quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

DICAS PRUM NATAL ACESSÍVEL

Natal e Acessibilidade - Natal é Acessibilidade!

Lêda Spelta

Sendo bem sincera, nunca fui muito entusiasmada por grandes solenidades e comemorações. Porém, o Natal, este sim, era mágico. Como todas as crianças, eu adentrava dezembro como numa terra encantada, feita só de alegria, música, sonhos, brincadeiras, enfeites, surpresas, comidas gostosas... Foi somente há pouco tempo que me dei conta do principal motivo do Natal ocupar esta posição de destaque para uma menina tão arredia como era eu: ele é a festa mais acessível que conheço. Explicando melhor, se tivermos que resumir a acessibilidade numa única regra de ouro, penso que seria algo como: oferecer alternativas que se acomodem às necessidades e preferências individuais, de modo a permitir o acesso e interação de todos, em igualdade de condições, independentemente das características e limitações de cada um. E vocês já pensaram que o Natal é exatamente isto? Vejamos alguns exemplos.
Para começar, Árvore de Natal não é o desenho ou a animação que aparece nos cartões virtuais, nem esse espetáculo visual que a gente vai apreciar na Lagoa Rodrigo de Freitas, após enfrentar um espetacular engarrafamento. Não, os internautas e frequentadores da Lagoa que me perdoem, Árvore de Natal está longe de ser esta pobreza, é outra coisa. É uma criação coletiva, montada com a participação essencial das crianças, formada por uma estrutura de galhos vivos, secos, ou artificiais, onde se penduram, além das pequeninas lâmpadas piscantes e coloridas, uma infinidade de enfeites de todas as cores, formas, tamanhos, pesos, texturas e temperaturas, sem falar nos sons dos sinos e bolas de guizos, um maravilhoso festival dos sentidos!
O autêntico Presépio é aquele encenado nas escolas, igrejas ou praças, por gente de carne e osso, que se move, fala, canta e usa vestes ou fantasias de diferentes tecidos, cartolinas, papel crepom ou papier maché, que podem ser tocadas, vestidas, balançadas, sacudidas... E tem também aquele Presépio doméstico, montado com figuras de massinha, com direito à palha e luzinha na manjedoura, um luxo!
Sem falar no Papai Noel, que fala, distribui brinquedos e pega no colo os pequeninos... E nos enfeites pendurados nas portas, janelas, lustres, tetos e paredes, tão variados e criativos quanto os das Árvores de Natal. E tem também aquelas velinhas coloridas, algumas com formas interessantes e cheiros exóticos.
Finalmente, para resumir a história e não deixar nenhum sentido de fora, temos aquelas comidas e bebidas deliciosas, o desfile de formas e cores, aromas e sabores que compõem a Ceia de Natal!!!

Entendem agora o que quero dizer com Acessibilidade do Natal? É que as possibilidades são tantas e tão adaptáveis, que ninguém, ninguém mesmo, precisa ficar de fora! Mas também, minha gente, não seria um total contrassenso se, em sua essência, fosse inacessível o Natal de Cristo, a criatura mais profundamente inclusiva que temos conhecimento?!
E você que me lê agora, já pensou se está tornando acessível ou inacessível o seu Natal? Como assim? Não, não precisa ser especialista, todo mundo pode fazer alguma coisa. Seguem abaixo algumas dicas que, longe de serem exaustivas, poderão ser usadas como ponto de partida:
1 - Compre presentes que estimulem diferentes sentidos e movimentos, não apenas olhos e dedos.
2 - Ofereça às crianças experiências vivas e participativas, não apenas imagens e vídeos.
3 - Se você projeta ou desenvolve edificações, transportes, ambientes, sistemas, sites, interfaces, produtos ou serviços, informe-se sobre padrões, diretrizes e normas de acessibilidade: Normas Brasileiras de Acessibilidade link para um novo site, ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas link para um novo site, W3C Brasil– World Wide Web Consortium Escritório Brasil link para um novo site, W3C/WAI - Web Accessibility Initiative link para um novo site e Normas de Acessibilidade do eMag – Governo Eletrônico link para um novo site. E não esqueça de testar o resultado com os mais diferentes tipos de usuários! Você estará, assim, garantindo a sua utilização pelo maior número possível de pessoas.
4 - Se você é desenvolvedor de sites, nunca se esqueça de testar se todos os links, botões e demais objetos que possuem interação estão acessíveis através do teclado, ou seja, sem a utilização do mouse.
5 - Ao enviar e-mails, escrever em blogs ou redes sociais, ou inserir conteúdo em sites, siga as recomendações abaixo:

Crie descrições para imagens e gráficos que contenham informação, possibilitando, assim, seu acesso por pessoas que não podem vê-los.

Crie descrições para diálogos e outros sons significativos contidos em vídeos, possibilitando, assim, seu acesso por pessoas que não podem ouví-los.

Lembre-se que suas mensagens poderão também ser acessadas por pessoas que não podem vê-las nem ouví-las, através da utilização de um display especial, que exibe em braille as informações contidas na tela.

Nunca use somente cores e outras indicações visuais para veicular informação; utilize também o próprio texto.

Ao incluir links que abrirão ou farão download de algum arquivo, informe antecipadamente seu formato e tamanho.

Para cada arquivo de documento, ofereça, sempre que possível, uma alternativa em formato html, txt, doc ou rtf. Os demais formatos ainda são inacessíveis para muitas pessoas.
Acredito que o propósito do Natal só será plenamente atingido, quando conseguirmos pensar em coisas como essas, em todos os dias do ano; pois não dá para pensar em Natal sem fraternidade e não dá para pensar em fraternidade sem acessibilidade, não é mesmo?
Que tenhamos todos um Acessível e FELIZ NATAL!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CONTANDO A VIDA 63

Então é Natal...Se eu fosse você, não apenas leria, mas divulgaria a mensagem natalina de nosso cronista em êxtase. Está linda, confiram!


