domingo, 12 de abril de 2015

A SUPERAÇÃO DE KENZO

O atleta Kenzo Karakawa (9) conquistou uma medalha de ouro no Pan Kids Jiu-Jitsu Championship disputado na cidade de Long Beach, na Califórnia (EUA). O evento é o maior torneio da modalidade para crianças de até 14 anos e Kenzo se tornou o primeiro autista a vencer a competição.

sábado, 11 de abril de 2015

ALBINO GOURMET 175

sexta-feira, 10 de abril de 2015

ALBINA NO BANHEIRO

Adolescente fica apavorada ao encontrar cobra albina de quase 2 metros no banheiro de casa

A adolescente britânica Hannah Brierley, 16 anos, ficou apavorada ao flagrar uma cobra albina de quase dois metros de comprimento no banheiro de sua casa.
Segundo informações do jornal 'Daily Mail', o caso aconteceu em Littleborough, perto de Manchester, na Inglaterra.
Ainda de acordo com jornal britânico, Hannah chegou a pensar que a mãe estaria fazendo uma brincadeira com ela.
A jovem encarou o animal de 1,8 metros por alguns minutos, pensando que fosse de mentira. Mas, ao ver a cobra se movendo, ela saiu correndo do banheiro e chamou a mãe.
"Hannah estava calma no início. Ela não consegue ligar nem mesmo com aranhas, mas acho que ela não acreditou que a cobra era de verdade", explicou Karen Marriot, 40 anos, mãe da britânica.
"Foi algo de cinema. Eu não sabia se rir ou chorar", acrescentou Karen.
O animal foi capturado pelo policial Craig Wallace, que tem experiência na manipulação de cobras. Wallace informou que o réptil pode ser um animal de estimação e, provavelmente, fugiu de sua gaiola e invadiu a casa da adolescente.

PAPIRO VIRTUAL 91

Há 30 anos, morria Cora Coralina. Que tal alguns poemas pra homenagear e lembrar essa grande mulher?

Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.


Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 
E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 
Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 
Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...


Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite 
minha pobreza tal como sempre foi. 

Que não sinta o que não tenho. 
Não lamente o que podia ter 
e se perdeu por caminhos errados 
e nunca mais voltou. 

Dai, Senhor, que minha humildade 
seja como a chuva desejada 
caindo mansa, 
longa noite escura 
numa terra sedenta 
e num telhado velho. 

Que eu possa agradecer a Vós, 
minha cama estreita, 
minhas coisinhas pobres, 
minha casa de chão, 
pedras e tábuas remontadas. 
E ter sempre um feixe de lenha 
debaixo do meu fogão de taipa, 
e acender, eu mesma, 
o fogo alegre da minha casa 
na manhã de um novo dia que começa.


Coração é Terra que Ninguém Vê 
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri. 

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei. 

Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão 

Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...


Assim Eu Vejo a Vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

CABEÇA FEITA

Os segredos do poder de manipulação





Em geral, nós gostamos da ideia de sermos donos de nossas próprias escolhas. Mas será que somos mesmo?

Jay Olson, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, acredita que não. “O que a Psicologia está descobrindo cada vez mais é que muitas decisões que tomamos são influenciadas por fatores dos quais não temos consciência”, explica.
Recentemente, Olson desenvolveu um engenhoso experimento que demonstra como é fácil manipular alguém mesmo com uma persuasão quase imperceptível.
Praticante de truques de mágica desde os 7 anos, Olson notou, quando começou a estudar Psicologia, que muito do que aprendia sobre a mente humana casava com aquilo que seu hobby já o tinha ensinado, principalmente no que se refere à atenção e à memória.
Questão de segundos



O toque e o contato visual são maneiras de fazer alguém baixar a guarda

Em seu mestrado, ele realizou vários truques com voluntários, mas um em particular o ajudou a concluir fatos importantes sobre a influência e a persuasão.
A mágica consiste em rapidamente manipular um baralho na frente de um voluntário e depois pedir para que ele escolha uma carta qualquer. O ilusionista, então, tira uma carta idêntica de seu bolso – para a surpresa e deleite da plateia.
O segredo do mágico é já escolher ele mesmo uma carta e passar alguns milésimos de segundo a mais com ela na mão enquanto o baralho é manipulado. Isso influencia o voluntário a pegar justamente aquela carta.
Olson percebeu que conseguiu direcionar 103 de 105 participantes. Mas foi a segunda parte da experiência que mais surpreendeu o psicólogo. Quando interrogou os voluntários depois, viu que 92% deles não tinham ideia de que estavam sendo manipulados e acharam que estavam no total controle de suas próprias decisões.
O pesquisador também descobriu que aspectos como a personalidade do voluntário não tinham relação com o quanto ele pode ser influenciado – todos pareciam igualmente vulneráveis.
Mensagens sutis



