quinta-feira, 26 de maio de 2011

ENVELHECER BEM

Pessoas mais velhas mostram atividades que prolongam a vida


A mineira Maria Gomes Valentim, que mora na cidade de Carangola, na Zona da Mata, ganhou destaque na última semana após ser reconhecida pelo Guinness World Records como a pessoa mais velha do mundo. Aos 114 anos, Dona Quita, como é chamada, mantém o bom humor, admite que toma uma taça de vinho de vez em quando e não dispensa uma boa feijoada.
Em um país onde a expectativa de vida é de 73 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dona Quita é um exemplo para muitos que desejam a longevidade. E mesmo aqueles que já estão na terceira idade têm a chance de adotar novos hábitos para prolongar a vida, com qualidade.
A geriatra Ana Cristina Faria, diretora científica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Minas Gerais, diz que “cada um envelhece da maneira que vive”.
– No entanto, até quem já está com 80 anos pode observar benefícios se mudar o estilo de vida.
Como o envelhecimento é construído ao longo dos anos, quanto mais cedo começarem as mudanças, melhor o resultado. Segundo a médica, a alimentação saudável é um importante aliado. Os idosos também precisam estar atentos à hidratação e devem manter os exames em dia para prevenir novas doenças.
Zenilda Soares Guimarães, de 66 anos, esperou muito tempo para cuidar da saúde. Somente aos 55 anos começou a fazer exercícios, incentivada por uma tia. Desde então, ela frequenta atividades organizadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) para grupos de terceira idade.
Atualmente, nem mesmo a distância entre a casa dela, em Contagem, e o Centro de Belo Horizonte, onde faz ioga e ginástica quatro vezes por semana, a impede de ir às aulas.
Zenilda diz que os exercícios a ajudam a envelhecer com saúde.
– Ninguém diz que eu tenho a minha idade. Quando entro no ônibus, as pessoas nem acreditam que eu não preciso mais pagar passagem.
Além dessas atividades físicas, Zenilda tenta se alimentar corretamente, manter o peso e ainda vai ao baile para dançar forró.
– Eu quero é curtir a minha vida. Pretendo chegar aos 80 ou 90 anos bem.
E tudo indica que ela vai conseguir. Até hoje, Zenilda não precisa tomar nenhum medicamento.
Assim como Zenilda, a aposentada Maria Aparecida da Silva mantém a saúde e a independência aos 83 anos. Mesmo com limitações físicas, ela faz ioga, atividades domésticas, frequenta bailes e faz artesanato. Tudo isso para manter a saúde do corpo e da mente.
– Meu médico fala que com o astral que eu tenho não vou morrer tão cedo. Já fiz a operação de ponte de safena, mas nunca senti nenhuma dor no coração.
O cardápio de dona Maria surpreende. Além de uma feijoada e um churrasco, ela admite gostar de uma cervejinha e confessa tomar algumas doses escondido da filha. Quando está triste, procura algo para fazer até o sentimento ir embora.
– Quero chegar aos cem anos, e com saúde. Se não for assim, não me interessa.
Exercícios para a saúde mental
Manter a saúde mental na velhice é o trabalho do terapeuta ocupacional Adnaldo Paulo Cardoso, especialista em reabilitação cognitiva em idosos com déficit de memória. Ele afirma que, assim como o corpo, o cérebro sofre alterações com o passar do tempo.
– Há diminuição na velocidade de processamento das informações.
Alguns dos pacientes de Cardoso participam de oficinas temporárias que estimulam as funções cognitivas do cérebro, como atenção, memória e cálculo. Outros precisam de atendimento personalizado por sofrerem de alguma doença.
Um fato observado pelo especialista é que, a cada ano, a idade dos pacientes diminui.
– Atualmente, já tem pessoas na faixa dos 50 anos que chegam ao escritório com queixas.
Segundo o terapeuta ocupacional, isso pode ser resultado do estresse, uso de álcool ou drogas e até mesmo porque as pessoas estão mais informadas sobre o assunto.
Cardoso alerta que o período após a aposentadoria merece cuidados especiais porque o cérebro para de receber certos estímulos.
– Esse é o momento de a pessoa investir em projetos que foram engavetados ao longo da vida por causa do trabalho. Aprender dança de salão, tocar algum instrumento e aulas de língua estrangeira podem ajudar muito.
Outra atividade que previne o declínio cognitivo é a leitura.
(Encontrado em http://noticias.r7.com/saude/noticias/idosos-ainda-tem-tempo-de-adotar-novos-habitos-de-saude-20110525.html)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

