livro: “Albinismo, uma condição, duas realidades: Espanha e Senegal”, conforme informaram os organizadores.
Na programação haverá a participação de Aboubakary Sakho, presidente da Anpras, a Agência Nacional de Promoção e Reinserção dos Albinos do Senegal, que falará da realidade atual do albinismo na África.
Há dois anos, a ALBA mantém entre seus projetos, a confecção de um livro com relatos de experiências, que tem ajudado a difundir uma imagem mais positiva sobre a realidade do albinismo
Também se aproveitou o trabalho da fotógrafa valenciana Ana Yturralde, que viajou ao Senegal e trouxe de lá ‘fotos comoventes da realidade dos africanos com albinismo na África, disseram os organizadores.
‘A idéia inicial da ALBA se transformou num sonho mais ambicioso, produzir um livro a partir de relatos de experiências, que mostrasse ambas as realidades: o albinismo na Espanha e no Senegal. Suas semelhanças e enormes diferenças. “Que ajudasse os albinos africanos para quem, óculos e protetores solares ainda são verdadeiros luxos”, explicaram.
Na oportunidade, aproveitaram para recolher donativos como óculos de sol, roupas especiais e protetores solares para enviá-los ao Senegal. ‘Estes são produtos que abundam no Ocidente, mas que na África ainda são vistos como verdadeiros luxos, comentaram os membros da ALBA.
Fonte:Europa Press

Como presente de agradecimento pra Madá, um vídeo da Elis Regina cantando Madalena, do Ivan Lins.

sábado, 5 de dezembro de 2009

TEST PARA DIAGNOSTICAR EL ALBINISMO

Un nuevo test permitirá el diagnóstico universal del albinismo

El doctor Luís Montoliu, investigador del Centro Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), presentará en primicia el próximo 28 de noviembre en Valencia un proyecto de chip de diagnóstico universal de albinismo, un test revolucionario en biología con el cual, a partir de un análisis de la saliva, se podrá determinar el tipo de albinismo que tiene cada persona, aspecto crucial para la investigación de esta condición tan desconocida aún.
Esta presentación se llevará cabo durante un acto en la Delegación Territorial de la ONCE de la Comunidad Valenciana organizado por ALBA, Asociación para la Ayuda a Personas con Albinismo, para dar a conocer el libro 'Albinismo. Una condición genética, dos realidades: España y Senegal', informaron responsables de la actividad.
En la sesión participará además Aboubakary Sakho, presidente de Anpras, la Agencia Nacional por la Promoción y la Reinserción de los Albinos de Senegal, que hablará de la realidad actual del albinismo en África.
Desde hace dos años, ALBA ha incluido entre sus proyectos la confección de un libro de testimonios que pudiera ayudar a difundir una imagen del albinismo más positiva y acercada a la realidad.
Aprovechando que la fotógrafa valenciana Ana Yturralde viajó a Senegal y trajo de allí "fotos conmovedoras de la realidad de las personas con albinismo en África", aseguraron las mismas fuentes.
"Aquella idea inicial de ALBA se convirtió en un sueño algo más ambicioso: confeccionar un libro de testimonios que presentara ambas realidades --el albinismo en España y en Senegal--, con sus semejanzas y enormes diferencias, e intentar ayudar, en la medida de nuestras posibilidades, a las personas con albinismo en África, para las que unas gafas solares o las crema de protección son auténticos lujos", explicaron.
En la jornada se aprovechará además para recoger gafas de sol, ropa con protección solar y cremas protectoras para enviarlas a Senegal. Se trata de productos que en Occidente se ven casi como superfluos, pero que en África suponen auténticos lujos, incidieron.

