quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ENTREVISTA COM ATIVISTA ALBINO ANGOLANO

MOISÉS CARDOSO DO MOVIMENTO PRO-ALBINO
Pes­soas com albi­nismo con­ti­nuam pre­o­cu­pa­das com a dis­cri­mi­na­ção

Armando Sapalo
22 jan. 2026

O Censo Geral da Popu­la­ção e Habi­ta­ção de 2024 con­ta­bi­li­zou a exis­tên­cia de cerca de 599.028 pes­soas com albi­nismo em Angola, cor­res­pon­dendo a 1,6% da popu­la­ção.

No dia 9 de Julho de 2025, por ini­ci­a­tiva de pes­soas pre­o­cu­pa­das com o pro­blema de dis­cri­mi­na­ção, foi ins­ti­tu­ído, em Luanda, o Movi­mento Pro Albino de Angola (MOVALBA), cuja I Assem­bleia Geral de elei­ção e empos­sa­mento dos órgãos soci­ais da orga­ni­za­ção acon­te­ceu a 12 de Dezem­bro do mesmo ano.

Com a base no pro­pó­sito social, os mem­bros ele­ge­ram como pre­si­dente do movi­mento, Moi­sés dos San­tos Car­doso, for­mado em Enge­nha­ria de Com­pu­ta­ção.

Em Entre­vista ao Jor­nal dean­gola, o líder da orga­ni­za­ção falou do movi­men­tode que reco­nhe­ceu a impor­tân­cia da apro­va­ção do Decreto Pre­si­den­cial Plano de Apoio e Pro­tec­ção às Pes­soas com Albi­nismo 2023-2027 (PAPPA 2027) n.º 193/23 de 9 de Outu­bro que visa à cri­a­ção de con­di­ções para a defesa dessa franja social, mas, disse em nome do MOVALBA que a grande pre­o­cu­pa­ção está nas bar­rei­ras invi­sí­veis que ainda per­sis­tem.
Rela­tos dizem que o Movi­mento Pró-albino de Angola pre­tende ser uma pla­ta­forma de arti­cu­la­ção de Asso­ci­a­ções e pes­soas sin­gu­la­res enga­ja­das na pro­mo­ção e defesa dos Direi­tos das Pes­soas com Albi­nismo. O que é que isso repre­senta?

Repre­senta, para nós, uma mudança de para­digma em como os desa­fios enfren­ta­dos por Pes­soas com Albi­nismo, em Angola, podem ser ende­re­ça­dos de forma con­junta e coor­de­nada, envol­vendo gru­pos e asso­ci­a­ções que já actuam em prol do albi­nismo, a socie­dade e o Estado ango­lano.

O movi­mento surge da neces­si­dade de con­gre­gar esses esfor­ços, cri­ando uma voz colec­tiva mais forte e uma capa­ci­dade de acção coor­de­nada.

MOVALBA não vem subs­ti­tuir as asso­ci­a­ções fili­a­das, mas cria siner­gia entre elas. Pro­põe-se a faci­li­tar a par­ti­lha e adop­ção de boas prá­ti­cas, coor­de­nar res­pos­tas às neces­si­da­des naci­o­nais e for­ta­le­cer a advo­ca­cia junto do Estado e par­cei­ros.

Em ter­mos prá­ti­cos, isto sig­ni­fica que uma solu­ção bem-suce­dida imple­men­tada, por exem­plo, em Luanda pelas 4As (Asso­ci­a­ção de Apoio aos Albi­nos de Angola), pode ser adap­tada e repli­cada nou­tra pro­vín­cia atra­vés da nossa rede. Sig­ni­fica que quando fala­mos com os minis­té­rios sobre polí­ti­cas públi­cas, fala­mos em nome de uma pla­ta­forma naci­o­nal repre­sen­ta­tiva, não ape­nas de uma asso­ci­a­ção local.
Que ava­li­a­ção faz da situ­a­ção e con­di­ção da pes­soa com albi­nismo em Angola?

Reco­nheço pro­gres­sos sig­ni­fi­ca­ti­vos, mas, há um longo cami­nho a per­cor­rer. Os avan­ços são notá­veis. A apro­va­ção do PAPPA 2027 pelo Decreto Pre­si­den­cial 193/23 é um marco his­tó­rico bem como a inclu­são do Albi­nismo no Censo 2024 que demons­tra de forma clara que o Estado reco­nhece a impor­tân­cia de melhor conhe­cer os demo­grá­fi­cos deste grupo, para melhor aten­der as suas neces­si­da­des.
Pre­ten­der que pre­ci­sem dessa advo­ca­cia é assu­mir que em Angola há dis­cri­mi­na­ção desse seg­mento?

