quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O CASTELO DE SHE RA FICA NO CANADÁ



Roberto Rillo Bíscaro

Conheci a dupla canadense Crystal Castles há poucas semanas, embora seu primeiro álbum seja de 2008. Soube de sua existência quando noticiei em uma das edições da Caixa de Música, que haviam gravado com Robert Smith, ídolo oitentista, do The Cure. Gostei da voz etérea de Alice Glass, do teor de indie-electronica do que ouvi no You Tube e, claro, do aval do inspirador do visual do Sandman. Providenciei os 2 álbuns e resolvi escutá-los na ordem em que foram lançados.
Além de Glass, o Crystal Castles é composto por Ethan Khat. O nome foi tirado do castelo da heroína de desenho animado She Ra, lá dos anos 80. Havia também um game do jurássico Atari com esse nome. Tudo anos 80, forte motivo pra eu querer prestar atenção ao duo.

Depois de ouvir o primeiro álbum, revivi a sensação experimentada ao término da audição inicial de Psychocandy (1985), fundamental álbum do Jesus and Mary Chain: e agora, o que eles podem fazer pra não se repetirem? Pra onde pode caminhar o som deles depois de soterrarem a sonoridade dos anos 60 sob grossa camada de microfonia e reverberação?
Glass e Khat utilizaram fartamente sons extraídos de vídeo games e toda sorte de sintetizadores de baixa fidelidade, responsáveis pelos bips presentes em todo quadrante da pós-modernidade. Eles juntaram os sons furrecas dos Ataris, telefones e Genius dos anos 80 a influências que vão do Kraftwerk (claro!) ao noise-industrial, passando pelo synth pop mais singelo e manso. A voz de Glass deforma-se a cada instante, graças a efeitos mil. A produção tem camadas sobrepostas de ruídos e timbres, dos mais meigos aos mais arranhadamente agressivos. Enfim, eles reuniram uma pletora de referências oitentistas e criaram uma sonoridade contemporânea, inquietante; lixo cibertrônico transformado em música pop contagiante, complexa, mas não inacessível (pelo menos pra quem curte escapar do mainstream).

Faixas como Xxzxcuzx Me e Alice Practice soam como se uma guerra intergalática de vídeo game estivesse sendo travada no seu ouvido, junto com a voz triturada de Glass e as chicotadas sem dó da percussão. Crimewave é puro synthpop meio funkeado com ruidinhos pra todo canto; no fundo do coração Glass e Khat são pop! O dance melancólico de Vanished parece um Orchestral Manoeuvres in the Dark de outra galáxia. O timbre do teclado dá a sensação de arbustos de neon surgindo à medida que se caminha numa floresta elétrica d’algum planeta distante de seu sol.
O segundo álbum é de abril do ano passado e traz apenas o nome da banda, como o primeiro. Nesse quesito, Crystal Castles é mais lacônico que a mamãe New Order... A voz de Glass continua sendo modificada, posta e sobreposta a cada faixa, mas a [sin][caco]fonia de vídeo games desocupa a berlinda. Nossos ouvidos continuam encantados e/ou fustigados por brisas e/ou tempestades eletrônicas, mas a sonoridade low fi cede lugar à high, que, segue instigante e meio alienígena. Faixas como Empathy, ao mesmo tempo que pescam a batida electrofunk subjacente no Kraftwerk, soam imprevisíveis, como se tivessem sido compostas em outra galáxia.

Fainting Spells abre o álbum como um novo capítulo da guerra interplanetária que pode ser o som de Crystal Castles. Mas, sem som de vídeo game Atari. Agora, o ataque vem sob forma duma maçaroca de electronica estralhaçada em micropixels, que sufoca os vocais distorcidos de Glass. Parece uma transmissão alienígena no meio duma invasão à Terra. Doe Deer é um petardo industrial-hardcore de minuto e meio. Parece que o canal de áudio dos vocais está arranhado; Glass guincha. No meio dessa hecatombe sônica, existe Celestica, melancolia dance, que agradaria fãs do Saint Etiene, onde Alice soa como fada.
O álbum equilibra-se nessa mistura de elementos agressivos e doces, experimentais e mainstream, nunca previsíveis e capazes de agradar diversos segmentos de fãs de dance e música eletrônica, desde que curtam alternativo, claro.
Crystal Castles viverá a “maldição” do Jesus and Mary Chain: o álbum de vídeo game será seu Psychocandy, ponto de partida de todas as comparações com seus demais álbuns. A dupla canadense, porém, mostra ter a força de She Ra para enfrentar novas e perturbadoras aventuras nas vastidões eletrificadas de nosso imaginário sintético.

CONTANDO A VIDA 19

No texto de hoje, o cronista José Carlos Sebe se confessa pecador. Não se preocupe professor, ninguém ousará atirar a primeira pedra! Ele também comenta sobre a nova lista de pecados promulgada pela Igreja Católica.

NOVOS PECADOS...
José Carlos Sebe Bom Meihy

Lembro-me, garoto ainda, no colégio interno em Lorena, tendo que decorar o Catecismo. Sim, sabia todo o Catecismo, decorado. Na verdade, não me era muito difícil, pois sempre tive facilidade em memorizar poemas, listas, nomes de capitais. Aliás, era das poucas dotações “naturais” que tive. O tipo de educação salesiana também ressaltava a importância das “decorebas”. Dessas façanhas, me orgulho até hoje pela guarda de tantos textos que declamo para mim mesmo em momentos especiais.
Além de decorar, eu gostava de supor os significados das coisas e assim me deleitava imaginando o conteúdo dos grandes pecados pessoais e coletivos. É verdade que todo adolescente tem espaço imaginativo para considerar os “pecados” e, como qualquer mortal, eu não economizava oportunidades. Não sei por que, mas os chamados pecados capitais me atraiam mais do que os outros: mortais ou veniais. Os mortais eram dramáticos demais; os veniais eu achava tão bobos que não os considerava. Mas declinava com facilidade a relação dos sete capitais: orgulho, inveja, gula, luxúria, ira, cobiça e preguiça. Sem transformar esta crônica em confessionário, garanto que tinha preferência por um desses pecados, o último. É claro que para garantir o teor da preguiça eu precisava ter inveja de quem é capaz de ser preguiçoso. Nunca consegui. E aí conclamava outro pecado, a ira, por não ser capaz de curtir o ócio. Os desdobramentos eram conseqüentes porque passava a cobiçar a coerência dos preguiçosos e assim ostentava o orgulho de não ser preguiçoso. De certa forma, eu me sentia como a capital dos pecados capitais. Restavam, porém, dois outros: a gula e a luxúria. A gula se vingou da minha magreza de menino e hoje me atormenta e não tenho como deixar de me penitenciar por ser comilão. A luxúria... bem, a luxúria reservo para o real confessionário e desperto nos amigos leitores a curiosidade, que também pode ser pecaminosa.

Devo dizer que sinto saudade do tempo em que os pecados capitais eram esses. Muita saudade, aliás. Quando vejo os pecados de hoje, fico arrepiado com as dimensões assumidas por tudo. E me perco pensando que o que era pecado capital, individual, acabou por ser ameaça coletiva. Lendo o texto divulgado pelo bispo Gianfranco Girotti, no “L´Obesservatore Romano” - amplamente estampado em jornais do mundo -, percebo que a Igreja Católica, ainda que num papado ultraconservador, também se apresenta socialmente para a discussão de uma problemática planetária. Assim, são instituídos os novos pecados, a saber: poluição ambiental; manipulação genética; acúmulo de riqueza excessiva; infligir a pobreza; tráfico e consumo de drogas; experimentos moralmente questionáveis e violação dos direitos fundamentais da natureza humana. De um modo geral, não há como deixar de se surpreender com os avanços. Uma análise mais cuidada revela preocupação com o meio ambiente e com o acúmulo desmedido de concentração de riquezas, o que merece aplauso efusivo. Também não há como calar ante a condenação do tráfico de drogas – este sim, me parece o grande mal do mundo moderno. No mais, cabem algumas restrições. O consumidor, o drogado, muitas vezes é vítima, depende de situações alheias ao controle do estado ou instituições. Nesse sentido, reclama-se da sensibilidade eclesial que já tem argumentos para ser mais precisa nas declarações. Em continuidade, há um aspecto suspeito na nova lista religiosa. Os experimentos científicos feitos com células-tronco são imprescindíveis e urgentes. É lógico que se condena qualquer excesso, mas então o exagero seria pecaminoso, não os possíveis avanços. Por certo, suas reverendíssimas não têm parentes que possam se beneficiar de resultados desejáveis. Grande parte da humanidade, no entanto, tem. E a Igreja não pode ser retrógrada como no tempo em que professava que a Terra era quadrada.
Pelo sim ou pelo não, a manifestação sobre os novos pecados é positiva. Pelo menos agora, publicamente, ela se expressa e põe a cara para quebrar. Avanços alvissareiros esses. Resta abrir o debate para a bioética e respeitar os prometedores avanços. Será que a Igreja também começa a se redimir?