LUTANDO CONTRA O GLAUCOMA

Novo implante aprovado no país controla glaucoma

Mariana Versolato

Menor que um grão de arroz, um novo dispositivo de aço, implantado no olho, controla a pressão ocular em pessoas que têm glaucoma. Batizado de Ex-press, o produto será lançado no Brasil nesta semana, no 14º Simpósio Internacional de Glaucoma, que acontece entre os dias 26 e 28 de maio em Belo Horizonte (MG).
O dispositivo foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em abril. Nos EUA, ele foi aprovado em 2003, e na Europa, em 1999.
Estima-se que o glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo, afete 1 milhão de brasileiros. Há vários tipos de glaucoma. A forma crônica simples, que representa cerca de 80% dos casos e é mais comum nas pessoas acima de 40 anos, é causada por uma alteração anatômica no olho.
Ao longo dos anos, essa alteração impede que um líquido produzido pelo olho, chamado humor aquoso, seja drenado e caia na corrente sanguínea. Isso aumenta a pressão intraocular.
Cicatrização
O implante é colocado, por meio de cirurgia no olho, entre a córnea e a esclera, sobre um orifício feito pelo cirurgião, por onde o líquido sai. Assim, a pressão baixa.
Na cirurgia convencional, abre-se um orifício no mesmo local para que esse líquido possa escapar.
"Mas, sem o dispositivo, não dá para controlar o fluxo e a abertura, que tende a cicatrizar", diz Vital Paulino Costa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma e chefe do setor de glaucoma da Unicamp.
Para Regina Cele Silveira, oftalmologista do setor de glaucoma da Unifesp, o grande problema da cirurgia é a cicatrização.
"Nessa cirurgia, a cicatrização é 'vilã'. O buraco ainda pode se fechar, mas, com o dispositivo, essa possibilidade é muito menor."
Ela afirma que cinco anos depois da cirurgia convencional, 65% dos pacientes perdem a capacidade de drenagem pelo orifício e podem precisar de novas operações.
Segundo Costa, o dispositivo ainda causa menos inflamações e diminui a necessidade de medicamentos no pós-operatório.
Críticas
Segundo o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia Paulo de Arruda Mello, há um grande interesse no dispositivo, que simplifica muito a cirurgia.
"Mas ainda é necessário fazer mais estudos para afirmar que ele traz mais benefícios do que a cirurgia convencional", afirma. Para Cele, o dispositivo é "perfeito" do ponto de vista técnico, porque faz a cirurgia de glaucoma durar mais. Porém, diz que não se sabe por quanto tempo os benefícios permanecem.
"Não dá para jogar a técnica antiga no lixo. Faltam dados de mais longo prazo."
Outro ponto negativo é o preço ""nos EUA, o dispositivo custa US$ 1.200 (R$ 1.956), segundo Cele. "Não sabemos quanto ele custará no Brasil, mas estamos pressionando o fabricante por um preço mais acessível."

CONTANDO A VIDA 35

O clima da crônica do Professsor Sebe hoje está bastante bem-humorado. Ele nos revelará um de seus maiores fetiches...


A MAIOR INVENÇÃO DO MUNDO: o controle remoto...


José Carlos Sebe Bom Meihy


Como professor de História, me deparo sempre e com muita freqüência com a questão vinda de alunos: professor, qual o invento mais importante do mundo? Demanda perturbadora esta e de tantas faces que não seria possível delinear alguma. Sempre a fim de ganhar tempo, proponho a divisão em campos e devolvo a pergunta inquirindo áreas: saúde, física, arte, técnica, eletrônica? Enquanto o interlocutor decide, busco luzes e vou articulando possíveis. Lembro-me de uma brincadeira que dizia que a mais significativa invenção da química foram as loiras, mas não é sempre que vale a pena brincar. Considerações tolas a parte, cabe assinalar que hoje não vivemos sem algumas conquistas que facilitam incomensuravelmente a vida. As donas de casa podem consagrar o fogão a gás, os fornos micro-ondas, as panelas de pressão como dádivas da inteligência humana. Certamente, de estudantes a vendedores, de clientes a banqueiros, a valorização das calculadoras é saudada com entusiasmo. E os computadores? E elevadores e as escadas rolantes? A desintegração do átomo e as conquistas no mundo das ciências espantam. Já pensaram como é divino saber a idade dos animais pré-históricos? E os cálculos que garantem que a lua é quarenta e nove vezes menor que a Terra? Não é fantástico? Nem preciso falar de celulares, internet, cinema em 3D.
Dia desses, estava traduzindo essas conquistas para minha vida diária. Viajante contumaz, lembrei-me de um colega que se referia ao que jocosamente chama de “kit babaca”, ou seja, os elementos essenciais daqueles executivos que vão de aeroporto em aeroporto com uma pequena coleção de itens: ipod de última geração na cintura (pelo menos um), laptop e a inefável mala de rodinhas. Sobre elas, aliás, devo falar um pouco mais, pois de tal maneira facilita minha vida que seria impossível supor tantas viagens sem a adorável facilidade dada pelas tais rodinhas. Na verdade, seria capaz de fazer uma declaração de amor esparramado pelas rodinhas. Sinceramente, equiparo-as ao mais avançado invento da humanidade em todos os tempos. Pensem um pouco o que seria a vida sem as rodinhas das malas...