Sim, infe­liz­mente, a dis­cri­mi­na­ção existe, mas quero ser claro sobre o que isso sig­ni­fica e como deve­mos abordá-la.

A dis­cri­mi­na­ção nem sem­pre é deli­be­rada ou vio­lenta. Mui­tas vezes, mani­festa-se em for­mas sub­tis, mas pro­fun­da­mente pre­ju­di­ci­ais. A cri­ança com albi­nismo sen­tada ao fundo da sala por­que o pro­fes­sor não com­pre­ende as suas neces­si­da­des visu­ais.
“Governo ango­lano, repre­sen­tado pela minis­tra de Estado para Área Social, Mária Bra­gança está com­pro­me­tido com a causa”

O can­di­dato qua­li­fi­cado pre­te­rido numa entre­vista de emprego por causa de pre­con­cei­tos incons­ci­en­tes; a pes­soa com albi­nismo que evita espa­ços públi­cos por causa dos olha­res insis­ten­tes e comen­tá­rios ou o erro no uso fre­quente de con­cei­tos des­con­ti­nu­a­dos, como é o caso da carac­te­ri­za­ção do albi­nismo como “doença”.

Mas, é impor­tante real­çar que a dis­cri­mi­na­ção não reflecte a natu­reza do povo ango­lano, reflecte a falta de conhe­ci­mento. A maior parte das pes­soas não dis­cri­mina por mal­dade, mas por não com­pre­en­der o albi­nismo.

É por isso que a advo­ca­cia é essen­cial. Não para apon­tar dedos ou cul­par, mas para edu­car, escla­re­cer e trans­for­mar. A advo­ca­cia que prat i camos é cons­tru­tiva. Tra­ba­lha­mos com as ins­ti­tui­ções, não con­tra elas, dia­lo­ga­mos com comu­ni­da­des, não as con­de­na­mos, mas ofe­re­ce­mos solu­ções e não ape­nas denún­cias.
Onde é que mais sen­tem e de que forma, na vossa apre­ci­a­ção, se efec­tiva essa dis­cri­mi­na­ção às pes­soas com albi­nismo?

A dis­cri­mi­na­ção mani­fes­tase em múl­ti­plas esfe­ras, mui­tas vezes de forma inter­li­gada.

As famí­lia e as comu­ni­da­des são fre­quen­te­mente os pri­mei­ros e mais dolo­ro­sos pon­tos de exclu­são. Algu­mas famí­lias escon­dem cri­an­ças com albi­nismo por ver­go­nha, negam-lhes opor­tu­ni­da­des edu­ca­ti­vas ou tra­tam-nas como fardo. Há tes­te­mu­nhos de mães que foram acu­sa­das de infi­de­li­dade por terem dado luz a uma cri­ança com albi­nismo, de pais que aban­do­na­ram a famí­lia. Em cer­tas comu­ni­da­des, per­sis­tem cren­ças de que o albi­nismo é mal­di­ção ou cas­tigo. Esta rejei­ção ini­cial cria feri­das emo­ci­o­nais pro­fun­das que acom­pa­nham a pes­soa por toda a vida.

No sis­tema edu­ca­tivo, há cri­an­ças com albi­nismo que enfren­tam desa­fios úni­cos. Pre­ci­sam sen­tar-se à frente devido à baixa visão. Neces­si­tam de mate­ri­ais ampli­a­dos, sofrem com a lumi­no­si­dade exces­siva. Mas, mui­tas esco­las não estão pre­pa­ra­das. Pro­fes­so­res sem o devido treino ou conhe­ci­mento, inter­pre­tam mal estas neces­si­da­des. Cole­gas pra­ti­cam bull­ying, e o resul­tado é aban­dono esco­lar ou apro­vei­ta­mento muito abaixo do poten­cial. A dis­cri­mi­na­ção aqui não é sem­pre inten­ci­o­nal, mas é devas­ta­dora.
E no mer­cado de tra­ba­lho?