Fuente: Europa Press
(Encontrado em http://www.deturno.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=191:un-nuevo-test-permitira-el-diagnostico-universal-del-albinismo&catid=50:noti-articulo)
(Me encanta ese tema de Flávio Venturini)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

POLÊMICA

Quinta, 3 de dezembro de 2009, 17h00
Sociedade Brasileira de Dermatologia questiona teste com protetores
Patricia Zwipp

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e os fabricantes de protetores solares reprovados por uma avaliação da entidade Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor contestam o teste que verificou a eficácia de dez produtos FPS 30 loção. O estudo apontou problemas em oito deles: Avon Sun, Banana Boat Bloqueador Solar Ultra, Coppertone Loção, Episol Loção Oil Free, La Roche-Posay Anthelios/Hélioblock, Natura Fotoequilíbrio, Nivea Sun Loção Solar Protetora e Sundown Suncomplex. O L'Oréal Solar Expertise foi considerado o melhor, e o Cenoura & Bronze, a escolha certa.
Por meio de um comunicado, a SBD disse que desconhece a metodologia utilizada. A Pro Teste, por sua vez, estranhou a declaração e respondeu que é segue a determinada pela Anvisa e por uma Diretiva Europeia para as questões em que a "legislação brasileira está ultrapassada". Nas análises laboratoriais, utilizou o método in vitro.
A Johnson & Johnson, que produz os protetores solares Sundown, afirmou que não tem conhecimento e nem acesso aos métodos utilizados pela pesquisa e que os resultados não estão coerentes com os estudos científicos realizados pela empresa e institutos externos. Segundo ela, cada produto da linha só é comercializado se comprovar, por meio de testes, a sua eficácia, atendendo às exigências legais.
A Natura declarou que não sabe como a pesquisa foi realizada, garantiu que utiliza matérias-primas seguras e metodologias reconhecidas e aprovadas pela comunidade científica internacional e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e que os questionamentos apontados pela Pro Teste são improcedentes.
A BDF Nivea Brasil discordou dos resultados da avaliação e declarou que os protetores solares são desenvolvidos sob rigorosos protocolos globais de qualidade e segurança, além de atenderem as exigências legais. A Avon, por sua vez, garantiu a segurança e a eficácia de todos os produtos desenvolvidos e comercializados por ela, uma vez que realiza testes necessários e aprovados pelas entidades que regulam a indústria cosmética nos mais de cem países em que atua.
A Mantecorp, responsável pelos protetores Coopertone e Episol, informou que segue padrões de qualidade nacionais e internacionais e apresenta toda a documentação e testes exigidos pela legislação brasileira e pelos órgãos governamentais competentes. Os outros fabricantes reprovados não foram localizados.
Especial para Terra

(Encontrado em http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI4137520-EI1497,00-Sociedade+Brasileira+de+Dermatologia+questiona+teste+com+protetores.html)
(Mais uma canção de Bethania, Verdades e Mentiras...)

TRECHO DO CÂMERA RECORD

O C@STRO, eterno colaborador do blog, colocou um trecho do Câmera Record em seu site. Trata-se da matéria sobre as crianças albinas de Olinda.
Eis o link
http://www.castrodigital.com.br/2009/11/pais-negros-filhos-albinos.html

UMA VISITINHA À SUIÇA

Resultado de imagem para short stay in switzerland
Roberto Rillo Bíscaro

Esta é a semana de temas polêmicos em meu aparelho de DVD. No domingo, vi o documentário norte-americano sobre Bíblia e homossexualidade (ver a postagem A BÍBLIA DIZ, de 29 de novembro). Esta noite, assisti a uma produção da BBC sobre suicídio assistido: o telefilme A Short Stay in Switzerland (2009).

A doutora Ann Turner tem 3 filhos e é médica bem sucedida. Seu marido também é médico, mas adquire uma doença degenerativa que o deixa inválido em uma cadeira de rodas, sem controle algum de suas funções motoras e fisiológicas. O marido falece e, no momento em que a viúva e seus filhos espalham suas cinzas em um rio, percebemos que há algo de errado também com a Dra. Turner. Após uma série de quedas, descontroles e mudanças repentinas de humor, ela vai ao médico e recebe o diagnóstico: possui doença degenerativa ainda mais agressiva do que a do esposo.

Parece coisa de dramalhão ou coincidência forçada de ficção. Mas, não é. O roteiro é baseado na história real de Ann e sua família. Lembro-me do caso, que, em 2006, ganhou notoriedade mundial.