RAQUETE DA INCLUSÃO

No Aberto da Austrália, um dos torneios de tênis mais prestigiados do mundo, um dos juizes de linha é albino. Segundo o Dicionário do Tênis, os juizes de linha "observam as linhas de saque e que limitam a quadra, apontando oralmente as que saem da quadra."
Notem o chapelão, as mangas compridas e os óculos de sol do homem. Tomando os cuidados necessários, pessoas albinas podem levar vida muito produtiva e integrada ao restante da sociedade.   

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ELETROLUTO

O mundinho da música eletrônica indie está de luto. Dia 14, faleceu Trish Keenan, a voz de fada do duo Broadcast. A cantora contraiu o vírus da gripe suína, enquanto excursionava pela Austrália. De volta à Inglaterra, Trish teve pneumonia e estava internada na UTI desde o Natal. Keenan tinha 42 anos.
O Broadcast surgiu em 1995, em Birmingham e lançou uma série de singles e colaborações com artistas da electronica. Com 3 álbuns no currículo, Trish e James Cargill anunciaram novo lançamento para o ano passado, o que não ocorreu. O último trabalho da dupla foi o EP Mother is The Milky Way. Tomara que a Warp Records lance o prometido álbum de 2010.
A morte de Trish foi destaque em tudo quanto é jornal e tablóide inglês. Essa publicidade deveria ter ocorrido quando o Broadcast lançava seus instigantes álbuns, desconhecidos do grande público.
De minha parte, a canção Come On, Let’s Go será para sempre lembrada. Desde que a ouvi, integrou-se ao seleto grupo semanalmente assobiado ou cantarolado.
Rest in peace, angel!

Ó PEDAÇO DE MIM!

O blog não teve postagens por 2 dias, devido a reparos que o Speedy realizava em meu bairro. Estar offline é tão complicado que elegi a canção-tema de ficar sem internet!

ACESSIBILIDADE VISUAL NO RIO DE JANEIRO II

Semana passada, publiquei trecho de email duma leitora se queixando sobre as novas cores dos ônibus cariocas e também sobre as placas das ruas da cidade. Reenviei a mensagem para a Rede Saci, que entrou em contato com os órgãos responsáveis. Eis as respostas, publicadas no site da Rede:

Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro afirma, através de seu Coordenador de Comunicação Social, Affonso Nunes, que "a padronização visual da frota foi definida para ordenar o sistema de transporte por ônibus, dando fim à desordem visual provocada pelo excesso de empresas prestadoras de serviço. Com a divisão do sistema em quatro redes de transporte regionais, foi definido um padrão visual cuja diferenciação se dá pelas cores das respectivas redes".
As novas empresas Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz têm um prazo de um ano para se adaptar às regras. A Secretaria também afirma que "os veículos novos que são incorporados à frota chegam com letreiros luminosos (tecnologia LED), de melhor visbilidade para os usuários", mas não se pronuncia sobre alterações em letreiros de ônibus já em circulação.
Já as placas com nomes de logradouros são de responsabilidade da Secretaria de Urbanismo, com a qual a equipe de jornalismo da Rede SACI não conseguiu entrar em contato.

Observação do Albino Incoerente: Affonso Nunes não tocou no assunto de a padronização das cores ter sido prejudicial para quem tem visão baixa. Só falou dos letreiros.

JUNTANDO OS TRAPOS

No início dos anos 60, na Virginia (EUA), um branco se apaixonou por uma negra. Como as leis segregacionistas do estado não permitiam casamento interracial, o casal foi para Washington e contraíram matrimônio. De volta a seu estado natal, a polícia invadiu sua casa durante a noite e os prendeu. Foram julgados e sentenciados: ou anulavam o casamento ou se exilavam do estado por 25 anos. Escolheram a segunda opção, mudaram-se para a capital estadunidense e iniciaram longa batalha judicial para terem sua união reconhecida.
Em diversas instâncias, juízes justificavam seus vereditos de apoio à lei racista argumentado que Deus criara as raças em continentes diferentes, o que significava que não tencionava uniões interraciais. Também afirmavam que a permissão de uniões entre etnias diversas traria caso à sociedade, confundiria as crianças, enfim, destruiria a sagrada instituição da família. A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou essa absurda lei apenas em 1967. Desde então, os casamentos interétnicos não conseguiram dizimar a célula manter da sociedade, pelo contrário.
O documentário Tying the Knot (2004) usa o exemplo acima como paralelo dos argumentos usados por setores conservadores para se oporem à união civil entra pessoas do mesmo sexo. Embora o Censo tenha registrado a existência de casais do mesmo sexo em 99% dos condados norte-americanos, o não reconhecimento legal dessas uniões implica que essas pessoas não tenham acesso a quase 1000 direitos garantidos nos diferentes níveis administrativos. Gente que paga impostos e contribui para o crescimento da nação, mas não tem direito à herança, pensão, ficar junto da pessoa amada no hospital em caso de doença e tantas outras coisas tão corriqueiras para casais heterossexuais.
E é duro ver a história do homem de meia idade no rural estado de Oklahoma. Ele e o parceiro construíram seu patrimônio com muito trabalho, mas, após a morte do companheiro de mais de 2 décadas, todos seus bens foram concedidos a uma prima, devido a uma “tecnicalidade” : a lei não reconhece a união desses 2 homens, portanto, o sobrevivente não tem direito algum. As longas pausas e o ar de derrota do entrevistado comovem e fazem pensar sobre o porquê essas pessoas não têm o direito de levar suas vidas em paz e com dignidade.
Tying the Know traz outras histórias de direitos básicos negados a casais do mesmo sexo e a experiência de locais como a Holanda e o Canadá, onde tais uniões são reconhecidas e a sociedade não acabou ou foi castigada com nenhuma praga divina.

