terça-feira, 19 de maio de 2026

GABRIEL PETTINATTI, ARTISTA ALBINO

Em Suzano, jovem artista com baixa visão causada pelo albinismo transforma desafios em obras hiper-realistas; conheça Gabriel Pettinatti


Foto: Arquivo pessoal

Em Suzano, no bairro Jardim Imperador, uma história de talento, superação e amor pela arte vem chamando a atenção de quem tem a oportunidade de conhecê-la de perto. Aos 28 anos, Gabriel Pettinatti, um artista autodidata, tem conquistado admiradores com seus desenhos hiper-realistas, capazes de transformar fotografias em obras de extrema precisão.
Mesmo enfrentando desafios desde o nascimento, como o albinismo e a visão limitada, ele desenvolveu uma técnica refinada, baseada na observação minuciosa e na sensibilidade artística. Em conversa exclusiva com o portal Hoje Diário, o artista compartilhou detalhes de uma trajetória marcada por persistência e apoio familiar. Foi dentro de casa que o talento começou a florescer, incentivado de perto por quem sempre acreditou em seu potencial, mesmo diante das dificuldades.

“Comecei a levar o desenho mais a sério há pouco tempo, pois percebi que ele poderia me trazer retorno e que era o que eu queria para a minha carreira profissional e artística”, contou Gabriel.
O artista explica que encontrou no hiper-realismo (veja imagens abaixo) não apenas uma técnica, mas um propósito. “O que me inspirou a seguir o caminho do hiper-realismo foram, primeiro, os artistas que me inspiram e, também, a ideia de trazer o real para o papel, os detalhes, o contraste e tudo isso que o realismo proporciona”, destacou.

Mesmo com limitações visuais, ele desenvolveu estratégias próprias para alcançar alto nível de precisão em seus trabalhos, sendo totalmente autodidata. “Uma das maiores dificuldades que tenho, por conta da visão, é precisar chegar muito perto para desenhar. Eu praticamente colo o nariz na folha para captar todos os detalhes. Ao longo dos anos, aprendi tudo sozinho, vendo vídeos no YouTube e alguns tutoriais. Desenvolvi uma técnica própria, reunindo tudo o que vi na internet e testando bastante ao longo do tempo”, afirmou.

Segundo Gabriel, a relação com a arte também transformou sua forma de enxergar a vida. “A arte me ensinou muito sobre paciência e persistência. Se você acredita no processo, o resultado vem, é inevitável”, disse.
Com objetivos bem definidos, Gabriel segue focado no futuro e dá conselhos aos jovens que queiram seguir os mesmos passos. “Tenho vários sonhos dentro da arte. Quero criar meu próprio curso de hiper-realismo e explorar outras técnicas, como pintura em tela e lápis de cor. Mas meu maior sonho é viver da arte. Então, não desista: com persistência, constância e determinação, seu momento vai chegar”, finalizou.

Para a mãe de Gabriel, Cristiane, a trajetória do filho é motivo de orgulho e inspiração. “Desde pequeno, Gabriel sempre foi paciente, mais quieto, e hoje entendo o quanto isso contribuiu para o desenvolvimento dele, tanto no desenho quanto na música. Ele se tornou um excelente guitarrista e um artista dedicado. Quando ainda era muito pequeno, ouvimos de um médico que ele enfrentaria muitas dificuldades por conta da baixa visão. Mas escolhemos acreditar no contrário: que ele seria capaz de superar cada obstáculo. Por volta dos 10 anos, seus desenhos já apresentavam um nível de detalhe impressionante, e decidimos colocá-lo em um curso básico de desenho. Ele permaneceu cerca de um ano, mas o professor percebeu que Gabriel tinha um perfil diferente, pois gostava de copiar imagens. Com o tempo, passou a estudar sozinho, e foi aí que começou a desenvolver seus desenhos realistas. Até hoje, cada novo trabalho parece superar o anterior. Como mãe, tenho um orgulho imenso da trajetória dele. Gabriel é a prova de que não existem limites quando há amor, apoio e determinação”, encerrou.
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
https://hojediario.com/2026/04/14/em-suzano-jovem-artista-com-baixa-visao-causada-pelo-albinismo-transforma-desafios-em-obras-hiper-realistas-conheca-gabriel-pettinatti/

sábado, 16 de maio de 2026

PUXÃO DE ORELHA NA REDE GLOBO


Entidades repudiam termos capacitistas em programas da Rede Globo

Coletivo Nacional das Pessoas com Albinismo (CNPA), a Associação das Pessoas com Albinismo no Brasil (APALBR) e a Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (APALBA) divulgam Nota de Repúdio pela utilização de termo “albino” em programas da Rede Globo

Ainda é comum as pessoas com deficiência enfrentarem termos capacististas em órgãos de imprensa. Frases e atitudes capacitistas — ou seja, que inferiorizam, ridicularizam ou tratam pessoas com deficiência como menos capazes — causam impactos profundos, tanto individuais quanto sociais. Isso não é apenas uma questão de “educação”, mas de direitos humanos e inclusão.

O capacitismo não afeta só quem tem deficiência — ele empobrece a sociedade como um todo, porque limita diversidade, empatia e inovação. Combater isso passa por linguagem respeitosa, escuta ativa e principalmente por garantir acessibilidade e protagonismo às próprias pessoas com deficiência.

Entidades que representam pessoas com ‘albinismo’ divulgaram uma Nota de Repúdio sobre recentes ‘capacitismos’ praticados por personagens da novela “Três Graças” e participantes do Big Brother Brasil.

Acompanhe a íntegra da NOTA DE REPÚDIO

“O Coletivo Nacional das Pessoas com Albinismo (CNPA), a Associação das Pessoas com Albinismo no Brasil (APALBR) e a Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (APALBA) vêm a público manifestar seu mais veemente REPÚDIO à utilização do termo “albino” de forma pejorativa, ofensiva e discriminatória em conteúdos recentemente veiculados pela Rede Globo de Televisão, em programas de grande alcance e repercussão nacional, especificamente a novela Três Graças e o Big Brother Brasil.

As expressões utilizadas, associando o albinismo a animais, comportamentos negativos ou atributos depreciativos, não podem ser tratadas como meras figuras de linguagem ou elementos narrativos. Elas representam, na verdade, a reprodução de um padrão histórico de estigmatização que reduz pessoas com albinismo à condição de objeto de ridicularização, desumanização e exclusão.

O albinismo não é um insulto.

Não é metáfora para perigo, fraqueza ou inutilidade.

É uma condição genética que exige respeito, reconhecimento e proteção.

À sociedade em geral, fazemos um chamado à reflexão: As palavras que usamos constroem realidades. Quando o termo “albino” é utilizado como ofensa, reforça-se um imaginário social que legitima o preconceito, a discriminação e a exclusão de milhares de pessoas em todo o país.

Às pessoas com albinismo, queremos afirmar com firmeza que: Ninguém está sozinho(a).

