quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ZOOFILIA NA PARAÍBA

Zoo de João Pessoa recebe lontra albina  (Foto: Divulgação/Secom-JP)

Lontra 'albina' é a nova moradora de parque zoobotânico de João Pessoa. Animal foi encontrado em situação de risco no Litoral Norte do estado. Não há previsão de quando lontra será exposta ao público.

http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2013/09/lontra-albina-e-nova-moradora-de-parque-zoobotanico-de-joao-pessoa.html


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

BATOM SOBRE RODAS

GISELE COM O NAMORADO (Foto: arquivo pessoal)
  

 “Cadeira de rodas não é motivo para perder a sensualidade”, diz professora amapaense

 

Gisele Moraes, que ficou paraplégica em 2007 após levar tiros de um ex-namorado, faz parte da ONG "Entre Rodas e Batom", que orienta mulheres cadeirantes na retomada da autoestima. Para elas, não há limites entre a deficiência, o sexo e a sensualidade.

Igor Zahir
A vida de Gisele Moraes mudou drasticamente em 2007 quando seu ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento, invadiu sua casa e deu dois tiros à queima-roupa. A professora do Amapá ficou paraplégica e, seu primeiro pensamento foi ‘Meu Deus, o que eu vou fazer agora?’. Passado o choque e com uma nova realidade em mãos, ela decidiu seguir em frente, se adaptando aos limites. “Foi isso que eu fiz: dei meu jeito”.
Hoje, aos 34 anos, Gisele quer mostrar que a paralisia não tirou, de forma alguma, sua feminilidade e que, qualquer mulher na mesma situação, pode e deve redescobrir o sexo e sua sensualidade. Ela é uma das integrantes da ONG “Entre Rodas e Batom” que, desde 2009, tem o objetivo de sensibilizar as pessoas da situação real dos cadeirantes e desfazer os mitos de que há limites para as mulheres que vivem nestas circunstâncias.
Um dos principais pontos trabalhados na ONG é a autoestima. "Queremos mostrar que, mesmo cadeirantes, as mulheres devem manter a autoconfiança, a beleza e a feminilidade”, explica Eliane Lemos, fundadora da “Entre Rodas e Batom”. Um exemplo da mensagem que a ONG quer transmitir é o vídeo “Batom”, que mostra a diferença de visão entre uma adolescente cadeirante e uma não. Em entrevista à Marie Claire, Gisele conta como redescobriu sua vida e seus limites após a paralisia.
Marie Claire: Como aconteceu o acidente?
Gisele Soares: Tive um relacionamento que não deu certo. Quando tentei me afastar, ele começou a me perseguir. Num dia de carnaval, ele estava embriagado, entrou em minha casa e, com uma arma 765, disparou dois tiros à queima-roupa. Caí no chão, ele deu outro tiro. Tive muitas complicações de saúde: duas paradas cardíacas, derrame no pericárdio, derrame pleural, meus rins pararam. Para piorar, peguei uma pneumonia enquanto estava na UTI. O processo de recuperação foi muito lento. Fiquei internada de fevereiro a maio de 2007. O restante do ano fiquei em casa. Foi um ano em que minha saúde ficou abalada e fiquei dependente fisicamente. Lembro que, depois de alguns meses em casa, consegui fazer xixi e aquele momento me emocionou muito, por ter conseguido fazer sem a sonda.
MC: Em algum momento você achou que não fosse resistir?
Gisele: Em vários momentos. Quando meus rins pararam, os médicos queriam fazer um transplante. Graças a Deus, minha família não deixou e, um mês e meio depois, eles voltaram a funcionar. Passei por cirurgias delicadas, uma perto do coração. Foram dias na UTI. No hospital diziam que eu não tinha chance de resistir. Mas eu nunca desisti, nem tive tantas crises emocionais. Isso se deve ao fato do meu pai também ter ficado tetraplégico após um problema medular, então sempre convivi com isso. Quando aconteceu comigo, tratei tudo com outro olhar.
MC: E o choque ao descobrir que não poderia mais andar?
Gisele: Foi uma mistura de sensações. Primeiro porque a pessoa que fez isso comigo se matou com um tiro na cabeça em seguida, enquanto eu agonizava no chão. Quando cheguei ao hospital, estava paralisada, não conseguia me mexer da cintura para cima. Fui percebendo aos poucos, mas acompanhei tudo que os médicos falavam sobre isso. Somente depois é que os psicólogos vieram falar comigo sobre o assunto. De imediato, minha reação foi muito difícil porque eu era muito ativa, independente, gostava de dançar, praticar esportes, pedalar, malhar e correr com meus alunos. Quando me dei conta de que não poderia fazer mais nada disso, pensei: ‘Meu Deus, o que vou fazer agora?’. Sempre digo que eu tinha duas saídas: fazer a vontade da minha mãe e ir para a casa dela, abandonar minha rotina e trabalho anterior. Ou dar um jeito e continuar minha vida, me adaptando aos limites. Foi isso que eu fiz: dei meu jeito.
