quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONTANDO A VIDA 29



Na crônica de hoje, o professor José Carlos Sebe embrenha-se novamente no mundo da literatura e detecta um matiz convenientemente deixado de lado por muitos comentaristas da obra de Jorge Amado: o preconceito étnico.  

JORGE AMADO, OS ÁRABES E EU.

José Carlos Sebe Bom Meihy.

Desculpem-me, mas meu gosto por Jorge Amado é fracionado. Em mim o juízo sobre a vasta produção do escritor baiano se compõe de dois cacos que não se emendam e até se contradizem. Um pedaço reconhece o óbvio: saúda o profícuo autor que tão bem articula histórias, constrói suspenses na tessitura do cotidiano, movimenta personagens vulgares com picardias heróicas. Mas não consigo me esquecer do “outro” Jorge Amado: das capitulações políticas, da rendição ao coronelismo baiano de ACM e da incapacidade de bons romances universais ou de fora da paisagem do Recôncavo. Deve haver algo defensivo nisso, não nego. E no inventário das detratações elejo alguns aspectos incômodos e, entre outros, sobretudo o preconceito contra os negros e mulatos e os seus cacoetes em relação aos árabes. E há um momento em que ele une os dois tipos e então tenho certeza de que o dele é um olhar elitista e bastante excludente, oligarco e conservador. E ao contrário do propalado, na escrita de Amado não há lugar para a democracia racial.
Em face do tratamento dado aos árabes, Jorge Amado é perversamente dúbio, pois afaga e depois os “coloca no lugar”, como cidadãos de segunda ordem. Ou pelo menos sem posto na possível mobilidade social de um Brasil que fora de suas páginas pode mudar e ser socialmente mais plural. Ao mesmo tempo em que os integra em tramas que implicam capoeiristas, prostitutas, bandidos, coronéis, doutores, forasteiros e jagunços, junta portugueses, espanhóis e “sírio-libaneses”. E os árabes não são poucos e nem sem destaques nos enredos. Veja-se, por exemplo, entre tantos: Haddad, devorado pelos tubarões em “Mar Morto”; o libanês Mahul de “Tenda das Milagres”; dona Maria, proprietária de todo o sótão do sobradão da Ladeira do Pelourinho em “País do Carnaval”; Nicolau, fazendeiro de “Jubiabá”; o cronista Roberto Sabad de “Tenda dos Milagres”; Zebedeu, filho de árabe em “Suor”. Isto sem falar dos muitos outros. Indo adiante, é claro que para avaliar a intimidade de Jorge Amado com os árabes não cabe esquecer o seu importante “A descoberta da América pelos turcos” em que relata a chegada de Jamil Bichara à Bahia, precisamente a Itabuna, no começo do século XX. Aliás, foi com este enredo sobre os árabes que ele saudou os 500 anos da “descoberta da América” e isso não é pouca coisa.
Mas, logicamente, não se pode esquecer o mais importante dos árabes de Jorge Amado: o simpático Seu Nacib, de “Gabriela, Cravo e Canela”. Aliás, é exatamente nele que se reconhece o ápice da combinação do preconceito do escritor baiano: a desejada mulata, apesar de freqüentar a fantasia de toda elite masculina de Ilhéus, apenas se casa com o árabe. Como casamento na oligarquia suposta por Jorge Amado é a base da família respeitável e concentradora da renda fundiária, não cabia a um coronel, ou filho dele, se ligar à mulata que, segundo a doída tradição da literatura brasileira, não serve para se casar com alguém da elite branca. A aliança mulata-árabe, no caso de Gabriela e Nacib, coroa o universo de preconceitos de Jorge Amado. E tem mais; vejamos como os árabes são conhecidos em seus textos: “turcos”, “comerciantes”, “libaneses”, “sírios”, “mascates”, “patrícios”, “gringos”. E há também “malandros filhos de árabes” e “fogosas filhas de sírios”. E quantos árabes anônimos circulam por seus textos!
Sei que, contudo, sem essas menções os árabes estariam ainda mais excluídos do registro literário nacional, mas será que não existe outra face para essa moeda que faz circular subalterna a identidade árabe-brasileira? Na literatura brasileira, não deixa de ser cruel o destino tanto decretado às nossas mulatas como aos árabes em geral. A eles sempre caberia animar a cena, dar viso às histórias, mas como personagens periféricos, mesmo quando na aparência se constituem temas centrais.

OUTRO ALBINO FASHION

Shaun Ross, o modelo albino que aparece no final do clipe ET, da Katy Perry, deu a volta por cima de todos os preconceitos e abusos e está se tornando um dos modelos mais badalados da indústria.
O menino que completará 20 anos em 10 de maio, tem atraído a atenção de fotógrafos, estilistas e editores de moda, graças ao visual não-convencional pro mundo da moda.
  Shaun já desfilou pra Alexander McQueen e Givenchy.
E já foi capa de publicações importantes como a Vogue. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

ET ALBINO

Desde a criação do blog tenho afirmado que quando os albinos são representados na mídia, 2 formas se destacam: ou somos os vilões ou algum tipo de alienígena, ser dotado de poderes sobrenaturais.
Vez mais a história se confirma, desta vez no clip novo da cantora Katy Perry. No final, aparece um albino afro-descendente, pra reforçar o clima "extraterrestre" do vídeo. O nome do modelo é .Shaun Ross, sobre o qual postarei mais informações em breve.   