Mas, existe outro invento que também merece meu afago especialíssimo. Sem ele não sei o que seria viver: o controle remoto. Lembro-me da doce sutileza de Fernando Sabino ao escrever “A falta que ela me faz”, sem revelar quem seria “ela” fica a sugestão de ser uma empregada doméstica ou a mulher amada. No caso, imaginem a falta que um controle remoto pode fazer. Meditando sobre meus dias, filtro minhas atitudes frente aos controles remotos. Eles permitem que eu, à distância, mude os canais da TV. Nem preciso me levantar. Maravilha. Por ele, frente à TV, posso marcar o tempo suficiente para dormir e ter o vídeo desligado automaticamente. O mesmo digo com a seqüência das músicas no meu mp4. Repete-se a mesma mágica no aparelho de ar condicionado. Amo meus controles remotos. Amo-os ao desespero. Dei-me conta disso dia desses, quando deparei com um estojo para guardar um conjunto de controles. Sinceramente, do fundo do meu recôndito íntimo, fiquei emocionado: era a perfeição. Artisticamente disposto no mostruário havia um controle remoto na caixa. Não sabia se o recipiente era complemento ou ele mesmo uma invenção nova. Derreti-me frente a ele e, sem saber bem por que, comprei quatro.
É lógico que estas meditações provocam crise pessoal. Seria louvável dizer que inventos como o cobalto, a adiblastina, a penicilina, o laxante, a cibalena ou mesmo o sonrisal seriam descobertas mais elevadas, mas, como deixar de lado meus controles remotos? Eles me acompanham nas melhores horas da vida. Meu lazer seria diverso sem eles. Pensem: levantar, dirigir-se até a TV para uma simples e fútil mudança de canal! Abrir o carro com chave que contém controle remoto me parece simplesmente o máximo. E não é maravilhoso mudar de música com simples toque de dedos? Não é?! E ligar o fogão com controle... Aiai. Soube outro dia de um caso interessante: a pessoa pode acionar de longe a polícia se o alarme da casa disparar. Tudo por controle remoto. E o caso de pessoas que tem fontes em casa e que, para economizar, as ligam na hora necessária por controle remoto? É verdade que tudo tem lado ruim, mas, cá entre nós, se juntarmos duas coisas: as malas com rodinhas e os controles podemos ter tudo junto. Acho que vou comprar mais controles e abrir a mala da felicidade... mas, ela terá que ter rodinhas! 

terça-feira, 24 de maio de 2011

MUITO ALÉM DA COTA

Deficientes querem muito mais do que vaga
Apesar da Lei de Cotas, que completa 20 anos em julho, profissionais afirmam que falta de atenção da empresa frustra expectativas
Jennifer Gonzales


O paulistano Cássio Carvalho é formado em economia pela USP e atualmente trabalha como gerente de vendas em uma multinacional de software. Ele sofre de retinose pigmentar (tem apenas 15% da visão nos olhos), o que o torna integrante do grupo de profissionais com algum tipo de deficiência - e, por isso, beneficiado pela Lei de Cotas.
"Devido à lei, entrei para uma vaga na empresa como analista de vendas, mas depois migrei para a área comercial", recorda. Nos cinco anos em que está na empresa, no entanto, não viu seu salário acompanhar o aumento de responsabilidade. "Minha estratégia é adquirir sempre mais funções", diz ele, que lê por meio de um software no computador e de um aparelho que amplia as palavras em impressos.
A insatisfação do economista de 30 anos em relação ao seu salário e às condições gerais do profissional deficiente no mercado de trabalho o levou a procurar o presidente da empresa em que trabalha para apresentar um plano para melhorar as condições desses trabalhadores.
"Das 15 pessoas que entraram na minha época, hoje só tem sete, em parte porque estavam insatisfeitas com a falta de perspectivas de ascensão e de desenvolvimento do seu potencial", conta. "Apresentei uma proposta para que ele reavalie as condições de trabalho do grupo e crie oportunidades em termos de cargos e funções. Ele concordou em estudar o assunto e colocar o plano em prática no futuro."
Carvalho faz parte de um grupo que só cresce. Uma pesquisa feita pela Page Personnel, empresa especializada em recrutamento de profissionais com esse perfil, pertencente ao grupo multinacional Michael Page, aponta que, entre os consultados, 82% dos deficientes se dizem insatisfeitos com emprego. Realizado de 14 de março a 8 de abril, com 243 participantes de diferentes níveis de qualificação - do trabalhador com baixo nível de escolaridade ao altamente habilitado -, a pesquisa apresenta dados como a alta rotatividade.
Do total dos que responderam à enquete, 33% já trabalharam em cinco ou mais empresas ao longo de suas carreiras e 21% em quatro companhias. E em um período de mais uma década, 22% trabalharam em cinco ou mais empresas. Dos que saíram do emprego, 39% disseram que não estavam satisfeitos com as atividades que executavam na empresa ou com o clima organizacional (a qualidade do ambiente experimentada pelos empregados da empresa).
"A rotatividade no emprego entre funcionários deficientes é muito alta em comparação a de outros funcionários. Tanto entre qualificados como não qualificados", afirma o diretor da Page Personnel, Danilo Castro.
"Uma das explicações está justamente na Lei de Cotas, que completa 20 anos em julho: as empresas são obrigadas a contratar deficientes, mas, em geral, só se preocupam em preencher as vagas estabelecidas pela lei para esse trabalhador. Elas têm dificuldade em alinhar as habilidades desses trabalhadores com a função que vão executar e com suas expectativas de progresso", afirma.
Do total de participantes, os que têm formação superior e pós graduação somam 70%, 21% possuem ensino médio, 7% ainda estão cursando o ensino médio e 2% têm mestrado (stricto sensu). "Eles são desde operadores de call center a economistas com mestrado", afirma Castro.
"Existem profissionais altamente qualificados nesse grupo no mercado - e não é um público pequeno. As pessoas em geral acham que os deficientes trabalham apenas em empregos operacionais, de baixa qualificação", observa o diretor da Page Personnel. A visão dos gestores de empresas também não é muito diferente, acrescenta. "O gestor não enxerga esse profissional como alguém que vai galgar posições dentro da companhia, mas que está lá apenas para preencher uma cota."
Mas nem todos os profissionais qualificados procuram a Lei de Cotas para conseguir um emprego. É o caso da economista Adriana Garcia Leme, que tem diploma pela Unicamp e especialização em gestão de empresas. Ela possui uma má formação congênita na mão esquerda.
Adriana está desde 2007 em uma multinacional de telecomunicações exercendo a função de coordenadora financeira. Ela diz que, nos 12 anos em que está formada, passou por quatro empresas - ou uma média de três anos por emprego. "Sempre procurei boas oportunidades, mas nunca busquei vagas especificamente para deficientes", diz.
A campineira de 35 anos, e que trabalha desde os 18, diz que só nos últimos quatro anos, a prática da lei virou "moda". "Hoje, a consciência social é muito maior. Acredito, porém, que a lei ainda acaba sendo mais usada para pessoas com menor qualificação."
Competência
Invariavelmente, qualificação mais determinação rendem bons resultados. O contador graduado pela PUC-SP Ramonsile Ielpo da Silva, de 37 anos, formou-se aos 28. "Paguei a faculdade com meu trabalho e fazia os créditos à medida em que podia bancá-los. Por isso demorei mais para me formar", lembra. "Costumo dizer que não se deve confundir deficiência com incompetência", brinca ele, que tem uma perna um pouco mais curta que a outra e sofre de artrite no quadril. "Meu maior problema é andar um pouco mais devagar que os outros. Fora isso, consigo driblar os obstáculos."
O paulistano diz que, nos sete anos em que está formado, passou por três empresas, sempre na área financeira, e hoje tem participação minoritária em um escritório de contabilidade. "Juntei dinheiro e comprei um pedaço da sociedade." Silva diz que o fato de ser sócio ainda não trouxe o mesmo retorno financeiro da época em que era gerente financeiro. "Trabalho dez horas por dia, mas faço as coisas do meu jeito. E a perspectiva de negócios é muito boa no futuro."
(Encontrado em http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=31909)