Em vista da inexorabilidade da degeneração progressiva, a médica escolheu se suicidar. Como as leis britânicas não permitem que profissionais de saúde auxiliem pacientes terminais a porem fim em suas vidas, a Dra.Turner viajou para a Suíça, onde o suicídio assistido é legal. A história foi revelada à imprensa apenas depois da morte da paciente.

Além do drama da doença, o filme também tematiza a resistência inicial dos filhos em ajudar a mãe, seu sentimento de culpa ao aceitarem ajudá-la e as conseqüências legais que enfrentariam por auxiliar em um ato contra a lei.

Diversas facetas do assunto são abordadas sempre através de diálogos; o filme nunca cai numa exposição didática a respeito dos prós e dos contras do suicídio. Os roteiristas sabiam que não faziam um documentário, mas sim ficcionalizavam uma história real com tema explosivo.

A película também não cai no dramalhão fácil. Claro que no final é muito difícil não se emocionar com a Dra. Turner se despedindo de sua gata ou com a emocionalmente forte cena de sua morte. Entretanto, abundam as farpas e comentários auto-depreciativos e sarcásticos, tão típicos de certo humor britânico.

Julie Walters ganhou o Emmy internacional de melhor atriz por esse filme, na semana passada. A intérprete está soberba no papel central. Lembrou-me a tour de force de Emma Thompson, no também demolidor Wit, sobre câncer. Walters tem que mudar de postura e de dicção diversas vezes pra representar os diferentes estágios de degeneração física e psicológica da personagem.

A história da Dra. Turner é sobre o direito individual de tomar suas próprias decisões e fazer as escolhas que julgar corretas a respeito de seu corpo, de sua vida, e no caso, de sua morte.

A Short Stay in Switzerland é história comovente e adulta, que pode servir como ponto de partida para muitas discussões.

(Pros que entendem inglês, alguém colocou o filme no You Tube. Eis a primeira parte)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SOBRE A TÂNZANIA

Sempre que há alguma nova onda de notícias sobre o assassinato de albinos na Tanzânia, blogs e sites pessoais reproduzem matérias, emitem opiniões, enfim, prestam apoio aos albinos.

Ótimo. Isso mantem a denúncia na mente das pessoas e alastra a bandeira da causa albina. Informação traz conscientização, né?

Quero agradecer aos seguintes blogs que noticiaram coisas relacionadas à albinismo:

Ao Às de Copas, blog mantido pelo Eden Nilo, de Salvador
http://1decopas.blogspot.com/2009/11/albinos-fogem-de-assassinatos-no.html

Ao O QUE O MUNDO PRECISA SABER
http://natyoqueomundoprecisasaber.blogspot.com/2009/11/albinismo-na-tanzania.html

Ao Espaço de Luiz Gustavo
http://luizgustavocardoso.spaces.live.com/blog/cns!B554A60D93C9BA32!192.entry?wa=wsignin1.0&sa=35315912

Espaços assim ajudam muito o trabalho da gente, acreditem!
(Como agradecimento, ofereço a canção You Are This Perfect, da cantora Petrocovich)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

REPROVADOS!