MENSAGEM DE NATAL

José Carlos Sebe Bom Meihy

Como arrazoar uma mensagem de Natal que não seja trivial, comum, descartável, igual a tantas outras? Como? O que dizer, ou melhor, há algo novo a ser dito?!... Com esse desafio, dia desses, esperei o sol surgir e no sutil silencio que descolora a noite impondo luz ao dia, adivinhei uma espécie de grandiosidade da vida. Plenitude. E redescobri em meu íntimo um deus interior que, cheio de despreocupação, sem laivo de exigência, me fez enxergar, apaixonado, a complexidade do mundo, do mesmo mundo que nos foi dado viver. Igual a ele – ele em mim – se fez algo majestoso e como menino antigo em uma contemplação miraculosa, numa fagulha, imaginei a perfeição daquele que dispensa religiões, cultos, preces, festas, procissões e letra maiúscula. Era um deus desprovido de vela, igreja, confessionário, penitência, sermões e que isenta promessas, indulgências e solenidades absurdas. Deus que, alheio aos argumentos mortais, suporta guerras em seu nome e consente sem desatinar que inventemos tudo, inclusive outro Deus que divide, obriga, cobra, julga, castiga. Ao contrario deste, aquele é um formidável ente calmo e carinhoso; ser que flana sobre pecados, maldades, tramas perversas e faltas ardilosas, do mesmo jeito que franqueia benevolências educadas, juízos adestrados, ponderações cultas e aclarações  científicas. Trata-se de um deus não superior, pelo contrário, igual à gente e, por isso, com todos os rostos e vestido com as diferenças convenientes aos utopistas, visionários que divisam o reclamado “mundo melhor”, mais justo, mais congruente. O deus de que falo era aquele de todas as etnias, línguas, orientações; criador admirado das abelhas que cumprem seus favos na mesma lógica dos elefantes que se isolam para morrer; das flores e florestas que admitem a beleza das parasitas e a fatalidade da morte fátua que fertiliza futuros. Ah! a perenidade da morte e nossa soberba resistência!
Sem arrogância alguma, o deus que me permitiu visita era, sobretudo, resignado dos nossos erros tolos feitos em nacionalismos toscos, políticas pretensiosas, morais contraditórias e variações de classes sociais. E me dei conta da necessidade que se amiúda em nossos discursos cotidianos feito de palavras pulcras, mas entupidas de segundas intenções como: ética, tolerância, fraternidade, direito, legalidade e consciência. E achei o viver social/civilizado, tudo, provisório, mesquinho mesmo. Mas, na meiguice daquele deus não cabia outra atitude que não aceitar, até apático, o esforço sobrenatural, nosso, humano, em dominar o tempo, controlar comportamentos e inventar impossíveis imortalidades. E o saber pareceu algo menor, inútil e incapaz de concorrer com o canto dos canários, verdes matagais e os vazios de sons. A idade da Terra não estava em discussão com aquele deus e sequer a inconsequência de quantos brincam com a natureza, destruindo a organização de rios que levam ao mar, descongelando o glacial que equilibra os oceanos e harmoniza a sobrevivência. Não. O que valia era mesmo o questionamento sobre quem somos, aqui e agora. E mais: que fazer com o viver que nos resta? Mas, como me pareceu bom aquele deus que não se altera com a hierarquia instalada entre os que possuem e os despossuídos; entre os que podem e os que precisam poder. E vivi humanizando o deus que em mim explica o sonho de ser um ser útil. E foi assim, na crueldade do mundo nosso, no fadário do tempo natalino que pensei na generosidade dos presentes saudando o gesto de dar e deprimindo os conteúdos emblemados em preços, marcas e propaganda. E tudo ficou tão ralo: relógios, jóias, roupas, adornos, brinquedos, objetos domésticos. Tudo tão pouco que não fosse o sentido do ofertar, do escolher para o outro, restaria a obrigação mecânica que sozinha apenas sustenta o comércio, a matéria que, afinal, mais abisma as distâncias de seres que são todos, em suas variações, iguais àquele meu deus.

Inventariando a vida, relacionando-a com o ente que se descobria em mim, encontrei um eixo sobre o qual as palavras escolhidas para esta mensagem ganhariam nexo: falar desse deus que sendo resignado espera que o despertemos primeiro em nós mesmos. A certeza de que há algo de fecundo, transcendente, nos habitando permite supor renascimentos que justificam Natais. Tomara, tomara mesmo, que esse algo desperte e tenha a graça de quem me escolheu para dizer esta mensagem: Feliz Natal.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

TELINHA QUENTE 32

Quem Matou Nanna Birk Larsen?


Roberto Rillo Bíscaro

Perguntei retoricamente diversas vezes no Facebook, a ponto duma ex-aluna sugerir-me procurar a resposta com São Google. Mas, pra que estragar o prazer masoquista de se torturar conjeturando sobre o assassino da dinamarquesa de 19 anos? Descobri apenas no último capítulo de Forbrydelsen (2007), thriller jutlândico, que se tornou sucesso cult na Inglaterra, a ponto de a atriz Sofie Gråbøl ter sido convidada pruma participação no especial natalino de Absolutely Fabulous deste ano. Mal posso esperar, assim como pelo especial de Natal de Downton Abbey!  
A história se passa em 20 dias, no lúgubre e molhado inverno dinamarquês, o que contribui pro tom sombrio e sério da produção. A detetive Sarah Lund envolve-se em intrincado jogo policial e político, uma vez que a morte da comportada Nanna envolve a equipe de Troels Hartmann, candidato a prefeito de Copenhague. Há momentos em que a trama política fica mais excitante do que a detetivesca.
Acertada a decisão de criar uma jovem bem-comportada, caso contrário as comparações com Twin Peaks seriam inevitáveis. Os Birk Larsen não são os Palmer e o roteirista Søren Sveistrup toma uma direção realista, bem distinta do maluquete David Lynch.
Forbrydelsen dedica cada capítulo a um dia da investigação, dando tempo pra que conheçamos bem as personagens e descubramos seus segredos sem muita pressa. Faca de 2 gumes, porque há momentos em que o motorzinho dramático poderia funcionar um pouco mais rápido. Os norte-americanos – preguiçosos pra ler legendas – condensaram a história em 13 episódios na adaptação deste ano da AMC (talvez eu comente depois de assistir). A própria segunda temporada de Forbrydelsen cortou o tempo diegético exatamente pela metade. Já a estou vendo (talvez comente se o resultado ficou melhor).
Apesar dos poucos momentos desinteressantes, gostei muito da produção caprichada, lenta sem ser morosa e muito bem interpretada. Forbrydelsen tem personagens com ideias fixas – a detetive Lund é tão obcecada quanto o assassino e o que dizer do prefeito Bremmer (amei!) e de Troels? – mas não unidimensionais, assim, a narração desacelerada permite que conheçamos melhor essa gente.
Ao entrar no mundo da ficção policialesca temos que estar prontos a fazer concessões, como um funcionário da promotoria levar prisioneira uma detetive altamente experiente e bobear com a arma no coldre! Também com relação a coincidências demais e um ou outro exagero, mesmo pros estereotipicamente austeros dinamarqueses. A resolução da sub-trama de Bremmer foi um pouco melodramática demais.   
Cheguei a Forbrydelsen pesquisando sobre Bjarne Henriksen, que me cativara em Kinamand. Pai de Nanna, o ator está muito bem na série, embora os Birk Larsen e as demais situações familiares é que empacam o movimento da história. São tantos elementos envolvendo a morte de Nanna, que pouco nos importam as vidas particulares de Sarah, Meyer ou dos Birk Larsen, até porque Sarah quase nem tem existência fora do caso.
Pra nós, estrangeiros, as piadas envolvendo a Suécia e a Noruega quebram o monolito “Escandinávia”, que aceitamos acriticamente, sem perceber que ofuscamos as identidades culturais dos países envolvidos.    
Logicamente que informados pelo modelo norte-americano, séries como Forbrydelsen e a argentina Epitáfios têm injetado sangue novo no gênero policial. Pena que o público seja restrito.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CAIXA DE MÚSICA 55