TELINHA QUENTE 19



Sessão Comédia

Roberto Rillo Bíscaro

Era uma vez, a Sessão da Tarde começava mais cedo e ainda exibia filmes do John Wayne; também não havia Malhação. Há muito tempo, no longínquo 1987... Naquele ano a Rede Globo importou 5 sitcoms norte-americanas e começou a passá-las às 17:15. Eu trabalhava na biblioteca municipal de Penápolis e entrava às 18:00, por isso sempre perdia os finais. Assistia até o máximo que podia, pra depois voar pelo quilômetro que separava minha casa do emprego. Às vezes, chegava atrasado.
Como a Globo não exibia os créditos iniciais – pelo menos, não que me lembre – procurei-os no You Tube pra disponibilizá-los aqui, ao mesmo tempo que mato saudades minhas e de outros oitentistas.
Segunda-feira era o dia de minha favorita. As Super Gatas tornaram-se uma de minhas sitcoms prediletas, talvez mesmo minha mais amada. As Golden Girls (nome original) tornaram-se icônicas na TV mundial. O programa estreou em 1985 e, juntamente com sitcoms como The Cosby Show, determinou a mudança dos padrões de gosto do público televisivo, que, na primeira metade da década garantia índices de audiência estelares às soaps noturnas tipo Falcon Crest, que mostravam que os ricos também choram.
Os enredos giravam em torno de 4 mulheres na “melhor idade”, compartilhando uma casa em Miami. Sou fã a ponto de saber nome e sobrenome de todas: a ácida Dorothy Zbornak (Bea Arthur), a devoradora sulista de homens Blanche Deveraux (Rue McClanahan), a ingênua-à-beira-da-estupidez Rose Nylund (Betty White, a única Super Gata ainda viva) e a mãe de Dorothy, Sophia Petrillo (Estele Getty), de uma franqueza demolidora.
Durante os 7 anos que permaneceu no ar, Golden Girls recebeu 65 indicações ao Emmy, as atrizes tornaram-se mundialmente adoradas e houve versões na Inglaterra, Grécia, Rússia e, ano passado, na Espanha (Las Chicas de Oro!). Na verdade, a segunda versão espanhola, porque em 93 houvera Juntas, Pero No Revueltas.  
Tenho todas as temporadas. As Super Gatas é um desses programas que quero poder rever até o fim da vida. Uma das coisas boas de ter sido jovem nos anos 80! Minha Golden Girl favorita? 2: Dorothy e Blanche.

Terça era dia de que menos gostava. Na verdade, Perfect Strangers me irritava com aquele personagem fazendo caretas, dançando feito idiota e a vozinha irritante. Entre nós, a série recebeu o nome de Primo Cruzado, em alusão ao Plano Cruzado, uma das muitas bagunças econômicas oitentistas. O primo em questão era Zeca Taylor, que veio de Minas Gerais pra viver com Larry, em Chicago. No original, o personagem imigrante chamava-se Balki Bartokomus e vinha de uma ilha grega. No Brasil, a empresa de dublagem transformou-o em imigrante brasuca ingênuo. Pastelão demais pro meu gosto, a série durou 8 temporadas nos States.       