Reconhecemos a dor, o desconforto e a indignação provocados por essas manifestações. Reafirmamos o compromisso de seguir lutando, juntos(as), de forma incansável, a defesa de nossos direitos, a valorização de nossas identidades e a construção de uma sociedade justa, inclusiva e diversa.

É inaceitável que, em pleno contexto de avanços legais e institucionais no reconhecimento dos direitos das pessoas com albinismo, ainda se naturalizem práticas que reforçam o preconceito e a desinformação.

Diante disso, reiteramos:
Repudiamos toda forma de utilização do termo “albino” como instrumento de ofensa;
Exigimos respeito à dignidade das pessoas com albinismo;
Defendemos a responsabilidade social dos meios de comunicação;
Convocamos a sociedade a se posicionar contra práticas discriminatórias.

Seguiremos firmes na defesa da vida, da dignidade e dos nossos direitos humanos.

Respeito não é opção. É dever.

Brasíl, 20 de abril de 2026

CNPA – Coletivo Nacional das Pessoas com Albinismo

APALBR – Associação das Pessoas com Albinismo no Brasil

APALBA – Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia

https://diariopcd.com.br/entidades-repudiam-termos-capacitistas-em-programas-da-rede-globo/

LIDERANÇAS ALBINAS

Unesc promove Aula Magna sobre direitos humanos e protagonismo de pessoas com albinismo

Publicado por: AgeCom Unescem 27 de abril de 2026

A Unesc realizou Aula Magna do Curso Nacional de Formação de Lideranças – Fortalecendo o Protagonismo das Pessoas com Albinismo. O evento, que ocorreu na última semana, reuniu representantes da Universidade, do Poder Público e da sociedade civil em um espaço de formação, diálogo qualificado e mobilização social em torno dos direitos humanos e da inclusão.

Promovida pela Escola de Lideranças da Universidade, em parceria com o Coletivo Nacional de Pessoas com Albinismo (CNPA), a atividade foi transmitida ao vivo pela Unesc TV, ampliando o alcance para participantes de diferentes regiões do país. A iniciativa integra uma estratégia institucional de articulação entre Universidade, movimentos sociais e órgãos governamentais, com foco no fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com albinismo.

A mesa de abertura contou com a participação da pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, professora Vanessa Moraes de Andrade, representando a reitoria; do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD), da Escola de Lideranças e da Rede Brasileira de Pesquisa Jurídica em Direitos Humanos (REDE-DH), professor Reginaldo de Souza Vieira; do coordenador geral do CNPA, Joselito Pereira da Luz; além do professor Dimas de Oliveira Estevam, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS), e do professor Álvaro Bach, coordenador adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA).

Na abertura, o professor Reginaldo destacou o caráter coletivo e estratégico da iniciativa: “Este curso nasce da construção conjunta entre universidade e movimento social. Nosso objetivo é fortalecer lideranças para que possam atuar em seus territórios na defesa dos direitos humanos, transformando demandas históricas em políticas públicas concretas para as pessoas com albinismo”, disse.

Em seguida, Joselito Pereira da Luz enfatizou a importância da Universidade na luta por direitos. “A universidade tem um papel determinante nesse processo. É fundamental para formar cidadania e fortalecer a luta por direitos. O conhecimento construído aqui nasce da vivência e da construção coletiva”, comentou.

Vanessa ressaltou o compromisso institucional da Universidade comunitária: “A Unesc tem como característica atuar para além dos seus muros, construindo conhecimento em parceria com a sociedade. Esse projeto reafirma nosso compromisso com a inclusão, a diversidade e a transformação social”, enfatizou.

Políticas públicas e desafios estruturais

O momento central da Aula Magna foi a participação da secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Rodrigues Nascimento Santos.

Durante sua fala, a secretária destacou que a efetivação de direitos depende de articulação entre Estado e sociedade: “Nenhuma política pública nasce isoladamente dentro do governo. Ela resulta da mobilização social e do diálogo permanente. Por isso, a formação de lideranças é fundamental para transformar vivência em incidência política”, falou.

Ela também apontou um dos principais entraves enfrentados pela população com albinismo no Brasil: “A ausência de dados ainda é um grande obstáculo. Quando não sabemos quem são essas pessoas e onde estão, comprometemos o planejamento e a efetividade das políticas públicas”.

Na sequência, a programação contou com a participação de Roberta Leite, do Coletivo Nacional de Pessoas com Albinismo (CNPA), que destacou o papel histórico da organização social das pessoas com albinismo no Brasil:
“O movimento social foi essencial para os avanços conquistados até aqui. Quanto mais conhecimento sobre o albinismo, menor o preconceito e maiores são as possibilidades de garantia de direitos”.

Roberta também enfatizou os desafios persistentes. “Ainda enfrentamos desigualdades no acesso à saúde, à educação e à proteção social. É fundamental fortalecer o protagonismo das pessoas com albinismo para que essas pautas avancem de forma concreta”, sublinhou.

Durante as exposições, Joselito voltou a destacar os desafios e avanços do movimento social. “Os direitos das pessoas com albinismo não serão garantidos apenas no papel. É preciso organização, participação e protagonismo para transformar essas conquistas em realidade nos territórios”.

Entre os principais temas debatidos estiveram a necessidade de produção de dados oficiais sobre a população com albinismo, o acesso a serviços de saúde e educação inclusiva e o enfrentamento ao preconceito e à discriminação ainda vivenciados por esse grupo.

Articulação institucional e formação de lideranças

O curso foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Unesc e o CNPA, envolvendo a Escola de Lideranças e o Observatório Latino-Americano de Direitos Humanos Professor Antônio Carlos Wolkmer (OLADH), que atua na assessoria técnica ao coletivo para defesa de direitos e construção de políticas públicas.

A iniciativa tem gestão do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) e é realizada em articulação com todos os programas de pós-graduação da universidade: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico (PPGDS), Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), Programa de Pós-Graduação em Gestão em Saúde (PPGGS), Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCOL), Programa de Pós-Graduação em Sistemas Produtivos (PPGSP) e Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia de Materiais (PPGCEM).

A ação conta ainda com a parceria de importantes redes e organizações da sociedade civil e do campo dos direitos humanos, entre elas o OLADH, a REDE-DH, o CNPA, o Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares e a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Criciúma, fortalecendo a articulação entre universidade e sociedade.

O curso segue ao longo dos próximos meses, com módulos voltados à formação de lideranças e ao fortalecimento da atuação política e social das pessoas com albinismo em seus territórios.

O Programa Escola de Lideranças da Unesc é uma iniciativa que contam com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação, apoiando a formação de recursos humanos qualificados e o desenvolvimento científico no país.

TRUMP ALBINO?