Experimento mostrou que clientes compraram mais vinhos franceses ao ouvir música francesa

As implicações dessa experiência vão muito além do palco e deveriam servir para reconsiderarmos nossas percepções sobre nossa vontade própria.
Apesar de termos uma grande sensação de liberdade, nossa capacidade de tomar decisões deliberadas pode ser uma ilusão. “A liberdade de escolha é só um sentimento – não está ligada à decisão em si”, afirma Olson.
Não acredita nele? Lembre-se quando você for a um restaurante. Segundo Olson, o cliente tem mais chances de pedir o prato que está no topo ou na parte de baixo do cardápio porque essas são as áreas que mais atraem o olhar. “Mas se alguém perguntar o porquê da sua escolha, você dirá que está com vontade de comer aquilo, sem perceber que o restaurante deu uma forcinha”, diz.
A psicóloga Jennifer McKendrick, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, concluiu, em um estudo, que o simples fato de um supermercado tocar uma música ambiente francesa ou alemã fazia as pessoas comprarem vinhos desses países.
Segundo membros da campanha de Al Gore à Presidência dos Estados Unidos em 2000, seus rivais republicanos faziam a palavra “RATS” (“ratazanas”) aparecer por milésimos de segundos em anúncios que traziam imagens do democrata, o que teria espantado muitos de seus eleitores.
O psicólogo Drew Westen, da Emory University, em Atlanta, criou um candidato fictício e inseriu a suposta mensagem subliminar em seus anúncios, notando que voluntários o avaliavam negativamente.
Outra experiência mostrou ainda que representantes de vendas por telefone registraram uma performance melhor apenas por ter visto a foto de um atleta ganhando uma corrida – mesmo sem se lembrarem dela depois.
Como perceber a manipulação



Fazer uma ideia sua parecer de outra pessoa também é uma maneira de influenciar

Evidentemente, esse tipo de conhecimento pode ser usado para a coerção se cair nas mãos erradas. Por isso, é importante saber quando outras pessoas estão tentando convencê-lo de algo sem que você perceba.
Com base em artigos científicos, aqui estão quatro atitudes manipuladoras fáceis de identificar:
1 – O poder do toque
Um tapinha nas costas seguido por um contato visual pode levar uma pessoa a baixar mais a guarda. É uma técnica que Olson usa em seus truques, mas que pode funcionar no cotidiano.
2 – A velocidade da fala
Olson diz que mágicos sempre tentam apressar seus voluntários para que eles escolham a primeira coisa que vem à sua mente – em geral a ideia que ele plantou. Uma vez que a pessoa fez sua opção, o performer passa a falar de maneira mais relaxada.
Ao se lembrar da experiência, o voluntário tende a pensar que o tempo todo foi livre para tomar suas próprias decisões, em seu ritmo.
3 – Atenção a seu campo de visão
Ao passar mais tempo manipulando uma determinada carta de baralho, Olson a torna mais “saliente”, fazendo-a se fixar na mente do voluntário sem que este perceba.
Há muitas outras maneiras de fazer coisas semelhantes: colocar um objeto na linha do olhar da outra pessoa ou mover algo ligeiramente mais perto de um alvo, por exemplo. Pelos mesmos motivos, acabamos escolhendo a primeira coisa que nos é oferecida.
4 – Algumas perguntas plantam ideias
Quando alguém faz uma sugestão e pergunta aos demais coisas como “Por que você acha que isso é uma boa ideia?” ou “Na sua opinião, quais as vantagens disso?”, está, na realidade, deixando os outros se convencerem a respeito de certas questões por conta própria.
Pode parecer óbvio, mas fazer com que as pessoas reflitam a partir de ideias embutidas nas perguntas significa que elas ficarão mais confiantes em tomar decisões de longo prazo – mesmo não tendo sido ideia delas.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

CONTANDO A VIDA 105

Nosso cronista-historiador vive no Rio de Janeiro há diversos anos. Nesta crônica, ele indica pontos turísticos imperdíveis pra quem quer conhecer mais do que as belezas naturais da Cidade maravilhosa. 


RIO DE JANEIROS PARA NÃO INICIADOS.