Quarta-feira era a vez do simpático Caras & Caretas (Family Ties), que girava em torno das diferenças ideológicas entre os pais hippongos e os filhos aspirantes a yuppies da família Keaton. Nos EUA o show ficou no ar entre 82 e 89, dando ao mundo o astro Michael J. Fox, que em 2000 anuncio que tinha Parkinson e passou a dedicar-se a arrecada fundos e a promover conscientização sobre a doença. Minha favorita era a filha mais velha, Mallory. Ao contrário dos pais liberais e cultos, ela era fútil e viciada em compras. Lembro-me dum episódio em que a irmãzinha Jennifer começa a usar em casa as gírias aprendidas na escola e Mallory lhe dá uma aula sob re onde e como usar o palavreado. “Tipo oi, saca?!”

Quinta era dia d’O Poderoso Benson (apenas Benson, no original), uma espécie de mordomo afroamericano dum governador meio atrapalhado. Quando começou a ser exibida por aqui, o prazo de validade de Benson já vencera nos EUA, uma vez que a sitcom foi exibida entre 79 e 86.

A semana da Sessão Comédia encerrava com uma das coisas mais toscas dos anos 80: Super Vicky (Small Wonder). Vicky era uma menina-robô de 10 anos, que morava com a família de seu inventor e vivia às voltas com a bisbilhotice da vizinha Harriet, talvez a criança mais podre da década! Tipo, juntamente com Punky Brewster, Small Wonder afundava mais o poço da lama televisiva. A produção era barata e os atores tão ruins! Uma delícia cult que tenho vontade de rever!   

As sitcoms da Sessão Comédia pré-novela das 6 duraram uns 2 anos no Brasil. A gente não tinha noção desse lance de temporadas. Assistíamos conforme a Globo exibia tudo desordenadamente, víamos em outro canal quando a emissora deixou de exibi-las e muitos de nossa geração guardam a lembrança das vozes dos dubladores. Sei de gente que recusa ver/ter as versões na língua original, porque os episódios em português lembram a infância/adolescência/juventude.  

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CAIXA DE MÚSICA 33

Resultado de imagem para kate bush director cut
Menos é o Novo Mais

Roberto Rillo Bíscaro


Em 1978, quando estava na quinta-série e tinha 11 anos, apaixonei-me por uma canção dramática interpretada por uma mocinha de voz agudíssima e que tinha um lindo solo de guitarra. Metade do planeta acompanhou-me na paixão. Wuthering Heigths lançou a britânica Kate Bush ao estrelato. Só anos depois, soube que a letra é uma alusão ao romance homônimo de Emily Bronte. Rumores sobre Bush, porém, vieram muito antes de eu começar a penetrar em seu rico universo referencial. Ainda aos 11 anos, ouvi dizer que “a menina que canta essa música morreu”. Na afastada Penápolis, a súbita decisão da artista de não mais fazer turnês deve ter chegado distorcidamente interpretada como óbito.

A única turnê de Bush durou apenas 6 semanas. Para promover o álbum de estreia e provar que não era outra marionete no mundo pop, a cantora montou um show visual e tecnologicamente ambiciosos para a época. A 14 de maio de 1979, porém, anunciou que jamais cairia na estrada novamente. Exaustão, medo de voar, aversão à exposição e publicidade excessivas e a trágica morte de um engenheiro de som durante a excursão têm sido argumentos explicativos para essa decisão tão pouco usual no mundo do rock, movido à promoção. Quaisquer que tenham sido as razões, Kate Bush optou por se trancafiar em estúdios e produzir álbuns e vídeos recebidos de joelhos por críticos e um público fiel. Aparições apenas estritamente necessárias para a promoção de novo material. Apresentações ao vivo em programas de TV ou participações especiais em shows, poucas. Antes de Madonna, La Bush foi a primeira mulher a obter total controle sobre sua carreira.
O espaço de lançamento entre um álbum e outro foi aumentando. Obcecada por perfeição, Kate gravava e retrabalhava meticulosamente cada trecho das canções. Entre 93 e 2005, a artista ficou em silêncio, concentrando-se em sua vida privada, tendo um filho, Bertie. Personalidade tão reclusa sempre gerou rumores inúmeros como alcoolismo e distúrbios mentais. Dizem até que estudou o modo de comunicação dos golfinhos. Vai saber...

No início deste ano, Kate anunciou o lançamento de Director’s Cut, onde regravaria algumas canções de 2 álbuns: The Sensual World (1989) e The Red Shoes (1993). Também disse que trabalhava em material para um novo álbum e até considerou a possibilidade de nova turnê, aos 52 anos. A promessa de novo lançamento colocou crítica e fãs naquele estado de antecipação e frenesi que precede qualquer movimento da artista mais inovadora que a Inglaterra produziu.
A divulgação da regravação de Deeper Understanding no You Tube, no início de abril, dividiu os fãs e deixou os mais puristas (e desatualizados) de cabelo em pé: Kate Bush estava usando Auto-Tune! Ora, a canção fala sobre uma pessoa cuja única ligação com o mundo é o computador e o recurso de tratamento vocal aparece após o verso “I press execute”. Uma coisa é usar Auto-Tune como Ke$ha e Jessie J, outra bem diferente é utilizá-lo quando contribui formalmente com a canção. Até parece que Kate Bush é novata no uso da tecnologia para dar novas tonalidades á voz e construir multitexturas sônicas.