TELINHA QUENTE 14

Freud Explica

Roberto Rillo Bíscaro

Há pouco, terminei de ver a terceira temporada de In Treatment. Mudanças em relação às edições prévias. Baseada numa série israelense, as 2 primeiras temporadas seguiram os casos exibidos no original. A temporada exibida ano passado, trouxe material idealizado por roteiristas norte-americanos. O número de pacientes foi reduzido pra 3, possivelmente em função de redução de custos. Sucesso de crítica, In Treatment não atrai grande multidão de espectadores, devido a seu andamento bastante lento pros moldes televisivos.
In Treatment é a série dramática com menos ação dramática que existe por aí. Os pacientes e o terapeuta Paul Weston passam a maior parte do tempo sentados, reproduzindo o ambiente de uma sessão de análise. Ou seja, a ação é muito mais narrada do que atuada, nos moldes do teatro de Ibsen.
A galeria de pacientes continuou interessante. Sunil, ex-professor de matemática indiano, que após a morte da esposa tem que abandonar Calcutá e viver em Nova York, com o filho médico, casado com uma norte-americana. Apresentando um desejo muito mal velado pela nora, o homem de meia-idade torna-se agressivo e se sente preso em uma cultura que lhe parece hostil. Frances é uma narcisista atriz cinquentona que procura Paul por estar enfrentando problemas pra decorar suas falas. Sua irmã - em estado terminal de câncer – fora paciente de Weston e aí está a deixa pra que o roteirista revele a profunda competição entre as duas. Jesse é um adolescente gay que vive às turras com seus pais adotivos. Pra piorar as coisas, seus pais biológicos entram em contato pra tentar uma reaproximação.
Outra novidade da série é a mudança da terapeuta de Paul. A personagem Gina, vivida por Diane West, é mudada pra Adele, 20 anos mais jovem do que Weston, o qual, à princípio, mostra-se cético com relação à competência da profissional e traduz isso sob forma de agressividade. E é nas intensas sessões com Adele que o paralelismo entre o comportamento dos pacientes e o de Paul torna-se dolorosa e fascinantemente evidente. Se nas temporadas anteriores víamos um Paul em dúvida com relação á sua eficácia, essa terceira temporada revela um homem que em quase nada se distingue daqueles a quem tem a função de “curar”. Um dos prazeres desse In Treatment 2010 foi detectar como Sunil, Frances e Jesse são projeções de traços do Dr. Paul Weston ou vice-versa. A implacável Adele não deixa pedra sobre pedra, mas isso não significa que saia ilesa do processo.
Em meio a um elenco excelente, fica difícil escolher um predileto, mas, porque Adele foi minha favorita, fico com Amy Ryan. O oposto de Paul no que tange a envolver-se nos problemas de seus pacientes, a séria terapeuta tenta abrir os olhos de Weston sobre os perigos e sobre o dano que tal aproximação causa ao próprio terapeuta. Mas, como o roteiro da série é muito bem elaborado, há pelo menos uma cena onde Adele não segue o que prega. A humanidade, com suas qualidades e falhas, é uma dos grandes trunfos de In Treatment.
Em termos de história e desenvolvimento de personagem, meu troféu vai pra de Sunil, que, em sua última sessão nos revela uma faceta quase de thriller pra série. Um thriller narrado num divã! (exceto no último episódio...)
In Treatment pode resultar algo penoso de assistir porque diversas vezes nos reconhecemos nas personagens, especialmente naqueles padrões de comportamento que consideramos ruins ou que sequer percebêramos antes de vê-los na telinha. Seria tolice irresponsável dizer que um programa de TV substitui terapia, mas que mexe com a cabeça da gente, ah isso mexe!
A HBO anunciou o cancelamento do show, então, jamais saberemos a resposta pra interrogação que encerra a terceira temporada de uma das séries mais cerebrais da TV. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

TUM, TUM, BATE CORAÇÃO!

Batida do coração poderá ser usada para recarregar aparelhos eletrônicos
Algum dia, o simples movimento dos seus dedos – ou até mesmo do seu coração! – será o suficiente para fornecer toda a energia necessária para recarregar seu celular. Pelo menos essa é a promessa realizada por pesquisadores que dizem ter desenvolvido o primeiro nanogerador comercialmente viável.
O nanogerador é na verdade um chip flexível contendo milhões de nanofios de óxido de zinco. O importante sobre esses fios é que, quando você os flexiona, eles criam um pouco de corrente elétrica. Esse fenômeno, conhecido como efeito piezoelétrico, foi descoberto há mais de um século e desempenha um papel essencial em muitos dispositivos eletrônicos.