José Carlos Sebe Bom Meihy
São decorridos 450 anos da fundação da Cidade Maravilhosa. Não seria errado dizer que a celebração deve ser do Brasil como um todo. O argumento que valoriza o Rio como significado nacional não se prende apenas às inquestionáveis belezas naturais. Logicamente, somos cativos das referências dadas pela combinação do mar recortado, florestas exageradamente belas e variadas, montanhas altas e abruptas, surpreendentes em variações. Por certo, a maneira de ser dos cariocas atrai e mostra a singularidade de uma metrópole que guarda o segredo de ser exótica, particular, e universal ao mesmo tempo. Vale registrar que, como Paris, Nova York, Roma, o Rio tem lugar preferente no gosto turístico de muita gente. Seja pelo samba, chorinho, pela gafieira, pela ginga das pessoas – não apenas das garotas de Ipanema – pela graça de um falar mais cantado do que outros, o Rio é único. Pois é, além de todas essas indicações que se alargam em detalhes, há algo mais no Rio que merece ser destacado.
A estratégia turística que propaga cantos da cidade tem valorizado as paisagens externas, os espaços abertos e iluminados. Infelizmente, pouco se fala do Rio de Janeiro dos recintos fechados. Aqueles que rompem a rotina das praias ou dos tais cartões postais se extasiam com a coleção de museus bem conservados e instrutivos, além de belíssimos. Recomendo com ênfase alguns deles: o Museu Nacional de Belas Artes – com a soberba coleção de pintura nacional, em particular do século XIX e XX; o Museu Histórico Nacional, que localizado estrategicamente no Forte da Praça XV esbarra nos limites da perfeição museológica do gênero - recomendo com destaque uma  boa parada na coleção de moedas que é a quinta mais completa do mundo; recém-inaugurado o Museu de Arte do Rio (MAR) junta dois prédios que combinam a arquitetura moderna com a eclética, e abriga exposições magníficas – em particular uma sala que saúda o Rio; o Museu de Arte Moderna, com o moderníssimo prédio que beija a Baia de Guanabara e guarda a coleção Chateaubriand.
Poucos sabem que temos a oitava maior coleção mundial de livros e que a Fundação Biblioteca Nacional oferece, diariamente, visitas guiadas pelas salas magnificas. Há um recanto maravilhoso que não pode deixar de ser recomendado, o Real Gabinete de Leitura que se constitui em um dos mais bonitos espaços, com coleção rara de livros e documentos fundamentais para o entendimento do nosso passado imperial. E por falar em Rio Imperial, a Quinta da Boa Vista, além do museu, se abre em jardins soberbos. Combinando espaços abertos e fechados não há como deixar de lado uma visita à Chácara do Céu que oferece uma coleção que além de telas de referência da pintura em geral detém o maior número de originais de Debret. O Centro Cultural Banco do Brasil é abrigado em um prédio exemplar e reúne além de salas de exposições, quatro teatros que, em conjunto, se mostram ponto obrigatório.

Ainda que Salvador na Bahia seja famosa pelas igrejas, o Rio perfila como uma das mais cativantes cidades a ostentar espaços religiosos católicos. A combinação e proximidade de duas igrejas de estilos extremados é irresistível. Em uma ponta a Nova Catedral cilíndrica, sugerindo a calda de um peixe. Interessante que a modernidade arquitetônica explica a circularidade da disposição dos bancos dimensionando a proposta da teologia da libertação. Não bastasse a beleza dos vitrais e a singeleza das poucas imagens, temos logo perto a mais bonita igreja barroca brasileira, no Convento Santo António a Igreja de São Francisco, da Ordem Terceira. Ostentando uma imagem de Cristo Alado, com seis asas, não conheço paralelo em termos de beleza barroca na América Latina. Ciente de que recomendações turísticas podem ser excessivas e produzir efeito contrário, paro por aqui, afirmando que seja pela beleza natural, seja pela exuberância dos espaços fechados, vale sempre a pena visitar o Rio de Janeiro.

terça-feira, 7 de abril de 2015

SOMBRA ALBINA

Filme reabre debate sobre perseguição a albinos na Tanzânia

O filme White Shadow, co-produção tanzaniana, francesa e alemã dirigida por Noaz Deshe, uma das atrações da última edição de um festival londrino de cinema dedicado a direitos humanos, trouxe à tona mais uma vez o drama em torno da perseguição a albinos na Tanzânia.
O longa retrata a vida de um garoto albino que foge da zona rural do país para deixar de ser perseguido, mas não encontra uma realidade muito diferente na cidade grande.
Além do preconceito, uma crença brutal ainda presente no país diz que partes dos corpos dos albinos podem trazer riquezas e boa sorte.
Os produtores do filme dizem ter esperança de que a obra lance luz sobre o problema.