A tônica de Director’s Cut é despir os originais de elementos orquestrais e sintetizadores. A produção mais pesada, característica da década de 80, deu lugar a arranjos mais orgânicos que permitem maior respiração às melodias.  Menos é o novo mais para a Kate Bush madura. Song of Solomon ganhou delicadeza que valoriza a canção e os vocais e permite que as portas do paraíso se abram de verdade quando o Trio Bulgarka faz sua participação arrepiante. Tirado o glacê da produção, Lily continua musculosa e a voz de Bush incandesce na letra que traz uma imagem poderosa: a cantora em meio a um círculo de fogo, protegida pelos arcanjos Gabriel, Miguel, Rafael e Uriel.
Não se trata de dizer se as canções ficaram melhores ou piores; ficaram diferentes. Moments of Pleasure transformou-se em uma elegia ao som de piano, muito mais lenta do que o original já desacelerado e emoldurado por orquestração luxuosa. A adição de um coral meio em tom natalino deu outro tipo de esplendor à faixa. Modos distintos de experimentar o sublime.

The Sensual World foi rebatizada como Flower of the Mountain porque Bush finalmente conseguiu permissão para utilizar o solilóquio de Molly Bloom, que aparece no final do Ulysses, de James Joyce. Oui, mes amis, Kate Bush é cult(a)! Seu registro vocal mais maduro e quente, combinado com a melodia fluida e algo orientalizada continua despertando desejos de sair deslizando por uma floresta, como no clipe original.
The Red Shoes e sua letra alertando acerca dos perigos de se obter o que se deseja não perdeu nada de sua telúrica força folk. Pelo contrário. Quando Bush grita “really happening to you” dá uma baita vontade de calçar os mágicos sapatos vermelhos e circundançar celtas fogueiras em noites plenilunares de verão pré-medieval até o calçado gastar.
A mudança mais radical fica por conta de Rubberband Girl. Os elementos de funk eletrificado e os vocais cristalinos do original foram substituídos por um clima de pub londrino esfumaçado da década de 60. Puro Stones e Kinks!

Hora de uma confissão: quando ouvi Director’s Cut pela primeira vez deixei This Woman’s Work para o final. Pulei a faixa. Tinha medo da comparação com o original orquestrado e dramático. O clipe e a canção estão entre meus favoritos de todos os tempos. Ouvi a nova versão à noite, deitado. A orquestração foi substituída pelo que soa como um piano elétrico e a interpretação está mais etérea, como os arranjos. Lembrei-me da morte que ronda o vídeo e acho que entendi a nova roupagem de This Woman’s Work. Tia Kate simplesmente conseguiu compor a trilha sonora para uma daquelas experiências de quase morte! Se o flutuar em paz, em direção a uma luz branca – mencionado por tanta gente – tiver música de fundo, esta foi capturada por Bush. Novamente, outra forma de experienciar o sublime. Mas, como se trata dum clássico de seu repertório, dividirá fãs. Se tivesse que escolher qual versão levar para uma ilha deserta, ainda ficaria com a original, mas apenas porque desencadeia tanto em mim, mesmo após 20 anos de repetidas audições.
Director’s Cut traz a artista se reinventando sem alarde e até no título provando que quem manda em sua carreira é ela. Um exemplo de independência e integridade artísticas. Por mais fascinantes que sejam as releituras, porém, resta a ansiedade por material novo.                        

domingo, 22 de maio de 2011

ZOOFILIA COM PÁSSARO

Vejam que fofa essa fêmea albina de curió que achei no You Tube. 