MC: Atualmente, como é sua rotina?
Gisele: Dirijo meu carro adaptado, o ambiente profissional tem várias adaptações para cadeirantes, sou coordenadora pedagógica da escola na qual dou aulas. Em casa, lavo minhas roupas, me visto sozinha (colocando a roupa em cima da cama e me transferindo para ela e para a cadeira de volta), faço compras de supermercado e também vou ao banco pagar as contas da casa. Faço faxina, cozinho, lavo o carro. À noite, vou para meu curso de Licenciatura em História também sozinha. Quando quero sair com meus amigos, saio. Após esses anos, tudo isso ficou muito normal, não me prendo aos limites.
MC: Como lidou com a vaidade durante esse processo?
Gisele: Não a perdi em momento algum. Até me colocaram em concursos de beleza na faculdade! Era engraçado porque eu era a única cadeirante, tinha que fazer as coreografias, impressionar os jurados. Vou para a praia e piscina normalmente. Essa parte de cuidar de mim, de me maquiar, me produzir, eu nunca perdi.
MC: Como foi o processo de recuperação da feminilidade?
Gisele: Como sempre fui muito vaidosa, quando minha ficha de que estava na cadeira de rodas caiu, foi bem complicado. Sempre tive muito cuidado com estética e fitness. Após ficar cadeirante, acho que o momento mais chocante foi ir à fisioterapia. Quando tentei levantar uma barra de exercícios, não consegui. Foi aí que, depois de tanto prender o choro, minhas lágrimas caíram. Eu me convenci de que não tinha mais jeito, não era um conto de fadas no qual iria voltar ao que era antes. Precisei me adaptar ao meu corpo para continuar. Até porque, a pessoa que fez isso comigo queria parar a minha vida. E eu decidi não parar.
MC: Você se considera uma mulher sexy?
Gisele: Sim, bastante (risos). Ser cadeirante não é uma desculpa para perder a sensualidade. O que aconteceu me ajudou até a rever conceitos. Depois do acidente, tive vários namorados – nenhum deles tinha qualquer deficiência. Meu atual namorado é nadador paraolímpico e sempre trocamos ideias sobre isso de elasticidade e alongamento.
MC: Os homens sentem receio ou ficam intimidados de se aproximar de uma mulher cadeirante?
Gisele: Acho que depende muito da imagem que a mulher passa. Quando você mostra que é independente, que não vai ser um peso para eles, acho que se sentem mais relaxados. Se os homens vêem as cadeirantes muito dependentes, se afastam, achando que vão servir de cuidadores e não de namorados. Claro que há homens que têm prazer em cuidar das suas mulheres, são mais companheiros. Mas ainda há um receio, principalmente porque as pessoas não lembram que todos têm problemas. A diferença do cadeirante é apenas a limitação da cadeira de rodas.
MC: Em algum momento você se achou menos mulher por estar sem andar?
Gisele: No início foi difícil porque não tinha ninguém para me orientar. Tive que pesquisar muito. Aos poucos, recomecei. Hoje é tudo mais fácil, principalmente na parte sexual. Sei o que posso fazer, até que ponto posso ir. Quando a cabeça está mais aberta para isso, fica mais fácil.
MC: O sexo e a libido se transformaram em tabus?
Gisele: Cabe a cada mulher não deixar que se torne um tabu. Aconselho todas a irem aos seus médicos, perguntarem o que podem ou não fazer. Por exemplo, como temos mais sensibilidade, há um risco de fazer xixi na hora “H”. Com a orientação certa, dá para driblar isso e saber que horas fazer para ficar sossegada na hora do prazer. O parceiro é de suma importância, como em qualquer relação, pois o ato sexual prazeroso de verdade é feito a dois. Não tem que encarar o sexo como tabu ou algo vergonhoso. Tem que conhecer seu corpo, saber em que partes têm mais prazer, e explorar mesmo. Seu corpo não é mais o mesmo, mas tem certas partes que oferecem prazer que você antes não descobriria.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CAIXA DE MÚSICA 101/TELINHA QUENTE 89