Apenas dois filtros solares passam em teste

Ter, 01 Dez, 01h00
Cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não são resistentes à radiação, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). Os produtos, entre eles Nivea e Sundown, perdem até 50% do FPS (fator de proteção aos raios UVB, responsáveis pelo câncer de pele) quando expostos a uma hora de sol. Na avaliação global, oito marcas das dez analisadas foram reprovadas por também não resistir à água ou não bloquear raios UVA, ligados ao envelhecimento da pele.
Apenas os protetores L'Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram aprovados. A avaliação global dos produtos é uma média das notas em cada um dos quesitos. O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.
No teste de fotoinstabilidade, o FPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea, Banana Boat e Sundown foram reprovadas. Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. "O segundo pior foi o La Roche Posay, que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo", afirma Marina Jakubowski, química da Pro Teste.
Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, explica a pesquisadora, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor. Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção (30), maior do que o medido (25). Todos as embalagens mencionavam resistência à água, mas após imersão de meia hora, a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%. Para o especialista em foto proteção e professor da Faculdade de Medicina da USP, Sérgio Schalka, a diminuição do FPS é natural. "Mesmo os produtos que se declaram resistentes à água perdem, após 40 minutos de imersão na água até 50% do FPS."
As oito marcas de protetor solar avaliadas pela Pro Teste discordaram do resultado da pesquisa e informaram que seus produtos foram submetidos a testes científicos, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e liberados para o comércio. Todas as empresas afirmaram que não tinham conhecimento do estudo. A L"Oréal Brasil, que representa a La Roche-Posay disse que desconhece qual "a instituição que realizou os testes" e os critérios utilizados.
A Nivea Brasil, fabricante do Nivea Sun Loção Solar Protetora informou que, como não teve acesso ao estudo, "não pode avaliar, em profundidade, detalhes sobre a metodologia e resultado do mesmo". Destacou ainda que todos os produtos da empresa são desenvolvidos sob protocolos globais de qualidade e que a loção solar protetora FPS 30 atende às exigências dos órgãos regulamentadores.
A assessoria de imprensa da Johnson & Johnson, que representa a marca Sundown, divulgou que só tomou conhecimento da análise da Pro Teste na tarde de ontem. A empresa ainda afirma que "estranha os métodos utilizados" e que usa, na formulação do protetor, uma combinação de filtros que garante a proteção UVA/UVB.
Metodologia
A Natura, que teve seu produto avaliado como ruim na proteção aos raios UVA, afirmou que a análise da Pro Teste difere da adotada pela Natura. E que tecnicamente não é possível compará-los, "pois fazem uso de metodologias e controles diferentes". O Estado não localizou o representante da Sun Pharmaceuticals, fabricante da marca Banana Boat. Valdir Oliveira, gerente de vendas da Arcom S/A, importadora oficial do Banana Boat Bloqueador Solar Ultra, afirmou que neste ano a empresa não comprou a linha analisada.
A Mantecorp, fabricante do Episol Loção Oil Free e do Coppertone, disse que seus produtos seguem padrões de qualidade nacionais e internacionais. a Avon, do produto Avon Sun, divulgou que a Anvisa não obriga "mencionar na rotulagem a indicação do fator de proteção UVA". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Encontrado em http://br.noticias.yahoo.com/s/01122009/25/manchetes-apenas-filtros-solares-passam-teste.html)

(Gente, não sei bem porque, mas me lembrei duma novela do Sílvio de Abreu, de 1986, Cambalacho. Por que será, não??)


EVENTO SOBRE ALBINISMO

O professor Nivaldo Santana e sua orientanda Ivany Santos Mendonça, da Universidade Estadual da Bahia, campus de Vitória da Conquista, enviaram importante notícia. Em dezembro, realizar-se-á naquela Universidade um encontro sobre albinismo. Sei que o professor e sua aluna estão a realizar importante trabalho com os albinos da região e desejo a eles a melhor das sortes na realização do evento.
Fui convidado a participar, mas, no momento não me é possível. Confio que não faltarão oportunidades pra que eu conheça o trabalho do grupo.
Como já lhes disse em emails, este blog está ao inteiro dispor para a publicação de material sobre o evento e sobre as pesquisas em andamento.