Búfalo albino de quase 700 kg é apelidado de 'Donald Trump' e vira atração turística

Pelagem dourada em sua cabeça inspirou o nome
Um búfalo albino de quase 700 kg, apelidado de "Donald Trump" devido à pelagem dourada em sua cabeça, viralizou nas redes sociais. O animal é a principal atração na Fazenda Agropecuária Rabeya, na área de Paikpara, em Narayanganj, uma cidade no centro de Bangladesh, cerca de 16 km a sudeste da capital, Daca.
O dono da fazenda, Ziauddin Mridha, comprou o animal em um mercado de gado em Rajshahi há cerca de 10 meses, e contou como surgiu o nome. "Meu irmão mais novo, brincando, deu o nome de Donald Trump após ver o cabelo dele", contou ao News 24.
Mridha ainda destacou as qualidades do gado."É um animal muito calmo por natureza. Os búfalos albinos são geralmente pacíficos e não se tornam agressivos a menos que sejam provocados", disse.
O dono da fazenda destacou que o animal vai mudar muito em breve, já que foi vendido a 550 taka por quilo (peso vivo) e será entregue ao seu novo dono na próxima semana. E o animal tem recebido muitas visitas de despedida.
O zelador da fazenda, Kawser, destacou que o búfalo recebe cuidados especiais, incluindo quatro banhos por dia e alimentação diferenciada. "Nós o alimentamos com milho, torta de oleaginosas, farelo, casca de arroz e capim", disse ele.

domingo, 12 de abril de 2026

ALAGOAS SEMPRE TENTANDO INCLUIR


Alagoas tenta tirar população albina da ‘fila da invisibilidade’
Sem melanina e com acesso irregular a protetores solares, eles enfrentam risco elevado de câncer de pele

Greyce Bernardino 
Maria Verônica, de 42 anos, relata uma rotina de obstáculos | Foto: Arquivo Pessoal

Alagoas possui cerca de 200 pessoas identificadas com albinismo, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O número, no entanto, é visto com cautela: a subnotificação e a falta de registros específicos nos sistemas de saúde mascaram a realidade dessa população, dificultando a criação de políticas públicas eficazes.

A vulnerabilidade é alta. Sem a proteção da melanina, o risco de câncer de pele é elevado, e o diagnóstico, frequentemente, ocorre em estágios avançados. Somado a isso, o acesso a insumos básicos, como protetor solar, é irregular. Atualmente, apenas Maceió mantém o fornecimento contínuo; no restante do estado, a disponibilização pela Farmácia Popular é intermitente.

PRESSÃO INSTITUCIONAL

O cenário mobilizou o Ministério Público Federal (MPF), que cobra a efetivação de políticas nacionais. Em reunião recente com o Ministério Público Estadual (MP/AL) e a Defensoria Pública (DPE), o secretário estadual de Saúde, Emanuel Victor Duarte Barbosa, comprometeu-se a estruturar uma linha de cuidado específica. “O MPF monitora a questão porque há uma política nacional que precisa sair do papel”, afirma o procurador Bruno Lamenha.

Entre as promessas da pasta estão a ampliação de consultas especializadas — inclusive via telemedicina —, a capacitação da rede pública e o reforço na distribuição de fotoprotetores. Para as promotoras Alexandra Beurlen e Micheline Tenório, o foco é o combate à invisibilidade. “Precisamos fazer com que as políticas já existentes sejam devidamente efetivadas”, pontuam.
MPF cobra a efetivação de políticas nacionais em Alagoas | Foto: Assessoria

Como desdobramento, a Portaria nº 3.458 instituiu um Grupo de Trabalho (GT) que reúne universidades, conselhos e sociedade civil para padronizar protocolos oftalmológicos e dermatológicos. Enquanto o fluxo não é finalizado, a Sesau afirma orientar municípios sobre a atenção primária e manter a oferta de protetor solar pela farmácia de alto custo.

A BARREIRA DO COTIDIANO

Na capital, o fluxo de assistência começa na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com encaminhamento ao PAM Salgadinho para dermatologia e à Uncisal para oftalmologia. Atualmente, 29 pacientes recebem protetor solar pelo programa municipal.

Contudo, para quem vive a condição, o entrave vai além dos guichês. Maria Verônica, 42 anos, relata uma rotina de obstáculos que começa no ponto de ônibus. “Enfrento dificuldades no dia a dia por conta da baixa visão, como pegar transporte e me locomover. Também é difícil marcar especialistas”, desabafa. Ela reforça que o desconhecimento gera exclusão: “Albinismo não é doença, é falta de melanina. Falta informação para que as pessoas respeitem”.

BASE LEGAL

O respaldo jurídico veio com a Lei nº 15.140, de maio de 2025, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo. A norma prevê desde lentes e tecnologias assistivas até uma rede de cuidado organizada. O desafio agora, segundo o MPF, é vencer os obstáculos estaduais para que a legislação não se torne letra morta enquanto os pacientes aguardam proteção e assistência.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ENTREVISTA COM ATIVISTA ALBINO ANGOLANO

MOISÉS CARDOSO DO MOVIMENTO PRO-ALBINO
Pes­soas com albi­nismo con­ti­nuam pre­o­cu­pa­das com a dis­cri­mi­na­ção

Armando Sapalo
22 jan. 2026

O Censo Geral da Popu­la­ção e Habi­ta­ção de 2024 con­ta­bi­li­zou a exis­tên­cia de cerca de 599.028 pes­soas com albi­nismo em Angola, cor­res­pon­dendo a 1,6% da popu­la­ção.

No dia 9 de Julho de 2025, por ini­ci­a­tiva de pes­soas pre­o­cu­pa­das com o pro­blema de dis­cri­mi­na­ção, foi ins­ti­tu­ído, em Luanda, o Movi­mento Pro Albino de Angola (MOVALBA), cuja I Assem­bleia Geral de elei­ção e empos­sa­mento dos órgãos soci­ais da orga­ni­za­ção acon­te­ceu a 12 de Dezem­bro do mesmo ano.

Com a base no pro­pó­sito social, os mem­bros ele­ge­ram como pre­si­dente do movi­mento, Moi­sés dos San­tos Car­doso, for­mado em Enge­nha­ria de Com­pu­ta­ção.

Em Entre­vista ao Jor­nal dean­gola, o líder da orga­ni­za­ção falou do movi­men­tode que reco­nhe­ceu a impor­tân­cia da apro­va­ção do Decreto Pre­si­den­cial Plano de Apoio e Pro­tec­ção às Pes­soas com Albi­nismo 2023-2027 (PAPPA 2027) n.º 193/23 de 9 de Outu­bro que visa à cri­a­ção de con­di­ções para a defesa dessa franja social, mas, disse em nome do MOVALBA que a grande pre­o­cu­pa­ção está nas bar­rei­ras invi­sí­veis que ainda per­sis­tem.
Rela­tos dizem que o Movi­mento Pró-albino de Angola pre­tende ser uma pla­ta­forma de arti­cu­la­ção de Asso­ci­a­ções e pes­soas sin­gu­la­res enga­ja­das na pro­mo­ção e defesa dos Direi­tos das Pes­soas com Albi­nismo. O que é que isso repre­senta?