Garotas Gringas Oitentistas – 3
Roberto Rillo Bíscaro

Última prestação do especial sobre canções internacionais com nomes de garotas no título. Semana que vem, lembraremos das garotas brasucas. Não perca!

A banda Tommy Tutone está esquecida, mas teve um delicioso hit com a infecciosa 857-5309 Jenny (1982). O refrão é grudento e a melô facinha de tudo. Sobre um cara que tem o número da Jenny, mas não tem coragem de ligar. O igualmente obscuro Donnie iris teve modesto sucesso com seu rock simples Ah, Leah (81), onde exalta as qualidades de sua gata e a sorte de ser seu namorado. One hit wonder é a denominação inglesa pra artistas de sucesso só. O holandês The Art Company é um dos muitos exemplos. Em 1984, entraram nas rebarbas de um punhadinho de Top 20’s com Susanna, sobre um cara no sofá com a dita cuja, prestes a... quando toca o telefone e o momento passa. Aff... O cult e quase-todo-instrumental The Durutti Column é formado basicamente pelo anoréxico guitarrista Vini Reilly e ocasionalmente pelo baterista Bruce Mitchell. De 81, o álbum LC trazia a linda Jaqueline.Pena que tão poucos conheçam o trabalho de Vini, que gravava pela legendária Factory Records, de Manchester. Darlings da crítica, os australianos Nick Cave and The Bad Seeds lançaram o rock cru Deana (1988), uma assassina em série. Ivy é outra moça que mata o cantor de desejo, outra garota inatingível. Desta vez, o grupo era o Primal Scream, banda que trocava de estilo a cada álbum. Ivy Ivy Ivy (1989) é rockão. O album de 85 do Prefab Sprout causou tanto frisson crítico na Inglaterra que entrou direto pra lista dos melhores álbuns da história (exagero sanado há anos...)! Bonny fala sobre o arrependimento de não se ter dado o devido valor a alguém. Os Toy Dolls são pura diversão punk com canções rápidas de 3 acordes. Glenda and the Test Tube Baby (1983) é sobre a garota que, infeliz, candidata-se a ser mãe dum bebê de proveta, assunto muito em alta e em pauta na primeira metade da década. Misturando doses de punk, indie rock, vanguard e otras cositas, os norte-americanos do They Might Be Giants ganharam respeito crítico na segunda metade dos 80s. Ana NG é sobre um amor inventado alhures. Frequentemente mais conservador do que a sonoridade poderia supor, os metaleiros do Iron Maiden se saíram com Charlotte, the Harlot (1980), prostituta de alta classe, criticada por seus serviços, mas que não deixa de ser procurada pelo cantor. Hipocrisia pesada. Em 1989, o The Cult, com seu vocalista dos uivados a la Robert Plant, lançou Edie (Ciao Baby), em homenagem à falecida atriz Edie Sedgwigk, lolita de Andy Warhol. The English Beat introduziu o ska na Inglaterra e influenciou grupos até no Brasil. Em 82, saíram-se com Jeanette, uma periguete ryka. Falco foi o único popstar austríaco a alcançar sucesso global. Em 86, Jeanny foi proibida em diversos países europeus por aparentemente justificar o assédio sexual. E a canção é super sem-graça, ainda por cima. Em 81, o britânico Orchestral Maneuvers in the Dark (OMD) lançou a pérola synthpop Architecture & Morality, trazendo a canção Joan of Arc, que usa a santa francesa como metáfora para a dor do amor. Marillion, o neo-progressivo imitador do Genesis, batizou seu maior sucesso com um nome feminino inventado, Kayleigh (1985), sobre o doloroso fim dum relacionamento. Billy Joel sugou os Beatles até a medula em sua Laura (82), sobre uma mulher problemática. Em seu quarto album (1981), o Foreigner e seu rock de arena traziam Luanne, sobre um estudante doido por uma colega que não lhe dava bola. Típico rock sem rosto 80s. Meio folk, meio prog, meio gótico, o All About Eve tirou seu nome dum filme de Bete Davis. De 88, seu álbum de estréia contem Martha’s Harbour, insossa canção sobre uma mulher que traga um homem. Dave Mustaine e seu Megadeth lançaram Mary Jane em 1988. Não entendo dessa praia, mas se a proposta da banda era ser thrash metal, a canção sobre a bruxa soa poser demais! O Guns’n’Roses domino o mundo por alguns instantes. No multiplatinado Appetite For Destruction, Axl e Slash escreveram sobre Michelle, uma amiga da banda. Nada a ver com a Michelle dos Beatles; essa garota é cocaineira, a mãe morreu de overdose de heroína e o pai trabalha na indústria pornô. Mundo cão! O sophistipop do Scritti Politti era respeitado a ponto de Miles Davis ter tocado seu trompete em Oh Patti (Don’t Feel Sorry for Loverboy), de 1988. A letra é uma mensagem dum homem imaturo pra sua ex. Com sua vozinha, Christopher Cross inventou o som característico do easy listening oitentista. De 83, Think of Laura é uma daquelas canções perfeitas pra FMs adultas. Pra quem pensa que bala perdida é produto exclusivamente nacional, a jovem do título realmente existiu e foi morta por uma enquanto dirigia. Em 1980, diva Jocelyn Brown colaborou na dançante Sadie (She Smokes), do mestizo Joe Bataan, sobre uma garota que solta fumaça de tão quente!