Roberto Rillo bíscaro

A implacabilidade e celeridade temporais fazem das Spice Girls objetos paleolíticos pros atuais pré-adolescentes, fatia importante do público do grupo em seu auge noventista. Imagine então um girl group, cujo pico da trajetória se deu nos anos 1940. As Andrews Sisters eram obsoletas 25 anos antes d’eu nascer (24/01/1967).
Mesmo assim, conhecia – e aprecio - alguma coisinha daquelas três meninas afinadíssimas, que cantavam em uníssono e se vestiam com uniformes militares – pelo menos, nas imagens e fotos que compõem meu repertório mnemônico delas. Pra conhecê-las, adorei achar no You Tube Andrews Sisters, Queens of the Music Machines, documentário da BBC.
Confirmaram-se meinhas lembranças de roupas marciais: as 3 irmãs foram estrondosamente famosas no período da Segunda Guerra e pouco antes e depois. Venderam milhões de álbuns, estrelaram filmes de Hollywood e foram rainhas incontestes da época das jukeboxes.

Tanto êxito foi fruto de muito ensaio, muita estrada e bons produtores e relações públicas, além do diferencial musical que as meninas estabeleceram: suas canções, a partir dos anos finais dos 30’s, eram bem mais dançáveis, leves e suingadas do que a competição. As Andrews Sisters, de certa forma, abriram caminho pra música pop de meninas como Supremes et ali. O documentário também reconhece a influência de LaVeme, Maxeme e Patty (falecida em janeiro) em Christina Aguilerra e nas retrôs Puppini Sisters.
Irmãzinhas quase siamesas da América durante a guerra contra os nazifascistas, as Andrews Sisters guardavam poderosas faíscas internas, que levaram a rusgas e distanciamentos na vida fora dos palcos.
Pra quem entende inglês, Andrews Sisters, Queens of the Music Machines revelará uma era quase esquecida.

domingo, 8 de setembro de 2013

MUSEU

Conheça o Museu do Folclore da cidade onde resido, Penápolis (SP). 

BLOG DA SUPERAÇÃO

Prato repleto pra quem curte histórias de superação é blog Histórias Reais de Superação, com bastante material sobre esse tipo de narrativa. Mateus Grassi, administrador do blogue, aceita histórias pra publicação. Confira:
 http://historiasreaisdesuperacao.blogspot.com.br/ 

sábado, 7 de setembro de 2013

TRABALHO DE BIOLOGIA

Francine Soranso fez trabalho sobre albinismo e compartilhou-o no You Tube.
Boa, quanto mais material, melhor! 

ALBINO GOURMET 108

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ESPINHO ALBINO


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ELAS SÃO 1000!

O governo federal tem um programa de educação e inclusão social muito legal, chamado Mulheres Mil
Os Institutos Federais em todo o território nacional oferecem cursos de capacitação pra mulherada, que podem variar desde artesanato até atividades ligadas à indústria da pesca; depende da realidade local.
O campus Biriguí, onde leciono, abriu três turmas este semestre, atendendo umas 100 alunas. 
Segunda passada, terminei o módulo de Comunicação pra turma que faz o curso de culinária. 
Uma turma muito atenciosa e ótima pra se trabalhar. 
Quero só ver se não me chamarem pra provar os quitutes, quando o modo específico começar pra valer, heim meninas?   