Repre­senta, para nós, uma mudança de para­digma em como os desa­fios enfren­ta­dos por Pes­soas com Albi­nismo, em Angola, podem ser ende­re­ça­dos de forma con­junta e coor­de­nada, envol­vendo gru­pos e asso­ci­a­ções que já actuam em prol do albi­nismo, a socie­dade e o Estado ango­lano.

O movi­mento surge da neces­si­dade de con­gre­gar esses esfor­ços, cri­ando uma voz colec­tiva mais forte e uma capa­ci­dade de acção coor­de­nada.

MOVALBA não vem subs­ti­tuir as asso­ci­a­ções fili­a­das, mas cria siner­gia entre elas. Pro­põe-se a faci­li­tar a par­ti­lha e adop­ção de boas prá­ti­cas, coor­de­nar res­pos­tas às neces­si­da­des naci­o­nais e for­ta­le­cer a advo­ca­cia junto do Estado e par­cei­ros.

Em ter­mos prá­ti­cos, isto sig­ni­fica que uma solu­ção bem-suce­dida imple­men­tada, por exem­plo, em Luanda pelas 4As (Asso­ci­a­ção de Apoio aos Albi­nos de Angola), pode ser adap­tada e repli­cada nou­tra pro­vín­cia atra­vés da nossa rede. Sig­ni­fica que quando fala­mos com os minis­té­rios sobre polí­ti­cas públi­cas, fala­mos em nome de uma pla­ta­forma naci­o­nal repre­sen­ta­tiva, não ape­nas de uma asso­ci­a­ção local.
Que ava­li­a­ção faz da situ­a­ção e con­di­ção da pes­soa com albi­nismo em Angola?

Reco­nheço pro­gres­sos sig­ni­fi­ca­ti­vos, mas, há um longo cami­nho a per­cor­rer. Os avan­ços são notá­veis. A apro­va­ção do PAPPA 2027 pelo Decreto Pre­si­den­cial 193/23 é um marco his­tó­rico bem como a inclu­são do Albi­nismo no Censo 2024 que demons­tra de forma clara que o Estado reco­nhece a impor­tân­cia de melhor conhe­cer os demo­grá­fi­cos deste grupo, para melhor aten­der as suas neces­si­da­des.
Pre­ten­der que pre­ci­sem dessa advo­ca­cia é assu­mir que em Angola há dis­cri­mi­na­ção desse seg­mento?

Sim, infe­liz­mente, a dis­cri­mi­na­ção existe, mas quero ser claro sobre o que isso sig­ni­fica e como deve­mos abordá-la.

A dis­cri­mi­na­ção nem sem­pre é deli­be­rada ou vio­lenta. Mui­tas vezes, mani­festa-se em for­mas sub­tis, mas pro­fun­da­mente pre­ju­di­ci­ais. A cri­ança com albi­nismo sen­tada ao fundo da sala por­que o pro­fes­sor não com­pre­ende as suas neces­si­da­des visu­ais.
“Governo ango­lano, repre­sen­tado pela minis­tra de Estado para Área Social, Mária Bra­gança está com­pro­me­tido com a causa”

O can­di­dato qua­li­fi­cado pre­te­rido numa entre­vista de emprego por causa de pre­con­cei­tos incons­ci­en­tes; a pes­soa com albi­nismo que evita espa­ços públi­cos por causa dos olha­res insis­ten­tes e comen­tá­rios ou o erro no uso fre­quente de con­cei­tos des­con­ti­nu­a­dos, como é o caso da carac­te­ri­za­ção do albi­nismo como “doença”.

Mas, é impor­tante real­çar que a dis­cri­mi­na­ção não reflecte a natu­reza do povo ango­lano, reflecte a falta de conhe­ci­mento. A maior parte das pes­soas não dis­cri­mina por mal­dade, mas por não com­pre­en­der o albi­nismo.

É por isso que a advo­ca­cia é essen­cial. Não para apon­tar dedos ou cul­par, mas para edu­car, escla­re­cer e trans­for­mar. A advo­ca­cia que prat i camos é cons­tru­tiva. Tra­ba­lha­mos com as ins­ti­tui­ções, não con­tra elas, dia­lo­ga­mos com comu­ni­da­des, não as con­de­na­mos, mas ofe­re­ce­mos solu­ções e não ape­nas denún­cias.
Onde é que mais sen­tem e de que forma, na vossa apre­ci­a­ção, se efec­tiva essa dis­cri­mi­na­ção às pes­soas com albi­nismo?

A dis­cri­mi­na­ção mani­fes­tase em múl­ti­plas esfe­ras, mui­tas vezes de forma inter­li­gada.

As famí­lia e as comu­ni­da­des são fre­quen­te­mente os pri­mei­ros e mais dolo­ro­sos pon­tos de exclu­são. Algu­mas famí­lias escon­dem cri­an­ças com albi­nismo por ver­go­nha, negam-lhes opor­tu­ni­da­des edu­ca­ti­vas ou tra­tam-nas como fardo. Há tes­te­mu­nhos de mães que foram acu­sa­das de infi­de­li­dade por terem dado luz a uma cri­ança com albi­nismo, de pais que aban­do­na­ram a famí­lia. Em cer­tas comu­ni­da­des, per­sis­tem cren­ças de que o albi­nismo é mal­di­ção ou cas­tigo. Esta rejei­ção ini­cial cria feri­das emo­ci­o­nais pro­fun­das que acom­pa­nham a pes­soa por toda a vida.

No sis­tema edu­ca­tivo, há cri­an­ças com albi­nismo que enfren­tam desa­fios úni­cos. Pre­ci­sam sen­tar-se à frente devido à baixa visão. Neces­si­tam de mate­ri­ais ampli­a­dos, sofrem com a lumi­no­si­dade exces­siva. Mas, mui­tas esco­las não estão pre­pa­ra­das. Pro­fes­so­res sem o devido treino ou conhe­ci­mento, inter­pre­tam mal estas neces­si­da­des. Cole­gas pra­ti­cam bull­ying, e o resul­tado é aban­dono esco­lar ou apro­vei­ta­mento muito abaixo do poten­cial. A dis­cri­mi­na­ção aqui não é sem­pre inten­ci­o­nal, mas é devas­ta­dora.
E no mer­cado de tra­ba­lho?

Mesmo pes­soas com albi­nismo alta­mente qua­li­fi­cado enfren­tam bar­rei­ras invi­sí­veis. Há o pre­con­ceito, a dis­cri­mi­na­ção esté­tica em cer­tos sec­to­res bem como a falta de adap­ta­ções razo­á­veis nos locais de tra­ba­lho. Há mui­tos jovens for­ma­dos com albi­nismo, mas que per­ma­ne­cem desem­pre­ga­dos não por falta de com­pe­tên­cia, mas por falta de opor­tu­ni­dade.
Como tem sido o acesso à Saúde?