PREVENÇÃO ALBINA

Campanha orienta sobre prevenção de câncer de pele em albinos

Numa iniciativa conjunta da Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (Apalba), Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e Secretaria de Saúde do Município de Salvador, será realizada uma campanha emergencial para prevenção do câncer de pele nas pessoas com albinismo.
A iniciativa tem como objetivo esclarecer e sensibilizar as pessoas com albinismo sobre a necessidade de se protegerem contra os raios solares a que estão expostas, decorrentes do verão intenso, e assegurar o atendimento dermatológico e a distribuição dos protetores solares em quantidade necessária ao uso mensal.
Três ações estratégicas integram a campanha, sendo a primeira delas a promoção de um seminário de sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde, a ser realizado na próxima segunda-feira (17), a partir de 8h30min, no auditório do Hospital Especializado Dom Rodrigo de Menezes (HEDRM), em Águas Claras.
Genética do albinismo
Na segunda etapa, haverá visita e atendimento às pessoas com albinismo residentes na Ilha de Maré, Bom Jesus dos Passos e Paramana. A terceira ação prevê a divulgação, pela imprensa, de informações sobre o albinismo e os agravos decorrentes da patologia.
A primeira ação da campanha será o treinamento de técnicos dos 12 Distritos Sanitários de Salvador e de quatro equipes do Programa de Saúde da Família do Subúrbio Ferroviário, visando capacitá-los para o cadastramento, triagem, atendimento especializado e acompanhamento das pessoas com albinismo no município de Salvador.
A capacitação será efetuada durante o I Seminário sobre o albinismo, na próxima segunda-feira. Durante o evento, haverá uma apresentação da Apalba sobre a luta e organização das pessoas com albinismo.
A Sesab fará uma apresentação sobre o Programa Estadual de Atenção Integral à Pessoa com Albinismo. Haverá ainda uma aula sobre a genética do albinismo, a ser ministrada pela professora Lilia Maria de Azevedo Moreira, da Universidade Federal da Bahia Ufba), e exposição sobre os aspectos dermatológicos do albinismo, a cargo da dermatologista Aldinéa Dourado, do HEDRM. Serão ainda discutidas as ações de cadastramento, triagem e atendimento especializado nos diversos Distritos Sanitários de Salvador.
No próximo dia 28, quando se inicia a segunda etapa do projeto, duas equipes de saúde, com a participação de gestores do Estado e do Município, além de representantes da Apalba, visitarão as ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e Paramana, para identificação, triagem, atendimento médico especializado e distribuição do protetor solar para as pessoas com albinismo residentes nas localidades.
Embora a prioridade dessa ação nas ilhas seja o atendimento das pessoas com albinismo, o atendimento especializado será também assegurado a pessoas residentes naquelas localidades e previamente identificadas com outras doenças da pele, como a hanseníase.
Para atingir todo o Estado da Bahia, a Apalba e o poder público buscarão espaço em todos os meios de comunicação disponíveis, com a finalidade de divulgar a campanha, esclarecendo e sensibilizando sobre albinismo e sobre os cuidados especiais com a pele e com os olhos, para prevenir o câncer de pele e o desconforto da fotofobia e a baixa visão.
Distúrbio congênito
O albinismo é um distúrbio congênito que se caracteriza pela ausência total ou parcial da melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, pelos e olhos. A patologia se apresenta por meio de sinais visíveis desde o nascimento, não sendo necessário teste para o diagnóstico.
Todo casal, de qualquer cor, sexo ou idade, desde que seja portador do gene do albinismo, pode ter filhos albinos. As pessoas com albinismo correm o risco de desenvolver câncer de pele e cegueira. Por isso devem evitar a exposição solar direta ou indireta, usar óculos escuros com proteção para os raios solares (prescrito por oftalmologista).
É recomendável também o uso de acessórios como chapéus com abas, sombrinhas, roupas de tecido com trama bem fechada e de protetor solar constantemente. É importante também fazer visitas periódicas ao oftalmologista e ao dermatologista.
(Encontrado em http://www.salvadorcomh.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2300:campanha-orienta-sobre-prevencao-de-cancer-de-pele-em-albinos&catid=37:redacao&Itemid=54)

sábado, 15 de janeiro de 2011

SER INCLUSIVO É FASHION!

Excelente postagem e entrevista encontradas no blog Duas Moda e Arte.

Kica de Castro – Saiba como funciona a agência de modelos focada na Moda Inclusiva
Retomamos nossos posts e, nesse período de semana da moda carioca com três grandes eventos acontecendo, abriremos o ano falando sobre a Agência da Kica de Castro. Temos acompanhado os desfiles (amamos as semanas de moda!!), as novas tendências, o artesanal que tem sido levado para as passarelas (vamos postar sobre) mas, ainda sentimos demais o fato de que a moda ainda não faça uso de uma linguagem abrangente, sem barreiras, acessível – pessoas cegas ainda não tem a audiodescrição nos desfiles e, na cobertura de sites, não há descrição de imagens nas fotos para que tenham acesso pleno às tendências da próxima estação. O casting dos desfiles apresenta um padrão de beleza que não foca em momento algum a moda inclusiva e real – plus size, pessoas com deficiência ou qualquer outro padrão que não seja compatível com o que as passarelas ditam.
Fizemos uma entrevista com a fotógrafa Kika de Castro em dezembro e, decidimos postar justamente numa das semanas de moda mais importantes do país: Fashion Rio, Rio Fashion Business. Para que? Simplesmente para refletir sobre nossa realidade, sobre os conceitos de padrão de beleza pregados, sobre o direito que todos tem de se expressar através da linguagem da imagem – a MODA, que a semelhança de tudo na vida, deveria ser acessível.
Conheça a agência da Kica, focada na diversidade e na inserção de modelos com algum tipo de deficiência no mercado de trabalho. Em 2008, a fotógrafa firmou parceria com uma agência em Berlim, a Visable e, tem feito desfiles por todo o país.

DMA – Kica por Kica:
KC – Vamos lá: nasci no dia 11 de março de 1977. Agora em 2011 vou completar 34 anos. Sou de São Caetano do Sul, grande ABC de São Paulo. Sou graduada em comunicação social com ênfase em publicidade e propaganda e pós graduada em fotografia. Sou bem tranqüila, e não gosto de ver injustiça. Quando estou certa, luto pelo que acho justo. Não mando recado, falo o que penso e quando não gosto não sei disfarça. Quando estou no trabalho, me foco nos objetivos. Sou caseira e amo a minha família. Amo ficar em casa com eles e amigos. Sempre morei em São Paulo. No futuro quero ir para o interior, de São Paulo mesmo, para ter ar puro e tranqüilidade. Sair do caos na aposentadoria é um dos meus objetivos. Gostaria de viver até uns 100 anos para acompanhar toda uma evolução da humanidade que esta por vir. Só espero que o preconceito não demore muito para acabar. Essa com certeza vai ser a grande evolução da humanidade.
DMA – Defina seu trabalho para nossos leitores…
KC – Sou fotógrafa e tenho uma agência de modelos para pessoas com alguma deficiência. Em 2003 fazia fotos para resgate da auto estima, hoje estamos profissionalizando os agenciados para esse mercado.
DMA – Beleza para as lentes de Kica de Castro é…
KC - Ser o mais natural possível. Não gosto e nem uso photoshop nas fotos de meus modelos. Tenho o maior orgulho quando recebo um elogio falando da beleza das modelos, pois sei que estão sendo reconhecidas pela beleza real e não por um padrão que a sociedade impõe por computação gráfica. Um padrão que só existe virtualmente.
DMA – Como foi o processo até você iniciar a arte da fotografia focando PcD?
KC – Durante alguns anos atuei com publicitária. Entre 1995 a 2000. No ano de 2ooo, após a minha formatura resolvi investir no que até então era apenas uma paixão, fotografias. Comecei fazendo registros sociais (casamentos, batizados, aniversários, books …) e corporativos. No ano de 2002 recebi o convite para ser chefe do setor de fotografias de um centro de reabilitação para pessoas com alguma deficiência física. Literalmente caí de pára-quedas. Os três primeiros meses foram os mais complicados, não tinha experiência e nem alguém para orientação. Aprendi ali no dia a dia, estudando termos científicos e perguntando ao corpo clinico e terapeutas. No inicio o foco eram só fotos com caráter cientifico, para prontuário medico e artigos científicos. Fotos de frente, costa e as duas laterais, ao lado uma placa com o número do prontuário. Os pacientes não gostavam, afinal além de remeter para fotos de “presidiários” era muito invasivo na privacidade, uma vez que as fotos eram na grande maioria apenas com peças intimas focando a deficiência. Para o corpo clinico esse registro é muito importante, mas não ajudava nada na auto-estima. No ano de 2003 resolvi resgatar essa auto-estima com fotos. Levei para o setor acessórios: bijuterias, espelho, maquiagem, pente, gel… transformei aquele setor em um estúdio fotográfico. O gelo foi quebrado e os pacientes ficavam mais soltos. Eles começaram e me procurar de forma particular para fazer book, no qual eu cobrava apenas o preço de custo. Motivados com o book, questionaram sobre oportunidades no mercado de trabalho como modelos. Incentivei a procurarem as agências de modelos. Para a minha surpresa, ou melhor, não foi nenhuma surpresa, todas as respostas eram negativas e desmotivadoras … “não temos nada para o seu perfil, creio que não existe mercado para pessoas com esse perfil”… Fiquei chocada com o preconceito. Comecei uma pesquisa e muitos resultados achei na Europa. Alemanha concurso de beleza, “A mais bela cadeirante”. Não é totalmente inclusivo, afinal cadê as demais patologias e o sexo oposto, mais já era um começo. Na França e Inglaterra, reality show, estilo BBB e No Limite, só com pessoas que tenham algum tipo de deficiência, bem mais inclusivo, mais ainda faltavam as pessoas sem deficiência para a interação. Motivada com esses resultados e a empolgação das meninas , em 2007 resolvi sair do centro de reabilitação e abri uma agência de modelos só para pessoas com alguma deficiência, considerada até hoje a única do Brasil. Desde então, começamos a ter mais oportunidades dentro desse mercado de trabalho, pessoas com deficiência sendo reconhecidas pela sua beleza e sensualidade e se é para falar de inclusão, que seja num todo. E a beleza faz parte da inclusão, não pode ficar de fora.