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

FAMÍLIA DO INCOERENTE

Em minha autobiografia Escolhi Ser Albino ressaltei a importância da aceitação e do apoio familiares em minha trajetória. Jamais me senti discriminado ou diminuído em todas as esferas de parentesco e isso ajudou muito na autoconfiança e na autoestima.
Semana passada estive no Paraná numa festa familiar e registrei parte desse povo maravilhoso, que ora compartilho com vocês leitores.  
Sempre da esquerda pra direita:
Ulysses, Edson, Cidinho, Luis, eu, Wallace e Roelf. Todos primos, exceto o Tio Wallce. 

Eu e o Gui, filho da prima Rose. 

Primas Rejane e Balba

Bere, Tia Lélia e a Cris

Tia Célia, mamãe e prima Telma

Mama esperando o almoço!

Tio Organtino com 2 filhas, Rê e Fá. 

Rose (irmã da Balba), Su (outra filha do tio Organto) e o casal tio Walllace e tia Célia.


Telma com o maridão Cidinho, que te
m sobrenome alemão, que finalmente aprendi a pronunciar!

Bere e o marido Ulysses

Tio Wallace
Desfilando atrás está a sempre fashion Fabiane!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SAÚDE É O QUE INTERESSA

Médicos estrangeiros falam de expectativa e desafio de atuar no Brasil
Em São Paulo, mais de 50 deles se preparam para trabalhar no interior do país, em rincões onde o atendimento básico é luxo.
Poucos quilômetros separam o quartel na zona sul de São Paulo da Escola Municipal da Saúde, onde há uma semana o grupo de destemidos profissionais tem aulas sobre o sistema de saúde brasileiro e noções de português.
"Acordamos cedo porque temos de enfrentar o trânsito", conta Thiago da Silva, 32 anos. Paulistano, há mais de uma década foi para a Argentina. Há poucas semanas voltou ao país, carregando um diploma de médico, um leve sotaque portenho e a expectativa de fazer diferença no SUS (Sistema Único de Saúde).
"Quero contribuir para o sistema de saúde do meu país. As expectativas são as melhores. Quero ajudar. Por isso resolvi vir", diz Silva.
Ele é um dos 1.778 inscritos na primeira fase do programa, que pagará R$ 10 mil aos profissionais que permanecerem pelo menos três anos em locais onde há carência de médicos. Ao todo, são cerca de 15 mil vagas.
Silva irá atuar em Francisco Morato, na periferia da Grande São Paulo. Até o momento, 282 estrangeiros (brasileiros com formação no exterior entram nessa conta) se inscreveram no programa, fora o contigente de 4 mil médicos cubanos que atuarão no país por meio de um convênio entre Brasília e Havana.

Oportunidade

As primeiras noções sobre como funciona o SUS e carga mais pesada sobre língua portuguesa são dadas em uma sala da Escola Municipal de Saúde, de São Paulo, uma das oito capitais onde os "estrangeiros" recebem treinamento por três semanas.
A vizinhança rica e os prédios envidraçados da Vila Olímpia, onde a escola se situa, destoam bastante da próxima parada destes profissionais.
Ignácio Ferreyra frequenta as aulas com uma jaqueta azul bordada com um "puma", animal símbolo da seleção argentina de rugbi.
Há três anos ele trocou Córdoba por Ilha Bela, no litoral de São Paulo. Nesse tempo, tentou revalidar o diploma, sem sucesso. No meio tempo, passou a dar aulas de rugbi, esporte anglo-saxão pouco conhecido aqui mas que faz sucesso no lado argentino da fronteira.
"Eu vi no Mais Médicos a grande oportunidade para fazer o que eu sei, que é ser médico. Todo mundo agora tem a expecativa de conhecer logo o posto de saúde onde vai trabalhar", diz. Questionado sobre a possível falta de infraestrutura, ele desconversa.
"Até agora, tudo o que nos prometeram tem acontecido", diz, elogiando a infraestrutura do curso.
Ferreyra vai para uma comunidade de Bertioga e não nega que seja um "sortudo" por trabalhar na praia.
"Eu também já estou acostumado com os caiçaras. Tenho certeza de que poderei fazer muita coisa", diz, em bom português.