SUPERANDO A CADEIRA DE RODAS


Paraplégico consegue ficar de pé e andar com tratamento pioneiro

Treinamento teve como base muito exercício físico e estimulação da medula espinhal
Rob Summers, um americano paraplégico desde que sofreu um acidente de trânsito em 2006, conseguiu se levantar, ficar de pé e caminhar graças a uma combinação pioneira de estímulo epidural (eletroestimulação das fibras nervosas da medula espinhal para inibir a sensação de dor no cérebro) e treino.
A conquista foi possível depois de uma pesquisa do Kentucky Spinal Cord Research Center da Universidade de Louisville (EUA) e da Universidade da Califórnia (EUA), que publicaram um artigo na última edição da revista médica The Lancet.
Summers, segundo se pode ver nas imagens que acompanham a pesquisa, é capaz de manter-se de pé durante vários minutos, dando ele mesmo o impulso muscular necessário para se levantar. Com a ajuda de outras pessoas, também pode dar vários passos e movimentar de maneira voluntária os quadris, os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés.
Além disso, recuperou parcialmente o funcionamento de seus órgãos sexuais e de sua bexiga, fruto de um tratamento que implica em dois elementos fundamentais: a estimulação epidural da medula espinhal e um intenso programa de treinamento físico.
Os pesquisadores basearam seu projeto na estimulação elétrica epidural contínua e direta da parte inferior da medula espinhal do paciente, simulando os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento. Quando o sinal é transmitido, a própria rede neurológica da medula, em combinação com a informação sensorial que as pernas enviam a ela, é capaz de dirigir os movimentos do músculo e das articulações necessários para erguer-se, caminhar, sempre com a ajuda de outras pessoas.
O outro aspecto-chave do trabalho foi "reeducar" as redes neurológicas da medula de Summers para produzir o movimento muscular necessário para levantar-se e dar alguns passos. O processo do treinamento durou mais de dois anos de trabalho, após o paciente ter passado por uma cirurgia que implantou nas costas um dispositivo de estimulação elétrica, que é o responsável pela voluntariedade dos movimentos.
A professora Susan Harkema e o professor Reggie Edgerton, que dirigiram a pesquisa, expressaram em The Lancet o seu desejo que seu trabalho permita aos pacientes que sofreram lesões medulares levar uma unidade portátil de estímulo elétrico.
O objetivo é facilitar a possibilidade dos pacientes de se levantarem, se manterem em pé e darem alguns passos de maneira independente, embora sempre com a necessidade de se apoiarem em um andador. No entanto, Harkema e Edgerton se mostraram cautelosos e ressaltaram que ainda há muito trabalho pela frente antes que essa técnica possa se transformar em uma prática habitual.
- É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer.
Edgerton insistiu que "a medula espinhal está pronta, já que as redes neurológicas são capazes de iniciar os movimentos que implicam suportar peso e dar passos relativamente coordenados sem nenhum tipo de informação procedente do cérebro".
- Isto é possível em parte graças à informação que devolvem as pernas diretamente à medula espinhal.
- Esta retroalimentação dos pés e pernas para medula melhora o potencial do indivíduo para manter o equilíbrio e dar uma série de passos, e decidir sobre a direção que vai caminhar e sobre o nível de peso que suporta, indicou Edgerton. A medula pode interpretar estes dados de maneira independente e enviar instruções de movimento outra vez às pernas, tudo isso sem participação cortical.
Os autores sublinharam também que o caso de Summers é especial, porque embora esteja paralisado desde o tronco do corpo humano até os pés apresenta uma certa sensibilidade na zona imobilizada.
Summers, de 25 anos, manifestou: "este procedimento mudou totalmente minha vida. Para alguém que há quatro anos era incapaz de movimentar um só dedo do pé, ter a liberdade e a capacidade de levantar-se sozinho é uma sensação incrível".
- Poder levantar um pé e poder voltar a colocá-lo no solo outra vez foi incrível, mas além de isso, minha sensação de bem-estar mudou. Meu tom psíquico e muscular melhorou muito, até o ponto que muita gente não acredita que esteja paralisado. Acho que a estimulação epidural me permitirá deixar a cadeira de rodas.

sábado, 21 de maio de 2011

DISCRIMINAÇÃO CONTRA ALBINA EM CUIABÁ


Servidora albina processa Prefeitura de Cuiabá por sofrer discriminação

Priscilla Vilela
Há 20 anos trabalhando no Posto de Saúde do bairro Quilombo, em Cuiabá, a servidora Olesi Josefina da Silva, concursada para o cargo de serviços gerais, e portadora do albinismo, nunca havia sofrido discriminação pela sua doença dentro do trabalho. Entretanto, no dia 11 de março deste ano, esse quadro mudou, quando a gerente da unidade e a secretária de atenção básica a dispensaram do cargo por não aceitarem o “seu jeito de ser”. “A discriminação delas atingiu a minha alma”, afirma a vítima.

Tudo começou em março, quando a Prefeitura de Cuiabá alterou a direção da unidade, e lotou Enáuzera Benedita Azevedo, como gerente e Simayre Helena da Silva para outro cargo de chefia. Logo que assumiram a posição, segundo Olesi, os chefes a indagaram sobre sua aparência. “Por que você é assim?”. Dias depois, ela foi colocada a disposição do cargo, com a desculpa de que o seu trabalho não estava atingido o padrão de qualidade desejado.

Olesi afirma que em todos os seus anos servindo no posto de saúde, nunca recebeu sequer uma advertência, e que foi dispensada por discriminação por sua aparência, resultado do albinismo. Emocionada, ela relembra o momento em que os chefes comentaram que o local era freqüentado por gente de elite, e com a aparência dela, era melhor a transferência para alguma unidade na periferia, como o bairro 1º de março. “Aquelas palavras me doeram na alma”, afirma a servidora.

Com a clara situação de discriminação, a servidora contratou o advogado Manoel Antônio Garcia Palma para representá-la na justiça. Tanto Enáuzera e Benedita, quanto a própria prefeitura, estão sendo acionados para responder ao crime de discriminação. A cliente, segundo o advogado, acabou com sérios distúrbios pela ação criminosa das acusadas.

“Ela está fazendo tratamento com psicólogo e tomando tranqüilizantes para conseguir dormir. Nomearam uma pessoa despreparada para um cargo de chefia que acabou cometendo um ato de discriminação dentro da saúde pública”, destaca Toco Palma. A ação, ainda segundo o advogado, visa inibir condutas imorais como essa.

Mesmo após levar a conhecimento da Secretaria de Saúde o caso, a servidora não consegue ser lotada em mais nenhuma unidade em Cuiabá. Para justificar o salário, ela é orientada por outros chefes da unidade a apenas assinar o ponto, mas não é permitido o cumprimento do trabalho, mesmo com a falta de pessoas para a limpeza. Inclusive se o ponto não foi assinado, ela pode ser demitida por abandono de cargo.

A rotina de Olesi agora segue abalada. Após anos tentando a própria aceitação, teve que reviver toda a angústia de sentir vergonha até mesmo de sair de casa, com medo de que outras pessoas também a discriminem. E enquanto isso, tanto Enáuzera quanto Simayre seguem tranquilamente em suas atividades no posto de saúde, agora, sem o “medo de que os pacientes sejam contaminados”.

ANDALUZ VEM À LUZ HOJE!