Mesmo pes­soas com albi­nismo alta­mente qua­li­fi­cado enfren­tam bar­rei­ras invi­sí­veis. Há o pre­con­ceito, a dis­cri­mi­na­ção esté­tica em cer­tos sec­to­res bem como a falta de adap­ta­ções razo­á­veis nos locais de tra­ba­lho. Há mui­tos jovens for­ma­dos com albi­nismo, mas que per­ma­ne­cem desem­pre­ga­dos não por falta de com­pe­tên­cia, mas por falta de opor­tu­ni­dade.
Como tem sido o acesso à Saúde?

A dis­cri­mi­na­ção aqui é mais sub­til, mas, igual­mente, grave. Não é que sejam recu­sa­dos cui­da­dos, mas o sis­tema de saúde enfrenta desa­fios que con­di­ci­o­nam os níveis e a abran­gên­cia dos ser­vi­ços de saúde vira­dos para aten­der às necess i dades espe­cí­fi­cas de pes­soas com albi­nismo. Há insu­fi­ci­ên­cia a nível naci­o­nal de der­ma­to­lo­gis­tas e oftal­mo­lo­gis­tas para aten­der às suas espe­ci­fi­ci­da­des, os pro­tec­to­res sola­res ainda não são con­si­de­ra­dos medi­ca­men­tos essen­ci­ais, o ras­treio pre­coce de can­cro de pele não é sis­te­má­tico.
E nos espa­ços públi­cos?

A pes­soa com albi­nismo, mui­tas vezes, sente-se como objecto de curi­o­si­dade. Olha­res insis­ten­tes, comen­tá­rios, foto­gra­fias não soli­ci­ta­das. Isto, por vezes, cria ansie­dade social e leva ao iso­la­mento.

Mas, deixo uma nota de espe­rança: cada um des­tes desa­fios tem solu­ção. Famí­lias podem ser apoi­a­das com acon­se­lha­mento e recur­sos. Esco­las podem ser trans­for­ma­das com for­ma­ção de pro­fes­so­res e mate­ri­ais adap­ta­dos. O mer­cado de tra­ba­lho pode ser mais inclu­sivo com polí­ti­cas de não-dis­cri­mi­na­ção e quo­tas. A saúde pode melho­rar com pro­to­co­los ade­qua­dos e mais espe­ci­a­lis­tas. E a socie­dade pode mudar com edu­ca­ção e sen­si­bi­li­za­ção.
Sabe-se que há uma outra ins­ti­tui­ção, Asso­ci­a­ção de Apoio de Albi­nos de Angola (4As), que tra­ba­lha para a inclu­são social, mas essa é a pri­meira que se pro­põe a pro­mo­ver e a defen­der os direi­tos. Sen­ti­ram algum vazio?

Gos­ta­ria pri­meiro de cor­ri­gir a pre­missa: a Asso­ci­a­ção de Apoio aos Albi­nos de Angola (4As) e outras asso­ci­a­ções sem­pre pro­mo­ve­ram e defen­de­ram direi­tos, têm feito um tra­ba­lho extra­or­di­ná­rio e pio­neiro nesse sen­tido. O Movi­mento Pró-albino de Angola não surge por­que elas falha­ram, mas por­que o seu sucesso criou uma nova neces­si­dade e opor­tu­ni­dade. As asso­ci­a­ções como a 4As, OYO, ALPA e outras plan­ta­ram as semen­tes, cul­ti­va­ram o ter­reno, e agora vemos uma flo­resta a cres­cer. O Movi­mento é a estru­tura que per­mite a essa flo­resta flo­res­cer de forma coor­de­nada. O que iden­ti­fi­cá­mos não foi um vazio, mas, sim, uma opor­tu­ni­dade.

Pri­meiro, iden­ti­fi­cam-se esfor­ços dis­per­sos. As asso­ci­a­ções fazem um tra­ba­lho mag­ní­fico, mas, mui­tas vezes, iso­la­da­mente, cada uma na sua pro­vín­cia ou comu­ni­dade. Boas prá­ti­cas desen­vol­vi­das por exem­plo em Luanda não che­ga­vam ao Huambo, recur­sos mobi­li­za­dos em Ben­guela não bene­fi­ciam o Cunene, há dupli­ca­ção de esfor­ços em algu­mas áreas e lacu­nas nou­tras.

Segundo, a voz colec­tiva ainda é frag­men­tada. Quando cada asso­ci­a­ção dia­loga indi­vi­du­al­mente com minis­té­rios ou par­cei­ros, a men­sa­gem é menos impac­tante do que quando fala­mos com uma voz uni­fi­cada, repre­sen­tando uma pla­ta­forma naci­o­nal.