Acessando o link, você poderá ver uma reportagem em vídeo, que não consegui incorporar à postagem

TELINHA QUENTE 158

Roberto Rillo Bíscaro

Dobradinha pra comentar 2 primeiras temporadas de policiais norte-americanos, ambas com 10 episódios e mornas. A primeira foi cancelada e a segunda talvez eu mesmo me incumba de fazê-lo.

Gracepoint (2014) é a versão da Fox pra britânica Broadchurch. Os ianques contrataram o mesmo roteirista, ator principal, mantiveram o tom religioso do nome da cidade/série, conservaram boa parte da trama, mas não me cativaram (e nem seus conterrâneos). Faltou a frieza algo lúgubre da locação inglesa, que dá ao contraste de cores de seu primeiro capítulo um aspecto de ironia dramática espetacular. O sotaque de David Tennant não me convenceu. A policial Elie Miller britânica é muito mais gostável. O trunfo da série é o problemão criado pelo desfecho. Vi essa versão porque prometeram diferença e atiçou-me a curiosidade saber se teriam ideia tão boa quanto a do original. Pois bem, pra mim o final norte-americano tem jeitão de gambiarra; é sem ser, em sendo não é. Pra que adicionar 2 capítulos ao número original se nada de relevante foi inserido? Nem perca tempo com Gracepoint, veja Broadchurch.
As plataformas de produção de conteúdos se alargam (esperemos que não apenas pra ruminar mais do sempre mesmo) e a gigantesca Amazon transpôs o detetive Harry Bosch do papel ou papiro virtual pra telinha de TV, PC, tablet ou smart. A temporada completa foi disponibilizada dia 13 de fevereiro no Amazon Instant Video. 
Metido a durão noir que quer tudo do seu jeito, Harry é meio anacrônico e noir anos 40 num mundo que prega a diferença, mas faz de tudo pra padronizar.
A ossada dum menino é descoberta nas colinas de Hollywood e a brutalidade revelada pelo perito forense incomoda Harry, que também teve infância sofrida. Paralelamente, um serial killer aterroriza LA. A ligação entre as tramas é forçada e aleatória demais, além de uma cancelar o interesse da outra. No quesito assassino em série, a argentina Epitáfios dá um banho (de sangue) na do Tio Sam. Personagens secundários sem carisma, ações vistas em trocentos shows e apelações na composição dos protagonistas enfraquecem muito Bosch, que acaba valendo pela atuação de Titus Welliver. Mas se for por atuação, Júlio Chaves também brilha em Epitáfios, então...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

CAIXA DE MÚSICA 164

Roberto Rillo Bíscaro
Pra quem diversas vezes alfinetou álbuns conceituais, Ian Anderson tem se valido da forma mais do que seria coerente. Em 2012, lançou continuação do clássico Thick as a Brick (resenha aqui) e em abril do ano passado Homo Erraticus, onde em 50+ minutos historiciza a Inglaterra desde a Pré-História até o holocausto zumbi de meados do século XXI. Gerald Bostock – o menino-prodígio de Thick As a Brick e o homem de meia-idade com diversos destinos de TAAB2 – é o narrador da odisseia. Ele descobriu inéditos e subestimados manuscritos dum historiador amador num velho sebo de província e a partir deles escreveu as letras. Inter/intraconceitual e vô Anderson zoa o formato?!
Apresentando eu-líricos tão distintos quanto um ferreiro medieval ou o consorte da Rainha Vitória, Albert, Homo Erraticus é muito mais focado nas letras do que em longas passagens de virtuosidade prog. Isso não significa que a música seja desleixada, pelo contrário, a produção é límpida e os mais cínicos dirão que polida demais a ponto de tornar muita coisa parecida ou AOR (Adult Oriented Rock). Realmente, alguns trechos soam indistintos mais pro final, mas Homo Erraticus comprova que o escocês ainda domina seu ofício de menestrel.
Doggerland, abertura e clímax, sintetiza a sonoridade do trabalho: é como se um grupo de músicos medievais achasse uma guitarra e botasse pra quebrar. Medievo encontra hard-rock, prog rock início dos 70’s com solado de teclado analógico e folk. Ian Anderson abandonou o nome Jethro Tull (mentira, ele usa sempre que lhe convém!), mas Homo Erraticus poderia tranquilamente ser catalogado como álbum da banda. E se fosse, seria o melhor em décadas.
The Turnpike Inn é outra faixa forte com grande trabalho de guitarra, acordeão e flauta, esta última, marca registrada de Anderson, presente em diversos solos ao longo do álbum.
Enter Metals, a canção do ferreiro, atesta a perícia de Anderson em compor fantasias folk-medievais. Delicada, coral e com barulhinho representando suavemente o malhar na bigorna, ela também tem o insidioso poder de botar minhoca na cabeça: imagine que instigante se Anderson tivesse acompanhado a mudança dos tempos com alterações no ritmo das canções. Seria muito mais conceitual, mas daria mais trabalho pro sessentão, que faz o tipo de música de Homo Erraticus com o pé nas costas.
Trabalho de qualidade, que prova que Ian Anderson ainda bate um bolão no estúdio.