A dis­cri­mi­na­ção aqui é mais sub­til, mas, igual­mente, grave. Não é que sejam recu­sa­dos cui­da­dos, mas o sis­tema de saúde enfrenta desa­fios que con­di­ci­o­nam os níveis e a abran­gên­cia dos ser­vi­ços de saúde vira­dos para aten­der às necess i dades espe­cí­fi­cas de pes­soas com albi­nismo. Há insu­fi­ci­ên­cia a nível naci­o­nal de der­ma­to­lo­gis­tas e oftal­mo­lo­gis­tas para aten­der às suas espe­ci­fi­ci­da­des, os pro­tec­to­res sola­res ainda não são con­si­de­ra­dos medi­ca­men­tos essen­ci­ais, o ras­treio pre­coce de can­cro de pele não é sis­te­má­tico.
E nos espa­ços públi­cos?

A pes­soa com albi­nismo, mui­tas vezes, sente-se como objecto de curi­o­si­dade. Olha­res insis­ten­tes, comen­tá­rios, foto­gra­fias não soli­ci­ta­das. Isto, por vezes, cria ansie­dade social e leva ao iso­la­mento.

Mas, deixo uma nota de espe­rança: cada um des­tes desa­fios tem solu­ção. Famí­lias podem ser apoi­a­das com acon­se­lha­mento e recur­sos. Esco­las podem ser trans­for­ma­das com for­ma­ção de pro­fes­so­res e mate­ri­ais adap­ta­dos. O mer­cado de tra­ba­lho pode ser mais inclu­sivo com polí­ti­cas de não-dis­cri­mi­na­ção e quo­tas. A saúde pode melho­rar com pro­to­co­los ade­qua­dos e mais espe­ci­a­lis­tas. E a socie­dade pode mudar com edu­ca­ção e sen­si­bi­li­za­ção.
Sabe-se que há uma outra ins­ti­tui­ção, Asso­ci­a­ção de Apoio de Albi­nos de Angola (4As), que tra­ba­lha para a inclu­são social, mas essa é a pri­meira que se pro­põe a pro­mo­ver e a defen­der os direi­tos. Sen­ti­ram algum vazio?

Gos­ta­ria pri­meiro de cor­ri­gir a pre­missa: a Asso­ci­a­ção de Apoio aos Albi­nos de Angola (4As) e outras asso­ci­a­ções sem­pre pro­mo­ve­ram e defen­de­ram direi­tos, têm feito um tra­ba­lho extra­or­di­ná­rio e pio­neiro nesse sen­tido. O Movi­mento Pró-albino de Angola não surge por­que elas falha­ram, mas por­que o seu sucesso criou uma nova neces­si­dade e opor­tu­ni­dade. As asso­ci­a­ções como a 4As, OYO, ALPA e outras plan­ta­ram as semen­tes, cul­ti­va­ram o ter­reno, e agora vemos uma flo­resta a cres­cer. O Movi­mento é a estru­tura que per­mite a essa flo­resta flo­res­cer de forma coor­de­nada. O que iden­ti­fi­cá­mos não foi um vazio, mas, sim, uma opor­tu­ni­dade.

Pri­meiro, iden­ti­fi­cam-se esfor­ços dis­per­sos. As asso­ci­a­ções fazem um tra­ba­lho mag­ní­fico, mas, mui­tas vezes, iso­la­da­mente, cada uma na sua pro­vín­cia ou comu­ni­dade. Boas prá­ti­cas desen­vol­vi­das por exem­plo em Luanda não che­ga­vam ao Huambo, recur­sos mobi­li­za­dos em Ben­guela não bene­fi­ciam o Cunene, há dupli­ca­ção de esfor­ços em algu­mas áreas e lacu­nas nou­tras.

Segundo, a voz colec­tiva ainda é frag­men­tada. Quando cada asso­ci­a­ção dia­loga indi­vi­du­al­mente com minis­té­rios ou par­cei­ros, a men­sa­gem é menos impac­tante do que quando fala­mos com uma voz uni­fi­cada, repre­sen­tando uma pla­ta­forma naci­o­nal.

Ter­ceiro, a capa­ci­dade téc­nica e ins­ti­tu­ci­o­nal é vari­á­vel. Algu­mas asso­ci­a­ções têm estru­tu­ras for­tes, outras são mais infor­mais. O Movi­mento vai per­mi­tir a par­ti­lha de conhe­ci­mento, for­ma­ção e apoio mútuo, for­ta­le­cendo a todas.

Quarto, fal­tava uma estru­tura para advo­ca­cia sis­te­má­tica e moni­to­ri­za­ção de polí­ti­cas públi­cas. O PAPPA 2027 existe, mas, pre­ci­sa­mos de uma estru­tura que acom­pa­nhe a sua imple­men­ta­ção efec­tiva e que dia­lo­gue tec­ni­ca­mente com o Estado a nível naci­o­nal.
O movi­mento pre­tende fazer o cadas­tro ou, se não, a par­tir de que bases vai tra­ba­lhar sem saber quan­tos são em número ?

Temos como base ini­cial o Censo de 2024 que con­ta­bi­li­zou a exis­tên­cia de cerca de 599.028 pes­soas com albi­nismo em Angola, cor­res­pon­dendo a 1,6% da popu­la­ção.

Um tra­ba­lho sub­se­quente com as auto­ri­da­des e asso­ci­a­ções locais será neces­sá­ria para melhor afe­rir a dis­tri­bui­ção ter­ri­to­rial efec­tiva deste grupo e reais neces­si­da­des e desa­fios que enfren­tam.
“Igreja Cató­lica dá exem­plo de inclu­são social, atra­vés da eli­mi­na­ção de prá­ti­cas tra­di­ci­o­nais dis­cri­mi­na­tó­rias”

O Movi­mento vai ava­liar a imple­men­ta­ção de forma fase­ada, de um Registo Naci­o­nal de Pes­soas com Albin i s mo, a p e n a s , c a s o s con­di­ci­o­nan­tes legais e boas prá­ti­cas sejam satis­fei­tas como ali­nha­mento com a Lei de Pro­tec­ção de Dados Pes­so­ais de Angola.
A orga­ni­za­ção pensa em pro­por a cri­mi­na­li­za­ção no âmbito da pro­mo­ção e defesa dos direi­tos das pes­soas com albi­nismo?

Sim, mas, com cui­dado estra­té­gico sobre o que, como e quando cri­mi­na­li­zar.

Angola não enfrenta o mesmo nível de vio­lên­cia extrema que Tan­zâ­nia ou Malawi. A nossa abor­da­gem cri­mi­nal deve ser cali­brada à nossa rea­li­dade, não copiar cega­mente legis­la­ções dese­nha­das para con­tex­tos dife­ren­tes. Pro­po­mos cri­mi­na­li­zar espe­ci­fi­ca­mente o gra­va­mento de penas de cri­mes por ódio, que envol­vam a vio­lên­cia, seques­tro, muti­la­ção ou homi­cí­dio de cida­dãos, pelo sim­ples facto de serem pes­soas com albi­nismo.

Prá­ti­cas tra­di­ci­o­nais pre­ju­di­ci­ais: Ritu­a­li­za­ção de par­tes cor­po­rais de pes­soas com albi­nismo deve ser tipi­fi­cada como crime espe­cí­fico. Inci­ta­ção pública à vio­lên­cia deve ser puní­vel.