Experiência

Kátia Abrantes Miranda, 61 anos, tem uma neta com o nome "da grande Elis Regina". Ela diz que isso é mostra de sua estreita relação com o Brasil.
Mas esta não é a primeira experiência internacional desta portuguesa nascida no antigo Congo Belga e que já clinicou em vários países, como Inglaterra e Holanda.
"Eu sempre quis viver no Brasil", conta, dizendo que era chamada de brasileira nos tempos da faculdade.
Kátia seguirá para Indaiatuba (SP) e diz que não nutre grandes expectativas. Sabe que a jornada será puxada e diz que está preparada.
"Pode ser que as tecnologias não sejam as mesmas, os protocolos não sejam os mesmos, mas gente doente e precisando de prevenção há por todo lado, é igual", diz.
Kátia se diz entusiasmada com a "oportunidade" e até o momento é só elogios ao programa, embora faça piada com o fato de ter lições de "português", parte integrande do curso preparatório aos estrangeiros.
A única grande crítica de Kátia e dos demais médicos é em relação ao episódio em que médicos brasileiros hostilizaram colegas cubanos durante treinamento em Fortaleza.
O projeto causou a ira das associações médicas em virtude da "importação" de profissionais e o episódio causou rebuliço nas redes sociais.
"Acho abominável", diz Kátia. "É uma grande falta de respeito". Mas a crítica logo se dissipa com mais elogios tecidos aos brasileiros.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/08/130831_mais_medicos_sao_paulo_2_mm.shtml

sábado, 31 de agosto de 2013

ALBINO GOURMET 107

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SORVETE ALBINO

Lugar imperdível em Belém é o complexo de bares e restaurantes das docas, uma delícia. Vejam só o que encontrei numa sorveteria, paraíso com gelados de tudo quanto é fruta regional. 
Pena que eu estivesse tão empanturrado de comida típica paraense; nem sobrou espaço pra saborear o sorvete de morango albino. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ALBINO INCOERENTE NO IFPA

Segunda à noite, viajei a Belém para participar do Encontro de NAPNEs (Núcleo de Apoio à Pessoa com Necessidades Específicas) dos campi do Instituto Federal do Pará, o IFPA. Falei sobre educação inclusiva, albinismo, minha autobiografia Escolhi Ser Albino e da experiência e possibilidades da pessoa com deficiência.
O Encontro foi ótimo, especialmente porque travei contato com realidades bem diferentes, conheci pessoas muito interessantes, vi apresentação e depoimento em Libras, provei a deliciosa culinária paraense.









terça-feira, 27 de agosto de 2013

TELINHA QUENTE 88


Roberto Rillo Bíscaro
O You Tube é fascinante. Quando se entende mais idiomas além do nosso, a coisa fica mais excitante. Na última semana, descobri coisas oitentistas interessantes.
Nunca esqueci dum telefilme visto no SBT, há mais de 2 décadas, sobre uma família que se vê presa em casa, onde a temperatura aumenta e uma gosma esverdeada ganha espaço. Tentam escapar do emparedamento, mas constatam que tudo na residência leva o logo da mesma corporação e que não possuem memória, vivem um presente eterno. Suspense que tem a dizer sobre comodificação e o estatuto da pós-modernidade, sem proselitismo. Uma das possibilidades aventadas pelo casal é uma guerra nuclear. Viu só, jovens de agora, como o holocausto atômico estava em nosso dia a dia oitentista?
Não é que achei sem estar procurando? E em português! O original chama-se Chlid's Play (nada a ver com o boneco Chucky) e é parte duma telessérie da Hammer, importante produtora de terror inglesa. A protagonista é Mary Crosby, a Kristin, de DALLAS, notória nos 80's por haver atirado em JR.

Em 1987, a Fox estreou sitcom estrelada por George C. Scott. Mr. President centrava-se no recém-eleito presidente estadunidense (Scott, claro) e seus problemas. Ao contrário de Married With Children, que estreou junto e virou clássico cult, Mr. President durou 2 temporadas e foi esquecida. Como George C. é um de meus heróis da telona, vibrei quando descobri 2 episódios da segunda temporada, em inglês, sem legendas. 
Hoje, a emissora cortaria Mr. President antes do sétimo episódio (se tanto). A carreira cinematográfica do brigão Scott devia estar em baixa mesmo pra ele aceitar material tão sem graça. Um dos episódios, Language Barrier, é especialmente ofensivo. Recebendo o premier russo na Casa Branca - após os EUA terem feito algo errado! - o presidente aproveita que o líder soviético não fala inglês e insulta a ele e sua esposa. Imperialismo grosseiro.
Pra quem quiser reviver ou conhecer o clima de afronta cultural da Guerra Fria, eis o episódio.