DMA – Hoje sua agência é a única no Brasil com esse foco. Como sua proposta tem sido recebida pelo mercado?
KC – No começo o preconceito foi muito grande, mas hoje conseguimos provar com as fotos e profissionalismo que as modelos da agência não deixam a desejar para nenhuma das modelos ditas normais. E que existe beleza na diversidade. Tem uma frase do Dr. Ivo Pitanguy e acho que ela resume bem a nossa proposta: “ a beleza não sei definir, mas a reconheço quando vejo”.
DMA – Como é o processo de seleção dos seus modelos? Quais os quesitos para compor seu casting?
KC - Não são diferentes dos convencionais, de uma agência para pessoa sem deficiência. A pessoa com deficiência precisa estar qualificada para esse mercado: curso de postura, expressão corporal, etiqueta, auto maquiagem … Tenho esses profissionais que são parceiros da agência para qualificar. É obrigatório a pessoa ter o estudo de acordo com a idade. No mínimo a pessoa tem que chegar ao 2 grau. Estudar é fundamental para entrar na agência. Cuidados com a saúde e alimentação. A pessoa tem que ser vaidosa, ter uma atividade física, cuidar do corpo é muito importante. O esporte além de ajudar o físico ajuda o mental. Dentro da agência existem as classificações: modelo de passarela, modelo fotográfico, promotoras de evento … Dentro dessas classificações a pessoa precisa fazer o curso para entrar no mercado. Quando o candidato entra na agência, existem regras a serem cumpridas: beber com moderação, de preferência não fumar, se fumar ter um dentista para futuras clareações … Cortar o cabelo e tatuagem tem que ser avisado antes, para poder tirar as fotos de circulação antes de fazer esse processo. Isso é importante ressaltar, afinal se o cliente aprova o perfil por foto e mandei a mesma com uma determinada aparência física, não posso mandar para um teste o oposto do que foi aprovado por foto.
DMA – O que considera como a maior dificuldade para inserção desses modelos no mercado de trabalho atual?
KC - Ainda enfrentamos muito o preconceito. Existem no Brasil cerca de 30 milhões de pessoas com alguma deficiência e o mercado ainda não vê essas pessoas como consumidores.
DMA – Você, como fotógrafa, consegue viver só do retorno financeiro da agência?
KC - Infelizmente não. Faço muitos eventos sociais e corporativos, minha demanda são casamentos e corporativos, também os book de modelos sem deficiência.

DMA - E um modelo com deficiência, consegue manter-se só como modelo no mercado atual?
KC - Tenho pouquíssimos casos de modelos que vivem tão exclusivamente desse mercado. Por isso que incentivo a pessoa a ter outra profissão. Ainda tenho que trabalhar com modelos free lancer “um bico”, mas isso está mudando aos poucos. A questão da beleza e sensualidade da pessoa com deficiência não tinha sido explorada antes do surgimento da agência e, como de uma certa forma a agência é recente, os resultados não aparecem imediatamente. Mesmo com pouco tempo, temos resultados bem gratificantes, como alguns desfiles inclusivos (pessoas com e sem deficiência) na mesma passarela. Alguns desfiles de moda inclusiva, que são roupas adaptadas.
DMA – Em trabalhos realizados, inserindo os modelos de seu casting, você percebe inclusão total e de fato? Há realmente igualdade nas oportunidades – cachê, visibilidade, exposição de nome do modelo e agência, acessibilidade nas instalações?
KC- Faltam muitas coisas para conquistar nas questões de acessibilidade, buracos nas ruas, falta de rampas … As oportunidades ainda não são de igual para igual. A quantidade de modelos com deficiência na passarela não é na mesma proporção que modelos sem deficiência. A porcentagem é bem menor. Na maioria, temos nos desfiles inclusivos entre dois e um modelo com deficiência no meio de 30 sem deficiência. Mas isso está mudando. Algumas mídias não valorizam o modelo com deficiência e sim, a patologia. Muito comum ver: Foi realizado um desfile com pessoas com necessidades especiais … ou ainda … desfile de portadores de deficiência. Primeiro que essas terminologias não são corretas. O correto é usar o termo “Pessoas com deficiência” (PcD). Muito raro ver o nome desses modelos na mídia. Um exemplo: em um desfile recente, foi publicado o nome do artista e a patologia do modelo. O ator “X” na passarela com a menina cega. Achei isso um absurdo! Mesmo por que o evento teve a preocupação de chamar o modelo com deficiência à passarela pelo nome e tinha um telão onde constava o nome do mesmo por escrito. Achei isso um tremendo pouco caso e falta da valorização da pessoa com deficiência como profissional. Existem pessoas que organizam eventos valorizando o assistencialismo e não pelo profissionalismo. Pegam a pessoa com deficiência e colocam na passarela, isso é errado. A pessoa com deficiência quer igualdade e respeito, ser reconhecida pelo seu talento e para isso eles correm atrás das oportunidades. Isso eu cobro: objetividade, determinação e organização.
DMA – Existe uma linha muito tênue entre inclusão de fato e ação de marketing para divulgação de uma marca ou, puro assistencialismo. É possível definir no decorrer de uma negociação se o trabalho contratado está realmente focando numa inclusão real e total? Qual é sua postura em relação a isso?
KC – Não podemos negar que muitas das oportunidades surgem com campanhas sociais e de “responsabilidade social”. Nossa única preocupação é fazer uma campanha que não seja voltada para vulgaridade e que de fato valorize a pessoa com deficiência como ser humano e profissional.

DMA – Fotografia e auto estima, qual a relação?
KC – Mesmo que seja para um registro pessoal, a pessoa tem todo um cuidado, um contato maior com a sua vaidade, estar bem vestido, penteado e maquiado. Ter esses minutos de vaidade antes da foto, faz a pessoa de sentir bem, mais confiante e bonita. Após ver o resultado do registro fotográfico, a pessoa fica feliz. E a felicidade reflete na beleza. A melhor maquiagem que o ser humano pode ter é o sorriso, ele transforma o físico, emite um brilho no olhar que reflete na pele… isso aumenta a estima.
DMA - Quais as técnicas e inspiração usadas num trabalho tão diferenciado e que faz você se destacar?
KC – As técnicas fotográficas são as mesmas utilizadas por outros fotógrafos. Simplesmente retrato as pessoas como elas são. Nos books a maquiagem é a mais natural possível, procuro um figurino adequado para cada perfil e uso os aparelhos ortopédicos (muletas, cadeira de rodas, próteses, bengalas…) como acessórios de moda. Exploro ângulos e poses.
DMA – Que momento de sua trajetória você eternizaria (ou eternizou) em uma fotografia?
KC – Na história da humanidade, a evolução é algo que existe de fato. Em todos os requisitos: tecnologia, medicina e claro a beleza. Estou eternizando justamente essa parte da história – a pessoa com deficiência sendo referência de beleza e sensualidade.
DMA – Claro que antes de entrevistar uma pessoa especial, procuramos saber mais sobre ela… (rsrs) Pode apresentar a Malu para nossos leitores?
KC – A Malu vai comigo para tudo que é canto, sempre estou com ela. Uma companheira fiel, digamos que minha filha mesmo (rs). Quando gostamos de alguma coisa, damos nome, eu pelo menos sou assim, dou nome para tudo que gosto. Sendo assim, a minha câmera fotográfica recebeu o nome de Malu (rs). Não deixo ninguém “nem respirar” perto dela, não vendo, não empresto … Só eu a uso. Nem adianta insistir!
DMA – O céu é o limite? Qual é o céu da Kica? Onde ela quer chegar?
KC – Quero a galáxia (rs). Um dos meus objetivos e conseguir a capa da Playboy. Ver uma das meninas sendo ali retratada, não necessariamente eu como fotógrafa. Se isso acontecer de fato a palavra inclusão vai ter o seu sentido mais amplo.
DMA – Planos para o futuro, pode compartilhar conosco?
KC – Estou com um projeto bem bacana com uma amiga de Goiânia, a Rafaela. Mais todos vão ter que esperar um pouquinho (rs).
DMA – Algo que não perguntamos e que gostaria de falar?
KC – Tive a oportunidade com essas perguntas de expor todos os meus pensamentos e objetivos. Grata pela oportunidade. E vamos que vamos!