Não se esqueçam: hoje, às 22:15, pela TV Cultura, emissora educativa paulista, vai ao ar Andaluz. Trata-se do primeiro telefilme do mundo a ter protagonista albino interpretado por ator albino. O Albino Incoerente colaborou com o roteiro e o contato com o elenco albino. A direção é de Guilherme Motta.  

ALBINO GOURMET 36

Vamos de culinária indiana hoje! 
Chutney de Abacaxi

Ingredientes  
1 Abacaxi descascado e picado     
1 xícara de água
1 colher de sopa de manteiga ou margarina
3 pimentas fortes amassadas 
1/2  colherinha de cominho
1/2  colherinha  de curry
1 colher de sopa  de gengibre  ralado
200  gramas  de  açúcar
Preparo
Coloque numa panela o abacaxi com a água em fogo brando, deixe cozinhar mexendo  de  vez  em  quando   para não deixar queimar. Deixe cozinhar até  o abacaxi ficar amolecido e secar toda a água.  Em  uma frigideira, coloque  a manteiga, deixe  derreter,  acrescente  as pimentas, o  cominho, o  curry, o gengibre  e  deixe  tudo fritar  até dourar. Despeje  na panela  com  o  abacaxi, leve  ao  fogo  para  apurar  por  10  minutos e  ao  final  acrescente  o  açúcar. Servir quente  ou  frio.
Samosa (pastel de vegetais)
Ingredientes                                                          
500 gramas de farinha de trigo
200 gramas de ervilhas partidas
1 couve-flor pequena     
2 a 3 batatas médias
1 xícara  de  água  morna
3  colheres de manteiga derretida
1 colherinha de cominho
1/2  colherinha de feno grego
1/2  colherinha de gengibre ralado
1/2  colherinha  de  curry
Preparo 
Massa
Numa  tigela, coloque  a  farinha  de  trigo,  três  colheres   de  sal  e  a  manteiga  derretida. Misture com  as  pontas  dos dedos,  acrescentando  água devagar. Sove  até  obter  uma  massa  homogênea   e  leve. Deixe descansar enquanto prepara  o recheio
Recheio 
Cozinhe  as  ervilhas  (deixadas  de  molho  durante  a  noite)  até  desfazerem-se.  Cozinhe  as batatas  e  a   couve-flor  de  preferência   ao   vapor.  Quando  estiver  tudo  cozido, junte  em uma  panela  à  parte. Em uma frigideira coloque duas colheres de  sopa de manteiga  deixe derreter, acrescente  sal  a  gosto, os temperos e  deixe  dourar, despejando  em  seguida na panela  sobre  a  ervilha,  a  batata  e  a  couve-flor,  mexendo  para  misturar.  
O  recheio  deve ficar   com  consistência cremosa.  Faça  pequenas  bolas com  a massa,  abra  em  círculos, coloque  o  recheio, feche  como  um pastel,  molhando as  bordas com  água  e   apertando  com  um garfo  paraselar.  Pode-se  também  fazer como  mostra  a figura  ao  lado (quadros 4, 5 e  6), juntando os  lados  e  dobrando-os  com os  dedos para  dar  o  efeito  da  foto  acima. Em fogo brando,  frite  as   samosas   em  uma   panela com óleo   vegetal, em  quantidade  suficiente para  as  cobrir   por   completo. Escorra   sobre  toalhas  de   papel  para  tirar  o  excesso  de óleo. Se preferível,  podem   ser   assadas  em  forno.  Para   isso  devem   ser colocadas   em fôrma  untada  e   polvilhada   com   trigo  para  não  grudar 
Dhokla (bolos picantes) 
Ingredientes:
250g de farinha de grão-de-bico (besan) de mercearias indianas
250g de iogurte batido, até ficar bem mole

250ml de água morna
1 colher de chá sa
l (ou a gosto) 
1 colher de chá de pimenta verde fatiada
1 colher de chá de gengribre fresco ralado
1/2 colher de chá de açafrão-da-Índia moído
1 colher de chá de óleo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
Suco fresco de meio limão 
Modo de Preparo:
1.Coloque a farinha de grão- de-bico em uma tigela. Adicione o iogurte e água morna, bata até obter uma massa macia. Salpique com o sal, cubra e reserve por quatro horas, até que a massa fique cheia de pequenas bolhas. Unte uma ou duas formas de bolo, ou outro recipiente adequado, e reserve. 2.Espalhe a pimenta, gengibre e o açafrão-da-Índia na massa de farinha de grão-de-bico. 3.Em uma caneca ou tigela, misture o óleo, o bicarbonato de sódio e o suco de limão; derrame na massa de grão de bico. Mexa bem e coloque a massa na forma untada (não lote a forma, pois a massa precisa de espaço para crescer) e cozinhe no vapor (com uma panela de vapor comum, ou uma panela chinesa de bambu). Deixe no vapor por cerca de 11 minutos ou até ficar firme ao toque, ou até um palito de dente sair limpo da mistura. 4. Quando esfriar, corte em quadrados de 2,5cm em uma travessa. 5. Para temperar, aqueça o óleo em uma panela. Jogue as sementes de mostarda e a assafétida, e frite até as sementes começarem a estalar. Adicione as sementes de gergelim e cozinhe até ficarem ligeiramente tostadas. Coloque o óleo temperado sobre a dhokla. 6. Sirva morno, com um pouco de coentro fresco e côco com chá (adicione canela e vagens de cardamomo ao seu chá comum).