Imagine que fosse possível arrumar milhões de nanofios de geração de energia, dentro de camadas de material polímero, de tal forma que você pudesse flexioná-los da maneira correta a fim de captar e combinar a eletricidade. É nisso é que Zhong Lin Wang e seus colegas, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, Estados Unidos, têm trabalhado nos últimos seis anos.
Os chips mais recentes do protótipo têm o tamanho aproximado de um quarto de um selo postal. Quando cinco desses chips são empilhados uns em cima dos outros como um sanduíche, é possível produzir uma voltagem equivalente à tensão de duas pilhas AA. Para isso, basta apertar os chips com os dedos. Essa potência é suficiente para iluminar uma lâmpada LED ou um visor de cristal líquido de uma calculadora ou de um computador.
“Enquanto alguns volts pode não parecer muito (no caso, são produzidos 3 volts), nanofios adicionais e mais nanogeneratores, empilhados juntos, poderiam produzir energia suficiente para carregar a bateria da maior parte de aparelhos eletrônicos como um iPod ou um telefone celular”, explica Wang.

Durante a apresentação do protótipo, Wang disse que o mais recente dispositivo possui milhares de vezes mais potência e 150 vezes mais tensão do que as primeiras tentativas de protótipo.
“Essa evolução representa um marco para a produção de eletrônicos portáteis que podem ser alimentados por movimentos do corpo sem o uso de baterias ou tomadas elétricas”, comenta. “Os nanogeradores estão prestes a mudar a vida no futuro. Seu potencial é limitado apenas pela nossa imaginação”, projeta.
Wang ainda aponta para a possibilidade de nanogeneratores piezoelétricos poderem ser colocados na sola de seus sapatos para ligar aparelhos eletrônicos ou até mesmo implantados dentro do corpo, usando a energia do seu coração para manter uma bomba de insulina funcionando, por exemplo. Eles também poderiam ser incorporados aos pneus de automóveis para produzir eletricidade extra aos acessórios de seu carro.
Porém, ainda há um caminho relativamente longo pela frente. Wang e sua equipe ainda precisam encontrar uma maneira de tornar ainda mais eficaz na produção de energia e depois firmar parceria com alguma empresa que tenho interesse em produzir os dispositivos comercialmente. Wang estima que o primeiro nanogerador estará disponível no mercado dentro dos próximos três a cinco anos.
(Encontrado em http://hypescience.com/batida-do-coracao-podera-ser-usada-para-recarregar-aparelhos-eletronicos/)

CAIXA DE MÚSICA 27

Relaxa & Goza
Elton John deu uma de Marta Suplicy e aconselhou os membros do Kings of Leon a relaxarem. O motivo foi o feudo entre a banda e o criador de Glee, Ryan Murphy. A recusa do grupo em permitir que a canção Use Somebody fosse usada no seriado gerou uma série de insultos trocados em público entre as partes envolvidas. O veterano Elton deu uma puxada de orelha nos novatos dizendo pra largarem mão e deixarem a música ser utilizada no programa. Elton acrescentou que se sente honrado quando suas canções são regravadas não importa como ou onde. Pode ser uma cover ruim, pode ser no American Idol ou mesmo no formato de música pra elevador. “Caras, é um elogio quando alguém deseja tocar nossa música.”

Modéstia
O ex-Oasis Liam Gallagher está de banda nova, o Beady Eye. Sua imodéstia, porém, continua intacta. Sem contar sua falta de pé no chão. Perguntado se espera que a banda se torne tão famosa quanto o Oasis, Gallagher disparou: “Espero que se torne maior que os Beatles.” Sorry, Liam, mas não vai rolar.

Novatos
O mundinho da electronica tem cara nova no pedaço. O duo britânico Alpines lançou o EP Night Drive, dia 28 de março. Formado por Catherine (vocais e teclados) e Bob (guitarras e produção) a dupla está gravando seu álbum de estréia, produzido por Craig Silvery, o mesmo que trabalha com o Arcade Five.

Roupa Nova
My Morning Jacket é uma banda norte-americana que desde o início do século criativamente explora territórios do rock, country alternativo, country rock, dream pop, Americana e outros. O vocalista Jim James anunciou que o próximo álbum sairá dia 06 de junho. Algo como uma volta ás raízes, a banda retornou ao Kentucky pra gravar o CD. Tomara que tenha outra gracinha como Lowdown, que me introduziu ao grupo.

Chaves
Outra banda norte-americana de rock alternativo (mas não muito...) prestes a lançar álbum novo é o Death Cab for Cutie. Dia 27 de maio sai Codes and Keys, gravado em diversas cidades estadunidenses e mixado por Alan Moulder. O primeiro single do álbum é You Are a Tourist, que já pode ser ouvida no You Tube.         