domingo, 18 de dezembro de 2011

SUPERANDO A PSICOSE PÓS-PARTO

Britânica relata como psicose pós-parto a levou a ser internada
Clare Dolman (BBC)
Clare Dolman temia que as pessoas achassem que ela não era boa mãe
A britânica Clare Dolman descreve o nascimento de sua filha Ettie como um momento de absoluta felicidade. Mas, logo depois, essa felicidade se transformou em algo que ela não conhecia: Clare falava sem parar, não conseguia dormir e tinha uma energia incessante, que não era natural.
"Eu me tornei muito nervosa, sofria de terríveis alterações de humor e alucinações. Eu fui internada em um hospital psiquiátrico por várias semanas", conta ela.
Clare diz que evitava falar desse período de sua vida.
"Era algo tão distante da experiência de maternidade da maioria das pessoas e por causa do estigma que existe em nossa sociedade em relação às doenças mentais, eu tinha um pouco de vergonha."
Clare sofreu de psicose pós-parto, ou psicose puerperal, uma doença que atinge uma ou duas a cada mil mulheres que dão à luz.
"Quando falamos de psicose pós-parto, estamos falando de alguns dos episódios mais graves que vemos na psiquiatria", explica Ian Jones, da Universidade de Cardiff, que é especializado na doença.
Joan Molloy (BBC)
A artista Joan Molloy incorpora experiências de psicose pós-parto a seu trabalho
"Essas mulheres têm um episódio logo após o nascimento do bebê, que pode envolver diversos sintomas psicóticos, delírios - acreditar em coisas que não são reais - ou alucinações - ver ou ouvir coisas, quando não há nada lá."
Se os sintomas não forem reconhecidos a tempo, o surto psicótico pode acabar levando ao suicídio ou até ao infanticídio.
Não se sabe ao certo o que causa a psicose pós-parto, mas fatores genéticos seriam importantes e alterações hormonais e a falta de sono podem ter alguma influência na incidência.

'Má mãe'

Clare temia que se soubessem que ela teve psicose pós-parto, as pessoas poderiam se afastar dela ou achar que ela era "uma má mãe".
Apenas alguns anos depois do nascimento da filha, ela conseguiu superar esses medos e só recentemente, durante a produção de um documentário de rádio para a BBC, ela entrou em contato com outras mulheres que passaram pela mesma experiência.
Foto: BBC
Mulheres que sofreram de psicose pós-parto se reuniram para falar sobre a experiência
O projeto foi organizado pela artista Joan Molloy, que teve psicose pós-parto, e incorpora elementos da doença em seu trabalho.
Durante os encontros, muitas mulheres falam pela primeira vez da doença.
"Eu achava que tinha dado à luz o anticristo e acreditava que meu filho tinha pequenos demônios em seu estômago que saíam à noite e dançavam pelo chão da cozinha", contou Tracy.
Algumas falavam de tendências suicidas e de como elas acreditavam que seus bebês ficariam melhor sem elas. A recuperação pode ser lenta.
"Eu me senti como um zumbi por pelo menos um ou dois anos. Não consigo me lembrar por quanto tempo tomei antipsicóticos. Claro que os remédios salvaram minha vida, mas levei um tempo para me recuperar de seu efeito", disse Ceri.
Todas essas mulheres responderam bem ao tratamento, mas a experiência mudou suas vidas.
Elas esperam que o projeto de Molloy ajude a conscientizar a população sobre a doença e a reduzir o estigma que pode dificultar a recuperação das pacientes.

sábado, 17 de dezembro de 2011

ALBINO GOURMET 60

Superengordante, mas não consigo resistir a um pavê!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

HORROR E ESPERANÇA NA TANZÂNIA – O VÍDEO

Dia 11, postei a tradução dum artigo de jornal africano acerca da matança de jovens albinos em regiões do continente, onde partes de corpos albinos são usadas em poções mágicas, supostamente trazendo riqueza pra quem as possua. Que os próprios albinos e feiticeiros sejam pobres passa despercebido pela cretinice reinante.
Encontrei no You Tube a reportagem filmada, que ora disponibilizo.
Infelizmente, não há legendas em português, mas o conteúdo é basicamente aquele traduzido. As imagens, porém, são poderosas e, vistas após a leitura do texto, serão compreendidas mesmo pelos não falantes de inglês. 

TELONA QUENTE 38

Roberto Rillo Bíscaro

Parece que a cada 2 anos há uma nova versão de Jane Eyre, seja no cine, seja na TV. Já vi diversas. Certamente, tais filmes são produzidos porque ainda existe público interessado. Como eu. A cada nova versão, lá vou eu pra saber como o diretor filmou a história sabida de cor. E também tentar selecionar o elenco pra adaptação “perfeita”. Nesta de 2011, encontrei a Mrs. Fairfax definitiva: Judi Dench.
Cary Joji Fukunaga não se saiu mal na direção, emprestando tons sombrios à história da sofrida Jane Eyre, agredida quando criança, rejeitada pela tia má, enviada pruma escola lúgubre, violenta e tísica, que, aos 18 anos arruma trabalho como tutora duma menina francesa, na imensa e triste Thornifeld Hall, propriedade de Mr. Edward Fairfax Rochester. O diretor escolheu começar o filme com a andança de Jane pela charneca, fugida de Thornifeld, pra depois fazer extenso flashback, onde o sofrimento da infância ganha destaque.
Nos belos mundos do cine e da TV, Eyre e Rochester devem ser problemáticos pra escalar, porque são descritos como destituídos de beleza, pela escritora Charlotte Bronte. É com Rochester meu maior problema: os atores sempre me parecem galãzinhos demais. Por isso, meus favoritos continuam sendo os de Orson Welles e George C. Scott (meu Mr. Rochester do coração).
Desta vez, Eyre ficou a cargo da australiana Mia Wasikowska, a Sophie, minha paciente predileta de In Treatment. Ela se saiu muito bem num papel, que dentre outras dificuldades, tem tantas atrizes pra comparação. A jovem empresta rigor e rancor à traumatizada Jane. A cena na qual ela diz perdoar a tia, agonizante, ilustra esses traços com maestria. Ela secamente diz que a perdoa e afasta-se bruscamente. Certas feridas jamais saram.
Minha cena favorita e definidora da personagem, porém, é a que antecede o pedido de casamento feito pelo patrão. Acreditando que Rochester esteja se referindo a Miss Ingram, Eyre afirma que sua inferioridade social não justifica que seja humilhada ou torturada. Mia está excelente e achou seu próprio tom, mas ainda prefiro Ruth Wilson.
Pena que não se pode fazer versão remix de filmes, se não, bastaria pegar cenas de diferentes atrizes pra compor uma Jane Eyre dos meus sonhos!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ATIVIDADES ALBINAS