Ter­ceiro, a capa­ci­dade téc­nica e ins­ti­tu­ci­o­nal é vari­á­vel. Algu­mas asso­ci­a­ções têm estru­tu­ras for­tes, outras são mais infor­mais. O Movi­mento vai per­mi­tir a par­ti­lha de conhe­ci­mento, for­ma­ção e apoio mútuo, for­ta­le­cendo a todas.

Quarto, fal­tava uma estru­tura para advo­ca­cia sis­te­má­tica e moni­to­ri­za­ção de polí­ti­cas públi­cas. O PAPPA 2027 existe, mas, pre­ci­sa­mos de uma estru­tura que acom­pa­nhe a sua imple­men­ta­ção efec­tiva e que dia­lo­gue tec­ni­ca­mente com o Estado a nível naci­o­nal.
O movi­mento pre­tende fazer o cadas­tro ou, se não, a par­tir de que bases vai tra­ba­lhar sem saber quan­tos são em número ?

Temos como base ini­cial o Censo de 2024 que con­ta­bi­li­zou a exis­tên­cia de cerca de 599.028 pes­soas com albi­nismo em Angola, cor­res­pon­dendo a 1,6% da popu­la­ção.

Um tra­ba­lho sub­se­quente com as auto­ri­da­des e asso­ci­a­ções locais será neces­sá­ria para melhor afe­rir a dis­tri­bui­ção ter­ri­to­rial efec­tiva deste grupo e reais neces­si­da­des e desa­fios que enfren­tam.
“Igreja Cató­lica dá exem­plo de inclu­são social, atra­vés da eli­mi­na­ção de prá­ti­cas tra­di­ci­o­nais dis­cri­mi­na­tó­rias”

O Movi­mento vai ava­liar a imple­men­ta­ção de forma fase­ada, de um Registo Naci­o­nal de Pes­soas com Albin i s mo, a p e n a s , c a s o s con­di­ci­o­nan­tes legais e boas prá­ti­cas sejam satis­fei­tas como ali­nha­mento com a Lei de Pro­tec­ção de Dados Pes­so­ais de Angola.
A orga­ni­za­ção pensa em pro­por a cri­mi­na­li­za­ção no âmbito da pro­mo­ção e defesa dos direi­tos das pes­soas com albi­nismo?

Sim, mas, com cui­dado estra­té­gico sobre o que, como e quando cri­mi­na­li­zar.

Angola não enfrenta o mesmo nível de vio­lên­cia extrema que Tan­zâ­nia ou Malawi. A nossa abor­da­gem cri­mi­nal deve ser cali­brada à nossa rea­li­dade, não copiar cega­mente legis­la­ções dese­nha­das para con­tex­tos dife­ren­tes. Pro­po­mos cri­mi­na­li­zar espe­ci­fi­ca­mente o gra­va­mento de penas de cri­mes por ódio, que envol­vam a vio­lên­cia, seques­tro, muti­la­ção ou homi­cí­dio de cida­dãos, pelo sim­ples facto de serem pes­soas com albi­nismo.

Prá­ti­cas tra­di­ci­o­nais pre­ju­di­ci­ais: Ritu­a­li­za­ção de par­tes cor­po­rais de pes­soas com albi­nismo deve ser tipi­fi­cada como crime espe­cí­fico. Inci­ta­ção pública à vio­lên­cia deve ser puní­vel.

Dis­cri­mi­na­ção ins­ti­tu­ci­o­nal grave. Recusa de matrí­cula esco­lar ou demis­são expli­ci­ta­mente por motivo de albi­nis­mo­de­vem­ter­con­se­quên­cias legais cla­ras (não neces­sa­ri­a­mente cri­mi­nais, podem ser cíveis ou admi­nis­tra­ti­vas).
Que ideias e ini­ci­a­ti­vas pre­ten­dem levar, como pri­o­ri­da­des, às i nsti­tui­ções do Estado?

Não pode­mos ir às ins­ti­tui­ções ape­nas com prin­cí­pios gerais. Pre­ci­sa­mos de pro­pos­tas espe­cí­fi­cas, cus­te­a­das e ali­nha­das com capa­ci­da­des do Estado.