Dis­cri­mi­na­ção ins­ti­tu­ci­o­nal grave. Recusa de matrí­cula esco­lar ou demis­são expli­ci­ta­mente por motivo de albi­nis­mo­de­vem­ter­con­se­quên­cias legais cla­ras (não neces­sa­ri­a­mente cri­mi­nais, podem ser cíveis ou admi­nis­tra­ti­vas).
Que ideias e ini­ci­a­ti­vas pre­ten­dem levar, como pri­o­ri­da­des, às i nsti­tui­ções do Estado?

Não pode­mos ir às ins­ti­tui­ções ape­nas com prin­cí­pios gerais. Pre­ci­sa­mos de pro­pos­tas espe­cí­fi­cas, cus­te­a­das e ali­nha­das com capa­ci­da­des do Estado.

Pro­grama p r i meiro emprego i nclu­sivo com sub­sí­dios tem­po­rá­rios, F u n d o d e Ap o i o a o Empre­en­de­do­rismo com micro­cré­dito boni­fi­cado, casa que pro­te­gem.

Quanto à Jus­tiça, For­ma­ção espe­ci­a­li­zada para polí­cia e magis­tra­dos Linha Verde de Denún­cia com res­posta

em 72h de deta­lha­das com orça­men­tos rea­lis­tas, advo­ca­cia mul­ti­ní­vel (minis­té­rios, par­la­mento, par­cei­ros inter­na­ci­o­nais), e imple­men­ta­ção piloto antes de esca­lar naci­o­nal­mente sonhos e capa­ci­da­des q ue devem s e r valo­ri­za­dos e rea­li­za­dos.
O que está em car­teira sobre os desa­fios de saúde ?

O can­cro de pele é a ame­aça mais grave e pre­ve­ní­vel que pes­soas com albi­nismo enfren­tam. Sem pro­tec­ção ade­quada, estes desen­vol­vem o can­cro em média aos 2030 anos (con­tra 607 0 a nos na popu­la­ção geral). Estu­dos regi­o­nais

i ndi­cam que é causa de morte pre­ma­tura em 6080% dos casos sem inter­ven­ção. Mas a boa notí­cia: com pro­tec­ção solar ade­quada desde a infân­cia, o risco reduz em 90%.

O nosso plano inte­gra cinco pila­res a imple­men­tar de forma fase­ada. Pre­ven­ção Pri­má­ria: Pro­grama "Sol Seguro" garan­tindo acesso con­tí­nuo a pro­tec­tor solar de qua­li­dade atra­vés do SNS. Dis­tri­bui­ção de ves­tu­á­rio e aces­só­rios de pro­tec­ção UV. Cam­pa­nhas "ABC da Pro­tec­ção Solar" com mate­ri­ais em por­tu­guês e lín­guas naci­o­nais.

Cam­pa­nhas de Sen­si­bi­li­za­ção, Moni­to­ri­za­ção: Sis­tema "Pele­vi­gi­lân­cia" com registo naci­o­nal de casos, per­mi­tindo medir impacto do pro­grama de pre­ven­ção.

Par­ce­rias essen­ci­ais: MINSA (pro­tec­ção solar, con­sul­tas), Minis­té­rio da Edu­ca­ção (cam­pa­nhas esco­la­res), sec­tor pri­vado (for­ne­ci­mento a pre­ços soci­ais), par­cei­ros.
Um fundo espe­cial para lidar com a con­di­ção da pes­soa com albi­nismo ou a sub­ven­ção dos medi­ca­men­tos?

Apoi­a­mos for­te­mente esta pro­posta. É neces­sá­rio. Ter, na famí­lia, mem­bros com albi­nismo cria cus­tos adi­ci­o­nais que famí­lias vul­ne­rá­vei s não c onse­guem supor­tar. Pro­tec­tor solar de qua­li­dade custa Kz entre 10.000-50.000. Ócu­los cus­tam Kz 30.000-300.000. Para famí­lia com renda de Kz 50.000-150.000/mês, estes cus­tos são proi­bi­ti­vos. O resul­tado: famí­lias raci­o­na­li­zam pro­tec­tor, sal­tam con­sul­tas, cri­an­ças fal­tam à escola. O fundo eli­mina esta bar­reira finan­ceira.
A Fun­da­ção Bri­lhante tem estado a dis­tri­buir cre­mes de pro­tec­ção da pele a cri­an­ças, ado­les­cen­tes e adul­tos em algu­mas pro­vín­cias do país. Con­si­dera ser um avanço e pre­o­cu­pa­ção para com as pes­soas com albi­nismo?

Abso­lu­ta­mente, sim. Quero ser enfá­tico no reco­nhe­ci­mento por­que é impor­tante cele­brar quem age.

A Fun­da­ção Bri­lhante e outras orga­ni­za­ções com os seus pro­gra­mas de Res­pon­sa­bi­li­dade Social Cor­po­ra­tiva (RSC) têm demons­trado com as suas acções sen­si­bi­li­dade social e com­pre­en­são de que empre­sas têm res­pon­sa­bi­li­dade para além do lucro. Em mui­tos paí­ses, empre­sas falam de Res­pon­sa­bi­li­dade Social Cor­po­ra­tiva (RSC), mas não agem. A Fun­da­ção está a agir, e merece aplau­sos.

PALMEIRA ALBINA?

No Acre, palmeira ‘albina’ é vista pela primeira vez na história e intriga pesquisadores

O caso agora será acompanhado para entender quanto tempo os indivíduos conseguem sobreviver e como será o desenvolvimento deles
Pesquisadores que participavam de uma expedição científica na Estação Ecológica Rio Acre, no Acre, encontraram, na última semana, dois exemplares de palmeira ouricuri sem clorofila — uma condição rara que impede a planta de realizar fotossíntese e que ainda não tem registros para essa espécie na literatura científica. O caso agora será acompanhado para entender quanto tempo os indivíduos conseguem sobreviver e como será o desenvolvimento deles. Os detalhes foram publicados em uma matéria do site O ECO.
Os exemplares foram localizados durante uma atividade de campo voltada à amostragem de vegetação dentro da unidade de conservação/Foto: Reprodução
A espécie é a Attalea phalerata, conhecida na região como ouricuri. Os exemplares foram localizados durante uma atividade de campo voltada à amostragem de vegetação dentro da unidade de conservação.
Segundo a professora Rita Portela, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as plantas ainda são jovens e já não dependem mais do fruto de origem, o que aumenta a incerteza sobre a sobrevivência.
“São dois indivíduos pequenos ainda, mas não estão ligados ao fruto, já estão desconectados do fruto, então a gente na verdade não sabe como vai ser porque eles não têm clorofila”, explicou a pesquisadora.
Rita Portela, que estuda palmeiras há cerca de 20 anos, afirma que não encontrou registros científicos de albinismo para a Attalea phalerata. De acordo com ela, os poucos relatos existentes envolvem plantas cultivadas e espécies usadas em laboratório.
“Demos uma busca na literatura e só achamos relatos de albinismo em espécies que são cultivadas, como tabaco, cacau e uma espécie muito usada para experimentos que é a Arabidopsis thaliana. Eu trabalho há mais de 20 anos com palmeiras da Mata Atlântica e também nunca vi e não vi nenhum relato”, disse.
A expedição integra uma disciplina de campo realizada em parceria entre a UFRJ e a Universidade Federal do Acre (UFAC), dentro dos programas de pós-graduação em Ecologia mantidos pelas duas instituições.
A Estação Ecológica Rio Acre é considerada uma das áreas mais isoladas e preservadas da Amazônia brasileira. A unidade de proteção integral, administrada pelo governo federal, possui cerca de 80 mil hectares.
De acordo com a pesquisadora, o ouricuri tem papel importante no ecossistema, pois seu fruto é amplamente consumido pela fauna, sendo classificado como recurso-chave para diversas espécies.
Sobre os próximos passos, ela destacou que haverá monitoramento oficial dos exemplares: “O ICMBio vai acompanhar para ver se ela irá sobreviver e até quando sem clorofila”.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