Vejam que legal o blog Só Atividades: Sugestões de atividades para o ensino de Língua Portuguesa.
A postagem de 14 de dezembro traz texto e exercícios baseados no tema albinismo.
Ótima pedida pra professores de português, que podem ao mesmoo tempo treinar os alunos e conscientizá-los.

CONTANDO A VIDA 62

Nosso cronista-militante – voluntário dos Narcóticos Anônimos – recomenda alguns livros interessantes para a discussão sobre o problema das drogas.


 A BELA MENINA DO CACHORRINHO

José Carlos Sebe Bom Meihy

Há livros que nos tocam mais do que outros e se tornam referência em nossa história de leitores. Tudo depende do momento em que a leitura é feita, da circunstância que move a recepção do texto e da pertinência da exposição temática. Além da boa história, a redação elegante, bem construída, contribui muito. Falo especificamente de um livro que certamente afetará alguns interessados em entender melhor o que se passa no mundo – ou submundo? – de famílias atormentadas por um dos mais sérios problemas modernos: as drogas. Acabo, comovido, de percorrer as 310 páginas de um desses textos “A bela menina do cachorrinho: história real da jovem que enfrentou um sequestro e o inferno das drogas”, o caso de Ana Karina de Montreuil em depoimento a Carla Muhlhaus, publicado pela Ediouro. Mas, isso também têm uma história...
Há mais de quatro anos frequento as reuniões abertas dos Narcóticos Anônimos no Rio de Janeiro, especificamente o grupo GATA que se reúne aos domingos na Igreja de Santa Terezinha. Tudo começou com o apoio a um amigo, usuário em recuperação. Bastou um encontro para que visse nessa instituição, no NA (Narcóticos Anônimos), um caminho para, mais do que tudo, compreender a intimidade de uma problemática intrincada e avassaladora em todos os sentidos e garantir que há salvação. É verdade que apenas o grupo que padece do tormento das drogas pode avaliar o significado social, coletivo, dessa doença terrível. Com freqüência, visito sites na internet e participo de listas de discussão sobre o tema e progressivamente me vejo mais envolvido na luta contra as drogas. Recomendo que isso seja prática comum, pois nunca sabemos como a sedução das drogas pode nos tocar. Nunca. E hoje não há quem desconheça alguém ou algum núcleo familiar próximo que não padeça desse mal.

Trabalho em histórias incríveis que ouço com frequência. Isso deve me levar a um livro sobre a difícil, mas possível, superação da dependência química. Aprendi - escutando casos inacreditáveis - que é preciso sempre manter viva a esperança. Há drogas devastadoras e em tantos casos depende muito da combinação entre o estado físico do usuário e do contexto psicológico de cada um. Uma coisa, porém, é certa: a droga é sempre prejudicial e em tantos casos, antes de matar por diversas causas, humilha, destrói relações e frustra quem participa da célula familiar. Ontem, ouvi o caso de uma linda menina de 18 anos que deixou de ir ao enterro da mãe para consumir cocaína. Fiquei atônito com o caso do moço de 27 anos que vendeu um rim para “cheirar” e tudo não durou mais do que uma semana. Que dizer de um pai que se dispôs a prostituir a própria filha por drogas? E não pensem que esses são casos extremos. Não.
Tem havido denúncias e as mais efetivas são as que remetem a testemunhos. Nesse sentido, convém citar dois livros de sucesso recomendados aos usuários em primeiro lugar, mas também aos pais, amigos e jovens. Talvez o mais divulgado desses textos seja “Meu nome não é Johnny: a viagem real de um filho da burguesia à elite do tráfico” – a história de Guilherme Fiúza levada ao cinema com enorme sucesso; outro: “Bicho solto: o mergulho de um menino do Rio no mundo das drogas”, também depoimento, registrado por Ivan Sant’ana, contando a história de seu sobrinho Fred Pinheiro, publicado pela Editora Objetiva. Ler essas histórias pode ajudar o diálogo mais do que necessário. É preciso coragem e sabedoria para falar do assunto e, quem sabe, usar os livros como começo de conversa não seja um bom caminho?
Uma coisa é certa: hoje em dia ninguém mais pode ficar alheio ao posicionamento. E como convém nos instruirmos num tempo em que políticos e drogados, traficantes e “moderninhos”, se investem de artifícios de Direito para justificar o injustificável. E cabe então a observação fatal: se a droga for liberada no Brasil, quem vai controlá-la? Será que o Fernandinho Beira Mar vai um dia ser ministro?  

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BOM, MAS NÃO PRESTA?

Nutricionista lista os 10 piores alimentos para sua saúde


Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook  listou os dez piores alimentos de todos os tempos.
10º lugar: Sorvete
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Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: Salgadinho de milho
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De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.
8º lugar: Pizza
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Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.
7º lugar: Batata frita
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Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.
6 lugar: Salgadinhos de batata
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Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.
5º lugar: Bacon
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Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.
4º lugar: Cachorro-quente
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Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.
3º lugar: Donuts (Rosquinhas)
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Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.
2º lugar: Refrigerante
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Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.
1º lugar: Refrigerante Diet
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“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A ZOOFILIA ALBINA NÃO PARA!

Homem pesca lagosta albina no sul do Reino Unido
Uma lagosta albina foi encontrada por um pescador na costa de Dorset, no Reino Unido. Com o animal em mãos, o homem ficou tão impressionado com a presa que decidiu preservá-la e levá-la para um centro de vida marinha, em Weymoutele, na Inglaterra. No local, a lagosta foi apelidada de Papai Noel. 