Resumo do I Encontro temático sobre Pessoas com Albinismo e diversidade humana 2009
O I Encontro temático sobre Pessoas com Albinismo e diversidade humana, a ser realizado nos dias 11 e 12 de dezembro de 2009, sexta feira e sábado, se funda na idéia de inaugurar o debate teórico e reflexivo, sobre a condição humana das Pessoas com Albinismo na Região Sudoeste do Estado da Bahia e adjacências, e trazer para o campo acadêmico, o compromisso com debates, discussões e respeito de concepções filosóficas, teóricas e ideológicas sobre as Pessoas com Albinismo. De maneira especifica o encontro tem como objetivo estreitar os laços junto as Pessoas com Albinismo, e trazê-lo para que junto com a comunidade acadêmica, sociedade civil, puder público e demais interessados, se estabeleça trocas de experiências sobre saberes e conhecimentos que expressem as formas de viver, e as condições de vida dos mesmos. Constituem-se como eixo de debate os principais problemas enfrentados pelas Pessoas com Albinismo entre eles: a falta de política publica no campo da saúde que envolva a distribuição de “cremes destinados a proteção solar” para adultos, e a inexistência de exames periódicos para acompanhamento da acuidade visual em crianças e adolescentes em idade escolar; abertura de vagas no mercado de trabalho; bem como a introdução de tecnologias compatíveis com as limitações e impedimentos do grupo.


(Enquanto compunha esta postagem, escutava Rolo Compressor, do Guilherme Arantes. A letra tem tudo a ver com o evento e este blog. Ouçam e me digam se não veio a calhar? Amo muito essa canção!)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

TECNOLOGIA ALEMÃ

Stuttgart, Alemania
Novedoso sistema de orientación urbana para ciegos
Un grupo de investigadores del Grupo de Sistemas Interactivos y de Visión de la Universidad de Stuttgart (Alemania), se encuentra desarrollando un dispositivo de navegación móvil que ayudará a personas ciegas y con baja visión a desplazarse por espacios sobre los cuales no tienen referencias.


El proyecto, denominado ASBUS (Asistencia para personas con discapacidades sensoriales en la Universidad de Stuttgart), tiene como objetivo cartografiar el campus universitario completo y brindar la capacidad de circular en forma autónoma por los espacios públicos de la universidad. Esto se lograría a través de un dispositivo que aúna información del lugar proporcionada por sensores con datos extraídos de modelos del espacio circundante. Los usuarios podrán acceder a la información mediante sonidos o en Braille mientras se desplazan. La información proporcionada por el modelo y los sensores se contrasta de forma continua.
Los investigadores también desarrollaron el sistema complementario TANIA (Asistente de navegación acústica e información táctil), que actualmente está siendo empleado por usuarios ciegos para averiguar su propia posición y la de otros objetos situados en la zona y reflejados en los mapas.
El equipo, dirigido por el Dr. Andreas Hub del Grupo VIS, informó que el sistema ofrece a los usuarios opciones de navegación e información aumentada, incluidos datos de contacto.
En un futuro, el proyecto ampliará el sistema a otros ámbitos. Para ello se espera contar con la colaboración de las empresas de transporte público. El objetivo final consiste en que todo el mundo pueda orientarse por el campus del centro de la ciudad y el de las afueras.
(Encontrado em http://www.elcisne.org/ampliada.php?id=1282)
(Voltemos a 1984 pra curtir a canção 99 Luftballons, da alemã Nena)

VISUAL ALBINO

Ontem, recebi email do fotógrafo Gustavo Lacerda avisando que o layout novo de seu site estava pronto.

Gustavo é o fotógrafo mineiro, radicado em São Paulo, que, desde o início do ano tem fotografado pessoas com albinismo. O resultado do trabalho será uma exposição em alguma galeria paulistana.

Desde o princípio tenho apoiado e divulgado a iniciativa porque acredito que seja um instrumento importante para conferir visibilidade às pessoas com albinismo. O trabalho certamente quebrará tabus a respeito de nossa aparência física e de nossa fotogenia. Isso sem contar no benefício que representará para a auto-estima dos albinos. Não apenas os que estão envolvidos no projeto, mas também os que tomarem conhecimento do trabalho e descobrirem que não há razão para se sentir inferior esteticamente em relação aos não-albinos.

Uma amostra deste trabalho pode ser vista no site do fotógrafo. As fotos estão realmente lindas. Quando se abre a página já aparece uma foto de uma pessoa com albinismo. Tudo o que se tem a fazer depois é ir clicando sobre as fotografias e a próxima aparece.

O endereço do site é
http://www.gustavolacerda.com.br/