ACERTO DE CONTAS ALBINO

O lendário sanfoneiro Sivuca é celebrado em shows, biografia e site
Luiz Fernando ViannaOcorrida no apagar das luzes de 2006, a morte de Sivuca provocou um alarido inferior à importância do músico. A correção pode ser feita agora, em 2011, quando ele completaria 80 anos. Estão previstos uma biografia e um site, além da série de shows que começa hoje, às 18h, no Centro Cultural Banco do Brasil.
"Sanfoneando - 80 anos do mestre Sivuca" procura neste e nos próximos três fins de semana dar conta de uma trajetória ampla, que driblava os estereótipos.
- Ele não se estigmatizou como o sanfoneiro nordestino que aprende de ouvido - diz o acordeonista Marcelo Caldi, diretor musical do projeto. - Teve formação clássica, estudou com Guerra-Peixe, compunha frevos, choros. Eu busco para mim a pluralidade que ele conquistou.
Hoje e amanhã, duas orquestras da Pro Arte (de Sopros e dos Flautistas) tocarão, com Kiko Horta na sanfona, novos arranjos criados para músicas de Sivuca. E serão interpretados os sucessos que não faltarão em nenhum dos shows: "João e Maria", parceria com Chico Buarque, e "Feira de Mangaio", com Glorinha Gadelha.
Caldi, Fábio Luna, Quarteto Sivucordas e a cantora Adryana BB se apresentam no próximo fim de semana; o Quinteto Sivuca, que tocava com ele, se une ao violinista Nicolas Krassik em 9 e 10 de abril; e um encontro de sanfoneiros encerra a programação.
Caldi ressalta que Sivuca teve de se reinventar quando, após a eclosão da bossa nova, o forró foi posto na gaveta dos sons de mau gosto. Morou na Europa na virada da década de 1950 para a de 1960, e em Nova York até 1976, período em que criou o arranjo de "Pata pata", grande sucesso de Miriam Makeba.
A trajetória do paraibano Severino Dias de Oliveira será contada por sua filha em biografia prevista para sair neste semestre, e ainda sem título definido. A socióloga Flavia de Oliveira Barreto se dedica há dez anos a organizar o acervo de Sivuca e contar a sua história.
- Meu maior objetivo é pôr o acervo à disposição do público para que, então, surjam novas iniciativas - diz Flavia, que imagina a página de internet que está em construção como uma extensão de seu livro. - A biografia poderá ser enriquecida por curiosidades, material de pesquisa, as entrevistas que fiz com artistas e a discografia digitalizada.
Um capítulo da biografia já foi publicado separadamente: "Sivuca e a música do Recife" teve lançamento em fevereiro pela prefeitura da capital pernambucana, onde o músico cresceu e se formou.


domingo, 3 de abril de 2011

EDUCAÇÃO SENTIMENTAL IRANIANA


Roberto Rillo Bíscaro

Creio que todos os filmes iranianos resenhados no blog envolvem crianças pobres buscando algo ou são narrativas em estilo quase documental. Longe de se resumir a isso, o cinema daquele país ficou famoso mundialmente devido a essas facetas. Ontem, assisti a uma produção que foge desse estilo, apresentando um Irã urbano, com interfones, portões eletrônicos e de classe média, mas que não deixa de lado as tradições e não se esquece do lado pobre de Teerã.
Chaharshanbe Suri (2006), do diretor  Asghar Farhadi se passa no último dia do ano iraniano, que começa em março. O título do filme é o mesmo da tradicional festa de passagem do ano persa. Na noite de terça para a última quarta-feira do ano, as pessoas vão às ruas, onde fogueiras são acesas e fogos de artifício e bombinhas são soltados. O fogo funciona como elemento de purificação e revigoração para a palidez provocada pelo longo e frio inverno, que termina. Pulando fogueiras, as pessoas pedem a força e a quentura do fogo.
Enquanto parte da classe média de Teerã se prepara para viajar no Ano Novo, a jovem Rouhi tem que trabalhar. Moradora da periferia, a menina tem que limpar casas para ajudar nas despesas do casamento, que se aproxima. Uma agência a envia para faxinar o apartamento do casal Mojdeh e Morteza. O dia passado em companhia do casal de classe média, prestes a viajar para Dubai, funcionará como uma aula de educação sentimental para a – até então – ingênua jovem. Ao retornar para seu apaixonado noivo, Rouhi terá a noção de que o matrimônio não é um mar de rosas e terá aprendido algumas das sutilezas do complicado convívio a dois e da relação com vizinhos e parentes.
Mojdeh, a esposa, suspeita que Morteza tem um caso extraconjugal com Simim, que fora abandonada pelo marido e abrira um salão de beleza no apartamento vizinho ao casal protagonista. Durante parte da narrativa fica a dúvida: afinal, Mojdeh é uma neurótica que vive espionando o marido, escutando conversas e imaginado coisas? É uma mãe relapsa que não busca o filho na escola apenas pra ir vigiar o esposo na porta do trabalho? Após mais de uma hora de filme, uma reviravolta no roteiro lançará luzes novas sobre todas as personagens. É quando sabemos se o adultério ocorre ou não.
O roteiro joga o foco mais nas reações das personagens do que em ações mirabolantes. A atuação de Hedye Tehrani como a atormentada esposa é soberba. A edição e os enquadramentos de câmera são crispados como a situação emocional das personagens. A ambientação é magistral: a bagunça e o excesso de objetos do apartamento, o barulho e o movimento de Teerã, tudo funciona como metáfora e intensificador da agonia doméstica das personagens de classe média e da perplexidade de Rouhi, que vira adulta em um dia.
À noite, Morteza dirige Rouhi para sua distante casa. Pelos vidros do carro vemos o festival de fogo por todo canto. Nessa cena, o ritual deixa de significar o início de um novo ano de esperanças e assume feições de guerra, a mesma batalha vivida pelas personagens. O olhar entre assustado e fascinado da jovem doméstica confirma essa metaforização.
Chaharshanbe Suri nos permite espiar um mundo tão desconhecido e mal-interpretado no ocidente, graças à demonização do Irã via Tio Sam e aliados. Nos apresenta pequenas subversões femininas cotidianas, sob os xadores persas. O pungente drama urbano de Asghar Farhadi indica que por detrás das diferenças culturais ou por debaixo de véus as pessoas no Irã compartilham conosco muitas angústias, incertezas e, sobretudo, humanidade. 
(Pena que a cópia que colocaram no You Tube não tenha legenda, mas, se você entende farsi o filme está dividido em 2 partes.)  