"Houve uma ou duas outras lagostas albinas encontradas em todo o Reino Unido nos últimos 20 anos, mas nenhuam delas é tão perfeita como Papai Noel", disse Fiona Smith, uma das trabalhoras do centro de Weymoutele.  "O animal é muito grande e pode ter facilmente mais de 30 anos de idade", acrescentou.
O albinismo é herdado geneticamente e se caracteriza pela pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele e pelos dos animais.

CAIXA DE MÚSICA 54

Garotas Gringas Oitentistas - 2
Roberto Rillo Bíscaro

Mais um bocado de canções internacionais dos Anos 80 com nomes de garotas no título.

Dissidência do Sisters of Mercy, o The Mission apostava um pouco em gótico, mas também em pop e Led Zepellin, tudo bem pomposo e bombástico. Severina (1986) é sobre uma garota que parece até albina, porque é filha da lua! O Wayne Hussey nesse vídeo não lembra um Bono drag? Embora o primeiro álbum do islandês Sugarcubes tenha canções ótimas, Bjork acertou em ter optado por trabalhar solo. Aquele cara que insistia em pegar os vocais toda hora era muito chato! A gente sente isso bem em Regina (1989) - do bem menos interessante segundo álbum - sobre uma “rainha” vinda do leste, como o sol. Eimar era o Galvão Bueno do pop do ocaso oitentista! Conheci Icicle Works apenas neste século, graças à internet, porque mesmo na Inglaterra anos 80 eles foram obscuros. Evangeline (1987) é uma delícia que estranha à primeira audição devido ao aparente descompasso entre a falsa brejeirice do arranjo e o vocal meio solene. É sobre um motorista que dá carona a uma fantasma! A versão gringa da loira da estrada! Mesmo o melhor ano da história teve sua (farta) porção de breguice. A alemã Sandra infestou as rádios com Maria Magdalena, na linha synth eurotrash. A letra é sobre uma moça que jamais será Maria Madalena. Tipo, “dou o que é meu e não me arrependo, tá?” De seu derradeiro álbum (1987), os escoceses do Lloyd Cole and the Commotions se saíram com essa violonada cantiga dedicada a uma Jennifer dura na queda. Em 1982, o Dexy”s Midnight Runners alcançou fama global com Come on Eileen, mistura de pop e música celta (violinos deliciosos!), sobre alguém que quer transar com sua amiga. Na maioria do globo, eles só tiveram esse momento de glória (na Inglaterra muitos mais), suficiente pra cravarem uma das canções-símbolo da década. Formado do restolho do criticamente aclamado Jefferson Airplane, o Starship sempre consta na lista das piores canções oitentistas com We Built This City (eu gosto...). Em 85, chegaram ao topo da Billboard com Sarah, power ballad sobre um amor terminado. A finada Laura Branigan teve diversos sucessos high energy e baladeiros. Gloria (1982) – eurodance sucesso nas aulas de aeróbica – é sobre uma garota louca atrás dum bofe. Ítalo disco voando alto nas paradas ianques. Vocês achavam que o Duran Duran ficaria de fora? Rio (1982) é perfeição pop sobre uma garota com sorriso de sorvete de cereja, dançando na areia, ao sul do Rio Grande. Tudo! Sade batizou 3 ou 4 canções com nomes femininos. Maureen (1985) é sobre uma amiga falecida. Mas, apesar do tema, não é tristonha e, claro, é podre de chique. Sade e chique na mesma frase é até pleonasmo, mas enfim... Em 83, o vocalista do Yes e o grego Vangelis se juntaram no álbum Private Collection. A voz angelical de Jon Anderson entoava a delicada e new agey Deborah, carta dum pai a sua filhinha. No Album Negro (1987), o sátiro Prince homenageou a top Cindy Crowford, com uma jam pra lá de apimentadas. FUNK! (E tem sax também.) Em 85, os escoceses do Jesus and Mary Chain mostraram a luz com o álbum Psychocandy, que causou influências ainda não calculadas no rock. Uma idéia simples: doces melodias anos 60 soterradas sob grossos escombros de microfonia e ecos; algo como ouvir uma rádio de oldies fora de sintonia. A Taste Of Cindy é sobre uma garota que está a matar o vocalista de amor. 1984, distopia antistalinista (e não anticomunista) de George Orwell virou filme nos anos 80 e a dupla Eurythmics foi escolhida pra compor a trilha, depois recusada. Annie Lennox e Dave Stewart lançaram o álbum assim mesmo. Julia (1984) é a faixa mais linda, com um protagonista se perguntando se ele e a amante ainda estarão por lá (temos que levar em conta a onipresença do Big Brother pra contextualizar a letra). Engraçado que a crítica orwelliana se materializou no mundo capitalista, mas tem gente que faz questão de omitir esse “detalhe”... Em 84, Steve Perry, vocalista do Journey, lançou album-solo e emplacou a balada-metal Oh Sherry, sobre um casal que vive ás turras. Se vivessem no Brasil, poucos anos mais tarde, podiam usar Entre Tapas e Beijos como musica-tema! DeBarge era um grupo de garotos negros da Motown que teve alguns sucessos no começo da década. Em 85, lançaram a romântica Who’s Holding Donna Now?, onde o menino se pergunta quem abraça agora a ex-namorada. Em 86, os roqueiros de arena do Boston vieram com Amanda, balada-metal derramada, sobre um cara que não pode mais esperar pra confessar seu amor pela garota. O grupo funk Ready For The World estava com overdose de Prince quando compôs a sensual-dançante Oh, Sheila (85). O ritmo da canção e os vocais às vezes ofegantes já dizem o que o cara quer com a moça, né? O Aerosmith trilhou caminho meio pesado na letra de outra power-ballad, Janie’s Got a Gun (1989), sobre um pai abusivo e uma garota com uma arma. Datena, socorra! Valerie (82) é sobre uma garota meio intocável. Steve Winwood atacando de easy liastening sem cara!