O filé mignon deixei por último: telefilme com Anthony Hopkins, exibido pela CBS, em 1985. Guilty Conscience é suspense cheio de reviravoltas no roteiro, mas com jeitão de teatro filmado, porque quase toda a ação se passa em ambiente fechado.
Um advogado de sucesso bola planos mirabolantes pra assassinar a esposa e mentalmente se coloca em julgamento pra testar a validade dos argumentos, álibis etc. Hopkins dá seu show de costume, interpretando mais de um papel. O pequeno elenco todo está ótimo; Guilty Conscience é filme de ator. Destaque pras roubadas de cena de Swoosie Kurtz, mãe de Molly, da sitcom Mike & Molly
Em inglês, sem legendas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CAIXA DE MÚSICA 100


Um dos produtos de exportação mais bem sucedidos da Argentina nos últimos anos tem sido o eletrotango. Depois da revolução de Piazzola, veio a da moçada que incorporou beats e blips à tradicional música argêntea. Já resenhei álbum de tango eletrônico no blog, leia aqui.
Em 2008, a canção Pa’ Bailar, do Bajofondo foi apresentada ao público brasileiro, via abertura da novela A Favorita. O grupo lançou álbum novo em maio. Presente conta com orquestra em algumas faixas, além dos sons elétricos e investe em um par de novas ideias, ampliando o escopo musical do grupo.
O álbum inicia com a languidez de Intro (que encerra Presente, rebatizda como Outro), que dá lugar ao fustigar passional de orquestra e bandonión de Código de Barras.  A canção chicoteia nossos ouvidos deliciosa e aceleradamente sem dó, fazendo com que desejemos que Intro não tivesse existido. Vontade de bailar direto pro deslumbre portenho de Código de Barras, de longe minha favorita no CD. Cuidado de se for ouvir caminhando, você o risco de sair tangueando por la calle!

Pide Piso estaciona o bailado evolutivo do Bajofondo. Não que seja de todo mal, porque é deliciosa, mas a faixa soa como uma P’a Bailar 2, a Vingança.
La Trufa y El Sifon carrega pesinho guitarreiro meio heavy no tango com bandonión, mas que também tem electronica. Melhor se tivesse uns segundos a menos; Presente ultrapassa bem mais d’uma hora, com momentos que nada acrescentam, pois soam repetitivos. Defeito que o torna um álbum muito bom e não maravilhoso. Os quase 3 minutos de chatice a capela de Oigo Voces, podiam ter ficado como exercício vocal pro cantor, antes de entrar no palco.
Sorte que a faixa vem antes da enxurrada dance-pop-rock-orquestral de Cuesta Arriba. Lluvia é uma lavada dance de levantar plateias. Mas, entre as 2, a repetitividade de Rendezvous brocha a relação.
Presente nos presenteia com um punhado de bons momentos e a esfuziante Código de Barras. Só ela já valeria o disco.

domingo, 25 de agosto de 2013

SUPERANDO A "FEIURA"

Conheça a história da jovem que viu sua foto num vídeo no You Tube, chamando-a de mulher mais feia do mundo e como está superando isso.

sábado, 24 de agosto de 2013

VISÃO HISTÓRICA DA DEFICIÊNCIA

Vídeo bastante interessante e nada cansativo sobre as percepções a respeito das pessoas com deficiência ao longo da História. As coisas sempre foram um bocado mais ambíguas do que o mostrado, mas serve bem como iniciador de discussões.

ALBINO GOURMET 106

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

HELSINKI

A capital da Finlândia é muito simpática, embora no verão, conforme nos disse o guia, as atividades culturais não ocorram tanto porque os residentes estão em férias. Há uma igreja construída literalmente numa rocha (fotos abaixo), em cujo porão a única escola de samba de Helsinki ensaia. Isso mesmo, eles têm uma GRES, chamada Império do Papagaio ou algo assim. 
Helsinki é cheia de lojas de design, tem 2 ou 3 parques obrigatórios, é agradável de se passear, mas, pra mim, uma visita de 2,3 dias tá de bom tamanho.