VITÓRIA DA CONQUISTA DISCUTE ALBINISMO


Câmara realiza sessão especial sobre políticas públicas para albinos
A Câmara Municipal realizou, nesta quarta-feira (30), sessão especial para discutir a elaboração de políticas públicas para albinos. A sessão foi uma iniciativa do mandato do vereador Beto Gonçalves (PV), que afirma que a sessão tende a reforçar a criação e discussão de políticas públicas em benefício da população albina, a fim de garantir seus direitos, visando melhor qualidade de vida.

Gonçalves destacou a importância da discussão sobre o assunto, ressaltando as explicação biológica para o albinismo. Segundo o parlamentar, os portadores da doença têm maior risco de desenvolver câncer de pele e cegueira. “Existe preconceito e exclusão para com as pessoas que manifestam a doença”, disse.

O vereador defendeu a elaboração de políticas públicas voltadas para os albinos. “Quando solicitamos essa sessão, tínhamos o objetivo de trazer o assunto para o debate e buscar soluções para os problemas enfrentados pelos albinos”, declarou, ressaltando que vai encaminhar para a Prefeitura o projeto de lei, de sua autoria, que dispõe sobre políticas públicas para pessoas albinas.

Maria Esther Ventim de Oliveira, dermatologista e professora do curso de Medicina da UESB, afirmou que o albinismo é uma condição geneticamente determinada, que atinge uma para cada 20 mil pessoas. “Além da alteração da melanina, o albinismo também provoca alterações visuais, auditivas e neurológicas”, afirmou, ressaltando a necessidade da fotoproteção da pele dos portadores de albinismo.

Segundo Sabrina Nascimento Bastos, terapeuta ocupacional, é imprescindível a proteção da pele, para que os portadores de albinismo não desenvolvam câncer de pele ou tenham queimaduras de sol. “Todo albino tem baixa visão, o que atrapalha a vida dos portadores da doença”, disse, defendendo a intervenção precoce nas crianças que nascem com a doença.

Para Josemeire Nóbrega Almeida, que representou a Secretaria Municipal de Saúde, é preciso mobilizar a sociedade para inserção dos portadores de albinismo nas políticas públicas municipais. “É preciso melhor assistir as pessoas com albinismo. Temos que atuar de maneira mais precisa nos primeiros anos de vida do portador de albinismo”, declarou.

Nivaldo Vieira Santana, coordenador de Laboratório de Estudos da UESB, afirmou que Vitória da Conquista tem crianças e adolescentes com a pele deteriorada pela falta do uso do protetor. “Quais são as nossas responsabilidades para minimizar este problema?”, questionou o professor, ressaltando que cabe ao Estado e à família prestar assistência às pessoas portadoras de albinismo.

“Solicito aos representantes do povo que se mobilizem em função da distribuição de protetor solar para os albinos; desenvolvam políticas públicas para que crianças tenham exames de avaliação oftalmológica e elaborem políticas de inclusão de albinos no mercado de trabalho”, declarou.