CUT INCLUSIVA

Lei de cotas para deficientes não deve ser flexibilizada, defende CUT
Empresas querem que regras para contratação de trabalhadores deficientes sejam mudadas, alegando dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. Criada há 20 anos, a lei que prevê a contratação obrigatória de funcionários com deficiência física não pode retroceder, defende o secretário nacional de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Expedito Solaney. Na semana passada, empresários e parlamentares debateram em audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados a possibilidade de flexibilizar a legislação.
A Lei 8.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social) prevê que empresas com mais de 100 funcionários devem abrir, no mínimo, 2% de vagas a deficientes. O percentual aumenta conforme o tamanho do quadro de funcionários, alcançando 5% para companhias com mais de mil trabalhadores contratados. O número exato depende da quantidade total de funcionários.
O setor patronal, no entanto, afirma que não consegue cumprir a regra por enfrentar dificuldades para encontrar mão de obra qualificada. “É totalmente injustificável. A nossa posição foi muito clara de que não vamos retroceder de forma nenhuma na lei”, disse Solaney. Porém, segundo ele, nenhum representante dos trabalhadores participou da mesa de discussão. Será realizada nova audiência, ainda sem data prevista, com sindicalistas e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas declararam-se com algum tipo de deficiência. Porém, nem 1% dos trabalhadores com vínculos empregatícios são deficientes. Solaney afirmou que, caso nada seja feito quanto à inclusão desses trabalhadores no mercado por meio de qualificação, o aumento da desigualdade social será inevitável. “Nós vamos argumentar (na próxima audiência) com muita segurança e sustentar com dados. Existem deficientes que têm tudo para ser admitidos”, disse.
Em países como a França, a cada 20 trabalhadores a empresa é obrigada a separar 5% para esse tipo de vaga. No Brasil, com 2% a cada 100, as queixas são, principalmente, de setores de transporte e terceirizados. Os problemas são adaptação dos equipamentos e o argumento da impossibilidade da dispensa dos funcionários deficientes após o final do contrato. Um representante de empresa, na audiência, mencionou o custo de adaptação das máquinas. “Disseram que é muito caro e é preferível pagar multa”, lamentou o dirigente da CUT.
Falta de empenho
O procurador do MPT Flávio Gondim também discorda que a lei precise ser mudada. Ele garante que um grande número de empresas se esconde atrás desse discurso da falta de disponibilidade de mão de obra qualificada e não se empenha como deveria para cumprir a cota. No entanto, admite que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – previsto na Lei 8.742, que garante assistência da seguridade social a deficientes e idosos, pode ser um entrave.
A solução, segundo Gondim, seria suspender o benefício enquanto o deficiente está trabalhando. Para as outras questões, como a falta de contratação, só o debate entre empresas e representantes dos trabalhadores pode conciliar. “Em especial, precisamos que as entidades representativas de deficientes se mobilizem e cooperem para aumentar o número de contratações, o que não tem ocorrido”, disse.
O deputado Laércio Oliveira (PR-SE), que convocou a discussão na Câmara, sugeriu que “um novo projeto seja encaminhado para que, de fato, as empresas consigam inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho”. O parlamentar é também vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

domingo, 11 de dezembro de 2011

HORROR E ESPERANÇA NA TANZÂNIA


O Feitiço do Albino
(Tradução: Roberto Rillo Bíscaro)
Feiticeiro tanzaniano denunciado, quando um de nossos jornalistas, disfarçado como homem de negócios, confronta-o por usar partes de corpos de crianças albinas em rituais
Anas Aremeyaw Anas, direto do norte da Tanzânia, com material adicional de Claudio Von Planta (Reino Unido) e Richard Mgamba (Tanzânia).
Tudo aconteceu num piscar de olhos. Adam, 11, acabara de jantar com seu pai e um amigo da família. Quando Adam ia lavar as mãos, o homem o agarrou, pegou uma machado e começou a decepar os dedos do menino. Adam gritou por socorro, mas seu pai e sua madrasta apenas acompanharam com o olhar, enquanto o homem arrastava o garoto em direção a um suporte de madeira, a fim de facilitar o corte. No fim, Adam havia perdido 3 dedos.    
Após o ataque, o pai e a madrasta se sentaram, sem sequer cogitar em chamar um médico. Os gritos de Adam encheram a cabana por 3 horas, até que sua irmã Christina chegou com uma lanterna e viu seu irmão contorcendo-se de dor. Ela acionou os médicos e ajudou a levar o irmão ao hospital. Além do trauma físico e emocional, exames de raio-x constataram que o braço da criança estava quebrado.
Naquela mesma semana, Kurwa, uma albino de 16 anos, teve 80% de seu braço serrado, logo após o jantar. Sua família estava dentro de casa quando escutaram os berros. Diferentemente da família de Adam, seu pai aventurou-se para for a da cabana para protegê-la e sofreu ferimentos ao ser golpeado com uma enxada pelos agressores. “Isso é muito triste”, lamenta o médico Leonard Subi. “Isto é inaceitável, pois todo ser humano tem direito á vida.”  
Essas são apenas as barbaridades mais recentes contra albinos, na região de Geita, no norte da Tanzânia, um local onde a feitiçaria tomou conta de comunidades inteiras, levando á crença generalizada de que possuir ossos de uma pessoa albina pode aumentar fortunas pessoais.    
Investigações feitas pelo repórter Anas Aremeyaw Anas revelaram graves violações aos direitos humanos perpetradas contra albinos em algumas partes da Tanzânia.
“Estou muito triste”, disse Isaack Timothy, um albino que acompanhou a recuperação de Adam e Kurwa, tão logo ouviu as notícias. Quase aos prantos, ele continuou:”Essa feitiçaria está nos conduzindo a um ponto muito perigoso. Estamos começando a matar-nos uns aos outros sem motivo.”
Anas Aremeyaw Anas disfarçou-se para expor alguns desses feiticeiros e os motivos por trás desses atos de ódio contra albinos na Tanzânia e outras partes da África Oriental. 
Curandeiro: “Compramos [os ossos] de Jovens”
“Compramos de jovens”, revelou o curandeiro Mashala Deus, acerca dos ossos de albinos que ele pulveriza para depois adicionar a ervas medicinais, na tentativa de alavancar o sucesso dos clientes. Ele diz que achar partes de albinos é muito difícil, “por isso temos pessoas que as compram”. Deus é reverenciado como tale m sua aldeia, porque se acredita que ele herdou poderes místicos de seus avós.