DESINFORMAÇÃO

Douglas Souza da Silva Mariano, empresário de 29 anos no Rio de Janeiro, começou a falar publicamente sobre uma situação que ele vive com frequência desde que a filha, Manuella, nasceu: ele é negro, ela é albina — e muita gente acha “normal” questionar se os dois são mesmo pai e filha.

O resultado vai de olhares atravessados a falas diretas, ditas sem nenhum constrangimento.

Em um dos relatos que ele publicou no TikTok, Douglas conta que levou a bebê a um posto de saúde e ouviu da atendente algo na linha de “só posso atender com um responsável, pai ou mãe”, como se ele não pudesse ser o pai ali, na frente dela.

Em outro momento, veio a pergunta que parece elogio, mas carrega suspeita: “Que linda… de quem é?”. Não foi um caso isolado; virou rotina.

Os vídeos se espalharam rápido e alguns chegaram perto de 2 milhões de visualizações. Douglas diz que nem esperava repercussão — a ideia inicial era tratar como um vídeo bem-humorado, quase um “meme”, do tipo: “a gente não vai baixar a cabeça pra preconceito”.

Só que o alcance trouxe uma coisa maior: mensagens de apoio, relatos de outras famílias e um monte de gente dizendo “eu já passei por isso”.

Mesmo tentando levar com leveza nas redes, ele deixa claro que os comentários do dia a dia não têm nada de engraçado. Segundo Douglas, quase sempre são falas atravessadas, desconfiadas e insistentes, que revelam mais ignorância do que curiosidade genuína.

Ele diz que aprendeu a não bater boca toda hora, porque entende que muita gente fala sem ter a menor noção do que é albinismo — e, pior, sem perceber o peso racial e social da desconfiança quando um pai negro está com uma criança de pele clara.

Foi justamente por isso que ele decidiu usar a visibilidade para explicar o tema. Douglas passou a comentar sobre albinismo de forma simples, prática, e com exemplos reais do que a família enfrenta.

Na visão dele, informação muda o clima: quando as pessoas entendem o básico, elas tendem a respeitar mais — e pensam duas vezes antes de soltar uma “piadinha” ou uma pergunta invasiva.

A história da chegada de Manuella também tem um detalhe bem cotidiano. A descoberta da gravidez veio em julho de 2024, durante um almoço: a esposa brincou dizendo que estava com “fome de grávida”.

Douglas entrou na brincadeira, comprou um teste numa farmácia e, para surpresa geral, deu positivo — e já indicava cerca de duas semanas. Ele conta que demorou alguns minutos pra cair a ficha, porque parecia pegadinha.

A gestação correu bem e Manuella nasceu em 28 de janeiro de 2025. No parto, Douglas lembra de perceber rapidamente os traços da filha — especialmente o cabelo bem clarinho. A equipe chegou a comentar que ela era “loira”, mas logo veio a confirmação médica: albinismo.

Na família da esposa já existiam casos, mas Douglas admite que, quando ouviu o diagnóstico, bateu uma preocupação real.

Não por achar que a filha teria “limitações”, e sim por pensar no mundo lá fora: o tipo de preconceito que ela poderia enfrentar, os cuidados necessários e o medo de não saber lidar com tudo no começo.

Depois do susto, com orientação médica e mais conhecimento, ele foi entendendo que o albinismo exige atenção — mas não define a vida de uma criança.

Hoje, Douglas fala do assunto com mais tranquilidade: para ele, é uma condição que pede acompanhamento e alguns hábitos, não um rótulo que reduz a filha a isso.

Em casa, o foco é criar um ambiente em que a Manuella cresça com segurança e autoestima, para que, quando for maior e começar a entender o tema, a conversa venha com naturalidade e sem vergonha.


Nos cuidados práticos, ele destaca principalmente proteção contra o sol e acompanhamento oftalmológico regular, já que o albinismo costuma exigir atenção especial à pele e à visão.

Fora isso, Douglas descreve a rotina da filha como a de qualquer bebê: brinca, dá risada, aprende coisa nova todo dia e segue crescendo feliz — enquanto ele tenta fazer sua parte para que as pessoas parem de tratar uma família real como se fosse uma “dúvida ambulante”

PSICOLOGIA DA SUPERAÇÃO

O 'menino albino' supera a baixa visão e se torna mestre em psicologia.

Nascido com albinismo e visão limitada, Thach Tran Bach Long chegou a ter muitas dúvidas sobre o seu futuro.

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Mestre em Ciências Thach Tran Bach Long durante uma apresentação sobre temas de psicologia escolar em uma escola primária na cidade de Ho Chi Minh - Foto: Fornecida pelo entrevistado.

No entanto, superando essas limitações, ele se tornou um mestre em psicologia e implementou projetos para apoiar a comunidade de albinistas e estudantes desfavorecidos.

Nas memórias de infância de Long, sua maior preocupação não eram apenas os estudos, mas a pergunta recorrente: com sua aparência peculiar e visão deficiente, ele seria capaz de ter uma vida estável e um emprego como todos os outros?
Aprenda a respeitar seus limites.

Recordando sua infância, Long disse que costumava cozinhar mingau de carne de porco com sua mãe para sustentar a família. Sua infância foi marcada pela vida simples e trabalhadora de uma área rural pobre.

Sendo albino, com apenas cerca de 1/10 da visão e pertencente a um grupo étnico minoritário, as limitações físicas e as circunstâncias de Long eram evidentes em seu cotidiano desde tenra idade. Naquela época, as informações sobre albinismo eram escassas e faltavam modelos positivos que o convencessem de que ele ainda poderia viver de forma independente e ser útil à sociedade.

"Não sou só eu que carrego essa preocupação; meus pais e entes queridos também a sentem constantemente em seus corações", compartilhou Long.