Eu, Lu, Editora do Blog, amante de uma moda que comporta todo o exposto acima, fiquei extremamente feliz pela oportunidade de entrevistar a Kica. Esse já era um desejo desde esta matéria aqui. Suas respostas nos fazem acreditar numa sociedade mais humana, profunda, nos fazem ver a beleza como ela deve ser vista: sem paradigmas , preconceitos, formatos prévios ou padrões estabelecidos que tendem a nos tornar limitados, equivocados…
Quero encerrar a matéria com a frase mencionada por Kica do Dr. Ivo Pitanguy : “A beleza não sei definir, mas a reconheço quando vejo” . Veja o belo com as bases da inclusão – além dos olhos, com o compartilhar permitido pela descrição de imagens atentando para detalhes, com o coração voltado para entender outras realidades, com os ouvidos, com os aromas. Vamos exercitar mais nossos sentidos! Sair do superficialidade que os padrões ditados nos condicionam… E se isso ainda for pouco (o que não acredito) vamos cumprir leis, tornando a sociedade mais justa, inclusiva, acessível e melhor para se viver.

Kica de Castro
Site: http://kicadecastro.blogspot.com/
E-mail: kicadecastro@gmail.com
Telefone: + 55 11 8131-0154 
(Encontrado em http://duasmodaearte.wordpress.com/2011/01/13/kica-de-castro-saiba-como-funcionaagencia-de-modelos-focada-na-moda-inclusiva/)

ALBINO GOURMET 20

Seguindo nossa viagem dos sábados de janeiro, pelo mundo culinário da telinha do You Tube.




sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ACESSIBILIDADE VISUAL NO RIO DE JANEIRO

Recebi email de uma leitora reclamando da mudança que a Prefeitura do Rio de Janeiro está implementando na identificação visual dos ônibus da cidade. Segundo ela, o novo padrão prejudica as pessoas com visão reduzida.
Ela também se queixa do tamanho das letras das placas das ruas da capital fluminense. Vejam um trecho da mensagem:

Aqui no Rio, a Prefeitura unificou a identidade visual dos ônibus. Antes, eles podiam ser distinguidos por cores diversas. Agora estão sendo pintados todos de cinza e o que os distingue é uma pequena faixa de cor frontal e lateral, que varia de acordo com a região da cidade (são 5 cores, se não me engano) e que, por si só, não ajudam na identificação do ônibus. A outra coisa que os difere, como antes, é o próprio número das linhas de ônibus, mas estes só conseguimos ver bem de perto.
As placas com nomes de rua, em São Paulo, estão com letras maiores, e isso é ótimo. Mas, as do Rio continuam pequenas.

Desconheço os ônibus e as placas cariocas, mas creio que essa reclamação merece ser discutida, uma vez que outras pessoas possam estar se sentindo prejudicadas. Vamos divulgá-la?

NEWTON LIMA ABRAÇA A CAUSA ALBINA


Dia 11 de janeiro, recebi email do professor Cledivaldo Aparecido Donzelli, amigo de longa data e Secretário de Educação do município de Penápolis. Ele me convidava a participar de uma reunião com o deputado federal Newton Lima (PT). O parlamentar agendara encontro com lideranças locais a fim de discutir estratégias para seu mandato, em parceira com a região, onde obteve expressiva votação. Lima e sua assessoria estão percorrendo diversas cidades para colherem propostas para as diversas áreas que demandam ações do poder público.
Doutor em Engenharia pela Escola Politécnica da USP, Newton Lime foi prefeito de São Carlos por duas vezes, além de reitor da Universidade Federal daquela cidade, uma das instituições de ensino mais importantes do país. Para maiores informações, visite http://newtonlima.ning.com/
Às 17:00 de ontem, fui à reunião.
De modo sucinto, falei sobre o blog, a APALBA (com a qual temos muito que aprender) e sobre os problemas enfrentados por muitos albinos, como o câncer de pele. Propus alguns temas para futuras discussões, como a questão da distribuição do bloqueador solar, sua classificação na ANVISA como cosmético e não medicamento e também a necessidade de capacitação especializada para o atendimento de pessoas albinas pelos órgãos públicos.
O deputado afirmou ter motivos pessoais para apoiar a causa, uma vez que teve uma antepassada albina e uma amiga querida falecida em decorrência de câncer de pele.
Passei-lhe o endereço do blog e me dispus a encontrá-lo novamente, desta feita com mais tempo, para apresentar com mais vagar algumas sugestões e discutir possíveis linhas de ação.
Enquanto nova reunião não acontece, cabe aos demais albinos e interessados no assunto, apresentarem sugestões para apreciação.
Escrevam ao blog e sugiram.
Manterei os leitores informados sobre quaisquer desdobramentos deste importante canal aberto.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

TELONA QUENTE 14

Da Telinha Pra Telona
Há anos correram rumores duma possível transfusão de DALLAS pro cinema. John Travolta foi cogitado pra ser JR, J-Lo pra interpretar Sue Ellen. Nada aconteceu e o projeto está engavetado. Agora, outro sucesso das telinhas nos anos 80 é cotado pra virar filme de longa-metragem: a glam-trash Dynasty, das aventuras e desventuras dos poderosos Carringtons. O anúncio foi feito pelos próprios criadores do novelão, Esther e Richard Shapiro. De acordo com eles, o filme será ambientado nos anos 60 e contará o passado das personagens principais, com surpresas que tirarão o fôlego dos fãs antigos. Richard promete uma Dynasty com chifres, o que quer que isso signifique. Dúvida: Krystle era pobre nos anos 60. Como farão pra manter o glamour? Pra descobrir temos que esperar pelo filme, mas, como no caso de DALLAS, até agora nenhum estúdio responde pelo projeto.

007
A Metro-Goldwyn-Mayer anunciou que as gravações do 23º filme do agente secreto britânico James Bond começarão no final deste ano. No papel de Bond, novamente Daniel Craig, dirigido por Sam Mendes. A previsão de lançamento é o dia 09 de novembro de 2012. Será que vai ser em 3D?

Vídeo Game na Telona
Parte da geração anos 80, certamente há de se lembrar do game Missile Command, da Atari. Do chão, a gente tinha que disparar umas bombas pra evitar que os mísseis atingissem a terra. Pois não é que a Fox comprou os direitos do nome e vai fazer um filme baseado no jogo? Burk Sharpless e Matt Sazama sao os roteiristas que terão que tirar leite de pedra e inventar uma história, porque o game em si não tinha nenhuma! Se o lance é só comprar nomes, acho que vou dar escândalos, ficar famoso e vender o meu pralgum estúdio!