“Por favor, não. Por favor. Por favor, pai”, contorce-se Deus em sua cadeira, pálido e tremendo de medo. Seus apelos seguiram a confrontação com uma prótese de braço albino, o qual julgou ser real. “Sinto muito”, suplicou mais alto.     
“Sente muito pelo quê?”, perguntou Anas, enquanto mantinha a réplica de braço em tamanho natural perto de Deus. 
Antes da prótese ser mostrada, Deus passara quase 30 minutos tentando vender sua magia negra, que envolvia partes de corpos de crianças albinas. E agora, lá estava ele, fingindo arrependimento.
 “Eu vou parar”, afirmou.
“Você pararia de incitar a matança de albinos?!”
“Definitivamente.”
Crianças tanzanianas frequentemente ouvem histórias de que crianças albinas jamais morrem e, conforme crescem, simplesmente desaparecerão em determinada época. Tais idéias propagandísticas acerca dessa população marginalizada são frequentemente invocadas por feiticeiros como Deus, cujas histórias fraudulentas determinam a indústria da venda de partes de corpos albinos.  
Os 3 homens presos após o ataque a Adam eram curandeiros: o pai de Adam, um homem chamado Jesus, e um terceiro que recentemente atraia uma multidão de gente querendo ler a sorte. “Talvez seja a pobreza”, especula Timothy, a respeito dos motives dos compradores, “mas, que tipo de pobreza faz pais venderem seus filhos?”
Albinos: O negócio que mais cresce na Tanzânia?
Na Tanzânia, partes de corpos de albinos são uma mina de ouro. Um conjunto completo de partes – incluindo braços, pernas, genitália, orelhas, língua e nariz – pode custar US$75,000. O surgimento do uso de partes de corpos albinos como amuletos de boa sorte é resultado da propaganda de curandeiros, que advogam o mito de que poções espirituais feitas com esses corpos trazem boa sorte. Isso aumentou a procura entre compradores ricos, colocando as vidas dos albinos tanzanianos em perigo.  
A resposta para o questionamento de Timothy encontra-se parcialmente também no aumento da produção de ouro do país, que é o terceiro maior produtor do continente. De acordo com um relatório do Banco Central, de setembro deste ano, as exportações do minério cresceram de $1.5 bilhão em 2010 para $1.7 bilhões em 2011. “Pequenos garimpeiros”, explicou Timothy, “ acreditam na bruxaria de usar partes de albinos. Eles levam ossos para as minas, porque consideram-nos amuletos de boa sorte, que os tornarão ricos.
“É verdade”, confirmou um garimpeiro, que trabalha perto de Geita. “Ouvi essas coisas de um velho sábio.” Quando perguntado se compraria ossos, sua resposta foi rápida”; “Claro!”
Desde 2008, 62 albinos tornaram-se vítimas dessas matanças, que se tornaram comuns na Tanzânia. Adam e Kurwa estão entre os 16 albinos que foram desmembrados,; enquanto os corpos de 12 foram retirados de seus túmulos para a desumana prática da remoção de partes de seus corpos para venda.
Não Brinque ao Sol  
Desde o nascimento, a maioria dos albinos apresentam uma série de problemas. Formalmente conhecido como Albinismo oculocutâneo (OCA), essa disfunção genetica é causada pela inabilidade do corpo em produzir e distribuir melanina, que é a substância que dá cor à pele, cabelo e olhos. Em suas formas mais agudas, o OCA pode gerar câncer de pele e problemas nos olhos.
A edição de janeiro de 2011, do Dermatalogic Clinics Journal trouxe artigo intitulado “Albinismo na África: estigma, assassinato e campanhas de esclarecimento”, que detalhou a prevalência do OCA. Na maioria das populações, 1 em cada 20.000 pessoas vive com o OCA. Essa taxa é significativamente mais alta na África sub-saariana. Na Tanzânia, 1 em cada 1.429 pessoas apresentam a característica.
Albinios tanzanianos enfrentam grandes desafios. Embora relatórios recentes sejam mais otimistas, 98% dos albinos no país não atingem os 40 anos. Não existe cura para o OCA e tudo o que os centros de tratamento fazem é proteger os albinos dos raios solares, tarefa muito difícil em um continente onde a potência do sol é enorme e o custo de bloqueador solar pode ser proibitivo.   
Emprego – componente crucial para a habilidade de pagar por tratamento – pode também ser um transtorno. A maioria dos albinos está desempregada, pois enfrentam discriminação por parte dos empregadores. Albinos africanos relatam exemplos de terem ouvido que sua presença como empregados poderia sujar a reputação da empresa, mesmo a despeito de suas credenciais educacionais. Quando têm sorte bastante para arranjar emprego, este pode ser de alto risco para sua saúde. Estudo recente indicou que 96% dos albinos empregados trabalham ao ar-livre, correndo graves riscos de saúde. Entretanto, mais perigoso do que o sol escaldante é o machado do caçador.
Acabando com o Genocídio Albino
Apesar das atroocidades que os albinos tanzanianos enfrentam, há alguma esperança, a julgar pelo papel agressivo da polícia nos casos mais recentes. No caso de Adam, todos os envolvidos foram levados a julgamento. O veredicto é incerto, mas as evidências são inegáveis.
“Todo mundo na aldeia viu que Robert Tangawizi tinha vendido seu filho,” relatou Paulo Kasebago, Chefe de Polícia. “Ele tentava dar respostas evasivas, esquivando-se. Não fazia sentido.”
O própria avó de Adam dá seu veredicto:”Não acho que sejam inocentes. Eles vieram para matar. Ouvir que meu neto está se recuperando bem, encheu-me de esperança.” A mulher fez um apelo: “ajude-nos a achar um local seguro para meu neto.”
Tudo indica que organizações como a Cruz Vermelha têm tentado fazer isso, construindo abrigos para albinos fugidos de casa devido a ameaças contra suas vidas. A escola de Educação Especial Kabanga abriga mais de 50 crianças albinas, juntamente com suas mães.  
Enquanto algumas organizações montam casas-abrigo, outras propuseram soluções diferentes. No Quênia, surgiu a idéia de guarda-costas para albinos. O gov erno tanzaniano não tem sido indiferente à guerra contra os albinos. Mês passado, o Primeiro Ministro Mizengo Pinda anunciou que 8 mercenários foram condenados à morte pelo assassinato de albinos.
O combate mais enérgico tem que ser contra os curandeiros, que conseguiram conquistar os corações e mentes do cidadão médio, alimentando o que o grupo de defesa dos direitos dos albinos Asante Mariamu, considera “uma forma of genocídio.” Talvez a condenação pela qual Isaack Timothy esteja mais ansioso seja a do curandeiro da cidade. “Não há como a justiça deixá-lo em liberdade, quando ele mesmo admitiu estar envolvido. Estou realmente muito contente com essa investigação”, concluiu Timothy. “Que continue.”