Ao vivo as coisas deterioram. Em agosto, o músico lançou Thick As a Brick – Live in Iceland. Louvável que tenha tanta garra pra lançar material, promover e excursionar. Com competentes músicos e criativo uso da tecnologia – participação de violinista via Skype (claro que pré-gravado) – a proposta era reproduzir o clássico de 1972 e a continuação de 2012 na íntegra o mais fidedignamente possível.
Instrumentalmente dá tudo certo, Thick As a Brick está mais longa que a original e tirando uns minutos tediosos de solo de bateria as passagens pastorais estão a contento e os diversos momentos de fúria flamejam. Anderson toca uma flauta louca; dá vontade de botar roupona medieval e segui-lo numa Cruzada. Considerando-se a faixa etária do roqueiro e da maioria de seus supostos fãs, o interlúdio incentivando o exame de próstata é compreensível.
A tarefa de executar ambos álbuns em sua completude seria desgastante pra qualquer vocalista, mesmo no topo de sua habilidade vocal. Imagine prum homem berrando rock and roll há 50 anos, portanto, com a voz devastada. É o próprio Ian Anderson.
A relativa calma e maleabilidade de TAAB2 (composto na sexagenaridade de Ian) disfarçam um pouco, mas a performance em Thick As aBrick constrange. Voz rouca, desafinada, quebradiça, que por vezes declama a letra, sempre auxiliada por um companheiro de banda (que nem canta bem). Tira todo o tesão do álbum.
Poder-se-ia argumentar que um blogueiro albino deveria ser mais clemente com limitações alheias. Sim, se a pretensão não tivesse sido clonar os álbuns. Ian Anderson funciona bem com a mágica de estúdio; ao vivo não dá pra segurar a vibração dum monumento como Thick As a Brick. 

domingo, 5 de abril de 2015

A SUPERAÇÃO DE NÚBIA

Conheça a comovente e inspiradora história de vida da Núbia, que passou fomo no sertão pernambucano, mas lutou, superou adversidades e chegou a ser Miss Pernambuco.

sábado, 4 de abril de 2015

ALBINO GOURMET 174

quinta-feira, 2 de abril de 2015

RUDIMENTOS DE INCLUSÃO

Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais.

Vera Garcia

Para a educadora Maria Teresa Égler Mantoan, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa

Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular. A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. “Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas”, conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita. Ela escolheu a segunda opção. “Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?” Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. “E ele, então, dançou para mim.” Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade.

Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.

O que é inclusão?
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva?
Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje?
Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.

A escola precisa se adaptar para a inclusão?
Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições?
A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes. Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais.

Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular?
Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves. No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo. Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.

A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada?
Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida. Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.

Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?
Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial. Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.

Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais?
É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula. No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.

O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?
Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei.

Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas?
O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.

Quer saber mais?
Bibliografia
Direitos das pessoas com deficiência: garantia de igualdade na diversidade, Eugênia Augusta Fávero, 342 págs., Ed. WVA, tel. (21) 2493-7610, 40 reais
Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, Maria Teresa Eglér Mantoan, 96 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172002, 11 reais
http://www.deficienteciente.com.br/2015/03/respeitar-as-diferencas-1o-passo-para-construir-uma-sociedade-mais-justa.html

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CONTANDO A VIDA 104

Resultado de imagem para babiloni beijo gay
A novela Babilônia causa furor entre conservadores, revoltados com o casal de lésbicas de terceira idade. Nosso cronista-historiador, antenado com a contemporaneidade, escreve sobre o significado social da telenovela no Brasil e sobre características formais do folhetim de Gilberto Braga. 