Segundo Letícia Souza, representante dos Pais e Familiares das Pessoas com Albinismo, crianças albinas deveriam ter prioridade nos exames com dermatologistas do Sistema Único de Saúde (SUS).  Souza também cobrou a distribuição gratuita de protetor solar para pessoas portadores da doença.
O professor Itamar Aguiar afirmou que o problema do albinismo vai além de questões envolvendo preconceito. “Como se dá o processo de subjetivação humana de pessoas portadoras de albinismo?”, questionou, destacando que as autoridades públicas devem ser sensíveis aos problemas dos albinos.
(Encontrado em http://camaravc.com.br/site/noticia/2445/Camara-realiza-sessao-especial-sobre-politicas-publicas-para-albinos-.html)

SUPERANDO O AUTISMO

Menino autista que tem Q.I. superior a Einstein desenvolve sua própria teoria da relatividade
Com apenas 12 anos, e um QI de 170 – superior a Albert Einstein – , o americano Jacob Barnett está tão avançado em seus estudos na Universidade de Indiana (EUA) que os professores estão o direcionando para uma função de pesquisa de doutorado. O menino, que aprendeu sozinho cálculos, álgebra, geometria e trigonometria em uma semana, agora ajuda seus colegas da faculdade depois das aulas.
Jacob, que foi diagnosticado com síndrome de Asperger, uma classificação dentro do espectro autista em que muitos têm essa habilidade especial, lançou o seu projeto mais ambicioso: ele está desenvolvendo uma versão expandida da teoria da relatividade de Einstein.
Sua mãe, sem ter certeza se o filho estava falando bobagem ou genialidade, enviou um vídeo com a sua teoria para o renomado Institute for Advanced Study, perto da Princeton University, nos Estados Unidos. Segundo o jornal norte-americano Indy Star, um e-mail enviado por um professor de astrofísica do instituto confirmou a autenticidade da teoria de Jake. “Estou impressionado com o seu interesse pela física e o quanto ele aprendeu até agora. A teoria em que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Quem os resolve estará no caminho para o Prêmio Nobel”, disse Scott Tremaine.
Com apenas 12 anos, e um QI de 170 – superior a Albert Einstein - , o americano Jacob Barnett está tão avançado em seus estudos na Universidade de Indiana (EUA) que os professores estão o direcionando para uma função de pesquisa de doutorado. O menino, que aprendeu sozinho cálculos, álgebra, geometria e trigonometria em uma semana, agora ajuda seus colegas da faculdade depois das aulas.
Jacob, que foi diagnosticado com síndrome de Asperger, uma classificação dentro do espectro autista em que muitos têm essa habilidade especial, lançou o seu projeto mais ambicioso: ele está desenvolvendo uma versão expandida da teoria da relatividade de Einstein.
Sua mãe, sem ter certeza se o filho estava falando bobagem ou genialidade, enviou um vídeo com a sua teoria para o renomado Institute for Advanced Study, perto da Princeton University, nos Estados Unidos. Segundo o jornal norte-americano Indy Star, um e-mail enviado por um professor de astrofísica do instituto confirmou a autenticidade da teoria de Jake. “Estou impressionado com o seu interesse pela física e o quanto ele aprendeu até agora. A teoria em que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica. Quem os resolve estará no caminho para o Prêmio Nobel”, disse Scott Tremaine.
(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=31492)

sábado, 2 de abril de 2011

FALTA DE PROTETOR SOLAR E DESINFORMAÇÃO MATAM OUTRO ALBINO BRASILEIRO

Nesta noite morreu, vítima de complicações de câncer de pele, o amigo e companheiro Anderson, jovem albino que muito militou pela causa das pessoas com deficiência, em particular das pessoas com albinismo como ele. Anderson, uma vez, me confessou que seu "sonho de consumo" era "botar dez conto no bolso de uma bermuda e passar a tarde no Porto da Barra", uma famosa praia de Salvador. Quando menino, todos diziam que ele precisava tomar sol, porque seu pai, sarará, também tinha nascido branquinho e depois escurecera. Certamente, essa desinformação contribuiu para o desenvolvimento de sua condição. Aos(as) companheiros(as) militantes do Movimento das Pessoas com Deficiência, em particular das pessoas com albinismo. Comunicamos que neste início da noite o companheiro Anderson partiu para fazer militância em outra dimensão. Morreu no ICESP - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, depois de lutar durante toda a vida contra o câncer de pele. O companheiro Anderson era pessoa com albinismo, militante do movimento das pessoas com deficiência, um dos fundadores e ex diretor da Associação Das Pessoas Com Albinismo Na Bahia - APALBA, ex-conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - COEDE-BAHIA. Sua luta contra o câncer e a sua morte, simbolizam sua incansável batalha por atitudes e ações do poder público e da sociedade em geral pela inclusão e cidadania da pessoa com albinismo, especialmente com vistas à prevenção do câncer de pele, principal responsável pela mortandade das pessoas com albinismo. O companheiro deixou como legado a consolidação da luta que um dia iniciou em 2001 com outros companheiros e companheiras a partir da fundação da APALBA.
(Encontrado em http://gisas1000.blogspot.com/2011/04/associacao-das-pessoas-com-albinismo.html)

ALBINO GOURMET 30

A seção de gastronomia deste sábado apresenta uma valiosa dica pros amantes da culinária japonesa. No site Cozinha Japonesa você encontrará receitas, guias de restaurantes, informações sobre produtos e pratos, links e emails pra sites e contatos de chefs profissionais ou amadores, que se dedicam á cozinha nipônica. Há bastante território pra ser explorado.
Tofu com carne