Batalha Naval
Se você acha que Missile Command foi um caso à parte, engana-se. Faz parte duma tendência. O popular jogo batalha naval foi transformado em filme, ou melhor, a Universal usou o nome do jogo e disse que fez um filme baseado nele! Na verdade, trata-se dum ataque alienígena a uma frota naval, que protegerá a Terra. James Cameron – de Titanic e Avatar – detonou os estúdios em uma revista alemã, ao afirmar que as companhias fazem isso apenas porque necessitam dar um nome pra suas produções. E acrescentou que tais filmes degradam o cinema. Nossa, quanto ódio nesse coraçãozinho, James!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ESPECIALIZANDO-SE EM ALBINISMO

Capacitação marca início de programa de atenção às pessoas com albinismo
Técnicos dos 12 distritos sanitários de Salvador e de quatro equipes da Estratégia de Saúde da Família do subúrbio ferroviário serão capacitados para o diagnóstico do albinismo, hanseníase e outras doenças de pele que requeiram acompanhamento por um especialista.
O treinamento, que acontece na segunda-feira (17), das 8h30 às 13h, no auditório do Hospital Especializado Dom Rodrigo de Menezes, em Águas Claras, numa iniciativa da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), com apoio da Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (Apalba) e Secretaria de Saúde de Salvador, marca o início do novo Programa de Atenção Integral às Pessoas com Albinismo, construído pela Sesab, em parceria com a Apalba.
Numa segunda etapa, que será realizada no dia 28 deste mês, o programa, que visa garantir atenção integral e assegurar o tratamento de problemas decorrentes do albinismo, disponibilizará atendimento dermatológico nas ilhas de Maré e Bom Jesus.
O diretor do hospital, José Mário Benevides, disse que a meta principal desta ação é identificar portadores de albinismo, além de fazer a triagem de portadores de outras doenças de pele, como a hanseníase. Durante o seminário de sensibilização sobre albinismo, na próxima segunda-feira, haverá uma exposição da Apalba, entidade sem fins lucrativos que luta pelos direitos das pessoas com albinismo, seguida da apresentação do programa.
Albinismo
É um distúrbio congênito que se caracteriza pela ausência total ou parcial da melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, pelos e olhos. A doença se dá através de sinais visíveis desde o nascimento e não é necessário teste para o diagnóstico.
Todo casal, de qualquer cor, sexo ou idade, desde que seja portador do gene do albinismo, pode ter filhos albinos. Os portadores de albinismo correm o risco de desenvolver câncer de pele e cegueira e por isso devem evitar a exposição solar direta ou indireta e usar óculos escuros.
(Encontrado em http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/1/11/capacitacao-marca-inicio-de-programa-de-atencao-as-pessoas-com-albinismo)

O PRECONCEITO É O QUE MAIS ATRAPALHA

"Eu não tenho vergonha do meu filho"
Mãe fala sobre convivência com filho autista
Andréia Pereira

Maria Helena Martins Filhos sabe bem o que é a convivência com uma criança que tem autismo. O seu filho, Vitor Martins Bastos, que hoje tem 23 anos, é portador da síndrome.
- Foi aqui mesmo, em Montes Claros, que o meu filho foi diagnosticado. Na época, saí do meu emprego e fui com ele para Belo Horizonte. Depois para o Rio de Janeiro, onde, por sete anos, ele fez um tratamento que muito o ajudou a ter qualidade de vida – contou Maria Helena.
Vitor tem um comprometimento severo da síndrome, que faz com que ele tenha rituais e comportamentos bem típicos do autismo. Ela esclarece que por causa disso foi fácil o diagnóstico.
- O autismo dele é bem clássico – define a mãe.
Segundo Maria Helena, é muito difícil conviver com uma pessoa que tem autismo e que uma das dificuldades é preconceito.
- O preconceito é o que mais atrapalha. Quando eu vou ao supermercado com ele, as pessoas ficam reparando e rindo diante de alguns comportamentos. Por exemplo, quando ele vê um iorgute, que é algo que ele gosta muito, ele começa a gritar, a pular e fazer outras atitudes que despertam a atenção das pessoas – exemplifica.
Por causa disso, ela confessa que são raras as vezes em que sai com o filho, mas garante que não tem vergonha dele e afirma:
- Eu não tenho vergonha, de forma alguma, do meu filho. Ele que me tornou essa pessoa que eu sou hoje.
Vitor, que está na quarta-série, participa em Montes Claros da ANDA – Associação norte-mineira de apoio ao autista, onde outras crianças também recebem apoio. A mãe de Vítor elogia a atuação dos profissionais da cidade que trabalham com autismo, entre fonoaudiólogos psicólogos etc., porém afirma que médicos e psiquiatras são escassos.
- Mas hoje está muito mais fácil do que na época em que o Vitor foi diagnosticado – relata.
(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30923)

CONTANDO A VIDA 18

Respeitado estudioso do fenômeno da emigração brasileira, nosso cronista José Carlos Sebe enlaça o tema ao futebol e produz um texto original e informativo.

FUTEBOL, NEGOCIOS, IMIGRAÇÃO...
José Carlos Sebe Bom Meihy


Poucos, bem poucos, prestam atenção a um fenômeno assustador: viramos exportadores de gente. Ficou lá atrás a era do “Brasil, país aberto aos estrangeiros”. Hoje, mesmo os latino-americanos que chegam são maltratados e sem reconhecimento, muitas vezes considerados intrusos e vistos como pessoas de terceira categoria. Injustiça. E quanto preconceito contra bolivianos, paraguaios e argentinos!... Mas, falemos dos que estão saindo em levas crescentes, na medida em que temos cerca de cinco milhões de pessoas fora do país. São cinco milhões de jovens fortes, em sua melhor fase produtiva e capacidade de trabalho. Pagamos o vexame de ver deportados nossos patrícios que sequer, em muitos casos, passam dos postos de imigração. Estados Unidos e Espanha ostentam dados aterrorizadores, humilhantes. Nas prisões norte-americanas temos cerca de 150 brasileiros aguardando ordem da polícia para voltar, sendo que a média de presos deportado por mês passou de 125 para 200 ao mês. Na Espanha, a média é de 20 e isto já por mais de um ano.

Nesse cenário de movimentação que atinge o mundo todo, uma linhagem específica de problema se abre: a exportação de craques de futebol. E são tantos. Justamente os melhores. Mas, em termos brasileiros, essa história é mais intrincada do que parece na superfície. Qualquer pessoa que viaja para fora do Brasil se depara com dois estereótipos pesados sobre nossa gente: em relação às mulheres paira uma fama suspeita que indica familiaridade com questões sexuais. Com certeza, muito dessa pecha é culpa de governos passados que sempre ostentavam cartazes turísticos mostrando moças pouco vestidas, com biquinis provocantes, mulatas semi-nuas. Em vista dos homens, a reputação é de bons jogadores de futebol, mas isso não é tão positivo assim. O tratamento biográfico dado à maioria – a grande exceção é Kaká – é que são sempre negros, filhos de famílias “desconstruídas” e moradores de lugares pobres, favelas e confins miseráveis. E quando vencedores, esses moços passam a ser celebrados como heróis que preferem o exterior.

Cabe lembrar que o Brasil foi um dos primeiros países a instituir o jogador de futebol como profissional. Desde 1933, a respeitabilidade profissional dos jogadores está garantida, ainda que outras profissões – os historiadores, por exemplo – até hoje não tem identidade profissional garantida. Avesso a este avanço, é interessante notar que a conquista firmada no contexto varguista foi se deteriorando a ponto de prender o jogador aos clubes como escravos modernos aos feitores. Para se ter uma idéia desse quadro, convém lembrar que desde 1976 a legislação esportiva presta atenção na linha de discussão desse fenômeno. É daquele ano, por exemplo, a lei 6.354, conhecida como “Lei do passe” que vinculava o jogador ao time, mesmo depois de vencido o contrato. Imaginemos que o jogador era “do time” e não tinha direito a nenhuma movimentação antes de completar 32 anos de idade e ser liberado pelo clube. Essa norma foi alterada em 1993 pela chamada “Lei Zico”, regulada sob o número 8.572, que punia a quebra unilateral de contrato e penalizava os clubes que deixassem de pagar os jogadores por algum motivo. Tudo ficou melhor em 1998, com a “Lei Pelé”, número 9.615 que extinguia o passe no futebol e dava direito ao jogador de decidir sobre o próprio destino em negociação com os clubes.