BABILÔNIA, Babilônia...

José Carlos Sebe Bom Meihy

Não há dúvidas que as novelas compõem características do cotidiano brasileiro. Também é sabido que o discurso ambíguo sobre aceitação/recusa das mesmas faz parte das falas diárias. E como não nos divertir com comentários que revelam ódio à emissora que nutre conversas que descem a detalhes cuidados? Nem pensar em lógicas analíticas ou adesões sinceras. Seja pelas montagens sempre bem feitas, pela constelação argumentativa dada pela mídia em geral que vive dos subterrâneos das gravações, seja pelo que for, as novelas dialogam com nossos temas mais vibrantes. Nem são apenas as histórias de amor/ódio, as intrigas tramadas em traições sempre vencidas a favor do bem. Nada disso esgota a potencialidade de capítulos que se alongam por meses a fio. Sem medo de errar, pode-se garantir que há vias abertas a debates incômodos, carregados pelo levantamento de temas como: violência doméstica, abandono de anciãos, transplantes de órgãos, tráfico de pessoas, requalificação de soluções familiares. Algo interessante acontece nessas manifestações ligando estrategicamente certo pedagogismo progressista a de quebra de moral conservadora.
A trinca de autores composta por Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares retraça histórias enredantes, extremadas entre ricos e pobres. Os dois núcleos, porém, hão de se encontrar e as ligações entre as partes fatalmente se cruzam em liames amorosos e polêmicos. No caso, repete-se a referência a lugares distantes – Paris e Dubai – e a contextos economicamente desfavoráveis, locais, que por sua vez se mesclam como contrastes ricos. Notável mesmo é a caracterização da pobreza que não mais é absoluta. Sim, o olhar positivo sobre a favela (ou “comunidade” para ser politicamente correto) revela algo próximo à quebra de estereótipos, pois o convívio é exibido como favorável e atesta a existência de gente trabalhadora, honesta, batalhadora.  Nessa situação, vale lembrar que o título da novela é Babilônia, nome do morro situado no Leme, em Copacabana. Essa indicação é, pois reveladora por colocar esse local em perfeita integração urbana.
As tomadas não são cenográficas e isso também é algo revelador. Existe sim a Ladeira Ary Barroso e eu mesmo já fui algumas vezes ao Bar Point da Amizade. Vale lembrar que esse morro serviu antes de cenário para o notável filme “Orfeu Negro” e para documentário de Eduardo Coutinho. Trata-se de um morro íngreme e se isso justifica o apelo aos Jardins Suspensos da Babilônia, também explica as fantasias temáticas enfeixadas pelos diferentes núcleos que moram perto. E quantas novidades: comecemos pela dupla homoafetiva da terceira idade, lésbicas, na faixa dos 80 anos. Não bastasse a ousadia, os autores trataram de colocar na estreia da novela o propalado “beijo gay”. Isso foi revelador, pois desde logo quebrou-se a expectativa de que esse seria o ápice do enredo. E mais: a individualidade de cada personagem se fixou já nas apresentações de cada qual. Bonzinhos realmente puros; maus declaradamente bandidos, e vulneráveis sem personalidade logo foram precisados. Em termos de folhetim, tais “inovações” traduzem um modo narrativo que acumulou propostas. Fala-se de avanços, sim, mas também de continuidades. Não mais é preciso discutir a aceitação da homossexualidade que afinal é explícita; os preconceitos de cor não clamam mais por evidências, pois se revelaram sem eficácia mediante a aceitação de ricas que tem amantes negros e destes com relações perfeitamente aceitas com pares brancos. Vendo por uma perspectiva novelística nacional, Babilônia mais significa desdobramento aperfeiçoado, e neste sentido é mais síntese apoteótica, do que revolução.

Postos estes comentários exaltativos da nova novela das nove, cabe estranhar comentários contrários. Em particular se remete a alguns senhores representantes do povo, os tais deputados das bancadas evangélicas. Será que eles não aprenderam nada de democracia e de direito de expressão? Fico me perguntando se as televisões de suas casas não têm botões para mudar de canal. E por que não desligam seus aparelhos como fazemos quando não nos agrada um programa? Indo além, como será que esses senhores se instruem dos argumentos que condenam? Encerro meus comentários evocando novamente o nome da novela, Babilônia. Na certeza dos Jardins Suspensos, do suposto alto do morro, espero o desenrolar das tramas como quem vislumbra uma nova maravilha do mundo moderno, televisivo.