Ingredientes

200g de carne bovina em fatias bem finas

1 colher (sopa) de óleo

2 embalagens de tofu mais firme (mômen)
250ml de água
5 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de saquê
2 colheres (sopa) de mirin
1 colher (sopa) de açúcar
1 maço de cebolinha picada em nacos de 5 cm

Modo de Preparo
Aqueça o óleo numa frigideira grande e funda. Refogue rapidamente as fatias de carne e junte a água. Coloque os temperos (shoyu, saquê, mirin e açúcar). Deixe ferver e retire toda a espuma branca que se formar na superfície. Coloque os tofus cortados em cubos de 2 ou 3cm. Espere ferver novamente e deixe cozinhando por mais 5 minutos. Mexa a panela de vez em quando, tomando cuidado para não desmanchar os tofus. Junte a cebolinha no final. Dê uma misturada bem de leve e sirva em seguida.


Vinagrete de Pepino com Algas

Ingredientes

 2 pepinos tipo japonês cortados em rodelas bem fininhas

 3g de wakame (alga marinha) cortado em tiras de 3cm

2 colheres de café de sal
3 colheres de sopa de açúcar
 1 pitada de glutamato monossódico
  6 colheres de sopa de vinagre branco
  1/2 pacote de kani-kama (125g)
 2 colheres de chá de hondashi (tempero à base de peixe)
Modo de Preparo
1.Misture os pepinos já cortados com 1 colher de café de sal. Deixe descansar por 15 minutos.
2.Deixe o wakame de molho na água até hidratar e dobrar de volume. Feito isso, escorra a água, esprema-os e reserve-os.
3.Desfie o kani-kama e reserve também.
4.Prepare o tempero misturando o sal, açúcar, glutamato, vinagre e hondashi até que esteja tudo bem diluído.
5.Acrescente neste tempero o pepino, o wakame e kani-kama reservados anteriormente, misturando-os.
6.Sirva a seguir.

ZOOLÓGICO ALBINO


Planos para uma Área Albina no Zoológico de Byculla

A Corporação Municipal Brihanmumbai (BMC) planeja criar uma área especial para animais albinos no zoológico de Byculla (Índia).  
E acordo com as autoridades, a área situar-se-á em uma estrutura de 2 andares e terá por finalidade conscientizar crianças com relação á conservação ambiental. Parte dos planos para modernizar o zoológico, o prédio será chamado Centro de Interpretação.   
Na quinta-feira, Neelim Kumar Khaire, director do Katraj Snake Park em Pune, reuniu-se com Rahul Shewale, do BMC para discutir a possibilidade de transferir alguns animais albinos para Byculla.
“Já temos um pavão e um corvo. Mas, Khaire quer transferir algumas cobras e tartarugas também. Além disso, planejamos adicionar um porco-espinho. Srá uma pequena área no Centro de Interpretação, próxima á dos pingüins. Ela é planejada para ser diferente a fim de que alunos possam apreciá-la”, afirmou um funcionário do zoológico. “A idéia de um tigre albino está descartada, uma vez que se necessitaria de muito espaço”, acrescentou o funcionário.    
A construção foi confirmada por Shewale: "Pensamos em criar uma área albina, como uma unidade separada do zoológico. Já possuímos um par de pássaros albinos e tencionamos trazer alguns mais de Pune.”
Dando mais detalhes sobre o Centro de Interpretação, outro funcionário do zoológico relatou: “o andar térreo será utilizado para educar as crianças e o superior será a ala administrativa. Também teremos uma biblioteca infanti para educar e sensibilizar as mentes mirins.”
Pinguins Humboldt, do Chile, serão trazidos, pois suportam temperaturas temperadas e procriam com facilidade no zoológico de Singapura. Algumas espécies de peixes marinhos também serão importados.  
“Os zoológicos indianos possuem muito poucos animais albinos. Não há diferenças entre animais albinos e normais (sic). Existem algumas mudanças genéticas mutacionais que implicam na ausência de melanina. Os animais albinos possuem o mesmo nome científico”, esclareceu o funcionário.   
O projeto de renovação do zôo de Byculla aguarda o aval definitivo do órgão responsável pelos zoológicos na Índia.
Os funcionários receberão treinamento sobre as características e os habitats dos animais a fim de que possam informar os visitantes a respeito de como vivem na natureza.  