Além dos amparos legais, cabe considerar os números para que vejamos o tamanho do problema. E aí o choque é brutal. Considerando a Copa do Mundo de 1978, todos os 22 jogadores escalados estavam no Brasil; em 82, dois jogavam no exterior; em 86 idem, mas em 94 onze estavam fora; em 90 doze; em 98 eram quinze; em 2002 nove e finalmente em 2006 apenas três jogavam no Brasil. Sabe o que preocupa? Não é ver o reconhecimento profissional de nossos craques, mas sim, saber que eles apenas terão visibilidade se passarem pela experiência de serem exportados. E o que mais preocupa ainda é que o estilo de futebol que essas pessoas exercitam fora do Brasil pouco tem a ver com o jeito brasileiro de jogar. Mas, isso é outra conversa. Agora cabe registrar esta tragédia que se passa na “pátria com chuteira”.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SANTO REMÉDIO

Ouvir música provoca liberação de dopamina, diz pesquisa
Voluntários sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer

O intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à alimentação, drogas ou dinheiro, de acordo com um estudo publicado neste domingo (9).
A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro).
Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?
Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer, ao escutar música.
Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro.
Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.
Os resultados publicados na revista científica Nature Neuroscience mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional.
Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro.
Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psico-estimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.
O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários. Os pesquisadores explicam:
- Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor..
Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.
(Encontrado em http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/ouvir-musica-provoca-liberacao-de-dopamina-diz-pesquisa-20110110.html)

HOLOFOTAGEM

Uma de minhas muitas atividades no semestre passado foi participar do TEDx Santos (ver a tag Albino Incoerente em Eventos). Abaixo, postagem do blog do Roberto Bertolla, ao qual agradeço pela divulgação;
TEDx Santos
No dia 28/09/2010, depois de uma longa viagem, com direito a comboio e muita neblina chegamos a Santos, eu e Marcelo Soares (@VEICULOELETRICO) para assistir uma parte do evento de conhecimento "TEDx Santos".
Trata-se de um modelo muito interessante de disseminação do conhecimento, em que pessoas com histórias de vida totalmente diferente expõe as suas ideias, histórias, visões, em uma apresentação de no máximo 18 minutos.(acredito que é um ponto fundamental, sem enrolação)
Obs: O Evento é gratuito.
Com os problemas na Imigrantes, para chegada em Santos, os palestrantes atrasaram e o evento iniciou com uns 40 minutos de atraso.
Assistimos a um show de dança na abertura e 3 palestras.
A primeira apresentação foi do Dr.Ozires Silva, fundador da Embraer, que abordou assuntos ligados a geração de valor pelo Pré-Sal na região de Santos, uma apresentação mais institucional.
Após o Dr. Ozires, entrou a Rosana Hermann - @rosana (recomendo) que se classifica desta forma: "Sou Física Nuclear, twitteira atômica, blogueira profissional. Escritora, mãe em período integral", uma pessoa que entusiasma e inspira qualquer plateia.
Abordou desde a Agilidade mental de um vendedor de Guarda Chuvas, a como encontrar uma agulha no palheiro, seguindo as instruções da internet.
Depois da Rosana foi a vez do "Albino Incoerente".
Um professor Dr. chamado Roberto Biscaro, Albino, que sem o auxílio de slides contou sobre a sua característica (albinismo) e o preconceito das pessoas. Abordou temas desde a acessibilidade, as aulas de inglês que deu para a Sabrina Sato, na cidade de Penápolis, onde nasceu, e a possibilidade de posar nú para mostrar seu bumbum extremamente branco.(e afirmou que não era brincadeira, rs)
Comentou sobre a necessidade de nos colocarmos no lugar das pessoas deficientes e que com pequenas ações é possível melhorar a vida de muitas pessoas.
Foi muito interessante saber como ele ficou conhecido...
Montou um blog, (http://www.albinoincoerente.com/ /) reuniu pessoas com a mesma característica, e divulgou o seu blog para todos os lugares do planeta, até os mais remotos.
De repente, aparece em uma reportagem da Folha de SP, é chamado para o programa Jô Soares, Palestras na Argentina, etc.
E como ele conseguiu? Em casa, em seu quarto, "blogando" - Obs: A palavra blogar foi incorporada no dicionário, e pode ser utilizada sem problemas, confiram em: http://blogs.estadao.com.br/link/tuitar-entra-para-o-dicionario/
(Encontrado em http://robertobertolla.blogspot.com/2010/10/tedx-santos.html)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

OUTRO MINUTO DA INCLUSÃO ALBINA

A Radioagência Nacional colocou no ar outra transmissão sobre albinismo, desta vez, tratando sobre preconceito e falta de informação. O site dessa ótima rádio online é http://radioagencianacional.ebc.com.br/
Pra ouvir o mais recento Minuto da Inclusão, clique no botão:

BRASIL, MOSTRA A SUA CARA!

Cinemas terão cota maior de filmes brasileiros em 2011

Uma das últimas medidas de Lula como presidente foi aumentar o número de filmes feitos no País que devem ser exibidos nas salas

Prepare-se para ver mais filmes brasileiros nos cinemas em 2011. Uma das últimas decisões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi publicada no Diário Oficial da União na semana passada - o decreto nº 7.414, que estabelece a Cota de Tela e determina a diversidade mínima de títulos nacionais a serem exibidos por cada cinema do País em 2011.
A Cota de Tela é um instrumento que diversos países utilizam para promover o aumento da competitividade e a autosustentabilidade da indústria cinematográfica. No Brasil, a reserva de dias foi estabelecida pela primeira vez na década de 1930 e, desde então, foi reeditada e aprimorada de acordo o desenvolvimento da indústria cinematográfica nacional.
Os números da Cota de Tela para 2011 foram fixados pelo Ministério da Cultura e pela Presidência da República a partir de estudos técnicos feitos pela Ancine, após a realização de audiências com entidades representativas de produtores, exibidores e distribuidores, ao longo dos meses de novembro e dezembro de 2010.
Este ano, dependendo do número de salas de exibição do complexo, os cinemas terão que apresentar, no mínimo, entre 3 e 14 filmes nacionais diferentes. A partir de 2005, o número estava fixado entre 2 e 11 longas. O aumento é compatível com o crescimento no número anual de lançamentos nacionais, que era da ordem de 30 títulos em 2001, e mais do que duplicou (chegou a 80) no biênio 2009-2010.
(Encontrado em http://www.istoe.com.br/reportagens/118041_CINEMAS+TERAO+COTA+MAIOR+DE+FILMES+BRASILEIROS+EM+2011)

CAIXA DE MÚSICA 16

Nariz
Em turnê por diversas cidades brasileiras, Amy Winehouse já provocou um microescândalo ao se descuidar e deixar um dos seios à mostra, na sacada do hotel no Rio de Janeiro. Ela está hospedada no bairro de Santa Tereza. Às sextas, há feira livre na rua, onde é possível comprar peixe fresco. Acontece que a diva não suporta o cheiro do alimento. Então, pra deixar o nariz livre pra outras coisas, ela mandou comprar todo o estoque, logo de manhãzinha.

Tempestade em Copo D’água
Se isso for verdade, vai dar o que falar! Scooter Braun, empresário do ídolo teen Justin Bieber, anda falando por aí que o rapper Kanye West está interessado em produzir canções pro próximo álbum do guri. A Billboard já lamentou o fato e chamou West de “vítima” de Bieber. Tomara mesmo que role; será megadivertido acompanhar a chuva de reações ultrajadas.

Queremos Paz
Emmanuel Jal, cantor sudanês que passou a infância em meio ao horror da guerra civil em seu país, produziu um single chamado We Want Peace. O arranjo de cordas foi feito por Peter Gabriel, que também fez vocais de apoio. A música tenta chamar a atenção do planeta pro perigo duma nova guerra civil no pobre país africano. O vídeo pra We Want Peace foi dirigido por Ana Gabriel, filha do ex-Genesis. Além do paizão lendário, aparecem Alicia Keys, Richard Branson, Kofi Annan, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e George Clooney. Anne Lennox (ex-Eurythmics) e o rapper oitentista MC Hammer também deram apoio ao projeto via Facebook e Twitter.

Emo
A banda gótica norte-americana Evanescence vendeu mais de 20 milhões de cópias com apenas 2 álbuns no CV. Sem lançar nada desde 2006, os dramáticos roqueiros do Arkansas prometem material novo pro fim deste ano. A banda da vocalista Amy Lee voltará com um álbum mais eletrônico, de acordo com o baterista Will Hunt, que classificou a manobra como “muito arriscada”. O produtor será Steve Lillywhite, que produziu clássicos oitentistas da discografia do U2, como Boy, War e October.