Pro­grama p r i meiro emprego i nclu­sivo com sub­sí­dios tem­po­rá­rios, F u n d o d e Ap o i o a o Empre­en­de­do­rismo com micro­cré­dito boni­fi­cado, casa que pro­te­gem.

Quanto à Jus­tiça, For­ma­ção espe­ci­a­li­zada para polí­cia e magis­tra­dos Linha Verde de Denún­cia com res­posta

em 72h de deta­lha­das com orça­men­tos rea­lis­tas, advo­ca­cia mul­ti­ní­vel (minis­té­rios, par­la­mento, par­cei­ros inter­na­ci­o­nais), e imple­men­ta­ção piloto antes de esca­lar naci­o­nal­mente sonhos e capa­ci­da­des q ue devem s e r valo­ri­za­dos e rea­li­za­dos.
O que está em car­teira sobre os desa­fios de saúde ?

O can­cro de pele é a ame­aça mais grave e pre­ve­ní­vel que pes­soas com albi­nismo enfren­tam. Sem pro­tec­ção ade­quada, estes desen­vol­vem o can­cro em média aos 2030 anos (con­tra 607 0 a nos na popu­la­ção geral). Estu­dos regi­o­nais

i ndi­cam que é causa de morte pre­ma­tura em 6080% dos casos sem inter­ven­ção. Mas a boa notí­cia: com pro­tec­ção solar ade­quada desde a infân­cia, o risco reduz em 90%.

O nosso plano inte­gra cinco pila­res a imple­men­tar de forma fase­ada. Pre­ven­ção Pri­má­ria: Pro­grama "Sol Seguro" garan­tindo acesso con­tí­nuo a pro­tec­tor solar de qua­li­dade atra­vés do SNS. Dis­tri­bui­ção de ves­tu­á­rio e aces­só­rios de pro­tec­ção UV. Cam­pa­nhas "ABC da Pro­tec­ção Solar" com mate­ri­ais em por­tu­guês e lín­guas naci­o­nais.

Cam­pa­nhas de Sen­si­bi­li­za­ção, Moni­to­ri­za­ção: Sis­tema "Pele­vi­gi­lân­cia" com registo naci­o­nal de casos, per­mi­tindo medir impacto do pro­grama de pre­ven­ção.

Par­ce­rias essen­ci­ais: MINSA (pro­tec­ção solar, con­sul­tas), Minis­té­rio da Edu­ca­ção (cam­pa­nhas esco­la­res), sec­tor pri­vado (for­ne­ci­mento a pre­ços soci­ais), par­cei­ros.
Um fundo espe­cial para lidar com a con­di­ção da pes­soa com albi­nismo ou a sub­ven­ção dos medi­ca­men­tos?

Apoi­a­mos for­te­mente esta pro­posta. É neces­sá­rio. Ter, na famí­lia, mem­bros com albi­nismo cria cus­tos adi­ci­o­nais que famí­lias vul­ne­rá­vei s não c onse­guem supor­tar. Pro­tec­tor solar de qua­li­dade custa Kz entre 10.000-50.000. Ócu­los cus­tam Kz 30.000-300.000. Para famí­lia com renda de Kz 50.000-150.000/mês, estes cus­tos são proi­bi­ti­vos. O resul­tado: famí­lias raci­o­na­li­zam pro­tec­tor, sal­tam con­sul­tas, cri­an­ças fal­tam à escola. O fundo eli­mina esta bar­reira finan­ceira.
A Fun­da­ção Bri­lhante tem estado a dis­tri­buir cre­mes de pro­tec­ção da pele a cri­an­ças, ado­les­cen­tes e adul­tos em algu­mas pro­vín­cias do país. Con­si­dera ser um avanço e pre­o­cu­pa­ção para com as pes­soas com albi­nismo?

Abso­lu­ta­mente, sim. Quero ser enfá­tico no reco­nhe­ci­mento por­que é impor­tante cele­brar quem age.

A Fun­da­ção Bri­lhante e outras orga­ni­za­ções com os seus pro­gra­mas de Res­pon­sa­bi­li­dade Social Cor­po­ra­tiva (RSC) têm demons­trado com as suas acções sen­si­bi­li­dade social e com­pre­en­são de que empre­sas têm res­pon­sa­bi­li­dade para além do lucro. Em mui­tos paí­ses, empre­sas falam de Res­pon­sa­bi­li­dade Social Cor­po­ra­tiva (RSC), mas não agem. A Fun­da­ção está a agir, e merece aplau­sos.

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