A visão deficiente o impedia de enxergar o quadro-negro com clareza e de fazer anotações como seus colegas. Durante muitas horas de aula, Long precisava pedir a outros que lessem o material em voz alta para ele. Consciente de suas limitações, desde a infância até a universidade, ele sempre se preparava proativamente para as aulas em casa e fazia perguntas aos professores e palestrantes com confiança quando não entendia algo.

Durante algumas apresentações, ele precisava memorizar todo o conteúdo porque não conseguia enxergar os slides com clareza. A visão deficiente também fazia com que Long cometesse pequenos erros com frequência, como erros de ortografia, confusão com números e erros de pontuação. Em vez de evitá-los, ele aprendeu a aceitar suas limitações e a encontrar maneiras de se adaptar.

Durante seus estudos de graduação e pós-graduação na Universidade de Educação da Cidade de Ho Chi Minh, o grande volume de materiais e pesquisas fazia com que o tempo de estudo de Long fosse frequentemente três ou quatro vezes maior do que o de seus colegas. Ele levou quatro anos para concluir seu mestrado, mas nunca pensou em desistir.

A jornada de Long na psicologia começou quando ele assistiu por acaso ao programa "22 Hours Story". Ele ficou impressionado com a maneira como o Professor Huynh Van Son e a Professora Ly Thi Mai ouviam, conversavam e ajudavam os outros a enxergar as coisas sob uma nova perspectiva. Mais tarde, depois de assistir a uma apresentação
em vídeo
para estudantes, ele teve quase certeza de que esse era o caminho que queria seguir.

"Nos momentos mais difíceis, a família é o pilar que me ajuda a não desistir. Pensando nos sacrifícios silenciosos dos meus pais, entendo que não posso parar, mesmo sabendo que o caminho pela frente é muito mais árduo", confidenciou Long.
Continuando a preencher as lacunas que antes me faltavam.

Em vez de encarar as diferenças como desvantagens, Long optou por enfrentá-las com perseverança e empatia. De um menino do campo, ele gradualmente expandiu sua trajetória educacional, tendo a oportunidade de participar de debates sobre
educação
e sociedade em fóruns internacionais sobre albinismo.

Atualmente, o Sr. Long é especialista em treinamento para uma empresa na cidade de Ho Chi Minh. Além de seu trabalho profissional, ele participa regularmente do desenvolvimento e apresentação de temas de psicologia escolar em diversas escolas, auxiliando os alunos em questões de autoconhecimento, pressão acadêmica e relacionamentos.

No TikTok, por meio de seu canal "Albino Official", ele costuma compartilhar vídeos respondendo perguntas e fornecendo informações
científicas
para apoiar pessoas com albinismo. Através desses vídeos, ele contribui para mudar a percepção da comunidade sobre pessoas com albinismo.

Uma das histórias que ele mais se lembra de uma sessão de aconselhamento foi quando um jovem albino lhe perguntou: "Pessoas com albinismo como nós podem exercer profissões como advogados, médicos, professores ou outras?", o que o comoveu profundamente e o fez lembrar de sua própria infância.

"Naquela época, eu disse a ela para começar agora mesmo e contei as histórias das pessoas doentes que eu havia conhecido. Algum tempo depois, ela me mandou uma mensagem dizendo que, graças aos meus vídeos do TikTok, sua família e, mais importante, todos os outros, passaram a ter mais fé nela. Esse é o maior presente que já recebi", compartilhou Long, emocionada.

A motivação de Long para desenvolver projetos gratuitos de comunicação e aconselhamento para pessoas com albinismo vem de sua própria infância, marcada pela falta de informação. Quando criança, não só ele, mas toda a sua família, ficava perplexo com as dúvidas sobre os cuidados, a educação e o futuro de crianças com albinismo.

Segundo ele, muitos medos não surgem do albinismo em si, mas da falta de conhecimento e da falta de histórias positivas que possam fornecer apoio emocional.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

ADEUS A UM ÍCONE ALBINO

Jacaré albino que era símbolo de São Francisco, nos EUA, morre aos 30 anos de câncer

Claude, que nasceu em um pântano da Louisiana, viveu durante quase duas décadas na Academia de Ciências da Califórnia

Por Redação, do Um Só Planeta
05/12/2025 
O jacaré albino Claude, que faleceu esta semana na Califórnia — Foto: Reprodução/Redes sociais

O raro jacaré albino Claude, que era uma das sensações de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos, morreu aos 30 anos de idade nesta semana. O animal viveu durante quase duas décadas na Academia de Ciências da Califórnia.
Em comunicado, a entidade informou que a equipe de cuidados de Claude o monitorava de perto nas últimas semanas devido à diminuição do apetite. Ele, inclusive, chegou a ser transferido para uma área reservada para receber tratamento para uma suspeita de infecção.
Em abril, a academia lançou uma transmissão ao vivo para que os fãs pudessem assistir a Claude dia e noite. — Foto: Academia de Ciências da Califórnia

Posteriormente, uma necropsia realizada na Escola de Medicina Veterinária da UC Davis revelou que a causa da sua morte foi câncer de fígado com evidências de insuficiência hepática associada, além de sinais de infecção sistêmica.
“As opções de tratamento eram limitadas e provavelmente teriam pouco sucesso”, informou a Academia. “Muitas vezes é difícil diagnosticar problemas de saúde em predadores de topo devido à sua propensão a esconder doenças, e o comportamento de Claude estava normal até poucas semanas antes de sua morte. Uma mudança na cor e na textura da pele foi o sinal mais claro de sua saúde debilitada e levou a uma ação imediata por parte de sua equipe de cuidados.
Claude era considerado o mascote não oficial da entidade e da própria cidade de São Francisco, e recebia regularmente cartas, presentes e desenhos de fãs do mundo todo. Em setembro, quando completou 30 anos, milhares de pessoas compareceram a sua festa de aniversário, que contou com discursos de autoridades governamentais e líderes da cidade e teve até um bolo, feito com peixe e gelo, em formato de jacaré.
Segundo reportagem do SFGATE, o animal nasceu em um pântano da Louisiana e passou um tempo no Zoológico St. Augustine Alligator Farm, na Flórida, antes de seguir para a Costa Oeste dos Estados Unidos. Devido à sua coloração incomum, causada por uma condição genética hereditária que resulta na ausência total ou diminuição significativa da produção de melanina, as chances de sobrevivência na natureza eram pequenas.
“Ele trouxe alegria a milhões de pessoas no museu e em todo o mundo, seu carisma discreto cativando os corações de fãs de todas as idades. Claude nos mostrou o poder dos animais embaixadores para conectar as pessoas à natureza e despertar a curiosidade para aprendermos mais sobre o mundo ao nosso redor”, salientou a Academia. “Sabemos que a magnitude dessa perda será sentida na mesma proporção em que Claude era amado por tantas pessoas na região da Baía de São Francisco e além.”
A entidade agora prepara uma homenagem pública para o jacaré - mais detalhes serão divulgados em breve. E, enquanto isso, incentiva as pessoas a compartilharem suas lembranças e mensagens no site oficial da despedidade de Claude.