Pandeiro
Quem aprecia samba e quer conhecer um trabalho de qualidade, a pedida é descobrir a obra do sambista araraquarense Teroca. O cantor e compositor já lançou 2 álbuns, elogiados pela crítica especializada. No site de Teroca, há informações sobre seu novo CD, Elos do Samba, sua agenda de shows e seu programa de rádio. http://teroca.com.br/  Bom variar um pouco. Sempre os mesmos pagodeiros, cansa, né?

domingo, 9 de janeiro de 2011

ALBINO UNITED – REUNIÃO DE POSTAGENS

Veja o que já foi publicado no blog, a respeito do Albino United, time de futebol tanzaniano formado por albinos e que está marcando um golaço contra o preconceito.
http://www.albinoincoerente.com/2010/07/time-de-futebol-albino-na-tanzania.html

http://www.albinoincoerente.com/2010/07/time-de-futebol-albino-na-tanzania-ii.html

http://www.albinoincoerente.com/2010/12/albinismo-no-esporte.html

FUTEBOL SEM VER

Hoje tem time de futebol albino no Esporte Espetacular. E é desse tradicional programa que tiramos nossa história de superação dominical. Você conhecerá a história de Lucas Aribé Alves, que, a despeito da deficiência visual, não deixou que isso restringisse sua vida. Foi jogador de basquete, é campeão de dominó, toca vários instrumentos musicais, é formado em jornalismo e escreve um blog sobre esportes na internet, além de participar de programas esportivos de rádio. E tem mais: comenta partidas de futebol diretamente no local do jogo.

PALAVRINHA FINAL SOBRE O CASAL TEMER

A postagem motivada pelos comentários maldosos acerca do casal Michel-Marcela Temer foi uma das campeãs de acesso esta semana: mais de 1200 http://www.albinoincoerente.com/2011/01/marcela-e-michel-ou-inveja-e.html
As opiniões dos leitores foram positivas e contrárias à atitude preconceituosa. Pelo menos as dos que escolheram comentar publicamente. A publicação de comentários no blog está sujeita à moderação. Ajo assim para evitar spam, mas garanto que nenhuma opinião foi rejeitada ou deletada para se adequar às idéias expressas em meu texto. Este espaço é democrático.
Recebi, porém, um par de emails indagando se Marcela teria se casado com Temer se ele fosse pobre e “sem importância” (como se alguém pudesse ser desimportante!). Não os respondi por dois motivos.
Primeiramente, porque os remetentes já tinham resposta para as perguntas, meramente retóricas. “Apostavam” que ela não se casaria. Eu poderia ter usado meu senso de humor e dado a resposta costumeira quando me indagam coisas que exigem poderes sobrenaturais, que não possuo: “não posso te responder isso porque minha bola de cristal se quebrou no parto”. Sempre muito ocupado e temendo que o bom humor fosse confundido com grosseria, deixei de lado.
Mais importante, entretanto, é que tais questões são irreais. Mera especulação. Fato: o Temer que Marcela conheceu é o homem mais velho e com alto nível socioeconômico. Ponto. Debater algo construído nos termos propostos nos emails equivaleria a discutir o sexo dos anjos.
Como na postagem anterior, peço que deixemos o casal de lado e alarguemos o raciocínio. Imaginemos outro casal: dois jovens bancários decidem se casar. Vocês já ouviram alguém perguntar: “será que ele teria casado com ela se ela não tivesse uma perna”? “Será que ela se casaria com ele se ele fosse catador de papel?”
Provavelmente os leitores jamais ouviram algo semelhante e se escutassem achariam o questionador mórbido ou espírito de porco. Com toda razão!
Repararam que essas perguntas envenenadas só ocorrem quando existe disparidade social e etária entre os parceiros? É como se só pudesse existir amor dentro do confinamento de cada classe social. Voltamos à questão da postagem anterior, ou seja, a única possibilidade para um amor “verdadeiro” é a paridade dos casais. Cadeirante colm cadeirante, albino com albino...
Além disso, creio que seja outra manifestação da desvalorização do indivíduo mais velho, que, segundo essa visão, só vale pelo que tem e não pelo que é.

sábado, 8 de janeiro de 2011

"NÃO POSSO SUBIR AO PALCO TENDO FUMADO MACONHA"

A crítica musical inglesa aposta suas fichas em Jessie J, como o próximo fenômeno musical da ilha. A história da jovem chama a atenção porque superou um pequeno AVC, que fez seus médicos lhe aconselharem uma vida mais calma. E ela escolheu a de pop star! Saiba mais na reportagem da BBC.

Cantora de 22 anos é escolhida como maior promessa para 2011

Uma votação sobre novos artistas do mundo da música divulgada pela BBC, a BBC Sound of 2011, com a participação de 160 críticos, jornalistas e blogueiros britânicos, escolheu a cantora inglesa Jessie J como a maior promessa de 2011.

A cantora de 22 anos já coescreveu uma música de sucesso nos Estados Unidos, emplacou outra no top 30 da parada britânica, estrelou um musical e foi premiada no Brit Awards, o mais importante evento da indústria fonográfica britânica.
Entre os objetivos de Jessie J para este ano estão ter um disco em primeiro lugar nas paradas, fazer uma turnê, lançar um perfume, trabalhar em projetos de caridade, escrever um musical, fazer um dueto com a cantora Leona Lewis e escrever o próximo hit de Britney Spears.
São metas surpreendentes dado o histórico de saúde da artista. Há quatros anos, ela sofreu um pequeno derrame que, juntamente com a presença de uma arritmia cardíaca, fizeram com que os médicos pedissem que Jessie tivesse uma vida menos agitada e não dessem garantias de que ela voltaria a cantar de novo.
"É uma daquelas coisas que fazem você pensar, 'OK, a vida não está garantida para todo mundo", disse Jessie J ao repórter da BBC Ian Youngs. "Então esta é a hora para dar a volta por cima e sair-me bem".
Experiência em teatro
Depois de estudar teatro musical na escola Brit de artes performáticas, Jessie J participou rapidamente de um conjunto vocal feminino. Pouco antes de lançar seu primeiro single na carreira solo, com apenas 17 anos, a sua gravadora faliu.
Sem conseguir lançar sua música, a jovem escreveu canções para outros artistas. No entanto, alguns shows pequenos chamaram a atenção da gravadora americana Universal Republic. Com isso, Jessie J se mudou para os Estados Unidos.
Seu primeiro single, chamado Do It Like A Dude, quase foi oferecido à cantora Rihanna. No entanto, Justin Timberlake, com quem já trabalhou em colaboração, recomendou que a britânica gravasse ela mesma a música.
Com experiência teatral, Jessie J se tornou uma artista atraente, com um rosto que se esforça para expressar toda a emoção de suas músicas, alternando euforia, ternura e raiva em alguns poucos versos.
O pacote fica completo com uma imagem cheia de cores, uma confiança que parece inabalável e uma persona "pés-no-chão". Apesar de seu estilo extravagante, Jessie espera que as pessoas a vejam como "muito humana" e não como uma espécie de boneca.
"Eu não sou uma modelo, sou uma artista. Em um dos meus clipes, eu faço essa tomada onde apareço sem maquiagem, recém-acordada, e eu não acho que muitas pessoas se sentiriam confortáveis em fazer isto".
Terapia para os jovens
Jessie J quer que a sua música sirva como terapia para os jovens. "Eu quero que os jovens saibam que eles podem pertencer a algo - seja qual for a sua cultura, a sua religião, a sua religiosidade - e que você pode viver a sua vida como quiser e se sentir confortável do jeito que for".
Mesmo com a sua saúde frágil, a cantora só vê problemas quando se sente muito cansada. Ela também não pode beber álcool, fumar ou tomar drogas.
"Sabe quando as pessoas dizem 'você tem 18 anos e tem todo o tempo do mundo'?, pergunta ela. “Bem, não, eu acabei de ter um derrame, e eu não acho que tenha isto.”
"Eu quero ser um exemplo de comportamento e tive que basear a minha confiança na pureza", diz. "Eu não posso subir no palco tendo tomado gim e tônica ou fumado maconha. Eu tenho que ir ao palco como eu mesma, porque eu não posso fazer nada disso".
(Encontrado em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110107_musica_jessie_rp.shtml?print=1)

ALBINO GOURMET 19

Continuamos nossa jornada pelo mundo das receitas postadas no You Tube. Desta vez tem até uma daquelas comidas típicas de república estudantis: miojo incrementado. Um blog pra todos os gostos, literalmente!