(Uma deliciosa canção indiana pra ilustrar a postagem.) 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

DIRIGINDO NO SILÊNCIO

A Perda da Audição Não Impede Deficientes de Dirigirem. Saiba Como Tirar a CNH Nesse Caso

Talvez você ainda não saiba, mas os deficientes auditivos podem adquirir sua permissão para conduzir seu automóvel, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), assim como todos os outros cidadãos. Essa notícia pode soar como algo insensato, já que boa parte de nossa atenção está relacionada a audição.
Porém, o DETRAN disponibiliza um treinamento específico para essas pessoas especiais possam usar seu direito de forma segura e consciente, fazendo com que a inclusão social possa ser posta em prática.
Isso é possível porque no Código Nacional de Trânsito não há nenhuma restrição em relação aos deficientes auditivos.
Caso tenha ficado curioso para saber como é feito o procedimento para a aquisição da carteira de habilitação especial, segue abaixo o passo a passo:

1) No caso do deficiente auditivo, para se obter uma carteira de habilitação é necessário estar acompanhado pela família, ou alguma pessoa que comprove sua deficiência;
2) Ir ao DETRAN no departamento de Gerência de Exames, para solicitação dos requisitos necessários;
3) Em seguida, procurar uma auto-escola credenciada e competente, cadastrada no sistema do DETRAN, para acompanhar até ao término do processo, juntamente com um intérprete de LIBRAS, que será providenciado pela auto-escola, ou pelo candidato particular;
4) Terminando todo procedimento, a auto-escola deverá solicitar via ofício à Gerência de Exames, acompanhamento de um Intérprete de LIBRAS para realização dos exames médico e psicotécnico, no qual o DETRAN disponibilizará intérprete de LIBRAS, somente para acompanhamento em atendimento em geral específico do órgão;
5) Ao ser aprovado nos exames, a auto-escola deverá encaminhar um ofício, solicitando prova especial sobre acompanhamento de um intérprete de libras para Coordenadoria de Exames. O Coordenador entregará um termo de Responsabilidade para a auto-escola assinar, juntamente com o candidato; o mesmo procedimento será para solicitação de prova prática.
6) Para Renovação, o deficiente auditivo deverá procurar os departamentos específicos citados acima, com todos os documentos pessoais sendo cópia, comprovante de endereço e a carteira de habilitação vencida original, para solicitação de Intérprete nas necessidades precisas.
Para ajudar os outros motoristas a identificar os deficientes auditivos no trânsito, o DETRAN criou um adesivo que deve ser colado no vidro traseiro do carro indicando que uma pessoa especial está guiando, o que pode ajudar muito a evitar acidentes.
(Encontrado em

PAPIRO VIRTUAL 20

Livro Infantil de Audiodescrição Trata de Diferenças e Inclusão
Ana Lúcia Caldas

Compreender as diferenças e viver com elas. Essa visão especial levou a escritora Monica Picavêa a escrever o livro Simplesmente Diferente, considerado o primeiro de audiodescrição destinado ao público infantil com deficiência visual. A ideia surgiu da convivência com as pessoas com deficiência e também para que as filhas gêmeas, hoje com 2 anos, encarassem essa relação como algo natural.

De acordo com a autora, “é o livro de uma pessoa que não tem ninguém na família com deficiência, para crianças que não têm deficiência, mas também para as que têm, enfim, para criar um mundo onde a inclusão seja uma coisa natural”.
Mônica disse que a publicação, que vem acompanhada de um CD, não deve ser confundida com o audiolivro, em que uma pessoa lê a história para outros. Na audiodescrição, todas as imagens são descritas de forma a serem compreendidas pelas crianças com deficiência visual. É descrito aquilo que compreendemos visualmente e que não está contido nos diálogos, como expressões faciais e corporais.
“As ilustrações do livro, de Hugo Serra, estavam ficando tão bonitas que era necessário ir um pouco além”. A ideia de audiodescrição é da especialista Lívia Maria Villela de Mello Motta. “A gente estava fazendo um livro sobre inclusão, onde a criança com deficiência visual poderia saber a história, mas não poderia ver, foi quando a professora Lívia sugeriu a audiodescrição. Ela disse que não tinha conhecimento de nenhum livro infantil com audiodescrição. Esse é o primeiro”.
Simplesmente diferente é uma coletânea de sete historinhas rimadas, inspiradas em pessoas reais e ensinam a enxergar a diversidade com mais naturalidade. O livro é editado pela J.J Carol e pela Fundação Stickel.
No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial.
A atriz Roseli Behaker Garcia inspirou uma das histórias deSimplesmente Diferente: Que nem Pipoca!, onde tia Rô não pode enxergar e mesmo assim vive no palco a atuar. “A Mônica quis dizer para as crianças que é possível trabalhar em grupo e que cada um, com sua diferença, pode ter uma função no grupo que está. Ela faz uma analogia da pipoca, que é milho e tem que conviver com a transformação.”
Roseli diz que a ideia da escritora de fazer histórias com pessoas do cotidiano, que têm uma deficiência, é uma grande iniciativa. “O fato dela ter lembrado de mim em uma das histórias me deixou muito feliz. “
Mônica explicou que o motivo do livro, a inclusão, tem funcionado com suas filhas. “Para elas é natural, tanto a cadeira de roda, quanto as pessoas com deficiência visual ou qualquer outro tipo”.
(Encontrado em http://www.inclusive.org.br/?p=18907)